O Homem encontra-se com perturbação obsessivo-compulsiva, em pleno século XXI

Todas as ações, atitudes e comportamentos que o Homem tem demonstrado nos últimos 100 anos da vida do nosso Planeta, induzem-me a afirmar que a Humanidade se encontra psicologicamente doente e o Homem com perturbação obsessivo-compulsiva notória. (p.f. ver Nota no final do texto)

Perante esta minha afirmação, lanço um desafio aos Psicólogos Clínicos e aos Psiquiatras que se sintam capazes de analisar em profundidade o estado mental global da Humanidade: Estará o Homem com perturbação obsessivo-compulsiva?

Coloquemos o Homem na ‘chaise longue’ do Psiquiatra ou no sofá do Psicólogo Clínico e analisemos em profundidade todas as ações, atitudes e comportamentos que têm conduzido às malfeitorias aos seus Irmãos e a todas as outras espécies existentes na Biosfera.

Segundo a comunidade científica internacional – “Mais de 15 mil cientistas de 184 países emitiram um aviso: a Humanidade deve tomar medidas imediatas para reverter os efeitos das mudanças climáticas, o desmatamento e a extinção das espécies antes que seja tarde demais.”

(http://bigthink.com/stephen-johnson/15000-scientists-from-around-the-world-issue-warning-to-humanity?utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Facebook)

Catastrofe anunciada

(Fig. em BigThink by Stephen-Johnson)

Esta é a triste realidade que construímos ao longo dos últimos 70 anos de vida (no mínimo).

A ‘evolução’, mostrada nestes gráficos, pode representar um comportamento obsessivo-compulsivo em relação à nossa atividade no Planeta. Ao ponto de “… termos desencadeado um evento de extinção em massa, o sexto em cerca de 540 milhões de anos, em que muitas formas de vida atuais poderiam ser aniquiladas ou, pelo menos, comprometidas com a extinção no final deste século”.

A ser verdade que o Homem se encontra com este tipo de perturbação, temos de ter muito cuidado pois: “A perturbação obsessivo-compulsiva é progressiva: sem tratamento eficaz, vai piorando, ainda que o seu curso seja feito de fases boas e más, um pouco de acordo com o nível de stress que vai surgindo na vida das pessoas. Com alguma frequência, a situação é complicada com a presença simultânea de outras perturbações igualmente do foro psicológico/psiquiátrico; as companhias indesejáveis mais frequentes são: perturbações depressivas, perturbação do pânico, fobia social e fobias simples.” (https://oficinadepsicologia.com/obsessivo-compulsivo/)

Perante estes dados, nem iremos necessitar de uma III Guerra Mundial para extinguirmos a Vida neste Planeta, basta continuarmos a comportarmo-nos como até aqui.

Este é um apelo a TODOS os Homens de boa vontade, com Inteligência e Consciência Coletivas, capazes de construir um NOVO Futuro Coletivo.

A meu ver, necessitamos de construir um novo Paradigma para a Sociedade Global neste Planeta. Sem esse Paradigma estaremos irremediavelmente perdidos como Seres Humanos. Poderemos ser qualquer outra ‘coisa’, mas não um SER com Valores Humanos.
Neste meu Blogue, os meus caros Leitores poderão encontrar muitos elementos da minha proposta de Paradigma baseada no Valor Humano.

Boa Leitura e boas atitudes em prol da Humanidade.

Alfredo Sá Almeida                                                                               4 de Março de 2018

Nota: Fonte “O que é a perturbação obsessivo-compulsiva?”

(https://oficinadepsicologia.com/obsessivo-compulsivo/)
Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens mentais, desagradáveis, estranhos face ao historial de vida de quem os tem, e que surgem de uma forma repetida e que resistem a ser expulsos da consciência. O facto de surgirem intrusivamente, vindos do nada, de continuarem a intrometer-se na vida do dia-a-dia, de resistirem a desaparecer, apesar dos esforços nesse sentido, e a própria estranheza dos seus conteúdos, origina um elevado desconforto e ansiedade e a pessoa sente-se compelida a fazer algo para reduzir esse mal-estar.
Surgem, assim, as compulsões, ou rituais compulsivos, (ou, ainda numa outra designação que preferimos, os comportamentos protetores) que acabam por cumprir uma função de controlo da ansiedade, ainda que inadequado. Estes comportamentos protetores são, na maior parte das vezes, comportamentos exteriores e, contrariamente às obsessões, que se passam na privacidade do espírito de cada um, tornam-se bastante visíveis para os outros. É precisamente por constituírem a face visível desta perturbação que se tornaram o aspeto mais conhecido do público, inclusivamente por terem sido retratados em filmes como “Melhor é impossível” ou “Aviator”. No entanto, os rituais compulsivos podem ser privados e, portanto, invisíveis, tal como as obsessões.”
“Um dos aspetos mais dramáticos desta perturbação é o facto de a pessoa reconhecer que as suas ações compulsivas são ilógicas e não têm cabimento no contexto da sua vida e que o conteúdo dos seus pensamentos obsessivos é maioritariamente absurdo e sem sentido. Imagine saber isto e não conseguir impedir-se nem de pensar o que pensa, nem de fazer o que faz… Esta situação está na base do elevado embaraço que as pessoas sentem quando são afligidas pela perturbação obsessivo-compulsiva, o que a torna muito reservadas a propósito do que pensam e do que fazem, acontecendo, por vezes, sofrerem durante anos sem contar a ninguém o que se passa com elas, passando por uma luta angustiante que não se prende apenas com a tentativa de controlo da sua sintomatologia mas, igualmente, com a tentativa de esconder o que se passa, por medo da avaliação que poderão fazer delas.”
A perturbação obsessivo-compulsiva é progressiva: sem tratamento eficaz, vai piorando, ainda que o seu curso seja feito de fases boas e más, um pouco de acordo com o nível de stress que vai surgindo na vida das pessoas. Com alguma frequência, a situação é complicada com a presença simultânea de outras perturbações igualmente do foro psicológico/psiquiátrico; as companhias indesejáveis mais frequentes são: perturbações depressivas, perturbação do pânico, fobia social e fobias simples.”
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Uma Sociedade mergulhada em banalidades

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Vivemos dias difíceis, de crise de tudo. Falta de emprego, de dinheiro, de criatividade, de dinâmica cultural e de Valores Humanos.

A Sociedade das banalidades está instituída e próspera. Atravessa a Cultura de uma ponta à outra, as ideias e a política, a comunicação (dita) social, o dia-a-dia dos Cidadãos. Até a violência se tornou banal e em crescendo.

As relações Humanas que poderiam e deveriam ser de estímulo a uma dinâmica criativa transformaram-se em divertimentos alienantes e sem Valor. Os jovens vivem focados nos tempos livres desprovidos de um sentido de futuro, praticando excessos e assumindo riscos para a vida, sem que daí resulte uma lição para a sua vida. Os espetáculos ‘Alive’, patrocinados por grandes empresas corporativas, estão na ordem do dia e com enchentes históricas. De certo modo não é de admirar, dadas as características do Ensino, das ações de marketing massivas e das condições profissionais (quando existem) em que nos encontramos mergulhados.

Em 2008 declarou-se uma das maiores crises financeiras da nossa história. Passaram-se oito anos e não mudou nada. Os paraísos fiscais continuam a existir, os ricos ficaram mais ricos, a evasão fiscal aumenta, os pobres ficaram mais pobres porque contribuíram fortemente para pagar a crise e o sistema financeiro continua igual a si mesmo sem mudanças previsíveis. Será que as desigualdades sociais se instalaram de vez?

Apesar de vivermos tempos conturbados, este ‘mar’ diário continua chão. Este é um Paradoxo real. Tantas matérias importantes, urgentes, essenciais, fundamentais para terem uma resolução inteligente e com perspetivas de Futuro e este mundo Global discute trivialidades, futebol, telenovelas, ‘reality shows’, a vida dos vizinhos, os crimes dos outros, etc. Deste modo como pretendemos melhorar significativamente o Valor Humano de uma Sociedade?

São necessários novos desígnios abrangentes, nacionais, mundiais, globais que congreguem as Pessoas. Líderes esclarecidos que motivem e incentivem as ‘massas’ com propostas credíveis e confiáveis, com visão de Futuro. Faz falta uma mudança de Paradigma onde a grande maioria das Pessoas se revejam, e, onde sejam colocadas à prova as nossas Consciência e Inteligência Coletivas. Mas não acontece nada! A não ser atentados terroristas, acidentes coletivos graves, ambientais e telúricos, que nos ajudam a afundar no medo e no terror, perdendo ainda mais a nossa criatividade social. Tornámo-nos Espectadores/Comentadores viciados nos acontecimentos dos outros, não Atores/Interventores de uma realidade que queremos para NÓS TODOS como espécie.

No verão deste ano vamos assistir a uma ‘barrigada’ de Desporto, com Jogos Olímpicos e Campeonato Europeu de Futebol. Todo o mundo vai vibrar, exaltar-se e defender as suas cores. E no final, o quê? NADA!

O meu querido Leitor de certeza que já meditou muitas vezes sobre estes aspetos. Com certeza está mais preocupado em aumentar o seu Valor Humano. Mas já pensou em tornar-se um agente ativo de mudança? Já admitiu em tornar-se um ‘não consumidor de banalidades’? É isso mesmo, não consumir aquilo que pretendem que consumamos em grande escala. Pois a nossa ‘Grande Escala’ são os temas e os assuntos globais mais importantes, urgentes, essenciais e fundamentais para a nossa Sociedade Global. São a melhoria das condições sociais, da igualdade de oportunidades, de uma Educação de excelência para TODOS, de uma Política de Justiça Social sustentável e bem estruturada, do nosso Futuro como Seres Humanos.

Nós também nos sabemos divertir e assumir riscos, só não colocamos a nossa vida em risco.

Tanto dinheiro mal gasto em banalidades, com tanto Serviço Social que poderia ser apoiado por entidades privadas, com Consciência e Valor Humano! Tantas carências que poderiam ser aliviadas coletivamente a baixo custo! Tanto apoio social que apenas é prestado em ondas de solidariedade, mas que poderia ter um caráter contínuo!

Vamos contribuir decisivamente para mudar esta Sociedade Global, aumentar o Valor Humano e transformarmo-nos em Seres Humanos de Valor!

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Alfredo Sá Almeida                                                                                         2 de Abril de 2016