A necessidade urgente de Valores Humanos neste Pandemonium (+) global

pandemonium-1919-george-grosz“Pandemonium”, 1919 – George Grosz (http://esperandoleitor.blogspot.pt/2010/07/pandemonium-1919-george-grosz.html)

Penso que os meus Leitores concordarão comigo quando afirmo que o mundo atual se assemelha a um Pandemonium global. Como exemplo, sugiro a visualização deste vídeo de Steve Cutts.

(http://www.bing.com/videos/search?q=moby+are+you+lost+in+the+world+like+me&&view=detail&mid=6778A5CA883A697C33956778A5CA883A697C3395&FORM=VRDGAR).

Passo a explicar o porquê desta afirmativa.

Algumas tristes realidades:

  1. Aumento significativo das desigualdades (económicas, de oportunidades, etc.) entre Seres Humanos;
  2. Desfasamento educacional e de conhecimento nos diferentes Países do mundo (*);
  3. Aumento da intolerância pela diversidade cultural, étnica, religiosa, etc.;
  4. Incompreensão de fenómenos naturais por ignorância ‘militante’;
  5. Fraca tendência no estabelecimento de pontes culturais sólidas por falta de empatia e compaixão;
  6. Comportamentos insustentáveis do ponto de vista Humano na relação com a Biosfera;
  7. Aceitação da agressividade pessoal como reação aos desentendimentos;

A existência destes factos seria menos preocupante se entre os Líderes mundiais e os fenómenos globalizantes existisse uma sintonia de consciência, com atuações concertadas para uma resolução significativa destes pontos problemáticos.

A meu ver, não são os pontos discordantes que produzem o Pandemonium, mas a carência gritante de Valores Humanos entre as classes dominantes (Políticas; Financeiras; Científicas; Religiosas) de muitos Países do mundo, que acaba por se repercutir nos respetivos Povos. Acrescente-se a esta realidade, uma outra carência gritante em Educação de excelência e temos a ‘caldeira em ebulição desgovernada’ (aumento da entropia do sistema) e o Pandemonium em crescendo.

Mas existe uma realidade muito pouco desenvolvida em Nós – o nosso INTERSER. Para o efeito recomendo uma leitura atenta deste texto, da minha querida companheira Angela Alem, “Interser” (https://angelaalem.wordpress.com/2017/01/28/interser/). “Podemos dizer que cada um de nós não é simplesmente “Um SER”, e sim um “INTERSER”. INTERSER porque cada um de nós É, como SER ÚNICO. E ao SERMOS, o TODO está contido no UM. E o UM está contido no TODO!

Assim…, Eu Sou; e Você É.

Você É; portanto, Eu Sou.” – Angela Alem

Os fenómenos são conhecidos, assim como algumas das ‘fórmulas’ de estabilização dinâmica das Sociedades, mas o GRANDE PROBLEMA está na FALTA DE VONTADE para as implementar. Essa falta de vontade está ancorada nas elites dos Países e nos interesses económico-financeiros que representam, culminando no medo pela perda do PODER. Ou seja, é um círculo vicioso! Deste ponto, à ‘construção’ de uma guerra vai um intervalo muito curto, apenas requerendo uma faísca emocional propagada à velocidade da internet.

As Revoluções continuam a fazer sentido, porque nelas existe uma vontade contrária, com estratégia e conhecimento dos factos a eliminar, mas se o resultado for a perpetuação do status quo deste mundo globalizado não servem para nada e acabam por se diluir nesta ‘sopa’ mundial. Ou seja, estamos desfocados da verdadeira necessidade de globalização.

A guerrilha e o terrorismo é que não fazem sentido nenhum, nem conduzem a nada de bom. Apenas servem bem o Pandemonium e não ajudam a construir o Humanismo nem a consolidar os Valores Humanos. Isto porque as Sociedades não aprenderam a desconstruir o terrorismo nem a guerrilha. Pelo contrário têm tendência para as aumentar. O ódio, o radicalismo, a intolerância, a ignorância e os desequilíbrios emocionais só podem ser desconstruídos pela Educação de excelência e pela aplicação permanente de Valores Humanos em Sociedade. “Enquanto praticamente todos os adultos na Europa (98%) e língua inglesa da América do Norte (99%) têm pelo menos alguma educação, quatro-em-dez no Oriente Médio e norte da África (41%) e na África subsaariana (41%) não completaram nem um ano de escola primária” – David Masci (http://www.pewresearch.org/fact-tank/2017/01/11/about-one-fifth-of-adults-globally-have-no-formal-schooling/) (*). Ah! Mas isso custa muito dinheiro para compor! Então introduzem-se simulacros destes dois grandes pilares Educacionais (Educação de excelência + Valores Humanos em Sociedade), para calar algumas vozes dissonantes, para que pensem que resolveram O PROBLEMA. Apenas adiaram uma parte do problema, provavelmente, criando outras componentes ainda maiores e mais complexas desse problema.

E o mundo anda assim! Desgovernado em direção ao Pandemonium global!

Os Políticos e Financeiros vão reagindo aos impulsos e vão construindo ‘mantas de retalhos’ julgando que são soluções para os problemas, mas não são mais do que ilusões paradigmáticas e não O PARADIGMA SOLUÇÃO. Vão tapando os vários buracos com uma argamassa qualquer e o resultado é uma ‘estrada’ muito desconfortável para se viajar para o Futuro da Humanidade.

A população mundial cresce exponencialmente e com ela aumenta a presença de sociopatas e psicopatas. Estas duas aberrações humanistas funcionam como ‘buracos negros’ das Sociedades, destruindo TUDO em ritmo exponencial. Por outro lado, os recursos escasseiam, os bens de primeira necessidade não são suficientes, e os ‘famintos’ de tudo aumentam exponencialmente. Resultado final – ESTÁ O PANDEMONIUM GLOBAL INSTALADO.

Resta-nos a ESPERANÇA e uma RESILIÊNCIA HUMANISTA focada em Valores Humanos e na proliferação do Valor Humano. Sem estes grandes Cavaleiros do Futuro estaremos sempre em domínios do Pandemonium.

Que contribuição, o meu caro Leitor está disposto a dar? Para que dimensão pretende ir?

A sua reflexão seguida de uma ação concertada de Valor Humano são a solução para TODOS OS NOSSOS PROBLEMAS. Só assim nos afastamos significativamente do Pandemonium!

Alfredo Sá Almeida                                                                                   31 de Janeiro de 2017

Nota (+): Significado de Pandemonium – Capital imaginária dos Infernos. / Reunião de indivíduos para a prática do mal ou promoção de desordens. / Fig. Assembleia tumultuosa. / Lugar onde reina a confusão e onde ninguém se entende; balbúrdia.

Pandemonium tem origem inglesa, através do radical grego pan, que significa “todo”, + o termo grego daímon, que significa “demónio”, que é um neologismo criado pelo poeta inglês Mílton (1608-1674), no seu “O Paraíso Perdido” (Shangri-lá), para designar o palácio de Satã. É também o designativo para a capital imaginária do Inferno. O mesmo que tumulto, balbúrdia, confusão. (http://www.dicionarioinformal.com.br/pandem%C3%B4nio/)

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