Como você encara o contraditório?

Contraditório

Nós nunca aprendemos o suficiente para lidar com o contraditório. Só a sabedoria ‘enraizada’ tem boas perspetivas para enfrentar a contradição e fazer luz sobre o assunto.

Vem este tema a propósito da Educação que quase todos nós recebemos e que não nos ajuda a defrontar o contraditório com os argumentos indispensáveis. Em questões do Direito o contraditório é – “Princípio de igualdade entre as partes, permitindo que cada uma possa contestar a outra parte ou contra-argumentar” (Priberam).

Quando pensamos, por exemplo, nos cursos de Master Business Administration (MBA), ministrados nas melhores escolas deste Planeta, a jovens aprendizes de Gestor, ou, na Política e nos Políticos, nos Financeiros e afins, nos mais variados Países, verificamos que necessitaríamos de estar melhor preparados para a contradição e o contraditório. Esta é uma matéria que implica conhecimento consolidado sobre as matérias em causa e muita inteligência emocional para enfrentar essa realidade.

O melhor exemplo que podemos ter é o do próprio Homem (no sentido antropológico). Nós somos a verdadeira contradição deste Planeta. Basta ‘olhar’ para o que temos realizado ao longo dos séculos para nos defrontarmos com um universo de contradições, numa dimensão difícil de imaginar. Mais, se ‘olharmos’ para o futuro e para tudo o que o Homem está a realizar, continuamos a ficar siderados com os exemplos.

Ou seja, pouco haverá a fazer, mas o melhor seria prepararmo-nos para enfrentar o contraditório com outras capacidades. Nem mesmo na condição de Ser Humano (Homem com educação e prática em Valores Humanos) estaríamos melhor preparados para lidar connosco.

Um bom começo seria, cada um de nós (desde que nasce) ter acesso a uma Educação multidimensional que nos transmitisse, para além dos conhecimentos nas mais variadas matérias, os fundamentos e os Valores da Humanidade nas principais dimensões culturais do Homem na sua vivência neste Planeta. E, pudéssemos aprender o porquê sobre tantas coisas que nos fazem mal, mas que repetimos vezes sem conta ao longo da vida.

Na grande maioria das vezes contestamos por impulso, só porque nos apetece. Quando o EU tem uma dimensão maior que o NÓS somos 7,5 biliões de contestatários.

Temos tanto, mas mesmo tanto, a fazer na condição de Humanos, que me admira estarmos a seguir o caminho que delinearam para a Sociedade e a Humanidade. Você vai seguir esse caminho?

O Homem arrisca-se a morrer e a matar prematuramente o seu Planeta de nascença sem nunca ter experimentado a dimensão da Cidadania Global e Humanitária.

Silência contraditório

Alfredo Sá Almeida                                                                              2 de Outubro de 2018

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As dificuldades associadas à Inteligência e Consciência Coletivas

Nos casos da Inteligência e Consciência Coletivas estamos perante duas dimensões da natureza Humana, que apesar de se terem vindo a avolumar com o desenvolvimento tecnológico, a globalização e o acesso massivo ao conhecimento armazenado na internet, ainda não atingiram uma ‘massa crítica’ capaz de conduzir a benefícios significativos para a Humanidade. São essencialmente conceitos para o desenvolvimento do século XXI.

“O conceito da inteligência coletiva foi criado a partir de alguns debates realizados por Pierre Lévy (‘A inteligência coletiva é um conceito de um tipo de inteligência compartilhada que surge da colaboração de muitos indivíduos em suas diversidades. É uma inteligência distribuída por toda parte, na qual todo o saber está na humanidade, já que ninguém sabe tudo, porém todos sabem alguma coisa’) relacionados às tecnologias da inteligência. Caracteriza-se pela nova forma de pensamento sustentável através de conexões sociais que se tornam viáveis pela utilização das redes abertas de computação da internet.

As tecnologias da inteligência são representadas especialmente pelas linguagens, os sistemas de signos, recursos lógicos e pelos instrumentos dos quais nos servimos. Todo nosso funcionamento intelectual é induzido por essas representações. Segundo o filósofo e sociólogo criador do conceito de inteligência coletiva Pierre Lévy, os seres humanos são incapazes de pensar só e sem o auxílio de qualquer ferramenta.

A inteligência coletiva seria uma forma de o homem pensar e compartir seus conhecimentos com outras pessoas, utilizando recursos mecânicos como, por exemplo, a internet. Nela os próprios usuários é que geram o conteúdo através da interatividade com o website.” – Eliene (https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/informatica/inteligencia-coletiva.htm)

“O conceito de consciência coletiva foi criado pelo sociólogo Francês Émile Durkheim (‘Conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade que forma um sistema determinado com vida própria’) e é definido como o conjunto de características e conhecimentos comuns de uma sociedade, que faz com que os indivíduos pensem e ajam de forma minimamente semelhante. Corresponde às normas e às práticas, aos códigos culturais, como a etiqueta, a moral e as representações coletivas.

Para Durkheim, um funcionalista, o indivíduo, em muitas de suas práticas, é influenciado pela sociedade em que está inserido. Logo, o indivíduo e suas ações são fortemente influenciada pela consciência individual e coletiva. Mas os limites entre ambas não são muito claros, pois mesmo decisões consideradas extremamente individuais, como a de tirar a própria vida, são influenciadas pelas condições sociais.

Isto se torna mais fácil de compreender quando pensamos nos aspetos individuais de compreensão do mundo, ou seja, as palavras, a língua, as categorias, as representações o conhecimento do mundo só acontece através de um mínimo de comunhão a respeito de aspetos básicos para que os indivíduos tenham algum grau de certeza que quando falam de algo o outro é capaz de compreender sobre o que fala.” – Marcele Juliane Frossard de Araujo. (https://www.infoescola.com/sociologia/consciencia-coletiva/)

Como os meus caros Leitores sabem, eu tenho vindo a defender que estas dimensões sociológicas do Homem deveriam ser objeto do ensino formal de TODOS os Cidadãos do Mundo. Só assim conseguiríamos atingir o estado quântico que nos permitiria dar o ‘salto’ e contribuir para resolver muitos dos problemas que temos criado à Biosfera mas também passar para outro ‘estado’ onde o Homem se transformará em Ser Humano com o contributo dos Valores Humanos.

Muitos de nós compreenderão que são dimensões Humanas que só com uma Educação de Qualidade para TODOS se poderão atingir e consolidar. Difícil de conseguir SIM, utópico NÃO. Só depende da vontade do Homem, como em tantos outros avanços científicos, tecnológicos e sociais que nos têm catapultado para desenvolvimentos reais.

Quando se trata do Coletivo, que não esteja no âmbito da Religião ou da Política, tudo se torna mais complicado de implementar com a ausência do elemento essencial e aglutinador – a EDUCAÇÃO GLOBAL.

Empatia

Sobretudo, quando o Homem implementou um sistema ‘fatal’, que está bem enraizado na mente das Pessoas, de NegócioDinheiroLucro que contribui decisivamente para a competitividade e ambição egocêntrica. Deste modo torna-se difícil libertarmo-nos do que nos ‘aprisiona’, consciente ou inconscientemente, para um Mundo com muito pouca Inteligência Social.

Dos textos que tenho desenvolvido e publicado no meu Blog (https://saalmeida.wordpress.com) e nesta minha nova página tenho contado com opiniões críticas sérias e construtivas, sobre estas dimensões, da autoria do meu amigo Joaquim Serra. Sobre essas opiniões, gostaria de lhes dar a conhecer as mais recentes, pela importância que possuem para a compreensão das dificuldades na implementação destes conceitos coletivos:

Vítimas da própria consciência – A consciência não é uma qualidade única, padronizada, de iluminismo mental de um estado psíquico de estar ciente de tudo e tudo saber, talvez por isso jamais se alcançou aquele almejado estado utópico de consciência colectiva tão apregoado quanto almejado.

Talvez a impossibilidade da consciência colectiva resida no dilema gerado por dois níveis de consciência dos quais o processo educativo é determinante: A Consciência Ingénua e a Consciência Crítica.

A consciência ingénua surge de um modelo de educação legitimadora das relações sociais de domínio, politico, económico, cultural, moral, que acaba por criar passionalidade em relação ao status quo, e uma certa alienação da realidade.

Contrariamente, a consciência crítica, por natureza dialéctica, sistematiza-se pela racionalidade na representação mental que emerge da análise e do questionamento científico proveniente do mundo exterior com a clara percepção dos condicionamentos objectivos e dos nexos de causalidade da vida real. Um modelo de educação que busca educar para a autonomia, libertadora, que coloca tudo em causa, pode ser e é contestatória, e, no limite subversiva. (Este modelo criou, de facto, muitos subversivos! Alguns deles autodidactas, já que a educação formal não era muito confiável!)

Nós, humanos, temos uma tendência exacerbada para apreciar a estabilidade, e nessa perspectiva, o não perder uma situação em que nos sintamos confortáveis, e que até possa representar alguma vantagem em relação ao outro, ou aos demais, tem a nossa predilecção. Ingenuamente, porque não é premeditado, munimo-nos de todos os argumentos que justifiquem (legitimem) a situação e reforcem as escolhas pelas quais optámos, mesmo que estejamos numa posição de dominados, por medo de perder o que alcançamos, ou do risco que implica mudarmos em busca de algo melhor e perder o que tínhamos.

Todos nós temos estes dois níveis de consciência, que são dilemáticos e conflituantes.

Há um terceiro nível de consciência. Um nível a que chamo de Consciência Sonsa (que ou quem finge ser o que não é. = DISSIMULADO, FINGIDO) (https://dicionario.priberam.org/SONSA), uma consciência que “vem de charrete”, mas que a maioria dos mortais prefere chamar de diabólica quando se apercebe dela, se for caso de se aperceber, ou de lhe sentir o efeito.

É aquele nível de consciência que, tendo ciência dos dois níveis de consciência anteriores, induz as pessoas a adotarem o primeiro.” – Joaquim Serra (12/09/2018).

Como poderão verificar não se torna fácil dissociar a Inteligência da Consciência, são duas dimensões que se completam. Infelizmente, tenho de concordar com esta opinião realista do meu estimado amigo Joaquim Serra.

Mas questiono-me;

  1. Não terá o Homem capacidade para agir na dimensão Global?
  2. Não somos os únicos Seres Inteligentes, geradores de conhecimento?
  3. Afinal possuímos ou não uma Consciência?

Se a resposta a estas três questões que coloco for SIM (sem MAS), então estamos em boa posição para passarmos à dimensão superior da Inteligência e Consciência Coletivas.

Alfredo Sá Almeida                                                                                 25 de Setembro de 2018

As ‘teias’ do Poder

Teia dos poderes

O Homem ao longo do seu processo evolutivo, e de afirmação de espécie dominante, construiu muitas ‘teias’ capazes aprisionar e imobilizar todos aqueles que voam livre e despreocupadamente.

Essas ‘teias’ foram tomando volume e dimensão, ao ponto de constituírem um Poder ao qual é difícil escapar.

Não vou falar de todas as tramas que foram sendo tecidas, mas vou mencionar apenas algumas com muito significado. Assim, algumas das mais impactantes:

  1. A indústria da Guerra e do armamento (nas componentes terra, mar, ar, espaço e ciberespaço);
  2. O sistema financeiro global internacional e a sua sofisticação;
  3. O tráfico humano, de armas e substâncias estupefacientes;
  4. A World Wide Web na sua dimensão mais negra.

Todas estas ‘teias’ se avolumaram com a ‘explosão’ tecnológica, mas nasceram pela vontade e necessidade em dominar, e cresceram na mente de Pessoas interessadas, inteligentes, destemidas e capazes de subjugar sistemas anexos.

Todas elas foram tecidas pelo interesse no Poder e na capacidade de ganhos significativos em dinheiro. O objetivo, sempre foi o de obter um BOM lucro num curto intervalo de tempo. O bem-comum nestes sistemas de Poder está desprovido de significado, pois tudo é feito para garantir que as ‘teias’ se perpetuem e se desenvolvam.

Se adicionarmos outras tramas formais e/ou informais, desprovidas do sentido do bem-comum, e do desenvolvimento humano, verificamos que o espaço que sobra é pouco para o muito que a Humanidade necessita para o seu desenvolvimento. Além da falta desse espaço que a Humanidade carece, a influência que esses poderes exercem é de tal forma grande e capaz de anular toda e qualquer iniciativa que pretenda inibi-los ou diminuí-los (em resumo, destruí-los).

Os meus caros Leitores perguntarão – ‘Então onde e como fica a nossa Liberdade de atuação, construção de novas ideias e desenvolvimento Humano, neste Planeta?’Fica precisamente nos intervalos ou interstícios ‘permitidos’ por essas ‘teias’ de Poder, sem capacidade de se tornar uma ‘TEIA’ de BEM-COMUM e ter, e ser, um polo de verdadeiro desenvolvimento Humano. Tal como no nosso Universo, a força gravitacional dos maiores atrairá os mais pequenos, para que estes orbitem ou se esmaguem.

A mente Humana tem uma capacidade enorme de criar, construir e tecer as melhores e mais belas ‘teias’ com Inteligência e Consciência Coletivas, onde o Bem-comum seja uma constante dinâmica e virtuosa. Mas agora que orbitamos as já existentes, saberemos desligar-nos e desenvolver um sistema que não tenha ‘teias’ que nos aprisionem ou asfixiem? (numa teia onde uma aranha domina, quando uma mosca fica aprisionada e se movimenta muito, mais imobilizada fica e mais rápido morre).

O nosso Futuro Coletivo está dependente de muitos e intrincados fatores. A mente Humana é a entidade capaz de nos conduzir para o melhor que a Humanidade tem para oferecer nesta nossa Biosfera. A Educação e os sistemas Educativos deveriam estar orientados para preparar e fortificar as MENTES EXISTENTES EM MENTES SAUDÁVEIS E DESENVOLVIDAS. Saibamos usá-la para o Bem-comum.

O meu caro Leitor já reparou quão fácil é, para um Ser Humano, derrubar uma teia de aranha? Então a nossa mente também será capaz de derrubar outras ‘teias’, aquelas que nos condicionam e nos enfraquecem como espécie Inteligente e construtora de Futuros.

Paz3

Alfredo Sá Almeida                                                                                  18 de Setembro de 2018

Novos Textos numa nova página!

Homem Terra

Os novos textos sobre o tema ‘Valor Humano’ encontram-se numa nova página:

https://valorhumano.me

Grato pela sua curiosidade e interesse neste tema.

Estes são os novos textos já disponíveis:

  1. O Homem está a perder a razão em relação ao Ser Humano (25/03/2018)
  2. Será neste século que o Homem se transformará em Ser Humano? (25/08/2018)
  3. O que é que você valoriza? (27/08/2018)
  4. Você permitirá que o(a) classifiquem como um inútil? (29/08/2018)
  5. As ‘teias’ do Poder (18/09/2018)

Alfredo Sá Almeida                                                                               18 de Setembro de 2018

Você permitirá que o(a) classifiquem como um inútil?

Tenho de concordar com Yuval Harari quando afirma que uma nova e imensa classe de Pessoas surgirá, a dos INÚTEIS, se o Homem continuar a desenvolver as tecnologias com a obsessão pelo poder e a ganância pelo dinheiro, como temos observado até hoje. Este Escritor deixa-nos perplexos com a análise que faz da Humanidade. A previsão que faz do Futuro é assustadora. O facto de ser Professor de História dá-lhe argumentos plausíveis.

Numa entrevista recente Yuval Harari afirma: “Computadores altamente inteligentes poderão expulsar milhares de milhões de pessoas do mercado de trabalho, criando uma imensa “classe inútil”. Ao mesmo tempo, poderão tornar possível a criação de ditaduras digitais. No século XX, a democracia derrotou a ditadura, porque a democracia é mais eficaz a processar informação e a tomar decisões. O conflito entre a democracia e a ditadura não é apenas um conflito entre diferentes sistemas éticos, mas entre diferentes métodos de processar informação e tomar decisões. A democracia distribui informação e o poder de tomar decisões entre muitas pessoas e instituições, enquanto as ditaduras concentram a informação e o poder num lugar. Dada a tecnologia existente no século XX, era pouco eficaz concentrar informação e poder num único lugar. Ninguém tinha a capacidade de processar toda a informação com a rapidez suficiente e de tomar as decisões certas.”in Jornal ‘Público’ em 24 de Agosto de 2018 (https://www.publico.pt/2018/08/24/culturaipsilon/entrevista/yuval-noah-harariso-se-percebermos-o-que-nos-faz-humanos-poderemos-continuar-a-ser-humanos-1841497).

Automação

No entanto, este argumento da imensa classe inútil tem muitos aspetos inaceitáveis. É sobre esta possibilidade que vou desenvolver os meus argumentos.

Você aceitaria passivamente essa classificação, e, que lhe oferecessem dinheiro para não fazer nada?

A ser afirmativa essa resposta significaria várias coisas:

  • Que você não teria competências suficientes para uma profissão no futuro;
  • Que você aceitaria o ócio como forma de vida;
  • Que você não seria suficientemente inteligente para se dedicar a outras matérias do seu interesse e ‘sonho’;
  • Que você estaria disponível para ser escravo do sistema que criou a sua condição de INÚTIL.

Sinceramente, não acredito que sejamos tão passivos, tão indiferentes e tão pouco inteligentes, que nada fizéssemos para derrubar o sistema que desenvolvesse esse processo.

Reconheço que a Humanidade é um conceito que o Homem criou e tudo deve fazer por o merecer, mas só o Ser Humano com Valor a pode representar.

Por outro lado, existem tantas questões sociais carentes de intervenção, que a empatia natural dos Seres Humanos se encarregaria de transformar em atividade solidária e intervenções sociais dignas, para melhorar significativamente a condição Humana.

A História já nos demonstrou que o Homem não aceita pacificamente a condição de ‘escravo’ ou de ‘inútil’.

Nós somos seres criativos por natureza e a inteligência só tem tendência para melhorar e aumentar, com as devidas condições educacionais. A criatividade e a inteligência Humana são fenómenos irreversíveis e inalienáveis. Essa é uma das razões porque venho defendendo o meu sistema de uma Sociedade Global de Valor Humano, ao ponto de o querer transformar num Paradigma para o Futuro da Sociedade.

Outra razão prende-se com o facto de os Valores Humanos já se encontrarem suficientemente difundidos pela Sociedade, para que esta nada fizesse para alterar esse estado de coisas indignas de Seres Humanos.

Mesmo em condição ditatorial a tendência seria que esta não se aguentasse muito tempo, sem que a Liberdade responsável, associada à Inteligência Coletiva, tomasse as devidas medidas de intervenção.

Temos todas as razões e mais algumas para desenvolver a Democracia e a tornar suficientemente ágil e interventora, para não permitir uma situação dessa natureza – transformar Pessoas em inúteis.

Eu compreendo que o mundo Empresarial e Corporativo se encontra numa tendência de querer conhecer os anseios, as emoções, os impulsos, os gostos e as personalidades de todos os potenciais consumidores com as ferramentas do Neuromarketing. E, mais grave que isso, que as Pessoas têm sido demasiado passivas e permissivas no desenvolvimento de tais metodologias. Mas considero que a nossa inteligência será bem mais flexível e arguta, para não se deixar ‘dominar’ nem manipular, ao ponto de tomarem conta da nossa consciência e capacidade de ação, individual e coletiva.

Este Mundo Global tem tantos e tão graves problemas por resolver que o mais provável será o processo descambar para outras tendências. Problemas nos sistemas Educacionais, Sociais, de Saúde, de Justiça e desenvolvimento Humano, são tão graves e tão carentes de melhores soluções, que acabarão por se sobrepor a qualquer tentativa de manipulação.

As nossas atitudes e comportamentos como Seres das novas Sociedades, sempre determinarão os caminhos do Futuro. Se nada fizermos para melhorar os sistemas de Ensino e de Escolaridade, por esse mundo fora, então será mais garantido que estaremos mais propensos a ser manipulados Política, Económica e Financeiramente. Sem Valores Humanos e sem uma Educação de qualidade estaremos vulneráveis a todos os ‘lobos’ e ‘animais selvagens’ que nos queiram ‘comer por parvos’ e manter medrosos do que aí virá.

Inteligência e Consciência Coletivas são duas dimensões Humanas que poderão, seguramente, contribuir para o nosso Futuro Coletivo mais saudável e criativo, em Liberdade e em Paz.

Tenho confiança nos Seres Humanos e no Futuro Coletivo que possam desenvolver, mas temos de ser mais interventores, mais inteligentes e ter uma consciência coletiva com Valores Humanos, para que a Democracia possa ter a dimensão que há tantos séculos o Homem ambiciona.

Valorizemo-nos TODOS e apetrechemo-nos com as ‘ferramentas’ tecnológicas e mentais estritamente necessárias para o nosso desenvolvimento como Seres Humanos de Valor a nível Global.

Não se deixem manipular nem ‘dominar’ por conceitos conducentes a Ditaduras, ou sistemas totalitários, porque esses não representarão o verdadeiro Ser Humano de Valor no Futuro.

Alfredo Sá Almeida                                                                           29 de Agosto de 2018

O que é que você valoriza?

Valorize-se

Esta é a questão crucial que TODOS nós deveremos colocar, neste início de século, para podermos interagir com os nossos pares e não desequilibrarmos a evolução da Humanidade.

Se você valoriza:

  1. A Vida;
  2. Os Valores Humanos;
  3. Uma Educação de qualidade para todos;
  4. A sustentabilidade da Biosfera;
  5. O respeito pelo clima e pelos fatores que o podem alterar irreversivelmente;
  6. O conhecimento e a sua difusão;
  7. O respeito pelas diferenças em todos os aspetos da vida;
  8. A Liberdade e a Responsabilidade dos seus actos;
  9. O seu desenvolvimento mental com humildade;
  10. A Democracia como forma de desenvolvimento político.

E consegue dar ‘corpo’ a estes Valores, então estará em boa posição para desenvolver o nosso Futuro Coletivo e contribuir para a nossa Consciência Coletiva.

Estes Valores Universais deveriam constituir a ‘base’ de qualquer Ser Humano no nosso Planeta. Deveriam ser transmitidos na escolaridade obrigatória e contribuir para a formação do caráter de cada Cidadão.

A grande dificuldade prende-se com o facto de sermos capazes, ou não, de convencer os nossos pares que este é o caminho a seguir para o Futuro da Humanidade. Quanto maior o número de Pessoas que tiverem Consciência destes Valores e da sua importância no nosso desenvolvimento como Seres Humanos, maior será a probabilidade de conseguirmos mudar os ‘padrões’ da nossa Sociedade atual.

Se, nos cargos de poder Político, Judicial, Militar, Social, etc. estiverem Pessoas capazes de personificar estes Valores e a sua valorização, então estaremos no caminho certo para um Futuro melhor para TODOS.

Não se deixe ‘corromper’ por outras filosofias limitativas do Ser Humano. Nós somos a espécie que detém o Poder neste Planeta e possuímos a capacidade de desenvolver com inteligência ou destruir. Até à data temos produzido mais MAL que BEM, mais guerra que Paz, mais destruição que desenvolvimento. Nós podemos mudar este estado de coisas. Basta querermos com consciência e determinação argumentativa.

Você não gostaria de contribuir para MUDAR O MUNDO?

tudo-o-que-voce-tem-e-nao-valoriza-a-vida

Alfredo Sá Almeida                                                                              27 de Agosto de 2018

Esta é uma viagem para o Futuro do Homem – This is a journey to the Future of Man

Convido os meus estimados Leitores a visitarem a minha nova página, subordinada ao tema do “Valor Humano” (https://valorhumano.me).

Passarei a publicar os meus textos, sobre o tema Valor Humano, nesta nova página.

A anterior ‘saalmeida’ (esta onde nos encontramos), dedicada ao mesmo tema, continuará a existir. Aí se encontrarão os 117 textos publicados desde Janeiro de 2015 até esta data.

Esta nova página será dedicada ao Futuro do Ser Humano e do seu Valor.

Grato por ter a sua companhia! – Thank you for having your company!

“Good company in a journey makes the way seem shorter.” — Izaak Walton

Being Human

Alfredo Sá Almeida                                                                  26 de Agosto de 2018