Se somos todos originais porque nos comportamos como cópias?

Originais e cópias

“Eu não quero morrer cópia de ninguém! Reconheço que existem muitas Pessoas que preferem ser cópias de alguém, copiando os comportamentos mas não assumem um Valor ou identidade próprios. Preferem viver uma vida virtual que não iluminam.

A vida dos Homens que pretendem transformar-se em Seres Humanos deve ser acompanhada e acarinhada com atenção. Quantos ciclos de vida Humana são necessários para conseguirmos demonstrar que não somos aquilo que alguns, tão insistentemente, forçam muitos a copiarem atitudes e comportamentos de não valor?

Esta é uma batalha constante para quem não exerce o poder mas que tem Valor Humano. O poder praticado por alguns (seja em matéria económica, política ou financeira) tenta impor padrões aberrantes de não valor a muitos Homens para usufruírem de um valor monetário que não se coaduna com o Valor Humano.

O que temos assistido nestas últimas décadas da vida cíclica do Homem, é a um proliferar de aberrações camufladas de uma liberdade que aprisiona, que vicia quem decidir aderir. Assim, o Homem em vez de crescer como Ser Humano transformou-se num produto de mercado com ciclos de valor monetário que o afastou decididamente da sua progressão de Vida com um Futuro de Valor Humano.

Nascemos puros como Humanos e transformamo-nos em ‘matéria’ sem Valor Humano mas com potencial de um mercado vazio de Vida.

Se analisarmos com cuidado o Valor da Vida Humana e naquilo que nos forçaram a fazer ao longo da História do Homem, seja pela escravidão formal ou pela dissimulada de um Valor virtual, que de Humano se torna duvidoso de aceitar, verificamos que estamos longe de nos tornarmos Seres evoluídos como espécie.

O mais triste desta realidade é o facto de todos aqueles Seres Humanos que têm vontade e determinação para influenciar outros Homens a seguir os seus exemplos, serem tratados com um desprezo tal que não lhes é permitido serem facultados recursos comunicacionais e de difusão de ideias que permitam outro desenvolvimento Humano, mais coerente com o Valor da Vida. Estou a falar das célebres ‘guerras’ das audiências, nos meios de comunicação social, que afinal de Valor Social têm muito pouco, mas muito de valor monetário.

Vem isto a propósito de uma afirmação de uma personalidade bem conhecida da média nacional, que tem conduzido programas de grande audiência televisiva, mas de inexistente Valor Humano, que diz numa entrevista intitulada: “Em Portugal, tudo o que não é intelectual é telelixo” onde a entrevistada também afirma “Ao contrário do que as pessoas pensam, não mando nada na minha vida” (http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=4466725).

Esta notícia mereceu o meu comentário, pelo facto desta figura pública não ser capaz de reconhecer que os programas que apresenta são verdadeiro telelixo – “Infelizmente há Pessoas que ainda não compreenderam que o Valor Humano não tem a ver apenas com questões intelectuais mas sim com a rejeição de programas que não acrescentam Valor a ninguém, nem contribuem pedagogicamente para NADA. Apenas para ‘encher’ os bolsos de alguns e acrescentar NÃO VALOR a muitos. Triste figura, muito triste o que algumas figuras públicas fazem.”

E assim estamos em matéria de Valor Humano, quem pretende desenvolver valor monetário sem Valor Humano, tem luz verde para avançar no desfigurar da Humanidade, quem pretende transmitir ideias Humanas com Valor tem luz vermelha para ficar parado à espera de uma audiência que tarda em avolumar-se, pois os viciados em desvalor são muitos e capazes de ‘abafar’ qualquer vislumbre de matéria para reflexão e caráter Humano.

E, pelos vistos, são cada vez mais os que pretendem ser cópias defeituosas de Seres Humanos e que não têm vida própria.

A continuarmos por este caminho não auguro um Futuro brilhante aos Povos, à Sociedade, aos Países e ao mundo. Pois, se continuarmos a considerar que o importante é a audiência, mesmo que o que estamos a transmitir não tem Valor Humano, então quaisquer ideias de Valor Humano terão que ‘vestir uma roupa folclórica’ para chegar e atrair as Pessoas. Não que o genuíno Folclore não tenha Valor Humano, mas porque se valem dele para travestir temas com muita importância mas pouca audiência.

Carl Jung - Iluminado

O mais grave de toda esta realidade é que distorcemos o Valor da Liberdade a favor do valor monetário em vez de o ajustarmos ao Valor Humano. Será que alguma vez recuperaremos a Liberdade de volta?

Atualmente, no universo empresarial e de mercado, dá-se muita importância à inovação e criatividade, mas desde que esteja orientada para o negócio, como se o mercado fosse o Valor Humano. A inovação e criatividade são características da inteligência Humana tão importantes que não mereciam ser tratadas com tanto desprezo. Ou seja, inovação e criatividade que se ‘preze’ tem de estar orientada para o mercado, para o crescimento do negócio, para o valor monetário, pois se assim não for não terão vida nos mercados.

Assim, o Homem encontrou um subterfúgio para se esconder atrás de uma máscara que julga que o faz brilhar, mas onde o resultado final o faz perder Valor Humano. Pode até acontecer que o Homem chegue a um ponto de não retorno para uma via mais Humanista. É esse mundo de consumo, de atração constante pelo ‘novo’, de viciação de comportamentos que se tornam valorizados nos dias de hoje, tal foi o pseudo desenvolvimento que foi dado aos mercados e ao valor monetário, mas onde o Homem se vai perdendo como Humano.

Exemplos destes proliferam no mundo atual onde os Homens se descaracterizaram, no seu ciclo vital, não acrescentando Valor para o ciclo seguinte. Podemos até afirmar que vamos viver de ciclo em ciclo até à descaracterização total como Seres Humanos.

Mas não faltarão Pessoas inteligentes que dirão que esta é que é a verdadeira vida, aquela que tem um futuro. Onde estão os Seres Humanos inteligentes capazes de demonstrar a estas ‘inteligências’ que estão erradas no caminho e que esse futuro não tem Valor?”

Alfredo Sá Almeida                                                                                       21 de Março de 2015

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2 thoughts on “Se somos todos originais porque nos comportamos como cópias?

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