Afinal, o dinheiro serve para quê?

Dinheiro

Agora é que vai começar a verdadeira ‘GUERRA’!

Enquanto os Decisores estiveram ‘entretidos’ com as medidas para salvar Pessoas (ou para evitar que se infetassem), verificámos que Políticos, Sociedade, Médicos, Enfermeiros, Juízes, Cientistas, Instituições, etc., enfim, quase toda a Sociedade Civil se colocaram de acordo com as medidas a tomar. Ou seja, a Inteligência e Consciência Coletivas funcionaram em sintonia (apesar de algumas divergências).

Enquanto o foco foi o Ser Humano, TUDO se passou bem.

Mas agora, que é importante e necessário preparar o Futuro e a Economia para refazer(?) o Paradigma da Sociedade atual, vai começar a parte mais difícil – colocar TODOS em ‘sintonia’ para distribuir o dinheiro que foi considerado suficiente(?) pela União Europeia para resolver a crise económica resultante da pandemia.

Muitos dirão, que o dinheiro deve ser poupado para nos precavermos de uma situação de grande crise. Pois bem, estamos em situação de grande CRISE mas há quem considere que não é tão grande assim, e, alguns não são tão solidários quando se trata de distribuir DINHEIRO.

Senão vejamos o que se está a passar:

Fala-se muito em verbas monetárias e ninguém se consegue por de acordo. Esta é a realidade do dinheiro como mecanismo virtual desprovido de elo de ligação ao Ser Humano. É estranho, como Pessoas que se dizem inteligentes são capazes de ser tão rígidas, tão rigorosas com REGRAS financeiras (criadas por alguns poucos Homens) e não vislumbrem soluções plausíveis para resolver os problemas da Humanidade. São de um conservadorismo bacoco, nuns casos, mas noutros são perfeitamente psicopáticos. Talvez fosse altura de começarem a ler os meus textos sobre o Valor Humano e o muito que falta fazer, para ganharem alguma humildade (se é que têm alguma) de Ser Humano.

Por outro lado, é nestes momentos de grande crise que se vê a dimensão de alguns Homens. O Mundo Global poderia aproveitar esta oportunidade para mudar um sistema caduco, injusto e não sustentável, cada dia mais gerador de desigualdades financeiras, económicas e sociais. Talvez, as Pessoas (ditas normais) e os Cidadãos do Mundo reconhecendo as más características deste sistema consigam mostrar aos ‘donos’ do Sistema Financeiro Mundial o quão errados estão e que não poderão ser mais os ‘donos’ do PODER.

Não se torna necessário uma outra GUERRA, basta tirar-lhes o ‘tapete’ que têm debaixo dos pés para que fiquem a flutuar num universo indigno e sem realidade social.

Gostaria, sinceramente, que os meus Leitores refletissem muito sobre o tema deste texto – “Afinal, o dinheiro serve para quê?”. Não serão o Valor Humano e os processos educativos, onde o conhecimento, a criatividade e o bem-comum, muito mais importantes e essenciais ao Futuro da Humanidade?

Alfredo Sá Almeida.                                                                                     7 de Abri de 2020

Chega! Consumam, descartem, poluam! O clima que se dane!

Alterações climáticas

Pelo que me é dado observar e verificar, as Pessoas gostam de extremismos e comportam-se como ‘meninos mimados’ perante as circunstâncias fulcrais da nossa vida civilizacional.

Considero que as novas gerações andam á deriva por falta de orientações pedagógicas que as levem a descobrir dois referenciais importantes e essenciais na nossa vida em Sociedade: o Bem-comum e a Consciência Coletiva.

Uns dirão, isso são coisas de ‘gente de esquerda’, de ‘comunistas retardados’! Esquecem-se que a Humanidade não tem esquerda nem direita, tem a direção e o sentido que os dois referenciais que mencionei indicarem como sendo os melhores para nós.

Os meus caros Leitores perguntar-se-ão por que razão eu escolhi um título tão extremista?

Vem isto a propósito de um artigo de uma revista, Visão, (https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2020-02-29-esta-e-naomi-a-anti-greta/) “Esta é Naomi, a anti-Greta”. “Também é adolescente, loira e europeia. Mas esta ativista de 19 anos está do outro lado da barricada, a defender que o discurso vigente sobre as alterações climáticas procura apenas provocar a histeria coletiva”.

Verifico que existem jovens que se prestam a esta exposição mediática porque ‘julgam’ (esta é a palavra correta) que a opinião delas é a mais adequada à Sociedade em que vivemos. Então, temos esta espécie de combate ideológico (?) para consolar uma ‘turma’ em solidão existencial.

Se não vejamos: “Esta semana, a autodenominada “cética climática” deverá fazer mesmo as honras da casa na Conferência de Ação Política Conservadora, perto de Washington. Ali se espera que repita coisas como “o alarmismo da mudança climática é, em sua essência, uma ideologia desprezivelmente anti-humana”.

Enfim, serve aqueles propósitos que nós sabemos, completamente desenraizados da realidade Humana.

Num outro artigo de opinião publicado em Dezembro de 2019 na mesma revista “A Greta da nossa vergonha” (https://visao.sapo.pt/opiniao/2019-12-05-a-greta-da-nossa-vergonha/) a Diretora da revista em causa, Mafalda Anjos, transmite-nos a sua opinião sobre este tema: “Greta (Greta Thunberg) incomoda porque nos recorda a nossa vergonha, a nossa inércia, o nosso conformismo. E isso mói na consciência de quem prefere ficar sentado a criticar nas redes do que mexer uma palha em prol do bem comum.”

Numa frase disse tudo o que há para dizer sobre nesta matéria. Mas como a nossa juventude ‘adora’ o ‘carrocel mediático’, pois fazem tudo para construir uma opinião que nunca será pública porque não tem estrutura para tal. Infelizmente, não é só a Juventude que adora o ‘carrocel mediático’, os média adoram explorar (estilo telenovela de grande consumo) quem se presta a entrar nele.

Nos meus textos tenho abordado os temas da indiferença, da arrogância, da prepotência, da ausência de Valores Humanos na Sociedade, mas também, os temas da Inteligência e Consciência Coletivas, do Bem-comum, do Futuro Coletivo e muitos outros que considero importantes e urgentes que as Pessoa interiorizem e ganhem Consciência que os Seres Humanos não são NADA uns sem os outros. E, que não compensa andarmos a construir divisões onde deveria haver concordância inteligente pelo Bem-comum.

Estas matérias da alteração climática global, não são questões ideológicas são factos científicos que devem ser debatidos com Inteligência, com base na Ciência dos factos e abstenção emotiva e ideológica, para não provocarem ruído na construção do Futuro.

Meus caros Leitores, desejo-vos uma excelente reflexão na construção do Bem-comum.

Alfredo Sá Almeida                                                                               29 de Fevereiro de 2020

Expliquem-me como pretendem combater a emergência climática mundial numa sociedade eminentemente competitiva!

Sociedade Competitiva

Vou começar este texto mencionando um estudo e um alerta GLOBAL, segundo 11 mil cientistas, que deve ‘incentivar’ as Pessoas a AGIR de modo mais inteligente e sustentado, com um grande espírito de mudança!

“Os cientistas que endossam o estudo afirmam ter “uma obrigação moral de claramente advertir a humanidade sobre ameaças catastróficas e falar as coisas da forma como elas são”.

“Temos altas emissões, temperaturas crescentes, sabemos disso há 40 anos e não agimos — não é necessário ser um génio para saber que temos um problema”, diz à BBC um dos principais autores da pesquisa, Thomas Newsome, da Universidade de Sydney.

“Uma emergência significa que se não agirmos ou respondermos aos impactos das mudanças climáticas e reduzirmos as emissões de carbono, a produção de gado, o desmatamento e o consumo de combustíveis fósseis, os impactos provavelmente serão mais severos dos que os que já vivemos até agora”, prossegue Newsome.

“Isso pode fazer com que áreas da Terra se tornem inabitáveis para humanos.” (https://www.bbc.com/portuguese/geral-50321928) “As seis mudanças urgentes para conter a emergência climática, segundo 11 mil cientistas” – BBC.

Quando nos focamos no combate à emergência climática mundial estamos essencialmente interessados em preservar a sustentabilidade ambiental num mundo sem fronteiras onde estão presentes TODOS os Cidadãos.

A Sociedade Competitiva por outro lado é muito ‘obsessiva’ com as suas fronteiras e o seu posicionamento face aos seus vizinhos, para obter vantagens competitivas no Mercado. A manutenção desse satus quo é o élan que converge no Poder e emana para a Sociedade.

A grande diferença entre uma Sociedade Competitiva e outra Colaborativa pode traduzir-se do seguinte modo:

  • A primeira está focada na resolução de problemas para alguns, enquanto que a segunda tem a determinação de resolver as situações para todos;
  • É a grande diferença entre um posicionamento de topo no mercado (custe o que custar) e a capacidade de atingir o Bem-comum de forma sustentada.

A Sociedade Competitiva levada ao extremo, conduz invariavelmente ao Bulling, Stress, Burnout, Depressão, Suicídio e a todas as atitudes agressivas e violentas do Homem. Pois haverá sempre quem não se enquadre no sistema competitivo, e, quem o gere descarta a mudança de sistema. Recomendo a leitura de um texto meu neste Blog: “A saúde mental é essencial numa sociedade de Valor Humano!” (https://saalmeida.wordpress.com/2016/02/12/a-saude-mental-e-essencial-numa-sociedade-de-valor-humano/).

“Estratégia competitiva são ações ofensivas ou defensivas para criar uma posição defensável numa indústria, para enfrentar com sucesso as forças competitivas e assim obter um retorno maior sobre o investimento.”Michael Porter.

Esse é o grande objetivo da Sociedade Competitiva e, tudo isso, para manter uma posição de Poder.

Por outro lado, a Sociedade Colaborativa tem o seu foco no Bem-comum. Senão, vejamos:

“Consumismo e competitividade levam ao emagrecimento moral e intelectual da pessoa, à redução da personalidade e da visão do mundo, convidando, também, a esquecer a oposição fundamental entre a figura do consumidor e a figura do cidadão.”Milton Santos.

“Como cidadãos da sociedade atual, nos damos conta de que não podemos continuar em uma luta pela sobrevivência do mais forte, mas que necessitamos de uma sociedade menos competitiva e mais colaborativa. Devido à crise, começamos a observar que temos de mudar a visão distorcida por uma que nos permita focar melhor e que seja boa para todos. Definitivamente, uma sociedade colaborativa é mais feliz que uma sociedade competitiva. Esta colaboração pode ser definida como solidariedade, ou seja, pensar nos outros, ajudar-nos e cooperar entre nós.” (http://humanidadeintegrada.org/sitio/2015/01/uma-sociedade-colaborativa-e-mais-feliz-que-uma-competitiva/) – “UMA SOCIEDADE COLABORATIVA É MAIS FELIZ QUE UMA COMPETITIVA”Humanidade Integrada.

Recomendo aos meus Leitores que deem uma leitura atenta a este diagrama da ‘Competitividade na Sociedade’. Traduz bem o que estamos aqui a tratar.

Competitividade_na_Sociedade

(https://coggle.it/diagram/WN5GH-qtdwABA7B3/t/competitividade-na-sociedade)

O que devemos sempre considerar é a sustentabilidade das ações do Homem para minimizar ativamente os impactos no Ambiente e na Biosfera.

Convém salientar que o fenómeno da Globalização não impede o desenvolvimento das filosofias da Sociedade Colaborativa. Pelo contrário, pode potenciá-la.

Sobre esta matéria deem uma leitura ao modo como a UNESCO nos transmite o fenómeno da Globalização. (http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/themes/international-migration/glossary/globalisation/) “SOCIAL AND HUMAN SCIENCES”.

“Globalização pode […] ser definida como a intensificação das relações sociais em todo o mundo, que ligam localidades distantes de tal maneira que os acontecimentos locais são moldados por eventos que ocorrem a muitos quilômetros de distância e vice-versa.”Anthony Giddens, 1990.

De tudo o que sabemos até hoje podemos constatar que a Inteligência e Consciência Coletivas poderão desenvolver-se mais rapidamente no modelo da Sociedade Colaborativa, e, de um modo muito limitado no modelo de Sociedade Competitiva.

Chamo à atenção dos meus Leitores para um texto que escrevi em Março de 2018 “O Homem encontra-se com perturbação obsessivo-compulsiva, em pleno século XXI” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/03/04/o-homem-encontra-se-com-perturbacao-obsessivo-compulsiva-em-pleno-seculo-xxi/).

“Perante estes dados, nem iremos necessitar de uma III Guerra Mundial para extinguirmos a Vida neste Planeta, basta continuarmos a comportarmo-nos como até aqui.” – Alfredo Sá Almeida.

Estamos perante modelos de Sociedade que podem condicionar ou expandir a nossa mente para o Mundo do Futuro.

A Sociedade Colaborativa tem vindo a desenvolver-se, mas infelizmente, de modo muito tímido. Temos exemplos importantes de apoio solidário, nas mais variadas situações (sejam coletivas ou individuais), temos o aumento do voluntariado (nas mais variadas Instituições), temos o apoio consolidado aos sem abrigo, e muitas outras iniciativas de solidariedade, onde o altruísmo, a empatia e a compaixão solidária faz o seu caminho lentamente, numa Sociedade dominada pela velocidade e pelo dinheiro como resposta para tudo.

Não nos podemos esquecer do papel importante de muitas ONG’s (Organizações não Governamentais) que desenvolvem ações importantes em todo o mundo.

Este modelo de Sociedade necessita de ser abrangente, universal, consistente e coerente, desde o Poder até ao simples Cidadão.

Falta muito por fazer, falta muita organização e dinâmica orientada para a solidariedade. Falta, sobretudo, muito conhecimento concreto destes fenómenos Humanos de apoio altruísta onde o Bem-comum predomina.

Se observarem bem, meus caros Leitores, os meios de comunicação dita social não dão o devido relevo às notícias do mundo Colaborativo. Pela simples razão que não faz aumentar audiências nem contratos de publicidade.

Temos de ser nós os Cidadãos do Mundo a fazer crescer e dinamizar estruturadamente a Sociedade Colaborativa. Agregar o desenvolvimento dos Valores Humanos em todas as nossas ações, desde muito cedo, na vida das crianças e jovens, com os bons exemplos que ajudam a desenvolver a mente e a consciência Coletiva.

Existem bons exemplos por este mundo afora. Vou mencionar apenas alguns (que me perdoem as organizações que o fazem e não mencionei). Senão vejamos:

Não posso deixar de mencionar um artigo da ‘Observador’ intitulado “A emergência do 4º setor” (2017)” (https://observador.pt/opiniao/a-emergencia-do-4o-setor/). “Neste século XXI temos de decidir sobre a dosagem de Estado Social (mais dívida, impostos e emprego público) e de economia colaborativa e partilhada (menos impostos, mais emprego privado e partilhado)”. Neste artigo, saliento: “A mutação dos “Quatro D”” onde é abordada a ‘transformação digital’. Podemos ler: “Esta transformação paradigmática pode ser designada como a mutação dos “Quatro D”: digitalização, desmaterialização, desintermediação, e o seu corolário lógico, o desemprego. O paradigma dos “Quatro D”, segundo a ideologia dominante, conduz-nos até à sociedade do conhecimento, ao capitalismo cognitivo e à economia dos bens comuns colaborativos. Enfim, na aparência, o melhor dos mundos!”.

Desejo a TODOS os meus Leitores boas reflexões e muita dinâmica no Futuro, onde caminharemos juntos para o desenvolvimento do Bem-Comum.

Alfredo Sá Almeida                                                                                   9 de Novembro de 2019

As ‘teias’ do Poder

Teia dos poderes

O Homem ao longo do seu processo evolutivo, e de afirmação de espécie dominante, construiu muitas ‘teias’ capazes aprisionar e imobilizar todos aqueles que voam livre e despreocupadamente.

Essas ‘teias’ foram tomando volume e dimensão, ao ponto de constituírem um Poder ao qual é difícil escapar.

Não vou falar de todas as tramas que foram sendo tecidas, mas vou mencionar apenas algumas com muito significado. Assim, algumas das mais impactantes:

  1. A indústria da Guerra e do armamento (nas componentes terra, mar, ar, espaço e ciberespaço);
  2. O sistema financeiro global internacional e a sua sofisticação;
  3. O tráfico humano, de armas e substâncias estupefacientes;
  4. A World Wide Web na sua dimensão mais negra.

Todas estas ‘teias’ se avolumaram com a ‘explosão’ tecnológica, mas nasceram pela vontade e necessidade em dominar, e cresceram na mente de Pessoas interessadas, inteligentes, destemidas e capazes de subjugar sistemas anexos.

Todas elas foram tecidas pelo interesse no Poder e na capacidade de ganhos significativos em dinheiro. O objetivo, sempre foi o de obter um BOM lucro num curto intervalo de tempo. O bem-comum nestes sistemas de Poder está desprovido de significado, pois tudo é feito para garantir que as ‘teias’ se perpetuem e se desenvolvam.

Se adicionarmos outras tramas formais e/ou informais, desprovidas do sentido do bem-comum, e do desenvolvimento humano, verificamos que o espaço que sobra é pouco para o muito que a Humanidade necessita para o seu desenvolvimento. Além da falta desse espaço que a Humanidade carece, a influência que esses poderes exercem é de tal forma grande e capaz de anular toda e qualquer iniciativa que pretenda inibi-los ou diminuí-los (em resumo, destruí-los).

Os meus caros Leitores perguntarão – ‘Então onde e como fica a nossa Liberdade de atuação, construção de novas ideias e desenvolvimento Humano, neste Planeta?’Fica precisamente nos intervalos ou interstícios ‘permitidos’ por essas ‘teias’ de Poder, sem capacidade de se tornar uma ‘TEIA’ de BEM-COMUM e ter, e ser, um polo de verdadeiro desenvolvimento Humano. Tal como no nosso Universo, a força gravitacional dos maiores atrairá os mais pequenos, para que estes orbitem ou se esmaguem.

A mente Humana tem uma capacidade enorme de criar, construir e tecer as melhores e mais belas ‘teias’ com Inteligência e Consciência Coletivas, onde o Bem-comum seja uma constante dinâmica e virtuosa. Mas agora que orbitamos as já existentes, saberemos desligar-nos e desenvolver um sistema que não tenha ‘teias’ que nos aprisionem ou asfixiem? (numa teia onde uma aranha domina, quando uma mosca fica aprisionada e se movimenta muito, mais imobilizada fica e mais rápido morre).

O nosso Futuro Coletivo está dependente de muitos e intrincados fatores. A mente Humana é a entidade capaz de nos conduzir para o melhor que a Humanidade tem para oferecer nesta nossa Biosfera. A Educação e os sistemas Educativos deveriam estar orientados para preparar e fortificar as MENTES EXISTENTES EM MENTES SAUDÁVEIS E DESENVOLVIDAS. Saibamos usá-la para o Bem-comum.

O meu caro Leitor já reparou quão fácil é, para um Ser Humano, derrubar uma teia de aranha? Então a nossa mente também será capaz de derrubar outras ‘teias’, aquelas que nos condicionam e nos enfraquecem como espécie Inteligente e construtora de Futuros.

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Alfredo Sá Almeida                                                                                  18 de Setembro de 2018

A ambição pode destruir o Valor Humano

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“A Ambição parece sempre começar onde devia acabar” Emanuel Wertheimer

“Ser ambicioso nada mais é que um desejo forte de conquistar algo, seja financeiramente, politicamente, uma posição melhor no trabalho ou um estilo de vida de acordo com seus ideais.”Renato Mesquita (https://saiadolugar.com.br/ser-ambicioso-e-bom-ou-ruim/)

A meu ver, não é bem assim que encaro a Ambição. Para mim é um sentimento de duas faces. Contém uma dimensão de Valor e outra de Antivalor. Só a própria Pessoa poderá ter consciência da verdadeira dimensão da sua ambição. Mas se os objetivos forem explícitos e positivos tornar-se-á mais fácil uma adesão coletiva a esses propósitos.

Vejamos as faces da Ambição:

  • “Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do Homem, mas não para a sua Ambição”Mahatma Gandhi
  • “A Ambição é uma paixão tão imperiosa no coração Humano, que, mesmo que galguemos as mais elevadas posições, nunca nos sentiremos satisfeitos”Nicolau Maquiavel

Outro problema com a Ambição Humana prende-se com a irreversibilidade de atitudes e comportamentos:

  • “Passamos muitas vezes do Amor à Ambição, mas nunca regressamos da Ambição ao Amor”François de La Rochefoucauld

Mas o Valor Humano tem como propósito o Bem-comum. Essa é a dimensão coletiva e positiva da Ambição.

“Qualquer ambição individual ganha força quando alinhada a outras por meio de um propósito comum, tornando-se uma ambição coletiva para alcançar e sustentar uma visão que beneficiará todos. A união entre diferentes atores em prol de um objetivo comum não é um conceito novo.”Bruno Schwartz [‘A força da Ambição Coletiva’] (https://pt.linkedin.com/pulse/for%C3%A7a-da-ambi%C3%A7%C3%A3o-coletiva-bruno-schwartz)

O Homem perde com muita frequência o seu sentido coletivo e positivo do Bem-comum para se deixar envolver em ambições individuais, muitas vezes de dimensão megalómana, que acabam prejudicando tudo e todos. A Consciência Coletiva faz parte do Valor Humano e ajuda-nos a construir o Bem-comum.

Alfredo Sá Almeida                                                                                     14 de Abril de 2018

A importância do Bem Comum numa sociedade de Valor Humano

Neste tema que tenho desenvolvido, ao longo dos últimos três anos, sobre o Valor Humano, tenho destacado a importância que o Bem Comum tem no desenvolvimento da Humanidade. É um conceito integrado e resultante da Inteligência e Consciência Coletivas dos Seres Humanos, que muito lentamente se está a desenvolver na Sociedade Global.

Para que fique bem claro: Bem comum é uma expressão que possui conceitos em muitas áreas do conhecimento humano, mas que se assemelham entre si. De um modo geral, define os benefícios que podem ser compartilhados por várias pessoas, pertencentes a um determinado grupo ou comunidade.
O bem comum na filosofia está relacionado com o ideal de progresso que todas as sociedades e nações do mundo devem alcançar: a igualdade social e económica, onde todos possam ter melhores condições de vida.
Assim como na ideia filosófica, que aliás é usada como base para empregar o conceito em outros ramos do conhecimento, o bem comum é definido a partir dos interesses públicos, ou seja, tudo que seja pertinente ao usufruto ou que beneficie uma sociedade como um todo.
De acordo com o “Princípio Ético do Bem Comum”, as leis devem ser feitas para um estado coletivo, e não individual.” (https://www.significados.com.br/bem-comum/)

Apesar de não haver estudos sobre as dimensões reais do espírito coletivo e do espírito individual em Sociedade, verifico infelizmente que o espírito individual e o individualismo dominam as atitudes e comportamentos em Sociedade. Isso deve-se, sobretudo, à Educação ministrada (nas Escolas e no seio da Família) e às práticas Empresariais e Governamentais nos Países.

Ora a predominância dessas práticas individualistas em nome do ‘bem comum’ acabam por estar desenraizadas do verdadeiro espírito deste conceito. Por outro lado, a ausência de ensinamentos específicos sobre esta matéria, conduz à confusão generalizada que esse individualismo é a única forma de interpretar o bem comum.

A verdade é que o bem comum tem muito pouco de interpretativo e muito de Consciência Coletiva específica de valorização do Ser Humano. É uma prática constante, de Pessoas de boa vontade, que consideram que os benefícios compartilhados possuem uma dimensão bem maior que os benefícios individuais.

O que assistimos frequentemente nas práticas, Pessoais, Empresariais e Governamentais, da Sociedade atual são iniciativas que visam o lucro e não o bem comum. Por este facto continua a existir muita desigualdade e muita segregação, que contribuem para o afastamento do conceito do bem comum.

O conceito de Democracia, apesar de muito difundido globalmente (mas mal aplicado), acaba por desequilibrar a balança do bem comum para o lado do individualismo.

O Homem não tem sabido desenvolver a Democracia no sentido participativo e do verdadeiro espírito da Consciência Coletiva. O extremar de posições entre forças políticas Liberais e Comunistas tem conduzido as Sociedades a falsas soluções governamentais e a um desvirtuamento do bem comum.

Enquanto não nos libertarmos desses extremismos políticos egocentristas e não assumirmos que o nosso Futuro Coletivo possui uma passagem muito estreita para a sustentabilidade e a felicidade coletivas, será muito difícil construirmos uma Sociedade de Bem Comum e de Valor Humano.

Será que só pela força nos libertaremos dos extremos? Parece contraditório, porque o uso da força normalmente não conduz a nada de bom. Mas seremos nós, Seres Humanos, capazes de inteligentemente definirmos de modo coletivo o caminho que nos conduz ao bem comum?

Para nosso BEM é melhor que consigamos um entendimento dinâmico que nos conduza a esse caminho. Mas para isso temos de possuir a sabedoria de ‘afastar’ os elementos prejudiciais ao bem comum, sem extremismos mas com determinação inteligente. A Democracia também serve para esses desígnios!

Olhemos para a realidade do mundo atual, sobre todos os pontos de vista – Social, Económico, Educacional, Judicial, etc. – e construamos em conjunto as soluções, com base nos melhores conhecimentos e nas melhores práticas da Sociedade, sem permitirmos que grupos minoritários de bloqueio, ‘minem’ a nossa vontade e a nossa determinação de chegarmos ao nosso Futuro Coletivo.

A vontade Humana, liberta do individualismo desequilibrado e desfocado do bem comum, deverá ter a sabedoria para construir esse caminho.

A vontade coletiva do Bem Comum ajudará a construir uma Sociedade de Valor Humano.

Nota: Recomendo a leitura do Relatório da UNESCO “Repensar a Educação – Rumo a um bem comum global?” (2016)

(http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002446/244670POR.pdf)

Alfredo Sá Almeida                                                                                 7 de Fevereiro de 2018

O Mundo está a perder-se no labirinto que criou!

Ao longo da sua História o Homem e o individualismo criativo desenvolveram vários interesses e negócios dos quais não querem abrir mão para uma mudança em direção ao Futuro Coletivo e Sustentável. Criou, assim, uma rede intrincada na qual acabou por ficar enredado sem poder sair.

Uma miríade de interesses instalados que mina uma vontade coletiva de resolver por outros meios os problemas causados e o nocivo desgaste do bem-comum e da Biosfera. É esse emaranhado de interesses sem foco no futuro, muitos deles antagónicos, mas que se equilibram na estrutura, que eu chamo, conscientemente, de ‘Labirinto’ (mental, económico e social).

Dentro do grande Labirinto tridimensional desenvolveram-se vários cancros malignos:

• Crime organizado de toda a espécie;
• Tráfico de droga e de armas;
• Escravidão Humana;
• Terrorismo;
• Prostituição;
• Jogo;
• Etc.

Em resposta a esses cancros o Homem desenvolveu uma organização e estrutura de Justiça, Educação (mas que na realidade é apenas Ensino) e Segurança, que não só não se tornaram eficazes no combate ‘socio-oncológico’ como, em certa medida, contribuíram para o desenvolvimento canceroso.

Há aqueles que alimentam e fazem crescer o Labirinto, para se nutrirem dos seus resultados, dos seus efeitos sobre a sociedade, dos medos e ansiedades que provocam. Este é um instrumento de terror constante para satisfazer quem não consegue impor-se pelas suas capacidades e, portanto, não consegue convencer a consciência coletiva da razão.

O mundo tornou-se complacente, conformado e conivente com os cancros da sociedade. Prefere desculpá-los a eliminá-los.

A Sociedade evita dar prioridade aos Valores Humanos e à Liberdade com respeito e consideração pelo próximo, para desenvolver o rancor, a dissimulação e a inveja como instrumentos de animosidade e confrontação em vez do apoio e da solidariedade institucionalizada.

Acabamos por ver os incompetentes ‘cavalgarem’ nos resultados do labirinto, que ajudaram a alimentar, para se transformarem em salvadores dos interesses que instalaram.

Instalou-se a hipocrisia como cultura e a prepotência como vontade. O Homem escuda-se na Liberdade abstrata e sem Valor para impedir a introdução sustentada de Valores Humanos na Sociedade, com o argumento falacioso de impedir o desenvolvimento das Liberdades individuais. Ora, a soma de muitas Liberdades individuais não constrói uma Liberdade Coletiva.

Para destruir o Labirinto tridimensional criado pelo Homem só existe uma solução: – Colocar-se mentalmente do lado de fora dessa estrutura aprisionadora e permitir que se desenvolva o Ser Humano com Valor, liberto dos interesses instalados e focado no Futuro sustentável. Em simultâneo reconstruir a Sociedade com base nos Valores Humanos universais e instituir o bem-comum como princípio inabalável de desenvolvimento Humano.

Alfredo Sá Almeida                                                                                   18 de Outubro de 2017