A Consciência do Valor

Detalhes de pensamento ativo

A Consciência que vos vou falar é mais que o simples estado desperto do nosso dia-a-dia. É ‘matéria’ abordada, debatida e explicada por diferentes disciplinas do saber: Neurociências, Psicologia, Filosofia, Ciências da Vida, etc. É uma multidimensão do Homem na sua interação vital em Sociedade.

Estamos a falar de uma aptidão exclusiva do Ser Humano, na sua dimensão mais nobre e superior, capaz de nos conduzir ao esclarecimento de fenómenos complexos e ao Futuro provável, dada a capacidade de inter-relação disciplinar, multidimensional, de foco e concentração que a nossa mente é capaz.

É a capacidade de construir níveis mais elevados de integração do conhecimento, das crenças, das sensações, das percepções e dos sentimentos na nossa mente, apesar de possuirmos uma dimensão inconsciente. Esta característica plural torna-nos únicos entre biliões de Seres. Por outro lado, esta nossa Consciência além de tornar, cada um de nós, em Seres únicos, transforma-nos em Seres Superiores. Mas saberemos nós usar essa nossa capacidade superior em prol do bem comum?

No entanto, cada EU único tem ainda a capacidade de agregar a dimensão do coletivo e contribuir para uma Consciência Coletiva, igualmente multifacetada.

É aqui, que os Valores intrínsecos do Ser Humano (Valores Humanos) entram para nos ajudar a tornar coerente e digna da nossa espécie, esta nova dimensão do Coletivo.

Apesar desta dimensão da Consciência, o Homem (dadas as circunstâncias que o envolvem) ainda é impelido a fazer, executar, realizar algo diferente que não está inteiramente de acordo com a sua consciência. Ou seja, o ‘ritmo’ da Sociedade tem uma influência mais ou menos nefasta sobre a consciência do indivíduo. O Indivíduo e a Sociedade nem sempre estão em harmonia. A ética ajuda-nos a equilibrar esta nossa multidimensão. Para tal temos de nos ‘desligar’ dos interesses pessoais para nos focarmos nos do bem comum.

“When the wrong man uses the right means, the right means works in the wrong way”“Quando o homem errado usa os meios certos, os meios certos funcionam da maneira errada” – Antigo Provérbio Chinês (mencionado por Alan Watts num vídeo em que nos ‘fala sobre o que está  errado no mundo’https://www.youtube.com/watch?v=ua_GATO13fc).

A Educação, é o universo do saber que nos transforma em Seres capazes e socialmente hábeis em resolver a complexidade do mundo Global.

O Homem, mesmo sabendo que pode dar errado (ou, que tem a probabilidade de dar errado) é capaz de arriscar a vida, a reputação, o Futuro da Sociedade, para executar (muitas vezes ‘sem pestanejar’) algo que está desajustado do bem  comum.

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Quantas e quantas vezes o tempo, o dinheiro, a ignorância, as influências negativas (indiferença, arrogância, etc.), os interesses pessoais e/ou a falta de ética, contribuem para prejudicar decisivamente o funcionamento harmonioso da Sociedade Global.

“Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que eu optei por me tornar” – Carl Jung.

Queremos sempre mais e melhor, sobretudo, das ‘substâncias’ mais efémeras, para consolidar um Futuro sem Valor nem dignidade. Desprezamos a inovação no perene e equilibrado para nos deleitarmos com o imediato volátil e o prazer de uma auto-satisfação vazia de sentido de Valor. Quando aprenderemos, que a Humanidade é o Valor maior que deveríamos preservar, acarinhar, valorizar, desenvolver, porque é nela que está o nosso Futuro!

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Quando seremos capazes de dar Valor a um EU que está bem focado e preparado para um NÓS superior e digno de Seres Humanos?

Alfredo Sá Almeida.                                                                              15 de Maio de 2020

Caminho longo e difícil!

Quem o pretende percorrer?

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Hoje, numa noite de pandemia, dei comigo a refletir sobre as utopias(?) que escrevo relacionadas com o Valor Humano, uma mudança sustentada do Paradigma da Sociedade Global, a transformação do Homem em Ser Humano, a difusão generalizada/globalizada do Humanismo e dos Valores Humanos.

Ah! Como eu gostaria que o Mundo pudesse abandonar a violência e relegá-la para o esquecimento! E, se a Paz fosse uma constante dinâmica da Vida, como seria o Futuro da Humanidade?

Ah! Mas será possível, algum dia, o Homem conseguir reduzir os seus vícios a uma ínfima expressão? Ah! Como eu gostaria de viver 300 anos de uma vida plena a desbravar o conhecimento, a consciência e o Valor Humano! Mas eu acabei de renascer para a Filosofia, ‘só sei que nada sei’! Como poderei percorrer um caminho tão longo e difícil? Só se for pela aprendizagem constante ao longo da Vida!

Ah! E o dinheiro? Esse elemento vil da Sociedade que escraviza todo o mundo! Será alguma vez possível substituí-lo pelo Valor Humano? Mas então, não serão as atitudes e comportamentos Humanos, desviantes e tóxicos, os destruidores da Consciência Coletiva e do Bem Comum da Sociedade Global?

Não, não me esqueci da Educação! Gostaria que a prática fosse bem distinta da atual! Toda Pública e de muita qualidade para TODOS, onde a Vida, o Valor, a Biodiversidade, a sustentabilidade da Biosfera fosse bem integrada na consciência Humana e o relacionamento em Sociedade fosse saudável e construtivo. Onde a Liberdade contribuísse para a construção do Bem Comum.

E, o Poder? Ah! Esse deverá ser democrático, sempre! O mais possível participativo e com consciência de Cidadãos do Mundo. E, conseguir persuadir as Pessoas por este caminho?

Pois bem, eu gostaria de conseguir transformar o Mundo de modo a TUDO isto poder acontecer, e, ser possível vivermos condignamente nesta dimensão dinâmica e vasta como o Universo.

Caminho difícil este, que escolhi por sentimento e vontade! E longo, também!

Mas enquanto a minha mente o conseguir percorrer eu vou percorrê-lo! Poderei, eventualmente, tropeçar nalguma ‘pedra’, mas espero não me ‘aleijar’ na queda. Quero percorrê-lo porque vale a pena! Porque o resultado seria um Mundo MELHOR para TODOS. Será que terei quem me queira acompanhar? Não importa a quantidade, mas a Qualidade de quem me acompanha. Uma Qualidade capaz de congregar outras mentes num Futuro Coletivo digno da nossa espécie.

Como conseguir integrar na mente do Homem um ‘gene’, um conectoma, uma ‘alma’ sonhadora com um Futuro de uma prosperidade que satisfaça toda a Biodiversidade? Onde cada EU acredita nas suas capacidades para construir um Valor que estará bem integrado na Sociedade Global.

Nos dias que correm, quase ninguém quer percorrer caminhos difíceis, preferem caminhos ‘limpos’, bem traçados, matematicamente delineados, virtuais se possível. Na atual realidade, a normalidade tem muitos adeptos, tem muitos seguidores, querem todos um AGORA expressivo e lucrativo. No pós-pandemia, todo o mundo quer recuperar o contacto Humano, mas não para mudar o sistema, o paradigma que escraviza o Homem à condição de ‘robot’ de uma Sociedade vazia de Futuro. O contacto Humano é apenas considerado um ‘escape’ temporário da condição de ‘robot’. O Amor é banalizado e não pleno, nem incondicional. ENFIM UM MUNDO CHATO E TRISTE! Onde todo o mundo reclama, se deprime e se ‘funde’ numa amálgama estéril!

Quero ser um Explicador de Valores Humanos e da Filosofia Humanista projetada no Futuro da Humanidade.

Quero viver muito e bem, com muito Amor, onde as Pessoas sejam dignas da sua condição de Ser Humano.

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Quero poder dizer, como John Forbes Nash Jr. (Prémio Nobel de Ciências Económicas de 1994) no discurso ao aceitar o seu Prémio Nobel – “É somente nas misteriosas equações do amor que qualquer lógica ou razão pode ser encontrada”, dirigindo o olhar a sua mulher Alicia“Você é a razão de eu estar aqui hoje, você é a razão de eu existir, você é todas as minhas razões.” (*)

Alfredo Sá Almeida                                                                                9 de Maio de 2020

(*) Observação: Dedico este texto à minha querida Companheira de percurso vital, Angela Maria Figueiredo Alem.

Vírus vs Liberdade

Um vírus que nos está a obrigar a refletir sobre o conceito de Liberdade.

Esta pandemia de covid-19 desencadeou um conjunto de ações de saúde pública que nos obrigou a ‘confinar’ (encerrar ou encerrar-se dentro de certos limites) o atual conceito Liberdade.

O confinamento em casa provocou alterações significativas na vida das Pessoas. Acabaram (temporariamente): os cumprimentos físicos (aperto de mão; beijo; abraço; etc.), os convívios com muitas Pessoas, os espetáculos artísticos e desportivos, as visitas a familiares e muitas outras exaltações sociais, típicas de um são convívio em Sociedade. Obriga-nos a usar mais uma peça de vestuário – a máscara (1). Por outro lado, permitiu que os transportes públicos não transportem Passageiros como ‘sardinhas em lata’, o que evita muito stress. Enfim, um conjunto de situações que limitam a nossa Liberdade diária de ‘movimentos’ de cariz social. Uma nova EVIDÊNCIA SOCIAL.

Muitos questionam se deveríamos ceder em tantas limitações à Liberdade, por uma questão de saúde pública? A resposta parece-me EVIDENTESem Vida saudável não existe a Liberdade que gostamos de ter!

A Liberdade e a Vida estão indissociavelmente ligadas!

Por esse facto aceitamos tranquila, racional e temporariamente as referidas limitações. Mas é neste intervalo temporal que o conceito de Liberdade, tão fundamental para todos Nós, deverá ser objecto de uma boa reflexão.

Vejamos, uma vantagem importante que este fenómeno pandémico tem, está relacionado com um aumento do dever de Consciência Coletiva Global. Compreendemos bem que este esforço nos ajudará a TODOS a sobreviver saudavelmente e a reganhar a nossa Liberdade. Mas existe outra vantagem, o provável aumento de Valores Humanos importantes à Vida em Sociedade: a Empatia, a Solidariedade, a Compaixão, o Altruísmo, etc. Exemplos da prática destes Valores Humanos sobressaem naturalmente desta crise pandémica, por TODO O MUNDO. Estamos a revelar-nos como Seres Humanos de Valor a nível Global.

Este facto pode parecer pouco importante para algumas Pessoas, mas revelar-se-á fundamental no Futuro na Sociedade Global. Infelizmente ainda existem muitas que não querem saber destes ‘pormaiores’  para nada. Pretendem apenas voltar à normalidade anterior e a poderem usufruir da sua Liberdade sem limites.

Mas será que existe Liberdade sem limites? Será que cada um de Nós pode fazer o que quiser sem uma preocupação com o Outro? A Vida saudável em Sociedade diz-nos que NÃO!

É neste momento que o conceito de Liberdade, que se encontra em vigor pelas várias Sociedades isoladamente, deve começar a ser ajustado à realidade do Futuro da Sociedade a nível Global.

Quanta iniquidade entre Países, Pessoas, Instituições, conceitos Educacionais e Vivências! Por quê e para quê? O que nos conduz a ‘produzir’ tanta pobreza, tristeza, escravidão, violência, etc. por esse Mundo afora? Chamamos a isto LIBERDADE?

O que para nós é mais importante? Uma Liberdade para aumentarmos os nossos conhecimentos, as nossas convivências saudáveis, a nossa vida desejada em Sociedade? Ou, possuirmos uma Vida desregrada que nos faz mal à saúde física e mental?

Queremos dominar TUDO e TODOS pelo nosso conceito de Liberdade? Queremos convencer quem? Queremos que o nosso conceito de Liberdade seja tão amplo que possa albergar instantaneamente a iniquidade existente? Nem uma ganância, arrogância e prepotência desmedidas conseguem explicar tanta enormidade. Lembrem-se que a Liberdade e a Vida estão indissociavelmente ligadas.

Continuamos a não desenvolver globalmente uma Educação em Valores Humanos, que nos ajudaria significativamente a integrar o conceito Liberdade nos outros Valores, que tanto necessitamos como espécie inteligente com tendências Globais e a um Futuro Coletivo digno de Seres Humanos.

Vamos querer voltar à NORMALIDADE?

Alfredo Sá Almeida                                                                                4 de Maio de 2020

Nota (1): ‘A máscara’ – Os meus caros Leitores estão seguramente lembrados dos tempos em que na Europa Ocidental e outros Países por esse mundo fora, proibiram o uso de burka e véu Islâmico por questões muito preconceituosas. Pois bem, agora que têm (por obrigação) usar o rosto tapado com uma máscara cirúrgica, espero que não se sintam frustrados por eventualmente terem ‘embarcado’, com a vossa Liberdade, nos argumentos preconceituosos do passado. 

Cidadania Global – Um Valor em desenvolvimento

ONEWORLD

Ser Cidadão do Mundo é uma responsabilidade e um Valor Humano que está associado a muita empatia, solidariedade, altruísmo e a muitos outros Valores que contribuem decisivamente para o Bem Comum.

Se, ser Cidadão de um País já representa uma Consciência de dimensão coletiva que conduz a uma dinâmica positiva para o desenvolvimento, ser Cidadão Global constitui o universo máximo da Consciência Coletiva, contribuindo para o Bem Comum de TODO o Mundo.

Felizmente, é nesta dimensão que encontramos cada dia mais Pessoas dispostas a desenvolver uma solução Global para os problemas do mundo. A meu ver, é assim que deve ser. Se a Comunicação Social se transformou em Global, recebendo e difundindo informações de e para os ‘quatro cantos do mundo’, torna-se mais fácil ganhar os conhecimentos e a dimensão envolvente que contribuem para a nossa Consciência Coletiva.

Deste modo, estaremos melhor preparados para os desafios do Futuro e para a consolidação dos Valores Humanos a nível Global.

Sim, podemos ter centenas de realidades culturais, diferentes estilos de vida e sensibilidades espirituais, mas somos TODOS ‘filhos’ do mesmo Planeta e do mesmo Paradigma que está a gerar este desenvolvimento desequilibrado. Ainda nos vemos, uns aos outros, com um espírito muito competitivo e desconfiado, mais preconceituoso e pouco colaborativo, mas quando as catástrofes acontecem sabemos que a competitividade, o preconceito, a desconfiança e a indiferença não servem de nada, a não ser para atrapalhar a resolução efetiva dos problemas. No fundo, os Valores Humanos são universais apesar de cada cultura tentar dar-lhes uma ‘cosmética’ e um contexto distintos.

Assim como a música é uma expressão cultural universal, o Amor, a Empatia, o Altruísmo, a Solidariedade, a Compaixão, etc. são sentidos do mesmo modo por TODOS NÓS. Estar a contrariar esta realidade intrínseca do nosso SER é desumano e apenas contribui para o desentendimento Global em que estamos mergulhados.

Se o desentendimento em si não constitui um elemento tão negativo, pois pode ajudar a esclarecer os propósitos, já a falta de empatia, solidariedade e altruísmo podem constituir um problema grave nesse desentendimento.

Como podemos comprovar não são as Artes que produzem grandes cisões na Sociedade Global. O mesmo se passa com as questões de natureza Científica, apesar de algumas divergências teóricas, o método é o mesmo. São sobretudo o modo e a prática de muitas das questões económicas e financeiras que provocam as grandes divisões na Vida das Pessoas.

Se se tornou possível globalizar o dinheiro e os vícios, também será possível globalizar os Valores Humanos.

Todos nós sabemos que uma Educação inclusiva e de qualidade é o elemento primordial, conjuntamente com os bons exemplos e a ética, para o desenvolvimento desses Valores. Portanto, impedir ou escamotear o desenvolvimento e a prática de processos Educativos Públicos, no sentido de melhorar a nossa qualidade de Seres Humanos, são atitudes abusivas e indignas do Homem.

Reconheço que estratégica e mentalmente seja muito mais fácil globalizar o dinheiro e os vícios, mas utilizar a liberdade de atitudes e comportamentos como um ‘cavalo de batalha’ para impedir a globalização dos Valores Humanos afigura-se-me arrogante e de um pretensiosismo castrador.

A Liberdade em Sociedade, por si só, desenquadrada do restante conjunto de Valores não acrescenta ao Homem uma dimensão de Ser Humano, podendo até ser prejudicial ao seu desenvolvimento digno.

Portanto, meus caros Leitores, o fenómeno da Globalização apesar de complexo, requer muito foco no Ser Humano e na nossa vida em Sociedade.

Alfredo Sá Almeida.                                                                                20 de Abril de 2020

Voltar à Normalidade?

Crise da pandemia

Mas qual Normalidade? Aquela realidade que temos vivido nos últimos anos, por esse mundo afora? À fome pelo mundo? À guerra? À intransigência e intolerância dos Homens? À falta de Educação e de Valores Humanos crescente? Ou à realidade do dinheiro e das finanças?

NÃO! Essa realidade eu não quero mais! Quero MELHOR para TODOS! Não quero VOLTAR, quero PARTIR para um caminho NOVO, como o vírus que causou esta paragem.

Quero uma Normalidade onde o Amor impere.

A reflexão profunda sobre determinados acontecimentos é que é NORMAL à mente Humana, quando paramos. Sobretudo quando não estamos preparados para o Futuro. Qual? O nosso! Como Seres Humanos Conscientes, Conhecedores, Inovadores, Criativos, Inspiradores, Inteligentes,  Educados e de Valor.

Pois bem, se não estávamos preparados para o que aconteceu é porque essa Normalidade não presta, vamos ter de construir uma nova.

Verifico com muita tristeza, a existência de muita gente a querer voltar à normalidade, àquela em que tudo corre mal porque andamos depressa demais e não temos tempo para pensar convenientemente no rumo que tomamos. Aos impulsos irracionais de uma espécie sem rumo e sem Futuro.

Para quê voltar à Normalidade? É preferível ficar mais tempo a refletir sobre a nossa Vida, a nossa Existência e o nosso Futuro. Assim como as crianças e jovens vão ter ensino à distância, muitos adultos também o deveriam ter e com trabalhos práticos e relatórios para apresentar, obrigando-os a consolidar o caminho do Homem em direção ao Futuro do Ser Humano.

Hora de ponta 1

Vamos querer voltar à normalidade muito mal preparados para caminhar pelos mesmos caminhos, como até aqui? Seguindo os exemplos de Líderes Políticos de grandes Países como os Estados Unidos da América do Norte ou o Brasil? Nem pensar! Esses não valem a pena seguir! Aqueles que valorizam uma economia desprovida de Humanismo em detrimento da Vida? ‘No way’!

Se estamos mais instruídos, temos obrigação de fazer melhor e não voltar atrás. Temos obrigação de aprender com os erros cometidos e construir um melhor caminho, em Paz e segurança para TODOS, com melhor Saúde e melhor Educação. Sobretudo uma Educação que não divida mas multiplique os Valores Humanos a nível Global. Essa sim será uma Normalidade que valerá a pena viver.

Giant traffic jam

Falamos numa Normalidade de Vida que representa um grupo de rotinas, muitas delas ritmadas com outros elementos da Sociedade, mas que não acrescentam Consciência Coletiva. Podem estar coletivamente no mesmo local, vislumbrando o mesmo acontecimento, mas representam apenas uma soma de Consciências individuais pouco ritmadas com sentido da Vida. É uma Normalidade sem convivência nem partilha de Valores. São apenas individualidades, que são incapazes de se colocar de acordo com a Vida e o seu sentido em direção ao Futuro da Humanidade.

Para mim a normalidade seria esse caminho partilhado e enriquecido onde o Coletivo ganharia a Consciência da Humanidade.

Sigamos então em frente pelo MELHOR CAMINHO PARA TODOS, COM A CONSCIÊNCIA DE CADA UM DE NÓS NO COLETIVO.

Alfredo Sá Almeida.                                                                                16 de Abril de 2020

Opinião/Comentário – A consciência sobre esta pandemia

O Mundo está a assistir estupefacto á falta de consciência coletiva de líderes políticos de Países que se dizem desenvolvidos.

Os Políticos e Financeiros deste mundo não deveriam menosprezar a dinâmica dos vírus.

Vejamos o que acontece se menosprezarmos a dinâmica do Covid-19! (https://www.youtube.com/watch?v=n4no04822NQ)

Death counts of epidemics by

Perante esta informação a Holanda (Países Baixos) deveria ter uma maior consideração e respeito pelos seus Cidadãos, senão vejamos:

– À data de Hoje (27 de Março de 2020) os Países Baixos têm 8603 Pessoas infectadas; 546 Mortes e apenas 3 Pessoas recuperadas.

Significa que poderiam ter salvo muito mais Pessoas do que na realidade aconteceu.

Outro exemplo, não menos importante, é o caso Brasileiro.

(https://www.sapo.pt/noticias/internacional/governador-de-sao-paulo-ataca-bolsonaro-e_5e7e6c171a16c91991bb2192)

– À data de Hoje (27 de Março de 2020) o Brasil tem 3417 Pessoas infectadas; 92 Mortes e apenas 6 Pessoas recuperadas. Há muito para prevenir!

No caso Português, à data de Hoje (27 de Março de 2020) tem 4628 Pessoas infectadas; 76 Mortes e 43 Pessoas recuperadas.

Conclusão, o Presidente do Estado de São Paulo tem TODA a razão quando afirma:

“”A política que mata pessoas, não salva a economia”, defendeu o governador de São Paulo, aconselhando os cidadãos a verificarem as recentes declarações do governante de Milão, Giuseppe Sala, que se mostrou arrependido por ter estimulado moradores da cidade a continuarem as atividades económicas e sociais durante a pandemia.

“Será que em São Paulo, e em outros estados do nosso país, vamos precisar enterrar 4.500 pessoas para ter a certeza de que o convite para irem às ruas, para fazerem o que não devem fazer, é um erro?”, acrescentou o governador.

Na terça-feira, Jair Bolsonaro gerou polémica junto da classe médica e política do Brasil ao pedir às autoridades estaduais e municipais a reabertura de escolas e comércio, e o fim do “confinamento em massa”, de forma a evitar uma eventual “onda de desemprego”.

Após ter-se oposto às declarações de Bolsonaro, João Doria sofreu ameaças de morte, tendo apresentado queixa na polícia.”

No caso dos Estados Unidos da América nem vale a pena falar, pois tornaram-se nos campeões de Pessoas infectadas – 98080; 1513 Mortes e 1868 Pessoas recuperadas. A sua ação tardia conseguiu o inimaginável – ultrapassar a China na infeção do Covid-19.

COVID-19 may become the

Afinal o desenvolvimento tecnológico não está a salvar as Pessoas! São muito bons a vender armas mas fracos a salvar Pessoas!

Projection based on

Não brinquem com a dinâmica dos vírus que vão perder a GUERRA!

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Alfredo Sá Almeida                                                                          27 de Março de 2020

Os vírus e a Vida – A aprendizagem constante ao longo da Vida.

E. Coli. (bactéria) nm = nanômetro.

O Mundo está perante um desafio enorme devido a uma ‘coisa’, que chamam vírus, e que se tornou em pandemia.

Vou explicar a razão porque chamo ‘coisa’ a um vírus. Primeiro que tudo, entre a comunidade científica os vírus não são unanimemente considerados ou classificados como Seres Vivos. A razão para esta divergência prende-se com o seguinte:

(https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/os-virus-sao-seres-vivos.htm)

1) Alguns pesquisadores afirmam que os vírus são organismos que não devem ser considerados seres vivos. Para sustentar essa ideia, as principais afirmações feitas são:

  • Os vírus não possuem células (acelulares), a unidade estrutural e funcional dos seres vivos. Essa característica contraria a Teoria Celular, que diz que todos os seres vivos são formados por células. Assim sendo, por não possuírem células, muitos afirmam que vírus não são seres vivos;
  • Os vírus não apresentam potencial bioquímico que possibilita a produção de energia metabólica. Assim sendo, os vírus não são capazes de respirar e alimentar-se, por exemplo;
  • Os vírus só são capazes de se reproduzir no interior de outra célula. Por essa razão, dizemos que eles são parasitas intracelulares obrigatórios.”

No entanto, para alguns pesquisadores são considerados como seres vivos:

      2) Os vírus realizam algumas atividades consideravelmente complexas. Eles são capazes, por exemplo, de “enganar” nosso sistema imunológico e causar doenças, atividade complexa para um ser sem vida, não é mesmo?

Muitos pesquisadores afirmam que os vírus devem ser, sim, considerados seres vivos. Para isso, eles utilizam algumas características desses seres para sustentar essa afirmação. Essas características são:

    • Presença de material genético: RNA e/ou DNA. A presença desse material indica que esses organismos são capazes de transmitir suas características aos seus descendentes;
    • Os vírus apresentam capacidade de evolução, ou seja, sofrem alterações ao longo do tempo, uma característica importante, uma vez que admitimos que os seres vivos mais bem adaptados sobrevivem no meio.”

Eu, como bioquímico, não dou crédito a uma ‘coisa’ que não se relaciona entre si, não é uma célula, não respira, não possui sistema metabólico energético, apenas é capaz de se ‘copiar’ (nem posso chamar de reproduzir) como parasita intracelular obrigatório (“Fora do ambiente intracelular, os vírus são inertes.” – Wikipédia) e matar o hospedeiro.

Pois bem, o Homem também se tornou numa pandemia da nossa Biosfera, ao longo dos milénios, mas é um Ser Vivo superior. O que o torna superior aos outros Seres Vivos é o facto de ter um cérebro evoluído e uma mente consciente, conhecedora e capaz de dominar os vírus (e não só).

É a nossa mente que faz TODA a diferença nesta ‘mega equação’ a que chamamos Vida e a que nem sempre damos o devido Valor.

A nossa mente tem uma capacidade enorme de aprendizagem, de correlacionar o conhecimento, de o integrar e de lhe dar um Valor. Por outro lado, os Valores Humanos foram acrescentados ao longo da nossa evolução dando um sentido superior à nossa vida. Temos de ter em consideração que Metafisicamente, a vida é um processo contínuo de relacionamentos” – Wikipédia. Nesta matéria de relacionamentos o Homem ainda não se tornou um mestre.

Ora um vírus só tem um sentido ‘vazio’ – MATAR. Esta é a característica essencial dos vírus: – copiam-se dentro das células, aos milhares, até rebentarem com as células onde se copiaram e continuam o seu caminho do mesmo modo, até serem travados pelo sistema imunológico, por um medicamento anti-viral, ou pela morte do hospedeiro. Ou seja, um vírus é uma ‘coisa’ anti-vida.

Quantas vezes o Homem na sua caminhada pela vida foi capaz de se comportar como um vírus!

Ainda hoje, fui confrontado com a notícia de um teste experimental de um míssil hipersónico capaz de atingir cinco vezes a velocidade do som e chegar mais rápido ao ‘objetivo’ para matar o inimigo humano.

Enfim, o Homem ainda não aprendeu o suficiente para dar o devido respeito pela VIDA. Nem mesmo com aquilo que esta pandemia nos está a provocar. Estamos confinados a ficar em casa, limitados ou condicionados e devemos reduzir os nossos relacionamentos pessoais, por causa de uma ‘coisa’, um vírus.

No entanto, se soubermos ser inteligentes, aproveitarmos a sabedoria adquirida, valorizarmos a Vida e soubermos tirar partido daquilo que o vírus destruiu (Pessoas, relacionamentos, economia, empresas, postos de trabalho, etc.), talvez nos ajude a construir uma Consciência Coletiva e a mudarmos, transformarmos ou reformarmos a convivência em sociedade, corrigindo, construindo ou criando os elos de ligação entre Humanos que nos atrevemos a destruir ao longo dos tempos.

Nesta crise pandémica, os Líderes e os Homens do Poder souberam injectar dinheiro em toda a estrutura da Sociedade, como se o dinheiro fosse um elemento vital para o futuro do Ser Humano. Dando o exemplo de que o dinheiro não é problema.

Saberemos nós injectar Valores Humanos em TODAS as estruturas da Sociedade e revitalizar a construção de um Futuro digno de Seres Vivos e Humanos de Valor?

Por favor, meu caro Leitor não se torne num vírus!

Alfredo Sá Almeida.                                                        21 de Março de 2020

Chega! Consumam, descartem, poluam! O clima que se dane!

Alterações climáticas

Pelo que me é dado observar e verificar, as Pessoas gostam de extremismos e comportam-se como ‘meninos mimados’ perante as circunstâncias fulcrais da nossa vida civilizacional.

Considero que as novas gerações andam á deriva por falta de orientações pedagógicas que as levem a descobrir dois referenciais importantes e essenciais na nossa vida em Sociedade: o Bem-comum e a Consciência Coletiva.

Uns dirão, isso são coisas de ‘gente de esquerda’, de ‘comunistas retardados’! Esquecem-se que a Humanidade não tem esquerda nem direita, tem a direção e o sentido que os dois referenciais que mencionei indicarem como sendo os melhores para nós.

Os meus caros Leitores perguntar-se-ão por que razão eu escolhi um título tão extremista?

Vem isto a propósito de um artigo de uma revista, Visão, (https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2020-02-29-esta-e-naomi-a-anti-greta/) “Esta é Naomi, a anti-Greta”. “Também é adolescente, loira e europeia. Mas esta ativista de 19 anos está do outro lado da barricada, a defender que o discurso vigente sobre as alterações climáticas procura apenas provocar a histeria coletiva”.

Verifico que existem jovens que se prestam a esta exposição mediática porque ‘julgam’ (esta é a palavra correta) que a opinião delas é a mais adequada à Sociedade em que vivemos. Então, temos esta espécie de combate ideológico (?) para consolar uma ‘turma’ em solidão existencial.

Se não vejamos: “Esta semana, a autodenominada “cética climática” deverá fazer mesmo as honras da casa na Conferência de Ação Política Conservadora, perto de Washington. Ali se espera que repita coisas como “o alarmismo da mudança climática é, em sua essência, uma ideologia desprezivelmente anti-humana”.

Enfim, serve aqueles propósitos que nós sabemos, completamente desenraizados da realidade Humana.

Num outro artigo de opinião publicado em Dezembro de 2019 na mesma revista “A Greta da nossa vergonha” (https://visao.sapo.pt/opiniao/2019-12-05-a-greta-da-nossa-vergonha/) a Diretora da revista em causa, Mafalda Anjos, transmite-nos a sua opinião sobre este tema: “Greta (Greta Thunberg) incomoda porque nos recorda a nossa vergonha, a nossa inércia, o nosso conformismo. E isso mói na consciência de quem prefere ficar sentado a criticar nas redes do que mexer uma palha em prol do bem comum.”

Numa frase disse tudo o que há para dizer sobre nesta matéria. Mas como a nossa juventude ‘adora’ o ‘carrocel mediático’, pois fazem tudo para construir uma opinião que nunca será pública porque não tem estrutura para tal. Infelizmente, não é só a Juventude que adora o ‘carrocel mediático’, os média adoram explorar (estilo telenovela de grande consumo) quem se presta a entrar nele.

Nos meus textos tenho abordado os temas da indiferença, da arrogância, da prepotência, da ausência de Valores Humanos na Sociedade, mas também, os temas da Inteligência e Consciência Coletivas, do Bem-comum, do Futuro Coletivo e muitos outros que considero importantes e urgentes que as Pessoa interiorizem e ganhem Consciência que os Seres Humanos não são NADA uns sem os outros. E, que não compensa andarmos a construir divisões onde deveria haver concordância inteligente pelo Bem-comum.

Estas matérias da alteração climática global, não são questões ideológicas são factos científicos que devem ser debatidos com Inteligência, com base na Ciência dos factos e abstenção emotiva e ideológica, para não provocarem ruído na construção do Futuro.

Meus caros Leitores, desejo-vos uma excelente reflexão na construção do Bem-comum.

Alfredo Sá Almeida                                                                               29 de Fevereiro de 2020

A Escola e o Futuro

Escola e Futuro

“Justiça climática Já!”, “Não te cales!”, “Todos juntos por um futuro melhor” ou “A Terra esgotou a paciência e nós também”, foram algumas das frases que se puderam ler nos cartazes empunhados pelos manifestantes, enquanto se ouvia, “Senhor ministro explique-me por favor, porque é que no inverno ainda faz calor!”” (https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/clima-trezentas-pessoas-marcharam-pelo-planeta-em-faro)

Ninguém tem dúvidas que os jovens de hoje são o Futuro.

Recentemente, estes jovens despertaram com fervor para as questões problemáticas do nosso Ambiente, da Sustentabilidade e das mudanças urgentes que têm de ser implementadas para podermos ter um Futuro melhor. Esse despertar foi desencadeado por Greta Thunberg, uma jovem Sueca que possui uma Consciência Ambiental notável e que se exprime de forma brilhante e emotiva perante grandes assembleias de adultos ou jovens. (https://www.dnoticias.pt/mundo/greta-thunberg-desafia-lideres-mundiais-a-fazerem-mais-pelo-ambiente-JK5268038)

Greta Thunberg

A questão principal aqui prende-se com a URGÊNCIA de medidas que contribuam para melhorar significativamente a sustentabilidade da Vida Humana em equilíbrio com a Biosfera. Isto porque somos nós a causa de TODOS os desequilíbrios.

São muitas as mudanças efetivas necessárias para que possamos afirmar que não estamos a colocar em risco o Futuro do equilíbrio dinâmico ambiental. São mudanças de natureza industrial, de hábitos de consumo, da essência da economia e do sistema financeiro, e sobretudo, do sistema Educativo institucionalizado.

Nós já sabíamos que existia um fosso muito grande entre o que se ensina nas Escolas e a preparação dos jovens para o Futuro. Sabíamos, mas acomodámos-nos. Sabíamos, mas estávamos conformados, porque estamos dependentes do modo como nos ensinaram em crianças e jovens. Sabemos, mas não somos capazes de nos por de acordo com a construção do Futuro Coletivo. Sobretudo, quem detém o PODER não pretende perder os privilégios que acumulou ao longo dos anos. Mesmo que esses privilégios tenham sido obtidos com regras de mercado que contribuíram para uma degradação significativa da nossa sustentabilidade ambiental.

Chegámos a um ponto da nossa história Coletiva e Global em que é fundamental que se produzam mudanças profundas na Sociedade e na Consciência Coletiva dos Cidadãos para que se obtenham resultados efetivos para a melhoria no nosso Futuro Coletivo.

Ora, essas mudanças têm obrigatoriamente de passar pelo processo Educativo Escolar a nível Global, incluindo o Universitário. Não é por acaso que se chama UNIVERSIDADE. É para que a universalidade dos nossos conhecimentos contribua para uma Consciência UNIVERSAL. Sem ela, vamos ficar ‘fritos’.

É aqui que os jovens de hoje, despertados por Greta Thunberg, têm toda a razão: “Para quê ir à Escola se não temos Futuro”. É um facto que a Escola não lhes faculta o conhecimento, a aprendizagem de novos hábitos e uma Consciência de Cidadania Global, nem a abertura de espírito para construírem um mundo melhor.

Mas a aprendizagem não pode ficar apenas pelos jovens. TODOS nós temos de passar por um processo formativo, para aprendermos tudo aquilo que não nos ensinaram e que marcou a nossa Consciência pouco coletiva ou globalizada.

É um desafio que devemos encarar como muito sério e que requer da classe Política e de todas as Instituições Governamentais e não Governamentais um empenho efetivo para caminharmos no melhor sentido.

Muitos destes jovens tornaram-se mais eficientes na construção de uma Consciência Coletiva, que tudo aquilo que tenho vindo a escrever neste Blog, sobre o Ser Humano, o Futuro Coletivo, a Sustentabilidade da Biosfera e o Valor Humano.

Parabéns a todos os Jovens que lutam pacificamente pelo Ambiente e que nos despertam para uma realidade que tem de deixar de existir, sob pena de deixarmos de ter um Planeta que possa conter Vida diversificada.

Alfredo Sá Almeida                                                                              28 de Setembro de 2019

Cidadãos do Mundo, demonstremos a nossa Consciência Coletiva!

Cidadão do Mundo

Meus caros Leitores, este é o meu grito de alerta a Todos os Cidadãos do Mundo, conscientes dos problemas ambientais e climáticos graves provocados pelo Homem e preocupados com as probabilidades mencionadas pela comunidade científica mundial.

“Cientistas avisam que o aquecimento global pode pôr em causa a sobrevivência humana já em 2050”

(http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2019-06-04-Cientistas-avisam-que-o-aquecimento-global-pode-por-em-causa-a-sobrevivencia-humana-ja-em-2050) Revista Visão 4/6/2019.

Cidadão do Mundo - Sócrates

“Ser cidadão do mundo é não ter fronteiras dentro de si. É ser um, com o mundo, e o mundo estar um, em ti. É romper os obstáculos de línguas, culturas, raças e etnias. Para ser verdadeiramente cidadão do mundo, disse-me o filósofo, era preciso sentir-se em casa. Estar em casa não aqui, nem ali, mas em toda e qualquer parte do mundo.”Sócrates (https://www.publico.pt/2018/06/08/p3/cronica/ser-cidadao-do-mundo-1834969) Artigo de opinião de Pedro Sampaio Minassa (8/6/2018).

Sigamos o exemplo deste Estudante de Direito quando ele afirma: “Ser cidadão do mundo é a liberdade consciente, é o elemento fundamental da nova onda de cidadania global, que consiste em ser-se semente e não árvore. Sentir-se bem onde estiver e por onde for porque, se o mundo é uma casa, em nada comum, é, em tudo, comunitária.”

Pois bem, meus caros Leitores, o problema é muito grave, muito sério e requer ações concretas imediatas por parte de TODOS os Cidadãos.

Vocês vêm os Líderes mundiais preocupados, ou mesmo, com uma agenda política tentando congregar esforços para encontrar soluções viáveis para serem implementadas no curto prazo?

Eu, sinceramente, não os vejo preocupados! Assisto ao contrassenso de os ver preocupados com a Guerra (seja comercial ou bélica) e com as estratégias de guerra e de intimidação mútua. Preocupados com os Cidadãos? Não! Estou convicto que não querem saber do nós. Bem podemos morrer ‘fritos’ ou em guerra que para eles é igual, eles estarão sempre a salvo!

Somos nós, que conjuntamente à comunidade científica devemos agir, delinear estratégias, traçar rumos e desenvolver ações concertadas para congregar o maior número de Cidadãos do Mundo, com base nos ensinamentos científicos, possuirmos a Força da Razão que irá mudar o mundo. Se houver Líderes políticos que nos queiram seguir, tanto melhor. Se não, não fazem falta nenhuma. Aliás, o espírito da Democracia é esse (regime político em que a soberania é exercida pelo povo). E o Povo é soberano!

Ora o que nos diz a comunidade Científica: “Uma equipa de investigadores australianos tentou prever o cenário resultante das alterações climáticas, a médio prazo, e os resultados não são nada animadores”. Neste artigo da Revista Visão (http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2019-06-04-Cientistas-avisam-que-o-aquecimento-global-pode-por-em-causa-a-sobrevivencia-humana-ja-em-2050) que transcreve os resultados do Centro Nacional Para a Restauração do Clima Australiano, somos alertados para as consequências da ação do Homem sobre as alterações climáticas.

“Com base nas investigações científicas realizadas até ao momento, qual seria o cenário em 2050. Os resultados estimam que o planeta esteja sob o efeito de um calor extremo que ameaçará a sobrevivência humana, que vários ecossistemas colapsem, milhares de pessoas tenham de ser deslocadas deixando algumas das cidades mais populosas do mundo praticamente abandonadas, e que a produção de alimento e reservas de água baixem drasticamente.

Para Chris Barrie, autor do estudo e ex-diretor do Departamento de Defesa Australiano, não há dúvidas de que “depois da guerra nuclear, o aquecimento global provocado pela ação humana, é a maior ameaça à vida humana no planeta”. “Um futuro apocalíptico não é inevitável”, acredita, deixando, no entanto, o aviso: “Sem uma ação drástica imediata, as nossas perspetivas (de sobrevivência) são fracas.”

David Spratt e Ian Dunlop, também eles autores do estudo e investigadores experientes dedicados ao clima, concordam que as alterações climáticas representam uma “ameaça existencial a médio prazo para a civilização humana”.

Baseado-se nas pesquisas científicas existentes, prevê-se que as temperaturas globais aumentem 3 graus Celsius até 2050.

As consequências?

  • 55% da população mundial (a viver em 35% da superfície terrestre) sofreria mais de 20 dias de calor letal por ano, algo “além do limiar de sobrevivência humana”;
  • Em África, na América do Sul, no Médio Oriente e no Sudeste Asiático, o calor fatal deveria durar mais de 100 dias por ano, levando à deslocação de aproximadamente mil milhões de pessoas;
  • Neste cenário, muitos ecossistemas não iriam resistir, incluindo o Ártico, a Amazónia e os recifes de coral;
  • A subida do nível do mar iria forçar a população de Mumbai, Jacarta, Guangzhou, Hong Kong, Ho Chi Minh, Shangai, Banguecoque, Manila, entre outras, a abandonar as cidades. Só no Bangladesh cerca de 15 milhões de pessoas seriam deslocadas;
  • A produção de alimentos diminuiria devido ao “declínio catastrófico” das populações de insetos, ao clima muito quente e à escassez de água. Sem alimentos suficientes para a população mundial, os preços subiriam vertiginosamente;

Nos resultados publicados pode ler-se ainda que “as consequências sociais vão desde o aumento do fervor religioso ao caos total”, e à “mudança permanente na relação da humanidade com a natureza”.”Visão.

Ouvimos, com frequência, que os Políticos não gostam de notícias alarmistas, pois podem provocar o caos social. Mas não assistimos à ‘construção’ de nenhuma dinâmica concertada com as Populações, com as Empresas, com os Países, com as comunidades de Nações para minimizar os efeitos destas previsões. Mais do que minimizar, será necessário resolver os problemas de fundo.

O problema não está relacionado com o dinheiro que será necessário para enfrentar as consequências desta crise de Inteligência Humana. Se se tratasse de uma Guerra Mundial tudo seria sempre feito para produzir os melhores resultados!

“Grandes empresas estimam riscos das alterações climáticas em 900 mil milhões” – Revista Sábado 4/6/2019 (https://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/grandes-empresas-estimam-riscos-das-alteracoes-climaticas-em-900-mil-milhoes) . “As alterações climáticas representam riscos financeiros de quase 900 mil milhões de euros, estimam algumas das maiores empresas do mundo num relatório esta terça-feira divulgado. Os números são sugeridos tendo em conta três quartos (366) das 500 maiores empresas do mundo, que no conjunto estão avaliadas em 15 biliões de euros.

O documento foi divulgado pela organização internacional Carbon Disclosure Project (CDP) e alerta que muitos desses impactos resultantes dos riscos climáticos poderão ocorrer nos próximos cinco anos.

Do valor de perdas estimado, cerca de 446 mil milhões de euros são classificados como altamente prováveis ou quase certos, nomeadamente devido a custos operacionais mais elevados, relacionados com mudanças nas leis e nas políticas.”

Pois é! Não será preferível uma grande ação concertada de TODOS os Cidadãos do Mundo para resolver estes grandes problemas a nível mundial, que uma Guerra ao mesmo nível? Nem coloco em causa qual será a melhor resposta a esta pergunta. Alguns Líderes mundiais talvez tenham outra ‘visão’ oculta, que não querem partilhar com a comunidade de Cidadãos do Mundo, mas nós sabemos que tudo deveria estar a ser feito, concertadamente, para evitar grandes catástrofes, sejam elas quais forem.

Todos nós temos de congregar esforços, demonstrarmos a nossa verdadeira Consciência Coletiva, darmos as mãos e mostrarmos ao Mundo o que a Inteligência Coletiva é capaz de fazer pelo bem da sustentabilidade deste nosso Planeta, que é a nossa casa, e construirmos um Futuro Coletivo digno de Seres Humanos com Valores.

Alfredo Sá Almeida                                                                                        6 de Junho de 2019