Quando e como acontecerá uma mudança de Paradigma?

Imaturidade

A Sociedade Global atual vive (ou sobrevive) entre um mundo de ficção virtual e uma realidade dramática. São dois mundos distintos que quase nunca se misturam. No entanto, quem vive no mundo da ficção virtual pode cair no da realidade dramática. Quem vive os dramas do dia a dia da sobrevivência tem imensa dificuldade de incorporar a ficção virtual, dados os ensinamentos que esse mundo dramático lhe acrescentou, não permitindo que se deixe iludir.

Realidade Virtual 1

Quer queiramos quer não, o nosso Mundo está muito doente devido às carências e falências, do muito que se torna necessário para recuperar o ‘doente’. No estado em que se encontra, das duas uma, ou morre da doença ou morrerá da cura.

Eu gostaria muito que este Mundo ‘doente’ aproveitasse todas as energias que lhe restam para se transformar numa realidade biosustentável e com Valor Humano. Sem rancor, mesquinhez, violência, arrogância e tantas outras demências, que os Líderes mundiais têm aversão a ‘destruir’, por as incorporarem e lhes dar jeito de se manterem no poder e terem ‘argumentos obtusos’ para dizerem aos ‘fiéis’: “Eu não lhes disse que aconteceria?”

Na verdade, acontecerá sempre do mesmo modo porque a Sociedade está estruturada e ‘instruída’ para que isso se verifique. Talvez, quando um pequeno Cidadão ‘inocente’ gritar à multidão que ‘O Rei vai nu!’ os restantes Cidadãos amedrontados queiram reconhecer que chegou a hora de mudar de Paradigma.

Os recentes acontecimentos climáticos extremos que se desenvolveram em Moçambique, colocaram a nu a fragilidade em que a Sociedade Global se encontra e se encontrará, com a previsibilidade de aumento da frequência destes fenómenos atmosféricos em TODO o Mundo.

 

É muito triste assistir aos dramas de tantos Seres Humanos, que por infelicidade já são pobres, se vêm privados do pouco que possuíam e não sabem a quem recorrer para sobreviver com maior dignidade. O mesmo se passou no Haiti aquando do terramoto que destruiu uma boa parte do País.

Infelizmente, existem por esse mundo fora mais realidades dramáticas do que ficções virtuais. E o mais triste de tudo é que nos Países que vivem uma ficção virtual permanente, não se dão conta que também poderão sofrer os mesmos dramas intensos que os mais pobres sofreram. Mas haverá sempre alguém com compaixão para os apoiar e recuperar.

Seria muito melhor que uma ‘esmagadora’ maioria de NÓS possuísse uma vida digna (considerada como normal) e solidária, capaz de, apoiando-se mutuamente, suprirem as falhas de inexistentes condições de socorro.

Agradeço que me acompanhem no seguinte raciocínio:

  • – Todos NÓS sabemos que para manter um Estado em alerta de guerra, ou de defesa contra invasões, é necessário gastar enorme quantidade de dinheiro, para manter o sistema ativo com o hardware renovado suficiente, para responder à tal pretensa invasão. Ou seja, o esforço necessário para manter tal poderio daria para resolver imensos problemas da Humanidade e apoiar muitas Nações a serem autossustentáveis. Mas não, não é assim que as coisas funcionam. Quem possuiu esses sistemas de prontidão bem mantidos, não abdica de os possuir, para não se sentir ‘despido’ e nu. É a razão do PODER. Eu posso, logo não abdico do poder. É esta a lógica do sistema que TODOS NÓS temos vindo a alimentar, porque foi assim que nos ensinaram e os preconceitos têm muito peso na Sociedade Global.
  • – Nem pensar em alterar o paradigma que nos trouxe até aqui porque isso daria ao ‘inimigo’ a oportunidade de nos ‘invadir’ e se apoderar de NÓS. Ou seja, não é uma lógica de interajuda e de solidariedade, mas sim de PODER.
  • – Por outro lado, esses pseudo ‘inimigos’ não são capazes de se colocar de acordo e de construírem uma Consciência Coletiva para criarem as bases de um novo Paradigma onde TODOS pudéssemos estar representados. Porque se o fizerem em cooperação, perderiam o PODER da vantagem. Logo, está fora de questão. No caso de haver uma nova Guerra Mundial, o paradigma será alterado quer queiramos quer não. Só não saberemos que tipo de paradigma será instituído e se será melhor que o anterior.
  • – Se nos mantivermos neste estado letárgico, de nada fazer que altere o ‘equilíbrio de forças’, as mudanças ocorrerão forçosamente, quer queiramos quer não, ‘naturalmente’ para pior e para a grande maioria de NÓS, porque não somos NÓS a razão de preocupação. A razão será sempre a do PODER. E no PODER não está ninguém que nos possa representar, a não ser que você escolha qual dos lados pretende ficar.
  • Se é possível gastar tanto dinheiro e investir tanta sabedoria para construir uma ‘máquina de guerra’, então deveríamos saber desviar esse ímpeto para causas mais nobres para a Humanidade.

Perante este tipo de raciocínio considero que existe TANTO a fazer por uma nova Ordem Mundial, onde os Seres Humanos possam ser sustentáveis na nossa Biosfera, vivendo em harmonia com a Natureza mantendo uma criatividade e inovação sãs, para uma NOVA SOCIEDADE GLOBAL, onde não haverá tempo para violências, nem arrogâncias, nem rancor, nem mesquinhez e tantas outras demências. Haverá sim lugar para os Valores Humanos, para a capacidade de construir uma Inteligência e Consciência Coletivas conducentes a um Futuro Coletivo em sustentabilidade com a Biosfera.

Todos aqueles que não pretenderem manter uma postura Inteligente e Consciente, preferindo todas as demências que mencionei, haverá quem se ocupe de lhes ‘acalmar’ a violência, porque na NOSSA BIOSFERA não haverá lugar para essa adrenalina excessiva, nem para vícios doentios e destruidores de mentes Conscientes e com Futuro. Os excessos de adrenalina bem como os vícios tratam-se com atos médicos e aprendizagens de inserção social.

Aliás, verifico com muita tristeza que a violência se está a enraizar em muitos Seres, que não posso chamar de Humanos nem de Cidadãos, por não possuírem a capacidade de argumentação nem persuasão para conviver em Sociedade. E, mais grave ainda, existe uma tolerância excessiva para atos violentos e de caráter selvagem. NÃO SERÃO ADMISSÍVEIS ATOS DE VIOLÊNCIA VERBAL OU FÍSICA ENTRE HUMANOS NO PARADIGMA QUE ESTOU A DESENVOLVER.

Outra questão que verifico, com muita tristeza, é o da Educação e do Ensino (ou a falta deles) não estarem orientados para Valores Humanos nem para uma Cidadania de sã convivência.

Aqui chegados, meus caros Leitores, temos de DECIDIR o que pretendemos no NOSSO Futuro, e, em que tipo de Paradigma pretendemos VIVER, se no atual (e salve-se quem puder) ou num NOVO PARADIGMA de Valor Humano.

Eu já decidi qual o Paradigma que pretendo para o Futuro da Sociedade onde vivo. E você já decidiu?

A Guerra

Alfredo Sá Almeida                                                                  24 de Março de 2019

Anúncios

Poderemos erradicar a pobreza, para sempre?

Conversa/debate sobre o tema em título, entre o meu amigo Joaquim Serra e eu próprio, sobre um post no Facebook.

Se os meus Leitores se sentirem ‘atraídos’ pelo debate, comentem neste Blogue sobre este tema. Muito Grato a todos pela vossa disponibilidade.

Erradicar a pobreza(https://www.facebook.com/TheEconomist/videos/10156060919354060/)

Joaquim Serra – (Autor do post) Introdução postada: “Vale a pena uma reflexão profunda.

Vale a pena um exercício de Prospectiva, pelo menos para refletir sobre o “tipo de mundo” em que seria desejável de vivermos.

A Pobreza é o maior estigma social que caracteriza o nosso mundo, a sua maior causa decorre do Género de Vida que instituímos e estruturámos.

Reflecte a Mentalidade miserável que lhe está subjacente.

Uma mentalidade errónea, enviesada, distorcida, civicamente deficiente, da qual fizemos a Cultura que modela a nossa Civilização.

Ainda acha que o problema é o Dinheiro?

Se acha que o problema é o dinheiro, é porque anda muito distraído, abstraído pelo dinheiro, alienado da realidade da vida.

(Já “escorregou” para dentro daquele buraquinho, ou buracão, depende do tamanho do Ego, que existe no meio do abdómen. Onde o horizonte mais distante que se vê é o próprio fundo. Às vezes nem se consegue ver nada, é escuro demais, tal é a profundidade do fundo.)”

Alfredo Sá Almeida – “O grande problema é a falta sistemática de Educação, caro amigo Joaquim Serra.

Sem ELA estes grandes problemas da Humanidade não poderão ser resolvidos. Todos os outros Serviços Sociais de suporte (Saúde, Justiça e Valores Humanos) serão cada vez mais indispensáveis e bem estruturados. O Dinheiro tem muita dificuldade de aceitar esta maneira de resolver os problemas, por ser muito caro e não favorecer a economia.

A Vida do Homem continua a não poder depender da Economia para resolver os seus problemas (muito menos do mundo financeiro).

Se somos Inteligentes (em todas as vertentes) então utilizemos essa inteligência para desfazer a ‘teia’ em que nos envolveram para selecionar os ‘melhores’. Como se os problemas se resolvessem por seleção. Os problemas resolvem-se com empenho, dedicação e um foco essencial na Humanidade das atitudes e comportamentos dos Cidadãos.

A meu ver o Dinheiro é parte do problema. Sem Valor nada se resolverá.”

Joaquim Serra“Caro amigo Alfredo Sá Almeida, a Vida do Homem numa grande dimensão é a Economia.

O problema não é a Economia, mas sim a Política Económica sob a qual se estrutura e se institucionaliza toda a atividade humana. São os VALORES subjacentes a essa política que determinam os resultados que obtemos e são traduzidos na realidade em que vivemos.

O dinheiro é um meio, que sistematizámos para facilitar a vida. Nada mais que isso.

O problema não é de origem económica ou financeira, como se pretende fazer crer.

O PROBLEMA é de origem filosófica, e profundamente relacionado com a MORAL e a ÉTICA, ou seja, o conjunto de valores, a axiologia em que baseamos o nosso género de vida. É com esses valores que temos estado a modelar a EDUCAÇÃO e a fazer CULTURA.

Temos andado a EDUCAR MAL. Muito mal mesmo!

E quanto mais educarmos nessa base, mais enredados ficaremos nessa teia.

O envolvimento (processo) em que somos metidos, e ao qual somos submetidos, aquele que mais nos condiciona, sobretudo mentalmente, é a educação.

Essa é que é a determinante, lógica, óbvia.

É um facto!

Somos muito inteligentes, sem dúvida alguma, mas de uma maneira geral somos exageradamente emocionais e pouco racionais, e isso atrapalha os nossos senso crítico e analítico quando nos confrontamos com problemas e temos que os resolver de forma ponderada e lúcida para que a solução seja integral, pois uma meia solução não é a melhor solução.

A educação, e nesse aspecto a ESCOLA(s), tem desempenhado um papel social e culturalmente preponderante, salvo raras exceções, desde o infantário até à universidade, têm servido mais à promoção da ADERÊNCIA a um ideário, e de OBEDIÊNCIA a esse ideário, do que propriamente à formação de seres humanos livres, autónomos, com senso crítico e analítico, capazes de utilizar todo o seu potencial racional e emocional em benefício da HUMANIDADE e de si próprios.

A escola que criámos tem tido mais o propósito de justificar o género de vida que adoptamos, e que não é humanamente satisfatório, do que o de mudança para um género de vida melhor em termos de justiça social, justiça económica, justiça cultural.
Alguns dos VALORES com que temos sido educados não nos servem, não prestam serviço algum à humanidade e ao indivíduo.

Alguns dos VALORES sobre os quais estruturamos as nossas instituições têm como único propósito perpetuar a injustiça social, a injustiça económica, e a injustiça cultural em benefício de uma minoria.

É preciso erradicar esses valores, e só os podemos erradicar não sendo solidários com eles, não os respeitando, não os tolerando, não os aceitando, e nem sequer os permitindo, mais, devem ser condenados.

A escola deveria habilitar o indivíduo a SABER SANCIONAR. A saber distinguir aquilo que merece aprovação, daquilo que merece condenação, tanto nele próprio como nos outros.

Não vejo esse exercício cívico e moral nas escolas, excepto uma ou outra, perdidas no obscurantismo promovido pela ignorância intencional institucional.

Pelo contrário, vejo muitas escolas, para regozijo de alguns analfabetos morais, deficientes cívicos, a “ensinarem” às crianças que, “Devemos ser solidários”… “Devemos ser tolerantes”… “Devemos obedecer”… “Devemos respeitar”… “Devemos amar”… Apenas porque sim! Sem lhes explicarem os conceitos, e sem lhes apresentarem quaisquer critérios, e sem lhes exemplificarem as causas e consequência. Partem do princípio que as crianças não são inteligentes nem capazes de avaliar a realidade. As crianças são tão só ignorantes, e o que se faz é explorar e manipular essa ignorância! Isso apenas confunde, não só as crianças, mas também muitos adultos.

É abjeto, é criminoso!

Até penso que a maior parte, se não todas, das depressões nervosas são causadas por esse método de “ensinar”, que imbeciliza mais do que cultiva, e gera multidões de gente amorfa, apenas motivada pelos instintos mais básicos, ao sabor das emoções mais disparatadas, incapazes de se relacionarem umas com as outras, e incapazes de se relacionarem com realidades abstratas e transcendentais, como o dinheiro, Deus, matemática, etc. etc.

Gente Bem-educada é perigosa!”

Alfredo Sá Almeida – “Caro amigo Joaquim Serra, em parte estou de acordo com a sua perspetiva, aquela em que refere e defende os Valores e critica a má Educação que tem sido ministrada.

Sobre o Dinheiro, o grande problema é que ele não é um meio, “que sistematizámos para facilitar a vida”, tornou-se um fim em si uma ‘religião’ fanática que aprisiona todos os que nela se cultivam. Acaba se sobrepondo a TODOS os outros Valores que de melhor o Homem possui. Subverte-os, distorce-os, sufoca-os, pressiona-os, domina-os, etc.
O Homem terá muita dificuldade em domar o dinheiro, porque ele é o objeto da corrupção.

A Liberdade que devemos possuir interiormente e de atitudes e comportamentos, acaba por descambar para o lado mais fácil e de poucos Valores – o Dinheiro. Teremos sempre a tendência de reduzir tudo à mínima expressão o dinheiro, para facilitar TUDO.
Os Valores são o elemento complicador e complexo da vida (na ótica do dinheiro). As Pessoas querem uma vida fácil e fluida onde a Liberdade domina a perversão dos Valores.”

Joaquim Serra“Alfredo Sá Almeida, não é na ótica do Dinheiro que os valores são complexos e complicadores. Nesse âmbito há de facto muita complexidade e complicação, quando esses valores não são conceituados, explicados, para que possam ser compreendidos e apreendidos, mas acima de tudo validados.

A maioria de nós não aprendemos a relacionarmo-nos com coisas abstratas. Trocamos os fins pelos meios. Procuramos atalhos. Tentamos suprimir da “equação” tudo o que não compreendemos.

Faltam-nos os critérios que nos habilitariam e legitimariam a sancionar os outros e a nós próprios. Aliás, sancionar, julgar, passou a ser um exercício condenável, e portanto não se faz validação de princípios e valores, nem tampouco se reflecte sobre essa dimensão. “Compra-se”, consome-se, baseado em emoção, numa relação binária de gosto x desgosto, favorece-me x não me favorece, só, e no imediato. Passou a ser este o único critério para qualquer decisão.

Sob o lema irreflectido do “Errar é humano” tornámo-nos, ou quisemos tornar-nos inimputáveis, fomos permissivos a esse nível.
Não é a Liberdade que domina a perversão dos valores, mas sim a libertinagem, não é a atitude moral que produz maus valores, mas sim o moralismo, não é o capital que corrompe, mas sim o capitalismo, não há mal em termos consciência social e comunitária, mas produz-se muita injustiça através do comunismo, contrariamente à intenção e aquilo que defendem os seus aderentes e simpatizantes.

Nas escolas, e na educação que ministramos, não se está a ensinar a fazer essas distinções.

A educação perdeu significado e sentido. Em Portugal, e em muitos outros países desenvolvidos, a evasão escolar é alarmante, contudo não se discute nem se reflecte sobre a causa dessa situação. E é notável a quantidade de mentecaptos que saem das escolas e universidades, e o pior de tudo, é que estamos a deixar que esses mentecaptos nos governem, isto é, que sejam eles a fazer as políticas sociais e económicas, e a administrar a justiça.

Não foi o dinheiro que gerou essa situação. Foi a falta de uma EDUCAÇÃO de qualidade, falha de valores e falha de critérios para se estabelecer uma axiologia digna de seres humanos.

Por isso é que as pessoas se subordinam tão facilmente às ideologias, às idolatrias, às modas, às mentalidades de massa, até conseguem subordinar-se ao dinheiro.

Hoje em dia, no nosso mundo, há todo o tipo de prostituição: Prostituição sexual, mental, intelectual, ideológica, religiosa, empresarial, laboral, sindical, estatal, privada, nacional…

O problema não está no dinheiro, está no tipo de gente que andamos a “formar”: Prostitutos.

Fazem qualquer coisa por conveniência imediata, até por dinheiro, que custa menos a carregar e não se vê a origem, o que dá um jeito enorme para manter as aparências.”

Alfredo Sá Almeida – “Joaquim Serra estou a gostar desta nossa conversa/debate.

Tem razão naquilo que defende. Eu também defendo o mesmo – uma Educação de Qualidade para TODOS. Tenho muitas dúvidas (mas muitas mesmo), com os mecanismos, procedimentos, incentivos, etc. que foram criados pelo Dinheiro e para o Dinheiro, se alguma vez o Homem (a continuar o mundo do Dinheiro como está!) conseguirá secundarizá-lo do modo como o meu amigo o secundariza.

A minha esperança maior é que o Homem relegue o dinheiro à sua ínfima expressão e priorize o Valor Humano em TODOS os momentos da dinâmica da Vida.”

Joaquim Serra“Alfredo Sá Almeida num exercício de prospectiva, inspirados pela “utopia” de um mundo melhor, poderemos resgatar valores que valham a pena, custe o que custar.

Tenho a certeza que não precisaremos de relegar o dinheiro a uma ínfima expressão, afinal, por trás do símbolo, e adjacente à sua função monetária, económica e financeira, poderão estar valores que merecem ser demonstrados e o dinheiro servirá de instrumento (prestará esse serviço, como meio próprio da sua função) para viabilizá-los, de forma rápida, segura, confortável.

Poderemos também, e deveremos fazê-lo, destapar o que está por trás de muito do dinheiro que circula por aí. Nessa altura teremos que estar aptos e habilitados, seguros, conscientes, para realizar tantas sanções quanto necessário, algumas de aprovação, de reconhecimento e exaltação, outras de condenação que irão requerer punição, pena e castigo.

Temos que ter coragem para fazer esse exercício muito difícil, até porque muitos de nós se apavoram só de imaginar aquilo que se descubra quando se destapar.

Quando se destapar, a certeza que eu tenho é que iremos ter que lidar com coisas muito desagradáveis, é como abrir a Caixa de Pandora, que passarão a fazer parte da nossa realidade, e esta será modificada radical e rapidamente.

Ainda não se fez porque preferimos contornar os problemas, mesmo que isso exija iludirmo-nos, ainda não estamos preparados para esse confronto com o real que todavia parece cada vez mais inevitável.

Quanto mais se esperar, mais profundo será o choque.”

Alfredo Sá Almeida – “Joaquim Serra parece-me uma excelente tática para ‘destapar a panela’ e retirar muita da pressão que existe sobre este tema. Quem sabe obteríamos muitas boas surpresas de Pessoas, mediática e eticamente relevantes, que ajudariam a mudar decisivamente as regras do jogo.”

Alekh Lisboa“Se a pobreza não fizesse tantos ricos já tinha acabado!”

 24 de Fevereiro de 2018