O Valor Humano resiste à morte do Ser

Tetraedro Regular

– A continuidade do Valor –

Esta é uma realidade que TODOS deveríamos interiorizar. Quanto mais Valor adquirirmos maior Valor deixamos para os nossos pares.

Este universo de Valor só pode existir com a aprendizagem constante ao longo da Vida. Não será de admirar o facto de este dar o verdadeiro sentido à Vida. Une as Pessoas e acrescenta-lhes substância vital.

Tanto tempo desperdiçado com frivolidades e guerra, seja de palavras ou violência física, para não acrescentar nada de Valor à Vida. Quantas Pessoas desconhecem o Valor de um bom debate para se perderem numa discussão estéril! A emoção descontrolada, desorientada e vazia acaba perdendo todo o Valor e destrói Vida. Nesses casos parece ter um comportamento de um vírus.

A resistência que vos falo é mais uma resiliência dinâmica capaz de evaporar o desaparecimento do Ser. É algo que só o Ser Humano é capaz de realizar – suplantar a Morte – apesar desta fazer parte da Vida. Não é por acaso que falamos da Alma do Ser. É uma dimensão mais no nosso universo.

Quantas dimensões afinal um Ser Humano é capaz de acrescentar à Vida neste  vasto Universo? Tantas quanto o Valor do seu Ser!

A figura que vos apresento no início deste texto representa um tetraedro regular. É um poliedro perfeito com um mínimo de faces para que o possamos chamar de sólido. É um pretexto para vos falar de Platão (Foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Ele é amplamente considerado a figura central na história do grego antigo e da filosofia ocidental, juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles. Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental, e também tem sido frequentemente citado como um dos fundadores da religião ocidental, da ciência e da espiritualidade. O assim chamado neoplatonismo de filósofos como Plotino e Porfírio influenciou Santo Agostinho e, portanto, o cristianismo, bem como a filosofia árabe e judaica.) – Wikipédia.

“O filósofo grego Platão estabelecia uma ligação dos poliedros com as forças da natureza. Hoje é possível estudar as formas moleculares existentes na natureza e observar que as ideias que Platão teve por volta do século V e IV a.C. são verificadas e comprovadas. O tetraedro regular é um sólido platónico representante do elemento fogo, figura geométrica espacial formada por quatro triângulos equiláteros (triângulos que possuem lados com medidas iguais); possui 4 vértices , 4 faces e 6 arestas.” (https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/matematica/tetraedro-regular.htm).

Platão é um exemplo do Valor que perdurou de geração em geração, por todos estes séculos, mantendo viva a chama do conhecimento e da interligação das disciplinas do saber.

Pena é que os Líderes Políticos do mundo atual não procurem aproximar-se do Valor de Platão, contribuindo assim para congregar melhor a Vida e o Futuro dos Cidadãos dos seus Países. Consequentemente, do Mundo em que vivemos.

Vivemos num momento da História do Homem onde TUDO pode dar certo na construção do nosso Futuro, assim os Políticos que influenciam a nossa Vida saibam ignizar o entendimento que nos transporte para uma dimensão de Valor Humano.

Alfredo Sá Almeida                                                                   22 de Abril de 2020

Cidadania Global – Um Valor em desenvolvimento

ONEWORLD

Ser Cidadão do Mundo é uma responsabilidade e um Valor Humano que está associado a muita empatia, solidariedade, altruísmo e a muitos outros Valores que contribuem decisivamente para o Bem Comum.

Se, ser Cidadão de um País já representa uma Consciência de dimensão coletiva que conduz a uma dinâmica positiva para o desenvolvimento, ser Cidadão Global constitui o universo máximo da Consciência Coletiva, contribuindo para o Bem Comum de TODO o Mundo.

Felizmente, é nesta dimensão que encontramos cada dia mais Pessoas dispostas a desenvolver uma solução Global para os problemas do mundo. A meu ver, é assim que deve ser. Se a Comunicação Social se transformou em Global, recebendo e difundindo informações de e para os ‘quatro cantos do mundo’, torna-se mais fácil ganhar os conhecimentos e a dimensão envolvente que contribuem para a nossa Consciência Coletiva.

Deste modo, estaremos melhor preparados para os desafios do Futuro e para a consolidação dos Valores Humanos a nível Global.

Sim, podemos ter centenas de realidades culturais, diferentes estilos de vida e sensibilidades espirituais, mas somos TODOS ‘filhos’ do mesmo Planeta e do mesmo Paradigma que está a gerar este desenvolvimento desequilibrado. Ainda nos vemos, uns aos outros, com um espírito muito competitivo e desconfiado, mais preconceituoso e pouco colaborativo, mas quando as catástrofes acontecem sabemos que a competitividade, o preconceito, a desconfiança e a indiferença não servem de nada, a não ser para atrapalhar a resolução efetiva dos problemas. No fundo, os Valores Humanos são universais apesar de cada cultura tentar dar-lhes uma ‘cosmética’ e um contexto distintos.

Assim como a música é uma expressão cultural universal, o Amor, a Empatia, o Altruísmo, a Solidariedade, a Compaixão, etc. são sentidos do mesmo modo por TODOS NÓS. Estar a contrariar esta realidade intrínseca do nosso SER é desumano e apenas contribui para o desentendimento Global em que estamos mergulhados.

Se o desentendimento em si não constitui um elemento tão negativo, pois pode ajudar a esclarecer os propósitos, já a falta de empatia, solidariedade e altruísmo podem constituir um problema grave nesse desentendimento.

Como podemos comprovar não são as Artes que produzem grandes cisões na Sociedade Global. O mesmo se passa com as questões de natureza Científica, apesar de algumas divergências teóricas, o método é o mesmo. São sobretudo o modo e a prática de muitas das questões económicas e financeiras que provocam as grandes divisões na Vida das Pessoas.

Se se tornou possível globalizar o dinheiro e os vícios, também será possível globalizar os Valores Humanos.

Todos nós sabemos que uma Educação inclusiva e de qualidade é o elemento primordial, conjuntamente com os bons exemplos e a ética, para o desenvolvimento desses Valores. Portanto, impedir ou escamotear o desenvolvimento e a prática de processos Educativos Públicos, no sentido de melhorar a nossa qualidade de Seres Humanos, são atitudes abusivas e indignas do Homem.

Reconheço que estratégica e mentalmente seja muito mais fácil globalizar o dinheiro e os vícios, mas utilizar a liberdade de atitudes e comportamentos como um ‘cavalo de batalha’ para impedir a globalização dos Valores Humanos afigura-se-me arrogante e de um pretensiosismo castrador.

A Liberdade em Sociedade, por si só, desenquadrada do restante conjunto de Valores não acrescenta ao Homem uma dimensão de Ser Humano, podendo até ser prejudicial ao seu desenvolvimento digno.

Portanto, meus caros Leitores, o fenómeno da Globalização apesar de complexo, requer muito foco no Ser Humano e na nossa vida em Sociedade.

Alfredo Sá Almeida.                                                                                20 de Abril de 2020

Voltar à Normalidade?

Crise da pandemia

Mas qual Normalidade? Aquela realidade que temos vivido nos últimos anos, por esse mundo afora? À fome pelo mundo? À guerra? À intransigência e intolerância dos Homens? À falta de Educação e de Valores Humanos crescente? Ou à realidade do dinheiro e das finanças?

NÃO! Essa realidade eu não quero mais! Quero MELHOR para TODOS! Não quero VOLTAR, quero PARTIR para um caminho NOVO, como o vírus que causou esta paragem.

Quero uma Normalidade onde o Amor impere.

A reflexão profunda sobre determinados acontecimentos é que é NORMAL à mente Humana, quando paramos. Sobretudo quando não estamos preparados para o Futuro. Qual? O nosso! Como Seres Humanos Conscientes, Conhecedores, Inovadores, Criativos, Inspiradores, Inteligentes,  Educados e de Valor.

Pois bem, se não estávamos preparados para o que aconteceu é porque essa Normalidade não presta, vamos ter de construir uma nova.

Verifico com muita tristeza, a existência de muita gente a querer voltar à normalidade, àquela em que tudo corre mal porque andamos depressa demais e não temos tempo para pensar convenientemente no rumo que tomamos. Aos impulsos irracionais de uma espécie sem rumo e sem Futuro.

Para quê voltar à Normalidade? É preferível ficar mais tempo a refletir sobre a nossa Vida, a nossa Existência e o nosso Futuro. Assim como as crianças e jovens vão ter ensino à distância, muitos adultos também o deveriam ter e com trabalhos práticos e relatórios para apresentar, obrigando-os a consolidar o caminho do Homem em direção ao Futuro do Ser Humano.

Hora de ponta 1

Vamos querer voltar à normalidade muito mal preparados para caminhar pelos mesmos caminhos, como até aqui? Seguindo os exemplos de Líderes Políticos de grandes Países como os Estados Unidos da América do Norte ou o Brasil? Nem pensar! Esses não valem a pena seguir! Aqueles que valorizam uma economia desprovida de Humanismo em detrimento da Vida? ‘No way’!

Se estamos mais instruídos, temos obrigação de fazer melhor e não voltar atrás. Temos obrigação de aprender com os erros cometidos e construir um melhor caminho, em Paz e segurança para TODOS, com melhor Saúde e melhor Educação. Sobretudo uma Educação que não divida mas multiplique os Valores Humanos a nível Global. Essa sim será uma Normalidade que valerá a pena viver.

Giant traffic jam

Falamos numa Normalidade de Vida que representa um grupo de rotinas, muitas delas ritmadas com outros elementos da Sociedade, mas que não acrescentam Consciência Coletiva. Podem estar coletivamente no mesmo local, vislumbrando o mesmo acontecimento, mas representam apenas uma soma de Consciências individuais pouco ritmadas com sentido da Vida. É uma Normalidade sem convivência nem partilha de Valores. São apenas individualidades, que são incapazes de se colocar de acordo com a Vida e o seu sentido em direção ao Futuro da Humanidade.

Para mim a normalidade seria esse caminho partilhado e enriquecido onde o Coletivo ganharia a Consciência da Humanidade.

Sigamos então em frente pelo MELHOR CAMINHO PARA TODOS, COM A CONSCIÊNCIA DE CADA UM DE NÓS NO COLETIVO.

Alfredo Sá Almeida.                                                                                16 de Abril de 2020

O Problema sempre fomos NÓS!

Saberemos corrigir o rumo?

Covid-19 multidão sem rumo

O Homem ao longo da sua História cometeu muitos erros de desenvolvimento coletivo. No entanto, também tem bons exemplos desse desenvolvimento que não deram os frutos devidos a nível Global.

Na realidade, faltam-nos uma integração e consolidação de Valores Humanos no nosso Ser, que apesar de sabermos quais são e como deveríamos integrá-los, falta-nos a coragem e a suficiente Inteligência e Consciência Coletivas que nos permitam catapultar para uma nova dimensão Social em Felicidade Coletiva.

Utópico? Talvez! Mas não tanto como possam pensar! Considero que é mais a cobardia da mudança e de um desconhecido universo Social Global que nos faz arrepiar caminho e diminuir em dimensão Humana.

Preferimos acomodar-nos, conformar-nos ou refugiar-nos no vazio das soluções atuais, na dimensão virtual da vida e na dependência económica da dinâmica criada à nossa volta, que descobrirmos a sequência de prioridades que a Vida deve Ter para Ser, a dimensão de Valores e o caráter dos relacionamentos, para evoluirmos na dimensão de Seres Humanos.

Temos muitas certezas, quase matemáticas, da Vida mas não como a devemos ajustar ao nosso desejado Ser Coletivo. Estamos confortáveis individualmente para darmos Valor á dignidade coletiva.

Existem até pessoas que consideram que o erro é sempre dos outros, eles fazem sempre TUDO bem. E, têm o poder para aplicar discricionariamente sanções àqueles que erraram(?).

Assistimos até, perante carências sociais marcantes, a soluções economicistas de uma frieza desumana. Vemos Economistas arvorarem-se desmedidamente em Sociólogos, Antropólogos e Psicólogos da Sociedade como se considerassem que não cometeram já tantos e tantos erros de julgamento e de aplicação das suas teorias ‘balofas’ e vazias de Humanismo, apenas ara satisfazer um Ego Financeiro insuflado de vaidade, orgulho, arrogância, ganância, ‘justiça financeira’, indiferença, etc.

Enfim, NÓS sabemos isso, sabemos que temos algum poder mas nunca nos demos ao trabalho de conjugar esforços coletivos inteligentes, concertados e em sincronismo que nos permitam solucionar de vez esta matéria cancerosa que está em desenvolvimento metastático faz muitos anos. A consciência e o paradigma que ‘construíram’ na nossa mente, pela Educação que nos deram, é tão viciante que tudo fazemos para não os abandonar por força de uma razão sem sentido nosso.

Estamos mergulhados num PROBLEMA de dimensão Global mas vamos fazer TUDO individualmente, como se não vivêssemos TODOS no mesmo Planeta e ele não nos pertencesse por nascimento.

Vamos aplicar fórmulas economicistas e financeiras, de resultado muito duvidoso e avulsas, para satisfação de um PODER dissociado do Humanismo e da Vida sã em Sociedade.

Será que não temos emenda? Que somos assim tão masoquistas? Que o nosso Coletivo não é capaz de discernir e reinventar a Sociedade Global com outros Valores? Com outras prioridades? Com uma Esperança num Futuro melhor para o Ser Humano em equilíbrio na nossa Biosfera?

Se não o fizermos agora, perderemos uma boa oportunidade de sermos a verdadeira SOLUÇÃO dos problemas que nos criaram, para nos dominar e ‘domesticar’ como seres inferiores de mente vazia. Pobres de dinheiro e de espírito sempre.

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Alfredo Sá Almeida                                                                          16 de Abril de 2020

Afinal, o dinheiro serve para quê?

Dinheiro

Agora é que vai começar a verdadeira ‘GUERRA’!

Enquanto os Decisores estiveram ‘entretidos’ com as medidas para salvar Pessoas (ou para evitar que se infetassem), verificámos que Políticos, Sociedade, Médicos, Enfermeiros, Juízes, Cientistas, Instituições, etc., enfim, quase toda a Sociedade Civil se colocaram de acordo com as medidas a tomar. Ou seja, a Inteligência e Consciência Coletivas funcionaram em sintonia (apesar de algumas divergências).

Enquanto o foco foi o Ser Humano, TUDO se passou bem.

Mas agora, que é importante e necessário preparar o Futuro e a Economia para refazer(?) o Paradigma da Sociedade atual, vai começar a parte mais difícil – colocar TODOS em ‘sintonia’ para distribuir o dinheiro que foi considerado suficiente(?) pela União Europeia para resolver a crise económica resultante da pandemia.

Muitos dirão, que o dinheiro deve ser poupado para nos precavermos de uma situação de grande crise. Pois bem, estamos em situação de grande CRISE mas há quem considere que não é tão grande assim, e, alguns não são tão solidários quando se trata de distribuir DINHEIRO.

Senão vejamos o que se está a passar:

Fala-se muito em verbas monetárias e ninguém se consegue por de acordo. Esta é a realidade do dinheiro como mecanismo virtual desprovido de elo de ligação ao Ser Humano. É estranho, como Pessoas que se dizem inteligentes são capazes de ser tão rígidas, tão rigorosas com REGRAS financeiras (criadas por alguns poucos Homens) e não vislumbrem soluções plausíveis para resolver os problemas da Humanidade. São de um conservadorismo bacoco, nuns casos, mas noutros são perfeitamente psicopáticos. Talvez fosse altura de começarem a ler os meus textos sobre o Valor Humano e o muito que falta fazer, para ganharem alguma humildade (se é que têm alguma) de Ser Humano.

Por outro lado, é nestes momentos de grande crise que se vê a dimensão de alguns Homens. O Mundo Global poderia aproveitar esta oportunidade para mudar um sistema caduco, injusto e não sustentável, cada dia mais gerador de desigualdades financeiras, económicas e sociais. Talvez, as Pessoas (ditas normais) e os Cidadãos do Mundo reconhecendo as más características deste sistema consigam mostrar aos ‘donos’ do Sistema Financeiro Mundial o quão errados estão e que não poderão ser mais os ‘donos’ do PODER.

Não se torna necessário uma outra GUERRA, basta tirar-lhes o ‘tapete’ que têm debaixo dos pés para que fiquem a flutuar num universo indigno e sem realidade social.

Gostaria, sinceramente, que os meus Leitores refletissem muito sobre o tema deste texto – “Afinal, o dinheiro serve para quê?”. Não serão o Valor Humano e os processos educativos, onde o conhecimento, a criatividade e o bem-comum, muito mais importantes e essenciais ao Futuro da Humanidade?

Alfredo Sá Almeida.                                                                                     7 de Abri de 2020