A Democracia e o Futuro da Humanidade

O sistema democrático é seguramente o melhor sistema político instituído nos Países. No entanto, não é um sistema perfeito! Longe disso. Aliás, António Barreto, no seu recente artigo do Jornal ‘Público’ “A imperfeição democrática” (https://www.publico.pt/2019/04/07/opiniao/opiniao/imperfeicao-democratica-1868243) a caracteriza do seguinte modo: “Melhor do que qualquer outro regime a democracia dá ou permite mais liberdade a toda a gente. Incluindo bandidos, ladrões e corruptos. Déspotas e mentirosos.”

Mas é um sistema passível de ser aperfeiçoado ao longo do tempo, dependendo apenas da Consciência dos Cidadãos e do nível de Educação que receberam. Ou seja, do Povo e dos Candidatos.

Por esse mundo fora, vivem-se democracias essencialmente representativas e pouco participativas. Em alguns casos, os Cidadãos são chamados a decidir por Referendo sobre aspetos que afetarão o seu Futuro, mas muitas vezes com pouca expressão.

Num aspeto temos de concordar: ‘Quanto maior for o nível de instrução, educação e ensino de um Povo, maior é a probabilidade de existir uma democracia mais madura e interveniente.’ É aqui que eu pretendo desenvolver o meu tema.

Uma pergunta que coloco com muita frequência prende-se com a decisão sobre o Futuro de um Povo.

  • ‘Quando poderão os Cidadãos do Mundo decidir sobre o rumo do Futuro da Humanidade, de longo prazo, da Sociedade Global?’

Até o momento, nenhum Cidadão tem a possibilidade de decidir diretamente sobre vários cenários de Futuro que lhe sejam apresentados, escolhendo aquele que considera mais correto e plausível. Essa matéria está reservada a uns quantos Líderes ‘iluminados’ que decidem ‘quem vive e quem morre’ num abrir e fechar de olhos.

Reconheço que a Educação, o Ensino, a Formação, o nível de Instrução e o grau de Inteligência e Consciência Coletivas de um Povo são fundamentais para uma maior capacidade de decisão sobre o nosso Futuro e o da Biosfera.

É aqui que os regimes democráticos deveriam investir MAIS, MELHOR e MAIS RÁPIDO. Verificamos, infelizmente, que o ritmo é muito lento, para não dizer estático.

Recorro aos pensamentos e afirmações de Nelson Mandela para retratar como e qual deveria ser a consideração que TODOS os regimes democráticos deveriam ter pelo processo Educativo.

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Esta é talvez a afirmação mais famosa de Nelson Mandela, um Político preocupado com o seu Povo. “Mandela foi sempre defensor de um sistema educacional mais equânime e digno. “Não está além do nosso poder a criação de um mundo no qual crianças tenham acesso a uma boa educação. Os que não acreditam nisso têm imaginação pequena”, repetiria ele ao longo da vida.”Revista Prosa Verso e Arte. (https://www.revistaprosaversoearte.com/a-educacao-e-a-arma-mais-poderosa-que-voce-pode-usar-para-mudar-o-mundo-nelson-mandela/).

“O presidente Mandela falou com paixão em todos os fóruns possíveis sobre seu compromisso de prover educação de qualidade para todas as crianças da África do Sul, assim como propiciar também uma vida melhor para todos. Ele estabeleceu parcerias valiosas com o setor privado, especialmente para a construção de escolas nas comunidades rurais de todo o país”, diz o Departamento de Educação Básica em seu site.”

Ninguém pode se sentir satisfeito enquanto ainda houver crianças, milhões de crianças, que não recebem uma educação que lhes ofereça dignidade e o direito de viver suas vidas completamente”, disse ele por ocasião da fundação da organização. (Institute for Rural Development and Education)”.

É sobre esta matéria, esta paixão, este compromisso, esta decisão, que eu gostaria de ver TODOS os Presidentes de Países por esse mundo fora, envolverem os seus Cidadãos numa dinâmica que conduz a bons resultados num prazo mais curto que o atual.

Infelizmente, vemos os Professores, os Ministérios da Educação e Ensino e os Cidadãos em geral envolvidos em questiúnculas estéreis, processuais, demasiado sindicalizadas e pobres. Falta uma dinâmica virtuosa que galvanize as Populações e as Instituições de todos os níveis de Ensino, a debaterem sobre um rumo para o Futuro da Humanidade. Sobre o sentido que a VIDA da nossa Biosfera deveria ser preservada e que graus de sustentabilidade deveríamos aderir para mantermos o nosso Planeta viável.

Mas as Democracias, por esse mundo fora, estão muito mais dedicadas às questões do foro financeiro, estéril e frio, que não conduz a nada de BOM nem com Futuro.

Aproveito para lembrar o artigo de António Barreto, onde ele escreve e bem: “A ideia da democracia virtuosa é ridícula, infantil e comovedora. E sobretudo errada. Como é ainda uma espécie de perversão totalitária, na medida em que postula modos de ser, virtuosos sejam eles. A democracia é uma forma de escolha dos governos que reside em poucas ideias e princípios. Os cidadãos são iguais em condição e estatuto, o que implica o postulado simples “uma pessoa um voto”. Há eleições regulares e livres, com liberdade de associação e de expressão. Os vencedores governam, os que perdem são oposição e as maiorias respeitam as minorias.

Pouco mais. Honestidade e bondade não fazem parte da democracia. Podem fazer, mas não necessariamente. Eficiência e dedicação ao público também não. Podem, mas não necessariamente. Solidariedade e inteligência também não, tal como respeito pelos outros ou fraternidade. Todos estes atributos de humanidade podem ou não coexistir com a democracia. Ou antes, em todas as democracias existem esses predicados e o seu contrário. Por isso, se queremos uma democracia decente, é necessário lutar, criar instituições, desenvolver direitos e liberdades e estimular a decência.”

Não podia ser mais claro este raciocínio. Eu gostaria que as Democracias evoluíssem rápido e BEM sobretudo no sentido da decência e do compromisso efetivo com a Educação. Só assim poderemos pensar e vislumbrar que um dia possamos estar à altura de decidirmos sobre o Futuro da Humanidade.

Não é difícil! Envolve VONTADE de lutar com inteligência e consciência, CONSTANTEMENTE sem desistir, mas sem se tornar obsessivo.

A Educação e a Democracia estão comprometidas com a evolução do Homem. Só assim poderemos ter um Futuro digno para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                                    8 de Abril de 2019

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A Felicidade é um estado de espírito perigoso

A Felicidade

Vou transformar esta minha afirmação num texto satírico porque considero que é a melhor forma dos meus Leitores se aperceberem da importância da verdadeira Felicidade.

É natural e muito saudável que a mente e o corpo de qualquer Cidadão possa ser ‘inundada’ de Felicidade e alegria de viver. Mas temos de concordar que a nossa Sociedade não nos dá muitos incentivos nem razões para sermos Felizes, cada um à sua maneira.

Em Fevereiro do ano passado escrevi um texto: “Comprar Felicidade?” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/02/17/comprar-felicidade/), por ter surgido um estudo ‘científico’ que afirmava – “Há uma quantia exata para a Felicidade, sugerem cientistas” (http://ptjornal.com/ha-uma-quantia-exata-que-traz-felicidade-sugerem-cientistas-240167).

Pois, já sabemos que a Felicidade se transformou numa ‘mercadoria’, tem um valor monetário e está disponível no ‘mercado’ para quem quiser comprar a dose que necessita. Para tal não temos de nos preocupar muito, nem possuir Valores Humanos, porque está ao alcance de uns ‘cobres’, na loja da esquina.

Não tem problema, afirmam as Pessoas, porque cada um tem a liberdade para interiorizar esta questão como quiser. A Felicidade é um preconceito, dizem uns, pois você pode adquiri-la como quiser e desfrutá-la a seu belo prazer, independentemente de quem estiver à sua volta.

‘Mas não será perigoso?’ Questionam alguns! A expressão dessa Felicidade pode trazer problemas! Não! Afirmam os ‘sabedores’ não tem problema nenhum, ‘quem estiver mal que se mude!’.

Bom, não será tanto assim, afinal pode produzir reflexos perigosos nos outros. Recentemente, surgiu um acontecimento grave, que transformaram em notícia, dando conta do seguinte: “Crime choca Itália: “Matei-o porque parecia feliz e não suporto a felicidade” (https://expresso.pt/internacional/2019-04-02-Crime-choca-Italia-Matei-o-porque-parecia-feliz-e-nao-suporto-a-felicidade#gs.4f1mem).

Perguntam os meus Leitores, ‘mas como é possível um maluco destes andar à solta?’. O problema (se é que algumas pessoas interiorizam este facto como um problema!) é que a Felicidade, sendo transformada em ‘coisa’, pode ser roubada por quem estiver afim disso. E haverá sempre uma justiça tolerante e de compaixão para o ‘infrator’. Vai ser julgado e terá direito a defesa paga pelo Estado. Certinho e limpinho. Está resolvida a questão.

Dirão alguns, ‘Valores Humanos na Educação/Ensino formal nem pensar que eu não quero o meu filho catequizado!’. ‘Eu é que educo o meu filho, a Escola só deverá ensinar as matérias necessárias para que ele possa trabalhar e ganhar dinheiro!’.

Pois é, enquanto pensarmos assim, não haverá Felicidade que nos valha. Esta foi a Felicidade que nos foi vendida por especialistas em marketing e vendas (do mais elevado gabarito). Não devemos admirar-nos, pois o mais provável é surgirem no Futuro casos semelhantes. NINGUÉM TEM O CUIDADO DE IMBUIR OS CIDADÃOS EM VALORES HUMANOS. Logo, cada um tem a Liberdade distorcida que quiser para agir a seu ‘belo’ prazer.

Eu estou muito triste com tudo isto, e, cada dia que passa observo, verifico, constato mais e mais casos GRAVÍSSIMOS de falta de Valores Humanos na grande maioria da Sociedade.

Tenho desenvolvido este tema do Valor Humano, de um modo sério, Humanista e com consciência crítica, há mais de cinco anos, para ser confrontado com esta triste realidade constantemente.

Eu continuo a ter o sonho de ver o tema dos Valores Humanos devidamente incluído no Ensino e Educação de TODAS as crianças e jovens por esse mundo fora, sem que esse facto provoque exaltações despropositadas e egoístas nas Pessoas.

O Futuro é uma ‘amálgama’, na mente de quem o ‘sente’, de Conhecimento, Ideal, Sonho e projeção temporal com o objetivo de tornar intrinsecamente melhor a Vida das Pessoas e sobretudo que possam ser mais Felizes e mais Conscientes que no presente.

Muitas Felicidades para TODOS os meus Leitores. Um grande abraço amigo para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                                  5 de Março de 2019

A Felicidade é um estado de espírito perigoso

A Felicidade

Vou transformar esta minha afirmação num texto satírico porque considero que é a melhor forma dos meus Leitores se aperceberem da importância da verdadeira Felicidade.

É natural e muito saudável que a mente e o corpo de qualquer Cidadão possa ser ‘inundada’ de Felicidade e alegria de viver. Mas temos de concordar que a nossa Sociedade não nos dá muitos incentivos nem razões para sermos Felizes, cada um à sua maneira.

Em Fevereiro do ano passado escrevi um texto: “Comprar Felicidade?” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/02/17/comprar-felicidade/), por ter surgido um estudo ‘científico’ que afirmava – “Há uma quantia exata para a Felicidade, sugerem cientistas” (http://ptjornal.com/ha-uma-quantia-exata-que-traz-felicidade-sugerem-cientistas-240167).

Pois, já sabemos que a Felicidade se transformou numa ‘mercadoria’, tem um valor monetário e está disponível no ‘mercado’ para quem quiser comprar a dose que necessita. Para tal não temos de nos preocupar muito, nem possuir Valores Humanos, porque está ao alcance de uns ‘cobres’, na loja da esquina.

Não tem problema, afirmam as Pessoas, porque cada um tem a liberdade para interiorizar esta questão como quiser. A Felicidade é um preconceito, dizem uns, pois você pode adquiri-la como quiser e desfrutá-la a seu belo prazer, independentemente de quem estiver à sua volta.

‘Mas não será perigoso?’ Questionam alguns! A expressão dessa Felicidade pode trazer problemas! Não! Afirmam os ‘sabedores’ não tem problema nenhum, ‘quem estiver mal que se mude!’.

Bom, não será tanto assim, afinal pode produzir reflexos perigosos nos outros. Recentemente, surgiu um acontecimento grave, que transformaram em notícia, dando conta do seguinte: “Crime choca Itália: “Matei-o porque parecia feliz e não suporto a felicidade” (https://expresso.pt/internacional/2019-04-02-Crime-choca-Italia-Matei-o-porque-parecia-feliz-e-nao-suporto-a-felicidade#gs.4f1mem).

Perguntam os meus Leitores, ‘mas como é possível um maluco destes andar à solta?’. O problema (se é que algumas pessoas interiorizam este facto como um problema!) é que a Felicidade, sendo transformada em ‘coisa’, pode ser roubada por quem estiver afim disso. E haverá sempre uma justiça tolerante e de compaixão para o ‘infrator’. Vai ser julgado e terá direito a defesa paga pelo Estado. Certinho e limpinho. Está resolvida a questão.

Dirão alguns, ‘Valores Humanos na Educação/Ensino formal nem pensar que eu não quero o meu filho catequizado!’. ‘Eu é que educo o meu filho, a Escola só deverá ensinar as matérias necessárias para que ele possa trabalhar e ganhar dinheiro!’.

Pois é, enquanto pensarmos assim, não haverá Felicidade que nos valha. Esta foi a Felicidade que nos foi vendida por especialistas em marketing e vendas (do mais elevado gabarito). Não devemos admirar-nos, pois o mais provável é surgirem no Futuro casos semelhantes. NINGUÉM TEM O CUIDADO DE IMBUIR OS CIDADÃOS EM VALORES HUMANOS. Logo, cada um tem a Liberdade distorcida que quiser para agir a seu ‘belo’ prazer.

Eu estou muito triste com tudo isto, e, cada dia que passa observo, verifico, constato mais e mais casos GRAVÍSSIMOS de falta de Valores Humanos na grande maioria da Sociedade.

Tenho desenvolvido este tema do Valor Humano, de um modo sério, Humanista e com consciência crítica, há mais de cinco anos, para ser confrontado com esta triste realidade constantemente.

Eu continuo a ter o sonho de ver o tema dos Valores Humanos devidamente incluído no Ensino e Educação de TODAS as crianças e jovens por esse mundo fora, sem que esse facto provoque exaltações despropositadas e egoístas nas Pessoas.

O Futuro é uma ‘amálgama’, na mente de quem o ‘sente’, de Conhecimento, Ideal, Sonho e projeção temporal com o objetivo de tornar intrinsecamente melhor a Vida das Pessoas e sobretudo que possam ser mais Felizes e mais Conscientes que no presente.

Muitas Felicidades para TODOS os meus Leitores. Um grande abraço amigo, para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                               5 de Março de 2019

Imaginem…

only-imagine

Estamos em 2060. Praticamente não há guerra no Planeta Terra.

Vivemos num mundo cada dia mais tecnológico. Estamos profundamente ‘mergulhados’ na realidade virtual, na realidade aumentada, nas imagens holográficas 3D, etc. Por outro lado, a grande maioria da sociedade vive em mega-cidades de dezenas de milhões de habitantes. Cidades modernas com todas as tecnologias ao dispor de todos os Cidadãos. Cidades higiénicas em todo o sentido da palavra. Casas higiénicas em todo o sentido da palavra.

Não há poluição nas ruas, nem em qualquer outro lugar. As energias limpas são usadas a 100% em todas as cidades e em todas as casas.

Todas as crianças vão à Escola e aprendem todos os dias como lidar com as novas tecnologias que surgem a um ritmo acelerado.

Agora, meus caros leitores, imaginem-se uma criança dos 4 aos 12 anos de idade que convive com todas as tecnologias (possíveis e imaginárias).

Será que essa criança poderá imaginar a beleza da nossa Biosfera atual (a que ainda resta), com toda a diversidade vegetal e animal?

– Dirão:

  1. Mas poderá ver fotos e vídeos de como era antigamente. Ou;
  2. Poderá ver em tempo real imagens da Terra via satélite. Ou;
  3. Poderá ver através da realidade virtual vídeos do nosso Planeta;
  4. Etc.

Mas terá tempo para aprender sobre a vida e os Valores Humanos?

– Dirão:

  1. Claro que sim, todos os cursos estão disponíveis em tempo real. (Mas, será que poderá acampar com os Pais numa floresta para aprender diretamente em plena natureza?)
  2. Conviverá com todas as outras crianças da Escola e aprenderá a interagir em Sociedade. (Mas, será que existirá uma Escola como a atual?)

Em que tipo de Escola aprenderá ela todas as matérias que necessita para lidar com tanta tecnologia? Saberá ela entender o significado de toda aquela tecnologia?

Se tudo estará automatizado, se existirão robots para fazer todos os trabalhos normais diários, a ela só restará pensar para realizar. Ela verá os seus Pais elaborar tarefas complicadíssimas com uma facilidade enorme, logo ela também será capaz no futuro próximo de as realizar.

Num mundo como aquele que tenho vindo a descrever:

  1. Que convívio terão as crianças e jovens?
  2. Como se relacionarão? (por transmissão de pensamento, talvez.)
  3. Que Valores Humanos irão sobressair das suas vivências?
  4. Afinal de contas elas saberão resolver problemas dos mais complexos, mas será que compreenderão para quê? E por quê?
  5. Como lidarão com o nascimento e a morte? (afinal as Pessoas vivem durante longos anos com saúde.)
  6. Como lidarão com as emoções? Ou, com o Amor? Ou, com a violência? Ou, com o bullying? Será que não dispõem de jogos informáticos violentos em realidade virtual?
  7. Como serão incentivadas as diversas criatividades naturais de uma criança? Com tanta tecnologia ao dispor, como será? Música? Pintura? Escultura? Dança? Cinema? Literatura? Arquitetura? Etc.?
  8. Haverá Filósofos Humanistas? Aprenderão elas sobre o Humanismo?
  9. Será que saberá como ultrapassar um sofrimento de Ser Humano?

Enfim, serão muitas delas sobredotadas e com uma capacidade enorme de realização e construção. Mas serão Felizes? Como interiorizarão a Felicidade, o Amor e a Convivência?

Bom, deixemo-nos de perguntas vãs e generalistas.

Vamos ao que interessa. Chegou a hora dos adultos e dos interesses mais diversos.

Em 2100 foi descoberto um Planeta capaz de suportar vida Humana e que poderá conter outras formas de vida. É claro que o Homem há muito que anseia visitar um desses Planetas, até colonizá-lo (se possível). Todas as tecnologias existem para colocar uma equipa multidisciplinar nesse planeta, em tempo considerado satisfatório (menos de um ano terrestre).

Será o Homem capaz de colonizar outro Planeta com o mesmo espírito com que colonizou (usurpando) outros  territórios continentais no passado? Ou, estará bem preparado como Ser Humano, imbuído de Valores Humanos, capaz de compreender outras ‘civilizações’, possuir o grau de empatia necessário para conviver e aprender como e porque vivem daquela maneira? Terão os Cidadãos de 2100 uma Inteligência e Consciência Coletivas capaz de estabelecerem um contacto positivo com outras civilizações, sem as colonizar? Não só podem como devem imaginar sempre a melhor das situações possíveis, já que nos consideramos os seres mais inteligentes que conhecemos até agora.

Penso que o Homem tudo fará para encontrar um Paraíso, julgando que poderá eternamente desfrutar de todos os recursos, sem ter de se preocupar muito com o Futuro Coletivo.

Seremos nós capazes de SER biosustentáveis? Ou, seremos como a história de Adão e Eva?

Será que aprendemos a lição?

Eu só posso imaginar o Futuro e desejar que a Humanidade seja cada vez mais Humana e com Valor. Mas também posso contribuir para a construção de um Futuro melhor para TODOS! OU NÃO POSSO?

Alfredo Sá Almeida                                                                           17 de Março de 2019

A importância da Cidadania Global

 

De acordo com o relatório da ONU-Habitat (https://news.un.org/pt/story/2016/05/1551541-dois-tercos-da-populacao-mundial-devem-viver-em-cidades-ate-2030) em 2030 dois terços da população mundial viverá em Cidades e Megacidades.

Se tivermos em linha de conta que em 2050 haverá cerca de 10 biliões de habitantes, neste nosso planeta, em que mais de 70% viverão em Cidades e Megacidades (https://www.unric.org/pt/actualidade/31537-relatorio-da-onu-mostra-populacao-mundial-cada-vez-mais-urbanizada-mais-de-metade-vive-em-zonas-urbanizadas-ao-que-se-podem-juntar-25-mil-milhoes-em-2050), facilmente compreenderão a necessidade imperiosa de uma Educação em Valores Humanos e em Cidadania Global.

A questão fulcral, segundo os especialistas, prende-se com o facto de “a urbanização fornecer a maior oportunidade para alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (https://news.un.org/pt/story/2016/05/1551541-dois-tercos-da-populacao-mundial-devem-viver-em-cidades-ate-2030).

Assim sendo, os Valores Humanos – Cidadania, Solidariedade, Empatia, Altruísmo, Civismo, Educação Humanista, Ética, etc. – são e serão fundamentais para um bom relacionamento em Sociedade.

Por outro lado, como os problemas de vivência e gestão nas Cidades e Megacidades, ao redor do mundo, serão muito semelhantes (independentemente da raça, cultura, religião, condição económica, etc. dos seus habitantes), cada vez fará mais sentido que os Cidadãos possuam uma formação em Cidadania Global para facilmente identificarem e encontrarem soluções para os problemas emergentes.

Em 2030, segundo as Nações Unidas (United Nations’ World Urbanization Prospects – 2014), este será o top 10 das Megacidades (284,4 milhões de habitantes = 3,3% da População Mundial [8,6 Biliões de Pessoas]) (https://www.weforum.org/agenda/2017/06/these-will-be-the-worlds-10-biggest-cities-in-2030) e (http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-06/onu-diz-que-populacao-mundial-chegara-86-bilhoes-de-pessoas-em-2030):

• 10. Mexico City, Mexico: 23,9 milhões de pessoas
• 9. Lagos, Nigeria: 24,2 milhões de pessoas
• 8. Cairo, Egypt: 24,5 milhões de pessoas
• 7. Karachi, Pakistan: 24,8 milhões de pessoas
• 6. Dhaka, Bangladesh: 27,4 milhões de pessoas
• 5. Beijing, China: 27,7 milhões de pessoas
• 4. Mumbai, India: 27,8 milhões de pessoas
• 3. Shanghai, China: 30,8 milhões de pessoas
• 2. Delhi, India: 36,1 milhões de pessoas
• 1. Tokyo, Japan: 37,2 milhões de pessoas

O Mundo requer Pessoas conscientes, individual e coletivamente, capazes de contribuir para um melhor relacionamento em Sociedade, mas também para uma Cidadania ativa e positiva. A Inteligência Coletiva tornar-se-á essencial para construir um Futuro Coletivo e a Sustentabilidade da Biosfera (https://saalmeida.wordpress.com/2017/11/16/inteligencia-e-consciencia-de-futuro-coletivo/). A compreensão e resolução dos problemas globais e da sustentabilidade da Biosfera estão dependentes da Cidadania Global e de uma criatividade social sustentável.

Penso que estas previsões realistas que transmiti, sendo factos, dão corpo aos argumentos que defendo, onde a “Educação deverá ser obrigatória para todas as crianças e jovens até aos 20 anos de idade, onde a sua formação deverá estar alicerçada nos Valores Humanos e em conhecimentos nucleares fundamentais sobre o Homem, a Sociedade e a Biosfera. Todas as matérias de conhecimento serão transmitidas de forma a mostrar aos aprendizes que tudo nesta vida está interligado, integrado, onde o Homem tem a responsabilidade de promover e praticar uma sustentabilidade de Vida em equilíbrio com a Biosfera.” (https://saalmeida.wordpress.com/2015/04/16/caracteristicas-de-uma-sociedade-baseada-no-valor-humano/)

Alfredo Sá Almeida                                                                                        9 de Maio de 2018

O Homem está a perder a razão em relação ao Ser Humano

Homem absurdo

Sob o ponto de vista filosófico Homem e Ser Humano não possuem a mesma identidade. Normalmente o termo Homem está mais associado à antropologia filosófica. “O que temos claro, todavia, é que nem sempre as concepções de ordem antropológico filosóficas estão em consonância com os próprios princípios bioéticos, bem como com as normas vigentes na ordem jurídica.” – Emerson Silva Barbosa.

Ainda, recorrendo ao excelente artigo de Emerson Silva Barbosa, intitulado “O conceito de homem, pessoa e ser humano sob as perspetivas da Antropologia Filosófica e do Direito” (http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9837) publicado no Portal “Âmbito Jurídico” sob o tema Biodireito, podemos encontrar matéria muito interessante referente a Ser Humano.

“Conforme Singer (2000), Fletcher compilou uma lista daquilo a que chamou indicadores de humanidade, em que incluiu o seguinte:

a) Autoconsciência
b) Autodomínio
c) Sentido do futuro
d) Sentido do passado
e) Capacidade de se relacionar com outros
f) Preocupação pelos outros
g) Comunicação
h) Curiosidade

Dos indicadores apontados, destaca Singer que os elementos mais importantes seriam a racionalidade e a autoconsciência, conforme se extrai do conceito de Locke (Singer, 2000). E é nesta acepção que afirma deva ser compreendido o conceito de pessoa.”

Ainda de acordo com Singer (2000):

É este o sentido do termo que temos em mente quando elogiamos alguém dizendo que ‘é muito humano’ ou que tem ‘qualidades verdadeiramente humanas’. Quando dizemos tal coisa não estamos, é claro, a referir-nos ao facto de a pessoa pertencer à espécie Homo sapiens que, como facto biológico, raramente é posto em dúvida; estamos a querer dizer que os seres humanos possuem tipicamente certas qualidades e que a pessoa em causa as possui em elevado grau.” (http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9837)

A meu ver – assumo o risco de atribuição de identidade – Homem é um Ser Humano sem Alma e sem os Valores que caracterizam a Humanidade.

É neste contexto que surge o tema deste texto. Considero que o Homem se está a tornar um absurdo (‘que é contrário ao bom senso e racionalidade’) relativamente ao Ser Humano. A ausência crescente de Valores Humanos são a causa desse absurdo.
Assistimos com demasiada frequência a muitas irracionalidades do Homem por falta de uma Educação em Valores Humanos e de princípios orientadores que lhe dariam a dimensão de Ser Humano.

Infelizmente os exemplos são tantos e tão tristes nos campos da Educação, da Política, da Justiça, da Economia, das Finanças e de muitas outras áreas do saber, que estou seguro que os meus Leitores se lembrarão de casos concretos sobre o que estou a escrever. Temo que, na sua evolução, o Homem se transforme numa aberração da Natureza, tal é a descaracterização Humana que vem demonstrando.

A questão que me preocupa bastante é que não se está a fazer o suficiente para valorizar o Ser Humano e inibir o crescendo de atitudes e comportamentos irracionais e emocionalmente deploráveis, que o Homem provoca à Sociedade.

Todos nós sabemos que o equilíbrio dinâmico entre as Inteligências Racional e Emocional são um fator importante de harmonia em Sociedade. No entanto, temos assistido passivamente a fenómenos de corrupção, agressão, terrorismo, injustiça, ofensa, mentira descarada, etc.. Esta passividade está a minar os caminhos pacíficos da construção de um novo Paradigma Global, que se desdobrará em novos Paradigmas interdependentes e coerentes com o desenvolvimento Humano na nossa Biosfera.

A recente manifestação nos Estados Unidos a favor do controlo eficaz das armas e contra o livre acesso a armas de guerra, é um exemplo do absurdo que a política norte americana está a produzir na sociedade.

Outro exemplo aberrante é o caso da Justiça Brasileira, que julgou e condenou, em primeira e segunda instância o ex-presidente, e que corre o risco do Supremo Tribunal Federal, politizando o assunto, ‘produzir’ a libertação de um condenado.

Estes são dois casos entre muitos, por esse mundo fora, que acabam ‘destruindo’ o Ser Humano e o Futuro da Humanidade.

Problema dos Valores

Alfredo Sá Almeida                                                                                     25 de Março de 2018

A importância do Bem Comum numa sociedade de Valor Humano

Neste tema que tenho desenvolvido, ao longo dos últimos três anos, sobre o Valor Humano, tenho destacado a importância que o Bem Comum tem no desenvolvimento da Humanidade. É um conceito integrado e resultante da Inteligência e Consciência Coletivas dos Seres Humanos, que muito lentamente se está a desenvolver na Sociedade Global.

Para que fique bem claro: Bem comum é uma expressão que possui conceitos em muitas áreas do conhecimento humano, mas que se assemelham entre si. De um modo geral, define os benefícios que podem ser compartilhados por várias pessoas, pertencentes a um determinado grupo ou comunidade.
O bem comum na filosofia está relacionado com o ideal de progresso que todas as sociedades e nações do mundo devem alcançar: a igualdade social e económica, onde todos possam ter melhores condições de vida.
Assim como na ideia filosófica, que aliás é usada como base para empregar o conceito em outros ramos do conhecimento, o bem comum é definido a partir dos interesses públicos, ou seja, tudo que seja pertinente ao usufruto ou que beneficie uma sociedade como um todo.
De acordo com o “Princípio Ético do Bem Comum”, as leis devem ser feitas para um estado coletivo, e não individual.” (https://www.significados.com.br/bem-comum/)

Apesar de não haver estudos sobre as dimensões reais do espírito coletivo e do espírito individual em Sociedade, verifico infelizmente que o espírito individual e o individualismo dominam as atitudes e comportamentos em Sociedade. Isso deve-se, sobretudo, à Educação ministrada (nas Escolas e no seio da Família) e às práticas Empresariais e Governamentais nos Países.

Ora a predominância dessas práticas individualistas em nome do ‘bem comum’ acabam por estar desenraizadas do verdadeiro espírito deste conceito. Por outro lado, a ausência de ensinamentos específicos sobre esta matéria, conduz à confusão generalizada que esse individualismo é a única forma de interpretar o bem comum.

A verdade é que o bem comum tem muito pouco de interpretativo e muito de Consciência Coletiva específica de valorização do Ser Humano. É uma prática constante, de Pessoas de boa vontade, que consideram que os benefícios compartilhados possuem uma dimensão bem maior que os benefícios individuais.

O que assistimos frequentemente nas práticas, Pessoais, Empresariais e Governamentais, da Sociedade atual são iniciativas que visam o lucro e não o bem comum. Por este facto continua a existir muita desigualdade e muita segregação, que contribuem para o afastamento do conceito do bem comum.

O conceito de Democracia, apesar de muito difundido globalmente (mas mal aplicado), acaba por desequilibrar a balança do bem comum para o lado do individualismo.

O Homem não tem sabido desenvolver a Democracia no sentido participativo e do verdadeiro espírito da Consciência Coletiva. O extremar de posições entre forças políticas Liberais e Comunistas tem conduzido as Sociedades a falsas soluções governamentais e a um desvirtuamento do bem comum.

Enquanto não nos libertarmos desses extremismos políticos egocentristas e não assumirmos que o nosso Futuro Coletivo possui uma passagem muito estreita para a sustentabilidade e a felicidade coletivas, será muito difícil construirmos uma Sociedade de Bem Comum e de Valor Humano.

Será que só pela força nos libertaremos dos extremos? Parece contraditório, porque o uso da força normalmente não conduz a nada de bom. Mas seremos nós, Seres Humanos, capazes de inteligentemente definirmos de modo coletivo o caminho que nos conduz ao bem comum?

Para nosso BEM é melhor que consigamos um entendimento dinâmico que nos conduza a esse caminho. Mas para isso temos de possuir a sabedoria de ‘afastar’ os elementos prejudiciais ao bem comum, sem extremismos mas com determinação inteligente. A Democracia também serve para esses desígnios!

Olhemos para a realidade do mundo atual, sobre todos os pontos de vista – Social, Económico, Educacional, Judicial, etc. – e construamos em conjunto as soluções, com base nos melhores conhecimentos e nas melhores práticas da Sociedade, sem permitirmos que grupos minoritários de bloqueio, ‘minem’ a nossa vontade e a nossa determinação de chegarmos ao nosso Futuro Coletivo.

A vontade Humana, liberta do individualismo desequilibrado e desfocado do bem comum, deverá ter a sabedoria para construir esse caminho.

A vontade coletiva do Bem Comum ajudará a construir uma Sociedade de Valor Humano.

Nota: Recomendo a leitura do Relatório da UNESCO “Repensar a Educação – Rumo a um bem comum global?” (2016)

(http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002446/244670POR.pdf)

Alfredo Sá Almeida                                                                                 7 de Fevereiro de 2018