Os Valores Humanos, os Antivalores e os Desvalores

Arquitetura Humana

“O Valor Humano é essencialmente um Valor intrínseco ao Homem na sua relação consigo e com os que o rodeiam. Resultará da integração dos vários Valores Humanos, em diferentes graus de inclusão, em cada Ser Humano. De certo modo, é um Valor Social pois o Homem é um Ser que vive em Sociedade e para quem a Vida solitária não está de acordo com a sua génese.

Como eu defino Valor Humano: “- Expressão, com resultado Humano positivo, do mundo interior do Homem sobre o mundo exterior.”; ou; “- Partilha de positivismo Humanista entre Seres Humanos”.

Para maior compreensão do texto que vou desenvolver, vou explicitar o que são Valores Humanos, Antivalores e Desvalores. Assim:

  • Valores Humanos – são o conjunto de características de uma determinada Pessoa ou Organização, que determina a forma como a Pessoa ou Organização se comportam e interagem com outros indivíduos e com o meio ambiente.

“Os Valores Humanos [Amor, Altruísmo, Amizade, Bem Comum, Cidadania, Civilização, Civismo, Comunidade, Consciência, Cultura, Dignidade, Educação, Esperança, Ética, Felicidade, Humanização, Idealismo, Igualdade, Justiça, Liberdade, Solidariedade] – (http://www.escoladecidadania.org/) O caráter universal e global destes são fundamentais para todas as mudanças de paradigmas civilizacionais no Futuro. Sem eles o VALOR do Homem ficará amputado e desviado do verdadeiro sentido da sua VIDA.” – Alfredo Sá Almeida

  • Antivalores – Os antivalores são contrários à dignidade da natureza humana. Uma pessoa que age sob o efeito dos antivalores, por muitas vezes, é uma pessoa fria e sem escrúpulos que não mede as consequências de seus atos. Os antivalores causam rejeição e são motivo de evasão nas pessoas. A lista que apresento abaixo não deve ser considerada exaustiva, apenas como significativa e representativa de Valores Humanos e Antivalores.

Valores Humanos

Antivalores

Amor

Ódio

Altruísmo

Egoísmo

Amizade

Discórdia

Empatia

Frieza

Bem Comum

Indiferença

Cidadania

Exclusão social

Civilização

Subdesenvolvimento

Civismo

Desrespeito

Comunidade

Isolamento

Consciência

Inconsciência

Cultura

Ignorância

Dignidade

Indignidade

Educação

Grosseria

Esperança

Desilusão

Ética

Corrupção

Felicidade

Tristeza

Humanização

Desumanização

Idealismo

Materialismo

Igualdade

Desigualdade

Justiça

Injustiça

Liberdade

Escravidão

Solidariedade

Aversão, hostilidade

  • Desvalores – Falta de Valor; perda de estima. Ausência de determinados Valores Humanos. Ou seja, Valores Humanos que não têm expressão numa determinada Pessoa.

Um Ser Humano, durante a sua vida e vivência em Sociedade, poderá integrar em si Valores Humanos, Antivalores e Desvalores, com diferentes graus de inclusão na sua personalidade e no seu caráter. O resultado dessa integração constituirá o seu Valor Humano que se repercutirá na interação em Sociedade, nas mais diversas situações.

Só poderemos considerar que uma Pessoa possui Valor Humano quando esse grau de integração for de natureza global positiva. Todas aquelas Pessoas que apenas integrarem Valores Humanos, sem Antivalores, terão um maior grau de Valor Humano, do que aquelas que integrarem predominantemente Antivalores.

Torna-se evidente que a ausência de determinados Valores Humanos, facto que por si só não constituirá Antivalor, não contribuirá para salientar o caráter francamente positivo do Valor Humano.

Devemos ter em linha de conta que a relação entre Valores Humanos, Antivalores e Desvalores, num Ser Humano, tem um caráter dinâmico e de certo modo evolutivo. Ao longo de uma vida e de uma vivência todas estas características vão tomando forma e ‘moldando’ a Pessoa, os seus comportamentos e as suas atitudes. O seu equilíbrio emocional, ou inteligência emocional, darão um contributo mais ou menos positivo para este processo de integração de Valores e/ou Antivalores ou ausência deles.

Assim sendo, cada um de nós será um resultado original deste processo de constituição de Valor Humano.

O mesmo se passa com as diferentes inteligências (racional, emocional e espiritual) que se exprimem em nós.

No entanto, mais inteligência por si só não representará mais Valor Humano, pois poderá estar completamente ‘desviada’ para os Antivalores.

Se pudéssemos estabelecer uma quantificação do Valor Humano para uma População Humana de um País, um Continente ou do Planeta, seguramente encontraríamos uma distribuição Gaussiana, também chamada de distribuição Normal, por estar relacionada com os fenómenos da Vida.

Distribuição Gaussiana

Esta distribuição de ocorrências representa a probabilidade de encontrar um determinado Valor numa determinada faixa desta curva. Assim, encontraremos (da esquerda para a direita da curva) respetivamente, uma quantidade de Pessoas com pouco ou nenhum Valor Humano (do lado esquerdo da curva) e uma certa quantidade de outras Pessoas com muito Valor Humano (lado direito da curva).

Na zona central desta curva, situar-se-ão as Pessoas comuns que caracterizarão um determinado padrão de Valor Humano, nessa População estudada.

Outro aspeto a ter em linha de conta sobre o Valor Humano é que está independente da religiosidade assumida pela Pessoa. Os princípios do Valor Humano são comuns a todas a Religiões, não podendo, portanto, confundir-se com estas. Por outro lado, a fé num Deus não acrescenta nem retira Valor Humano a uma Pessoa. São as atitudes e comportamentos em Sociedade, bem como o estatuto de coerência com a Pessoa em questão, imbuída de determinados Valores, que determina o Valor Humano em causa.

O mesmo se passa com as nuances culturais, em determinadas regiões do globo. Os Valores Humanos nessas Regiões estarão em consonância com a Cultura dessa Região.

As eventuais incapacidades físicas que uma Pessoa possa ter, com ou sem diversas dependências sociais, não deverão constituir fator de exclusão de grau de valorização em Valores Humanos. Apenas em situações em que existam incapacidades mentais, essas Pessoas estarão dispensadas dessa valorização.

Significa isto que os Valores Humanos, os Antivalores e os Desvalores, são comuns a toda a espécie Humana, e, como tal, devem ser entendidos com as suas especificidades. É a Educação que influencia toda a cadeia de Valor da Humanidade.

Todos os processos que a Humanidade desenvolver para melhorar o Valor Humano, seja pelos processos educativos, formativos ou de melhoria das condições de vida das Pessoas, tenderão a deslocar e curva para o lado direito, no sentido do maior Valor Humano.

Distribuição Gaussiana evolutiva

O Desenvolvimento Humano está dependente deste processo evolutivo. Poderemos dizer que quanto maior for o Valor Humano de uma Sociedade, maior será o seu grau de desenvolvimento. E, se esse desenvolvimento for Sustentável (em consonância com a Biosfera), maior Valor global terá no contexto das Nações.

Poderemos igualmente afirmar, que todas as medidas tomadas pela Governação de um País ou de uma região do mundo que contribuam para um aumento da Valorização Humana da sua População, terão efeitos significativos no Desenvolvimento Humano desse País ou região.

Mas não deveremos confundir Valorização com Desenvolvimento, porque este último está dependente do Valor Humano.

Imaginem que se constrói uma cidade de raiz, moderna e evoluída tecnologicamente, e, que essa cidade passa a ser habitada por ladrões, traficantes, corruptos, assassinos, etc. Seguramente que essa cidade não terá Valor Humano digno de nota. São as Pessoas que habitam uma cidade que conferem maior ou menor Valor à cidade.

Neste contexto, convém lembrar que a Natureza Humana é determinada quer pelo Valor Humano quer pelo Desenvolvimento, pois “é a parte do comportamento humano que se acredita que seja normal e/ou invariável através de longos períodos de tempo e de contextos culturais dos mais variados”.

Todos estes conceitos são evolutivos. Rapidamente chegamos à conclusão que se o Valor Humano for elevado, caracterizará a Natureza e o Desenvolvimento Humanos de uma forma dinâmica e positiva a caminho de um Futuro com prosperidade.

Como poderão facilmente compreender, todos estes processos evolutivos estão dependentes da existência de um clima de Paz global. Pois a Guerra ou a Guerrilha ‘institucionalizada’ prejudicam TUDO, o Valor, a Natureza e o Desenvolvimento Humanos. Ao contrário do que se possa pensar, só em clima de Paz, Segurança, Fraternidade e Respeito mútuo é que é possível desenvolver o Valor Humano de forma sustentada, se os processos educativos forem orientados nesse sentido.

A meu ver, só assim se poderá falar em Futuro próspero.”

Alfredo Sá Almeida                                                                                       28 de Março de 2015

Nota – Adotei da língua Espanhola a palavra ‘Antivalor’, por representar melhor o conceito que pretendo transmitir.

Quem tem medo que o sistema financeiro internacional entre em colapso definitivo?

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“Vivemos uma triste realidade, TODOS estamos dependentes do dinheiro mas reconhecemos que existem fatores deste sistema que nos complicam muito a Vida.

No entanto, ninguém, nenhum Político, nenhum Líder de opinião, nenhum Gestor ou Professor de Finanças, tem a coragem de propor um sistema alternativo que tenha um caráter Humano.

Sejamos claros, dinheiro não representa Valor representa DÍVIDA. Quanto mais Dívida houver mais dinheiro estará em circulação. É com esta crua realidade, que tem suportado todo o sistema financeiro, que temos vivido. É um mundo virtual que alguns desenvolveram em seu benefício para prejuízo de TODOS.

A verdade é que TODOS os Países, TODAS as economias, TODAS as Pessoas estão dependentes do dinheiro e do mundo financeiro. O emaranhado e os estímulos financeiros criados foram de tal ordem que o mais comum dos Cidadãos não é capaz de fazer nada sem pedir um empréstimo. Seja para comprar uma casa, um carro, uma mobília, uma viagem, um curso superior, um mestrado ou um doutoramento, as Pessoas vão empenhar o seu Futuro para TER o que consideram ser importante e urgente na sua vida.

Significa isto que o Valor atribuído ao seu trabalho profissional, à sua dedicação a uma causa não é suficientemente remunerado, e/ou, os impostos que se pagam ao longo da vida e nas mais variadas circunstâncias, não lhes permite ter uma capacidade de bem-estar adequada. A grande maioria das Pessoas sobreendividou-se para satisfazer o seu Ego e todas as atrações e aliciamentos de um mercado que usa a obsolescência programada para ‘agarrar’ TODOS os consumidores.

E o mercado tornou-se ainda mais sofisticado, muito ‘bem acompanhado’ por uma criatividade financeira dos Bancos, que não tem caráter Humano.

Resumo e conclusão criaram e transformaram uma maioria de Pessoas em dependentes do sistema, sem contrapartidas Humanas e de Futuro dignas de nota.

Eu pergunto; Porque tem de ser assim? Afinal de contas, o Sistema Financeiro Internacional (SFI) tem ‘presenteado’ os Cidadãos do mundo, de há décadas e décadas até hoje, com tanta realidade ruim e danosa do Valor Humano, que se torna muito difícil de aceitar que qualquer Ser Humano, culto, sábio, sensível, de espírito global e respeitador da Vida, aceite esta situação sem a poder alterar.

Na realidade o SFI representa, para o bem e para o mal, um PODER inquestionável! Ninguém mais questiona ou pretende alterar significativamente este sistema. É um PODER que está nas mãos de muito poucos (menos de 1% da População Mundial), muito bem defendidos de TUDO e de TODOS os que pretendam causar-lhes dano.

No entanto, o que podemos constatar é que de facto esta atividade financeira internacional, tal como se encontra, tem produzido:

  1. MÁS influências nas Economias dos Países;
  2. Guerras económicas que acabam por degenerar em Guerras violentas entre Seres Humanos;
  3. Destruição do Ambiente e dos equilíbrios da Biosfera;
  4. MÁS influências nas atitudes e comportamentos das Pessoas (ganância, avareza, prepotência, arrogância, escravidão Humana, vícios vários, corrupção, perda de Liberdades e Dignidade Humanas, …);
  5. Dependências várias sejam de natureza Económica ou Financeira, sejam sobre a VIDA das Pessoas;
  6. O rol poderia continuar.

Mas então este sistema não tem trazido nada de bom? Perguntarão alguns! Poderei dizer que tem trazido muito desenvolvimento tecnológico e algum Desenvolvimento Humano, mas de tal maneira condicionado que podemos perguntar que sentido estão a querer dar ao Futuro da Humanidade?

Sobretudo tem trazido um Desenvolvimento Humano carente em Valores Humanos. Será propositado?

É que o Futuro da Humanidade não devia ser decidido por este Sistema nem pelos Políticos que o apoiam. Esta é uma matéria demasiado importante e fundamental para o Homem que não deveríamos permitir que fosse delegada desta maneira.

Mas há um aspeto que muitos de nós falamos, nos indignamos, nos revoltamos e não aceitamos, mas que na realidade não resolvemos NADA com essas atitudes. O que está aqui em causa são as desigualdades sistemáticas e crescentes entre Seres Humanos ricos e pobres, ou, com grandes rendimentos e poucos rendimentos.

Desigualdade

Esta desigualdade acaba por traduzir-se em dificuldades de acesso a elementos básicos de VIDA HUMANA:

  1. Ao sistema Educacional, apesar de estar desajustado do Futuro;
  2. A um sistema de Saúde digno para TODOS;
  3. Ao sistema de Justiça igual para TODOS;
  4. À segurança e integridade dos Cidadãos;
  5. Aos recursos básicos de VIDA (água, alimentos, energia, informação, etc.);
  6. A uma habitação digna e higiénica de cada família;
  7. A um Futuro condigno de Ser Humano com expectativas e sonhos para realizar.

Perante esta triste realidade para os Seres Humanos, não só temos o Direito de questionar como se vão produzir mudanças significativas no Sistema, como temos o dever de o alterar. A não ser que consideremos que está tudo bem como está e que podemos continuar ‘escravos’ desse mesmo sistema. Ou será que temos medo?

Agora que o SFI está em crise profunda, quase agonizante, o objetivo primordial de políticos e financeiros é o de evitar o risco de um colapso. O mais triste de tudo isto é que quem paga a crise são os inocentes que acreditaram no sistema.

Perdeu-se uma excelente oportunidade de iniciar um trabalho profundo para substituir o atual SFI por outro com características mais Humanas e que respeite a sustentabilidade da Biosfera.

Haverá quem afirme que sem o SFI seria o caos total. Mas que fraca consideração demonstram pelas capacidades dos Seres Humanos!

Outros dirão que uma dívida é para a VIDA (e em muitos casos para a morte, pois mesmo morto tem de pagar), e tem de ser paga mesmo que os juros usurários aplicados sobre essa dívida já tenham ultrapassado há muito o valor original desta.

Mas que raio de sistema este em que nos deixámos envolver, que ficámos prisioneiros sem possibilidade de negociação e sem dignidade como Seres Humanos!

Será que nos desenvolvemos em tantas outras áreas do saber e, no entanto, permanecemos tão dependentes deste sistema, como viciados, que não somos capazes de nos libertar do vício?

Por um lado, esses medos de caos, desorganização, falta de autoridade, etc. representam uma falta de genialidade criativa no desenvolvimento de organizações colaborativas e humanitárias. Por outro, representam um argumento preconceituoso, gerado pelo poder do dinheiro sobre aqueles que vivem numa dependência total do dinheiro dos outros.

Mas há ainda o medo de represálias, dos responsáveis pelo SFI, sobre os Países não-alinhados. Não é por acaso que alguns desses atores são apelidados de ‘senhores da guerra’, tal é influência que detêm sobre o poder político dos Países.

Temos assistido a tentativas de reformas demasiado cautelosas (para não dizer medrosas) do SFI por parte de Países, Federações de Estados ou da Comunidade Europeia, mas acabamos por verificar que pouca coisa muda. Os paraísos fiscais continuam, os mercados financeiros comandam as dívidas soberanas dos Países, os Bancos continuam a desenvolver atividades duvidosas, etc.

E assim vamos, ‘cantando e rindo’, até um Futuro desconhecido e sem a participação dos Cidadãos.

Eu não me conformo com esta realidade e pretendo influenciar uma mudança de Paradigma do Futuro Coletivo do Ser Humano. Daí ter decidido escrever sobre o Valor Humano.

A particularidade essencial do sistema baseado no Valor Humano é que não está dependente do SFI, mas apenas do real VALOR de cada um de nós na construção de raiz de uma Vida com Futuro digno, sem o atual conceito dinheiro.

Em linhas gerais, que desenvolverei detalhadamente mais adiante, considero que os eixos principais do referencial do Valor Humano:

  1. É intrínseco a cada um de nós. É o resultado daquilo que somos, como nos comportamos em Sociedade, como gerimos o nosso Futuro e nos integramos no Futuro Coletivo.
  2. Representa a nossa capacidade em desenvolver uma atividade profissional, de criar uma família, ou, se preferir se manter celibatário, de nos relacionarmos positivamente com os outros.
  3. Também está relacionado com o respeito de cada Ser à Biosfera, ao Ambiente e à Sustentabilidade.

Assim sendo, cada um de nós será avaliado pelos nossos pares, qualificados e certificados para o efeito, com a frequência considerada necessária. O resultado dessa avaliação será transformada em Valor, que passará a estar indissociado da Pessoa em questão.

Não existirá limite para o Valor Humano. Quanto maior for a capacidade demonstrada de afetar positivamente a vida dos outros, maior será o Valor gerado.

Por outro lado, a cada Ser Humano avaliado será atribuído um Valor base que lhe permitirá alimentar-se e ter uma Vida digna com recursos básicos. Todo o Valor acrescido a este básico é da exclusiva responsabilidade do próprio, pelas decisões e iniciativas que tomar, pela realidade que construir, etc.

A TODOS será dada a oportunidade de, nos primeiros 20 anos de Vida, desenvolver as competências básicas, criatividade e conhecimentos que melhor estiverem adequados ao seu Ser, bem como uma formação em Valores Humanos que lhe permita desenvolver uma personalidade e um caráter, para estar preparado para uma vivência positiva em Sociedade.

O Valor Humano adquirido ao longo da Vida de cada Ser tem várias particularidades:

  1. Não pode ser emprestado;
  2. Não pode ser dado;
  3. Não vence juros;
  4. Não é possível obter crédito de Valor;
  5. Apenas pode ser trocado por produtos, serviços ou formação extra;
  6. Pode ser utilizado em actos futuros de renovação de infraestruturas e de desenvolvimento humano;
  7. É possível utilizar Valor excedentário da própria Pessoa, em investimentos criativos (arte, cultura), produtivos (fábricas, oficinas, etc.) e empresariais (agrícolas, serviços, formação, saúde, justiça, segurança, etc.) ou, em desenvolvimento humano e ambiental, projetos que sejam potenciadores de Valor para o próprio, ou, outras Pessoas que adiram.

O Valor Humano NÃO É DINHEIRO, É VALOR CONCRETO. Tem caráter universal e intransmissível e deve ser um sistema Global. Existirão leis que impedirão a utilização de mecanismos monetários e financeiros aplicados ao VALOR HUMANO.

E você caro Leitor, teria medo que este sistema, baseado no Valor Humano, se desenvolvesse?

Tenho fundamentos para acreditar que uma utopia de caráter Humanista contribuirá para grandes mudanças na Sociedade do Futuro.

Alfredo Sá Almeida                                                                                       24 de Março de 2015

Se somos todos originais porque nos comportamos como cópias?

Originais e cópias

“Eu não quero morrer cópia de ninguém! Reconheço que existem muitas Pessoas que preferem ser cópias de alguém, copiando os comportamentos mas não assumem um Valor ou identidade próprios. Preferem viver uma vida virtual que não iluminam.

A vida dos Homens que pretendem transformar-se em Seres Humanos deve ser acompanhada e acarinhada com atenção. Quantos ciclos de vida Humana são necessários para conseguirmos demonstrar que não somos aquilo que alguns, tão insistentemente, forçam muitos a copiarem atitudes e comportamentos de não valor?

Esta é uma batalha constante para quem não exerce o poder mas que tem Valor Humano. O poder praticado por alguns (seja em matéria económica, política ou financeira) tenta impor padrões aberrantes de não valor a muitos Homens para usufruírem de um valor monetário que não se coaduna com o Valor Humano.

O que temos assistido nestas últimas décadas da vida cíclica do Homem, é a um proliferar de aberrações camufladas de uma liberdade que aprisiona, que vicia quem decidir aderir. Assim, o Homem em vez de crescer como Ser Humano transformou-se num produto de mercado com ciclos de valor monetário que o afastou decididamente da sua progressão de Vida com um Futuro de Valor Humano.

Nascemos puros como Humanos e transformamo-nos em ‘matéria’ sem Valor Humano mas com potencial de um mercado vazio de Vida.

Se analisarmos com cuidado o Valor da Vida Humana e naquilo que nos forçaram a fazer ao longo da História do Homem, seja pela escravidão formal ou pela dissimulada de um Valor virtual, que de Humano se torna duvidoso de aceitar, verificamos que estamos longe de nos tornarmos Seres evoluídos como espécie.

O mais triste desta realidade é o facto de todos aqueles Seres Humanos que têm vontade e determinação para influenciar outros Homens a seguir os seus exemplos, serem tratados com um desprezo tal que não lhes é permitido serem facultados recursos comunicacionais e de difusão de ideias que permitam outro desenvolvimento Humano, mais coerente com o Valor da Vida. Estou a falar das célebres ‘guerras’ das audiências, nos meios de comunicação social, que afinal de Valor Social têm muito pouco, mas muito de valor monetário.

Vem isto a propósito de uma afirmação de uma personalidade bem conhecida da média nacional, que tem conduzido programas de grande audiência televisiva, mas de inexistente Valor Humano, que diz numa entrevista intitulada: “Em Portugal, tudo o que não é intelectual é telelixo” onde a entrevistada também afirma “Ao contrário do que as pessoas pensam, não mando nada na minha vida” (http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=4466725).

Esta notícia mereceu o meu comentário, pelo facto desta figura pública não ser capaz de reconhecer que os programas que apresenta são verdadeiro telelixo – “Infelizmente há Pessoas que ainda não compreenderam que o Valor Humano não tem a ver apenas com questões intelectuais mas sim com a rejeição de programas que não acrescentam Valor a ninguém, nem contribuem pedagogicamente para NADA. Apenas para ‘encher’ os bolsos de alguns e acrescentar NÃO VALOR a muitos. Triste figura, muito triste o que algumas figuras públicas fazem.”

E assim estamos em matéria de Valor Humano, quem pretende desenvolver valor monetário sem Valor Humano, tem luz verde para avançar no desfigurar da Humanidade, quem pretende transmitir ideias Humanas com Valor tem luz vermelha para ficar parado à espera de uma audiência que tarda em avolumar-se, pois os viciados em desvalor são muitos e capazes de ‘abafar’ qualquer vislumbre de matéria para reflexão e caráter Humano.

E, pelos vistos, são cada vez mais os que pretendem ser cópias defeituosas de Seres Humanos e que não têm vida própria.

A continuarmos por este caminho não auguro um Futuro brilhante aos Povos, à Sociedade, aos Países e ao mundo. Pois, se continuarmos a considerar que o importante é a audiência, mesmo que o que estamos a transmitir não tem Valor Humano, então quaisquer ideias de Valor Humano terão que ‘vestir uma roupa folclórica’ para chegar e atrair as Pessoas. Não que o genuíno Folclore não tenha Valor Humano, mas porque se valem dele para travestir temas com muita importância mas pouca audiência.

Carl Jung - Iluminado

O mais grave de toda esta realidade é que distorcemos o Valor da Liberdade a favor do valor monetário em vez de o ajustarmos ao Valor Humano. Será que alguma vez recuperaremos a Liberdade de volta?

Atualmente, no universo empresarial e de mercado, dá-se muita importância à inovação e criatividade, mas desde que esteja orientada para o negócio, como se o mercado fosse o Valor Humano. A inovação e criatividade são características da inteligência Humana tão importantes que não mereciam ser tratadas com tanto desprezo. Ou seja, inovação e criatividade que se ‘preze’ tem de estar orientada para o mercado, para o crescimento do negócio, para o valor monetário, pois se assim não for não terão vida nos mercados.

Assim, o Homem encontrou um subterfúgio para se esconder atrás de uma máscara que julga que o faz brilhar, mas onde o resultado final o faz perder Valor Humano. Pode até acontecer que o Homem chegue a um ponto de não retorno para uma via mais Humanista. É esse mundo de consumo, de atração constante pelo ‘novo’, de viciação de comportamentos que se tornam valorizados nos dias de hoje, tal foi o pseudo desenvolvimento que foi dado aos mercados e ao valor monetário, mas onde o Homem se vai perdendo como Humano.

Exemplos destes proliferam no mundo atual onde os Homens se descaracterizaram, no seu ciclo vital, não acrescentando Valor para o ciclo seguinte. Podemos até afirmar que vamos viver de ciclo em ciclo até à descaracterização total como Seres Humanos.

Mas não faltarão Pessoas inteligentes que dirão que esta é que é a verdadeira vida, aquela que tem um futuro. Onde estão os Seres Humanos inteligentes capazes de demonstrar a estas ‘inteligências’ que estão erradas no caminho e que esse futuro não tem Valor?”

Alfredo Sá Almeida                                                                                       21 de Março de 2015

Valor Humano

Futuro Coletivo

“A razão por que decidi escrever sobre o Valor Humano prende-se com o facto de ter vindo a defender que é urgente uma mudança de Paradigma da Sociedade Global atual, onde o Valor Monetário domina e produz sistematicamente mais e mais desigualdades entre Humanos, sem melhorar significativamente os padrões de dignidade Humana.

O que temos vindo a assistir, com muita frequência nos domínios Político e Financeiro que gerem os Países, é a uma constante falta de ética, sem princípios e Valores Humanos, onde predomina a arrogância, a ganância, a prepotência, a corrupção, a esperteza ‘saloia’, a agressão gratuita (verbal e física), a falta constante de respeito e consideração pela VIDA e pelo Ser Humano, bem como, pelo Desenvolvimento Humano Global e Sustentável.

Nos meus livros, “O Homem e Futuro” (2013) e “Despertar para o Futuro” (2014), defendi a importância dos Valores Humanos na Educação e na Sociedade e o modo como podemos encarar o Futuro com confiança se despertarmos para uma realidade onde o Homem será o CENTRO de todo o sistema e o Valor Humano o referencial de valorização de TODA a Economia Global e Regional.

Agora, chegou o momento de eu desenvolver o tema que, a meu ver, será a verdadeira mudança Paradigmática da Sociedade Futura – o Valor Humano.

Irei defender o como e o porquê da aplicação do Valor Humano à Economia e à Sociedade, acabando de vez com TODO o sistema monetário e financeiro mundial, que apenas tem provocado um desenvolvimento global fictício (virtual), sem sustentabilidade e amplificando as desigualdades Sociais.

Como se define Valor Humano?

Primeiro concentremo-nos no significado de Valor: merecimento, talento, reputação, coragem, valentia.

Depois, vamos definir Valor: “- É uma qualidade que confere às coisas, aos feitos ou às Pessoas uma estimativa, seja ela positiva ou negativa.”

A Axiologia é o ramo da Filosofia que estuda a natureza e a essência do Valor.

Agora vou eu definir o que considero ser Valor Humano: “- Expressão, com resultado Humano positivo, do mundo interior do Homem sobre o mundo exterior.”; ou; “- Partilha de positivismo Humanista entre Seres Humanos”.

O Valor Humano é essencialmente um Valor intrínseco ao Homem na sua relação consigo e com os que o rodeiam. De certo modo, é um Valor Social pois o Homem é um Ser que vive em Sociedade e para quem a Vida solitária não está de acordo com a sua génese.

Igualmente, o Valor Humano passará a ser considerado como uma valorização económica (onde o dinheiro deixará de existir), pois está sujeito a uma avaliação realizada por Pessoas qualificadas para o efeito. É dessa avaliação objetiva, como Pessoa íntegra e capaz de se relacionar com os outros pares, de cada Ser Humano presente neste Planeta, que resultará o seu Valor como Humano capaz de contribuir para o bem da Sociedade e o seu desenvolvimento. Cada Pessoa Vale pelo que é, pela sua coerência, pelo seu caráter e personalidade, e como se comporta em Sociedade durante a sua Vida. A sua presença e respetiva identificação são suficientes para lhe permitir (ou não) manter a sua dignidade como Ser Humano com direito a todos os elementos básicos de uma Vida Humana (água, alimentos, energia, condições de habitabilidade, Educação, Trabalho, Saúde, Justiça e Segurança). Mas com deveres intrínsecos de Ser Humano sobre toda a VIDA, seja ela Humana ou não, assim como, sobre o Bem Comum.

Quanto mais desenvolvidos e elaborados os Valores Humanos estiverem em cada um de Nós, com uma perspetiva de Futuro Coletivo, onde a Inteligência e Consciência Coletivas são as orientações referenciais, mais Valor Humano teremos, e, como consequência maior capacidade de influência sobre a Sociedade e definição das orientações Futuras para a Sociedade. Aqui o Poder é representado por essa capacidade de influenciar o Futuro da Humanidade, pela demonstração da sua capacidade de Valor Humano.

Tenho consciência que o Homem não integra apenas características de Valor, também integra algumas que não possuem Valor e que, na maior parte das vezes, atrapalham a expressão do Valor Humano. No entanto, nem sempre, ao longo de uma Vida, predominam as de não Valor. Na grande maioria das Pessoas o balanço é claramente positivo.

O sistema que irei desenvolver neste livro, não existe. Portanto, não será possível nem desejável estabelecer comparações com o simulacro de Valor Humano que atualmente está disseminado pelo mundo do Valor Monetário, onde impera a lei do mais forte e do poder subjugador e manipulador sobre todos.

TODOS teremos de aprender de novo sobre o que se considera ser o Valor Humano e deveremos passar por mudanças de mentalidade e de vivência em Sociedade, distintas das atuais, para podermos integrar-nos nesta nova dimensão de Valor. Como em todas as mudanças de Paradigma, haverá fases de transição e/ou saltos quânticos quando forem entendidos como positivos para essa mudança. Mas uma certeza inabalável estará presente, a VONTADE de mudar para melhor.

Bem-vindo a um novo mundo, a um Planeta que começará a ser sustentável e sustentado por TODOS os Seres Humanos. Um Planeta onde a VIDA é um bem supremo e que deve ser preservada e desenvolvida sustentadamente. Onde passarão a existir os Direitos da Biosfera como entidade de Direito próprio, defendida por Humanos contra os abusos de outros Humanos.

Neste novo mundo deixaremos a Era do Antropoceno (Homem Novo) e passaremos para uma nova era, a Era do Sofoceno (Homem Sábio). Quem vier por bem terá um Futuro como Ser Humano de Valor. Quem estiver mal-intencionado e com mais vontade de destruir do que construir, não terá um Futuro entre os Humanos.

Neste novo livro vou necessitar das opiniões dos meus Leitores, das críticas construtivas, das opiniões metodológicas que considerarem que são relevantes para o tema a desenvolver. Enfim, numa palavra, da vossa participação para uma troca dinâmica de ideias e para a construção de um novo Paradigma de Sociedade Futura.”

Alfredo Sá Almeida                                                                       19 de Março de 2015

“Despertar para o Futuro” em e-Book Kobo

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Estimados Leitores, o meu segundo livro “Despertar para o Futuro” já se encontra publicado em e-Book na Kobo:

Também pode adquirir o meu livro em formato impresso na Amazon. (p.e. Amazon UK):

Desejo a todos uma excelente leitura. Espero que gostem.

Alfredo Sá Almeida                                                                                    6 de Março de 2015