Um ‘Déjà-vu’ sem Valor Humano

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Já avançámos o suficiente na História e na evolução da condição da espécie Humana, para verificarmos que, com a atual ‘fórmula’ de Governança económica-financeira-social do mundo globalizado, nos conduzirá invariavelmente (apesar das multivariáveis) a resultados catastroficamente semelhantes.

O mais grave de toda esta realidade é o facto dos atuais dirigentes, líderes, governantes, etc., saberem que esta afirmação é verdadeira mas continuarem a insistir nela, admitindo que os resultados sociais serão apenas diferentes o suficiente para manter o status quo, que lhes permitirá continuar a liderar, governar, dirigir por questões de manutenção de PODER.

Verifico, com muita tristeza, que lhes falta muito Valor Humano e muita visão Humanista de Futuro para delinearem melhores estratégias para as questões Sociais e de Desenvolvimento Humano.

Estamos numa rotina de ‘déjà vu’ que não trará bons resultados à História futura do Homem.

A mente Humana não é perfeita na sua sabedoria, nem na aplicação prática do seu discernimento, todos nós sabemos isso. Mas, sabendo isso, é estranho que o Homem não se previna e não se rodeie dos seus semelhantes e dos processos mentais mais corretos, que desfaçam rotinas geradoras de involução!

Caso enveredássemos declaradamente por um processo dinâmico de desenvolvimento Humano sustentado, rodeado de uma condição educativa de Valor Humano, com respeito, consideração, dignidade e liberdade pela expansão e expressão da mente, estaríamos seguramente num melhor caminho de Futuro.

Quando observamos o desenvolvimento da mente humana imbuída de Valores Humanos, verificamos que os resultados sociais são significativamente melhores.

Saber isto e não fazer nada é ser declaradamente negligente com o Futuro do Homem.

O conhecimento Humano, os processos científicos desenvolvidos, as tecnologias já construídas e em construção, o desenvolvimento social já conseguido em situações experimentais, permitem-nos dizer que o Homem, na sua globalidade planetária, merece mais e melhor, com menos efeitos nocivos para as diferentes Sociedades.

Tirem TODAS as armas (e sistemas bélicos) ao Homem e permitam-lhe criar Valor, em vez de Poder, com a liberdade de aplicar esse Valor à Sociedade, com sabedoria, e a motivação e criatividade surgirão bem enquadradas no Desenvolvimento. Estruture-se um acompanhamento Tutor (sabedor e orientador), para apoiar essas Pessoas no seu percurso de Valor e veremos ‘florescer’ a condição Humana de Valor.

Considera que o sistema financeiro internacional fará melhor desenvolvimento humano para o futuro do Homem? Talvez prefira ter um ‘déjà vu’ da História do Homem em vez de caminhar para o Futuro!

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      26 de Outubro de 2015

Quando a Liderança não tem Valor Humano!

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No mundo globalizado de hoje, verifico com tristeza uma carência enorme de Líderes a que se soma a falta de Liderança com Valor Humano.

Todos nós sabemos que a nossa sociedade foi estruturada para depender dos Líderes. É uma realidade que vem de longa data. Muitos de nós não têm a capacidade objetiva de se aperceber da realidade envolvente e estruturar os próximos passos em direção ao futuro.

Mas mais do que isso, ser capaz de transmitir empaticamente as mensagens que podem galvanizar os nossos pares para uma caminhada, que pode trazer complicações e necessita da motivação de TODOS para se atingirem os objetivos assumidos em conjunto.

Podemos facilmente verificar que se perfilam muitos Líderes para determinados objetivos mas apenas um terá a capacidade de conduzir a ‘bom porto’ aquilo a que a Sociedade aspira.

É disso que se trata, ASPIRAÇÃO de uns e capacidade de LIDERANÇA de outros para conduzir TODOS os detalhes que preenchem as aspirações de muitos.

Muitos cursos e muita formação de Líderes e Liderança é facultada hoje a muitos gestores e outros responsáveis de Empresas, na esperança que essa formação produza bons efeitos nos resultados das Empresas. Mas ficam-se por aí. Muitos desses formandos não possuem estrutura psicológica, emocional e de caráter para serem líderes, mas mesmo assim são chamados a participar nessas ações de formação.

A somar a esta realidade, algumas dessas ações ‘formativas’ são de caráter pedagogicamente duvidoso.

Assim, para ‘produzir’ um Líder resulta a introdução no mercado de trabalho de muitos gestores com pretensão a líder, mas sem estrutura integrada de LÍDER. Daqui resulta para a Sociedade, muita arrogância, prepotência, falta de senso crítico apurado para distinguir o essencial e rejeitar o acessório, incompetência organizacional e falta de visão de Futuro.

Estes pseudo-líderes causam mais ruído e caos que os pequenos erros de um Líder no percurso do Futuro.

Se imaginarmos estes fenómenos à escala dos Países ou Comunidades de Países, com facilidade verificaremos que serão mais os resultados catastróficos que aqueles que causam franca adesão e motivação das sociedades.

Assistimos, assim, à imposição de soluções, baseadas em cenários caducos, interesses obscuros, vontades interesseiras e lobbies de corrupção, que vêm minar a confiança de todos aqueles que estariam prontos a fazer os sacrifícios necessários para chegarmos a um Futuro melhor para todos.

Líderes a quem falta a sabedoria, a humildade, o bom senso, a visão de Futuro de uma Sociedade e o Valor Humano indispensável à motivação de MUITOS (a quem os estímulos não chegam, para os despertar para as novas realidades), não deveriam nunca ser líderes com futuro. Porque o ‘futuro’ que eles são capazes de ‘produzir’ é muito limitado, fechado e de muito pouco Valor Humano.

E são esses MUITOS que necessitam da nossa atenção e orientação para se conseguir chegar a Sociedades mais justas e equilibradas.

E são esses MUITOS que necessitam de estímulos adequados e motivação redobrada para se conseguir produzir os resultados indispensáveis a uma Sociedade com menos desigualdades sociais e melhor estrutura de Cidadania.

É caso para dizer: ‘quando a Liderança não tem Valor Humano, não terá a capacidade de realizar as reformas indispensáveis a uma Sociedade de Futuro’. Nem será capaz de inspirar a confiança e motivação necessárias para se caminhar para esse Futuro.

O exercício do PODER por uma liderança desfocada, interesseira e com pouco Valor Humano, não conduz a uma Democracia saudável. Acaba necessariamente por se transformar num poder obscuro.

Quem gostaria o meu Leitor de ter como Líder? Alguém frio e calculista, ‘mergulhado’ numa ‘teia’ de interesses obscuros, ou, alguém com Valor Humano, sabedoria, empatia, humildade, bom senso e visão de futuro?

Pense bem e decida bem pois o Futuro está muito próximo!

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      10 de Outubro de 2015

Quando a competitividade atrapalha o Valor Humano

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“Ninguém gosta de prejudicar o outro, mas, às vezes a competitividade se transforma em ódio, e no final das contas o seu competidor passa a ser um inimigo.” – Shek Crowley

Competitividade para ser saudável tem de ter Valor Humano, caso contrário transforma-se numa competição obsessiva por uma posição, onde são esquecidas outras vertentes importantes e alternativas.

Outra caraterística importante, que muitas vezes é esquecida, é a carência de ética na inteligência competitiva.

Infelizmente assistimos, com maior frequência que desejaríamos, a casos fraudulentos de competitividade empresarial (grandes empresas corporativas) que nos deixam céticos da existência desse espírito competitivo saudável.

A meu ver, o grande problema da competitividade, no mundo global atual, tem a ver com a ganância e a obsessão vencedora e ‘bem-sucedida’ a que as empresas se impõem. Mais uma vez, verificamos que as questões sobre o valor do dinheiro se sobrepõem aos domínios onde não deveria estar presente.

Grande parte desta atitude empresarial advém de uma mistificação económica que tem a ver com aquilo a que os economistas e financeiros chamam de ‘crescimento’. Este acaba por se traduzir em aumento de vendas, superação de objetivos, ultrapassagem da concorrência, atingir uma posição de liderança, ou, simplesmente, ter PODER.

Ora, com base no conhecimento recente, todos nós sabemos que essa ‘competitividade’ deu origem a muitos aspetos negativos em sociedade, como o consumismo exacerbado, a obsolescência programada, o aumento significativo dos níveis de poluição, alterações climáticas (aumento da temperatura global do planeta), etc. Todos estes aspetos acabaram por ter reflexos profundamente negativos no Ser Humano e na sua saúde mental e física.

Pior que esses reflexos negativos verificamos uma grande perda de flexibilidade processual para inverter, quando é caso disso, o sentido dos resultados. E isso tem implicações sérias no futuro do Homem.

Como resultado deste desequilíbrio competitivo, a que temos assistido, impõe-se a introdução genuína e séria das regras da sustentabilidade e do equilibro sustentável. Estas novas regras inteligentes implicam um espírito diferente e uma dinâmica de decrescimento sustentado. Este vem chocar de frente com o atual conceito de competitividade, e a sua falta de flexibilidade para gerar atitudes mais inteligentes.

Em muitos casos, estamos mais perante um vício de competitividade do que de inteligência competitiva.

Afinal de contas, onde e como fica o Valor Humano no meio disto tudo? Fica pelas ‘ruas da amargura’, porque os objetivos que se pretendem atingir apenas estão focados num valor que não tem nada a ver com Valor Humano.

Este é um dos grandes problemas do mundo globalizado atual, que relega para plano secundário tudo o que se relaciona com o Valor Humano. Tudo é mais importante que o Homem e o seu futuro, desde que alguns cheguem em primeiro lugar, não se sabe bem onde, mas com muito alarido e folclore.

Concentremo-nos muito mais nos Valores que o Homem deve desenvolver em todas as frentes, seja no domínio pessoal, empresarial, governamental, etc., que nos conduzirão a uma Sociedade de Valor Humano com uma raiz de equilíbrio sustentável, atualmente inexistente.

Alfredo Sá Almeida                                                                                                           2 de Outubro de 2015