A magia, os superpoderes e o Valor Humano

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“Penso que todos nós gostávamos de ser mágicos e ter uma varinha, estilo Harry Potter, que obedecesse aos nossos comandos e realizasse rapidamente o que desejamos. Ou, então, ter superpoderes, estilo qualquer super-herói, que nos permitisse fazer coisas que um Ser Humano normal não consegue fazer.

No entanto, existem muitos Seres Humanos que, dada a sua força interior, conseguem realizar tarefas sociais ciclópicas com uma energia e resiliência dignas de um super-herói. Só que não são tão espetaculares. Grande parte das vezes demora mais tempo para se conseguir vislumbrar um resultado deslumbrante.

A iniciativa, empenho, dedicação, motivação e empreendedorismo que colocam ao serviço dos outros, congregando a boa vontade de muitos à sua volta, é de tal ordem que demonstram capacidades sobre-humanas e de imenso Valor Humano.

Não sei de onde nos veio esta ideia de querermos ser super-heróis ou mágicos, mas seguramente tem tudo a ver com as artes da guerra e a vontade forte de querer eliminar o inimigo sem esforço físico nem mental.

Imaginem se a grande maioria de nós possuísse superpoderes, neste caso o mundo era um campo de batalha imenso sem paz nem tranquilidade, onde os super-heróis tentavam constantemente eliminar os seus inimigos. Nesse mundo haveria seguramente uma metade a combater a outra metade, onde as características de Seres Humanos desapareceriam rapidamente.

Nos dias de hoje o Homem transformou muita tecnologia em objetos de magia ou de superpoderes. É o caso de grande parte dos equipamentos eletrónicos (smartphones; smartwatches; tablets; computadores; jogos eletrónicos; internet; etc.). E o Homem sente-se um mágico e um super-herói onde tudo acontece no mundo virtual, num abrir e fechar de olhos ou com um estalar de dedos. De tal modo é assim, que há Homens que exigem de outros Homens a realização de tarefas com um estalar de dedos. Ou seja, é para ser realizado JÁ.

Não há jovem, mesmo sem uma personalidade e um caráter bem formados que não se sinta um super-herói. Mais grave ainda, é quando colocam esses jovens a tomar decisões com ‘equipamentos de magia’.

Ora, o Valor Humano tem a grande capacidade em transformar cada um de nós em super-heróis, fazendo uma magia real de transformar outros Seres Humanos, acrescentando-lhes Valor. E, se pretendermos, podemos ser TODOS mágicos sem querermos prejudicar ninguém nem combater outro semelhante, a não ser o mal que ele possa querer provocar.

É verdade, o Valor Humano não é tão espetacular num curto intervalo de tempo, como os superpoderes ou a magia, mas é igualmente eficaz e eficiente nos resultados de longo prazo. Ou seja, o Futuro passaria a ser uma agradável surpresa pelas melhorias significativas que produziria em cada um de nós.

Outro aspeto fabuloso, relacionado com o Valor Humano é que num ‘passe de magia’ poderá transformar Seres agressivos em Seres pacíficos, ou também, Seres sem Valor em Seres com Valor Humano. Esta sim é uma transformação que nenhum super-herói consegue realizar.

Para tristeza de muitos de nós, o Homem continua a apostar nos super-heróis e nos mágicos, fabricando mais e mais equipamentos eletrónicos de magia, jogos alienantes, realidade virtual debilitante e, em vez de passarmos a ter maior Valor Humano transformamo-nos em Seres mais dependentes e sem valor, dadas as características viciantes e alienantes dessa realidade (tal como está hoje a ser desenvolvida em grande escala).

O mesmo se passa com o desenvolvimento de robots. Na impossibilidade de dar instruções escravizantes a Seres Humanos, o Homem criou os robots para que estes realizem tarefas sem contestar ou reagir. E, assim, continua tudo na mesma, o espírito Humano não muda, apenas se desvia para uma realidade paralela daquela mais brutal e primária.

A realidade virtual e a inteligência artificial estão nesse caminho de desenvolvimento. Estas metodologias acabam por dominar os Seres Humanos através da realização de tarefas em automático e com capacidade de decisão dita inteligente. Substituem, assim, os Humanos em tarefas de raciocínio, para impor uma prática que poucos dominam e a grande maioria não sabe como controlar.

É assim nas novas artes da guerra, com a difusão dos ‘drones’ e dos mísseis teleguiados com GPS e ‘inteligentes’. As batalhas não se travam olhando o inimigo nos olhos, nem sentindo a dor, mas apenas manejando e manipulando equipamentos que movimentam os robots conforme os desejos.

O Valor Humano está totalmente ausente no ato de manipular esses robots, apenas está virtualmente presente no ato de o desenvolver. Mas neste caso dir-se-ia que é um desenvolvimento de fraco Valor Humano, pois não se destina a melhorar, mas a destruir outro Ser Humano.

Não deduzam das minhas palavras que não existem aspetos positivos em todas estas tecnologias que mencionei. O mesmo se passa com os Super-Heróis, que apenas pretender ajudar a Humanidade contra o mal. É claro que existem, mas rapidamente são desviadas por quem detém o poder para realizar outras tarefas que causam dominação. E quando não são utilizadas para dominar, raramente são utilizadas para criar maior Valor Humano. Normalmente são usadas para negócio lucrativo, determinado pelos mercados.

Só o Valor Humano não tem o PODER de dominar. Esta característica do Ser Humano apenas pretende desenvolver maior Valor, exercendo o PODER para inteligentemente contribuir para uma Sociedade mais justa, difundindo os Valores Humanos como princípios de conduta e prática de Vida.

Se assim o fizermos, posso assegurar-vos que a magia transformará muitos de nós em Seres heroicos de desenvolvimento de Valor Humano.”

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      18 de Abril de 2015

Características de uma Sociedade baseada no Valor Humano

Futuro Coletivo

“No texto anterior caracterizei a Sociedade atual, apresentando algumas pequenas comparações com uma Sociedade baseada no Valor Humano. Deste modo, torna-se legítimo fazer uma caracterização desta nova e paradigmática Sociedade, onde o Ser Humano, os Valores Humanos e a Educação são os pilares de sustentação.

Para realizar esta tarefa terei de me situar no Futuro e recorrer à minha criatividade com coerência, para delinear a caraterização desta Sociedade.

Estamos em 2100, ano em que se comemora o cinquentenário da implementação de uma Sociedade baseada no Valor Humano. O mundo global está há duas gerações sem sistema financeiro internacional (SFI) e sem dinheiro como valor na Economia. A transição iniciou-se em 2025 com o objetivo determinado e empenhado de permitir que o ‘sonho’ desse certo e finalmente pudéssemos dizer que este era o caminho.

Todo o Valor na Economia foi transferido para o Valor Humano. Os Seres Humanos possuem agora oportunidades IGUAIS para adquirirem Valor.

A Educação é obrigatória para todas as crianças e jovens até aos 20 anos de idade, onde a sua formação está alicerçada nos Valores Humanos e em conhecimentos nucleares fundamentais sobre o Homem, a Sociedade e a Biosfera. Todas as matérias de conhecimento são transmitidas de forma a mostrar aos aprendizes que tudo nesta vida está interligado, integrado, onde o Homem tem a responsabilidade de promover e praticar uma sustentabilidade de Vida em equilíbrio com a Biosfera. Estes primeiros 20 anos de vida são fundamentais para uma boa formação de personalidade e de caráter. Uma excelente oportunidade que cada um tem de aprender a TER Valor.

Esta Educação rege-se por princípios pedagógicos e acompanhamento psicopedagógico (individuais e de grupo), onde os Professores possuem uma formação completa e certificada, para as funções que exercem. Os Alunos têm todo o acompanhamento necessário para que não abandonem a Escolarização e a formação, pois desse modo estariam vulneráveis a uma perda irreversível de Valor Humano.

A Família e a Escola contribuem para esta Educação de excelência. No entanto, os Alunos de Famílias desestruturadas possuem as mesmas oportunidades e atenção, que aqueles bem integrados num tecido Familiar. Neste caso, elementos dessa Família, recebem formação específica para acompanhar devidamente o Aluno.

As questões de raça ou de género são devidamente integradas na Educação para que não existam descriminações desta natureza.

As questões de pobreza não se colocam porque nesta Sociedade não existem pobres. O dinheiro já há muito que desapareceu da mente das Pessoas. Existirão Pessoas com menor e outras com maior Valor Humano, mas em nenhum caso passam por indignidades Humanas como as que existiram no passado.

Por outro lado, as questões relacionadas com atitudes gananciosas estão reduzidas a uma expressão mínima, de alguns desequilibrados emocionais. Aqueles que ainda pensam com o regresso do dinheiro estão com acompanhamento psicológico. O acompanhamento psiquiátrico não está descurado como na Sociedade onde predominava o valor do dinheiro. O antigo SFI está interdito de funcionar, bem como as regras e princípios que o governavam.

A nova atitude de SER substituiu a ultrapassada atitude de TER. As Pessoas preocupam-se com o seu desenvolvimento pessoal e sua integração em Sociedade, onde o desenvolvimento da criatividade, seja científica, social ou artística, são uma constante. As atividades de natureza Social (Professores, Sociólogos, Psicólogos, Antropólogos, Médicos, Advogados, Políticos, etc.) predominam na Sociedade de Valor Humano. O bem comum é valorizado, e a qualidade desta prática acrescenta Valor. A iniciativa individual tem a sua expressão apenas nas atividades e momentos que a natureza exigir. Nesta Sociedade não se promove a prática individualista. O fanatismo é uma atitude inadmissível, com perda significativa de Valor Humano.

Todas as Pessoas possuem o considerado indispensável para uma vida digna em Sociedade. Alimentação, cuidados de saúde, condições de habitação e acesso a meios de melhoria da sua condição de vida, são comuns a TODOS. No entanto, aqueles que possuam maior Valor Humano têm acesso acrescido a outros produtos e serviços, que lhes permitem um desenvolvimento articulado com o seu maior Valor e a sua maior responsabilidade, incluindo formação.

O desenvolvimento Humano é um processo do qual TODOS participam buscando ampliar e aprofundar sua Inteligência Coletiva ajudados pela diversidade criativa. A Consciência Coletiva está presente na mente de cada Cidadão apesar de cada um ter a Liberdade de atuação em consonância com a Sociedade e os seus sonhos pessoais.

As preocupações com a sustentabilidade da Biosfera estão sujeitas a debates constantes e acabam por condicionar saudavelmente a vida em Sociedade.

A Política é por natureza participativa e a participação na votação em eleições devidamente valorizada. O sistema eleitoral é suficientemente avançado e participado para não constranger ninguém.

A Comunicação Social ganhou a dignidade da sua designação. Todas as Empresas de Comunicação Social são certificadas pela Responsabilidade Social das Empresas. Todas cumprem um código de ética e boas práticas.

Uma particularidade importante passou a ser uma realidade: matérias de natureza violenta ou agressiva não são difundidas. Os jogos, programas televisivos, livros, etc. com esta mesma natureza já deixaram de ser fabricados, vendidos e jogados. Os exemplos de natureza assertiva e de Valor são tantos que anulam a necessidade de comportamentos agressivos. Estas matérias foram devidamente abordadas durante todo o processo Escolar.

A Paz é promovida pela Sociedade e a Guerra está reduzida a factos históricos.

TODOS contribuem para o aperfeiçoamento Futuro da Sociedade de Valor Humano, afinal de contas é uma oportunidade única de o Homem estar em equilíbrio dinâmico consigo e com a Biosfera. O respeito à Vida é matéria de grande Valorização.

A fabricação de produtos e materiais de qualquer natureza ou a prestação de serviços deixou de ter como objetivo o lucro. Estas atividades passaram a ter como objetivo acrescentar Valor à Sociedade. Quanto melhor for a qualidade do serviço prestado ou a qualidade dos produtos fabricados, maior será a valorização atribuída.

É à Sociedade, no seu conjunto, que cabe atribuir o Valor a esses produtos e a esses serviços, em classificações desenvolvidas para o efeito, onde a maior sustentabilidade dos mesmos conduz a menor imposto aplicado.

Todos os Cidadãos têm as mesmas oportunidades de acesso aos Serviços de natureza Pública, onde o atendimento online, por videoconferência, passou a ser uma realidade. A obtenção de documentos oficiais passou a ser mais facilitada, dadas as características eletrónicas desses documentos.

A proteção de dados pessoais é uma realidade. Só em casos de investigação criminal e judicial essa proteção é levantada.

A prática de Antivalores pelas Pessoas constitui fator de perda de Valor Humano. Deste modo, ninguém tem motivação nem interesse nessa prática. Aquelas Pessoas que por natureza tenham tendências para Antivalores são acompanhadas por uma rede de Serviços Sociais que as ajudam a encontrar o ‘caminho’ para práticas de maior Valor. Só em casos considerados extremos, as Pessoas perderão a sua Liberdade por não serem capazes de viver condignamente em Sociedade.

Casos declarados de psicopatia e sociopatia estão sujeitos a perda de liberdade total.

TODAS as Pessoas estão sujeitas a avaliações periódicas, que definirei mais tarde a sua natureza e dimensão. Essa avaliação tem três vertentes: Pessoal, Social e Profissional. Nesta, são tidas em linha de conta as práticas de vida dessas Pessoas. O sistema de avaliação é global e universal e é encarado com positivismo quer pelos avaliadores quer pelas Pessoas avaliadas. Não nos podemos esquecer que é com base neste Valor Humano que cada Pessoa tem os meios de participar na vida económica de acordo com os princípios já definidos anteriormente.

O percurso de vida da Pessoa será tido em linha de conta sempre pela positiva. O facto de eventualmente ter existido um aspeto negativo, num determinado período, que tenha sido ultrapassado, este não constituirá fator de preconceito de avaliação. Mas se uma Pessoa apresentar um percurso coerente e consistente de Valor Humano, terá uma valorização acrescida por isso.

Neste sistema, TODA a Sociedade está em aperfeiçoamento constante. Aliás, o Valor Humano é uma caraterística dinâmica positiva.

Uma Sociedade com estas características não é uma Sociedade perfeita, mas contém todos os elementos necessários a uma evolução e desenvolvimento sustentados, contribuindo decisivamente para uma maior felicidade global.”

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      15 de Abril de 2015

Caracterização da Sociedade atual

Trust exemplo

“Caros Leitores será assim tão difícil caracterizar a sociedade atual?

A meu ver não, e vou correr o risco de o fazer. Os meus Leitores dirão se estou desfocado da realidade ou não. Submeto-me ao vosso julgamento e opinião.

Infelizmente nesta Sociedade Global, muito desequilibrada em todos os sentidos, assistimos a muita indignidade para com os Seres Humanos, com muita indiferença e muita arrogância de quem se diz inteligente e evoluído. O esforço de uns (que pretendem resolver o problema) acaba, muitas vezes, anulado por aqueles que atribuem outras prioridades. Uma grande parte da população não se alimenta condignamente e não tem acesso a água potável. Muito menos a uma Educação que lhes permitiria aumentar a sua capacidade de discernimento e de resolução de problemas. Os Valores Humanos são transmitidos de um modo muito deficiente e não estruturado. Mas onde ainda existe muita escravidão Humana (96 milhões de Pessoas em todo o mundo) explícita, e muita ainda encapotada, com Direitos Humanos reduzidos ou ausentes. Onde as Pessoas, para ‘ganharem a vida’, se sentem constrangidas a ceder na sua integridade.

Povos ancestrais, com culturas milenares, que deveriam ser acarinhados à distância e protegidos das práticas agressivas da Sociedade, acabam completamente abandonados e desprotegidos pelos Estados, porque nem sequer têm voz ativa nem peso nas decisões, que muitas das vezes são contrárias ao poder do dinheiro. Entretanto, os Estados fazem tudo para os integrar nesta Sociedade e consideram isso como normal.

Por outro lado, no mundo dito civilizado, comportamo-nos como espectadores ‘serenos’ desta Sociedade de deprimidos e alienados de TUDO o que é representativo do Ser Humano, que consideram chato, careta ou fora de moda. Onde o stress e o preconceito predominam como Valores deturpados de uma atividade, sem consideração pelo ritmo de cada um, por maior valorização da competitividade em detrimento da real capacidade da Pessoa. Porém, valoriza-se mais o culto da personalidade imaginária e vazia de conteúdo que está presente em grande parte das ocasiões da Vida. Onde as Pessoas ricas de dinheiro têm pouco Valor Humano e não possuem empatia por aqueles que possuem menos. Acaba predominando a ganância, arrogância e falta de perspetiva de Futuro condigno para os mais pobres. Onde a Educação tem de ser paga a ‘peso de ouro’ para permitir desenvolver capacidades profissionais que acabam por ser praticadas com pouca ética. Mesmo assim, está desfocada do Futuro da Humanidade, concentrando-se no Futuro dos mercados.

Não nos podemos esquecer que nesta Sociedade Global praticamos o culto da violência e da agressividade para manter o poder, seja em jogos, seja nos programas televisivos, na comunicação social, no bulling e na vida do dia-a-dia. Onde a frustração por não TER é maior de que não SER. Desenvolveu-se o consumismo como prática de Valor e o dinheiro como prática de PODER. Onde a grande maioria dos Políticos considera essa prática como normal e desejável, em consonância com Pessoas ricas mas de poucos escrúpulos Sociais.

A Biosfera é encarada como um recurso que pode ser explorado sem limites e não como uma entidade de Vida complexa que deve estar sujeita às leis da sustentabilidade global.

O mais grave de toda esta realidade está na ausência quase total de Valores Humanos (Desvalores), sem que isso seja considerado grave nem objeto de melhorias estruturadas. Considerando até que qualquer intervenção nesta matéria vai contra as Liberdades pessoais, deturpando o conceito de Liberdade. Pois aceita-se como válido uma Liberdade desvalorizada em detrimento de uma Liberdade criativa e efetiva.

A Educação das crianças e jovens é deixada ao sabor dos caprichos desta Sociedade, desfocada do Futuro, e que em vez de ter tendência para melhorar se aperfeiçoa nos Desvalores e na descaracterização Humana, sob uma capa de criatividade funcional.

Esta é a triste realidade Humana Global que muitos, talvez a grande maioria das Pessoas ditas civilizadas, consideram como NORMAL e não fazem qualquer esforço para mudar ou alterar os Padrões desta desumanidade.

NÃO, NÃO, NÃO meus caros Leitores eu não pactuo com esta realidade, nem com o conceito que aquilo que se está a passar é normal e típico da Natureza Humana.

Esta realidade não é digna de Seres Humanos que se dizem inteligentes e na prática só fazem asneiras, desvalorizando o Ser Humano para a condição de adaptável e submisso, no pior sentido da dependência. Não valorizam sequer as mudanças de Paradigma desta Sociedade podre e sem objetivos de um Futuro digno.

Considero que o Valor Humano deve substituir na íntegra o atual valor do dinheiro por razões que considero óbvias. E o meu caro Leitor já pensou nisto, ou considera que não tem nada a ver com esta realidade? Considera que não se deve MUDAR para uma Sociedade com Valores Humanos e onde o Ser Humano adquire uma maior plenitude de SER sustentável? Considera que vivemos em Liberdade e que esta prática é a que melhor defende os interesses do Ser Humano?

É esta ausência de opinião, de empenho na mudança e na construção de um Futuro mais digno para TODOS, que me CHOCA TODOS OS DIAS.

O Estado demite-se das funções de acompanhar e zelar por aquelas Pessoas que têm problemas mentais sérios, ou problemas de doenças especiais que causam dependência total. Demite-se quando não apoia condignamente a condição de idoso dependente, e ‘lava as suas mãos’ dos problemas que daí resultam para a Sociedade. Mais ainda, mantém pessoas com carater e personalidade de psicopata em pontos-chave da administração, porque considera que essa é a característica de um líder.

Mais, o Estado coloca as Pessoas de mais baixos recursos a pagar as crises financeiras provocadas por aqueles que detêm o dinheiro e o utilizaram para práticas pouco dignas (mas infelizmente algumas consideradas legais). O Estado deveria ser considerado, em qualquer circunstância, uma Pessoa de Bem, mas a realidade diz-nos que perde constantemente a Razão no modo pouco Humano como atua, na Educação, na Saúde dos Cidadãos e na Justiça.

Estas são algumas das Razões que me levaram a escrever sobre o Valor Humano e que considero que deve passar a constituir um sistema estruturado que governe a Vida dos Seres Humanos, mudando definitivamente a realidade atual para um Paradigma mais Humanista.

E você, meu caro Leitor, vai continuar a defender o valor do dinheiro, porque considera que ele não contribui para estes problemas da sociedade atual? Considera que é um mal menor? Que se pode sobrepor ao Valor Humano?

Há Pessoas que me perguntam, – O sistema baseado no Valor Humano é justo para TODOS?

Eu direi que nenhum sistema de governança é justo para TODOS, mas aquele que defendo – VALOR HUMANO GLOBAL – é muito mais justo que o atual pois está focado no Ser Humano por excelência e no desenvolvimento sustentável, respeitando e considerando o Ser Humano, o seu Valor e a Biosfera.

Outra questão que me colocam relaciona-se com, – Será esta nova proposta Socialmente Igualitária, ou Restritiva?

A meu ver, o sistema que defendo DÁ igualdade de oportunidades para TODOS, competindo a CADA UM desenvolver as condições para uma maior Valorização como Pessoa e como Cidadão, de acordo com as suas capacidades. Como TODA a Sociedade estará vocacionada para o desenvolvimento do Valor Humano, NINGUÉM será tratado com indignidade social, mas sobretudo com Solidariedade Social.

Esta minha proposta só será restritiva para quem se comportar predominantemente pelos Antivalores ou por Desvalores Humanos, prejudicando sistematicamente a Sociedade ou as Pessoas em particular. Os psicopatas não terão a vida facilitada nem em liberdade. Aqueles que por desrespeito aos outros ou à Sociedade, preferirem desviar-se do Valor Humano terão que demonstrar frequentemente as suas tendências Humanas e razões da sua conduta, perdendo Valor.

Ao atual Sistema Financeiro Internacional (SFI) não será permitido exercer qualquer atividade, sob pena de perda total de liberdade. Ao sistema Político caberá controlar essas tendências e as atividades desviantes do Ser Humano e da Biosfera.

Os Políticos, como representantes do Povo, deverão ter uma conduta exemplar em matéria de Valor Humano. Existirá um Conselho de Ética Política que verificará constantemente a conformidade da atividade dos Políticos.

A tendência será no sentido de um Futuro com maior Valor Humano que o atual, maior sustentabilidade económica e para com a Biosfera. O sistema a desenvolver será dinâmico e progressivo.

A Biosfera será considerada como Entidade de Direito Próprio e será defendida internacionalmente de todos os desvios à sua sustentabilidade e preservação ambiental.

Ao Homem caberá a exigente tarefa de se transformar em Ser Humano imbuído de Valores Humanos, personalidade e caráter Humanos. ELE será o centro de toda a atenção e o seu VALOR determinará a Vida em Sociedade.”

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      10 de Abril de 2015

A relação entre o Valor Humano, o Estado e os Impostos

Magnifying Glass On Businessman --- Image by © Images.com/Corbis Governança

 

 

“O Estado é por natureza uma Entidade aglutinadora de todos os Cidadãos, da sua Consciência Coletiva e da sua vontade de desenvolver um País ou o Planeta.

Ao Estado cabe zelar pelas matérias comuns a TODOS os Cidadãos, devendo ser capaz de gerar bem-estar e sustentabilidade de toda a sua atividade. Compete-lhe ainda gerir e providenciar um conjunto de Serviços Públicos, como: Justiça, Educação, Saúde, Sociais, Segurança, Ambiente, Administração, Relações Exteriores e da Sustentabilidade do País integrado no conjunto das Nações deste Planeta.

Mas não nos podemos esquecer que já nos encontramos (nestes textos) no Futuro, onde o sistema baseado no Valor Humano foi implementado com sucesso desde 2050.

Num texto posterior, desenvolverei as questões relacionadas com a gestão da fase de transição e da grande mudança de paradigma que representa passar de um Sistema Financeiro Internacional para um Sistema de Valor Humano Global. Essa transição deverá ser realizada num intervalo de tempo de uma geração Humana (25 anos). O Poder deixará de ser exercido pelo sistema financeiro para passar para a esfera dos Seres Humanos e do seu Valor. O sistema financeiro será encarado, sob o ponto de vista legal, como um Antivalor a combater sistematicamente até que esteja ausente da mente de um Ser Humano, porque decididamente não contribui para o Valor Humano. Será tratado como um vício de jogo ilegal.

Como já tiveram oportunidade de ler em textos anteriores o sistema que proponho baseia-se nas Capacidades intrínsecas dos Seres Humanos e no Valor que têm potencialidade para gerar, de modo a desenvolver uma Economia sustentada e sustentável conduzindo a um Futuro com maior Valor Humano Global.

É sobretudo na Humanização de todos os processos, onde a Educação é o fulcro de TODO o sistema, que se pode encontrar o sucesso do Desenvolvimento Humano Sustentável. A presença constante de todos os Valores Humanos no relacionamento em Sociedade constitui o elemento chave e aglutinador de uma Consciência Coletiva, capaz de nos conduzir no tempo com equilíbrio dinâmico progressivo.

A minimização dos Antivalores deve ser um objetivo constante da Sociedade, que estará igualmente atenta ao não desenvolvimento de Desvalores.

Assim sendo, TODOS os Cidadãos devem contribuir livremente para o desenvolvimento do Estado em consonância com o Valor que são capazes de gerar.

Essa contribuição chama-se Imposto. No Estado, que preconizo neste livro, apenas existe um Imposto sobre o Valor. Esse imposto será muito diferenciado consoante seja aplicado ao Valor Humano ou à atividade produtiva comercializável (produtos ou serviços) que gerar.

Ou seja, o imposto que for aplicado ao Valor da Pessoa tem uma natureza diferente daquele que for aplicado aos produtos e serviços que a sua atividade profissional gerar. Mesmo dentro desses produtos e serviços, o imposto terá uma componente que se refletirá sobre o seu custo, mas também uma que vai refletir a sustentabilidade desse produto em relação à Biosfera e ao Ambiente. Por exemplo, produtos que utilizem muitos recursos do Planeta e a obsolescência programada como método de marketing e comercialização sofrerão um imposto mais elevado.

Caber-nos-á utilizar a nossa Inteligência Coletiva para minimizar essa parcela do imposto referente à sustentabilidade dos produtos e serviços.

Não será função do Estado gerir a Economia mas apenas prestar as orientações estratégicas para o desenvolvimento sustentável em liberdade. O Estado terá uma função fiscalizadora rigorosa da atividade económica, de modo a evitar desvios significativos à sustentabilidade e ao percurso irreversível no sentido do Valor Humano Global.

TODA a atividade artística, científica, religiosa e desportiva não estarão sujeitas a Imposto de sustentabilidade, apenas se aplicará à parcela do seu custo de atividade. Ao Estado caberá a mediação e ação moderadora em respeito à liberdade destas importantes atividades dos Cidadãos.

Uma realidade deverá ser tida em linha de conta no caso do Valor Humano Pessoal: quanto maior Valor for gerado a sua contribuição para o Estado será proporcionalmente menor, não podendo nunca ultrapassar um Valor limite a ser estabelecido, por exemplo 30%.

Num sistema desta natureza, a participação dos Cidadãos é fundamental e fulcral para o sucesso. Torna-se evidente que o sistema Político deverá estar baseado numa Democracia com características diretas e participativas (e não apenas representativas como atualmente), onde os Cidadãos serão chamados a participar das decisões mais importantes, através de Referendos Nacionais ou Regionais.

“Um referendo é uma votação popular para decidir sobre uma legislação já aprovada pelo Parlamento. Quando uma pessoa ou grupo não estiver satisfeito com a nova lei e conseguir recolher pelo menos 50.000 assinaturas no prazo de 100 dias – a contar da data de publicação oficial da legislação proposta – os eleitores têm a oportunidade de decidir nas urnas sobre a legislação aprovada. O governo do País é sempre obrigado a realizar um plebiscito se a legislação for uma emenda à Constituição ou uma proposta do governo para que o País assine um importante acordo internacional que não podem ser revogado.

Para uma iniciativa ou um referendo sejam aprovadas nas urnas, é obrigatório que tenham uma “maioria dupla”, isto é a maioria do povo e da maioria das regiões.” – Inspirado no sistema de Referendos utilizado na Suíça (http://www.swissinfo.ch/por/sistema-pol%C3%ADtico-su%C3%AD%C3%A7o/29726462).

No entanto, a componente Democrática representativa aplicar-se-á apenas às eleições de Presidente da República, da Assembleia Legislativa, Autárquicas e Europeias. Esta componente representativa concentrar-se- á num menor número de Deputados e Vereadores.

Realço que este sistema Político será baseado no voto OBRIGATÓRIO de TODOS os Cidadãos. Para tal será desenvolvido um sistema que permita a votação eletrónica em comodidade, seriedade e rigor.

A justiça fiscal será transmitida com pedagogia durante a fase principal de Educação juntamente com todas as matérias que se relacionam com os Valores Humanos e os conhecimentos indispensáveis, que cada um terá oportunidade de desenvolver autonomamente durante toda a sua Vida.

Relembro que a Educação de excelência é o fulcro de todo o Valor Humano, como tal será obrigatória para TODOS.

“A CADA UM será dada a oportunidade de, nos primeiros 20 anos de Vida, desenvolver as competências básicas, criatividade e conhecimentos que melhor estiverem adequados ao seu Ser, bem como uma formação em Valores Humanos que lhe permita desenvolver uma personalidade e um caráter, para estar preparado para uma vivência positiva em Sociedade.”inQuem tem medo que o sistema financeiro internacional entre em colapso definitivo?’

No final deste período educativo e formativo cada Pessoa terá um Valor demonstrado em avaliações frequentes. Ao terminar esta fase de preparação para a Vida em Sociedade terá um Valor que lhe permitirá estar melhor ou pior posicionado para exercer as suas funções como Cidadão, dependendo das suas capacidades. Quanto maior for o aproveitamento demonstrado e conseguido nesta fase de aprendizagem, mais Valor lhe será atribuído para exercer funções de maior responsabilidade. Durante a sua Vida terá oportunidades de desenvolver e potenciar esse Valor Humano para níveis mais globais e sustentados.

Ao sistema Educativo exigir-se-á muito rigor, ética profissional, pedagogia orientada para a Vida pessoal e em Sociedade, onde os Valores Humanos serão o centro de todas as questões.

Os Professores terão oportunidade de se formar convenientemente nestes altos padrões educativos Humanos, e deverão ficar bem preparados psicológica e mentalmente para a importante tarefa de formar Homens com Valor.

Numa Sociedade como a que defendo, todas as profissões são importantes, mas as profissões fulcrais terão uma Valoração acrescida pela responsabilidade social que contêm. Todas as profissões relacionadas com Serviços Públicos, como: Justiça, Educação, Saúde, Sociais, Segurança, Ambiente, Administração, Relações Exteriores e da Sustentabilidade do País serão consideradas fulcrais.

Em todas as profissões será dada uma importante e cuidada formação ética e de responsabilidade social e cívica para uma boa preparação para a Vida em Sociedade.

O trabalho de natureza Social terá um peso muito maior do que atualmente. Admito que esta atividade profissional possa ter o maior número de elementos para se poder ter um acompanhamento frequente e adequado de todas as Pessoas com necessidades especiais – infância, educação especial, saúde mental, idade sénior dependente, sistema prisional e aconselhamentos pessoais, nas várias fases da Vida de um Ser Humano.

Tudo será feito para evitar a exclusão social e o isolamento de Pessoas ou Comunidades.

Apenas os prisioneiros terão as suas liberdades restringidas e condicionadas a tal ponto que não lhes será permitido prejudicar a Sociedade de Valor Humano. Pessoas sem Valor Humano, ou com desequilíbrios frequentes de Antivalor não terão uma vida livre. Serão devidamente acompanhados e formados para saber se poderão ser reintegrados na Sociedade. Caso não tenham recuperação (casos psicopáticos), não serão dignos de viver entre os Humanos. Para o efeito recomendo a leitura deste texto na Revista Visão, de 3 de Abril de 2015 (“Sete traços de personalidade que ricos e psicopatas têm em comum” http://visao.sapo.pt/sete-tracos-de-personalidade-que-ricos-e-psicopatas-tem-em-comum=f815223#ixzz3WHXnnDYA).

O objetivo deste meu texto não tem a preocupação de ser exaustivo e detalhado, apenas facultar uma visão geral dos princípios que governarão o sistema de Valor Humano e a sua sustentabilidade. Caberá a equipas multidisciplinares de profissionais competentes a elaboração dos detalhes, focados no Ser Humano por excelência.

TODA a legislação sofrerá alterações e mudanças (umas mais profundas que outras) para ajustar as condições de Vida ao Ser Humano com Valores Humanos Sustentáveis, onde a criatividade e a inovação terão um papel importante nesta mudança de paradigma.

A Vida é um bem precioso, o mais valioso que qualquer Ser possui, e a Vida consciente de um Ser Humano representa uma responsabilidade acrescida em toda a gestão do Planeta e da sua Biosfera.

Saibamos honrar as nossas capacidades inteligentes e criativas no sentido de uma Vida com Valor Humano.”

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      3 de Abril de 2015

Características do Valor Humano comparadas com o valor do dinheiro

Futuro Coletivo versus Panico

 

“Esta é uma tarefa difícil de realizar por serem dois referenciais muito distintos. No entanto, uma vez que decidi desenvolver o tema do Valor Humano, que exclui o valor do dinheiro, vou construir esta comparação do modo mais leal e justo possível, dadas as diferenças de conceito e implicações na estrutura social.

Assim, convém relembrar as principais características de cada um:

Valor Humano

Valor do dinheiro

1.      Não pode ser emprestado; 1.      Pode ser emprestado;
2.      Não pode ser dado; 2.      Pode ser dado, com condições;
3.      Não vence juros; 3.      Vence juros consoante as condições;
4.      Não é possível obter crédito de Valor; 4.      É possível obter crédito para várias condições;
5.      Apenas pode ser trocado por produtos, serviços ou formação extra; 5.      Pode ser trocado por tudo o que se possa comprar;
6.      Pode ser utilizado em actos futuros de renovação de infraestruturas e de desenvolvimento humano; 6.      Pode ser utilizado em actos futuros de renovação de infraestruturas, mas sem valorização devida do desenvolvimento humano;
7.      É possível utilizar Valor excedentário da própria Pessoa, em investimentos criativos (arte, cultura), produtivos (fábricas, oficinas, etc.) e empresariais (agrícolas, serviços, formação, saúde, justiça, segurança, etc.) ou, em desenvolvimento humano e ambiental, projetos que sejam potenciadores de Valor para o próprio, ou, outras Pessoas que adiram. 7.      É possível utilizar Valor excedentário da própria Pessoa, em tudo o que se possa imaginar, incluindo gerar mais dinheiro para o próprio sem acrescentar mais valor social.O desenvolvimento humano e ambiental é encarado como um negócio que deve dar lucro e manter as desigualdades entre ricos e pobres.

Por estas características principais podemos ver a grande diferença de estrutura e de Valor concreto.

Mas as diferenças ainda se acentuam mais quando verificamos os efeitos do valor do dinheiro sobre os Valores Humanos e respetivos Antivalores. Estamos perante um sistema cujo propósito não é o desenvolvimento implícito de Valores Humanos, mas sim de valores negociais geradores de lucro para quem investe, relegando o Valor Humano para um plano inferior.

A finalidade principal do dinheiro é a de gerar lucro que não representa Valor Humano. O Valor Humano NÃO É DINHEIRO, É VALOR CONCRETO. O valor do dinheiro tem uma componente virtual muito grande.

Valores Humanos

Antivalores

Efeitos verificados pelo valor do dinheiro:

Amor

Ódio

Convenhamos que o dinheiro pela sua natureza tem probabilidade de gerar mais ódio do que amor.

Altruísmo

Egoísmo

Neste caso, verificamos que o dinheiro gera sobretudo mais egoísmo.

Amizade

Discórdia

Apesar de poder gerar mais amizade, se utilizado com valor humano, de outro modo causará discórdia pela natureza das condições que lhe estão associadas.

Empatia

Frieza

A empatia gerada pelo dinheiro é praticamente nula.

Bem Comum

Indiferença

Apesar de poder ser utilizado para o bem comum, grande parte das vezes é usado com muita indiferença, pois é encarado como um negócio que deve gerar lucro.

Cidadania

Exclusão social

Todos nós sabemos que pela sua natureza o dinheiro gera muita exclusão social dadas as condições em que é atribuído.

Civilização

Subdesenvolvimento

A nossa civilização foi fundada pelo poder do dinheiro. Por aqui podemos ver com clareza o grau de subdesenvolvimento que gerou ao longo de séculos de utilização.

Civismo

Desrespeito

Apesar de ser um sistema que requer muito civismo, verificamos que em muitas situações (mais do que desejadas) gera desrespeito pela atitude arrogante, por vezes gananciosa, com que é utilizado.

Comunidade

Isolamento

Este é um caso paradoxal, pois pode gerar espírito de comunidade, desde que todos (ou uma grande maioria) estejam em sintonia com o valor do dinheiro e utilizem as mesmas práticas. Caso contrário, provocará o isolamento daquela parcela de comunidade que não comungue desse valor.

Consciência

Inconsciência

Impossível comparar a consciência do dinheiro com a consciência do Valor Humano.

Cultura

Ignorância

A cultura baseada no dinheiro utiliza, em determinadas situações, um segredo como ‘alma’ do negócio que não abona muito a favor de abertura cultural, mas mais de ignorância para os que estiverem fora do negócio.

Dignidade

Indignidade

A meu ver o dinheiro, tal como está instituído atualmente em sociedade, tem muito pouco de digno e é causador de muita indignidade.

Educação

Grosseria

Esta é uma característica em que o valor do dinheiro, mais do que o desejado, gera muita grosseria pelo facto de ser utilizado por Pessoas pouco educadas. Por outro lado, podemos constatar que a própria educação é encarada como um negócio, como tal não se destina a todos, mas apenas aos que podem pagar por ela.

 

Valores Humanos

Antivalores

Efeitos verificados pelo valor do dinheiro:

Esperança

Desilusão

Apesar de inicialmente, o dinheiro ser causa de muita esperança projetada, acaba por causar muita desilusão pelas condições, grande parte das vezes draconianas, dos juros dos empréstimos e pela rigidez processual dos contratos, não tendo em linha de conta situações de imprevisibilidade.

Ética

Corrupção

Convenhamos, pela prática a que se chegou na atual crise financeira, que o dinheiro de ético tem muito pouco. Nos círculos financeiros fechados nada transpira em abono da ética.

Felicidade

Tristeza

Apesar de haver estudos recentes cujos resultados mostram que o dinheiro desencadeia maior felicidade pessoal, verificamos pela prática comum que provoca muita tristeza àqueles que o não têm (e que são a grande maioria) ou que possuem pouco, na vida do dia-a-dia.

Humanização

Desumanização

Nesta característica, estou em crer que pela Humanização constatada, o dinheiro não foi o principal ator. A desumanização crescente que temos assistido na sociedade atual tem mais que ver com a diferença entre ricos e pobres, do que uma diferença entre uma pessoa com mais valor humano que outra.

Idealismo

Materialismo

No caso do dinheiro impera o materialismo, apesar de em situações em que exista em abundância, possam surgir situações de um idealismo condicionado na sua aplicação.

Igualdade

Desigualdade

Todos nós sabemos que o dinheiro é causador de muita desigualdade na sociedade atual, dadas as condições em que é aplicado.

Justiça

Injustiça

Apesar do dinheiro estar baseado num sistema de justiça próprio, sabemos que é causador de muitas injustiças (vejamos o exemplo das falências dos bancos).

Liberdade

Escravidão

Deixo esta característica ao juízo dos leitores, para avaliarem se o dinheiro, no global, é gerador de liberdade ou escravidão. Relembro que todo o complexo sistema de escravidão humana (96 milhões de seres humanos envolvidos) é essencialmente causada pelo dinheiro.

Solidariedade

Aversão, hostilidade

O dinheiro também é utilizado para a prática solidária, mas verificamos que, na realidade, é causador de muita hostilidade. Relembro que todas as guerras são financiadas a ‘peso de ouro’, dados os interesses envolvidos (seja em recursos naturais ou de condições de influência de mercado).

O sistema baseado no Valor Humano é por natureza gerador e potenciador de Valores Humanos, em toda a Sociedade Global, com preocupações, dedicação e empenho na sustentabilidade da Biosfera e Ambiental.

O objetivo primordial é o de gerar entendimento fraterno entre as Pessoas focado no seu Valor real, sem necessitar de outros ‘apêndices’ virtuais que apenas geram ‘ruído’ no relacionamento Humano.

Assim sendo, pretende-se minimizar os Antivalores de modo sustentado e regularmente, conduzindo a uma Sociedade com maior harmonia, mais justa e com maior consciência social.

A meu ver, os objetivos intrínsecos do sistema baseado no Valor Humano não são compatíveis com o sistema baseado no valor do dinheiro. Para tal, basta verificar o estado atual do planeta e do relacionamento entre os Povos, os Países, as Regiões e as Comunidades, para constatarmos que o dinheiro só atrapalha e é causador de desigualdades chocantes e impróprias de Seres Humanos.

São as tristes realidades atuais, que se passam diariamente na vida das Pessoa e que se prolongam sistematicamente de geração em geração, em ciclos não virtuosos, que agravam invariavelmente toda a condição Humana.

O Planeta é de TODOS os Seres que o habitam, bem como os recursos da Biosfera. Como tal devem ser geridos em condições de igualdade, com características de sustentabilidade global rigorosa e sistemática.

Esta condição não deve ser alienada para qualquer outro Valor que não seja o do Valor Humano. Só o Valor Humano pode dar maior estabilidade dinâmica à Sociedade Global.”

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      3 de Abril de 2015