Cidadãos do Mundo, demonstremos a nossa Consciência Coletiva!

Cidadão do Mundo

Meus caros Leitores, este é o meu grito de alerta a Todos os Cidadãos do Mundo, conscientes dos problemas ambientais e climáticos graves provocados pelo Homem e preocupados com as probabilidades mencionadas pela comunidade científica mundial.

“Cientistas avisam que o aquecimento global pode pôr em causa a sobrevivência humana já em 2050”

(http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2019-06-04-Cientistas-avisam-que-o-aquecimento-global-pode-por-em-causa-a-sobrevivencia-humana-ja-em-2050) Revista Visão 4/6/2019.

Cidadão do Mundo - Sócrates

“Ser cidadão do mundo é não ter fronteiras dentro de si. É ser um, com o mundo, e o mundo estar um, em ti. É romper os obstáculos de línguas, culturas, raças e etnias. Para ser verdadeiramente cidadão do mundo, disse-me o filósofo, era preciso sentir-se em casa. Estar em casa não aqui, nem ali, mas em toda e qualquer parte do mundo.”Sócrates (https://www.publico.pt/2018/06/08/p3/cronica/ser-cidadao-do-mundo-1834969) Artigo de opinião de Pedro Sampaio Minassa (8/6/2018).

Sigamos o exemplo deste Estudante de Direito quando ele afirma: “Ser cidadão do mundo é a liberdade consciente, é o elemento fundamental da nova onda de cidadania global, que consiste em ser-se semente e não árvore. Sentir-se bem onde estiver e por onde for porque, se o mundo é uma casa, em nada comum, é, em tudo, comunitária.”

Pois bem, meus caros Leitores, o problema é muito grave, muito sério e requer ações concretas imediatas por parte de TODOS os Cidadãos.

Vocês vêm os Líderes mundiais preocupados, ou mesmo, com uma agenda política tentando congregar esforços para encontrar soluções viáveis para serem implementadas no curto prazo?

Eu, sinceramente, não os vejo preocupados! Assisto ao contrassenso de os ver preocupados com a Guerra (seja comercial ou bélica) e com as estratégias de guerra e de intimidação mútua. Preocupados com os Cidadãos? Não! Estou convicto que não querem saber do nós. Bem podemos morrer ‘fritos’ ou em guerra que para eles é igual, eles estarão sempre a salvo!

Somos nós, que conjuntamente à comunidade científica devemos agir, delinear estratégias, traçar rumos e desenvolver ações concertadas para congregar o maior número de Cidadãos do Mundo, com base nos ensinamentos científicos, possuirmos a Força da Razão que irá mudar o mundo. Se houver Líderes políticos que nos queiram seguir, tanto melhor. Se não, não fazem falta nenhuma. Aliás, o espírito da Democracia é esse (regime político em que a soberania é exercida pelo povo). E o Povo é soberano!

Ora o que nos diz a comunidade Científica: “Uma equipa de investigadores australianos tentou prever o cenário resultante das alterações climáticas, a médio prazo, e os resultados não são nada animadores”. Neste artigo da Revista Visão (http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2019-06-04-Cientistas-avisam-que-o-aquecimento-global-pode-por-em-causa-a-sobrevivencia-humana-ja-em-2050) que transcreve os resultados do Centro Nacional Para a Restauração do Clima Australiano, somos alertados para as consequências da ação do Homem sobre as alterações climáticas.

“Com base nas investigações científicas realizadas até ao momento, qual seria o cenário em 2050. Os resultados estimam que o planeta esteja sob o efeito de um calor extremo que ameaçará a sobrevivência humana, que vários ecossistemas colapsem, milhares de pessoas tenham de ser deslocadas deixando algumas das cidades mais populosas do mundo praticamente abandonadas, e que a produção de alimento e reservas de água baixem drasticamente.

Para Chris Barrie, autor do estudo e ex-diretor do Departamento de Defesa Australiano, não há dúvidas de que “depois da guerra nuclear, o aquecimento global provocado pela ação humana, é a maior ameaça à vida humana no planeta”. “Um futuro apocalíptico não é inevitável”, acredita, deixando, no entanto, o aviso: “Sem uma ação drástica imediata, as nossas perspetivas (de sobrevivência) são fracas.”

David Spratt e Ian Dunlop, também eles autores do estudo e investigadores experientes dedicados ao clima, concordam que as alterações climáticas representam uma “ameaça existencial a médio prazo para a civilização humana”.

Baseado-se nas pesquisas científicas existentes, prevê-se que as temperaturas globais aumentem 3 graus Celsius até 2050.

As consequências?

  • 55% da população mundial (a viver em 35% da superfície terrestre) sofreria mais de 20 dias de calor letal por ano, algo “além do limiar de sobrevivência humana”;
  • Em África, na América do Sul, no Médio Oriente e no Sudeste Asiático, o calor fatal deveria durar mais de 100 dias por ano, levando à deslocação de aproximadamente mil milhões de pessoas;
  • Neste cenário, muitos ecossistemas não iriam resistir, incluindo o Ártico, a Amazónia e os recifes de coral;
  • A subida do nível do mar iria forçar a população de Mumbai, Jacarta, Guangzhou, Hong Kong, Ho Chi Minh, Shangai, Banguecoque, Manila, entre outras, a abandonar as cidades. Só no Bangladesh cerca de 15 milhões de pessoas seriam deslocadas;
  • A produção de alimentos diminuiria devido ao “declínio catastrófico” das populações de insetos, ao clima muito quente e à escassez de água. Sem alimentos suficientes para a população mundial, os preços subiriam vertiginosamente;

Nos resultados publicados pode ler-se ainda que “as consequências sociais vão desde o aumento do fervor religioso ao caos total”, e à “mudança permanente na relação da humanidade com a natureza”.”Visão.

Ouvimos, com frequência, que os Políticos não gostam de notícias alarmistas, pois podem provocar o caos social. Mas não assistimos à ‘construção’ de nenhuma dinâmica concertada com as Populações, com as Empresas, com os Países, com as comunidades de Nações para minimizar os efeitos destas previsões. Mais do que minimizar, será necessário resolver os problemas de fundo.

O problema não está relacionado com o dinheiro que será necessário para enfrentar as consequências desta crise de Inteligência Humana. Se se tratasse de uma Guerra Mundial tudo seria sempre feito para produzir os melhores resultados!

“Grandes empresas estimam riscos das alterações climáticas em 900 mil milhões” – Revista Sábado 4/6/2019 (https://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/grandes-empresas-estimam-riscos-das-alteracoes-climaticas-em-900-mil-milhoes) . “As alterações climáticas representam riscos financeiros de quase 900 mil milhões de euros, estimam algumas das maiores empresas do mundo num relatório esta terça-feira divulgado. Os números são sugeridos tendo em conta três quartos (366) das 500 maiores empresas do mundo, que no conjunto estão avaliadas em 15 biliões de euros.

O documento foi divulgado pela organização internacional Carbon Disclosure Project (CDP) e alerta que muitos desses impactos resultantes dos riscos climáticos poderão ocorrer nos próximos cinco anos.

Do valor de perdas estimado, cerca de 446 mil milhões de euros são classificados como altamente prováveis ou quase certos, nomeadamente devido a custos operacionais mais elevados, relacionados com mudanças nas leis e nas políticas.”

Pois é! Não será preferível uma grande ação concertada de TODOS os Cidadãos do Mundo para resolver estes grandes problemas a nível mundial, que uma Guerra ao mesmo nível? Nem coloco em causa qual será a melhor resposta a esta pergunta. Alguns Líderes mundiais talvez tenham outra ‘visão’ oculta, que não querem partilhar com a comunidade de Cidadãos do Mundo, mas nós sabemos que tudo deveria estar a ser feito, concertadamente, para evitar grandes catástrofes, sejam elas quais forem.

Todos nós temos de congregar esforços, demonstrarmos a nossa verdadeira Consciência Coletiva, darmos as mãos e mostrarmos ao Mundo o que a Inteligência Coletiva é capaz de fazer pelo bem da sustentabilidade deste nosso Planeta, que é a nossa casa, e construirmos um Futuro Coletivo digno de Seres Humanos com Valores.

Alfredo Sá Almeida                                                                                        6 de Junho de 2019

A Realidade Humana

Realidade 3

A Realidade é um universo com várias dimensões e muitas variáveis. Está dependente de quem a interpreta e do método utilizado na interpretação. Para que essa interpretação seja mais precisa deverá basear-se em recolha de dados e métodos estatísticos, que no final deverão ainda ser compilados e submetidos a outra interpretação. Lembremo-nos, mesmo quando existem diferentes observadores da mesma realidade em simultâneo, o modo como a interpretam pode ser diferente. Por comparação, a Realidade corresponde à recolha de dados em tempo-real nas tecnologias da informação.

Sem dúvida está dependente de atitudes e comportamentos dos Seres Humanos, da sua Educação, da Consciência adquirida e da envolvente Social e Coletiva. A maneira de Ser e de Estar contribuem decisivamente para a Realidade.

“O termo realidade se refere a uma circunstância externa à percepção humana e que é independente dela. A realidade representa todos os fenômenos do universo cujas leis estão fora de alcance da vontade do homem. Assim, compete ao homem conhecer as leis e compreendê-las para ter algum tipo de influência na realidade. Ela existe de alguma maneira determinada e pode ser básica em algum ponto, mas também pode servir de debate na história da filosofia e da ciência. De facto, sempre foi necessário estabelecer um limite entre o real e a percepção dos sentidos para fins da ciência. Desta forma, podemos observar as várias controvérsias do passado.” (https://conceitos.com/realidade/)

Realidade 1

Atualmente somos 7,5 biliões de Seres conscientes e inteligentes, neste Planeta, e muitos biliões mais de outros Seres Vivos na nossa Biosfera. Cada um dos Seres Humanos tem a sua interpretação de uma realidade. Os mais esclarecidos terão na sua mente uma realidade de maior dimensão, dependendo das suas experiências de vida e dos conhecimentos adquiridos. Mas não necessariamente uma interpretação suficientemente abrangente para ser considerada global.

Aliás, o Global vai depender da dimensão que se considerar e do objeto de observação. Assim sendo, deveremos considerar as diferentes parcelas da Realidade e as suas interações. Parece complexo e é complexo. Só um processo de compartimentação e simplificação interpretativa poderá ajudar a esclarecer a Realidade objeto de observação, porque é multidimensional.

Mas a que propósito estou eu a dificultar-lhes a interpretação da Realidade? Porque ela tem de ser objetiva, bem dimensionada e submetida à Razão (raciocínio lógico-dedutivo dos factos). “Razão, no sentido geral, é a faculdade de conhecimento intelectual próprio do ser humano, é um entendimento, em oposição à emoção. É a capacidade do pensamento dedutivo, realizado por meio de argumentos e de abstrações. É a faculdade de raciocinar, de ascender às ideias.” (https://www.significados.com.br/razao/)

Como podem verificar não é um processo fácil. No entanto, há quem o transforme em facilitismo na interpretação, e/ou, deturpe a interpretação dos factos para dar outra sensação de realidade. Este é o estado perigoso em que o Homem transforma a Realidade.

Basta observarmos o dia-a-dia da Comunicação Social e das Redes Sociais, que nos envolvem muito tempo, para nos apercebermos do modo como recebemos uma parcela da realidade. Uma dimensão perversa do que chamamos de Realidade, vem sobre a forma de fake-news (notícias falsas).

Mas o Homem, na sua senda de pesquisa, inovação e criatividade, não se fica por estas dimensões! Desenvolveu mais dimensões de percepção da realidade – Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Mista.

Realidade 6

(Fonte da imagem: https://moreleads.pt/realidade-mista-e-marketing-digital/ )

No Presente e num Futuro Próximo, o Ser Humano tem de estar muito bem preparado, através da Educação e do Ensino (todos os níveis), em matéria de Conhecimento e de capacidade interpretativa para não se deixar envolver racional e emocionalmente pelos caminhos tortuosos da realidade facilitada. Sobretudo preparar bem a sua Consciência Individual e Coletiva para as armadilhas que determinados grupos económicos e financeiros, religiosos e espirituais, políticos e sociais, de índole pouco confiável, nos quererem ‘mentalizar’ para o lado ‘negro’ da Realidade.

A mente Humana, por ser ‘moldável’ e ‘volúvel’, deverá possuir as características e Valores Humanos, da nossa espécie melhorada, para não perdermos definitivamente a nossa dignidade e condição Humanista.

Infelizmente, o Homem é ‘bombardeado’ constantemente com informação de todo o tipo. É uma ‘guerra’ continuada com tendências de guerra-fria, onde impera a hipocrisia, na qual deve sobressair o Ser Humano de Valor.

A este propósito gostaria de vos transcrever um comentário que a minha querida companheira Angela Figueiredo Alem fez sobre o meu texto “À Descoberta do Planeta Terra”  (https://valorhumano.me/2019/05/05/a-descoberta-do-planeta-terra/), que a meu ver traduz bem o modo como encaramos a Realidade:

“E quanto mais nos conhecemos como Humanidade, mais percebemos quanto somos absurdamente ignorantes, quando formulamos raciocínios falsos a fim de ‘massagear nosso ego’, tirando conclusões que não condizem com as atitudes que apresentamos no nosso cotidiano!

Basta observar, o que fazemos com os nossos semelhantes e o nosso Planeta! Sem contar com o que fazemos até a nós mesmos!

A grande maioria de nós, nasce perfeita… sim!

Entretanto, perfeitos apenas o suficiente para começarmos a nos destruir ao adquirirmos um pouco de autonomia para destruirmos:

  • O nosso Planeta, o nosso corpo e o nosso cérebro;
  • O nosso presente e o nosso futuro (individual e coletivo), através de comportamentos destrutivos e até suicidas [como: vícios que matam tão lentamente que os viciados não acreditam, nem percebem… aliás, só perceberiam se realmente fossem inteligentes. E que vícios são estes que matam nos ‘quatro cantos’ deste planeta? 1) Cigarros de todo o tipo; 2) Bebidas alcoólicas de todo o tipo; 3) Drogas de todo o tipo e espécie, já criadas e utilizadas em todo o Planeta].”Angela Alem 

O Homem tem um prazer mórbido e uma obsessão pelo ‘abismo’ julgando que poderá sempre voltar para trás e recuperar outro caminho melhor. Mas não é verdade. Muitas Pessoas escolhem caminhos de vida destruidores de inteligência julgando que podem inverter o sentido. Esquecem-se que existem caminhos que uma vez trilhados não têm retorno, pois os elementos existentes nesse caminho se encarregam de os ‘puxar’ para a sua autodestruição. Infelizmente muitos de nós não possuem a Consciência desta triste realidade e julgam-se Super Homens. Quem consegue superar dessas trágicas vicissitudes, não só demonstra coragem como se transforma num vencedor que pode ajudar outros na mesma condição.

Pelo que me é dado observar, o Homem possui um poder destruidor bem mais potente que o poder de construir sustentadamente caminhos de Vida. Basta verificarmos o modo como as alterações climáticas e o aquecimento global estão a ser combatidas, para constatarmos que a este ritmo morreremos todos ‘fritos’.

Vejamos a realidade dos resíduos de plástico e constataremos que será preferível construir um continente flutuante do que limpar o lixo que é depositado nos oceanos. A questão que se pode colocar é de natureza ética. A biosfera marinha pertence a seres que o Homem está a envenenar e a destruir, para além da destruição dos bancos de pesca que o Homem usa para seu belo prazer.

Portanto, meus caros Leitores, a Realidade somos NÓS que a construímos todos os dias, a todas as horas, com as nossas atitudes e comportamentos. Quanto mais estivermos imbuídos de Valores Humanos e Consciência Individual e Coletiva, melhor preparados estaremos para construir o nosso Futuro Sustentável neste Planeta único do nosso Universo. Mesmo que não seja único temos o DEVER de respeitar o equilibro da nossa Biosfera, que se tornou a nossa casa.

Realidade 9

Alfredo Sá Almeida                                                                                   19 de Maio de 2019

À Descoberta do Planeta Terra

Terra em 2066

Interessante a dinâmica que a NASA (National Aeronautics and Space Administration) tem criado em torno das viagens para Marte e a possibilidade de colonização por Seres Humanos. Tudo pensado e construído ao pormenor desde casas, veículos, energia, fonte de recursos essenciais, etc. Não há dúvida que a engenhosidade Humana é de qualidade superior e capaz de conquistas extraordinárias.

Vem este meu raciocínio a propósito de um artigo muito interessante: “Michael Morris, arquiteto premiado pela NASA, apresenta 5 Casas para Marte” (https://descla.pt/?p=114640).

Lembrei-me, e muito, do Planeta Terra. Tantos e tantos problemas criados pelo Homem, nesta nossa ‘casa’:

  • Poluição – do ar, do mar, dos rios, do solo (ao ponto de tornarmos inabitáveis determinadas regiões do nosso Planeta);
  • Pobreza – aumento significativo dos índices de pobreza mundial (falta de água, má alimentação, falta de habitação, falta de formação, falta de educação, falta de saúde etc.);
  • Efeito de estufa – aumento muito significativo dos níveis de CO2 no Ar provocando o aquecimento global, a extinção massiva de muitas espécies de seres vivos, perda de terra de cultivo e culturas importantes para a alimentação Humana etc.
  • Criminalidade – aumento significativo da criminalidade em determinadas regiões do globo;
  • Saúde mental – Aumento significativo dos índices de insanidade mental dos Seres Humanos (depressão, burnout, ansiedade excessiva etc.)

Não vou continuar esta lista para não assustar ninguém. Mas faz muita falta colocarmos os nossos recursos Humanos, especialistas nas mais diversas áreas do saber (da ciência e da tecnologia, da arquitetura e construção, da medicina e da saúde etc.)  a descobrir os ‘pontos negros’ do nosso Planeta para o colonizarmos sustentavelmente.

Seria muito interessante assistir à constituição de uma Organização Global Mundial, por exemplo, GASA (Global Altruism for Society Administration) capaz de desenvolver as melhores práticas em todos os membros da nossa Sociedade e criar as dinâmicas necessárias para conseguirmos ser autossustentáveis e com características de Seres Humanos, imbuídos dos respetivos Valores.

Tantas e tantas casas que poderiam ser construídas de modo rápido e económico, dando ao mesmo tempo a formação às Pessoas economicamente mais débeis, cuidando da sua saúde e transmitindo os necessários conhecimentos para uma alimentação saudável etc.

Poderíamos inverter rapidamente o sentido de destruição massiva que estamos produzindo ao nosso Planeta e construiríamos uma maior Consciência Coletiva bem mais saudável do que a atual.

Somos Seres dinâmicos e criativos, mas ao mesmo tempo faltam-nos os Valores que caracterizam a Humanidade e que são essenciais para a inversão da dinâmica destruidora de Planetas e de espécies de seres vivos.

Se temos a intenção de colonizar o Planeta Marte, não habitado (?), com todos os cuidados e particularidades da sustentabilidade, definindo todos os aspetos dessa colónia, deveríamos começar pelo Planeta de origem e pelas boas práticas implementadas em ‘casa’ com sucesso. Mas não, usamos aquele célebre ditado “Faz o que eu digo e não o que eu faço” e sacudimos a ‘água do capote’ como se não fosse nada conosco.

No entanto, existe uma outra grande diferença nas metodologias (todas) que se vão utilizar em Marte e aquelas que se utilizam na Terra. Na Terra vigora primordialmente a estratégia do negócio, lucro e poder. Em Marte vigorará o primado da tecnologia e sustentabilidade, para manutenção de Vida Humana. Depois logo se verá, se evoluirá como negócio, lucro e poder.

O Homem não aprendeu as lições que a História nos conta, bem alto, prefere o caminho mais fácil ao mais correto e sustentável. Esperemos que não deixem reduzir a pó o planeta Mãe.

Planeta Terra em pó

Alfredo Sá Almeida                                                                                     5 de Maio de 2019

Nota – “Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado em seres humanos e outros seres vivos, em que as ações voluntárias de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filantropia. No sentido comum do termo, é, muitas vezes, percebida como sinônimo de solidariedade. A palavra “altruísmo” foi criada em 1831 pelo filósofo francês Auguste Comte para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou coletivas).” – Wikipédia

A Democracia e o Futuro da Humanidade

O sistema democrático é seguramente o melhor sistema político instituído nos Países. No entanto, não é um sistema perfeito! Longe disso. Aliás, António Barreto, no seu recente artigo do Jornal ‘Público’ “A imperfeição democrática” (https://www.publico.pt/2019/04/07/opiniao/opiniao/imperfeicao-democratica-1868243) a caracteriza do seguinte modo: “Melhor do que qualquer outro regime a democracia dá ou permite mais liberdade a toda a gente. Incluindo bandidos, ladrões e corruptos. Déspotas e mentirosos.”

Mas é um sistema passível de ser aperfeiçoado ao longo do tempo, dependendo apenas da Consciência dos Cidadãos e do nível de Educação que receberam. Ou seja, do Povo e dos Candidatos.

Por esse mundo fora, vivem-se democracias essencialmente representativas e pouco participativas. Em alguns casos, os Cidadãos são chamados a decidir por Referendo sobre aspetos que afetarão o seu Futuro, mas muitas vezes com pouca expressão.

Num aspeto temos de concordar: ‘Quanto maior for o nível de instrução, educação e ensino de um Povo, maior é a probabilidade de existir uma democracia mais madura e interveniente.’ É aqui que eu pretendo desenvolver o meu tema.

Uma pergunta que coloco com muita frequência prende-se com a decisão sobre o Futuro de um Povo.

  • ‘Quando poderão os Cidadãos do Mundo decidir sobre o rumo do Futuro da Humanidade, de longo prazo, da Sociedade Global?’

Até o momento, nenhum Cidadão tem a possibilidade de decidir diretamente sobre vários cenários de Futuro que lhe sejam apresentados, escolhendo aquele que considera mais correto e plausível. Essa matéria está reservada a uns quantos Líderes ‘iluminados’ que decidem ‘quem vive e quem morre’ num abrir e fechar de olhos.

Reconheço que a Educação, o Ensino, a Formação, o nível de Instrução e o grau de Inteligência e Consciência Coletivas de um Povo são fundamentais para uma maior capacidade de decisão sobre o nosso Futuro e o da Biosfera.

É aqui que os regimes democráticos deveriam investir MAIS, MELHOR e MAIS RÁPIDO. Verificamos, infelizmente, que o ritmo é muito lento, para não dizer estático.

Recorro aos pensamentos e afirmações de Nelson Mandela para retratar como e qual deveria ser a consideração que TODOS os regimes democráticos deveriam ter pelo processo Educativo.

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Esta é talvez a afirmação mais famosa de Nelson Mandela, um Político preocupado com o seu Povo. “Mandela foi sempre defensor de um sistema educacional mais equânime e digno. “Não está além do nosso poder a criação de um mundo no qual crianças tenham acesso a uma boa educação. Os que não acreditam nisso têm imaginação pequena”, repetiria ele ao longo da vida.”Revista Prosa Verso e Arte. (https://www.revistaprosaversoearte.com/a-educacao-e-a-arma-mais-poderosa-que-voce-pode-usar-para-mudar-o-mundo-nelson-mandela/).

“O presidente Mandela falou com paixão em todos os fóruns possíveis sobre seu compromisso de prover educação de qualidade para todas as crianças da África do Sul, assim como propiciar também uma vida melhor para todos. Ele estabeleceu parcerias valiosas com o setor privado, especialmente para a construção de escolas nas comunidades rurais de todo o país”, diz o Departamento de Educação Básica em seu site.”

Ninguém pode se sentir satisfeito enquanto ainda houver crianças, milhões de crianças, que não recebem uma educação que lhes ofereça dignidade e o direito de viver suas vidas completamente”, disse ele por ocasião da fundação da organização. (Institute for Rural Development and Education)”.

É sobre esta matéria, esta paixão, este compromisso, esta decisão, que eu gostaria de ver TODOS os Presidentes de Países por esse mundo fora, envolverem os seus Cidadãos numa dinâmica que conduz a bons resultados num prazo mais curto que o atual.

Infelizmente, vemos os Professores, os Ministérios da Educação e Ensino e os Cidadãos em geral envolvidos em questiúnculas estéreis, processuais, demasiado sindicalizadas e pobres. Falta uma dinâmica virtuosa que galvanize as Populações e as Instituições de todos os níveis de Ensino, a debaterem sobre um rumo para o Futuro da Humanidade. Sobre o sentido que a VIDA da nossa Biosfera deveria ser preservada e que graus de sustentabilidade deveríamos aderir para mantermos o nosso Planeta viável.

Mas as Democracias, por esse mundo fora, estão muito mais dedicadas às questões do foro financeiro, estéril e frio, que não conduz a nada de BOM nem com Futuro.

Aproveito para lembrar o artigo de António Barreto, onde ele escreve e bem: “A ideia da democracia virtuosa é ridícula, infantil e comovedora. E sobretudo errada. Como é ainda uma espécie de perversão totalitária, na medida em que postula modos de ser, virtuosos sejam eles. A democracia é uma forma de escolha dos governos que reside em poucas ideias e princípios. Os cidadãos são iguais em condição e estatuto, o que implica o postulado simples “uma pessoa um voto”. Há eleições regulares e livres, com liberdade de associação e de expressão. Os vencedores governam, os que perdem são oposição e as maiorias respeitam as minorias.

Pouco mais. Honestidade e bondade não fazem parte da democracia. Podem fazer, mas não necessariamente. Eficiência e dedicação ao público também não. Podem, mas não necessariamente. Solidariedade e inteligência também não, tal como respeito pelos outros ou fraternidade. Todos estes atributos de humanidade podem ou não coexistir com a democracia. Ou antes, em todas as democracias existem esses predicados e o seu contrário. Por isso, se queremos uma democracia decente, é necessário lutar, criar instituições, desenvolver direitos e liberdades e estimular a decência.”

Não podia ser mais claro este raciocínio. Eu gostaria que as Democracias evoluíssem rápido e BEM sobretudo no sentido da decência e do compromisso efetivo com a Educação. Só assim poderemos pensar e vislumbrar que um dia possamos estar à altura de decidirmos sobre o Futuro da Humanidade.

Não é difícil! Envolve VONTADE de lutar com inteligência e consciência, CONSTANTEMENTE sem desistir, mas sem se tornar obsessivo.

A Educação e a Democracia estão comprometidas com a evolução do Homem. Só assim poderemos ter um Futuro digno para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                                    8 de Abril de 2019

A Felicidade é um estado de espírito perigoso

A Felicidade

Vou transformar esta minha afirmação num texto satírico porque considero que é a melhor forma dos meus Leitores se aperceberem da importância da verdadeira Felicidade.

É natural e muito saudável que a mente e o corpo de qualquer Cidadão possa ser ‘inundada’ de Felicidade e alegria de viver. Mas temos de concordar que a nossa Sociedade não nos dá muitos incentivos nem razões para sermos Felizes, cada um à sua maneira.

Em Fevereiro do ano passado escrevi um texto: “Comprar Felicidade?” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/02/17/comprar-felicidade/), por ter surgido um estudo ‘científico’ que afirmava – “Há uma quantia exata para a Felicidade, sugerem cientistas” (http://ptjornal.com/ha-uma-quantia-exata-que-traz-felicidade-sugerem-cientistas-240167).

Pois, já sabemos que a Felicidade se transformou numa ‘mercadoria’, tem um valor monetário e está disponível no ‘mercado’ para quem quiser comprar a dose que necessita. Para tal não temos de nos preocupar muito, nem possuir Valores Humanos, porque está ao alcance de uns ‘cobres’, na loja da esquina.

Não tem problema, afirmam as Pessoas, porque cada um tem a liberdade para interiorizar esta questão como quiser. A Felicidade é um preconceito, dizem uns, pois você pode adquiri-la como quiser e desfrutá-la a seu belo prazer, independentemente de quem estiver à sua volta.

‘Mas não será perigoso?’ Questionam alguns! A expressão dessa Felicidade pode trazer problemas! Não! Afirmam os ‘sabedores’ não tem problema nenhum, ‘quem estiver mal que se mude!’.

Bom, não será tanto assim, afinal pode produzir reflexos perigosos nos outros. Recentemente, surgiu um acontecimento grave, que transformaram em notícia, dando conta do seguinte: “Crime choca Itália: “Matei-o porque parecia feliz e não suporto a felicidade” (https://expresso.pt/internacional/2019-04-02-Crime-choca-Italia-Matei-o-porque-parecia-feliz-e-nao-suporto-a-felicidade#gs.4f1mem).

Perguntam os meus Leitores, ‘mas como é possível um maluco destes andar à solta?’. O problema (se é que algumas pessoas interiorizam este facto como um problema!) é que a Felicidade, sendo transformada em ‘coisa’, pode ser roubada por quem estiver afim disso. E haverá sempre uma justiça tolerante e de compaixão para o ‘infrator’. Vai ser julgado e terá direito a defesa paga pelo Estado. Certinho e limpinho. Está resolvida a questão.

Dirão alguns, ‘Valores Humanos na Educação/Ensino formal nem pensar que eu não quero o meu filho catequizado!’. ‘Eu é que educo o meu filho, a Escola só deverá ensinar as matérias necessárias para que ele possa trabalhar e ganhar dinheiro!’.

Pois é, enquanto pensarmos assim, não haverá Felicidade que nos valha. Esta foi a Felicidade que nos foi vendida por especialistas em marketing e vendas (do mais elevado gabarito). Não devemos admirar-nos, pois o mais provável é surgirem no Futuro casos semelhantes. NINGUÉM TEM O CUIDADO DE IMBUIR OS CIDADÃOS EM VALORES HUMANOS. Logo, cada um tem a Liberdade distorcida que quiser para agir a seu ‘belo’ prazer.

Eu estou muito triste com tudo isto, e, cada dia que passa observo, verifico, constato mais e mais casos GRAVÍSSIMOS de falta de Valores Humanos na grande maioria da Sociedade.

Tenho desenvolvido este tema do Valor Humano, de um modo sério, Humanista e com consciência crítica, há mais de cinco anos, para ser confrontado com esta triste realidade constantemente.

Eu continuo a ter o sonho de ver o tema dos Valores Humanos devidamente incluído no Ensino e Educação de TODAS as crianças e jovens por esse mundo fora, sem que esse facto provoque exaltações despropositadas e egoístas nas Pessoas.

O Futuro é uma ‘amálgama’, na mente de quem o ‘sente’, de Conhecimento, Ideal, Sonho e projeção temporal com o objetivo de tornar intrinsecamente melhor a Vida das Pessoas e sobretudo que possam ser mais Felizes e mais Conscientes que no presente.

Muitas Felicidades para TODOS os meus Leitores. Um grande abraço amigo para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                                  5 de Março de 2019

Quando e como acontecerá uma mudança de Paradigma?

Imaturidade

A Sociedade Global atual vive (ou sobrevive) entre um mundo de ficção virtual e uma realidade dramática. São dois mundos distintos que quase nunca se misturam. No entanto, quem vive no mundo da ficção virtual pode cair no da realidade dramática. Quem vive os dramas do dia a dia da sobrevivência tem imensa dificuldade de incorporar a ficção virtual, dados os ensinamentos que esse mundo dramático lhe acrescentou, não permitindo que se deixe iludir.

Realidade Virtual 1

Quer queiramos quer não, o nosso Mundo está muito doente devido às carências e falências, do muito que se torna necessário para recuperar o ‘doente’. No estado em que se encontra, das duas uma, ou morre da doença ou morrerá da cura.

Eu gostaria muito que este Mundo ‘doente’ aproveitasse todas as energias que lhe restam para se transformar numa realidade biosustentável e com Valor Humano. Sem rancor, mesquinhez, violência, arrogância e tantas outras demências, que os Líderes mundiais têm aversão a ‘destruir’, por as incorporarem e lhes dar jeito de se manterem no poder e terem ‘argumentos obtusos’ para dizerem aos ‘fiéis’: “Eu não lhes disse que aconteceria?”

Na verdade, acontecerá sempre do mesmo modo porque a Sociedade está estruturada e ‘instruída’ para que isso se verifique. Talvez, quando um pequeno Cidadão ‘inocente’ gritar à multidão que ‘O Rei vai nu!’ os restantes Cidadãos amedrontados queiram reconhecer que chegou a hora de mudar de Paradigma.

Os recentes acontecimentos climáticos extremos que se desenvolveram em Moçambique, colocaram a nu a fragilidade em que a Sociedade Global se encontra e se encontrará, com a previsibilidade de aumento da frequência destes fenómenos atmosféricos em TODO o Mundo.

 

É muito triste assistir aos dramas de tantos Seres Humanos, que por infelicidade já são pobres, se vêm privados do pouco que possuíam e não sabem a quem recorrer para sobreviver com maior dignidade. O mesmo se passou no Haiti aquando do terramoto que destruiu uma boa parte do País.

Infelizmente, existem por esse mundo fora mais realidades dramáticas do que ficções virtuais. E o mais triste de tudo é que nos Países que vivem uma ficção virtual permanente, não se dão conta que também poderão sofrer os mesmos dramas intensos que os mais pobres sofreram. Mas haverá sempre alguém com compaixão para os apoiar e recuperar.

Seria muito melhor que uma ‘esmagadora’ maioria de NÓS possuísse uma vida digna (considerada como normal) e solidária, capaz de, apoiando-se mutuamente, suprirem as falhas de inexistentes condições de socorro.

Agradeço que me acompanhem no seguinte raciocínio:

  • – Todos NÓS sabemos que para manter um Estado em alerta de guerra, ou de defesa contra invasões, é necessário gastar enorme quantidade de dinheiro, para manter o sistema ativo com o hardware renovado suficiente, para responder à tal pretensa invasão. Ou seja, o esforço necessário para manter tal poderio daria para resolver imensos problemas da Humanidade e apoiar muitas Nações a serem autossustentáveis. Mas não, não é assim que as coisas funcionam. Quem possuiu esses sistemas de prontidão bem mantidos, não abdica de os possuir, para não se sentir ‘despido’ e nu. É a razão do PODER. Eu posso, logo não abdico do poder. É esta a lógica do sistema que TODOS NÓS temos vindo a alimentar, porque foi assim que nos ensinaram e os preconceitos têm muito peso na Sociedade Global.
  • – Nem pensar em alterar o paradigma que nos trouxe até aqui porque isso daria ao ‘inimigo’ a oportunidade de nos ‘invadir’ e se apoderar de NÓS. Ou seja, não é uma lógica de interajuda e de solidariedade, mas sim de PODER.
  • – Por outro lado, esses pseudo ‘inimigos’ não são capazes de se colocar de acordo e de construírem uma Consciência Coletiva para criarem as bases de um novo Paradigma onde TODOS pudéssemos estar representados. Porque se o fizerem em cooperação, perderiam o PODER da vantagem. Logo, está fora de questão. No caso de haver uma nova Guerra Mundial, o paradigma será alterado quer queiramos quer não. Só não saberemos que tipo de paradigma será instituído e se será melhor que o anterior.
  • – Se nos mantivermos neste estado letárgico, de nada fazer que altere o ‘equilíbrio de forças’, as mudanças ocorrerão forçosamente, quer queiramos quer não, ‘naturalmente’ para pior e para a grande maioria de NÓS, porque não somos NÓS a razão de preocupação. A razão será sempre a do PODER. E no PODER não está ninguém que nos possa representar, a não ser que você escolha qual dos lados pretende ficar.
  • Se é possível gastar tanto dinheiro e investir tanta sabedoria para construir uma ‘máquina de guerra’, então deveríamos saber desviar esse ímpeto para causas mais nobres para a Humanidade.

Perante este tipo de raciocínio considero que existe TANTO a fazer por uma nova Ordem Mundial, onde os Seres Humanos possam ser sustentáveis na nossa Biosfera, vivendo em harmonia com a Natureza mantendo uma criatividade e inovação sãs, para uma NOVA SOCIEDADE GLOBAL, onde não haverá tempo para violências, nem arrogâncias, nem rancor, nem mesquinhez e tantas outras demências. Haverá sim lugar para os Valores Humanos, para a capacidade de construir uma Inteligência e Consciência Coletivas conducentes a um Futuro Coletivo em sustentabilidade com a Biosfera.

Todos aqueles que não pretenderem manter uma postura Inteligente e Consciente, preferindo todas as demências que mencionei, haverá quem se ocupe de lhes ‘acalmar’ a violência, porque na NOSSA BIOSFERA não haverá lugar para essa adrenalina excessiva, nem para vícios doentios e destruidores de mentes Conscientes e com Futuro. Os excessos de adrenalina bem como os vícios tratam-se com atos médicos e aprendizagens de inserção social.

Aliás, verifico com muita tristeza que a violência se está a enraizar em muitos Seres, que não posso chamar de Humanos nem de Cidadãos, por não possuírem a capacidade de argumentação nem persuasão para conviver em Sociedade. E, mais grave ainda, existe uma tolerância excessiva para atos violentos e de caráter selvagem. NÃO SERÃO ADMISSÍVEIS ATOS DE VIOLÊNCIA VERBAL OU FÍSICA ENTRE HUMANOS NO PARADIGMA QUE ESTOU A DESENVOLVER.

Outra questão que verifico, com muita tristeza, é o da Educação e do Ensino (ou a falta deles) não estarem orientados para Valores Humanos nem para uma Cidadania de sã convivência.

Aqui chegados, meus caros Leitores, temos de DECIDIR o que pretendemos no NOSSO Futuro, e, em que tipo de Paradigma pretendemos VIVER, se no atual (e salve-se quem puder) ou num NOVO PARADIGMA de Valor Humano.

Eu já decidi qual o Paradigma que pretendo para o Futuro da Sociedade onde vivo. E você já decidiu?

A Guerra

Alfredo Sá Almeida                                                                  24 de Março de 2019

Imaginem…

only-imagine

Estamos em 2060. Praticamente não há guerra no Planeta Terra.

Vivemos num mundo cada dia mais tecnológico. Estamos profundamente ‘mergulhados’ na realidade virtual, na realidade aumentada, nas imagens holográficas 3D, etc. Por outro lado, a grande maioria da sociedade vive em mega-cidades de dezenas de milhões de habitantes. Cidades modernas com todas as tecnologias ao dispor de todos os Cidadãos. Cidades higiénicas em todo o sentido da palavra. Casas higiénicas em todo o sentido da palavra.

Não há poluição nas ruas, nem em qualquer outro lugar. As energias limpas são usadas a 100% em todas as cidades e em todas as casas.

Todas as crianças vão à Escola e aprendem todos os dias como lidar com as novas tecnologias que surgem a um ritmo acelerado.

Agora, meus caros leitores, imaginem-se uma criança dos 4 aos 12 anos de idade que convive com todas as tecnologias (possíveis e imaginárias).

Será que essa criança poderá imaginar a beleza da nossa Biosfera atual (a que ainda resta), com toda a diversidade vegetal e animal?

– Dirão:

  1. Mas poderá ver fotos e vídeos de como era antigamente. Ou;
  2. Poderá ver em tempo real imagens da Terra via satélite. Ou;
  3. Poderá ver através da realidade virtual vídeos do nosso Planeta;
  4. Etc.

Mas terá tempo para aprender sobre a vida e os Valores Humanos?

– Dirão:

  1. Claro que sim, todos os cursos estão disponíveis em tempo real. (Mas, será que poderá acampar com os Pais numa floresta para aprender diretamente em plena natureza?)
  2. Conviverá com todas as outras crianças da Escola e aprenderá a interagir em Sociedade. (Mas, será que existirá uma Escola como a atual?)

Em que tipo de Escola aprenderá ela todas as matérias que necessita para lidar com tanta tecnologia? Saberá ela entender o significado de toda aquela tecnologia?

Se tudo estará automatizado, se existirão robots para fazer todos os trabalhos normais diários, a ela só restará pensar para realizar. Ela verá os seus Pais elaborar tarefas complicadíssimas com uma facilidade enorme, logo ela também será capaz no futuro próximo de as realizar.

Num mundo como aquele que tenho vindo a descrever:

  1. Que convívio terão as crianças e jovens?
  2. Como se relacionarão? (por transmissão de pensamento, talvez.)
  3. Que Valores Humanos irão sobressair das suas vivências?
  4. Afinal de contas elas saberão resolver problemas dos mais complexos, mas será que compreenderão para quê? E por quê?
  5. Como lidarão com o nascimento e a morte? (afinal as Pessoas vivem durante longos anos com saúde.)
  6. Como lidarão com as emoções? Ou, com o Amor? Ou, com a violência? Ou, com o bullying? Será que não dispõem de jogos informáticos violentos em realidade virtual?
  7. Como serão incentivadas as diversas criatividades naturais de uma criança? Com tanta tecnologia ao dispor, como será? Música? Pintura? Escultura? Dança? Cinema? Literatura? Arquitetura? Etc.?
  8. Haverá Filósofos Humanistas? Aprenderão elas sobre o Humanismo?
  9. Será que saberá como ultrapassar um sofrimento de Ser Humano?

Enfim, serão muitas delas sobredotadas e com uma capacidade enorme de realização e construção. Mas serão Felizes? Como interiorizarão a Felicidade, o Amor e a Convivência?

Bom, deixemo-nos de perguntas vãs e generalistas.

Vamos ao que interessa. Chegou a hora dos adultos e dos interesses mais diversos.

Em 2100 foi descoberto um Planeta capaz de suportar vida Humana e que poderá conter outras formas de vida. É claro que o Homem há muito que anseia visitar um desses Planetas, até colonizá-lo (se possível). Todas as tecnologias existem para colocar uma equipa multidisciplinar nesse planeta, em tempo considerado satisfatório (menos de um ano terrestre).

Será o Homem capaz de colonizar outro Planeta com o mesmo espírito com que colonizou (usurpando) outros  territórios continentais no passado? Ou, estará bem preparado como Ser Humano, imbuído de Valores Humanos, capaz de compreender outras ‘civilizações’, possuir o grau de empatia necessário para conviver e aprender como e porque vivem daquela maneira? Terão os Cidadãos de 2100 uma Inteligência e Consciência Coletivas capaz de estabelecerem um contacto positivo com outras civilizações, sem as colonizar? Não só podem como devem imaginar sempre a melhor das situações possíveis, já que nos consideramos os seres mais inteligentes que conhecemos até agora.

Penso que o Homem tudo fará para encontrar um Paraíso, julgando que poderá eternamente desfrutar de todos os recursos, sem ter de se preocupar muito com o Futuro Coletivo.

Seremos nós capazes de SER biosustentáveis? Ou, seremos como a história de Adão e Eva?

Será que aprendemos a lição?

Eu só posso imaginar o Futuro e desejar que a Humanidade seja cada vez mais Humana e com Valor. Mas também posso contribuir para a construção de um Futuro melhor para TODOS! OU NÃO POSSO?

Alfredo Sá Almeida                                                                           17 de Março de 2019