As dívidas e o Valor Humano

dividas

Nos dias de hoje é comum, para não dizer obrigatório, as Pessoas terem dívidas monetárias. Todo o mundo está endividado. São as Pessoas, as Empresas, as Instituições e os Estados que se encontram endividados em maior ou menor grau. Aliás, penso ser muito difícil encontrar alguém que não esteja endividado. Este é um estatuto típico da realidade financeira que nos domina e nos consome. Quanto mais dívida houver mais dinheiro existirá em circulação.

Esta realidade da Sociedade atual tornou-se um vício, bem estimulado pelos Bancos e outras Instituições financeiras, que vivem e se desenvolvem dele.

Por mais resistências que se tentem estabelecer, ninguém consegue fugir a este sistema que se tem aperfeiçoado ao longo do tempo. Se os Cidadãos não tomarem consciência plena desta realidade e não lutarem por um novo paradigma da Sociedade, temo que esta dependência atinja o ponto de não retorno.

Todos nós conhecemos exemplos pessoais, empresariais e de Países que se endividaram mais do que é possível imaginar. Mas nunca ouve problema algum, até à recente crise Financeira. Esta levou muito boas Pessoas a perder as suas poupanças porque o sistema tudo faz (até sem ética e sem vergonha) para captá-las. Mas os Bancos, esses, não perderam nada. Quem perdeu foram os Cidadãos que foram obrigados a pagar compulsivamente todos os devaneios dos Bancos e dos Estados

Mas enganaram-se aqueles que pensaram que o sistema iria ser reformulado e corrigido. Não, nada mudará verdadeiramente num sistema desta natureza. Esta é a única forma de sobrevivência deste sistema financeiro.

Como sabem, tenho vindo a defender uma mudança significativa de paradigma da Sociedade atual para uma Sociedade de Valor Humano.

Um aspeto interessante e importante neste modelo de Sociedade é o facto de não poder haver dívidas. Não poderá haver porque não existirão mecanismos que o permitam. E, caso existam Pessoas que tentem implementar esquemas dessa natureza, perderão Valor Humano significativo. Para o efeito consultem os meus textos anteriores:

A única dívida que será permitida, numa Sociedade de Valor Humano, é a DÍVIDA DE GRATIDÃO.

Esta será uma nova dimensão, bem mais Humana e positiva, para um problema que tem causado tanto sofrimento e tanta perda de dignidade. Mas não pensem que poderão manter as atitudes e comportamentos viciantes do passado. NÃO, NÃO. A mudança será efetiva e TODOS vamos aprender a desenvolvermo-nos como Seres Humanos. Não é difícil, nem doloroso, nem viciante, pelo contrário é motivador e libertador sob vários pontos de vista, racional, emocional e espiritual.

A vantagem das dívidas de gratidão está no facto de desencadearem uma corrente positiva de intervenções entre os Cidadãos e a Sociedade acaba por se transformar em algo de bom.

Meus caros Leitores, atualmente estamos perante problemas graves da Sociedade e num momento fulcral desta, que nos deve levar a refletir e mudar profundamente o rumo dos acontecimentos.

Ou faremos História por desencadear mudança efetiva, ou seremos indefinidamente seguidores de um sistema desumano e irracional.

Eu prefiro uma Sociedade de Valor Humano!

Alfredo Sá Almeida                                                                                  2 de Setembro de 2016

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