A importância dos ‘saltos quânticos’ em coerência com a Consciência Coletiva

Valores da Arquitetura para o Futuro5

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Assisti muito interessado à cerimónia de Doutoramento Honoris Causa do Eng.º António Guterres (Secretário-geral da ONU) que decorreu hoje dia 19 de Fevereiro de 2018. Lembrei-me que o Homem ainda não aprendeu a executar ‘saltos quânticos’, Humanamente coerentes, nas decisões que envolvem a vida Social, Política, Empresarial, etc., que contribuem decisivamente para o desenvolvimento sustentável.

Intelectualmente somos capazes de os executar com maestria, mas na prática e nas realidades da Vida dos Cidadãos, tem sido muito difícil.

Vem isto a propósito sobre o que proferiu o Secretário-geral das Nações Unidas António Guterres, no seu discurso de Doutoramento. Assim, “alertou que o mundo “corre o risco de perder a corrida” face à aceleração das alterações climáticas e vincou a “falta de ambição suficiente” para concretizar as metas internacionais.” No caso das alterações climáticas, estas “continuam a andar mais depressa do que nós”, embora exista “quem duvide, contra todas as evidências científicas”. (http://www.jornaldenegocios.pt/multimedia/detalhe/mundo-corre-o-risco-de-perder-corrida-contra-alteracoes-climaticas)

Por outro lado, mencionou algumas realidades da ciberguerra e da desregulação da prática das novas tecnologias da informação e comunicação (Internet of Things, Internet, Inteligência Artificial e outras) e como essa desregulação poderá conduzir a grandes tragédias. “Estou absolutamente convencido que a próxima guerra entre Estados será precedida de um massivo ciber-ataque”, decretou, destacando que “não há nenhum esquema regulatório” como a Convenção de Genebra que se aplique a um conflito deste tipo.” (http://observador.pt/2018/02/19/antonio-guterres-passa-vida-em-revista-e-preciso-saber-sair-da-politica/)

Ora estas duas realidades mencionadas, implicam a existência de muita Consciência Coletiva e uma capacidade de tomar decisões Políticas que beneficiem a Humanidade Global. Mas, também, uma capacidade de dar ‘saltos quânticos’ coerentes, ao tomar essas decisões.

Os ‘saltos quânticos’ aos quais me refiro são um modo inteligente de evitar uma continuidade doentia e potencialmente desviadora dos verdadeiros interesses e objetivos do Futuro da Humanidade. O que temos assistido, até à data, nos desenvolvimentos Políticos e Sociais é que estes agem sempre por reação aos desenvolvimentos Científicos e Tecnológicos. Esta inexistência de harmonia entre o Conhecimento e a ação Política e Social conduz a desequilíbrios potenciais geradores de ruturas bruscas e violentas. Tentam sempre conjugar muitos interesses antagónicos, potenciadores de negócios e geradores de capital, esquecendo-se do foco principal e essencial que é o Futuro da Humanidade e o desenvolvimento sustentável.

É nesta dimensão que se poderiam dar enormes ‘saltos quânticos’ com o desenvolvimento da Inteligência e Consciência Coletivas, realizando vários bypass em matérias que não têm Futuro e que estão a prejudicar o desenvolvimento sustentável da Humanidade. Não é por acaso que as matérias da Paz, Desenvolvimento Social, Educação em Valores Humanos e Futuro Sustentável têm que estar constantemente presentes na Consciência de TODOS os Cidadãos e nas decisões Políticas e Sociais.

Alfredo Sá Almeida                                                                            19 de Fevereiro da 2018

Um ‘Déjà-vu’ sem Valor Humano

Deja vu1

Já avançámos o suficiente na História e na evolução da condição da espécie Humana, para verificarmos que, com a atual ‘fórmula’ de Governança económica-financeira-social do mundo globalizado, nos conduzirá invariavelmente (apesar das multivariáveis) a resultados catastroficamente semelhantes.

O mais grave de toda esta realidade é o facto dos atuais dirigentes, líderes, governantes, etc., saberem que esta afirmação é verdadeira mas continuarem a insistir nela, admitindo que os resultados sociais serão apenas diferentes o suficiente para manter o status quo, que lhes permitirá continuar a liderar, governar, dirigir por questões de manutenção de PODER.

Verifico, com muita tristeza, que lhes falta muito Valor Humano e muita visão Humanista de Futuro para delinearem melhores estratégias para as questões Sociais e de Desenvolvimento Humano.

Estamos numa rotina de ‘déjà vu’ que não trará bons resultados à História futura do Homem.

A mente Humana não é perfeita na sua sabedoria, nem na aplicação prática do seu discernimento, todos nós sabemos isso. Mas, sabendo isso, é estranho que o Homem não se previna e não se rodeie dos seus semelhantes e dos processos mentais mais corretos, que desfaçam rotinas geradoras de involução!

Caso enveredássemos declaradamente por um processo dinâmico de desenvolvimento Humano sustentado, rodeado de uma condição educativa de Valor Humano, com respeito, consideração, dignidade e liberdade pela expansão e expressão da mente, estaríamos seguramente num melhor caminho de Futuro.

Quando observamos o desenvolvimento da mente humana imbuída de Valores Humanos, verificamos que os resultados sociais são significativamente melhores.

Saber isto e não fazer nada é ser declaradamente negligente com o Futuro do Homem.

O conhecimento Humano, os processos científicos desenvolvidos, as tecnologias já construídas e em construção, o desenvolvimento social já conseguido em situações experimentais, permitem-nos dizer que o Homem, na sua globalidade planetária, merece mais e melhor, com menos efeitos nocivos para as diferentes Sociedades.

Tirem TODAS as armas (e sistemas bélicos) ao Homem e permitam-lhe criar Valor, em vez de Poder, com a liberdade de aplicar esse Valor à Sociedade, com sabedoria, e a motivação e criatividade surgirão bem enquadradas no Desenvolvimento. Estruture-se um acompanhamento Tutor (sabedor e orientador), para apoiar essas Pessoas no seu percurso de Valor e veremos ‘florescer’ a condição Humana de Valor.

Considera que o sistema financeiro internacional fará melhor desenvolvimento humano para o futuro do Homem? Talvez prefira ter um ‘déjà vu’ da História do Homem em vez de caminhar para o Futuro!

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      26 de Outubro de 2015