Educar a Vontade e/ou educar a Paciência

Vontade

A nossa vida começa com um grito de Liberdade quando nos retiram da barriga da nossa Mãe.

Todos nós sabemos que desde crianças temos um sentido de posse muito afinado que vai sendo moldado, e bem, pelos Pais para não nos tornarmos possessivos desequilibrados quando adultos. Esses princípios educacionais que nos são dados não representam uma perda de Liberdade em si (a não ser que as imposições sejam desequilibradas), mas sim uma orientação de como devemos conduzir e gerir os nossos desejos para conseguirmos realizar os nossos sonhos ao longo da vida.

Infelizmente muitos Pais não dão aos seus filhos essas orientações preciosas e acabam por ‘mimar’ demasiado, desequilibrando a sua vontade quando adultos. Muitos tornam-se possessivos e irascíveis.

A meu ver o conceito de Liberdade é demasiado amplo para ser abalado por princípios orientadores e condutores ao longo da vida. Normalmente esse conceito/sentimento vem acompanhado de inteligência e determinação assertiva o que nos ajuda a viver bem em sociedade. Liberdade não deve nunca transformar-se em ‘libertinagem’ sob pena de desvirtuarmos um Valor primordial.

É nesta dimensão que a Vontade se encaixa e se pode descontrolar, produzindo sérios estragos de personalidade e caráter. Significa isto que a educação escolar deverá transmitir orientações preciosas aos alunos, sob a forma de Valores, que poderão ficar enraizados positivamente para a vida.

Um desses Valores é o da Ética. Relembro aqui um ensinamento de Mário Sérgio Cortella a este respeito, “Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida:

  • Quero?
  • Devo?
  • Posso?

Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve.”

Se conseguirmos transmitir aos nossos filhos e aos nossos alunos este nobre princípio estaremos a beneficiar duplamente a nossa Sociedade. Por um lado, produzindo Cidadãos mais equilibrados e por consequência uma Sociedade mais ética e correta.

A paz de espírito que nos fala Cortella é uma realidade que acaba por se refletir na gestão paciente dos acontecimentos. Isto porque toda a vida tem um ritmo e a interação com outros Seres exige uma boa gestão dos ritmos de vida em Sociedade. Daqui resulta um outro Valor fundamental que acaba por traduzir-se em Paciência.

Todos nós sabemos onde a impaciência nos pode conduzir, seja a nível Pessoal ou quando temos uma responsabilidade de gestão empresarial ou pública.

Costumamos dizer, e com razão, ‘saber esperar é uma virtude’. Pois normalmente a paciência é compensadora. Quando bem gerida dá resultados muito animadores.

Paciência

Alfredo Sá Almeida                                                                              30 de Março de 2017

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