Voltando à dimensão da Liberdade – Pensamentos.

Ser Livre

Dar corpo à Liberdade.

  • As consequências da sua utilização só poderão ser positivas, caso contrário não é Liberdade.
  • A Liberdade que cada Ser Humano dá corpo contribui para definir a Pessoa.
  • A Liberdade de cada UM não tem uma dimensão infinita mas o seu pensamento e consciência podem ultrapassar várias dimensões, quando se transformam em criatividade e inovação.
  • Qual é a dimensão da sua Liberdade? Se ela não pode ser infinita, em que dimensão você está envolvido?
  • Se a Liberdade é um Valor Humano como justifica a sua utilização para dar corpo a Antivalores?
  • A Liberdade como o Amor são Valores primordiais do Ser Humano. Como é possível o Homem permitir que esses Valores sejam utilizados para fazer o MAL?
  • Nenhum Valor Humano é um Valor absoluto. É sempre relativo a um Ser da nossa comunidade.
  • Se até a Vida Humana tem limites, como é possível não compreender que um determinado Valor Humano não os tenha? A dimensão pode ser enorme se o Coletivo os alargar. No entanto, o Homem não poderá esquecer o equilíbrio dinâmico da Vida da Comunidade.

Alfredo Sá Almeida                                                                        20 de Maio de 2017

A Sociedade atual e a dimensão da Liberdade

Sociedade Doente

A Sociedade atual tem-se desenvolvido nas últimas décadas como um Paradigma ‘canceroso’ onde a Liberdade dos Cidadãos, em vez de servir constantemente as boas práticas de cidadania, acaba destruindo os Valores Humanos que nos deveriam caracterizar.

O ritmo exacerbado de desenvolvimento, em todos os domí­nios do saber, a que a sociedade tem estado submetida, traduz a ansia de liberdade e conhecimento dos Povos oprimidos nas décadas passadas. As ‘explosões’ de criatividade, investigação, expressão cultural, desenvolvimento tecnológico e inteligência racional, deixaram para segundo plano (e em muitos casos, para terceiro e quarto planos) o desenvolvimento humano, social e emocional das comunidades e da Sociedade.

O desenvolvimento humano tem acrescentado ao Coletivo aspetos muito positivos, mercê sobretudo do desenvolvimento tecnológico, mas as componentes Sociais, Educacionais e de consolidação de Valores Humanos têm perdido rumo e caráter pela velocidade que foi impressa no desenvolvimento desequilibrado.

Os sistemas polí­ticos e financeiros são os grandes responsáveis pela permissividade instituí­da, que invadiu negativamente os sistemas educacionais, judiciais e de valores de uma Sociedade com personalidade e caráter Humanos. Os Cidadãos acabaram sendo ‘arrastados’ para decisões, escolhas ou opções pouco ponderadas e de baixo valor social acrescentado, minando as estruturas do paradigma instalado, tornando-o num paradoxo ‘canceroso’.

Dirão os meus caros Leitores que a Liberdade é um Valor primordial e que compensa todos os riscos no desenvolvimento. Eu direi: convêm esclarecer convenientemente esta matéria de considerar a Liberdade como Valor primordial desenraizada dos outros Valores!

A meu ver a Liberdade como Valor essencial e prioritário só faz sentido se estiver inserida no contexto dos outros Valores Humanos. É por essa razão que se torna primordial. Caso contrário, acabamos assistindo a fenómenos, numa Sociedade que se pretende saudável, de desenvolvimento de núcleos malignos que acabam destruindo TUDO – os Valores Sociais e a LIBERDADE. O mais grave é que a degradação social pode atingir patamares tão baixos que se torna difí­cil recuperar, com saúde, o ‘doente’. Esta acaba sendo o resultado de uma permissividade doentia e carente de Inteligência (racional e emocional). Se adicionarmos a esta permissividade doentia, uma Educação carente em Valores Humanos, então teremos um ‘corpo’ agressivo numa Sociedade em decadência.

Não é de estranhar que tenhamos assistido a um aumento vertiginoso da corrupção, da ganância, da arrogância, da prepotência e de muitas outras caracterí­sticas humanas negativas (Antivalores), que acabam proliferando num ‘terreno’ onde os Valores Humanos estão ausentes.

A Sociedade acaba sofrendo, e muito, com este estado de coisas. Infelizmente os exemplos das consequências são muitos. Senão vejamos, o aumento significativo de casos de:

  • Depressão;
  • Suicí­dio;
  • Doenças do foro emocional;
  • Stress;
  • Consumo de drogas;
  • Agressividade violenta;
  • Bullying;
  • Alheamento social;
  • Inteligência maligna;
  • Desequilí­brios mentais; etc.

Resultado, uma Sociedade doente sem perspetivas de melhoras. O intrincado de casos é tão acentuado e denso que organismos sociais saudáveis não conseguem recuperar o ‘paciente’ sem que o ‘tratamento’ seja completo e sistemático, tí­pico de um paciente com ‘cancro’.

Será necessário uma mudança profunda de paradigma, minimizando os paradoxos, com um aumento significativo das Consciência e Inteligência Coletivas, dos Valores Humanos e uma Educação de qualidade para TODOS os Seres Humanos deste Planeta.

Ser Humano doente

Alfredo Sá Almeida                                                                                 13 de Maio de 2017

Educar a Vontade e/ou educar a Paciência

Vontade

A nossa vida começa com um grito de Liberdade quando nos retiram da barriga da nossa Mãe.

Todos nós sabemos que desde crianças temos um sentido de posse muito afinado que vai sendo moldado, e bem, pelos Pais para não nos tornarmos possessivos desequilibrados quando adultos. Esses princípios educacionais que nos são dados não representam uma perda de Liberdade em si (a não ser que as imposições sejam desequilibradas), mas sim uma orientação de como devemos conduzir e gerir os nossos desejos para conseguirmos realizar os nossos sonhos ao longo da vida.

Infelizmente muitos Pais não dão aos seus filhos essas orientações preciosas e acabam por ‘mimar’ demasiado, desequilibrando a sua vontade quando adultos. Muitos tornam-se possessivos e irascíveis.

A meu ver o conceito de Liberdade é demasiado amplo para ser abalado por princípios orientadores e condutores ao longo da vida. Normalmente esse conceito/sentimento vem acompanhado de inteligência e determinação assertiva o que nos ajuda a viver bem em sociedade. Liberdade não deve nunca transformar-se em ‘libertinagem’ sob pena de desvirtuarmos um Valor primordial.

É nesta dimensão que a Vontade se encaixa e se pode descontrolar, produzindo sérios estragos de personalidade e caráter. Significa isto que a educação escolar deverá transmitir orientações preciosas aos alunos, sob a forma de Valores, que poderão ficar enraizados positivamente para a vida.

Um desses Valores é o da Ética. Relembro aqui um ensinamento de Mário Sérgio Cortella a este respeito, “Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida:

  • Quero?
  • Devo?
  • Posso?

Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve.”

Se conseguirmos transmitir aos nossos filhos e aos nossos alunos este nobre princípio estaremos a beneficiar duplamente a nossa Sociedade. Por um lado, produzindo Cidadãos mais equilibrados e por consequência uma Sociedade mais ética e correta.

A paz de espírito que nos fala Cortella é uma realidade que acaba por se refletir na gestão paciente dos acontecimentos. Isto porque toda a vida tem um ritmo e a interação com outros Seres exige uma boa gestão dos ritmos de vida em Sociedade. Daqui resulta um outro Valor fundamental que acaba por traduzir-se em Paciência.

Todos nós sabemos onde a impaciência nos pode conduzir, seja a nível Pessoal ou quando temos uma responsabilidade de gestão empresarial ou pública.

Costumamos dizer, e com razão, ‘saber esperar é uma virtude’. Pois normalmente a paciência é compensadora. Quando bem gerida dá resultados muito animadores.

Paciência

Alfredo Sá Almeida                                                                              30 de Março de 2017

Comunicação Social sem Responsabilidade Social

meios-de-comunicacao-social

(http://blog.opovo.com.br/portugalsempassaporte/forum/comunicacao-social-2/)

Quando as crianças e adolescentes estão em fase educativa, todos os Pedagogos e Psicólogos recomendam que, para bem deles, não se lhes deve satisfazer todas as vontades pedidas (com maior ou menor birra), sob pena delas se tornarem adultos egoístas, frustrados e socialmente irresponsáveis. Antes, devem ser orientados e explicar-lhes por meios adequados, com exemplos, os ‘quês’ e ‘porquês’ da não satisfação desses pedidos.

Infelizmente muita dessa Educação cuidada e de qualidade perdeu-se com o crescendo da sociedade de consumo. Também, pelo facto de os Pais terem (ambos) uma vida profissional muito agitada e stressante, sem tempo para dedicarem aos seus filhos. Por outro lado, a Escola, que poderia suprir essas lacunas, resolve não fazê-lo porque não se encontra preparada, ou não quer, participar numa Educação Integral e de Valor. Há ainda a considerar a falta de vontade do Estado para integrar esta dimensão dos Valores Humanos e da Cidadania nas Escolas Públicas.

Perante esta triste realidade, continuam a formar-se muito poucos Cidadãos em boas-práticas de Cidadania e deixados à mercê de uma Sociedade muito mal preparada para dar exemplos vivos de Valores Humanos. Aqui, a Comunicação Social poderia ter um papel pedagógico interessante e importante, mas demite-se desse papel por estar mais focada nas guerras de audiências e vendas de publicidade.

Durante décadas TODA a Comunicação Social (Jornais, Revistas, Rádio, TV, Internet) tem praticado um modelo comunicacional baseado na satisfação dos desejos primários dos seus Leitores, Ouvintes, Telespectadores e Internautas, do que mais gostariam de ler, ouvir e ver comunicado. Tudo para venderem muita publicidade. Precisamente durante essas décadas de informação orientada para o ‘consumidor’, a Escola passou a ser menos exigente com a Cidadania e os Valores Humanos. O resultado desta conjunção de realidades verifica-se todos os dias em Sociedade. Tem sido uma deseducação continuada a coberto de uma Liberdade de comunicação e expressão. Mas a LIBERDADE é um Valor demasiado importante para produzir tão maus resultados! A meu ver, é uma interpretação errónea da Liberdade de expressão, pois era suposto produzir efeitos sociais benéficos.

Programas como Reality Shows, Novelas, Filmes violentos, Notícias ‘Cor-de-rosa’ escabrosas, Notícias ‘bombásticas’, Jogos violentos, etc., têm sido os ‘Reis’ das audiências para TODAS as idades indiscriminadamente. Todos estes programas vendem muita publicidade mas produzem muita (mas muita mesmo) deseducação instantânea, e tornam ainda mais difícil uma Educação correta em Valores Humanos.

Esta realidade leva-me a questionar, com veemência, a responsabilidade do Estado e das Empresas de Comunicação Social, mesmo sabendo que quem se encontra por detrás delas são grandes Corporações Multinacionais e interesses ‘obscuros’ camuflados de Informativos e Comunicativos.

Porque as Empresas de Comunicação Social não são certificadas pela Responsabilidade Social das Empresas? (http://www.sairdacasca.com/wp-content/uploads/2012/10/PDF3_EstudosobreaPercepcaodaResponsabilidadeSocialemPortugal.pdf)

Todos nós nos apercebemos que uma Empresa de Comunicação Social tem um grande impacto na Sociedade. E também sabemos a influência política que possui em momentos eleitorais (e não só). Muitas vezes contribuindo para ‘factos’ políticos de duvidosa qualidade, com resultados ainda mais duvidosos e com repercussão económica notória. A coberto de uma verdade tecem-se enredos envolvendo alguns factos, que acabam por os ofuscar.

media-tv

http://geracaoplastificada.blogspot.pt/2011/05/charges.html

Também nos apercebemos que os meios de comunicação audiovisual são os que contribuem para um maior impacto na Sociedade. Por esse facto poderiam orientar-se, com muita pedagogia, para funcionarem como exemplos de ética e Valores Humanos, para uma Sociedade crescentemente carente desses Valores. Ou seja, passariam a ter uma conduta e uma contribuição positiva, com orientação para uma maior Responsabilidade Social.

O problema está na natureza do negócio de Comunicação dita Social – vender publicidade, ajudar a desenvolver negócios, construir notícias, captar o interesse crescente dos consumidores, etc. De Social só tem o nome e não a função integral.

Reconheço que estes órgãos de comunicação seriam uns aliados ‘de peso’ nas batalhas que se têm de desenvolver em prol dos Valores Humanos, mas infelizmente produzem, nesta dimensão, mais efeitos negativos que positivos.

NÓS Leitores, Ouvintes e Telespectadores poderíamos ter um papel mais ativo nesta matéria, mas acomodamo-nos com muita facilidade e deixamos que nos conduzam as opiniões em muitos domínios – o que vem totalmente contra os nossos desejos de Liberdade (uma das muitas incoerências do Ser Humano).

Alfredo Sá Almeida                                                                    2 de Fevereiro de 2017

A vida tem limites!

Limite perigoso

Hoje, num órgão de Comunicação Social televisivo, ouvi uma frase (dita com toda a pompa e circunstância), que necessita de esclarecimentos. A frase: “A vida não tem limites!” deixou-me muito preocupado como Cidadão.

Este é um tema que mexe com a vida das Pessoas e com o conceito de Liberdade, tão caro a todos nós.

Penso que TODOS nós estaremos de acordo quando afirmo que a vida de um Ser Humano é algo importante e que merece o nosso respeito e consideração, dada a transcendência que envolve na relação com os demais.

O fenómeno VIDA já de si é uma matéria rara no Universo. De todas as investigações, até hoje realizadas por esse universo fora, o Homem ainda não encontrou vida noutro planeta. Podemos estar perante uma situação singular, em que o planeta Terra seja o único com VIDA neste universo.

Por outro lado, VIDA é um fenómeno que envolve células e um metabolismo bioquímico dependente de energia interna e/ou externa. Ou seja, é um processo metabólico dinâmico e muito bem organizado que possui limites próprios para a sua manutenção.

No caso do Ser Humano o fenómeno VIDA é bem mais complexo, dados os fenómenos associados da Mente, da Consciência e da Transcendência, que nos elevam a níveis de responsabilidade acrescida por sermos a única espécie com inteligência superior, capaz de interferir com todas as outras neste Planeta.

A Liberdade é um conceito abstrato criado pelo Homem que traduz a sua necessidade de levar a cabo uma ação de acordo com a sua própria vontade. Mas todos nós sabemos que este conceito tem evoluído ao longo da História do Homem e que na Sociedade atual, apesar de vivermos maiores graus de liberdade, ainda nos encontramos muito limitados na expressão da nossa vontade dados os condicionalismos que o próprio Homem criou.

Significa isto que os limites criados ao desenvolvimento Humano, à Educação e às condições de vida do Ser Humano são tantos, que quase tenho vergonha de falar em Liberdade, nos dias de hoje.

Portanto, não só possuímos limites no fenómeno intrínseco da Vida como da expressão da sua vontade.

Quando um órgão de Comunicação Social, que se diz responsável, faz uma afirmação perentória “A vida não tem limites!”, está a usar a sua Liberdade para nos transmitir deturpadamente os conceitos que entende. O que, a meu ver, é uma expressão errada no seu papel de informação e comunicação noticiosa.

Exemplos destes, infelizmente temos muitos em toda a Comunicação dita Social, mas sem Responsabilidade Social. Significa que, ou são incompetentes ou o fazem propositadamente, para nos deturpar a Consciência. Ou ainda, neste caso, eles não possuam limites para dizer o que tiverem vontade de dizer erradamente, o que vai interferir seriamente com a minha Liberdade de Ser, ouvindo e vendo informações declaradamente deturpadas.

Imaginem as consequências destes atos continuados, noutros domínios do conhecimento, no nosso dia-a-dia!

Caso os Cidadãos não possuam uma Educação e Formação que lhes permita um pensamento crítico sobre determinadas matérias, ficarão ingenuamente expostos a formar juízos de valor errados e a provocar desentendimentos comunicacionais, pela repetição dos erros que ouvem e vêm nesses Órgãos.

Numa Sociedade de Valor Humano estas atitudes e comportamentos não serão admissíveis e a Liberdade de cada Um estará associada à sua responsabilidade como Cidadão Consciente.

Para que fique bem claro, no que acabei de escrever, “A Vida tem limites!” que nos são dados pelo nosso conhecimento, pela nossa consciência, pela nossa responsabilidade como Cidadãos e pela interiorização que fazemos do conceito de Liberdade em Sociedade.

Estou convicto que os meus caros Leitores, tal como eu, querem viver em harmonia com os demais em Sociedade sem serem ‘agredidos gratuitamente’, por palavras ou por atos, pois sabemos que estão a afetar a nossa transcendência.

O caso mais recente tem a ver com os casos que se passam na Sociedade Francesa (e Europeia em geral), da falta de bom senso e de um conceito saudável de Liberdade que impede mulheres de usar burkini nas praias. Estes factos são de tal modo ridículos que suspeito que alguns elementos da Sociedade estejam a perder características Humanas pela carência continuada de Valores Humanos da Sociedade. O mais grave é ver políticos (que se dizem responsáveis) afirmar que estas mulheres o fazem numa atitude provocatória (https://www.publico.pt/mundo/noticia/combater-o-medo-no-corpo-das-mulheres-1742432).

A nossa Sociedade está muito doente e a necessitar de uma renovação de paradigma. Mantenham a saúde mental e o pensamento crítico, em estado de exigência, para não se deixarem corromper por pessoas que não merecem o estatuto de Cidadão.

Ridiculo

Alfredo Sá Almeida                                                                              27 de Agosto de 2016

Subordinação e Valor Humano

Subordination1

Caros Leitores, este é um tema chave para entrar no mundo do Valor Humano. Pois, para o fazermos, primeiro temos de nos ‘despir’ de preconceitos e entrarmos confiantes e motivados num referencial que tem como objetivo supremo a criação de Valor sem subordinação aos referenciais do passado. Os referenciais do Futuro são o Homem, os Valores Humanos e o Valor que será capaz de construir em Sociedade, apenas subordinado à Vida na nossa Biosfera.

Vou valer-me da Wiquipédia para transmitir o conceito de subordinação (p.f. ver Wikipédia https://pt.wikipedia.org/wiki/Subordina%C3%A7%C3%A3o).

“Subordinação é o estado de um indivíduo que não tem a total liberdade para tomar suas próprias decisões. Subordinação é o contrário de autonomia.

Subordinação não se confunde com a escravidão, embora o trabalho escravo seja subordinado. A história do trabalho subordinado iniciou-se com a escravidão, persistindo nos dias de hoje com a relação de emprego.

As fases do trabalho subordinado são, segundo a doutrina jurídica:

  • Escravidão
  • Servidão
  • Contrato Civil (Após as Revoluções Industrial e Francesa)
  • Relação de emprego”

Ou seja, subordinação significa sempre perda de graus de liberdade.

E, se considerarmos que a subordinação passe a ser a maximização dos graus de liberdade com Valor Humano?

Estar dependente de Valor Humano é bem melhor que estar dependente de dinheiro ou outro Poder qualquer.

No Valor Humano estaremos sempre dependentes uns dos outros, nesta nossa bela Biosfera, na construção de uma Consciência Coletiva potenciadora de Liberdade e Valor.

No estado em que a atual Sociedade se encontra, passar da subordinação à dominação é uma pequena ‘brisa’ de mudança.

O que estamos a assistir hoje, por todo o mundo, é a uma subordinação total do Poder Político ao Poder Financeiro com a total perda de Valor e Poder Humano. A continuarmos nesta evolução, não me admira que o Poder Militar seja a próxima subordinação da Sociedade.

Mais grave que tudo isto é o facto de o Homem não conseguir congregar-se numa Consciência Coletiva que lhe permita reconhecer os erros e construir um novo paradigma para a Sociedade Globalizada, que seja independente do Poder Financeiro.

Somos capazes de nos subordinarmos a muitos outros referenciais, como o Religioso e o Político, com a boa intenção de conseguirmos atingir um referencial global comum, mas acabamos sempre por criar mais elos de divisão que de união entre Humanos, ao ponto de nos odiarmos sem sentido. O argumento da natureza humana aqui não é válido, porque a nossa natureza é aquela que nos for transmitida.

Dá a sensação que o Homem não aprendeu nada ao longo das últimas duas ou três gerações. Evoluímos tecnologicamente muito, mas Humanamente quase nada. Deixámo-nos enfeitiçar pela nova realidade da obsolescência tecnológica e ficámos apáticos, como viciados, presos num mundo sem Futuro.

Houve muitas conquistas sociais, mas todas elas subordinadas ao Poder Financeiro. O mesmo se passou com os avanços científicos e no conhecimento intrínseco do Homem (fisiológico, bioquímico e psicológico). Tudo se encontra ‘amarrado ao mesmo cais’ onde têm de ‘atracar todos os navios que partam à descoberta de novos mundos’.

Para se aplicar qualquer destes avanços da genialidade Humana, estes têm que se subordinar ao mesmo referencial de sempre. Como se o Valor Humano não tivesse a autonomia em relação a qualquer subordinação, que não seja à do Ser Humano e dos seus Valores.

A minha proposta de mudança paradigmática, ainda em construção, encontra-se expressa nos textos deste meu Blog, relacionado com o Valor Humano. Caberá aos meus Leitores avaliarem estas propostas e juntos começarmos a motivadora tarefa de construir de raiz uma Sociedade de Valor Humano. Para tal são necessárias ‘boas sementes’, ‘terreno fértil’ e ‘bom clima’. A meu ver, nenhuma destas coisas falta neste mundo.

Talvez falte muita coragem para começar, ou, será medo?

Convido o meu Leitor a entrar neste Novo Mundo com um espírito diferente daquele dos nossos antepassados, que partiram para conquistar e ocupar novas terras, subordinados aos Reinos que os financiaram.

Nesta nossa caminhada, vamos construir, partilhar, amar e ajudar a desenvolver mais Valor Humano, com sabedoria e coragem.

Vamos partir?

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      23 de Setembro de 2015

A construção do Futuro vs Utopia

Utopia1

Este texto foi extraído do meu livro “O Homem e o Futuro” ( http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-homem-e-o-futuro/9789898413864/ ) e defende uma visão Humanista para o Futuro do Homem. Quando o publiquei no Facebook, pela primeira vez, foi amplamente debatido através de comentários e objeto de vários ‘GOSTO’ e partilhas, quer nas páginas do Instituto da Inteligência quer na minha. Boa leitura.

“É frequente ouvirmos os nossos pares apelidarem-nos de utópicos, pelo facto de exprimirmos ideias de como gostaríamos de ver organizada a sociedade, ou, de como construiríamos algo que conduziria a melhorias significativas na vida do Ser Humano. Talvez, por lhes dar a sensação que a construção desse novo ideal de Homem e de sociedade esteja muito longínqua ou que exigiria mudanças tão profundas que consideram estar muito afastada da realidade. Ou seja, muitas vezes alguns dos nossos pares rejeitam, descartam, ignoram, desvalorizam as ideias daqueles que exprimem, com maior ou menor eloquência, a vontade de construir um Mundo onde o Ser Humano tenha a primazia, e, onde a dignidade humana impere.

No entanto, quando descobrem que muitas, ou algumas, dessas ideias estão a tomar forma de realidade, quer devido aos progressos científicos, ou, a eventos que envolvem grupos significativos de cidadãos convictos de uma determinada ideia, acabam por reconhecer que afinal algo está a mudar no sentido de um Futuro melhor. Não é por acaso que se apela com veemência á inovação e criatividade em todos os aspectos relacionados com a vida do Homem (desde os negócios á implementação de novos processos). Ou seja, existe um reconhecimento quase generalizado de que os factores Conhecimento, Inteligência e Consciência Coletiva são fundamentais para a construção do Futuro.

Pois bem, meus caros Amigos, se aceitam o que acabei de escrever como normal, então porque apelidam de utópicas as ideias que já exprimi, como: “…o Valor da economia passará a ser dominado pelo Valor do Ser Humano e não pelo valor do dinheiro”. Estou convencido que se meditarem com profundidade neste tema, tendo em linha de conta todas as evoluções que se têm operado no Mundo (desde a expansão do fenómeno da globalização até ao aumento significativo [no mundo ocidental] da criatividade e inovação) considerarão como plausível o tema do Valor Humano. Se não, ponderem o que consideram como mais importante para a vida no Futuro (seja, no ano 2050, em que poderão existir cerca de 10.000.000.000 de Seres Humanos). Nessa altura teremos, seguramente, menos recursos materiais (de toda a espécie), menos água potável, e, condições de qualidade ambiental inferiores às de hoje. Será que continuam a pensar que o dinheiro é que vai ser a moeda de troca na convivência em sociedade? Ou, consideram que seria preferível uma nova guerra mundial?

Sejamos inteligentes, criativos, empenhados, solidários, dignos, e, coloquemos os Valores Humanos como prioritários na convivência em sociedade. Gostaria de recordar o conceito de Liberdade, que devemos colocar sempre no ‘perfil’ da equação do Futuro: “liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional”. Ou seja, a Liberdade qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.

Será que podemos, ou, devemos alhearmo-nos da Utopia na construção do Futuro?

Alfredo Sá Almeida in “O Homem e o Futuro” (2013)