A importância da Cidadania Global

 

De acordo com o relatório da ONU-Habitat (https://news.un.org/pt/story/2016/05/1551541-dois-tercos-da-populacao-mundial-devem-viver-em-cidades-ate-2030) em 2030 dois terços da população mundial viverá em Cidades e Megacidades.

Se tivermos em linha de conta que em 2050 haverá cerca de 10 biliões de habitantes, neste nosso planeta, em que mais de 70% viverão em Cidades e Megacidades (https://www.unric.org/pt/actualidade/31537-relatorio-da-onu-mostra-populacao-mundial-cada-vez-mais-urbanizada-mais-de-metade-vive-em-zonas-urbanizadas-ao-que-se-podem-juntar-25-mil-milhoes-em-2050), facilmente compreenderão a necessidade imperiosa de uma Educação em Valores Humanos e em Cidadania Global.

A questão fulcral, segundo os especialistas, prende-se com o facto de “a urbanização fornecer a maior oportunidade para alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (https://news.un.org/pt/story/2016/05/1551541-dois-tercos-da-populacao-mundial-devem-viver-em-cidades-ate-2030).

Assim sendo, os Valores Humanos – Cidadania, Solidariedade, Empatia, Altruísmo, Civismo, Educação Humanista, Ética, etc. – são e serão fundamentais para um bom relacionamento em Sociedade.

Por outro lado, como os problemas de vivência e gestão nas Cidades e Megacidades, ao redor do mundo, serão muito semelhantes (independentemente da raça, cultura, religião, condição económica, etc. dos seus habitantes), cada vez fará mais sentido que os Cidadãos possuam uma formação em Cidadania Global para facilmente identificarem e encontrarem soluções para os problemas emergentes.

Em 2030, segundo as Nações Unidas (United Nations’ World Urbanization Prospects – 2014), este será o top 10 das Megacidades (284,4 milhões de habitantes = 3,3% da População Mundial [8,6 Biliões de Pessoas]) (https://www.weforum.org/agenda/2017/06/these-will-be-the-worlds-10-biggest-cities-in-2030) e (http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-06/onu-diz-que-populacao-mundial-chegara-86-bilhoes-de-pessoas-em-2030):

• 10. Mexico City, Mexico: 23,9 milhões de pessoas
• 9. Lagos, Nigeria: 24,2 milhões de pessoas
• 8. Cairo, Egypt: 24,5 milhões de pessoas
• 7. Karachi, Pakistan: 24,8 milhões de pessoas
• 6. Dhaka, Bangladesh: 27,4 milhões de pessoas
• 5. Beijing, China: 27,7 milhões de pessoas
• 4. Mumbai, India: 27,8 milhões de pessoas
• 3. Shanghai, China: 30,8 milhões de pessoas
• 2. Delhi, India: 36,1 milhões de pessoas
• 1. Tokyo, Japan: 37,2 milhões de pessoas

O Mundo requer Pessoas conscientes, individual e coletivamente, capazes de contribuir para um melhor relacionamento em Sociedade, mas também para uma Cidadania ativa e positiva. A Inteligência Coletiva tornar-se-á essencial para construir um Futuro Coletivo e a Sustentabilidade da Biosfera (https://saalmeida.wordpress.com/2017/11/16/inteligencia-e-consciencia-de-futuro-coletivo/). A compreensão e resolução dos problemas globais e da sustentabilidade da Biosfera estão dependentes da Cidadania Global e de uma criatividade social sustentável.

Penso que estas previsões realistas que transmiti, sendo factos, dão corpo aos argumentos que defendo, onde a “Educação deverá ser obrigatória para todas as crianças e jovens até aos 20 anos de idade, onde a sua formação deverá estar alicerçada nos Valores Humanos e em conhecimentos nucleares fundamentais sobre o Homem, a Sociedade e a Biosfera. Todas as matérias de conhecimento serão transmitidas de forma a mostrar aos aprendizes que tudo nesta vida está interligado, integrado, onde o Homem tem a responsabilidade de promover e praticar uma sustentabilidade de Vida em equilíbrio com a Biosfera.” (https://saalmeida.wordpress.com/2015/04/16/caracteristicas-de-uma-sociedade-baseada-no-valor-humano/)

Alfredo Sá Almeida                                                                                        9 de Maio de 2018

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Viver ou Sobreviver sem Valor Humano?

A vida do Homem tornou-se mais sofisticada e, apesar dos progressos civilizacionais e de uma convivência mais citadina, os Valores Humanos não acompanharam esses progressos na mesma proporção.

A sofisticação dessa vida civilizada e citadina do Homem não lhe confere uma maior capacidade de sobrevivência. Mas também não lhe acrescenta uma melhor capacidade de relacionamento civilizacional.

A ausência acentuada de Valores Humanos na Educação formal tornam o Homem mais vulnerável em situações de grandes catástrofes naturais ou artificiais.

De acordo com todas as estimativas da ONU, OCDE e outras Organizações Internacionais, indicam com elevado grau de probabilidade que em 2030, 60% da população mundial de 8,2 biliões de Seres Humanos, viverá em cidades (megacidades). Esta probabilidade tem tendência para aumentar. Em 2050 a estimativa de vivência em megacidades aumentará para 70%, sendo que nesse ano rondaremos os 10 biliões de habitantes no planeta.

Se a vida em grandes Cidades pode trazer ao Homem maior segurança e maior acesso aos elementos civilizacionais (energia, água, alimentos, cultura, educação, higiene, segurança, ordem, tecnologias de comunicação, etc.), em casos de grandes catástrofes torná-lo-á mais vulnerável e com menor capacidade de sobrevivência prolongada.

É precisamente na situação de sobrevivência que a ausência de Valores Humanos fará toda a diferença para pior. Neste caso, será que nos diferenciaríamos dos animais selvagens?

A meu ver, os Governos e as Organizações Internacionais não tomaram em devida consideração, nos seus planos de contingência para grandes catástrofes globais, a ausência generalizada de Valores Humanos.

Senão vejamos o que acontece atualmente nas megacidades (Tóquio, Delhi, São Paulo, Bombaím, México, Nova Iorque, Xangai, Calcutá, Dhaka, Karachi, Buenos Aires, Los Angeles, etc.) onde existem grandes ‘bolsas’ de pobreza e carências de toda a ordem. O conjunto das 12 Cidades mais populosas do mundo representam mais de 220 milhões de habitantes.

Em situação de funcionamento ‘normal’ o equilíbrio civilizacional mantem-se, apesar das lacunas organizacionais. Mas em caso de grandes catástrofes esse equilíbrio será colocado em risco e a ausência de elementos civilizacionais e citadinos, incluindo Valores Humanos, tornará muito difícil a sobrevivência prolongada das Populações.

Imaginemos agora que a vida dessas grandes Cidades mundiais seria regida pelos princípios do Valor Humano, que venho defendendo nos textos deste meu Blogue. Neste caso, a presença generalizada de Valores Humanos nos elementos dessas Populações (solidariedade, compaixão, empatia, bem comum, cidadania, amizade, civilidade, consciência, dignidade, humanismo, justiça, etc.) seguramente que diminuiria os efeitos nocivos da pós-catástrofe.

Se assim é, de que estamos à espera para implementarmos os princípios que nos fazem bem em qualquer situação?

Alfredo Sá Almeida                                                                      17 de Junho de 2017