Inteligência e Consciência de Futuro Coletivo

– Este texto resultou de uma conversa muito interessante com a minha querida companheira Angela Alem (https://angelaalem.wordpress.com/). As suas preocupações fundamentadas com a Educação, bem como a suas ideias e soluções para uma Educação de qualidade estão expressas no seu Blog. –

Existem dois “consensos” de definição de inteligência (fonte de informação Wikipédia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia). O primeiro, de ‘Intelligence: Knowns and Unknowns’, um relatório de uma equipe congregada pela Associação Americana de Psicologia, em 1995:

“Os indivíduos diferem na habilidade de entender ideias complexas, de se adaptarem com eficácia ao ambiente, de aprenderem com a experiência, de se engajarem nas várias formas de raciocínio, de superarem obstáculos mediante o pensamento. Embora tais diferenças individuais possam ser substanciais, nunca são completamente consistentes: o desempenho intelectual de uma dada pessoa vai variar em ocasiões distintas, em domínios distintos, a se julgar por critérios distintos. Os conceitos de ‘inteligência’ são tentativas de aclarar e organizar esse conjunto complexo de fenómenos.”

Uma segunda definição de inteligência vem de ‘Mainstream Science on Intelligence’, que foi assinada por cinquenta e dois pesquisadores em inteligência, em 1994:

“Uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta – ‘pegar no ar’, ‘pegar’ o sentido das coisas ou ‘perceber’ uma coisa.”

Todos nós possuímos uma inteligência individual, assim como possuímos uma consciência do mundo que nos rodeia. Infelizmente nem todos desenvolvem estas capacidades. Muitos não tiveram a oportunidade de desbravar as suas capacidades através de uma Educação bem orientada para a sua individualidade, nem foram estimulados a aumentar estas competências, ou os seus conhecimentos, devido às características e ao modo de organização da Sociedade passada e atual.

Provavelmente, se todos nós tivéssemos as mesmas boas oportunidades de Educação de qualidade e acesso ao conhecimento, quer a inteligência quer a consciência individuais seriam de natureza distinta e de maior dimensão.

Mas nada nos impede de adquirirmos ao longo da vida uma inteligência e consciência coletivas. Nestes casos estamos perante uma dimensão “mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à nossa volta”. Ou seja, para além de sermos capazes de ‘dominar’ as capacidades individuais, temos os conhecimentos mais globais do mundo e das Pessoas que nos rodeiam, o que nos permite uma compreensão ampla no sentido coletivo e de grupo de Seres Humanos, pela nossa vivência em Sociedade e de habitarmos a mesma Biosfera.

A Inteligência e a Consciência Coletivas inserem-nos numa comunidade regional e numa comunidade de Nações, permitindo-nos compreender as diferenças e as ‘nuances’ da Sociedade e sermos capazes de nos comprometer com ideias e conceitos comuns a muitos dos nossos pares.

“A Inteligência Coletiva é um conceito de um tipo de inteligência compartilhada que surge da colaboração de muitos indivíduos em suas diversidades. É uma inteligência distribuída por toda parte, na qual todo o saber está na humanidade, já que ninguém sabe tudo, porém todos sabem alguma coisa.” https://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_coletiva.

A Consciência coletiva, de acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, é um conjunto cultural de ideias morais e normativas, a crença em que o mundo social existe até certo ponto à parte e externo à vida psicológica do indivíduo.

“Conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade que forma um sistema determinado com vida própria”

Toda a teoria sociológica de Durkheim pretende demonstrar que os fatos sociais têm existência própria e independente daquilo que pensa e faz cada indivíduo em particular. Embora todos possuam sua “consciência individual”, seu modo próprio de se comportar e interpretar a vida, podem-se notar, no interior de qualquer grupo ou sociedade, formas padronizadas de conduta e pensamento. Essa constatação está na base da que Durkheim chamou de consciência coletiva.”

Aconselho os meus Leitores a consultarem as notícias vindas a público, nestes últimos dias, para se inteirarem de alguns dos grandes problemas que estamos a enfrentar e que nos deverão levar a mudar o rumo da Sociedade Global.

•  http://observador.pt/2017/11/13/15-mil-cientistas-avisam-a-humanidade-em-breve-sera-demasiado-tarde/
•  https://www.dn.pt/sociedade/interior/mais-de-15000-cientistas-renovam-aviso-sobre-riscos-ambientais-da-acao-do-homem-8913838.html
•  https://g1.globo.com/natureza/noticia/ameacas-ao-planeta-sao-muito-piores-do-que-ha-25-anos-diz-carta-assinada-por-15-mil-cientistas.ghtml
•  https://www.rtp.pt/noticias/economia/cientista-stephen-hawking-otimista-mas-lanca-avisos-sobre-inteligencia-artificial_n1038623
•  http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/08-11-2017/stephen-hawking-diz-que-a-terra-vai-virar-uma-bola-de-fogo-gigante-em-2600
•  http://br.blastingnews.com/ciencia-saude/2017/11/humanos-terao-que-fugir-da-terra-em-busca-de-novo-lar-alerta-stephen-hawking-002159861.html
•  http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2017-05-03/stephen-hawking.html

Perante os problemas do mundo atual, em grande medida (senão na totalidade) causados por nós, pela nossa maneira de lidar com o mundo, com a Sociedade e com o que nos rodeia, deveríamos ser capazes de compreender mais profundamente e nos comprometermos com ideias e conceitos científicos comprovados globalmente, abandonando as más práticas que nos fazem estar a destruir o Planeta e por consequência, a nós próprios.

Mas não, a inteligência das Pessoas do mundo atual está a demonstrar que não serve para mudar o mundo nem mesmo elas próprias.

A evolução do Homem nos últimos séculos não favoreceu o desenvolvimento da nossa Inteligência Coletiva. Apenas a inteligência individual se desenvolveu a um ritmo bastante superior. A Inteligência Coletiva ajuda-nos a correlacionar, a inter-relacionar, a compreender melhor o mundo que nos rodeia e as outras Pessoas.

Afinal para que serve a inteligência das Pessoas?

• Para ganhar dinheiro?
• Para resolver grandes problemas?
• Para destruir o sistema instituído?
• Para construir o bem-comum?
• Para mudar o mundo para melhor?
• Para construir a nossa felicidade coletiva?
• Para construir um Futuro Coletivo digno de Seres Humanos na nossa Biosfera?

São tantas as perguntas que ainda não têm resposta que se torna legítimo duvidarmos se teremos Inteligência e Consciência Coletivas para conseguirmos ultrapassar os grandes problemas que causámos à Sociedade Global e á Biosfera.

Serão, na realidade, os Seres Humanos os Seres mais inteligentes do Planeta?

Alfredo Sá Almeida                                                                              16 de Novembro de 2017

 

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Que Futuro sem o Valor Humano?

Interrogação Humana

O mundo global atual enferma de uma acumulação de problemas, ao longo das últimas gerações, resultantes da rápida expansão de TUDO, por ansiedade do Homem.
No século passado o Homem e a Biosfera sofreram a devastação de duas Guerras Mundiais e de muitas outras regionais. O consequente abrandamento dos conflitos à escala mundial desencadeou uma expansão mercantilista, economicista, financeira e industrial potenciada pelos anseios das populações em ambiente de Paz e de estabilidade no Futuro.
Essa expansão acompanhada de uma explosão demográfica foi o resultado da libertação massiva de muitas ‘amarras’ psicológicas e mentais que o Homem tinha construído indevidamente ao longo da História.
Agora sem esses ‘obstáculos’ e na ausência crescente de uma Educação que valoriza TUDO menos os Valores Humanos, eis-nos chegados a uma ‘montanha’ de problemas complexos que poderão acabar com a nossa espécie em menos de um século.
Muitos de nós, que possuem uma consciência mais apurada e atentos à evolução da Humanidade, nos questionamos se teremos uma palavra a dizer sobre o nosso Futuro Coletivo.
Bombardeiam-nos com imensa informação, talvez demasiada, sobre qual será o nosso Futuro e esperam que possamos aderir voluntariamente, consciente ou inconscientemente, (ou à força) consoante os interesses de alguns poucos, que de Seres Humanos entendem pouco.
1. Temos soluções distópicas para todos os gostos. Aliás, se não fizermos nada, na atual situação do mundo, não demorará muito a que uma dessas distopias nos ‘bata à porta’.
2. Depois temos a introdução massiva dos robots a conviver com os Humanos. Dizem-nos que a automação e a inteligência artificial poderão tirar-nos os empregos, mas vão restaurar-nos a Humanidade. Com o espírito do Homem que nos governou até aqui será um pouco difícil isso acontecer! “Automation may take our jobs – but it’ll restore our humanity” – (https://www.weforum.org/agenda/2017/08/automation-may-take-our-jobs-but-it-ll-restore-our-humanity?utm_content=buffer085ae&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer)
3. Ainda temos o Transhumanismo, não seremos Homens nem máquinas mas algo pelo meio. Com que caráter e com que personalidade? Ao meu caro Leitor para desbravar. “Transhumanismo e pós-humanismo” – (http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/anselmo-borges/interior/transhumanismo-e-pos-humanismo-1-5730228.html)
4. Ah! Falta ainda falar naquele movimento que defende a extinção da espécie humana por iniciativa voluntária! Não, não leu mal, é mesmo assim! É uma atitude altruísta para defender a Biosfera. “Líder do movimento pela Extinção da Espécie Humana no Porto” – (https://zap.aeiou.pt/lider-do-movimento-pela-extincao-da-especie-humana-no-porto-170886)
5. Etc.
Eu considero que todas estas soluções, produzidas por Seres Humanos, não acreditam verdadeiramente nas capacidades do Homem Coletivo como Ser integrado na Biosfera. Não só não acreditam nas capacidades e competências do Homem como fazem muito pouco para as desenvolver com Valores Humanos.
É aqui que eu entro! Defendo que o Homem pode e deve transformar-se em Ser Humano através de uma Educação exigente onde os Valores Humanos estarão bem integrados nessa Educação para TODOS. Mas não só. Também defendo em simultâneo a integração sustentável na Biosfera, com sustentabilidade ambiental e de vida. Defendo ainda uma mudança radical de Paradigma da Sociedade Global, terminando com o valor do dinheiro e desenvolvendo uma Sociedade de Valor Humano.
Tudo isto é possível se o Homem o desejar com Consciência e Inteligência Coletivas, apoiado em todos os desenvolvimentos científicos, nas mais diversas especialidades, e no Humanismo como filosofia de vida, sustentado nos Valores Humanos e na sã convivência em Sociedade Global.
Recentemente, o World Economic Forum (19 de Agosto de 2016) publicou um artigo muito interessante “10 skills you need to thrive tomorrow – and the universities that will help you get them” baseado no Relatório “Future of jobs”.
Nele, são mencionadas as 10 principais Competências a desenvolver por profissionais para o ano 2020, comparando com as competências necessárias em 2015. Assim:

2020-2015

De salientar neste estudo para o ano 2020 a ‘entrada’ de competências novas 10) Flexibilidade Cognitiva e 6) Inteligência Emocional, para além de uma nova redistribuição prioritária das outras que já se faziam sentir necessárias em 2015. Convém lembrar que grande parte destas competências requerem a inclusão de Valores Humanos na personalidade e caráter dos futuros Profissionais.
Em 2020 todo o Profissionalismo em exercício que não tiver enraizados os Valores Humanos, terá poucas probabilidades de sucesso e de um Futuro condigno. Aliás, TODA a vida em Sociedade estará dependente de uma boa Educação em Valores Humanos, para podermos ter um Futuro Coletivo duradouro.
Ao meu caro Leitor não lhe peço que acredite em mim, mas que desenvolva o seu conhecimento e a sua Consciência em consonância com o Futuro da Humanidade.

Alfredo Sá Almeida                                                                              24 de Agosto de 2017

Os desejos de construção de um Mundo Melhor

My World 2017

(Meu Mundo)

Tem vindo a acentuar-se os desejos das Pessoas para o desenvolvimento e construção de um Mundo Global Melhor. Este é um aspeto da Consciência Coletiva que ganha adeptos todos os dias. Cada vez mais se exige um mundo global, onde os Seres Humanos possam aceder a oportunidades ‘sonhadas’, mas com equidade.

Igualdade-Equidade

Não se trata apenas de um acto de elementar justiça mas de Inteligência Coletiva, que aceita resolver os problemas do mundo adaptados às condições reais de cada um.
Para que isto aconteça é necessário acabar com muita ‘matéria’ que não possui Valor Humano. Os inimigos desta mudança são: o preconceito, a arrogância, a descriminação, a prepotência, os nacionalismos, a incompreensão cultural, etc.
É bom ver a consciência dos Cidadãos pelo mundo global aumentar com um conhecimento maior das questões fulcrais que são comuns aos Seres Humanos nos ‘quatro cantos’ do planeta. Tal como os Valores Humanos Universais existem outras matérias que praticamente TODOS nós desejamos ver instituídas para termos um Mundo Melhor.
As Nações Unidas desencadearam desde 2015 uma pesquisa mundial sobre os anseios das Pessoas por um mundo melhor. (Meu Mundo)
Até ao momento já ‘votaram’ nesta pesquisa mais de 9,5 milhões de Pessoas de todo o mundo (9,736,484 mais precisamente, à data deste texto).
É interessante verificar os resultados desta pesquisa e quais as prioridades que as Pessoas mais valorizam. Assim:

My World Analytics 2017

Podemos verificar que são 4 as principais prioridades que as Pessoas mais consideram para o Mundo ser melhor. Não é de estranhar ver em primeiro lugar a Educação de Qualidade como primeira prioridade (com mais de 6,5 milhões de votos), pois sem este Valor essencial não podemos compreender o Mundo Global nem aceder a uma melhor qualidade de vida.
Na segunda posição é interessante ver duas prioridades ex aequo, Melhores Cuidados de Saúde e Melhores Oportunidades de Emprego (com cerca de 5,5 milhões de votos, cada). Na terceira posição vemos um anseio Coletivo por uma Governação Honesta e Responsável, pois sem esta prioridade estar bem instituída em todos os Países será muito difícil termos um Mundo Melhor.
O meu Caro Leitor ainda vai a tempo de votar. Demonstre a sua vontade de construir um Mundo Melhor.
“Vote pelas mudanças que podem fazer o seu mundo melhor.
As Nações Unidas e seus parceiros querem ouvir VOCÊ! MEU Mundo é uma pesquisa global que quer sua ajuda na escolha das prioridades para um mundo melhor. Os resultados serão compartilhados com líderes mundiais na definição da próxima agenda de desenvolvimento global. Conte-nos sobre o mundo que você quer. Levante sua voz!”
A Consciência e Inteligência Coletivas são Valores fundamentais na construção de uma Futuro Coletivo melhor para TODA a Humanidade.
Contribua positivamente para um Mundo Melhor para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                                17 de Agosto de 2017

 

A Humanidade não tem crédito do Planeta que habita

O dia do fim dos recursos

Fonte: (http://www.dn.pt/sociedade/interior/recursos-de-2017-esgotados-agora-e-a-credito-no-planeta-8678937.html)
Global Footprint Network (2017)

A Humanidade não tem crédito do Planeta que habita porque não é de confiança. Como poderia a Terra ter confiança em nós quando nos desligámos, espero eu que não seja irreversivelmente, da nossa Biosfera e nos tornámos predadores das outras espécies e perdemos a vergonha pelos nossos actos.

Se o Homem pretender transformar-se em Ser Humano tem de mudar radicalmente as suas atitudes para com a Biosfera e tornar-se ambientalmente sustentável nas suas atividades diárias.

Aliás, o Homem está a fazer com o Planeta aquilo que faz com o dinheiro – usa e deita fora. Falta-nos Consciência e Inteligência Coletivas para que possamos ter um Futuro Coletivo digno para a Biosfera que habitamos.

Os hábitos de consumo do Homem tornaram-se irresponsáveis e prejudiciais para a sua espécie e toda a Biosfera. Globalmente, para aquilo que consumimos necessitaríamos dos recursos de dois Planetas (e para muitos Países não seria suficiente) para sustentar o nosso modo de vida.

“Portugal, cuja atual pegada ecológica corresponde aos recursos de 2,3 planetas – se a humanidade consumisse ao ritmo atual dos portugueses, os recursos esgotar-se-iam a 10 de junho -, é um dos países que não ficam bem neste retrato.

Embora seja o nono país com a pegada mais baixa dos 28 da União Europeia, e esteja muito abaixo de “campeões” como a Austrália, que consome atualmente 5,2 Terras, os Estados Unidos (5), a Rússia (3,4), a Alemanha (3,2), a França (3) e até a Espanha (2,4), Portugal é um contribuinte líquido para a situação de insustentabilidade dos recursos da Terra. E alimentação e a mobilidade, respetivamente com 32% e 18% de peso na pegada ecológica do país, são duas das atividades que por cá mais contribuem para isso, segundo a organização ambientalista Zero.” Fonte: (http://www.dn.pt/sociedade/interior/recursos-de-2017-esgotados-agora-e-a-credito-no-planeta-8678937.html)

Muitos de nós reconhecem que não podemos continuar com estes maus hábitos e estes modelos de vida, mas coletivamente fazemos muito pouco ou quase nada para mudar esta situação. A nossa Inteligência (se é que a temos) diz-nos que devemos mudar URGENTEMENTE de Paradigmas da Sociedade. É necessário um “Despertar para o Futuro” (2014) (https://www.amazon.co.uk/Despertar-para-Futuro-ess%C3%AAncia-mudan%C3%A7a/dp/150281224X/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1501674304&sr=8-1&keywords=Despertar+para+o+Futuro) para começarmos a trilhar um novo caminho coletivo.

Considero que a Terra merece um Homem melhor para habitar a sua Biosfera. A perda significativa de Valores Humanos tem-nos tornado indiferentes, gananciosos, viciados e predadores. A Vida é um bem que o Universo não se pode permitir de perder. Ou nos alinhamos pelo caminho mais correto, em sintonia com o Universo, ou vamos perecer prematuramente sem termos demonstrado a nossa Inteligência Coletiva.

Alfredo Sá Almeida                                                                     2 de Agosto de 2017

A Sociedade atual e a dimensão da Liberdade

Sociedade Doente

A Sociedade atual tem-se desenvolvido nas últimas décadas como um Paradigma ‘canceroso’ onde a Liberdade dos Cidadãos, em vez de servir constantemente as boas práticas de cidadania, acaba destruindo os Valores Humanos que nos deveriam caracterizar.

O ritmo exacerbado de desenvolvimento, em todos os domí­nios do saber, a que a sociedade tem estado submetida, traduz a ansia de liberdade e conhecimento dos Povos oprimidos nas décadas passadas. As ‘explosões’ de criatividade, investigação, expressão cultural, desenvolvimento tecnológico e inteligência racional, deixaram para segundo plano (e em muitos casos, para terceiro e quarto planos) o desenvolvimento humano, social e emocional das comunidades e da Sociedade.

O desenvolvimento humano tem acrescentado ao Coletivo aspetos muito positivos, mercê sobretudo do desenvolvimento tecnológico, mas as componentes Sociais, Educacionais e de consolidação de Valores Humanos têm perdido rumo e caráter pela velocidade que foi impressa no desenvolvimento desequilibrado.

Os sistemas polí­ticos e financeiros são os grandes responsáveis pela permissividade instituí­da, que invadiu negativamente os sistemas educacionais, judiciais e de valores de uma Sociedade com personalidade e caráter Humanos. Os Cidadãos acabaram sendo ‘arrastados’ para decisões, escolhas ou opções pouco ponderadas e de baixo valor social acrescentado, minando as estruturas do paradigma instalado, tornando-o num paradoxo ‘canceroso’.

Dirão os meus caros Leitores que a Liberdade é um Valor primordial e que compensa todos os riscos no desenvolvimento. Eu direi: convêm esclarecer convenientemente esta matéria de considerar a Liberdade como Valor primordial desenraizada dos outros Valores!

A meu ver a Liberdade como Valor essencial e prioritário só faz sentido se estiver inserida no contexto dos outros Valores Humanos. É por essa razão que se torna primordial. Caso contrário, acabamos assistindo a fenómenos, numa Sociedade que se pretende saudável, de desenvolvimento de núcleos malignos que acabam destruindo TUDO – os Valores Sociais e a LIBERDADE. O mais grave é que a degradação social pode atingir patamares tão baixos que se torna difí­cil recuperar, com saúde, o ‘doente’. Esta acaba sendo o resultado de uma permissividade doentia e carente de Inteligência (racional e emocional). Se adicionarmos a esta permissividade doentia, uma Educação carente em Valores Humanos, então teremos um ‘corpo’ agressivo numa Sociedade em decadência.

Não é de estranhar que tenhamos assistido a um aumento vertiginoso da corrupção, da ganância, da arrogância, da prepotência e de muitas outras caracterí­sticas humanas negativas (Antivalores), que acabam proliferando num ‘terreno’ onde os Valores Humanos estão ausentes.

A Sociedade acaba sofrendo, e muito, com este estado de coisas. Infelizmente os exemplos das consequências são muitos. Senão vejamos, o aumento significativo de casos de:

  • Depressão;
  • Suicí­dio;
  • Doenças do foro emocional;
  • Stress;
  • Consumo de drogas;
  • Agressividade violenta;
  • Bullying;
  • Alheamento social;
  • Inteligência maligna;
  • Desequilí­brios mentais; etc.

Resultado, uma Sociedade doente sem perspetivas de melhoras. O intrincado de casos é tão acentuado e denso que organismos sociais saudáveis não conseguem recuperar o ‘paciente’ sem que o ‘tratamento’ seja completo e sistemático, tí­pico de um paciente com ‘cancro’.

Será necessário uma mudança profunda de paradigma, minimizando os paradoxos, com um aumento significativo das Consciência e Inteligência Coletivas, dos Valores Humanos e uma Educação de qualidade para TODOS os Seres Humanos deste Planeta.

Ser Humano doente

Alfredo Sá Almeida                                                                                 13 de Maio de 2017

Consciência e Futuro Coletivos dão coerência ao Valor Humano

Universo - Mapa da matéria negra

Legenda: Mapa da matéria escura do Universo (Credit: Volker Springel/Max Planck Institute for Astrophysics/SPL)

O dia 24 de Junho de 2016 ficará na História da Humanidade como um dos mais tristes resultados da falta de Inteligência, Consciência e Futuro Coletivos do Homem. Este facto deve-se a uma vitória política dos defensores do BREXIT no Reino Unido, que defendem a saída da União Europeia, demonstrando uma falta de coerência entre os Estados que constituem o Reino Unido. Pois, pelo que nos é dado conhecer, quer a Irlanda do Norte, quer a Escócia ponderam abandonar o Reino Unido e juntar-se à União Europeia.

A Inteligência Humana possui várias dimensões, que poucos de nós conhecemos a sua extensão. Já ouvimos falar das Inteligências Racional, Emocional, Espiritual e Social, mas esquecemo-nos frequentemente doutras dimensões que estão relacionadas com a nossa realidade gregária e Social. Todos nós, Seres Humanos, possuímos uma Consciência do mundo que nos rodeia. No entanto, a grande maioria está focada na Consciência de Si, como Seres de uma espécie inteligente.

Os sistemas Educacionais, a Política e a Justiça dos diferentes Estados não têm contribuído para o desenvolvimento das Consciência e Futuro Coletivos dos Cidadãos.

Verificamos com tristeza que estes sistemas se aperfeiçoaram mais no desenvolvimento do egoísmo em detrimento do bem comum, e, no bem-estar pessoal em detrimento do Coletivo.

Ora, a Inteligência Humana possui uma dimensão bem maior que a do próprio Ser individual. É comum falarmos nos desígnios de um Povo e das batalhas que se travam para a expansão das ideias que passam a abranger outros Povos. O mundo atual tem passado por profundas adaptações na ‘construção’ de uma Globalização planetária. Verificamos que os propósitos utilizados para esta Globalização não são, nem os mais adequados nem os corretos para UNIR os Seres Humanos numa verdadeira Globalização de Valores. Frequentemente a tendência desta está focada em valores de natureza financeira.

A Globalização que tenho vindo a referir, a defender e a desenvolver prende-se com a dos Valores Humanos Universais e a da construção de um Valor Humano onde a Consciência e Inteligência Coletivas se congregam numa coerência de Futuro Coletivo.

O Ser Humano tem ‘arquitetura’ suficiente para albergar uma coerência de Futuro Coletivo como espécie, mas por razões de fraca inteligência não são desenvolvidas nem valorizadas.

Muito recentemente, Melissa Hogenboom (24 de Agosto de 2015) escreveu um artigo interessantíssimo no site da BBC Earth “What is our Universe made of?“ (http://www.bbc.com/earth/story/20150824-what-is-the-universe-made-of?ocid=fbert) que nos pode ajudar nesta construção da Consciência e Inteligência Coletivas. Com base nele vou construir a minha argumentação.

O Homem tem um conhecimento muito reduzido do nosso Universo, das leis que o governam e da influência que tem no desenvolvimento da nossa mente. No entanto, a curiosidade científica Humana tem-se expandido a um ritmo elevado nas últimas décadas, conduzindo-nos a um maior conhecimento do Universo onde estamos inseridos.

“Se um alienígena conseguisse visitar o nosso Universo a partir de uma realidade paralela, existe uma forte probabilidade de eles nem conseguirem perceber que existimos.

De certa forma isso é óbvio: o Universo é enorme e o nosso planeta é apenas um pequeno e pálido ponto azul. Mas é pior do que isso: os alienígenas podem até não perceber todas as estrelas e os planetas que as orbitam. Eles poderiam até mesmo perder as vastas nuvens de poeira que flutuam no espaço.

Todas essas coisas familiares constituem apenas uma fração da matéria no nosso Universo. O resto é outra coisa, um material que ninguém na Terra já viu.

Por falta de um nome melhor, os físicos chamam a este material “matéria escura”. Se esta não estivesse lá, as galáxias dispersar-se-iam. Ninguém sabe o que é, mas os físicos estão focados na sua pesquisa.” – Melissa Hogenboom.

Apesar do conhecimento que o Homem possui do Universo ser limitado, este vai construindo uma coerência científica, à medida que as investigações vão avançando, permitindo-nos compreender a sua estrutura e as leis que o regem.

No meu livro “Despertar para o Futuro” (2014) e no texto ‘Neurociências e a mente Humana’ afirmei: “Lembremo-nos que 90% deste nosso Universo é constituído por matéria escura e vazio de qualquer conteúdo, em contraposição com o interior do nosso cérebro e a capacidade da mente Humana. Ora, VAZIO e VIDA estão em universos opostos e sem possibilidade de coexistirem integrados no mesmo espaço-tempo.” – Alfredo Sá Almeida.

Todos aqueles que defenderam e deram a vitória ao BREXIT demonstraram possuir níveis muito baixos de Consciência e Inteligência Coletivas, querendo sair da União Europeia. Um projeto de construção coletiva de uma União de Países é sempre mais importante e coerente que o isolamento dessa comunidade.

Dir-se-ia neste caso, que nem a ‘matéria escura’ foi capaz de manter a coesão e a coerência de um projeto comum, apesar de sabermos muito pouco sobre ela.

Isto coloca uma parte de nós num percurso contrário ao conhecimento coerente deste Universo multifacetado. Seres que preferem isolar-se da comunidade porque se consideram capazes de fazer melhor sozinhos. Sabemos que a diversidade de ideias e opiniões é importante para o desenvolvimento da Inteligência, mas a rutura e isolamento de uma parte da comunidade não constroem Consciência e Futuro Coletivos. Para que estas sejam uma realidade temos de saber qual é a ‘matéria escura’ que nos une, mesmo que não conheçamos todos os detalhes.

Significa isto que o Reino Unido deu maior importância a argumentos financeiros e de imigração, de muito fraco valor na escala do Valor Humano. Significa ainda que a degradação de Valores Humanos que se tem verificado ao longo das últimas décadas está a produzir frutos ‘amargos’ em vez de Futuro dinâmico e coerente.

O Homem encontra-se numa fase de desenvolvimento Social e Global, onde possuir uma Consciência e Inteligência Coletivas representa sabedoria, coerência e conhecimento das dimensões capazes de manter a coesão de uma espécie que se diz inteligente.

A construção de um Futuro Coletivo, em paz e dinâmica de conhecimento, dependem fortemente das componentes de Consciência e Inteligência Coletivas.

Alfredo Sá Almeida                                                                                            24 de Junho de 2016

A construção de desigualdades artificiais prejudica o Valor Humano

Well-I-Left-You-Half

Há cerca de um ano escrevi um texto intitulado “Se somos todos originais porque nos comportamos como cópias?” – (https://saalmeida.wordpress.com/2015/03/21/se-somos-todos-originais-porque-nos-comportamos-como-copias/).

Nele, eu transmiti a minha tristeza perante as atitudes e comportamentos do Homem que nos conduzem a ser cópias. Afirmei: “Nascemos puros como Humanos e transformamo-nos em ‘matéria’ sem Valor Humano mas com potencial de um mercado vazio de Vida.

Se analisarmos com cuidado o Valor da Vida Humana e naquilo que nos forçaram a fazer ao longo da História do Homem, seja pela escravidão formal ou pela dissimulada de um Valor virtual, que de Humano se torna duvidoso de aceitar, verificamos que estamos longe de nos tornarmos Seres evoluídos como espécie.”

Daí que tenha decidido agora escrever sobre as desigualdades artificiais que os Homens vão construindo ao longo da vida e da sua História, que não acrescentam nada de bom ao Ser Humano.

O mundo financeiro e as economias de TODOS os Países, ou seja, o mundo do dinheiro, especializaram-se em matérias que criam desigualdades sintéticas em Seres Humanos originais.

Vou defender esta minha tese de um modo simplificado para tentar chegar a muitos Leitores com diferentes sensibilidades.

A realidade no mundo atual (https://www.youtube.com/watch?v=0xMCWr0O3Hs) sobre a distribuição de rendimentos (income) e da riqueza (wealth) pode ser traduzida pelas figuras gráficas abaixo:

Long tail of people

Ou seja, 20% das Pessoas detêm 80% da riqueza e a restante População apenas detém 20% da riqueza global.

Mas, existe uma diferença abismal entre riqueza e rendimento. Senão vejamos:

cbpp-wealth-income

Significa isto que a riqueza se encontra ainda mais concentrada que o rendimento, como se mostra neste gráfico acima. Como eu costumo dizer, ‘não é a trabalhar que enriquecemos’! Isto só é possível pela corrupção e trabalho desonesto. Pode ainda acontecer ganhar a lotaria. Ou então, se tivermos a ‘sorte’ de nos contratarem como CEO de uma grande Empresa Corporativa Global, onde poderíamos auferir um salário 380 vezes maior que a média dos salários de um trabalhador normal. (https://www.youtube.com/watch?v=QPKKQnijnsM)

O enriquecimento que poderemos ter no trabalho tem outra dimensão que não a do rendimento direto, caso tenhamos a sorte de trabalhar no que gostamos de facto.

Em resumo (p.f. ver gráfico abaixo), entre a distribuição do rendimento igualitário teórico (linha reta) e a distribuição do rendimento real e desigual (linha curva) situa-se uma área a que se chama ‘Área da desigualdade de rendimento’ (A).

gini-coefficient-of-inequality

Infelizmente a realidade atual é ainda mais desigual que a mostrada aqui. Para o efeito recomendo a leitura deste artigo do Jornal Económico “Riqueza de 1% da população superou a dos restantes 99% em 2015” (http://economico.sapo.pt/noticias/riqueza-de-1-da-populacao-superou-a-dos-restantes-99-em-2015_239942.html).

Por outro lado, vivemos num mundo onde as economias dos Países não são todas iguais. Como podemos ver neste gráfico abaixo, os rendimentos nas diferentes regiões são distintos.

Global-Income-Distribution-2011

Podemos verificar que nos Países ditos desenvolvidos a distribuição de rendimento é significativamente maior que nos restantes. Verificamos ainda que se convencionou que a linha fronteira de pobreza (a vermelho) [Poverty line of 1,25$ per day]. Como se fosse possível alguém viver condignamente com 456$ anuais. Triste realidade.

Se olharmos para o mapa do mundo (p.f. ver mapa abaixo) sobre a distribuição da riqueza, onde os Países têm uma maior ou menor dimensão consoante a riqueza que possuem, podemos verificar as grandes desigualdades existentes, onde os continentes Africano e da América do sul quase desaparecem.

wealthmap

Neste mundo desigual, habitado por mais de 7 biliões de Pessoas, em que atividades profissionais estas se ocupam? (p.f. ver esquema abaixo).

7billion

Esta é a dura realidade da desigualdade existente neste mundo, onde uma grande maioria vive mal e com poucos recursos. Esta é a realidade do mundo do dinheiro, que o Homem construiu propositadamente para que poucos tivessem poder sobre muitos. O objetivo do desenvolvimento Humano praticado nunca foi o da igualdade de oportunidades, mas sim o de enriquecer os mais ricos. Aliás, o que se verificou nesta recente crise financeira (2008-2015) foi que os 1% mais ricos (http://www.bbc.com/news/business-35339475) aumentaram significativamente a sua riqueza, de tal modo que esta iguala a dos restantes 99% da População.

Mas as desigualdades não se fazem sentir apenas entre os rendimentos de ricos e pobres, mas também entre Homens e Mulheres, entre Pessoas de diferentes raças, ou no acesso à Saúde e à Educação. (https://www.youtube.com/watch?v=0xMCWr0O3Hs)

Chegados a este ponto, não é de admirar que aumentem as vozes dos que falam e querem um mundo pós-capitalista. Entre essas vozes, destaco a de um Jornalista de investigação Paul Mason, que publicou um livro em 2015 com o título “Postcapitalism: A Guide to Our Future”. Esta obra estará à venda em Março de 2016 já traduzida para Português. (http://www.theguardian.com/books/2015/aug/03/postcapitalism-guide-to-future-paul-mason-review-engagingly-written-confused)

Daquilo que conheço desta obra, penso que uma era pós-capitalista não deve ser resolvida utilizando o referencial do dinheiro, pois esse é o mundo que o Capitalismo melhor domina e com facilidade inverteria a situação seu favor. Rapidamente estaríamos na mesma situação ou pior.

Realço igualmente uma palestra TED de um Investigador e Economista Dan Ariely (Março de 2015), intitulada “How equal do we want the world to be? You’d be surprised”.             (http://www.ted.com/talks/dan_ariely_how_equal_do_we_want_the_world_to_be_you_d_be_surprised?utm_campaign=social&utm_medium=referral&utm_source=facebook.com&utm_content=talk&utm_term=business#t-329490)

 

Dan Ariely

O trabalho de Dan Ariely mostra que “as Pessoas são recetivas às mudanças na igualdade no que toca às Pessoas que têm menos capacidade de ação, basicamente crianças e bebés, porque não os vemos como responsáveis por esta situação”. E continua, “Que lições podemos tirar daqui? Temos duas falhas: uma falha de conhecimento e uma falha de conveniência, e a falha de conhecimento reside na forma como educamos as Pessoas. Como é que fazemos as Pessoas verem a desigualdade de outra forma e as consequências da desigualdade, no que diz respeito à saúde, à educação, ao ciúme, à taxa de criminalidade, etc.? Depois temos a falha de conveniência. Como fazemos as Pessoas pensarem de outra forma em relação ao que desejam? A definição de Rawls, a maneira de Rawls ver o mundo, a abordagem do teste ‘cego’, elimina o nosso egoísmo. Como implementamos isso a um grau mais elevado, numa escala mais extensa? E, finalmente, também temos uma falha de ação. Como pegamos nestas coisas e fazemos algo quanto a isso? Creio que parte da resposta é ver as Pessoas, como crianças e bebés, que não têm muita capacidade de ação, porque as Pessoas parecem estar mais dispostas a fazer isto.” E continua, “… antes de mais, pensem no que é real, na vossa experiência, e no que é o efeito placebo que advém das expectativas. E depois pensem em como isso afeta outras decisões na vossa vida e outras questões políticas que nos afetam a todos.”

É caso para perguntarmos:

  1. ‘Que Futuro queremos ter’?
  2. ‘Que igualdade pretendemos ter neste mundo’?

Seja qual for a abordagem, não podemos pensar numa era pós-capitalista sem mudarmos de paradigma. Querer resolver os problemas das desigualdades de rendimento e riqueza atuais com outra forma de distribuição de dinheiro, não considero que seja uma solução inteligente. Acabaríamos por não mudar nada, pois o dinheiro é o referencial preferido pelos capitalistas. Num abrir e fechar de olhos estes encontrariam uma solução para continuarem a ser os mais ricos de todos, sem acrescentarem Valor significativo à Economia.

No meu entendimento (p.f. ler o meu texto “Características de uma Sociedade baseada no Valor Humano” (https://saalmeida.wordpress.com/2015/04/16/caracteristicas-de-uma-sociedade-baseada-no-valor-humano/)), devemos enveredar por um Paradigma de Sociedade de Valor Humano, como aquele que tenho vindo a desenvolver ao longo do último ano. “Como em todas as mudanças de Paradigma, haverá fases de transição e/ou saltos quânticos quando forem entendidos como positivos para essa mudança. Mas uma certeza inabalável estará presente, a VONTADE de mudar para melhor.”

Ao ler este meu texto, “Características de uma Sociedade baseada no Valor Humano”, o Leitor perceberá o que defendo e como aplicar este novo Paradigma.

Uma Sociedade de Valor Humano está alicerçada em três pilares fundamentais:

  • O Ser Humano;
  • Os Valores Humanos;
  • A Educação.

“As questões de pobreza não se colocam porque nesta Sociedade não existem pobres. O dinheiro já há muito que desapareceu da mente das Pessoas. Existirão Pessoas com menor e outras com maior Valor Humano, mas em nenhum caso passam por indignidades Humanas como as que existiram no passado.

Neste sistema, TODA a Sociedade está em aperfeiçoamento constante. Aliás, o Valor Humano é uma caraterística dinâmica positiva.

Uma Sociedade com estas características não é uma Sociedade perfeita, mas contém todos os elementos necessários a uma evolução e desenvolvimento sustentados, contribuindo decisivamente para uma maior felicidade global.”

Recomendo ao meu caro Leitor embrenhar-se profundamente nesta nova problemática da Sociedade pós-capitalista, pois de entre todas as incertezas que o Futuro nos reserva, uma certeza sobressai, o Capitalismo está podre e em decadência. Já não se coloca a questão se vai cair, mas de quando e como vai cair.

É bom que estejamos preparados para não sermos surpreendidos por uma nova crise financeira (prevista acontecer num futuro próximo), e para sabermos como devemos agir e que consensos devemos considerar como positivos para uma Sociedade de Futuro. Esta atitude ajudar-nos-á a ter uma Consciência Coletiva que contribuirá decisivamente para uma nova Inteligência Coletiva.

O desejável será uma mudança de Paradigma construída em Paz, sem fanatismos nem preconceitos, com a mente focada no Futuro do Homem em equilíbrio sustentável com a Biosfera.

Alfredo Sá Almeida                                                                                     7 de Março de 2016