A Sociedade atual e a dimensão da Liberdade

Sociedade Doente

A Sociedade atual tem-se desenvolvido nas últimas décadas como um Paradigma ‘canceroso’ onde a Liberdade dos Cidadãos, em vez de servir constantemente as boas práticas de cidadania, acaba destruindo os Valores Humanos que nos deveriam caracterizar.

O ritmo exacerbado de desenvolvimento, em todos os domí­nios do saber, a que a sociedade tem estado submetida, traduz a ansia de liberdade e conhecimento dos Povos oprimidos nas décadas passadas. As ‘explosões’ de criatividade, investigação, expressão cultural, desenvolvimento tecnológico e inteligência racional, deixaram para segundo plano (e em muitos casos, para terceiro e quarto planos) o desenvolvimento humano, social e emocional das comunidades e da Sociedade.

O desenvolvimento humano tem acrescentado ao Coletivo aspetos muito positivos, mercê sobretudo do desenvolvimento tecnológico, mas as componentes Sociais, Educacionais e de consolidação de Valores Humanos têm perdido rumo e caráter pela velocidade que foi impressa no desenvolvimento desequilibrado.

Os sistemas polí­ticos e financeiros são os grandes responsáveis pela permissividade instituí­da, que invadiu negativamente os sistemas educacionais, judiciais e de valores de uma Sociedade com personalidade e caráter Humanos. Os Cidadãos acabaram sendo ‘arrastados’ para decisões, escolhas ou opções pouco ponderadas e de baixo valor social acrescentado, minando as estruturas do paradigma instalado, tornando-o num paradoxo ‘canceroso’.

Dirão os meus caros Leitores que a Liberdade é um Valor primordial e que compensa todos os riscos no desenvolvimento. Eu direi: convêm esclarecer convenientemente esta matéria de considerar a Liberdade como Valor primordial desenraizada dos outros Valores!

A meu ver a Liberdade como Valor essencial e prioritário só faz sentido se estiver inserida no contexto dos outros Valores Humanos. É por essa razão que se torna primordial. Caso contrário, acabamos assistindo a fenómenos, numa Sociedade que se pretende saudável, de desenvolvimento de núcleos malignos que acabam destruindo TUDO – os Valores Sociais e a LIBERDADE. O mais grave é que a degradação social pode atingir patamares tão baixos que se torna difí­cil recuperar, com saúde, o ‘doente’. Esta acaba sendo o resultado de uma permissividade doentia e carente de Inteligência (racional e emocional). Se adicionarmos a esta permissividade doentia, uma Educação carente em Valores Humanos, então teremos um ‘corpo’ agressivo numa Sociedade em decadência.

Não é de estranhar que tenhamos assistido a um aumento vertiginoso da corrupção, da ganância, da arrogância, da prepotência e de muitas outras caracterí­sticas humanas negativas (Antivalores), que acabam proliferando num ‘terreno’ onde os Valores Humanos estão ausentes.

A Sociedade acaba sofrendo, e muito, com este estado de coisas. Infelizmente os exemplos das consequências são muitos. Senão vejamos, o aumento significativo de casos de:

  • Depressão;
  • Suicí­dio;
  • Doenças do foro emocional;
  • Stress;
  • Consumo de drogas;
  • Agressividade violenta;
  • Bullying;
  • Alheamento social;
  • Inteligência maligna;
  • Desequilí­brios mentais; etc.

Resultado, uma Sociedade doente sem perspetivas de melhoras. O intrincado de casos é tão acentuado e denso que organismos sociais saudáveis não conseguem recuperar o ‘paciente’ sem que o ‘tratamento’ seja completo e sistemático, tí­pico de um paciente com ‘cancro’.

Será necessário uma mudança profunda de paradigma, minimizando os paradoxos, com um aumento significativo das Consciência e Inteligência Coletivas, dos Valores Humanos e uma Educação de qualidade para TODOS os Seres Humanos deste Planeta.

Ser Humano doente

Alfredo Sá Almeida                                                                                 13 de Maio de 2017

O Valor do Poder

o-poder1

Exercer o Poder é uma capacidade do Homem, com maior ou menor arbitrariedade, de deliberar, de agir, de mandar, ou ainda, a faculdade de exercer a autoridade e a soberania. Sob o ponto de vista sociológico ‘o poder é definido geralmente, como a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo se estes resistirem de alguma maneira.’

Independentemente do modo como é observado e avaliado, o Poder deve ter Valor Humano. Caso contrário, o exercício dessas capacidades, faculdades e habilidades não serve propósitos Humanos globais.

Apesar de nas Sociedades Democráticas o Poder estar dividido:

  • Poder Social – o Estado;
  • Poder Económico – Empresarial;
  • Poder Militar – Poder Político;
  • Poder Judicial – Justiça

Existe sempre uma subordinação a uma autoridade máxima, que na grande maioria dos Países é representado pelo Presidente da República ou pelo Rei (ou Rainha).

Muitas vezes assistimos impotentes a ‘disputas’ entre órgãos de Poder pela concretização de uma parcela desse Poder, ou da parcela decisiva.

Exemplos:

  1. “Congresso ultrapassa veto de Obama e aprova lei contra governos patrocinadores de terrorismo” – (https://www.publico.pt/mundo/noticia/congresso-ultrapassa-veto-de-obama-e-aprova-lei-contra-governos-patrocinadores-de-terrorismo-1745541);
  2. “ONU: “Crise repentina pode alterar” escolha do secretário-geral” – (http://www.tvi24.iol.pt/politica/presidente-da-republica/onu-crise-repentina-pode-alterar-escolha-do-secretario-geral);

Exemplos destas disputas não faltam, são o dia-a-dia da vida Política. São sempre uma tentativa de sobrepor uma vontade à vontade de outro órgão de soberania.

A questão que se coloca, na maioria das vezes, é a da legitimidade, da justiça ou do Valor dessa vontade contrária. É que o exercício do Poder é essencialmente uma vontade coletiva, ou uma interpretação momentânea da vontade coletiva que dará lugar à Consciência Coletiva e oficial de um Povo.

Diz-se que o Povo (em Democracia) é o supremo detentor do Poder. Esta afirmação é tanto mais verdadeira quanto maior representatividade tiver esse Povo, ou a qualidade das ações que possa exercer para demonstrar a sua vontade. Caso contrário, haverá sempre um Político que tomará a iniciativa de uma interpretação da vontade do Povo e desencadeará as ações táticas necessárias para influenciar decisivamente a estratégia.

Mas, para lá da legitimidade ou da justiça na vontade contrária, existe uma dimensão que quase nunca ninguém coloca, que se prende com o Valor dessa ação. Sobretudo, na dimensão do Valor Humano da ação contrária.

Quando o Poder é exercido de forma coletiva e existe um consenso, normalmente as questões da legitimidade e da justiça estão praticamente superadas. Mas para que exista Valor tem de haver coerência da ação com as demais posições Políticas, ou outras, que foram tomadas.

Infelizmente assistimos, mais vezes do que devíamos, a uma total falta de coerência em determinadas ações de Políticos, que na ansia de interpretarem a vontade do Povo, demonstram uma vontade individualista da sua ação. O mais grave, é que essas vontades individualistas, repentinamente expressas, acabam por se sobrepor indevidamente aos processos decisórios definidos democraticamente em tempo oportuno, desvirtuando e desrespeitando todo o processo instituído. Neste caso, acabam retirando todo o Valor que a decisão acarreta.

Os Líderes mundiais, detentores do Poder Global, deveriam preocupar-se com TODAS as dimensões (Legitimidade, Justiça e Valor) das suas decisões, e, deixarem-se de vontades individualistas repentinas e incoerentes que lhes retiram o Valor Humano e acrescentam a incompreensão do Povo.

O modo como os Líderes lidam com as incertezas do mundo não pode representar ‘opacidade’ na nova decisão, pelo contrário, a alteração da decisão deve ser bem clarividente e coerente para congregar vontades, em vez de congregar repulsa.

Considero ser necessário salientar quais as características negativas que retiram toda a Legitimidade, Justiça e Valor ao Poder. Este é o caso da falta de princípios éticos, dissimulação de vontades, corrupção processual, autoritarismo, etc.

Mas no que concerne à ‘… habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, …’ não vale tudo. Há regras e boas práticas Políticas que devem ser realizadas para não desvirtuar o Poder.

O mundo Global de hoje, e os seus Líderes, vive em maior ambiente de incerteza e em ampla expressão de vontades coletivas, que requer decisões sábias, conciliadoras, com sentido de futuro global e muito Valor acrescentado. Sabemos, pelas observações, conhecimento e avaliações que fazemos, da prática Política atual, que uma boa parte dos problemas mundiais resultam da impreparação e erros cometidos por líderes (e seus assessores) incapazes de negociar convenientemente vontades coletivas. Os restantes problemas advêm da intransigência negocial das partes envolvidas, do extremar de posições, da arrogância negocial, da tentativa de acrescentar Poder ao já existente e do desfasamento cultural e de Valores dos intervenientes.

Se a carência em Valores Humanos se faz sentir enormemente entre os elementos do Povo e na prática da Sociedade, ela tem uma dimensão bem maior quando esses Valores não estão enraizados nos dirigentes Políticos e outros. A Paz é fundamental em qualquer processo negocial. Mas infelizmente verificamos que a falta de sincronia das vontades coletivas, causadas pela crescente vertente de desigualdades sociais ou pela falta de concordância no estabelecimento de prioridades, e ausência de Valores Humanos acrescenta intransigência negocial.

O meu caro Leitor também está em posição privilegiada para contribuir para o Valor do Poder. Para tal, será conveniente que aumente a sua Consciência Coletiva, o seu Conhecimentos de matérias importantes para o Povo e desenvolva Valores Humanos, que lhe permitam exprimir a vontade coletiva com a coerência, legitimidade e justiça sociais necessárias.

Alfredo Sá Almeida                                                                               30 de Setembro de 2016

Mundo fechado versus Mente aberta

WWW-Net

 

Todos nós vivemos num Mundo vasto e diversificado que julgamos ser um sistema aberto, mas na realidade todos os sistemas, sejam naturais ou artificiais, funcionam em ciclos fechados e com tendência a serem finitos.

O fenómeno mais recente e que tem vindo a abrir a Consciência das Pessoas, é o do aquecimento global. Todas as ‘malfeitorias’ ambientais, como a poluição atmosférica e o lixo produzido pelo Homem, acabam por ter os seus efeitos nefastos e refletem-se sobre a vida e equilíbrio do Planeta. Não dá para ignorar. O Homem tem de se tornar sustentável, caso contrário acabamos com a vida na Biosfera.

Sejam os Ciclos da Água, do Oxigénio ou dos Alimentos, elementos sem os quais não conseguimos viver, encontram-se em funcionamento em circuito fechado.

O mesmo se passa com as atitudes e comportamentos Humanos. Durante muitas centenas de anos contribuímos para o desequilíbrio da Humanidade com Guerras e armas de destruição maciça.

Agora, estamos a dar os primeiros passos no Mundo Globalizado: Conhecimento, Informação e Comunicação, Investigação, Sistema Financeiro, etc.

Começamos, então, a verificar e a aumentar a nossa Consciência e Inteligência Coletivas para esta nova realidade, e nas repercussões que os bons ou maus resultados que produzimos diariamente acabam por se refletir na nossa vida futura.

Para comprovar aquilo que afirmei, relembro o que se está a passar com o Sistema Financeiro Mundial. Todas as malfeitorias que este sistema realiza repercutem-se sobre TODOS nós indevidamente, apesar de apenas alguns tirarem o proveito e manipularem o sistema.

Estamos a aprender o Mundo Global e a ganhar Consciência, e consequentemente a aguçar a nossa Inteligência, que vivemos num Mundo fechado sobre si mesmo. Tudo o que aqui se passa acaba por ter reflexos mais ou menos sérios sobre as nossas vida e a nossa Felicidade.

Pois bem, o único sistema que não se encontra fechado é o da Mente Humana. Sobre este, temos o poder de o expandir ou manter na obscuridade. Só uma Mente Aberta ao Mundo Global, ao Conhecimento, à Informação e Comunicação, nos permitirá (ou não) expandir e libertarmo-nos destes ciclos fechados, que pensamos que nos aprisionam.

Mas, para que constituam uma expansão da Mente, e consequentemente uma expansão da Consciência e Inteligência Coletivas, sem os efeitos nefastos dos outros Ciclos que adulterámos, devemos refletir positivamente e aplicar novas soluções de Vida em Sociedade que contribuam para uma sustentabilidade funcional a longo prazo. Sem esta, andaremos de ciclo em ciclo até à derrocada final.

Pena é, que sendo um raciocínio tão lógico e aceitável, tão poucos de Nós queiram praticá-lo e adotá-lo na sua vida.

Aos poucos (de forma mais lenta que desejado) vamos ganhando Consciência e as mudanças vão chegando, com algum receio, e consolidam-se positivamente.

Quero dar-vos conta de uma nova realidade que está tomando forma paulatinamente, e que devemos manter uma Mente Aberta e saudável para expandirmos todos os dias estas novas atitudes e comportamentos, que nos poderão conduzir a um Futuro sustentável. Aproveito para transcrever uma parte de um texto de Gustavo Tanaka no site Colletively Conscious (http://collectivelyconscious.net/articles/something-extraordinary-is-happening-in-the-world-and-most-people-havent-noticed/) que nos relata matérias para as quais não estamos atentos:

“A maioria de nós ainda não percebeu que algo extraordinário está a acontecer.

Há alguns meses, eu me libertei da sociedade tipo padrão. Eu quebrei as correntes do medo que me manteve trancado no sistema. Desde então, eu vejo o mundo de uma perspetiva diferente: a de que tudo está passando por mudanças e que a maioria de nós não têm conhecimento disso.

Por que o mundo está mudando? Neste post, vou apontar as oito razões que me levam a acreditar.” – Gustavo Tanaka:

  • Ninguém pode resistir ao atual modelo de emprego por mais tempo.
  • O modelo de empreendedorismo também está mudando.
  • O aumento da colaboração.
  • Estamos finalmente a descobrir o que é a Internet.
  • A queda do consumismo exagerado.
  • Uma alimentação saudável e orgânica.
  • O despertar da espiritualidade.
  • Tendências da Não-escolaridade vigente.”

 

A meu ver, devemos estar mais atentos ao que de positivo se passa no Mundo Globalizado de hoje, pois nós poderemos dar um contributo importante para as boas mudanças que resultarão no nosso Futuro Coletivo.

Como sabem, eu tenho vindo a defender um aumento significativo do Valor Humano e um sistema Educacional que integre conscientemente os Valores Humanos na Educação formal para TODOS. Em simultâneo defendo o afastamento, definitivo e efetivo, do Sistema Financeiro Internacional da vida económica e da nossa Vida Futura.

Estas mudanças, se efetuadas com uma Mente Aberta para um Futuro Sustentável, contribuirão significativamente para uma Humanidade de Valor.

Mente aberta1

Alfredo Sá Almeida                                                                                        14 de Julho de 2016

 

 

Consciência e Futuro Coletivos dão coerência ao Valor Humano

Universo - Mapa da matéria negra

Legenda: Mapa da matéria escura do Universo (Credit: Volker Springel/Max Planck Institute for Astrophysics/SPL)

O dia 24 de Junho de 2016 ficará na História da Humanidade como um dos mais tristes resultados da falta de Inteligência, Consciência e Futuro Coletivos do Homem. Este facto deve-se a uma vitória política dos defensores do BREXIT no Reino Unido, que defendem a saída da União Europeia, demonstrando uma falta de coerência entre os Estados que constituem o Reino Unido. Pois, pelo que nos é dado conhecer, quer a Irlanda do Norte, quer a Escócia ponderam abandonar o Reino Unido e juntar-se à União Europeia.

A Inteligência Humana possui várias dimensões, que poucos de nós conhecemos a sua extensão. Já ouvimos falar das Inteligências Racional, Emocional, Espiritual e Social, mas esquecemo-nos frequentemente doutras dimensões que estão relacionadas com a nossa realidade gregária e Social. Todos nós, Seres Humanos, possuímos uma Consciência do mundo que nos rodeia. No entanto, a grande maioria está focada na Consciência de Si, como Seres de uma espécie inteligente.

Os sistemas Educacionais, a Política e a Justiça dos diferentes Estados não têm contribuído para o desenvolvimento das Consciência e Futuro Coletivos dos Cidadãos.

Verificamos com tristeza que estes sistemas se aperfeiçoaram mais no desenvolvimento do egoísmo em detrimento do bem comum, e, no bem-estar pessoal em detrimento do Coletivo.

Ora, a Inteligência Humana possui uma dimensão bem maior que a do próprio Ser individual. É comum falarmos nos desígnios de um Povo e das batalhas que se travam para a expansão das ideias que passam a abranger outros Povos. O mundo atual tem passado por profundas adaptações na ‘construção’ de uma Globalização planetária. Verificamos que os propósitos utilizados para esta Globalização não são, nem os mais adequados nem os corretos para UNIR os Seres Humanos numa verdadeira Globalização de Valores. Frequentemente a tendência desta está focada em valores de natureza financeira.

A Globalização que tenho vindo a referir, a defender e a desenvolver prende-se com a dos Valores Humanos Universais e a da construção de um Valor Humano onde a Consciência e Inteligência Coletivas se congregam numa coerência de Futuro Coletivo.

O Ser Humano tem ‘arquitetura’ suficiente para albergar uma coerência de Futuro Coletivo como espécie, mas por razões de fraca inteligência não são desenvolvidas nem valorizadas.

Muito recentemente, Melissa Hogenboom (24 de Agosto de 2015) escreveu um artigo interessantíssimo no site da BBC Earth “What is our Universe made of?“ (http://www.bbc.com/earth/story/20150824-what-is-the-universe-made-of?ocid=fbert) que nos pode ajudar nesta construção da Consciência e Inteligência Coletivas. Com base nele vou construir a minha argumentação.

O Homem tem um conhecimento muito reduzido do nosso Universo, das leis que o governam e da influência que tem no desenvolvimento da nossa mente. No entanto, a curiosidade científica Humana tem-se expandido a um ritmo elevado nas últimas décadas, conduzindo-nos a um maior conhecimento do Universo onde estamos inseridos.

“Se um alienígena conseguisse visitar o nosso Universo a partir de uma realidade paralela, existe uma forte probabilidade de eles nem conseguirem perceber que existimos.

De certa forma isso é óbvio: o Universo é enorme e o nosso planeta é apenas um pequeno e pálido ponto azul. Mas é pior do que isso: os alienígenas podem até não perceber todas as estrelas e os planetas que as orbitam. Eles poderiam até mesmo perder as vastas nuvens de poeira que flutuam no espaço.

Todas essas coisas familiares constituem apenas uma fração da matéria no nosso Universo. O resto é outra coisa, um material que ninguém na Terra já viu.

Por falta de um nome melhor, os físicos chamam a este material “matéria escura”. Se esta não estivesse lá, as galáxias dispersar-se-iam. Ninguém sabe o que é, mas os físicos estão focados na sua pesquisa.” – Melissa Hogenboom.

Apesar do conhecimento que o Homem possui do Universo ser limitado, este vai construindo uma coerência científica, à medida que as investigações vão avançando, permitindo-nos compreender a sua estrutura e as leis que o regem.

No meu livro “Despertar para o Futuro” (2014) e no texto ‘Neurociências e a mente Humana’ afirmei: “Lembremo-nos que 90% deste nosso Universo é constituído por matéria escura e vazio de qualquer conteúdo, em contraposição com o interior do nosso cérebro e a capacidade da mente Humana. Ora, VAZIO e VIDA estão em universos opostos e sem possibilidade de coexistirem integrados no mesmo espaço-tempo.” – Alfredo Sá Almeida.

Todos aqueles que defenderam e deram a vitória ao BREXIT demonstraram possuir níveis muito baixos de Consciência e Inteligência Coletivas, querendo sair da União Europeia. Um projeto de construção coletiva de uma União de Países é sempre mais importante e coerente que o isolamento dessa comunidade.

Dir-se-ia neste caso, que nem a ‘matéria escura’ foi capaz de manter a coesão e a coerência de um projeto comum, apesar de sabermos muito pouco sobre ela.

Isto coloca uma parte de nós num percurso contrário ao conhecimento coerente deste Universo multifacetado. Seres que preferem isolar-se da comunidade porque se consideram capazes de fazer melhor sozinhos. Sabemos que a diversidade de ideias e opiniões é importante para o desenvolvimento da Inteligência, mas a rutura e isolamento de uma parte da comunidade não constroem Consciência e Futuro Coletivos. Para que estas sejam uma realidade temos de saber qual é a ‘matéria escura’ que nos une, mesmo que não conheçamos todos os detalhes.

Significa isto que o Reino Unido deu maior importância a argumentos financeiros e de imigração, de muito fraco valor na escala do Valor Humano. Significa ainda que a degradação de Valores Humanos que se tem verificado ao longo das últimas décadas está a produzir frutos ‘amargos’ em vez de Futuro dinâmico e coerente.

O Homem encontra-se numa fase de desenvolvimento Social e Global, onde possuir uma Consciência e Inteligência Coletivas representa sabedoria, coerência e conhecimento das dimensões capazes de manter a coesão de uma espécie que se diz inteligente.

A construção de um Futuro Coletivo, em paz e dinâmica de conhecimento, dependem fortemente das componentes de Consciência e Inteligência Coletivas.

Alfredo Sá Almeida                                                                                            24 de Junho de 2016

O Positivismo Otimista tem Valor Humano?

Educação Humana

Ser um Positivista Otimista convicto, nos dias de hoje, é um empreendimento árduo em constante sobressalto que requer uma boa preparação mental, uma inteligência holística estruturada, conhecimentos científicos sólidos, uma Consciência Coletiva e uma resiliência dignas de nota. Para defender e fazer valer o seu ponto de vista, uma Pessoa com estas características, necessita ainda de uma capacidade de argumentação notável, para não deixar dúvidas sobre os ‘caminhos’ traçados com importância para o Homem.

Vamos primeiro esclarecer (de modo simples) o que se entende por Positivismo, e, por Otimismo, para depois focarmos a dimensão do Positivista Otimista. Assim:

– “Positivismo é uma corrente de pensamento filosófico, sociológico e político que surgiu em meados do século XIX na França. A principal ideia do positivismo era a de que o conhecimento científico devia ser reconhecido como o único conhecimento verdadeiro.

O principal idealizador do movimento positivista foi o pensador francês Auguste Comte (1798-1857), ganhando destaque internacional entre metade do século XIX e começo do XX. Segundo o positivismo, as superstições, religiões e demais ensinos teológicos devem ser ignorados, pois não colaboram para o desenvolvimento da humanidade.” – (http://www.significados.com.br/positivismo/)

“Assim, o positivismo associa uma interpretação das ciências e uma classificação do conhecimento a uma ética humana radical, desenvolvida na segunda fase da carreira de Comte. O positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. De acordo com os positivistas somente pode-se afirmar que uma teoria é correta se ela foi comprovada através de métodos científicos válidos. Os positivistas não consideram os conhecimentos ligados as crenças, superstição ou qualquer outro que não possa ser comprovado cientificamente. Para eles, o progresso da humanidade depende exclusivamente dos avanços científicos.” – (https://pt.wikipedia.org/wiki/Positivismo)

“A ideia do pensamento positivista foi centralizada em sete termos e significados, de acordo com Comte: real, útil, certo, preciso, relativo, orgânico e simpático.” – (http://www.significados.com.br/positivismo/)

Já o Otimismo é uma atitude e um comportamento positivo perante a vida. Assim:

– “Pessoa que se revela confiante, esperançosa e positiva. É o indivíduo que é partidário do otimismo, e otimismo é a disposição que as pessoas desenvolvem para apreciar todas as coisas pelo lado bom.

Otimista é aquela pessoa que acredita que tudo vai dar certo, que nada é considerado impossível. Ser otimista é ter atitudes seguras, em face aos problemas humanos e sociais, e considerá-los passíveis de uma solução positiva.

O indivíduo otimista se mostra sempre esperançoso, vê sempre as dificuldades pelo lado mais favorável.” – (http://www.significados.com.br/otimista/)

Uma curiosidade importante sobre o comportamento Otimista: “A Universidade de Yale realizou um estudo de 29 anos sobre a atividade otimista e concluiu que o fator mais importante para a saúde era a felicidade. Mais até que níveis de colesterol, pressão sanguínea, fumar ou obesidade. Diminuindo o risco de morrer por derrame ou desenvolver doenças do coração. O estudo também descobriu que com atitudes OTIMISTAS vive-se em média 7 anos e meio a mais.” – André Aguiar (http://www.andreaguiarpersonal.com.br/index.php/2015/09/07/otimismo/)

Penso que já nos encontramos minimamente preparados para falar sobre uma personalidade Positivista Otimista. Mas primeiro vou recorrer às palavras de César Romão, um Escritor-Palestrante especialista em Gestão de Pessoas, que em 2013 escreveu no seu blog um texto muito interessante, intitulado “Pessoa positiva ou otimista” (http://escritorcesarromao.blogspot.pt/2013/06/pessoa-positiva-ou-otimista.html)

Afirma este Autor: “Otimismo não é somente uma emoção que retrata positivismo. A maioria das pessoas é positivista e não otimista. Pessoas otimistas são aquelas que possuem e pesquisam o maior número de informações possíveis sobre um determinado assunto que requer decisão para ser colocado em prática ou vivenciado. Positivistas só acreditam que dará certo, otimistas fazem dar certo.

Otimismo é uma escolha. Você pode decidir entre sofrer por algo que poderia ter vencido ou viver por algo que acredita que vale o sacrifício. Otimismo é uma competência que pode ser desenvolvida com uma metodologia de crescer nas avaliações que faz sobre a vida e seus desafios.

Pessoas otimistas transformam esforço em resultado, não ficam esperando a vida decidir por elas, elas decidem por si. Todo problema é grande pela razão de ainda sermos pequenos para resolvê-lo. As pessoas precisam acreditar que é importante saber mais sobre as coisas que devemos enfrentar na vida, só assim podemos superá-las.

Positivismo atrapalha muito, cria falsas esperanças, faz parecer que tudo vai se resolver num passe de mágica e quando não acontece à pessoa procura um culpado. Devemos estudar mais sobre nossos desafios, sobre as competências que precisam ser desenvolvidas para superá-los, assim como quais os tipos de pessoas que podem realmente nos ajudar.”

Este texto leva-nos a reconhecer que devemos estruturar-nos para uma integração destes dois ‘pilares’ na mesma Pessoa (Positivismo Otimista) para estarmos melhor preparados para enfrentar tanto pessimismo e derrotismo do mundo atual. Sobretudo, no que diz respeito ao Futuro do Homem e à nossa capacidade para ultrapassar e vencer desafios, que nos permitam a construção de um novo Paradigma.

Aqui chegados, resta-me desafiar o meu caro Leitor a fazer um exercício mental que corresponde à questão que coloquei em título: “O Positivismo Otimista tem Valor Humano?”

A meu ver, existe uma forte probabilidade de uma Pessoa Positivista Otimista contribuir decisivamente para um maior Valor Humano. Mas não considero que seja assim tão linear esta resposta.

Sem me tornar pessimista, vou explicar o que quero dizer, com um grau significativo de realismo.

A realidade atual e o estado de degradação de Vida a que o Homem conseguiu arrastar os outros Homens, assim como TODA a Biosfera, leva-me a pensar que é necessário bem mais do que uma multitude de espíritos Positivistas Otimistas para se construir um novo Paradigma de Valor Humano Global, tal como o venho defendendo (*).

Torna-se imperiosa a necessidade de coordenação e conjugação de esforços, imbuídos de uma Consciência Coletiva e um foco claro no Futuro do Homem, com respeito pela Liberdade, Dignidade e Justiça Social, num ambiente sustentável e Humanamente sustentado. Deste modo, a construção do Valor Humano será baseada numa Educação de excelência para TODOS, e, na ausência da interferência ‘maligna’ do dinheiro.

O Positivismo Otimista não se deve apropriar da criatividade Humana para distorcer o foco dos objetivos primordiais do Valor Humano. Infelizmente, temos assistido a uma criatividade financeira, recheada de Positivistas Otimistas, com uns requintes maquiavélicos tais, que me levam a colocar em causa os seus ‘bons’ desígnios desta atividade Global.

A intervenção do Leitor nestas questões e o ‘despertar’ de consciências é fundamental para ações bem-sucedidas na construção deste novo Paradigma.

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(*) Recomendo ao meu caro Leitor consultar outros textos meus (neste Blog) que dizem diretamente respeito ao Valor Humano e à mudança de Paradigma que venho defendendo. Assim:

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      23 de Abril de 2016

A construção de desigualdades artificiais prejudica o Valor Humano

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Há cerca de um ano escrevi um texto intitulado “Se somos todos originais porque nos comportamos como cópias?” – (https://saalmeida.wordpress.com/2015/03/21/se-somos-todos-originais-porque-nos-comportamos-como-copias/).

Nele, eu transmiti a minha tristeza perante as atitudes e comportamentos do Homem que nos conduzem a ser cópias. Afirmei: “Nascemos puros como Humanos e transformamo-nos em ‘matéria’ sem Valor Humano mas com potencial de um mercado vazio de Vida.

Se analisarmos com cuidado o Valor da Vida Humana e naquilo que nos forçaram a fazer ao longo da História do Homem, seja pela escravidão formal ou pela dissimulada de um Valor virtual, que de Humano se torna duvidoso de aceitar, verificamos que estamos longe de nos tornarmos Seres evoluídos como espécie.”

Daí que tenha decidido agora escrever sobre as desigualdades artificiais que os Homens vão construindo ao longo da vida e da sua História, que não acrescentam nada de bom ao Ser Humano.

O mundo financeiro e as economias de TODOS os Países, ou seja, o mundo do dinheiro, especializaram-se em matérias que criam desigualdades sintéticas em Seres Humanos originais.

Vou defender esta minha tese de um modo simplificado para tentar chegar a muitos Leitores com diferentes sensibilidades.

A realidade no mundo atual (https://www.youtube.com/watch?v=0xMCWr0O3Hs) sobre a distribuição de rendimentos (income) e da riqueza (wealth) pode ser traduzida pelas figuras gráficas abaixo:

Long tail of people

Ou seja, 20% das Pessoas detêm 80% da riqueza e a restante População apenas detém 20% da riqueza global.

Mas, existe uma diferença abismal entre riqueza e rendimento. Senão vejamos:

cbpp-wealth-income

Significa isto que a riqueza se encontra ainda mais concentrada que o rendimento, como se mostra neste gráfico acima. Como eu costumo dizer, ‘não é a trabalhar que enriquecemos’! Isto só é possível pela corrupção e trabalho desonesto. Pode ainda acontecer ganhar a lotaria. Ou então, se tivermos a ‘sorte’ de nos contratarem como CEO de uma grande Empresa Corporativa Global, onde poderíamos auferir um salário 380 vezes maior que a média dos salários de um trabalhador normal. (https://www.youtube.com/watch?v=QPKKQnijnsM)

O enriquecimento que poderemos ter no trabalho tem outra dimensão que não a do rendimento direto, caso tenhamos a sorte de trabalhar no que gostamos de facto.

Em resumo (p.f. ver gráfico abaixo), entre a distribuição do rendimento igualitário teórico (linha reta) e a distribuição do rendimento real e desigual (linha curva) situa-se uma área a que se chama ‘Área da desigualdade de rendimento’ (A).

gini-coefficient-of-inequality

Infelizmente a realidade atual é ainda mais desigual que a mostrada aqui. Para o efeito recomendo a leitura deste artigo do Jornal Económico “Riqueza de 1% da população superou a dos restantes 99% em 2015” (http://economico.sapo.pt/noticias/riqueza-de-1-da-populacao-superou-a-dos-restantes-99-em-2015_239942.html).

Por outro lado, vivemos num mundo onde as economias dos Países não são todas iguais. Como podemos ver neste gráfico abaixo, os rendimentos nas diferentes regiões são distintos.

Global-Income-Distribution-2011

Podemos verificar que nos Países ditos desenvolvidos a distribuição de rendimento é significativamente maior que nos restantes. Verificamos ainda que se convencionou que a linha fronteira de pobreza (a vermelho) [Poverty line of 1,25$ per day]. Como se fosse possível alguém viver condignamente com 456$ anuais. Triste realidade.

Se olharmos para o mapa do mundo (p.f. ver mapa abaixo) sobre a distribuição da riqueza, onde os Países têm uma maior ou menor dimensão consoante a riqueza que possuem, podemos verificar as grandes desigualdades existentes, onde os continentes Africano e da América do sul quase desaparecem.

wealthmap

Neste mundo desigual, habitado por mais de 7 biliões de Pessoas, em que atividades profissionais estas se ocupam? (p.f. ver esquema abaixo).

7billion

Esta é a dura realidade da desigualdade existente neste mundo, onde uma grande maioria vive mal e com poucos recursos. Esta é a realidade do mundo do dinheiro, que o Homem construiu propositadamente para que poucos tivessem poder sobre muitos. O objetivo do desenvolvimento Humano praticado nunca foi o da igualdade de oportunidades, mas sim o de enriquecer os mais ricos. Aliás, o que se verificou nesta recente crise financeira (2008-2015) foi que os 1% mais ricos (http://www.bbc.com/news/business-35339475) aumentaram significativamente a sua riqueza, de tal modo que esta iguala a dos restantes 99% da População.

Mas as desigualdades não se fazem sentir apenas entre os rendimentos de ricos e pobres, mas também entre Homens e Mulheres, entre Pessoas de diferentes raças, ou no acesso à Saúde e à Educação. (https://www.youtube.com/watch?v=0xMCWr0O3Hs)

Chegados a este ponto, não é de admirar que aumentem as vozes dos que falam e querem um mundo pós-capitalista. Entre essas vozes, destaco a de um Jornalista de investigação Paul Mason, que publicou um livro em 2015 com o título “Postcapitalism: A Guide to Our Future”. Esta obra estará à venda em Março de 2016 já traduzida para Português. (http://www.theguardian.com/books/2015/aug/03/postcapitalism-guide-to-future-paul-mason-review-engagingly-written-confused)

Daquilo que conheço desta obra, penso que uma era pós-capitalista não deve ser resolvida utilizando o referencial do dinheiro, pois esse é o mundo que o Capitalismo melhor domina e com facilidade inverteria a situação seu favor. Rapidamente estaríamos na mesma situação ou pior.

Realço igualmente uma palestra TED de um Investigador e Economista Dan Ariely (Março de 2015), intitulada “How equal do we want the world to be? You’d be surprised”.             (http://www.ted.com/talks/dan_ariely_how_equal_do_we_want_the_world_to_be_you_d_be_surprised?utm_campaign=social&utm_medium=referral&utm_source=facebook.com&utm_content=talk&utm_term=business#t-329490)

 

Dan Ariely

O trabalho de Dan Ariely mostra que “as Pessoas são recetivas às mudanças na igualdade no que toca às Pessoas que têm menos capacidade de ação, basicamente crianças e bebés, porque não os vemos como responsáveis por esta situação”. E continua, “Que lições podemos tirar daqui? Temos duas falhas: uma falha de conhecimento e uma falha de conveniência, e a falha de conhecimento reside na forma como educamos as Pessoas. Como é que fazemos as Pessoas verem a desigualdade de outra forma e as consequências da desigualdade, no que diz respeito à saúde, à educação, ao ciúme, à taxa de criminalidade, etc.? Depois temos a falha de conveniência. Como fazemos as Pessoas pensarem de outra forma em relação ao que desejam? A definição de Rawls, a maneira de Rawls ver o mundo, a abordagem do teste ‘cego’, elimina o nosso egoísmo. Como implementamos isso a um grau mais elevado, numa escala mais extensa? E, finalmente, também temos uma falha de ação. Como pegamos nestas coisas e fazemos algo quanto a isso? Creio que parte da resposta é ver as Pessoas, como crianças e bebés, que não têm muita capacidade de ação, porque as Pessoas parecem estar mais dispostas a fazer isto.” E continua, “… antes de mais, pensem no que é real, na vossa experiência, e no que é o efeito placebo que advém das expectativas. E depois pensem em como isso afeta outras decisões na vossa vida e outras questões políticas que nos afetam a todos.”

É caso para perguntarmos:

  1. ‘Que Futuro queremos ter’?
  2. ‘Que igualdade pretendemos ter neste mundo’?

Seja qual for a abordagem, não podemos pensar numa era pós-capitalista sem mudarmos de paradigma. Querer resolver os problemas das desigualdades de rendimento e riqueza atuais com outra forma de distribuição de dinheiro, não considero que seja uma solução inteligente. Acabaríamos por não mudar nada, pois o dinheiro é o referencial preferido pelos capitalistas. Num abrir e fechar de olhos estes encontrariam uma solução para continuarem a ser os mais ricos de todos, sem acrescentarem Valor significativo à Economia.

No meu entendimento (p.f. ler o meu texto “Características de uma Sociedade baseada no Valor Humano” (https://saalmeida.wordpress.com/2015/04/16/caracteristicas-de-uma-sociedade-baseada-no-valor-humano/)), devemos enveredar por um Paradigma de Sociedade de Valor Humano, como aquele que tenho vindo a desenvolver ao longo do último ano. “Como em todas as mudanças de Paradigma, haverá fases de transição e/ou saltos quânticos quando forem entendidos como positivos para essa mudança. Mas uma certeza inabalável estará presente, a VONTADE de mudar para melhor.”

Ao ler este meu texto, “Características de uma Sociedade baseada no Valor Humano”, o Leitor perceberá o que defendo e como aplicar este novo Paradigma.

Uma Sociedade de Valor Humano está alicerçada em três pilares fundamentais:

  • O Ser Humano;
  • Os Valores Humanos;
  • A Educação.

“As questões de pobreza não se colocam porque nesta Sociedade não existem pobres. O dinheiro já há muito que desapareceu da mente das Pessoas. Existirão Pessoas com menor e outras com maior Valor Humano, mas em nenhum caso passam por indignidades Humanas como as que existiram no passado.

Neste sistema, TODA a Sociedade está em aperfeiçoamento constante. Aliás, o Valor Humano é uma caraterística dinâmica positiva.

Uma Sociedade com estas características não é uma Sociedade perfeita, mas contém todos os elementos necessários a uma evolução e desenvolvimento sustentados, contribuindo decisivamente para uma maior felicidade global.”

Recomendo ao meu caro Leitor embrenhar-se profundamente nesta nova problemática da Sociedade pós-capitalista, pois de entre todas as incertezas que o Futuro nos reserva, uma certeza sobressai, o Capitalismo está podre e em decadência. Já não se coloca a questão se vai cair, mas de quando e como vai cair.

É bom que estejamos preparados para não sermos surpreendidos por uma nova crise financeira (prevista acontecer num futuro próximo), e para sabermos como devemos agir e que consensos devemos considerar como positivos para uma Sociedade de Futuro. Esta atitude ajudar-nos-á a ter uma Consciência Coletiva que contribuirá decisivamente para uma nova Inteligência Coletiva.

O desejável será uma mudança de Paradigma construída em Paz, sem fanatismos nem preconceitos, com a mente focada no Futuro do Homem em equilíbrio sustentável com a Biosfera.

Alfredo Sá Almeida                                                                                     7 de Março de 2016

Criar Riqueza ou Criar Valor Humano?

Riqueza ou Valor Humano

Vivemos num Mundo e numa Sociedade global focada e maioritariamente interessada em criar Riqueza, que vislumbra um ‘crescimento’ fictício esbanjador de recursos para enriquecimento do status quo, com a atitude de ‘depois logo se vê’.

Apesar deste cenário deprimente existe um mundo mais pequenino (mas promissor) que está mais focado no bem-estar e na dignidade da Humanidade, em si, independentemente das ‘riquezas materiais’ acessórias.

Estamos perante dois mundos muito desiguais, tão desiguais quanto a grande desigualdade criada pelo mundo ínfimo da riqueza.

Infelizmente a dimensão dos criadores de ‘riqueza’ é inversamente proporcional à dos criadores de Valor Humano. Esta desproporção deverá, para bem de TODOS NÓS, inverter-se e gerar ondas de solidariedade, empatia, inteligência e consciência coletivas. Este novo percurso (global) é bem mais difícil e requer uma maior preparação e consciência do mundo onde vivemos, que o percurso simples e programado dos criadores de ‘riqueza’.

Os desafios que se colocam aos criadores de Valor Humano são bem maiores e mais abrangentes porque se vislumbra uma mudança de paradigma da Sociedade Global, que se pretende mais justa, mais EDUCADA (de uma Educação de excelência disponível para TODOS) e mais solidária. Não deem ouvidos para aqueles que lhes dizem que é utopia e que estes objetivos são irreais, pois apenas estão interessados em criar mais ‘riqueza’ à vossa custa.

É possível fazer coincidir, noutro referencial, a criação de riqueza e a criação de Valor Humano. Afinal de contas, a maior riqueza deste novo mundo global está no Ser Humano imbuído de Valores Humanos globais.

Seres ricos em Sabedoria, em Valores Humanos, em Solidariedade, em Consciência e Inteligência coletivas, em conseguir a construção de uma ‘Arquitetura Humana’ digna de Seres do Futuro em equilíbrio sustentável com a Biosfera do Planeta que habitamos. É desta RIQUEZA que estamos muito carentes.

Os meus grandes desejos para este Novo Ano são os da difusão maciça dos Valores Humanos universais e de uma consciência de Valor Humano, capaz de transformar esta Sociedade Global e de construir um novo Paradigma Humano com Futuro.

Criar riqueza2

Criar Valor2

Alfredo Sá Almeida                                                            27 de Dezembro de 2015