Cidadãos do Mundo, demonstremos a nossa Consciência Coletiva!

Cidadão do Mundo

Meus caros Leitores, este é o meu grito de alerta a Todos os Cidadãos do Mundo, conscientes dos problemas ambientais e climáticos graves provocados pelo Homem e preocupados com as probabilidades mencionadas pela comunidade científica mundial.

“Cientistas avisam que o aquecimento global pode pôr em causa a sobrevivência humana já em 2050”

(http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2019-06-04-Cientistas-avisam-que-o-aquecimento-global-pode-por-em-causa-a-sobrevivencia-humana-ja-em-2050) Revista Visão 4/6/2019.

Cidadão do Mundo - Sócrates

“Ser cidadão do mundo é não ter fronteiras dentro de si. É ser um, com o mundo, e o mundo estar um, em ti. É romper os obstáculos de línguas, culturas, raças e etnias. Para ser verdadeiramente cidadão do mundo, disse-me o filósofo, era preciso sentir-se em casa. Estar em casa não aqui, nem ali, mas em toda e qualquer parte do mundo.”Sócrates (https://www.publico.pt/2018/06/08/p3/cronica/ser-cidadao-do-mundo-1834969) Artigo de opinião de Pedro Sampaio Minassa (8/6/2018).

Sigamos o exemplo deste Estudante de Direito quando ele afirma: “Ser cidadão do mundo é a liberdade consciente, é o elemento fundamental da nova onda de cidadania global, que consiste em ser-se semente e não árvore. Sentir-se bem onde estiver e por onde for porque, se o mundo é uma casa, em nada comum, é, em tudo, comunitária.”

Pois bem, meus caros Leitores, o problema é muito grave, muito sério e requer ações concretas imediatas por parte de TODOS os Cidadãos.

Vocês vêm os Líderes mundiais preocupados, ou mesmo, com uma agenda política tentando congregar esforços para encontrar soluções viáveis para serem implementadas no curto prazo?

Eu, sinceramente, não os vejo preocupados! Assisto ao contrassenso de os ver preocupados com a Guerra (seja comercial ou bélica) e com as estratégias de guerra e de intimidação mútua. Preocupados com os Cidadãos? Não! Estou convicto que não querem saber do nós. Bem podemos morrer ‘fritos’ ou em guerra que para eles é igual, eles estarão sempre a salvo!

Somos nós, que conjuntamente à comunidade científica devemos agir, delinear estratégias, traçar rumos e desenvolver ações concertadas para congregar o maior número de Cidadãos do Mundo, com base nos ensinamentos científicos, possuirmos a Força da Razão que irá mudar o mundo. Se houver Líderes políticos que nos queiram seguir, tanto melhor. Se não, não fazem falta nenhuma. Aliás, o espírito da Democracia é esse (regime político em que a soberania é exercida pelo povo). E o Povo é soberano!

Ora o que nos diz a comunidade Científica: “Uma equipa de investigadores australianos tentou prever o cenário resultante das alterações climáticas, a médio prazo, e os resultados não são nada animadores”. Neste artigo da Revista Visão (http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2019-06-04-Cientistas-avisam-que-o-aquecimento-global-pode-por-em-causa-a-sobrevivencia-humana-ja-em-2050) que transcreve os resultados do Centro Nacional Para a Restauração do Clima Australiano, somos alertados para as consequências da ação do Homem sobre as alterações climáticas.

“Com base nas investigações científicas realizadas até ao momento, qual seria o cenário em 2050. Os resultados estimam que o planeta esteja sob o efeito de um calor extremo que ameaçará a sobrevivência humana, que vários ecossistemas colapsem, milhares de pessoas tenham de ser deslocadas deixando algumas das cidades mais populosas do mundo praticamente abandonadas, e que a produção de alimento e reservas de água baixem drasticamente.

Para Chris Barrie, autor do estudo e ex-diretor do Departamento de Defesa Australiano, não há dúvidas de que “depois da guerra nuclear, o aquecimento global provocado pela ação humana, é a maior ameaça à vida humana no planeta”. “Um futuro apocalíptico não é inevitável”, acredita, deixando, no entanto, o aviso: “Sem uma ação drástica imediata, as nossas perspetivas (de sobrevivência) são fracas.”

David Spratt e Ian Dunlop, também eles autores do estudo e investigadores experientes dedicados ao clima, concordam que as alterações climáticas representam uma “ameaça existencial a médio prazo para a civilização humana”.

Baseado-se nas pesquisas científicas existentes, prevê-se que as temperaturas globais aumentem 3 graus Celsius até 2050.

As consequências?

  • 55% da população mundial (a viver em 35% da superfície terrestre) sofreria mais de 20 dias de calor letal por ano, algo “além do limiar de sobrevivência humana”;
  • Em África, na América do Sul, no Médio Oriente e no Sudeste Asiático, o calor fatal deveria durar mais de 100 dias por ano, levando à deslocação de aproximadamente mil milhões de pessoas;
  • Neste cenário, muitos ecossistemas não iriam resistir, incluindo o Ártico, a Amazónia e os recifes de coral;
  • A subida do nível do mar iria forçar a população de Mumbai, Jacarta, Guangzhou, Hong Kong, Ho Chi Minh, Shangai, Banguecoque, Manila, entre outras, a abandonar as cidades. Só no Bangladesh cerca de 15 milhões de pessoas seriam deslocadas;
  • A produção de alimentos diminuiria devido ao “declínio catastrófico” das populações de insetos, ao clima muito quente e à escassez de água. Sem alimentos suficientes para a população mundial, os preços subiriam vertiginosamente;

Nos resultados publicados pode ler-se ainda que “as consequências sociais vão desde o aumento do fervor religioso ao caos total”, e à “mudança permanente na relação da humanidade com a natureza”.”Visão.

Ouvimos, com frequência, que os Políticos não gostam de notícias alarmistas, pois podem provocar o caos social. Mas não assistimos à ‘construção’ de nenhuma dinâmica concertada com as Populações, com as Empresas, com os Países, com as comunidades de Nações para minimizar os efeitos destas previsões. Mais do que minimizar, será necessário resolver os problemas de fundo.

O problema não está relacionado com o dinheiro que será necessário para enfrentar as consequências desta crise de Inteligência Humana. Se se tratasse de uma Guerra Mundial tudo seria sempre feito para produzir os melhores resultados!

“Grandes empresas estimam riscos das alterações climáticas em 900 mil milhões” – Revista Sábado 4/6/2019 (https://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/grandes-empresas-estimam-riscos-das-alteracoes-climaticas-em-900-mil-milhoes) . “As alterações climáticas representam riscos financeiros de quase 900 mil milhões de euros, estimam algumas das maiores empresas do mundo num relatório esta terça-feira divulgado. Os números são sugeridos tendo em conta três quartos (366) das 500 maiores empresas do mundo, que no conjunto estão avaliadas em 15 biliões de euros.

O documento foi divulgado pela organização internacional Carbon Disclosure Project (CDP) e alerta que muitos desses impactos resultantes dos riscos climáticos poderão ocorrer nos próximos cinco anos.

Do valor de perdas estimado, cerca de 446 mil milhões de euros são classificados como altamente prováveis ou quase certos, nomeadamente devido a custos operacionais mais elevados, relacionados com mudanças nas leis e nas políticas.”

Pois é! Não será preferível uma grande ação concertada de TODOS os Cidadãos do Mundo para resolver estes grandes problemas a nível mundial, que uma Guerra ao mesmo nível? Nem coloco em causa qual será a melhor resposta a esta pergunta. Alguns Líderes mundiais talvez tenham outra ‘visão’ oculta, que não querem partilhar com a comunidade de Cidadãos do Mundo, mas nós sabemos que tudo deveria estar a ser feito, concertadamente, para evitar grandes catástrofes, sejam elas quais forem.

Todos nós temos de congregar esforços, demonstrarmos a nossa verdadeira Consciência Coletiva, darmos as mãos e mostrarmos ao Mundo o que a Inteligência Coletiva é capaz de fazer pelo bem da sustentabilidade deste nosso Planeta, que é a nossa casa, e construirmos um Futuro Coletivo digno de Seres Humanos com Valores.

Alfredo Sá Almeida                                                                                        6 de Junho de 2019

Imaginem…

only-imagine

Estamos em 2060. Praticamente não há guerra no Planeta Terra.

Vivemos num mundo cada dia mais tecnológico. Estamos profundamente ‘mergulhados’ na realidade virtual, na realidade aumentada, nas imagens holográficas 3D, etc. Por outro lado, a grande maioria da sociedade vive em mega-cidades de dezenas de milhões de habitantes. Cidades modernas com todas as tecnologias ao dispor de todos os Cidadãos. Cidades higiénicas em todo o sentido da palavra. Casas higiénicas em todo o sentido da palavra.

Não há poluição nas ruas, nem em qualquer outro lugar. As energias limpas são usadas a 100% em todas as cidades e em todas as casas.

Todas as crianças vão à Escola e aprendem todos os dias como lidar com as novas tecnologias que surgem a um ritmo acelerado.

Agora, meus caros leitores, imaginem-se uma criança dos 4 aos 12 anos de idade que convive com todas as tecnologias (possíveis e imaginárias).

Será que essa criança poderá imaginar a beleza da nossa Biosfera atual (a que ainda resta), com toda a diversidade vegetal e animal?

– Dirão:

  1. Mas poderá ver fotos e vídeos de como era antigamente. Ou;
  2. Poderá ver em tempo real imagens da Terra via satélite. Ou;
  3. Poderá ver através da realidade virtual vídeos do nosso Planeta;
  4. Etc.

Mas terá tempo para aprender sobre a vida e os Valores Humanos?

– Dirão:

  1. Claro que sim, todos os cursos estão disponíveis em tempo real. (Mas, será que poderá acampar com os Pais numa floresta para aprender diretamente em plena natureza?)
  2. Conviverá com todas as outras crianças da Escola e aprenderá a interagir em Sociedade. (Mas, será que existirá uma Escola como a atual?)

Em que tipo de Escola aprenderá ela todas as matérias que necessita para lidar com tanta tecnologia? Saberá ela entender o significado de toda aquela tecnologia?

Se tudo estará automatizado, se existirão robots para fazer todos os trabalhos normais diários, a ela só restará pensar para realizar. Ela verá os seus Pais elaborar tarefas complicadíssimas com uma facilidade enorme, logo ela também será capaz no futuro próximo de as realizar.

Num mundo como aquele que tenho vindo a descrever:

  1. Que convívio terão as crianças e jovens?
  2. Como se relacionarão? (por transmissão de pensamento, talvez.)
  3. Que Valores Humanos irão sobressair das suas vivências?
  4. Afinal de contas elas saberão resolver problemas dos mais complexos, mas será que compreenderão para quê? E por quê?
  5. Como lidarão com o nascimento e a morte? (afinal as Pessoas vivem durante longos anos com saúde.)
  6. Como lidarão com as emoções? Ou, com o Amor? Ou, com a violência? Ou, com o bullying? Será que não dispõem de jogos informáticos violentos em realidade virtual?
  7. Como serão incentivadas as diversas criatividades naturais de uma criança? Com tanta tecnologia ao dispor, como será? Música? Pintura? Escultura? Dança? Cinema? Literatura? Arquitetura? Etc.?
  8. Haverá Filósofos Humanistas? Aprenderão elas sobre o Humanismo?
  9. Será que saberá como ultrapassar um sofrimento de Ser Humano?

Enfim, serão muitas delas sobredotadas e com uma capacidade enorme de realização e construção. Mas serão Felizes? Como interiorizarão a Felicidade, o Amor e a Convivência?

Bom, deixemo-nos de perguntas vãs e generalistas.

Vamos ao que interessa. Chegou a hora dos adultos e dos interesses mais diversos.

Em 2100 foi descoberto um Planeta capaz de suportar vida Humana e que poderá conter outras formas de vida. É claro que o Homem há muito que anseia visitar um desses Planetas, até colonizá-lo (se possível). Todas as tecnologias existem para colocar uma equipa multidisciplinar nesse planeta, em tempo considerado satisfatório (menos de um ano terrestre).

Será o Homem capaz de colonizar outro Planeta com o mesmo espírito com que colonizou (usurpando) outros  territórios continentais no passado? Ou, estará bem preparado como Ser Humano, imbuído de Valores Humanos, capaz de compreender outras ‘civilizações’, possuir o grau de empatia necessário para conviver e aprender como e porque vivem daquela maneira? Terão os Cidadãos de 2100 uma Inteligência e Consciência Coletivas capaz de estabelecerem um contacto positivo com outras civilizações, sem as colonizar? Não só podem como devem imaginar sempre a melhor das situações possíveis, já que nos consideramos os seres mais inteligentes que conhecemos até agora.

Penso que o Homem tudo fará para encontrar um Paraíso, julgando que poderá eternamente desfrutar de todos os recursos, sem ter de se preocupar muito com o Futuro Coletivo.

Seremos nós capazes de SER biosustentáveis? Ou, seremos como a história de Adão e Eva?

Será que aprendemos a lição?

Eu só posso imaginar o Futuro e desejar que a Humanidade seja cada vez mais Humana e com Valor. Mas também posso contribuir para a construção de um Futuro melhor para TODOS! OU NÃO POSSO?

Alfredo Sá Almeida                                                                           17 de Março de 2019

Que solução para o futuro do Homem?

Solução para o Homem 5

Parece estranha esta pergunta para quem domina TUDO e TODOS e que se julga um DEUS! (Yuval Noah Harari) Mas corresponde a uma triste realidade – ‘O Homem não se mostrou capaz de encontrar soluções sustentáveis e de Futuro para a sua vida nesta Biosfera!’.

Mas uma coisa é certa, só o próprio Homem tem a capacidade de encontrar a solução para os problemas que criou, mesmo julgando que era inteligente suficiente para os resolver. A não ser que prefiram ficar à espera de uns aliens  que nos venham impor uma solução!

Tantos e tão bons Escritores, publicando livros que são best-sellers, lidos por milhões de Pessoas em todo o mundo (como Yuval Noah Harari, Elizabeth Kolbert ou Al Gore), capazes de fazer uma análise exaustiva, científica, correta e inspiradora dos comportamentos Humanos nesta Sociedade Globalizada, e, não assistimos a uma resposta cabal, coletiva e duradoura para melhorar o Futuro do Homem com o pensamento no bem-comum!

Muitos de nós sabemos que os comportamentos Humanos nesta nossa Biosfera, não são sustentáveis e que a continuarmos assim, caminhamos para ‘A Sexta Extinção’ (Elizabeth Kolbert)!

Mas na realidade continua TUDO na mesma! Caminhamos para a nossa destruição como Seres Humanos e arrastaremos as outras espécies connosco!

Solução para o Homem 1

Não meus Amigos não se trata da sustentabilidade financeira mundial, ou, se o BREXIT com acordo ou sem acordo com a UE produzirá instabilidade dos mercados! Ou se a Venezuela e a Coreia do Norte deixarão de ser ditaduras! Ou se vamos continuar a consumir petróleo como maior fonte de energia!

NÃO, NÃO! … Somos NÓS que temos que encontrar uma solução viável para sermos Seres Humanos e não predadores insustentáveis! E, se não for a BEM (com o consenso da maioria) tem de ser por IMPOSIÇÃO dessa solução viável! Ou pretendem ter na vossa consciência a eliminação da face da Terra da grande maioria da diversidade de espécies e de NÓS próprios?

  • Será que não seremos capazes de encontrar os caminhos do BEM-COMUM para solucionarmos os nossos problemas?
  • Será que vamos continuar a defender que o Dinheiro, e quem o domina, é a entidade toda poderosa a que nos devemos subjugar para encontrarmos a melhor solução?
  • Será o VALOR HUMANO singular e coletivo a dimensão adequada para ser a plataforma de entendimento entre os Homens?
  • Vamos lá, meus Amigos, temos tantas opções que são viáveis para a grande maioria de NÓS e ficamos estupefactos e indiferentes perante tão dura realidade?

Se assim for, só vislumbro um grande problema que temos que resolver! Estamos todos VICIADOS neste modelo de Sociedade, que aconteça o que acontecer manteremos o nosso VÍCIO!

Solução para o Homem 3

Se o problema é o nosso VÍCIO, então existem soluções viáveis para o tratar! Só que não é de livre vontade que seremos ‘tratados’ (porque já demonstrámos que não temos força de vontade para o fazer)!

Bom, talvez a melhor solução seja divertirmo-nos muito e deixarmo-nos ‘anestesiar’ para termos uma morte coletiva ‘sem dor’!

Divirtam

  • Teremos NÓS a Inteligência Coletiva suficiente para mantermos os Valores Humanos de um Ser e sabermos transformarmo-nos em sustentáveis nesta Biosfera?

Bom, talvez prefiram abandonar este planeta e viajar para outro melhor! Os que cá ficarem que se ‘danem’!

Este é o meu ‘desabafo’, na tentativa (mais uma) de transmitir a minha modesta solução para os problemas da Humanidade. Continuo a acreditar que a SOLUÇÃO do VALOR HUMANO, como a tenho desenvolvido, é uma solução viável para os Seres Humanos responsáveis e conscientes do drama que criámos e que estamos inseridos.

Solução para o Homem 2

Alfredo Sá Almeida                                                                                  12 de Março de 2019

Se não podes derrotá-los, …

beat-join

Segundo consta, esta frase – “Se não podes derrotá-los, junta-te a eles” – corresponde a um provérbio Americano.

Quantas vezes nós iniciamos batalhas que se transformam em guerras e finalmente numa obsessão da qual não sabemos sair. No momento presente, essas batalhas são essencialmente argumentativas, mas nem por isso deixam de se transformar em guerras obsessivas.

Houve até um autor Português – Filipe Homem Fonseca – que escreveu um livro intitulado “Se não podes juntar-te a eles, vence-os” (2013).

(https://www.wook.pt/livro/se-nao-podes-juntar-te-a-eles-vence-os-filipe-homem-fonseca/15081083)

Ou seja, não tem como escapar da obsessão. Faz-me lembrar as táticas utilizadas na guerra de Troia, com o célebre cavalo.

Vem isto a propósito da GUERRA comercial global que se avizinha dos USA com a China, com a União Europeia, com o Canada, com o México, etc. Era inevitável as respetivas retaliações dos Países e Organizações visadas.

Significa que o Homem é exímio na arte da guerra mas muito fraco e pouco inteligente na ARTE da Paz e da concórdia. Provavelmente, estará nos nossos genes essa característica dada a influência das sucessivas guerras em que o Homem se envolveu, sobretudo no último século.

Mas se observarmos com atenção e detalhe, essa anunciada guerra comercial global prende-se essencialmente com DINHEIRO. Pensando bem, até estou de acordo com as declarações de Christine Lagarde (Diretora-geral do FMI) quando afirma “Guerras comerciais são impossíveis de vencer”.

(http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/lagarde-guerras-comerciais-sao-impossiveis-de-vencer-281562)

Torna-se evidente que para evitar essa guerra os Líderes Globais deveriam trabalhar de forma construtiva para resolver os conflitos comerciais.

Por outro lado, ‘serão as Pessoas mais pobres que vão sofrer as consequências da guerra comercial global’ – Christine Lagarde.

(https://observador.pt/2018/05/31/serao-os-pobres-quem-mais-sofrera-com-uma-guerra-comercial-diz-fmi/)

Voltando à frase de entrada, “junta-te a eles …”, só pode querer dizer que tudo deve ser feito para construir uma Consciência Coletiva para evitar uma guerra. Mas é aqui que os Líderes Globais falham em toda a linha, talvez porque acabam reduzindo toda e qualquer negociação ao DINHEIRO. Aí, as conversações tornam-se tão virtuais e voláteis que perdem o foco principal que evita qualquer Guerra – a Paz e o bem-estar de todas as Populações de todos os Países.

A uma escala bem mais pequena, mas não menos importante, a guerra entre os Professores Portugueses e o Ministério da Educação de Portugal, enferma do mesmo problema – ‘nem os Dirigentes Sindicais nem o Governo’ estão focados em resolver os problemas sérios que a Educação em Portugal tem. Acabam reduzindo TUDO A DINHEIRO. Assim não se resolve nada.

Aliás, se forem satisfeitas todas as reivindicações dos Sindicatos (10 plataformas Sindicais para representar uma Profissão?) os problemas da Educação em Portugal não ficarão resolvidos, nem sequer a satisfação dos Professores e o seu bem-estar.

Imaginem agora o que aconteceria com as outras profissões, os Juízes, os Médicos, os Enfermeiros, etc. Ou seja, seria a insatisfação geral.

A meu ver, a Política está demasiado comprometida com o DINHEIRO e os Cidadãos acabam por ficar viciados nele. Senão vejamos, perguntem a um Professor do quadro: ‘se ganhasse o dobro estaria satisfeito e seria mais produtivo no seu trabalho?’. Penso que adivinharei a resposta – NÃO.

Enfim, o Homem continua obcecado com questões que não conduzem a nada de bom e desfocado dos verdadeiros problemas da Sociedade. Construir uma Consciência Coletiva torna-se fácil se for para perguntar: “Exigem ou não a recuperação de todo o tempo de serviço congelado?” (http://expresso.sapo.pt/revista-de-imprensa/2018-06-29-Sindicatos-lancam-referendo-aos-professores-exigem-ou-nao-a-recuperacao-de-todo-o-tempo-de-servico-congelado-#gs.Q5_NcaA). Quero ver construir uma Consciência Coletiva bem mais vasta e mais abrangente que entre, apenas, os elementos de uma Profissão. Gostaria de ver uma verdadeira convergência entre Professores, Pais dos Alunos, Alunos e Governantes por uma Educação com Futuro em Portugal. Essa sim seria a Consciência Coletiva digna de Seres inteligentes.

Não brinquem com a Inteligência dos Cidadãos! Todos nós sabemos que ‘Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão’. Às Profissões superiores de um País (Professores, Juízes, Médicos, Enfermeiros, etc.) exige-se que tenham um maior contributo para a Cidadania, com maior Inteligência e Consciência Coletivas, caso contrário a Profissão perde Valor. Imaginem um Juiz a reivindicar aumento de salário e com atitudes e comportamentos de ‘Estivador’. Como querem que os Cidadãos mantenham o respeito que a Profissão merece? Como querem construir Consciência Coletiva ampla se não se derem ao respeito como Cidadãos?

Neste caso, os Dirigentes Sindicais são os maiores culpados de muitos processos reivindicativos. Não basta serem obsessivos com os desejos dos seus associados. Têm sobretudo de ser construtivos e responsáveis pela Consciência Coletiva da Profissão, que representam, integrada na Sociedade que a deve respeitar SEMPRE. Se a Sociedade perder o respeito pela Profissão em causa, o responsável é o Dirigente Sindical.

Pois bem, meus caros Leitores, eu preferiria que a frase de entrada fosse outra:

“Se não conseguires construir uma Consciência Coletiva, com os teus recursos, junta-te àqueles que tiverem melhores condições para o fazer”.

Alfredo Sá Almeida                                                                                       7 de Julho de 2018

O Homem encontra-se com perturbação obsessivo-compulsiva, em pleno século XXI

Todas as ações, atitudes e comportamentos que o Homem tem demonstrado nos últimos 100 anos da vida do nosso Planeta, induzem-me a afirmar que a Humanidade se encontra psicologicamente doente e o Homem com perturbação obsessivo-compulsiva notória. (p.f. ver Nota no final do texto)

Perante esta minha afirmação, lanço um desafio aos Psicólogos Clínicos e aos Psiquiatras que se sintam capazes de analisar em profundidade o estado mental global da Humanidade: Estará o Homem com perturbação obsessivo-compulsiva?

Coloquemos o Homem na ‘chaise longue’ do Psiquiatra ou no sofá do Psicólogo Clínico e analisemos em profundidade todas as ações, atitudes e comportamentos que têm conduzido às malfeitorias aos seus Irmãos e a todas as outras espécies existentes na Biosfera.

Segundo a comunidade científica internacional – “Mais de 15 mil cientistas de 184 países emitiram um aviso: a Humanidade deve tomar medidas imediatas para reverter os efeitos das mudanças climáticas, o desmatamento e a extinção das espécies antes que seja tarde demais.”

(http://bigthink.com/stephen-johnson/15000-scientists-from-around-the-world-issue-warning-to-humanity?utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Facebook)

Catastrofe anunciada

(Fig. em BigThink by Stephen-Johnson)

Esta é a triste realidade que construímos ao longo dos últimos 70 anos de vida (no mínimo).

A ‘evolução’, mostrada nestes gráficos, pode representar um comportamento obsessivo-compulsivo em relação à nossa atividade no Planeta. Ao ponto de “… termos desencadeado um evento de extinção em massa, o sexto em cerca de 540 milhões de anos, em que muitas formas de vida atuais poderiam ser aniquiladas ou, pelo menos, comprometidas com a extinção no final deste século”.

A ser verdade que o Homem se encontra com este tipo de perturbação, temos de ter muito cuidado pois: “A perturbação obsessivo-compulsiva é progressiva: sem tratamento eficaz, vai piorando, ainda que o seu curso seja feito de fases boas e más, um pouco de acordo com o nível de stress que vai surgindo na vida das pessoas. Com alguma frequência, a situação é complicada com a presença simultânea de outras perturbações igualmente do foro psicológico/psiquiátrico; as companhias indesejáveis mais frequentes são: perturbações depressivas, perturbação do pânico, fobia social e fobias simples.” (https://oficinadepsicologia.com/obsessivo-compulsivo/)

Perante estes dados, nem iremos necessitar de uma III Guerra Mundial para extinguirmos a Vida neste Planeta, basta continuarmos a comportarmo-nos como até aqui.

Este é um apelo a TODOS os Homens de boa vontade, com Inteligência e Consciência Coletivas, capazes de construir um NOVO Futuro Coletivo.

A meu ver, necessitamos de construir um novo Paradigma para a Sociedade Global neste Planeta. Sem esse Paradigma estaremos irremediavelmente perdidos como Seres Humanos. Poderemos ser qualquer outra ‘coisa’, mas não um SER com Valores Humanos.
Neste meu Blogue, os meus caros Leitores poderão encontrar muitos elementos da minha proposta de Paradigma baseada no Valor Humano.

Boa Leitura e boas atitudes em prol da Humanidade.

Alfredo Sá Almeida                                                                               4 de Março de 2018

Nota: Fonte “O que é a perturbação obsessivo-compulsiva?”

(https://oficinadepsicologia.com/obsessivo-compulsivo/)
Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens mentais, desagradáveis, estranhos face ao historial de vida de quem os tem, e que surgem de uma forma repetida e que resistem a ser expulsos da consciência. O facto de surgirem intrusivamente, vindos do nada, de continuarem a intrometer-se na vida do dia-a-dia, de resistirem a desaparecer, apesar dos esforços nesse sentido, e a própria estranheza dos seus conteúdos, origina um elevado desconforto e ansiedade e a pessoa sente-se compelida a fazer algo para reduzir esse mal-estar.
Surgem, assim, as compulsões, ou rituais compulsivos, (ou, ainda numa outra designação que preferimos, os comportamentos protetores) que acabam por cumprir uma função de controlo da ansiedade, ainda que inadequado. Estes comportamentos protetores são, na maior parte das vezes, comportamentos exteriores e, contrariamente às obsessões, que se passam na privacidade do espírito de cada um, tornam-se bastante visíveis para os outros. É precisamente por constituírem a face visível desta perturbação que se tornaram o aspeto mais conhecido do público, inclusivamente por terem sido retratados em filmes como “Melhor é impossível” ou “Aviator”. No entanto, os rituais compulsivos podem ser privados e, portanto, invisíveis, tal como as obsessões.”
“Um dos aspetos mais dramáticos desta perturbação é o facto de a pessoa reconhecer que as suas ações compulsivas são ilógicas e não têm cabimento no contexto da sua vida e que o conteúdo dos seus pensamentos obsessivos é maioritariamente absurdo e sem sentido. Imagine saber isto e não conseguir impedir-se nem de pensar o que pensa, nem de fazer o que faz… Esta situação está na base do elevado embaraço que as pessoas sentem quando são afligidas pela perturbação obsessivo-compulsiva, o que a torna muito reservadas a propósito do que pensam e do que fazem, acontecendo, por vezes, sofrerem durante anos sem contar a ninguém o que se passa com elas, passando por uma luta angustiante que não se prende apenas com a tentativa de controlo da sua sintomatologia mas, igualmente, com a tentativa de esconder o que se passa, por medo da avaliação que poderão fazer delas.”
A perturbação obsessivo-compulsiva é progressiva: sem tratamento eficaz, vai piorando, ainda que o seu curso seja feito de fases boas e más, um pouco de acordo com o nível de stress que vai surgindo na vida das pessoas. Com alguma frequência, a situação é complicada com a presença simultânea de outras perturbações igualmente do foro psicológico/psiquiátrico; as companhias indesejáveis mais frequentes são: perturbações depressivas, perturbação do pânico, fobia social e fobias simples.”

A importância dos ‘saltos quânticos’ em coerência com a Consciência Coletiva

Valores da Arquitetura para o Futuro5

(https://www.facebook.com/groups/arquitetura.humana/)

Assisti muito interessado à cerimónia de Doutoramento Honoris Causa do Eng.º António Guterres (Secretário-geral da ONU) que decorreu hoje dia 19 de Fevereiro de 2018. Lembrei-me que o Homem ainda não aprendeu a executar ‘saltos quânticos’, Humanamente coerentes, nas decisões que envolvem a vida Social, Política, Empresarial, etc., que contribuem decisivamente para o desenvolvimento sustentável.

Intelectualmente somos capazes de os executar com maestria, mas na prática e nas realidades da Vida dos Cidadãos, tem sido muito difícil.

Vem isto a propósito sobre o que proferiu o Secretário-geral das Nações Unidas António Guterres, no seu discurso de Doutoramento. Assim, “alertou que o mundo “corre o risco de perder a corrida” face à aceleração das alterações climáticas e vincou a “falta de ambição suficiente” para concretizar as metas internacionais.” No caso das alterações climáticas, estas “continuam a andar mais depressa do que nós”, embora exista “quem duvide, contra todas as evidências científicas”. (http://www.jornaldenegocios.pt/multimedia/detalhe/mundo-corre-o-risco-de-perder-corrida-contra-alteracoes-climaticas)

Por outro lado, mencionou algumas realidades da ciberguerra e da desregulação da prática das novas tecnologias da informação e comunicação (Internet of Things, Internet, Inteligência Artificial e outras) e como essa desregulação poderá conduzir a grandes tragédias. “Estou absolutamente convencido que a próxima guerra entre Estados será precedida de um massivo ciber-ataque”, decretou, destacando que “não há nenhum esquema regulatório” como a Convenção de Genebra que se aplique a um conflito deste tipo.” (http://observador.pt/2018/02/19/antonio-guterres-passa-vida-em-revista-e-preciso-saber-sair-da-politica/)

Ora estas duas realidades mencionadas, implicam a existência de muita Consciência Coletiva e uma capacidade de tomar decisões Políticas que beneficiem a Humanidade Global. Mas, também, uma capacidade de dar ‘saltos quânticos’ coerentes, ao tomar essas decisões.

Os ‘saltos quânticos’ aos quais me refiro são um modo inteligente de evitar uma continuidade doentia e potencialmente desviadora dos verdadeiros interesses e objetivos do Futuro da Humanidade. O que temos assistido, até à data, nos desenvolvimentos Políticos e Sociais é que estes agem sempre por reação aos desenvolvimentos Científicos e Tecnológicos. Esta inexistência de harmonia entre o Conhecimento e a ação Política e Social conduz a desequilíbrios potenciais geradores de ruturas bruscas e violentas. Tentam sempre conjugar muitos interesses antagónicos, potenciadores de negócios e geradores de capital, esquecendo-se do foco principal e essencial que é o Futuro da Humanidade e o desenvolvimento sustentável.

É nesta dimensão que se poderiam dar enormes ‘saltos quânticos’ com o desenvolvimento da Inteligência e Consciência Coletivas, realizando vários bypass em matérias que não têm Futuro e que estão a prejudicar o desenvolvimento sustentável da Humanidade. Não é por acaso que as matérias da Paz, Desenvolvimento Social, Educação em Valores Humanos e Futuro Sustentável têm que estar constantemente presentes na Consciência de TODOS os Cidadãos e nas decisões Políticas e Sociais.

Alfredo Sá Almeida                                                                            19 de Fevereiro da 2018

A importância do Bem Comum numa sociedade de Valor Humano

Neste tema que tenho desenvolvido, ao longo dos últimos três anos, sobre o Valor Humano, tenho destacado a importância que o Bem Comum tem no desenvolvimento da Humanidade. É um conceito integrado e resultante da Inteligência e Consciência Coletivas dos Seres Humanos, que muito lentamente se está a desenvolver na Sociedade Global.

Para que fique bem claro: Bem comum é uma expressão que possui conceitos em muitas áreas do conhecimento humano, mas que se assemelham entre si. De um modo geral, define os benefícios que podem ser compartilhados por várias pessoas, pertencentes a um determinado grupo ou comunidade.
O bem comum na filosofia está relacionado com o ideal de progresso que todas as sociedades e nações do mundo devem alcançar: a igualdade social e económica, onde todos possam ter melhores condições de vida.
Assim como na ideia filosófica, que aliás é usada como base para empregar o conceito em outros ramos do conhecimento, o bem comum é definido a partir dos interesses públicos, ou seja, tudo que seja pertinente ao usufruto ou que beneficie uma sociedade como um todo.
De acordo com o “Princípio Ético do Bem Comum”, as leis devem ser feitas para um estado coletivo, e não individual.” (https://www.significados.com.br/bem-comum/)

Apesar de não haver estudos sobre as dimensões reais do espírito coletivo e do espírito individual em Sociedade, verifico infelizmente que o espírito individual e o individualismo dominam as atitudes e comportamentos em Sociedade. Isso deve-se, sobretudo, à Educação ministrada (nas Escolas e no seio da Família) e às práticas Empresariais e Governamentais nos Países.

Ora a predominância dessas práticas individualistas em nome do ‘bem comum’ acabam por estar desenraizadas do verdadeiro espírito deste conceito. Por outro lado, a ausência de ensinamentos específicos sobre esta matéria, conduz à confusão generalizada que esse individualismo é a única forma de interpretar o bem comum.

A verdade é que o bem comum tem muito pouco de interpretativo e muito de Consciência Coletiva específica de valorização do Ser Humano. É uma prática constante, de Pessoas de boa vontade, que consideram que os benefícios compartilhados possuem uma dimensão bem maior que os benefícios individuais.

O que assistimos frequentemente nas práticas, Pessoais, Empresariais e Governamentais, da Sociedade atual são iniciativas que visam o lucro e não o bem comum. Por este facto continua a existir muita desigualdade e muita segregação, que contribuem para o afastamento do conceito do bem comum.

O conceito de Democracia, apesar de muito difundido globalmente (mas mal aplicado), acaba por desequilibrar a balança do bem comum para o lado do individualismo.

O Homem não tem sabido desenvolver a Democracia no sentido participativo e do verdadeiro espírito da Consciência Coletiva. O extremar de posições entre forças políticas Liberais e Comunistas tem conduzido as Sociedades a falsas soluções governamentais e a um desvirtuamento do bem comum.

Enquanto não nos libertarmos desses extremismos políticos egocentristas e não assumirmos que o nosso Futuro Coletivo possui uma passagem muito estreita para a sustentabilidade e a felicidade coletivas, será muito difícil construirmos uma Sociedade de Bem Comum e de Valor Humano.

Será que só pela força nos libertaremos dos extremos? Parece contraditório, porque o uso da força normalmente não conduz a nada de bom. Mas seremos nós, Seres Humanos, capazes de inteligentemente definirmos de modo coletivo o caminho que nos conduz ao bem comum?

Para nosso BEM é melhor que consigamos um entendimento dinâmico que nos conduza a esse caminho. Mas para isso temos de possuir a sabedoria de ‘afastar’ os elementos prejudiciais ao bem comum, sem extremismos mas com determinação inteligente. A Democracia também serve para esses desígnios!

Olhemos para a realidade do mundo atual, sobre todos os pontos de vista – Social, Económico, Educacional, Judicial, etc. – e construamos em conjunto as soluções, com base nos melhores conhecimentos e nas melhores práticas da Sociedade, sem permitirmos que grupos minoritários de bloqueio, ‘minem’ a nossa vontade e a nossa determinação de chegarmos ao nosso Futuro Coletivo.

A vontade Humana, liberta do individualismo desequilibrado e desfocado do bem comum, deverá ter a sabedoria para construir esse caminho.

A vontade coletiva do Bem Comum ajudará a construir uma Sociedade de Valor Humano.

Nota: Recomendo a leitura do Relatório da UNESCO “Repensar a Educação – Rumo a um bem comum global?” (2016)

(http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002446/244670POR.pdf)

Alfredo Sá Almeida                                                                                 7 de Fevereiro de 2018