A saúde mental é essencial numa sociedade de Valor Humano!

Saúde Mental

O tema da saúde mental do Ser Humano é demasiado importante para a Sociedade Global, sobretudo para uma Sociedade de Valor Humano.

Esta parcela importante da saúde do Homem deve ser objeto de melhorias significativas no Futuro, sob pena de comprometermos seriamente aquilo a que chamamos de Civilização.

Nas últimas décadas temos assistido a um preocupante aumento dos distúrbios mentais, facto que levou a Organização Mundial de Saúde (OMSWHO) a estudar profundamente este assunto e a emitir recomendações para os Países membros, sobre este problema de saúde pública.

De acordo com a OMS:

  • A saúde mental é parte integrante da Saúde; na realidade não existe saúde sem saúde mental.
  • A saúde mental é mais do que a ausência de distúrbios mentais.
  • A saúde mental é determinada por fatores socioeconómicos, biológicos e ambientais.
  • Existem estratégias intersectoriais e intervenções de saúde pública rentáveis que visam promover, proteger e restaurar a saúde mental.

 

“A saúde mental é um estado de bem-estar em que um indivíduo percebe que as suas próprias habilidades podem lidar com as tensões normais da vida, que lhe permitem trabalhar produtivamente e ser capaz de fazer uma contribuição positiva para a sua comunidade.

Saúde mental e bem-estar são fundamentais para o nosso coletivo e capacidade individual como seres humanos para pensar, emocionar-se, interagir uns com os outros, ganhar a vida e aproveitar a vida. Nesta base, a promoção, proteção e restauração da saúde mental pode ser considerada como uma preocupação fundamental de indivíduos, comunidades e sociedades em todo o mundo.”WHO ‘Fact sheet’ N°220 atualizada em Agosto de 2014.

Mental Health1

Pois bem, caros Leitores, a realidade diz-nos que a Sociedade atual é uma Sociedade doente sem tendências para melhorar. Senão vejamos o que se está a verificar:

  • Aumento significativo de casos de depressão;
  • Aumento significativo do stress;
  • Aumento significativo da Síndrome de Burnout;
  • Aumento significativo de consumo de álcool, drogas e substâncias ansiolíticas e antidepressivas;

Ainda, de acordo com a OMS (WHO ‘Fact sheet’ N°369 Outubro de 2015):

  • A depressão é um transtorno mental comum. Globalmente, estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem de depressão [Embora sejam conhecidos, os tratamentos eficazes para a depressão, menos de metade das pessoas afetadas no mundo (em muitos países, menos de 10%) recebem tais tratamentos].
  • A depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo, e é um dos principais contribuintes para a carga global da doença.
  • Mais mulheres são afetadas pela depressão do que os homens.
  • Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio (Mais de 800 000 pessoas morrem devido a suicídio a cada ano. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre os jovens de 15-29 anos de idade).
  • Existem tratamentos eficazes para a depressão.

 

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Tendo em linha de conta todas as vertentes da saúde mental, vou apenas abordar superficialmente os casos de stress e da Síndrome de Burnout para não os ‘massacrar’ demasiado.

O que é a síndrome de Burnout? Como ela se diferencia do stress?

Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido pelo psicanalista Herbert J. Freudenberger como “(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional” (Wikipédia). “Burnout é um estado de sofrimento que acomete o trabalhador quando este sente que já não consegue fazer frente aos fatores de stress presentes no seu cotidiano de trabalho. Diferentemente do stress, que se caracteriza pela luta do organismo no sentido de recobrar o equilíbrio físico e mental, a síndrome de Burnout compreende a desistência dessa luta. Por isso se diz que Burnout é a síndrome da desistência simbólica, pois embora não se ausente fisicamente do seu trabalho, o profissional não consegue envolver-se emocionalmente com o que faz.” (http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=38)

Esta Síndrome afeta essencialmente (em todo o mundo) uma percentagem significativa dos profissionais da Saúde (Médicos e Enfermeiros), da Educação (Professores), profissionais financeiros e alunos de todos os graus de ensino (sobretudo ensino superior).

Confesso que quando consultei as estatísticas, nos USA (http://activepause.com/stress/statistics.htm), relativos a um estudo da American Psychological Association (2007), sobre a ansiedade, o stress e a Burnout, me assustei com a dimensão do problema.

“Olhando para as taxas de prevalência ao longo da vida, para qualquer transtorno mental (incluindo distúrbios pelo consumo de substâncias químicas), a taxa de prevalência na vida é um número surpreendente de 57,4 por cento. Isso é mais do que qualquer um em cada dois americanos. Se você acha que a doença mental não vai ter impacto na sua vida, você está redondamente enganado. Se ela não o afetar, ela vai afetar alguém que você ama ou que está perto de você.” in “Mental Health Statistics” by John M. Grohol, Psy. D. (2010) (http://psychcentral.com/blog/archives/2010/05/03/mental-health-statistics/)

Observando esta calamidade pública não podia estar mais de acordo com o antropólogo Alain Bertho quando afirma: “Sejamos claros: um mundo acabou, não há como voltar atrás”. Segundo este autor, ‘o século XXI abandonou o futuro em nome da gestão do risco e do medo, indiferente à ira das gerações mais jovens’. (http://cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FInternacional%2F-Sejamos-claros-um-mundo-acabou-nao-ha-como-voltar-atras-%2F6%2F35299)

Não é de admirar que uma indignação profunda tome conta de nós.

  • Como é possível que os Líderes e Dirigentes desta Sociedade continuem a manter os mesmos procedimentos, atitudes e comportamentos que causam estes problemas de saúde mental?
  • Como é possível Pessoas inteligentes exigirem aos seus semelhantes esforços mentais para os quais não estão preparados?
  • Que Educação estamos a facultar às nossas crianças e jovens, não lhes permitindo que aumentem as suas resistências e resiliência a estes fenómenos, não os preparando para as batalhas do dia-a-dia em Sociedade? Sobretudo não os imbuindo de Valores Humanos?
  • Será que consideramos que a lei da selva (lei do mais forte) é a mais adequada para a Sociedade dos Humanos? Se assim for, como nos vamos distinguir dos animais selvagens no Futuro?

POR ESTE CAMINHO NÃO! BASTA!

Em várias ocasiões tive oportunidade de escrever o meu sentimento sobre a Sociedade atual:

Sinto que o caminho que estou a desbravar, ao desenvolver o tema do Valor Humano, é o mais correto. Na nossa Sociedade atual estamos a lidar com interesses obscuros, indiferenças doentias, prioridades tortuosas e sem Valor e negligências de toda a espécie, que estão a acabar com o pouco Valor Humano existente no mundo. Os Valores Humanos estão a perder-se em Sociedade por negligência pura de Líderes e Dirigentes Políticos, Financeiros e Religiosos, causando danos irreversíveis que necessitarão de gerações e massa crítica de Seres Humanos conscientes e lutadores, para serem corrigidos.

Não me limito a constatar os problemas, apresento soluções para a Sociedade Global, baseadas no Valor Humano, nos mais de 30 textos que tenho escrito. Reconheço que este é um trabalho Coletivo que tem de envolver muitos Cidadãos de boa vontade e uma Consciência Coletiva de dimensão Humana. Se não nos envolvermos nas verdadeiras mudanças de paradigma da Sociedade não vale a pena queixarmo-nos. Temos de ser ativos, inteligentes, focados no objetivo do Valor Humano e no Ser Humano integral, caso contrário a Sociedade continuará o seu caminho de degradação em degradação até deixarmos de ter expressão Humana.

Seremos menos que robots, porque esses terão uma Inteligência Artificial e nós seremos doentes mentais e frustrados pela incapacidade de mudança e de afirmação dos nossos Valores.

Não admira que o consumo de substâncias ansiolíticas e de antidepressivos tenha vindo a sofrer aumentos constantes. (http://observador.pt/2015/04/21/depressao-antidepressivos-vs-poder-da-mente/) “O elevado consumo de antidepressivos tem sido referido pelas autoridades de saúde em Portugal e não é um problema novo. Em comparação com outros países europeus, Portugal apresenta o maior consumo de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos (96 DHD – Dose Diária Definida por 1000 habitantes), muito superior à Dinamarca (31 DHD), Noruega (62 DHD) e Itália (53 DHD), de acordo com o estudo apresentado no final do ano passado “Portugal – Saúde Mental em Números 2014”.

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Meus caros Leitores houve momentos muito críticos na História do Homem que os nossos antepassados souberam ultrapassar e, com mais ou menos erros, consolidar algumas mudanças que nos têm permitido ancorar a nossa esperança num Futuro melhor.

Neste momento da História do Ser Humano estamos a necessitar de uma mudança de Paradigma da Sociedade Global, que no meu entendimento e estudo que tenho efetuado, deverá ser baseada no Valor Humano.

Estamos necessitados de Pessoas com Consciência e Inteligência Coletivas, imbuídas de Valores Humanos e capazes de LUTAR inteligentemente por uma causa justa e com Futuro.

Não se deixe abater nem desfocar da questão essencial: O Valor Humano.

O Futuro da Humanidade está em perigo!

Saibamos honrar o que de melhor o Homem foi capaz de construir nesta VIDA. Recusemos conscientemente de participar em realidades fictícias e que nos degradam a saúde. Lutemos, com todas as forças do nosso SER, por uma EDUCAÇÃO de excelência para TODOS, baseada em Valores Humanos universais.

Recomendo uma leitura atenta de uma entrevista, realizada pelo Jornal El País (7 de Fevereiro de 2016), ao Jornalista Americano de investigação Robert Whitaker. O título do artigo “La psiquiatría está en crisis” demonstra bem que este tema da saúde mental está na ordem do dia, como um dos mais importantes e que exige esclarecimentos urgentes. (http://elpais.com/elpais/2016/02/05/ciencia/1454701470_718224.html).

Alfredo Sá Almeida                                                                                     12 de Fevereiro de 2016

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