Como o dinheiro se apoderou do Valor Humano

Tempo é dinheiro

Desde o século VII a.C., na Grécia antiga, o dinheiro moeda passou a fazer parte da realidade do Homem. “Foi uma invenção revolucionária. Ela facilitou o acesso das camadas mais pobres às riquezas, o acúmulo de dinheiro e a coleta de impostos – coisas muito difíceis de fazer quando os valores eram contados em bois ou imóveis”, afirma a arqueóloga Maria Beatriz Florenzano, da Universidade de São Paulo (USP) (https://super.abril.com.br/cultura/como-surgiu-o-dinheiro/).

Com o passar do tempo o dinheiro tomou conta de tudo, até da vida das Pessoas.

Vem isto a propósito da frase que faz tic-tac em muitas ‘cabeças’, por esse mundo fora: “Tempo é dinheiro”.

“A frase é geralmente creditada a Benjamin Franklin, que a usou em um ensaio (Advice to a Young Tradesman, 1748). A frase real foi gravada em 1719 na revista The Free-Thinker.
No entanto, a ideia de que tempo é dinheiro tem uma longa história.
O Oxford Dictionary of Proverbs cita duas referências anteriores. Antífona da Grécia antiga (ca. 430 aC) usava “o desembolso mais custoso é o tempo”. O discurso sobre a Usura (1572) usava “Eles dizem que o tempo é precioso”.” – Robert Charles Lee.

Esta é talvez a realidade mais cruel que o Homem criou e que poucos dominam, culminando nos dias de hoje com: “1% da população ficou com 80% da riqueza mundial” (https://observador.pt/2018/01/22/relatorio-1-da-populacao-ficou-com-80-da-riqueza-mundial/). “Oxfam diz que em 2017 houve aumento “histórico” do número de multimilionários. Relatório da organização não-governamental revela que 80% da riqueza ficou com 1% da população.”

O Homem esqueceu-se, ao longo da História, que tempo é Vida. E que durante a Vida, o Homem pode desenvolver o seu Valor em Sociedade. Mas interpretou tudo mal, e, preferiu afirmar que “Tempo é dinheiro”.

Só o Valor Humano poderá desfazer toda esta trama que foi criada ao longo dos séculos, e restituir ao Ser Humano o seu devido Valor. Não será tarefa fácil mas não será impossível. Esta é a proposta que faço nos textos deste Blogue. Caberá a TODOS nós mudar esta realidade aprisionadora de vida. Boa leitura.

Alfredo Sá Almeida                                                                                        1 de Abril de 2018

Anúncios

O Homem está a perder a razão em relação ao Ser Humano

Homem absurdo

Sob o ponto de vista filosófico Homem e Ser Humano não possuem a mesma identidade. Normalmente o termo Homem está mais associado à antropologia filosófica. “O que temos claro, todavia, é que nem sempre as concepções de ordem antropológico filosóficas estão em consonância com os próprios princípios bioéticos, bem como com as normas vigentes na ordem jurídica.” – Emerson Silva Barbosa.

Ainda, recorrendo ao excelente artigo de Emerson Silva Barbosa, intitulado “O conceito de homem, pessoa e ser humano sob as perspetivas da Antropologia Filosófica e do Direito” (http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9837) publicado no Portal “Âmbito Jurídico” sob o tema Biodireito, podemos encontrar matéria muito interessante referente a Ser Humano.

“Conforme Singer (2000), Fletcher compilou uma lista daquilo a que chamou indicadores de humanidade, em que incluiu o seguinte:

a) Autoconsciência
b) Autodomínio
c) Sentido do futuro
d) Sentido do passado
e) Capacidade de se relacionar com outros
f) Preocupação pelos outros
g) Comunicação
h) Curiosidade

Dos indicadores apontados, destaca Singer que os elementos mais importantes seriam a racionalidade e a autoconsciência, conforme se extrai do conceito de Locke (Singer, 2000). E é nesta acepção que afirma deva ser compreendido o conceito de pessoa.”

Ainda de acordo com Singer (2000):

É este o sentido do termo que temos em mente quando elogiamos alguém dizendo que ‘é muito humano’ ou que tem ‘qualidades verdadeiramente humanas’. Quando dizemos tal coisa não estamos, é claro, a referir-nos ao facto de a pessoa pertencer à espécie Homo sapiens que, como facto biológico, raramente é posto em dúvida; estamos a querer dizer que os seres humanos possuem tipicamente certas qualidades e que a pessoa em causa as possui em elevado grau.” (http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9837)

A meu ver – assumo o risco de atribuição de identidade – Homem é um Ser Humano sem Alma e sem os Valores que caracterizam a Humanidade.

É neste contexto que surge o tema deste texto. Considero que o Homem se está a tornar um absurdo (‘que é contrário ao bom senso e racionalidade’) relativamente ao Ser Humano. A ausência crescente de Valores Humanos são a causa desse absurdo.
Assistimos com demasiada frequência a muitas irracionalidades do Homem por falta de uma Educação em Valores Humanos e de princípios orientadores que lhe dariam a dimensão de Ser Humano.

Infelizmente os exemplos são tantos e tão tristes nos campos da Educação, da Política, da Justiça, da Economia, das Finanças e de muitas outras áreas do saber, que estou seguro que os meus Leitores se lembrarão de casos concretos sobre o que estou a escrever. Temo que, na sua evolução, o Homem se transforme numa aberração da Natureza, tal é a descaracterização Humana que vem demonstrando.

A questão que me preocupa bastante é que não se está a fazer o suficiente para valorizar o Ser Humano e inibir o crescendo de atitudes e comportamentos irracionais e emocionalmente deploráveis, que o Homem provoca à Sociedade.

Todos nós sabemos que o equilíbrio dinâmico entre as Inteligências Racional e Emocional são um fator importante de harmonia em Sociedade. No entanto, temos assistido passivamente a fenómenos de corrupção, agressão, terrorismo, injustiça, ofensa, mentira descarada, etc.. Esta passividade está a minar os caminhos pacíficos da construção de um novo Paradigma Global, que se desdobrará em novos Paradigmas interdependentes e coerentes com o desenvolvimento Humano na nossa Biosfera.

A recente manifestação nos Estados Unidos a favor do controlo eficaz das armas e contra o livre acesso a armas de guerra, é um exemplo do absurdo que a política norte americana está a produzir na sociedade.

Outro exemplo aberrante é o caso da Justiça Brasileira, que julgou e condenou, em primeira e segunda instância o ex-presidente, e que corre o risco do Supremo Tribunal Federal, politizando o assunto, ‘produzir’ a libertação de um condenado.

Estes são dois casos entre muitos, por esse mundo fora, que acabam ‘destruindo’ o Ser Humano e o Futuro da Humanidade.

Problema dos Valores

Alfredo Sá Almeida                                                                                     25 de Março de 2018

Está instituída a política do Medo!

Medo

Nos dias de hoje basta estarmos com atenção às notícias (vindas de todo o mundo), para nos apercebermos que o Medo é sistematicamente induzido nos Cidadãos.

Mas as notícias e o modo como são transmitidas é apenas uma parte do problema que, a meu ver, faz parte de uma estratégia política, que consciente ou inconscientemente está instituída para nos manter constantemente alerta, ou, com pavor de uma ameaça, de algo, de alguém, etc.

No caso das notícias, declarações, comunicações que envolvem acontecimentos indutores de medo, elas são transmitidas a cru, sem o respetivo complemento estatístico do conhecimento que já se possui de situações semelhantes. O fator dramático é acrescentado para dar mais enfase à problemática. O ouvinte, o leitor ou o telespectador têm de ficar devidamente ‘agarrados’ à notícia, porque a seguir vêm a publicidade.

Não admira que uma boa parcela da População tenha as suas atitudes e comportamentos condicionados pela instituição desta política. Vivemos numa realidade em que as pessoas estão constantemente amedrontadas.

Alguns exemplos de notícias, sobre:

  1. Actos terroristas;
  2. Violência doméstica;
  3. Casos de tráfico de drogas;
  4. Desaparecimentos misteriosos;
  5. Acidentes de todo o tipo;
  6. Casos de epidemias;
  7. Violência com armas praticadas por cidadãos tresloucados;
  8. Guerra entre Povos ou fações políticas;
  9. Teste com armas de destruição maciça;
  10. Alterações climáticas;
  11. Declarações políticas importantes;
  12. Discursos de muitos Políticos e Líderes mundiais;
  13. Etc.

Para complicar ainda mais este mega cenário, de todo o tipo de catástrofes, o Homem ainda ‘completa’ este conjunto com outros apêndices:

  1. Filmes de terror e violentos;
  2. Jogos violentos e viciantes;
  3. Atitudes e comportamentos de risco.

Imaginem todos estes acontecimentos a ‘despertarem’ a mente de uma criança ou um jovem, sem o devido acompanhamento educacional!

O grande problema é que tudo isto nos condiciona mentalmente e corrompe o modo de raciocinar sereno e clarificador em relação ao presente e ao futuro.

Sobre o medo

“O medo é uma sensação de alerta de extrema importância para a sobrevivência das espécies, principalmente para o ser humano.
Inconscientemente, as características físicas reproduzidas pelo sentimento de medo preparam o corpo para duas prováveis reações naturais: o confronto ou a fuga.” (https://www.significados.com.br/medo/)

“É também uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica.

A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe possa causar algum mal. Sendo assim, é possível estabelecer uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade.” Wikipédia.

Consequências do medo

Se o Medo em si é uma sensação desagradável, devemos ter em linha de conta as consequências de sistematicamente vivenciarmos situações que induzem medo.

Relembro aqui algumas frases ‘famosas’ relacionadas com as consequências do medo (https://www.pensador.com):

  • “Arrependimento é mais o medo das consequências do que remorso pelo que nós fizemos.” François La Rochefoucauld
  • “Não tenha medo de errar; e se errar, não tenha medo de enfrentar as consequências.” Hewil Llaugh
  • “O maior pecado é rejeitar algo por medo de sofrer. Consequências colhemos ao fazermos escolhas!” Samuel Ranner
  • “O meu maior medo é das consequências dos meus atos quando não mais existir medo em mim.” Harrison N. Brown
  • “A ausência do medo pode trazer consequências trágicas, ao passo que se bem empregada também pode levar a grandes vitórias.” Jorge Tolim

Bertrand Russell demonstrou maestria ao falar sobre a Tirania do Medo, in ‘A Última Oportunidade do Homem’ (http://www.citador.pt)

“O nosso mundo vive demasiado sob a tirania do medo e insistir em mostrar-lhe os perigos que o ameaçam só pode conduzi-lo à apatia da desesperança. O contrário é que é preciso: criar motivos racionais de esperança, razões positivas de viver. Precisamos mais de sentimentos afirmativos do que de negativos. Se os afirmativos tomarem toda a amplitude que justifique um exame estritamente objetivo da nossa situação, os negativos desagregar-se-ão, perdendo a sua razão de ser. Mas se insistirmos em demasia nos negativos, nunca sairemos do desespero.”

Este é um ponto fulcral das consequências, pois vivemos permanentemente na presença do medo e ignoramos o impacto que tem na saúde – O Impacto do Medo e Ansiedade No Corpo Humano“Viver sob ameaça constante enfraquece nosso sistema imunológico e pode causar danos cardiovasculares, problemas gastrointestinais, como úlceras e mais!” (https://www.indicedesaude.com/artigos_ver.php?id=4493)

Meus caros Leitores, se esta situação, por si só, não justificar mudanças significativas nos Paradigmas da nossa Sociedade, só mesmo situações catastróficas provocadas pela irracionalidade humana o conseguirão provocar! Será que as conseguiremos evitar?

Alfredo Sá Almeida                                                                                 11 de Março de 2018

 

Sobre as mudanças de Paradigmas da Sociedade.

Mudanças de Paradigma

O mundo Global está em crise faz muito tempo. O Homem está perante o dilema recorrente sobre a continuidade ou a mudança.

A realidade é que nos ‘portámos’ tão mal nas últimas décadas que estamos perante uma encruzilhada de problemas para os quais há que encontrar soluções mais adequadas à Vida do Homem e da Biosfera.

Sou um defensor de um novo Paradigma para a Sociedade Global e para a vida em Sociedade, que tem sido objeto no tema dos meus textos, nos últimos três anos.
Compreendo que muitas Pessoas se mostrem céticas na mudança efetiva para um novo Paradigma da Sociedade. Mas a ideia fulcral e todas as intenções de desenvolvimento, são a construção de um mundo melhor, mais justo, com equidade social e uma Educação abrangente disponível para TODOS, com qualidade e desenvolvimento de Valores Humanos.

No meu caso tenho vindo a propor um Paradigma de Valor Humano aplicado à construção dos alicerces da nova Sociedade Global.

Por exemplo, o meu amigo Joaquim Serra é muito cético sobre a construção de novos paradigmas da Sociedade. Tomo a liberdade de transcrever um dos seus comentários sobre o assunto:

“O risco da criação de paradigmas é o de promovermos círculos viciosos.
Aquele que criámos após a II Guerra Mundial, em nome da segurança do mundo e da liberdade dos seres humanos, com todas as cargas ideológicas que lhe estiveram subjacentes, e com todas as justificações axiológicas de que nos valemos para legitimá-lo, afinal revela-se ser o maior causador de conflitos armados, de injustiça social e económica, e distopia, resultando que isso transmite uma enorme insegurança às pessoas, sobretudo aquelas que se sentem impotentes e sem controlo sobre a própria vida.

As sociedades humanas são altamente dinâmicas, porque a consciência do ser humano é dinâmica, evolui, expande-se e multiplica-se em ambiente social, é modal, enquanto no mesmo ambiente a mentalidade se faz apenas moda folclórica, hábito ou costume e por vezes tradição.

O paradigma que estabelecemos já foi ultrapassado, tornou-se obsoleto, com a agravante de querermos encontrar a solução para os problemas que causou, dentro do mesmo paradigma, no mesmo modelo que o criou, o que é uma loucura provocada por puro apego emocional a um ideal, pois de racional tem muito pouco.

Criar outro paradigma para o substituir, por mais atrativo que nos pareça, penso que num período mais curto do que 72 anos se revelará inapropriado.” – Joaquim Serra.

Existem matérias no seu ceticismo com as quais eu concordo, mas não considero que seja inapropriado o desenvolvimento e construção de um novo Paradigma da Sociedade, e, muito menos, o de promovermos círculos viciosos. Assim, tive a oportunidade de responder ao seu comentário do seguinte modo:

– “Caro amigo Joaquim Serra, como sempre os seus comentários dão muito que pensar e obrigam a uma interiorização, o que os torna muito positivos e desafiadores.
Os Paradigmas não são o problema são a solução. A questão principal é que as Pessoas não querem pensar muito nem pretendem interiorizar muita coisa, pois preferem disfrutar, usufruir, consumir, deleitar-se com o Paraíso. São essencialmente espectadoras, contemplativas e muito pouco proactivas, o que complica as mudanças que a Sociedade deveria efetuar profundamente para uma melhoria contínua do seu funcionamento e saúde Social.

“Nas ciências sociais, o paradigma encontra-se relacionado com o conceito de visão do mundo. O termo é usado para descrever o conjunto de experiências, crenças e valores que incidem sobre a forma segundo a qual um indivíduo perceciona a realidade e na sua forma de resposta. Significa que um paradigma é igualmente a forma segundo a qual o mundo é assimilado.” (https://conceito.de/paradigma)

Thomas Samuel Kuhn, no seu livro “A Estrutura das Revoluções Científicas”, designou como paradigma as “realizações científicas que geram modelos que, por período mais ou menos longo e de modo mais ou menos explícito, orientam o desenvolvimento posterior das pesquisas exclusivamente na busca da solução para os problemas por elas suscitados.” O que no caso das Ciências Humanas torna necessário adaptar estas propostas a campos de conhecimento que, em geral, são multiparadigmáticos. (p.f. ver em (https://www.significados.com.br/paradigma/) e Wikipédia.

“O paradigma da sociedade flui para várias áreas da sociedade e inclui a incerteza como uma abertura de novas possibilidades e não como algo que trava o processo de pensamento.”

“Portanto, um paradigma é um princípio, uma teoria ou um conhecimento originado da pesquisa em um campo científico. Uma referência inicial que servirá de modelo para novas pesquisas.” Está imbuído de uma dinâmica de evolução.

“Quando um paradigma já não pode satisfazer as necessidades de uma Sociedade (por exemplo, perante novos descobrimentos que invalidam conhecimentos prévios), é sucedido por outro. Esta mudança de paradigma pode ser algo dramático se o pressuposto for a estabilidade ou a sensatez.” (https://conceito.de/paradigma)

Sem apelar aos ‘saltos quânticos’, e sem cair no campo da estabilidade ou sensatez, a aplicação de um novo Paradigma implica, a meu ver, uma construção coletiva coerente com uma nova visão do mundo. O que por si só é muito positivo, desde que exista abertura de espírito.

Significa isto que um novo Paradigma tem um tempo de vida, mais ou menos longo, e que será difícil revela-se inapropriado, desde que as Pessoas tenham a Educação e os conhecimentos suficientes para aceitarem a evolução da Sociedade para melhor.” – Alfredo Sá Almeida.

É nesta dinâmica de um Novo Paradigma que vale a pena investir, construir novos elos de desenvolvimento sustentável, envolver o relacionamento em Sociedade em Valores Humanos e desenvolver um processo educativo onde esses Valores possam germinar e dar frutos. Por outro lado, libertar a Sociedade de pressões urgentes para que se possa concentrar e focar nas mudanças prioritárias que tardam em ser implementadas.

Na figura abaixo mostro um exemplo bem conseguido de mudanças indispensáveis, mas que ainda não estão bem estruturadas em Sociedade.

Mudança de Paradigma

Alfredo Sá Almeida                                                                                  5 de Março de 2018

 

O Homem encontra-se com perturbação obsessivo-compulsiva, em pleno século XXI

Todas as ações, atitudes e comportamentos que o Homem tem demonstrado nos últimos 100 anos da vida do nosso Planeta, induzem-me a afirmar que a Humanidade se encontra psicologicamente doente e o Homem com perturbação obsessivo-compulsiva notória. (p.f. ver Nota no final do texto)

Perante esta minha afirmação, lanço um desafio aos Psicólogos Clínicos e aos Psiquiatras que se sintam capazes de analisar em profundidade o estado mental global da Humanidade: Estará o Homem com perturbação obsessivo-compulsiva?

Coloquemos o Homem na ‘chaise longue’ do Psiquiatra ou no sofá do Psicólogo Clínico e analisemos em profundidade todas as ações, atitudes e comportamentos que têm conduzido às malfeitorias aos seus Irmãos e a todas as outras espécies existentes na Biosfera.

Segundo a comunidade científica internacional – “Mais de 15 mil cientistas de 184 países emitiram um aviso: a Humanidade deve tomar medidas imediatas para reverter os efeitos das mudanças climáticas, o desmatamento e a extinção das espécies antes que seja tarde demais.”

(http://bigthink.com/stephen-johnson/15000-scientists-from-around-the-world-issue-warning-to-humanity?utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Facebook)

Catastrofe anunciada

(Fig. em BigThink by Stephen-Johnson)

Esta é a triste realidade que construímos ao longo dos últimos 70 anos de vida (no mínimo).

A ‘evolução’, mostrada nestes gráficos, pode representar um comportamento obsessivo-compulsivo em relação à nossa atividade no Planeta. Ao ponto de “… termos desencadeado um evento de extinção em massa, o sexto em cerca de 540 milhões de anos, em que muitas formas de vida atuais poderiam ser aniquiladas ou, pelo menos, comprometidas com a extinção no final deste século”.

A ser verdade que o Homem se encontra com este tipo de perturbação, temos de ter muito cuidado pois: “A perturbação obsessivo-compulsiva é progressiva: sem tratamento eficaz, vai piorando, ainda que o seu curso seja feito de fases boas e más, um pouco de acordo com o nível de stress que vai surgindo na vida das pessoas. Com alguma frequência, a situação é complicada com a presença simultânea de outras perturbações igualmente do foro psicológico/psiquiátrico; as companhias indesejáveis mais frequentes são: perturbações depressivas, perturbação do pânico, fobia social e fobias simples.” (https://oficinadepsicologia.com/obsessivo-compulsivo/)

Perante estes dados, nem iremos necessitar de uma III Guerra Mundial para extinguirmos a Vida neste Planeta, basta continuarmos a comportarmo-nos como até aqui.

Este é um apelo a TODOS os Homens de boa vontade, com Inteligência e Consciência Coletivas, capazes de construir um NOVO Futuro Coletivo.

A meu ver, necessitamos de construir um novo Paradigma para a Sociedade Global neste Planeta. Sem esse Paradigma estaremos irremediavelmente perdidos como Seres Humanos. Poderemos ser qualquer outra ‘coisa’, mas não um SER com Valores Humanos.
Neste meu Blogue, os meus caros Leitores poderão encontrar muitos elementos da minha proposta de Paradigma baseada no Valor Humano.

Boa Leitura e boas atitudes em prol da Humanidade.

Alfredo Sá Almeida                                                                               4 de Março de 2018

Nota: Fonte “O que é a perturbação obsessivo-compulsiva?”

(https://oficinadepsicologia.com/obsessivo-compulsivo/)
Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens mentais, desagradáveis, estranhos face ao historial de vida de quem os tem, e que surgem de uma forma repetida e que resistem a ser expulsos da consciência. O facto de surgirem intrusivamente, vindos do nada, de continuarem a intrometer-se na vida do dia-a-dia, de resistirem a desaparecer, apesar dos esforços nesse sentido, e a própria estranheza dos seus conteúdos, origina um elevado desconforto e ansiedade e a pessoa sente-se compelida a fazer algo para reduzir esse mal-estar.
Surgem, assim, as compulsões, ou rituais compulsivos, (ou, ainda numa outra designação que preferimos, os comportamentos protetores) que acabam por cumprir uma função de controlo da ansiedade, ainda que inadequado. Estes comportamentos protetores são, na maior parte das vezes, comportamentos exteriores e, contrariamente às obsessões, que se passam na privacidade do espírito de cada um, tornam-se bastante visíveis para os outros. É precisamente por constituírem a face visível desta perturbação que se tornaram o aspeto mais conhecido do público, inclusivamente por terem sido retratados em filmes como “Melhor é impossível” ou “Aviator”. No entanto, os rituais compulsivos podem ser privados e, portanto, invisíveis, tal como as obsessões.”
“Um dos aspetos mais dramáticos desta perturbação é o facto de a pessoa reconhecer que as suas ações compulsivas são ilógicas e não têm cabimento no contexto da sua vida e que o conteúdo dos seus pensamentos obsessivos é maioritariamente absurdo e sem sentido. Imagine saber isto e não conseguir impedir-se nem de pensar o que pensa, nem de fazer o que faz… Esta situação está na base do elevado embaraço que as pessoas sentem quando são afligidas pela perturbação obsessivo-compulsiva, o que a torna muito reservadas a propósito do que pensam e do que fazem, acontecendo, por vezes, sofrerem durante anos sem contar a ninguém o que se passa com elas, passando por uma luta angustiante que não se prende apenas com a tentativa de controlo da sua sintomatologia mas, igualmente, com a tentativa de esconder o que se passa, por medo da avaliação que poderão fazer delas.”
A perturbação obsessivo-compulsiva é progressiva: sem tratamento eficaz, vai piorando, ainda que o seu curso seja feito de fases boas e más, um pouco de acordo com o nível de stress que vai surgindo na vida das pessoas. Com alguma frequência, a situação é complicada com a presença simultânea de outras perturbações igualmente do foro psicológico/psiquiátrico; as companhias indesejáveis mais frequentes são: perturbações depressivas, perturbação do pânico, fobia social e fobias simples.”

O que é preferível, uma Guerra mundial ou uma mudança de Paradigma da Sociedade Global?

MENINA-SÍRIA-771x420

(Reação de uma menina Síria quando um operador de câmara a está a filmar, julgando que lhe estão a apontar uma arma)
(http://www.contioutra.com/bbc-entrevista-fotografo-da-menina-siria-que-se-rende-a-camera-imaginando-tratar-se-de-uma-arma/)

Vivemos em estado de Paz ‘podre’ sob ameaça constante de Guerra. Esta é uma triste realidade dos dias de hoje, onde as guerras estão disseminadas um pouco por toda a parte. Olhemos para o caso da Síria, do Afeganistão, do Iraque, de alguns Países Africanos e outros Asiáticos.

A inexistência de uma Educação de Qualidade para TODOS conduz as Pessoas a manter “os mitos, os tabus, os arquétipos, os preconceitos, as mentalidades, as etiquetas, os estereótipos, as conveniências e as conivências oportunistas.” Por outro lado, a inteligência emocional fica descontrolada e desequilibrada, e a racionalidade afetada por todo o tipo de ameaças, sejam culturais ou económicas.

Num estado geral desta natureza não é de admirar que os ânimos se exaltem e os Líderes percam a razão e ‘arrastem’ os Povos para a Guerra.

Todos nós sabemos que a Paz é um processo dinâmico sujeito a um equilíbrio e a uma atenção constante por parte das Diplomacias, para não descambar e não tropeçar na irracionalidade dos actos.

Olhemos para o mapa do mundo atual e verifiquemos que Líderes comandam os Países (ou confederação de Estados) e que verbas estes destinam à construção e venda de armas (de todos os tipos), das mais ligeiras às mais pesadas e de destruição maciça, para termos uma noção de quão frágil é a Paz. Muitos desses Líderes pensam que a segurança só se consegue com armas e que essas são a melhor atitude de dissuasão.

Aliás, o Homem (desde longa data) mantém uma atitude bélica preponderante que se transmite e ‘infeta’ todos à sua volta. Poderemos dizer que houve uma melhoria nas últimas décadas de vida no mundo, mas as tensões mantiveram-se e existem disseminadas por vários pontos do Planeta.

Sobretudo, temos de o admitir, a Paz é um processo Educativo constante. Deveria ser como o Conhecimento, uma aprendizagem constante. Essencialmente, deveria ser uma melhoria constante dos Valores Humanos, aqueles que caracterizam o melhor do Homem em Sociedade, que o transformam em Cidadão do mundo e lhe dão a sabedoria da convivência.

Mas para isso acontecer, será necessária uma mudança profunda de Paradigma da Sociedade Global, onde o Valor do Homem possa sobressair e moldar a Inteligência e Consciência Coletivas. A Humanidade está carente de um Paradigma desta natureza. Onde TODOS teríamos de aprender a SER melhores Cidadãos e a construir um Futuro Coletivo digno de Seres Humanos.

Vai doer

Este seria um esforço que ajudaria a UNIR TODOS, em desígnios comuns e de Valor, e esquecer o que nos separa para nos focarmos na importância das Comunidades, da Vida, da Sustentabilidade do Planeta, no Desenvolvimento Humano e na Paz. Nada disto será possível sem uma Educação de Qualidade para TODOS.

Convenhamos que a dimensão da DOR é bem diferente numa situação de mudança Global de Paradigma, ou numa mudança provocada por uma Guerra mundial! E o número de mortes, também! Qual delas, o meu caro Leitor, preferiria?

Será o Homem capaz de adquirir essa Consciência e não se deixar tentar pela violência e pela agressão?

Será o Homem capaz de construir uma mudança Global de Paradigma que não descambe numa Guerra?

Se não acreditarmos que o Homem tem essa capacidade como Coletivo de Nações, de Povos ou de Culturas, então que andamos neste mundo a fazer?

Malala-Yousafzai

– O que sai mais caro de promover e implementar: uma Guerra, ou, uma Educação de Qualidade para Todos? – Qual destas atitudes produzirá as melhores mudanças para o Ser Humano?

Alfredo Sá Almeida                                                                                   1 de Março de 2018

Poderemos erradicar a pobreza, para sempre?

Conversa/debate sobre o tema em título, entre o meu amigo Joaquim Serra e eu próprio, sobre um post no Facebook.

Se os meus Leitores se sentirem ‘atraídos’ pelo debate, comentem neste Blogue sobre este tema. Muito Grato a todos pela vossa disponibilidade.

Erradicar a pobreza(https://www.facebook.com/TheEconomist/videos/10156060919354060/)

Joaquim Serra – (Autor do post) Introdução postada: “Vale a pena uma reflexão profunda.

Vale a pena um exercício de Prospectiva, pelo menos para refletir sobre o “tipo de mundo” em que seria desejável de vivermos.

A Pobreza é o maior estigma social que caracteriza o nosso mundo, a sua maior causa decorre do Género de Vida que instituímos e estruturámos.

Reflecte a Mentalidade miserável que lhe está subjacente.

Uma mentalidade errónea, enviesada, distorcida, civicamente deficiente, da qual fizemos a Cultura que modela a nossa Civilização.

Ainda acha que o problema é o Dinheiro?

Se acha que o problema é o dinheiro, é porque anda muito distraído, abstraído pelo dinheiro, alienado da realidade da vida.

(Já “escorregou” para dentro daquele buraquinho, ou buracão, depende do tamanho do Ego, que existe no meio do abdómen. Onde o horizonte mais distante que se vê é o próprio fundo. Às vezes nem se consegue ver nada, é escuro demais, tal é a profundidade do fundo.)”

Alfredo Sá Almeida – “O grande problema é a falta sistemática de Educação, caro amigo Joaquim Serra.

Sem ELA estes grandes problemas da Humanidade não poderão ser resolvidos. Todos os outros Serviços Sociais de suporte (Saúde, Justiça e Valores Humanos) serão cada vez mais indispensáveis e bem estruturados. O Dinheiro tem muita dificuldade de aceitar esta maneira de resolver os problemas, por ser muito caro e não favorecer a economia.

A Vida do Homem continua a não poder depender da Economia para resolver os seus problemas (muito menos do mundo financeiro).

Se somos Inteligentes (em todas as vertentes) então utilizemos essa inteligência para desfazer a ‘teia’ em que nos envolveram para selecionar os ‘melhores’. Como se os problemas se resolvessem por seleção. Os problemas resolvem-se com empenho, dedicação e um foco essencial na Humanidade das atitudes e comportamentos dos Cidadãos.

A meu ver o Dinheiro é parte do problema. Sem Valor nada se resolverá.”

Joaquim Serra“Caro amigo Alfredo Sá Almeida, a Vida do Homem numa grande dimensão é a Economia.

O problema não é a Economia, mas sim a Política Económica sob a qual se estrutura e se institucionaliza toda a atividade humana. São os VALORES subjacentes a essa política que determinam os resultados que obtemos e são traduzidos na realidade em que vivemos.

O dinheiro é um meio, que sistematizámos para facilitar a vida. Nada mais que isso.

O problema não é de origem económica ou financeira, como se pretende fazer crer.

O PROBLEMA é de origem filosófica, e profundamente relacionado com a MORAL e a ÉTICA, ou seja, o conjunto de valores, a axiologia em que baseamos o nosso género de vida. É com esses valores que temos estado a modelar a EDUCAÇÃO e a fazer CULTURA.

Temos andado a EDUCAR MAL. Muito mal mesmo!

E quanto mais educarmos nessa base, mais enredados ficaremos nessa teia.

O envolvimento (processo) em que somos metidos, e ao qual somos submetidos, aquele que mais nos condiciona, sobretudo mentalmente, é a educação.

Essa é que é a determinante, lógica, óbvia.

É um facto!

Somos muito inteligentes, sem dúvida alguma, mas de uma maneira geral somos exageradamente emocionais e pouco racionais, e isso atrapalha os nossos senso crítico e analítico quando nos confrontamos com problemas e temos que os resolver de forma ponderada e lúcida para que a solução seja integral, pois uma meia solução não é a melhor solução.

A educação, e nesse aspecto a ESCOLA(s), tem desempenhado um papel social e culturalmente preponderante, salvo raras exceções, desde o infantário até à universidade, têm servido mais à promoção da ADERÊNCIA a um ideário, e de OBEDIÊNCIA a esse ideário, do que propriamente à formação de seres humanos livres, autónomos, com senso crítico e analítico, capazes de utilizar todo o seu potencial racional e emocional em benefício da HUMANIDADE e de si próprios.

A escola que criámos tem tido mais o propósito de justificar o género de vida que adoptamos, e que não é humanamente satisfatório, do que o de mudança para um género de vida melhor em termos de justiça social, justiça económica, justiça cultural.
Alguns dos VALORES com que temos sido educados não nos servem, não prestam serviço algum à humanidade e ao indivíduo.

Alguns dos VALORES sobre os quais estruturamos as nossas instituições têm como único propósito perpetuar a injustiça social, a injustiça económica, e a injustiça cultural em benefício de uma minoria.

É preciso erradicar esses valores, e só os podemos erradicar não sendo solidários com eles, não os respeitando, não os tolerando, não os aceitando, e nem sequer os permitindo, mais, devem ser condenados.

A escola deveria habilitar o indivíduo a SABER SANCIONAR. A saber distinguir aquilo que merece aprovação, daquilo que merece condenação, tanto nele próprio como nos outros.

Não vejo esse exercício cívico e moral nas escolas, excepto uma ou outra, perdidas no obscurantismo promovido pela ignorância intencional institucional.

Pelo contrário, vejo muitas escolas, para regozijo de alguns analfabetos morais, deficientes cívicos, a “ensinarem” às crianças que, “Devemos ser solidários”… “Devemos ser tolerantes”… “Devemos obedecer”… “Devemos respeitar”… “Devemos amar”… Apenas porque sim! Sem lhes explicarem os conceitos, e sem lhes apresentarem quaisquer critérios, e sem lhes exemplificarem as causas e consequência. Partem do princípio que as crianças não são inteligentes nem capazes de avaliar a realidade. As crianças são tão só ignorantes, e o que se faz é explorar e manipular essa ignorância! Isso apenas confunde, não só as crianças, mas também muitos adultos.

É abjeto, é criminoso!

Até penso que a maior parte, se não todas, das depressões nervosas são causadas por esse método de “ensinar”, que imbeciliza mais do que cultiva, e gera multidões de gente amorfa, apenas motivada pelos instintos mais básicos, ao sabor das emoções mais disparatadas, incapazes de se relacionarem umas com as outras, e incapazes de se relacionarem com realidades abstratas e transcendentais, como o dinheiro, Deus, matemática, etc. etc.

Gente Bem-educada é perigosa!”

Alfredo Sá Almeida – “Caro amigo Joaquim Serra, em parte estou de acordo com a sua perspetiva, aquela em que refere e defende os Valores e critica a má Educação que tem sido ministrada.

Sobre o Dinheiro, o grande problema é que ele não é um meio, “que sistematizámos para facilitar a vida”, tornou-se um fim em si uma ‘religião’ fanática que aprisiona todos os que nela se cultivam. Acaba se sobrepondo a TODOS os outros Valores que de melhor o Homem possui. Subverte-os, distorce-os, sufoca-os, pressiona-os, domina-os, etc.
O Homem terá muita dificuldade em domar o dinheiro, porque ele é o objeto da corrupção.

A Liberdade que devemos possuir interiormente e de atitudes e comportamentos, acaba por descambar para o lado mais fácil e de poucos Valores – o Dinheiro. Teremos sempre a tendência de reduzir tudo à mínima expressão o dinheiro, para facilitar TUDO.
Os Valores são o elemento complicador e complexo da vida (na ótica do dinheiro). As Pessoas querem uma vida fácil e fluida onde a Liberdade domina a perversão dos Valores.”

Joaquim Serra“Alfredo Sá Almeida, não é na ótica do Dinheiro que os valores são complexos e complicadores. Nesse âmbito há de facto muita complexidade e complicação, quando esses valores não são conceituados, explicados, para que possam ser compreendidos e apreendidos, mas acima de tudo validados.

A maioria de nós não aprendemos a relacionarmo-nos com coisas abstratas. Trocamos os fins pelos meios. Procuramos atalhos. Tentamos suprimir da “equação” tudo o que não compreendemos.

Faltam-nos os critérios que nos habilitariam e legitimariam a sancionar os outros e a nós próprios. Aliás, sancionar, julgar, passou a ser um exercício condenável, e portanto não se faz validação de princípios e valores, nem tampouco se reflecte sobre essa dimensão. “Compra-se”, consome-se, baseado em emoção, numa relação binária de gosto x desgosto, favorece-me x não me favorece, só, e no imediato. Passou a ser este o único critério para qualquer decisão.

Sob o lema irreflectido do “Errar é humano” tornámo-nos, ou quisemos tornar-nos inimputáveis, fomos permissivos a esse nível.
Não é a Liberdade que domina a perversão dos valores, mas sim a libertinagem, não é a atitude moral que produz maus valores, mas sim o moralismo, não é o capital que corrompe, mas sim o capitalismo, não há mal em termos consciência social e comunitária, mas produz-se muita injustiça através do comunismo, contrariamente à intenção e aquilo que defendem os seus aderentes e simpatizantes.

Nas escolas, e na educação que ministramos, não se está a ensinar a fazer essas distinções.

A educação perdeu significado e sentido. Em Portugal, e em muitos outros países desenvolvidos, a evasão escolar é alarmante, contudo não se discute nem se reflecte sobre a causa dessa situação. E é notável a quantidade de mentecaptos que saem das escolas e universidades, e o pior de tudo, é que estamos a deixar que esses mentecaptos nos governem, isto é, que sejam eles a fazer as políticas sociais e económicas, e a administrar a justiça.

Não foi o dinheiro que gerou essa situação. Foi a falta de uma EDUCAÇÃO de qualidade, falha de valores e falha de critérios para se estabelecer uma axiologia digna de seres humanos.

Por isso é que as pessoas se subordinam tão facilmente às ideologias, às idolatrias, às modas, às mentalidades de massa, até conseguem subordinar-se ao dinheiro.

Hoje em dia, no nosso mundo, há todo o tipo de prostituição: Prostituição sexual, mental, intelectual, ideológica, religiosa, empresarial, laboral, sindical, estatal, privada, nacional…

O problema não está no dinheiro, está no tipo de gente que andamos a “formar”: Prostitutos.

Fazem qualquer coisa por conveniência imediata, até por dinheiro, que custa menos a carregar e não se vê a origem, o que dá um jeito enorme para manter as aparências.”

Alfredo Sá Almeida – “Joaquim Serra estou a gostar desta nossa conversa/debate.

Tem razão naquilo que defende. Eu também defendo o mesmo – uma Educação de Qualidade para TODOS. Tenho muitas dúvidas (mas muitas mesmo), com os mecanismos, procedimentos, incentivos, etc. que foram criados pelo Dinheiro e para o Dinheiro, se alguma vez o Homem (a continuar o mundo do Dinheiro como está!) conseguirá secundarizá-lo do modo como o meu amigo o secundariza.

A minha esperança maior é que o Homem relegue o dinheiro à sua ínfima expressão e priorize o Valor Humano em TODOS os momentos da dinâmica da Vida.”

Joaquim Serra“Alfredo Sá Almeida num exercício de prospectiva, inspirados pela “utopia” de um mundo melhor, poderemos resgatar valores que valham a pena, custe o que custar.

Tenho a certeza que não precisaremos de relegar o dinheiro a uma ínfima expressão, afinal, por trás do símbolo, e adjacente à sua função monetária, económica e financeira, poderão estar valores que merecem ser demonstrados e o dinheiro servirá de instrumento (prestará esse serviço, como meio próprio da sua função) para viabilizá-los, de forma rápida, segura, confortável.

Poderemos também, e deveremos fazê-lo, destapar o que está por trás de muito do dinheiro que circula por aí. Nessa altura teremos que estar aptos e habilitados, seguros, conscientes, para realizar tantas sanções quanto necessário, algumas de aprovação, de reconhecimento e exaltação, outras de condenação que irão requerer punição, pena e castigo.

Temos que ter coragem para fazer esse exercício muito difícil, até porque muitos de nós se apavoram só de imaginar aquilo que se descubra quando se destapar.

Quando se destapar, a certeza que eu tenho é que iremos ter que lidar com coisas muito desagradáveis, é como abrir a Caixa de Pandora, que passarão a fazer parte da nossa realidade, e esta será modificada radical e rapidamente.

Ainda não se fez porque preferimos contornar os problemas, mesmo que isso exija iludirmo-nos, ainda não estamos preparados para esse confronto com o real que todavia parece cada vez mais inevitável.

Quanto mais se esperar, mais profundo será o choque.”

Alfredo Sá Almeida – “Joaquim Serra parece-me uma excelente tática para ‘destapar a panela’ e retirar muita da pressão que existe sobre este tema. Quem sabe obteríamos muitas boas surpresas de Pessoas, mediática e eticamente relevantes, que ajudariam a mudar decisivamente as regras do jogo.”

Alekh Lisboa“Se a pobreza não fizesse tantos ricos já tinha acabado!”

 24 de Fevereiro de 2018