Que Futuro sem o Valor Humano?

Interrogação Humana

O mundo global atual enferma de uma acumulação de problemas, ao longo das últimas gerações, resultantes da rápida expansão de TUDO, por ansiedade do Homem.
No século passado o Homem e a Biosfera sofreram a devastação de duas Guerras Mundiais e de muitas outras regionais. O consequente abrandamento dos conflitos à escala mundial desencadeou uma expansão mercantilista, economicista, financeira e industrial potenciada pelos anseios das populações em ambiente de Paz e de estabilidade no Futuro.
Essa expansão acompanhada de uma explosão demográfica foi o resultado da libertação massiva de muitas ‘amarras’ psicológicas e mentais que o Homem tinha construído indevidamente ao longo da História.
Agora sem esses ‘obstáculos’ e na ausência crescente de uma Educação que valoriza TUDO menos os Valores Humanos, eis-nos chegados a uma ‘montanha’ de problemas complexos que poderão acabar com a nossa espécie em menos de um século.
Muitos de nós, que possuem uma consciência mais apurada e atentos à evolução da Humanidade, nos questionamos se teremos uma palavra a dizer sobre o nosso Futuro Coletivo.
Bombardeiam-nos com imensa informação, talvez demasiada, sobre qual será o nosso Futuro e esperam que possamos aderir voluntariamente, consciente ou inconscientemente, (ou à força) consoante os interesses de alguns poucos, que de Seres Humanos entendem pouco.
1. Temos soluções distópicas para todos os gostos. Aliás, se não fizermos nada, na atual situação do mundo, não demorará muito a que uma dessas distopias nos ‘bata à porta’.
2. Depois temos a introdução massiva dos robots a conviver com os Humanos. Dizem-nos que a automação e a inteligência artificial poderão tirar-nos os empregos, mas vão restaurar-nos a Humanidade. Com o espírito do Homem que nos governou até aqui será um pouco difícil isso acontecer! “Automation may take our jobs – but it’ll restore our humanity” – (https://www.weforum.org/agenda/2017/08/automation-may-take-our-jobs-but-it-ll-restore-our-humanity?utm_content=buffer085ae&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer)
3. Ainda temos o Transhumanismo, não seremos Homens nem máquinas mas algo pelo meio. Com que caráter e com que personalidade? Ao meu caro Leitor para desbravar. “Transhumanismo e pós-humanismo” – (http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/anselmo-borges/interior/transhumanismo-e-pos-humanismo-1-5730228.html)
4. Ah! Falta ainda falar naquele movimento que defende a extinção da espécie humana por iniciativa voluntária! Não, não leu mal, é mesmo assim! É uma atitude altruísta para defender a Biosfera. “Líder do movimento pela Extinção da Espécie Humana no Porto” – (https://zap.aeiou.pt/lider-do-movimento-pela-extincao-da-especie-humana-no-porto-170886)
5. Etc.
Eu considero que todas estas soluções, produzidas por Seres Humanos, não acreditam verdadeiramente nas capacidades do Homem Coletivo como Ser integrado na Biosfera. Não só não acreditam nas capacidades e competências do Homem como fazem muito pouco para as desenvolver com Valores Humanos.
É aqui que eu entro! Defendo que o Homem pode e deve transformar-se em Ser Humano através de uma Educação exigente onde os Valores Humanos estarão bem integrados nessa Educação para TODOS. Mas não só. Também defendo em simultâneo a integração sustentável na Biosfera, com sustentabilidade ambiental e de vida. Defendo ainda uma mudança radical de Paradigma da Sociedade Global, terminando com o valor do dinheiro e desenvolvendo uma Sociedade de Valor Humano.
Tudo isto é possível se o Homem o desejar com Consciência e Inteligência Coletivas, apoiado em todos os desenvolvimentos científicos, nas mais diversas especialidades, e no Humanismo como filosofia de vida, sustentado nos Valores Humanos e na sã convivência em Sociedade Global.
Recentemente, o World Economic Forum (19 de Agosto de 2016) publicou um artigo muito interessante “10 skills you need to thrive tomorrow – and the universities that will help you get them” baseado no Relatório “Future of jobs”.
Nele, são mencionadas as 10 principais Competências a desenvolver por profissionais para o ano 2020, comparando com as competências necessárias em 2015. Assim:

2020-2015

De salientar neste estudo para o ano 2020 a ‘entrada’ de competências novas 10) Flexibilidade Cognitiva e 6) Inteligência Emocional, para além de uma nova redistribuição prioritária das outras que já se faziam sentir necessárias em 2015. Convém lembrar que grande parte destas competências requerem a inclusão de Valores Humanos na personalidade e caráter dos futuros Profissionais.
Em 2020 todo o Profissionalismo em exercício que não tiver enraizados os Valores Humanos, terá poucas probabilidades de sucesso e de um Futuro condigno. Aliás, TODA a vida em Sociedade estará dependente de uma boa Educação em Valores Humanos, para podermos ter um Futuro Coletivo duradouro.
Ao meu caro Leitor não lhe peço que acredite em mim, mas que desenvolva o seu conhecimento e a sua Consciência em consonância com o Futuro da Humanidade.

Alfredo Sá Almeida                                                                              24 de Agosto de 2017

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Os desejos de construção de um Mundo Melhor

My World 2017

(Meu Mundo)

Tem vindo a acentuar-se os desejos das Pessoas para o desenvolvimento e construção de um Mundo Global Melhor. Este é um aspeto da Consciência Coletiva que ganha adeptos todos os dias. Cada vez mais se exige um mundo global, onde os Seres Humanos possam aceder a oportunidades ‘sonhadas’, mas com equidade.

Igualdade-Equidade

Não se trata apenas de um acto de elementar justiça mas de Inteligência Coletiva, que aceita resolver os problemas do mundo adaptados às condições reais de cada um.
Para que isto aconteça é necessário acabar com muita ‘matéria’ que não possui Valor Humano. Os inimigos desta mudança são: o preconceito, a arrogância, a descriminação, a prepotência, os nacionalismos, a incompreensão cultural, etc.
É bom ver a consciência dos Cidadãos pelo mundo global aumentar com um conhecimento maior das questões fulcrais que são comuns aos Seres Humanos nos ‘quatro cantos’ do planeta. Tal como os Valores Humanos Universais existem outras matérias que praticamente TODOS nós desejamos ver instituídas para termos um Mundo Melhor.
As Nações Unidas desencadearam desde 2015 uma pesquisa mundial sobre os anseios das Pessoas por um mundo melhor. (Meu Mundo)
Até ao momento já ‘votaram’ nesta pesquisa mais de 9,5 milhões de Pessoas de todo o mundo (9,736,484 mais precisamente, à data deste texto).
É interessante verificar os resultados desta pesquisa e quais as prioridades que as Pessoas mais valorizam. Assim:

My World Analytics 2017

Podemos verificar que são 4 as principais prioridades que as Pessoas mais consideram para o Mundo ser melhor. Não é de estranhar ver em primeiro lugar a Educação de Qualidade como primeira prioridade (com mais de 6,5 milhões de votos), pois sem este Valor essencial não podemos compreender o Mundo Global nem aceder a uma melhor qualidade de vida.
Na segunda posição é interessante ver duas prioridades ex aequo, Melhores Cuidados de Saúde e Melhores Oportunidades de Emprego (com cerca de 5,5 milhões de votos, cada). Na terceira posição vemos um anseio Coletivo por uma Governação Honesta e Responsável, pois sem esta prioridade estar bem instituída em todos os Países será muito difícil termos um Mundo Melhor.
O meu Caro Leitor ainda vai a tempo de votar. Demonstre a sua vontade de construir um Mundo Melhor.
“Vote pelas mudanças que podem fazer o seu mundo melhor.
As Nações Unidas e seus parceiros querem ouvir VOCÊ! MEU Mundo é uma pesquisa global que quer sua ajuda na escolha das prioridades para um mundo melhor. Os resultados serão compartilhados com líderes mundiais na definição da próxima agenda de desenvolvimento global. Conte-nos sobre o mundo que você quer. Levante sua voz!”
A Consciência e Inteligência Coletivas são Valores fundamentais na construção de uma Futuro Coletivo melhor para TODA a Humanidade.
Contribua positivamente para um Mundo Melhor para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                                17 de Agosto de 2017

 

A Humanidade não tem crédito do Planeta que habita

O dia do fim dos recursos

Fonte: (http://www.dn.pt/sociedade/interior/recursos-de-2017-esgotados-agora-e-a-credito-no-planeta-8678937.html)
Global Footprint Network (2017)

A Humanidade não tem crédito do Planeta que habita porque não é de confiança. Como poderia a Terra ter confiança em nós quando nos desligámos, espero eu que não seja irreversivelmente, da nossa Biosfera e nos tornámos predadores das outras espécies e perdemos a vergonha pelos nossos actos.

Se o Homem pretender transformar-se em Ser Humano tem de mudar radicalmente as suas atitudes para com a Biosfera e tornar-se ambientalmente sustentável nas suas atividades diárias.

Aliás, o Homem está a fazer com o Planeta aquilo que faz com o dinheiro – usa e deita fora. Falta-nos Consciência e Inteligência Coletivas para que possamos ter um Futuro Coletivo digno para a Biosfera que habitamos.

Os hábitos de consumo do Homem tornaram-se irresponsáveis e prejudiciais para a sua espécie e toda a Biosfera. Globalmente, para aquilo que consumimos necessitaríamos dos recursos de dois Planetas (e para muitos Países não seria suficiente) para sustentar o nosso modo de vida.

“Portugal, cuja atual pegada ecológica corresponde aos recursos de 2,3 planetas – se a humanidade consumisse ao ritmo atual dos portugueses, os recursos esgotar-se-iam a 10 de junho -, é um dos países que não ficam bem neste retrato.

Embora seja o nono país com a pegada mais baixa dos 28 da União Europeia, e esteja muito abaixo de “campeões” como a Austrália, que consome atualmente 5,2 Terras, os Estados Unidos (5), a Rússia (3,4), a Alemanha (3,2), a França (3) e até a Espanha (2,4), Portugal é um contribuinte líquido para a situação de insustentabilidade dos recursos da Terra. E alimentação e a mobilidade, respetivamente com 32% e 18% de peso na pegada ecológica do país, são duas das atividades que por cá mais contribuem para isso, segundo a organização ambientalista Zero.” Fonte: (http://www.dn.pt/sociedade/interior/recursos-de-2017-esgotados-agora-e-a-credito-no-planeta-8678937.html)

Muitos de nós reconhecem que não podemos continuar com estes maus hábitos e estes modelos de vida, mas coletivamente fazemos muito pouco ou quase nada para mudar esta situação. A nossa Inteligência (se é que a temos) diz-nos que devemos mudar URGENTEMENTE de Paradigmas da Sociedade. É necessário um “Despertar para o Futuro” (2014) (https://www.amazon.co.uk/Despertar-para-Futuro-ess%C3%AAncia-mudan%C3%A7a/dp/150281224X/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1501674304&sr=8-1&keywords=Despertar+para+o+Futuro) para começarmos a trilhar um novo caminho coletivo.

Considero que a Terra merece um Homem melhor para habitar a sua Biosfera. A perda significativa de Valores Humanos tem-nos tornado indiferentes, gananciosos, viciados e predadores. A Vida é um bem que o Universo não se pode permitir de perder. Ou nos alinhamos pelo caminho mais correto, em sintonia com o Universo, ou vamos perecer prematuramente sem termos demonstrado a nossa Inteligência Coletiva.

Alfredo Sá Almeida                                                                     2 de Agosto de 2017

A Sociedade atual e a dimensão da Liberdade

Sociedade Doente

A Sociedade atual tem-se desenvolvido nas últimas décadas como um Paradigma ‘canceroso’ onde a Liberdade dos Cidadãos, em vez de servir constantemente as boas práticas de cidadania, acaba destruindo os Valores Humanos que nos deveriam caracterizar.

O ritmo exacerbado de desenvolvimento, em todos os domí­nios do saber, a que a sociedade tem estado submetida, traduz a ansia de liberdade e conhecimento dos Povos oprimidos nas décadas passadas. As ‘explosões’ de criatividade, investigação, expressão cultural, desenvolvimento tecnológico e inteligência racional, deixaram para segundo plano (e em muitos casos, para terceiro e quarto planos) o desenvolvimento humano, social e emocional das comunidades e da Sociedade.

O desenvolvimento humano tem acrescentado ao Coletivo aspetos muito positivos, mercê sobretudo do desenvolvimento tecnológico, mas as componentes Sociais, Educacionais e de consolidação de Valores Humanos têm perdido rumo e caráter pela velocidade que foi impressa no desenvolvimento desequilibrado.

Os sistemas polí­ticos e financeiros são os grandes responsáveis pela permissividade instituí­da, que invadiu negativamente os sistemas educacionais, judiciais e de valores de uma Sociedade com personalidade e caráter Humanos. Os Cidadãos acabaram sendo ‘arrastados’ para decisões, escolhas ou opções pouco ponderadas e de baixo valor social acrescentado, minando as estruturas do paradigma instalado, tornando-o num paradoxo ‘canceroso’.

Dirão os meus caros Leitores que a Liberdade é um Valor primordial e que compensa todos os riscos no desenvolvimento. Eu direi: convêm esclarecer convenientemente esta matéria de considerar a Liberdade como Valor primordial desenraizada dos outros Valores!

A meu ver a Liberdade como Valor essencial e prioritário só faz sentido se estiver inserida no contexto dos outros Valores Humanos. É por essa razão que se torna primordial. Caso contrário, acabamos assistindo a fenómenos, numa Sociedade que se pretende saudável, de desenvolvimento de núcleos malignos que acabam destruindo TUDO – os Valores Sociais e a LIBERDADE. O mais grave é que a degradação social pode atingir patamares tão baixos que se torna difí­cil recuperar, com saúde, o ‘doente’. Esta acaba sendo o resultado de uma permissividade doentia e carente de Inteligência (racional e emocional). Se adicionarmos a esta permissividade doentia, uma Educação carente em Valores Humanos, então teremos um ‘corpo’ agressivo numa Sociedade em decadência.

Não é de estranhar que tenhamos assistido a um aumento vertiginoso da corrupção, da ganância, da arrogância, da prepotência e de muitas outras caracterí­sticas humanas negativas (Antivalores), que acabam proliferando num ‘terreno’ onde os Valores Humanos estão ausentes.

A Sociedade acaba sofrendo, e muito, com este estado de coisas. Infelizmente os exemplos das consequências são muitos. Senão vejamos, o aumento significativo de casos de:

  • Depressão;
  • Suicí­dio;
  • Doenças do foro emocional;
  • Stress;
  • Consumo de drogas;
  • Agressividade violenta;
  • Bullying;
  • Alheamento social;
  • Inteligência maligna;
  • Desequilí­brios mentais; etc.

Resultado, uma Sociedade doente sem perspetivas de melhoras. O intrincado de casos é tão acentuado e denso que organismos sociais saudáveis não conseguem recuperar o ‘paciente’ sem que o ‘tratamento’ seja completo e sistemático, tí­pico de um paciente com ‘cancro’.

Será necessário uma mudança profunda de paradigma, minimizando os paradoxos, com um aumento significativo das Consciência e Inteligência Coletivas, dos Valores Humanos e uma Educação de qualidade para TODOS os Seres Humanos deste Planeta.

Ser Humano doente

Alfredo Sá Almeida                                                                                 13 de Maio de 2017

O Valor do Poder

o-poder1

Exercer o Poder é uma capacidade do Homem, com maior ou menor arbitrariedade, de deliberar, de agir, de mandar, ou ainda, a faculdade de exercer a autoridade e a soberania. Sob o ponto de vista sociológico ‘o poder é definido geralmente, como a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo se estes resistirem de alguma maneira.’

Independentemente do modo como é observado e avaliado, o Poder deve ter Valor Humano. Caso contrário, o exercício dessas capacidades, faculdades e habilidades não serve propósitos Humanos globais.

Apesar de nas Sociedades Democráticas o Poder estar dividido:

  • Poder Social – o Estado;
  • Poder Económico – Empresarial;
  • Poder Militar – Poder Político;
  • Poder Judicial – Justiça

Existe sempre uma subordinação a uma autoridade máxima, que na grande maioria dos Países é representado pelo Presidente da República ou pelo Rei (ou Rainha).

Muitas vezes assistimos impotentes a ‘disputas’ entre órgãos de Poder pela concretização de uma parcela desse Poder, ou da parcela decisiva.

Exemplos:

  1. “Congresso ultrapassa veto de Obama e aprova lei contra governos patrocinadores de terrorismo” – (https://www.publico.pt/mundo/noticia/congresso-ultrapassa-veto-de-obama-e-aprova-lei-contra-governos-patrocinadores-de-terrorismo-1745541);
  2. “ONU: “Crise repentina pode alterar” escolha do secretário-geral” – (http://www.tvi24.iol.pt/politica/presidente-da-republica/onu-crise-repentina-pode-alterar-escolha-do-secretario-geral);

Exemplos destas disputas não faltam, são o dia-a-dia da vida Política. São sempre uma tentativa de sobrepor uma vontade à vontade de outro órgão de soberania.

A questão que se coloca, na maioria das vezes, é a da legitimidade, da justiça ou do Valor dessa vontade contrária. É que o exercício do Poder é essencialmente uma vontade coletiva, ou uma interpretação momentânea da vontade coletiva que dará lugar à Consciência Coletiva e oficial de um Povo.

Diz-se que o Povo (em Democracia) é o supremo detentor do Poder. Esta afirmação é tanto mais verdadeira quanto maior representatividade tiver esse Povo, ou a qualidade das ações que possa exercer para demonstrar a sua vontade. Caso contrário, haverá sempre um Político que tomará a iniciativa de uma interpretação da vontade do Povo e desencadeará as ações táticas necessárias para influenciar decisivamente a estratégia.

Mas, para lá da legitimidade ou da justiça na vontade contrária, existe uma dimensão que quase nunca ninguém coloca, que se prende com o Valor dessa ação. Sobretudo, na dimensão do Valor Humano da ação contrária.

Quando o Poder é exercido de forma coletiva e existe um consenso, normalmente as questões da legitimidade e da justiça estão praticamente superadas. Mas para que exista Valor tem de haver coerência da ação com as demais posições Políticas, ou outras, que foram tomadas.

Infelizmente assistimos, mais vezes do que devíamos, a uma total falta de coerência em determinadas ações de Políticos, que na ansia de interpretarem a vontade do Povo, demonstram uma vontade individualista da sua ação. O mais grave, é que essas vontades individualistas, repentinamente expressas, acabam por se sobrepor indevidamente aos processos decisórios definidos democraticamente em tempo oportuno, desvirtuando e desrespeitando todo o processo instituído. Neste caso, acabam retirando todo o Valor que a decisão acarreta.

Os Líderes mundiais, detentores do Poder Global, deveriam preocupar-se com TODAS as dimensões (Legitimidade, Justiça e Valor) das suas decisões, e, deixarem-se de vontades individualistas repentinas e incoerentes que lhes retiram o Valor Humano e acrescentam a incompreensão do Povo.

O modo como os Líderes lidam com as incertezas do mundo não pode representar ‘opacidade’ na nova decisão, pelo contrário, a alteração da decisão deve ser bem clarividente e coerente para congregar vontades, em vez de congregar repulsa.

Considero ser necessário salientar quais as características negativas que retiram toda a Legitimidade, Justiça e Valor ao Poder. Este é o caso da falta de princípios éticos, dissimulação de vontades, corrupção processual, autoritarismo, etc.

Mas no que concerne à ‘… habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, …’ não vale tudo. Há regras e boas práticas Políticas que devem ser realizadas para não desvirtuar o Poder.

O mundo Global de hoje, e os seus Líderes, vive em maior ambiente de incerteza e em ampla expressão de vontades coletivas, que requer decisões sábias, conciliadoras, com sentido de futuro global e muito Valor acrescentado. Sabemos, pelas observações, conhecimento e avaliações que fazemos, da prática Política atual, que uma boa parte dos problemas mundiais resultam da impreparação e erros cometidos por líderes (e seus assessores) incapazes de negociar convenientemente vontades coletivas. Os restantes problemas advêm da intransigência negocial das partes envolvidas, do extremar de posições, da arrogância negocial, da tentativa de acrescentar Poder ao já existente e do desfasamento cultural e de Valores dos intervenientes.

Se a carência em Valores Humanos se faz sentir enormemente entre os elementos do Povo e na prática da Sociedade, ela tem uma dimensão bem maior quando esses Valores não estão enraizados nos dirigentes Políticos e outros. A Paz é fundamental em qualquer processo negocial. Mas infelizmente verificamos que a falta de sincronia das vontades coletivas, causadas pela crescente vertente de desigualdades sociais ou pela falta de concordância no estabelecimento de prioridades, e ausência de Valores Humanos acrescenta intransigência negocial.

O meu caro Leitor também está em posição privilegiada para contribuir para o Valor do Poder. Para tal, será conveniente que aumente a sua Consciência Coletiva, o seu Conhecimentos de matérias importantes para o Povo e desenvolva Valores Humanos, que lhe permitam exprimir a vontade coletiva com a coerência, legitimidade e justiça sociais necessárias.

Alfredo Sá Almeida                                                                               30 de Setembro de 2016

Mundo fechado versus Mente aberta

WWW-Net

 

Todos nós vivemos num Mundo vasto e diversificado que julgamos ser um sistema aberto, mas na realidade todos os sistemas, sejam naturais ou artificiais, funcionam em ciclos fechados e com tendência a serem finitos.

O fenómeno mais recente e que tem vindo a abrir a Consciência das Pessoas, é o do aquecimento global. Todas as ‘malfeitorias’ ambientais, como a poluição atmosférica e o lixo produzido pelo Homem, acabam por ter os seus efeitos nefastos e refletem-se sobre a vida e equilíbrio do Planeta. Não dá para ignorar. O Homem tem de se tornar sustentável, caso contrário acabamos com a vida na Biosfera.

Sejam os Ciclos da Água, do Oxigénio ou dos Alimentos, elementos sem os quais não conseguimos viver, encontram-se em funcionamento em circuito fechado.

O mesmo se passa com as atitudes e comportamentos Humanos. Durante muitas centenas de anos contribuímos para o desequilíbrio da Humanidade com Guerras e armas de destruição maciça.

Agora, estamos a dar os primeiros passos no Mundo Globalizado: Conhecimento, Informação e Comunicação, Investigação, Sistema Financeiro, etc.

Começamos, então, a verificar e a aumentar a nossa Consciência e Inteligência Coletivas para esta nova realidade, e nas repercussões que os bons ou maus resultados que produzimos diariamente acabam por se refletir na nossa vida futura.

Para comprovar aquilo que afirmei, relembro o que se está a passar com o Sistema Financeiro Mundial. Todas as malfeitorias que este sistema realiza repercutem-se sobre TODOS nós indevidamente, apesar de apenas alguns tirarem o proveito e manipularem o sistema.

Estamos a aprender o Mundo Global e a ganhar Consciência, e consequentemente a aguçar a nossa Inteligência, que vivemos num Mundo fechado sobre si mesmo. Tudo o que aqui se passa acaba por ter reflexos mais ou menos sérios sobre as nossas vida e a nossa Felicidade.

Pois bem, o único sistema que não se encontra fechado é o da Mente Humana. Sobre este, temos o poder de o expandir ou manter na obscuridade. Só uma Mente Aberta ao Mundo Global, ao Conhecimento, à Informação e Comunicação, nos permitirá (ou não) expandir e libertarmo-nos destes ciclos fechados, que pensamos que nos aprisionam.

Mas, para que constituam uma expansão da Mente, e consequentemente uma expansão da Consciência e Inteligência Coletivas, sem os efeitos nefastos dos outros Ciclos que adulterámos, devemos refletir positivamente e aplicar novas soluções de Vida em Sociedade que contribuam para uma sustentabilidade funcional a longo prazo. Sem esta, andaremos de ciclo em ciclo até à derrocada final.

Pena é, que sendo um raciocínio tão lógico e aceitável, tão poucos de Nós queiram praticá-lo e adotá-lo na sua vida.

Aos poucos (de forma mais lenta que desejado) vamos ganhando Consciência e as mudanças vão chegando, com algum receio, e consolidam-se positivamente.

Quero dar-vos conta de uma nova realidade que está tomando forma paulatinamente, e que devemos manter uma Mente Aberta e saudável para expandirmos todos os dias estas novas atitudes e comportamentos, que nos poderão conduzir a um Futuro sustentável. Aproveito para transcrever uma parte de um texto de Gustavo Tanaka no site Colletively Conscious (http://collectivelyconscious.net/articles/something-extraordinary-is-happening-in-the-world-and-most-people-havent-noticed/) que nos relata matérias para as quais não estamos atentos:

“A maioria de nós ainda não percebeu que algo extraordinário está a acontecer.

Há alguns meses, eu me libertei da sociedade tipo padrão. Eu quebrei as correntes do medo que me manteve trancado no sistema. Desde então, eu vejo o mundo de uma perspetiva diferente: a de que tudo está passando por mudanças e que a maioria de nós não têm conhecimento disso.

Por que o mundo está mudando? Neste post, vou apontar as oito razões que me levam a acreditar.” – Gustavo Tanaka:

  • Ninguém pode resistir ao atual modelo de emprego por mais tempo.
  • O modelo de empreendedorismo também está mudando.
  • O aumento da colaboração.
  • Estamos finalmente a descobrir o que é a Internet.
  • A queda do consumismo exagerado.
  • Uma alimentação saudável e orgânica.
  • O despertar da espiritualidade.
  • Tendências da Não-escolaridade vigente.”

 

A meu ver, devemos estar mais atentos ao que de positivo se passa no Mundo Globalizado de hoje, pois nós poderemos dar um contributo importante para as boas mudanças que resultarão no nosso Futuro Coletivo.

Como sabem, eu tenho vindo a defender um aumento significativo do Valor Humano e um sistema Educacional que integre conscientemente os Valores Humanos na Educação formal para TODOS. Em simultâneo defendo o afastamento, definitivo e efetivo, do Sistema Financeiro Internacional da vida económica e da nossa Vida Futura.

Estas mudanças, se efetuadas com uma Mente Aberta para um Futuro Sustentável, contribuirão significativamente para uma Humanidade de Valor.

Mente aberta1

Alfredo Sá Almeida                                                                                        14 de Julho de 2016

 

 

Consciência e Futuro Coletivos dão coerência ao Valor Humano

Universo - Mapa da matéria negra

Legenda: Mapa da matéria escura do Universo (Credit: Volker Springel/Max Planck Institute for Astrophysics/SPL)

O dia 24 de Junho de 2016 ficará na História da Humanidade como um dos mais tristes resultados da falta de Inteligência, Consciência e Futuro Coletivos do Homem. Este facto deve-se a uma vitória política dos defensores do BREXIT no Reino Unido, que defendem a saída da União Europeia, demonstrando uma falta de coerência entre os Estados que constituem o Reino Unido. Pois, pelo que nos é dado conhecer, quer a Irlanda do Norte, quer a Escócia ponderam abandonar o Reino Unido e juntar-se à União Europeia.

A Inteligência Humana possui várias dimensões, que poucos de nós conhecemos a sua extensão. Já ouvimos falar das Inteligências Racional, Emocional, Espiritual e Social, mas esquecemo-nos frequentemente doutras dimensões que estão relacionadas com a nossa realidade gregária e Social. Todos nós, Seres Humanos, possuímos uma Consciência do mundo que nos rodeia. No entanto, a grande maioria está focada na Consciência de Si, como Seres de uma espécie inteligente.

Os sistemas Educacionais, a Política e a Justiça dos diferentes Estados não têm contribuído para o desenvolvimento das Consciência e Futuro Coletivos dos Cidadãos.

Verificamos com tristeza que estes sistemas se aperfeiçoaram mais no desenvolvimento do egoísmo em detrimento do bem comum, e, no bem-estar pessoal em detrimento do Coletivo.

Ora, a Inteligência Humana possui uma dimensão bem maior que a do próprio Ser individual. É comum falarmos nos desígnios de um Povo e das batalhas que se travam para a expansão das ideias que passam a abranger outros Povos. O mundo atual tem passado por profundas adaptações na ‘construção’ de uma Globalização planetária. Verificamos que os propósitos utilizados para esta Globalização não são, nem os mais adequados nem os corretos para UNIR os Seres Humanos numa verdadeira Globalização de Valores. Frequentemente a tendência desta está focada em valores de natureza financeira.

A Globalização que tenho vindo a referir, a defender e a desenvolver prende-se com a dos Valores Humanos Universais e a da construção de um Valor Humano onde a Consciência e Inteligência Coletivas se congregam numa coerência de Futuro Coletivo.

O Ser Humano tem ‘arquitetura’ suficiente para albergar uma coerência de Futuro Coletivo como espécie, mas por razões de fraca inteligência não são desenvolvidas nem valorizadas.

Muito recentemente, Melissa Hogenboom (24 de Agosto de 2015) escreveu um artigo interessantíssimo no site da BBC Earth “What is our Universe made of?“ (http://www.bbc.com/earth/story/20150824-what-is-the-universe-made-of?ocid=fbert) que nos pode ajudar nesta construção da Consciência e Inteligência Coletivas. Com base nele vou construir a minha argumentação.

O Homem tem um conhecimento muito reduzido do nosso Universo, das leis que o governam e da influência que tem no desenvolvimento da nossa mente. No entanto, a curiosidade científica Humana tem-se expandido a um ritmo elevado nas últimas décadas, conduzindo-nos a um maior conhecimento do Universo onde estamos inseridos.

“Se um alienígena conseguisse visitar o nosso Universo a partir de uma realidade paralela, existe uma forte probabilidade de eles nem conseguirem perceber que existimos.

De certa forma isso é óbvio: o Universo é enorme e o nosso planeta é apenas um pequeno e pálido ponto azul. Mas é pior do que isso: os alienígenas podem até não perceber todas as estrelas e os planetas que as orbitam. Eles poderiam até mesmo perder as vastas nuvens de poeira que flutuam no espaço.

Todas essas coisas familiares constituem apenas uma fração da matéria no nosso Universo. O resto é outra coisa, um material que ninguém na Terra já viu.

Por falta de um nome melhor, os físicos chamam a este material “matéria escura”. Se esta não estivesse lá, as galáxias dispersar-se-iam. Ninguém sabe o que é, mas os físicos estão focados na sua pesquisa.” – Melissa Hogenboom.

Apesar do conhecimento que o Homem possui do Universo ser limitado, este vai construindo uma coerência científica, à medida que as investigações vão avançando, permitindo-nos compreender a sua estrutura e as leis que o regem.

No meu livro “Despertar para o Futuro” (2014) e no texto ‘Neurociências e a mente Humana’ afirmei: “Lembremo-nos que 90% deste nosso Universo é constituído por matéria escura e vazio de qualquer conteúdo, em contraposição com o interior do nosso cérebro e a capacidade da mente Humana. Ora, VAZIO e VIDA estão em universos opostos e sem possibilidade de coexistirem integrados no mesmo espaço-tempo.” – Alfredo Sá Almeida.

Todos aqueles que defenderam e deram a vitória ao BREXIT demonstraram possuir níveis muito baixos de Consciência e Inteligência Coletivas, querendo sair da União Europeia. Um projeto de construção coletiva de uma União de Países é sempre mais importante e coerente que o isolamento dessa comunidade.

Dir-se-ia neste caso, que nem a ‘matéria escura’ foi capaz de manter a coesão e a coerência de um projeto comum, apesar de sabermos muito pouco sobre ela.

Isto coloca uma parte de nós num percurso contrário ao conhecimento coerente deste Universo multifacetado. Seres que preferem isolar-se da comunidade porque se consideram capazes de fazer melhor sozinhos. Sabemos que a diversidade de ideias e opiniões é importante para o desenvolvimento da Inteligência, mas a rutura e isolamento de uma parte da comunidade não constroem Consciência e Futuro Coletivos. Para que estas sejam uma realidade temos de saber qual é a ‘matéria escura’ que nos une, mesmo que não conheçamos todos os detalhes.

Significa isto que o Reino Unido deu maior importância a argumentos financeiros e de imigração, de muito fraco valor na escala do Valor Humano. Significa ainda que a degradação de Valores Humanos que se tem verificado ao longo das últimas décadas está a produzir frutos ‘amargos’ em vez de Futuro dinâmico e coerente.

O Homem encontra-se numa fase de desenvolvimento Social e Global, onde possuir uma Consciência e Inteligência Coletivas representa sabedoria, coerência e conhecimento das dimensões capazes de manter a coesão de uma espécie que se diz inteligente.

A construção de um Futuro Coletivo, em paz e dinâmica de conhecimento, dependem fortemente das componentes de Consciência e Inteligência Coletivas.

Alfredo Sá Almeida                                                                                            24 de Junho de 2016