A dimensão social do mundo está em fase de transição

Dimensão social

Como os meus Leitores sabem, tenho vindo a defender uma mudança de paradigma do mundo globalizado. Considero que o Valor Humano é a melhor opção para estruturar e construir esse novo Paradigma de Sociedade. Neste meu blog tenho defendido, com diversos argumentos, que o Ser Humano estaria melhor representado se a mudança for no sentido de valorizar a Pessoa Social e desconstruir o poder do dinheiro. Os Valores Humanos possuem um papel preponderante em toda a nova ‘equação’ de Vida em Sociedade.

Vem isto a propósito de uma notícia recente sobre afirmações previsionais da Diretora-geral do FMI.

“Daqui a 30 anos mais de metade dos portugueses estarão inativos” (https://www.dinheirovivo.pt/economia/fmi-daqui-a-30-anos-mais-de-metade-dos-portugueses-estarao-inativos/) – Esta poderá ser uma triste realidade ou uma oportunidade para mudar de Paradigma da Sociedade, sem violência e com Consciência Coletiva.

Christine Lagarde tece os seus argumentos baseada no atual paradigma económico-financeiro, que representa mais dos mesmos problemas que têm assombrado os Países da Europa e do mundo.

O grande problema é que os resultados da aplicação dos ‘algoritmos’ do FMI normalmente têm efeitos devastadores sobre as Pessoas e a Sociedade. Quando se afirma que em 2050 mais de metade das Pessoas, em muitos Países Europeus (Portugal, Bélgica, França, Itália e Espanha) terão o mesmo problema – estarão inativas – significa que está mais do que na hora de mudar profundamente a estrutura do paradigma que conduziu a esta situação. “De acordo com um dos capítulos de análise do novo Panorama Económico Mundial (World Economic Outlook), edição da primavera, a simulação feita “sugere que, caso não haja qualquer nova política para impulsionar a participação [o conjunto das pessoas que trabalham e os desempregados ativamente à procura de emprego, isto é, a população ativa], a taxa de participação mediana tendencial irá cair 5,5 pontos percentuais ao longo dos próximos 30 anos”.”

Por outro lado, todos nós sabemos que a Globalização veio para ficar, mas que se encontra dominada pelo mundo financeiro e pelo sistema bancário (que continuam caducos).

Menciono aqui uma afirmação do Secretário-geral da ONU, António Guterres, na abertura do fórum Boao (conhecido como ‘Davos Asiático’) – “Estou profundamente convencido de que a globalização é universal e que trouxe vários benefícios, como a integração económica e o comércio”, mas também “lembrou que a globalização ajudou a reduzir a pobreza, mas que muitas pessoas foram deixadas para trás.” (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/antonio-guterres-globalizacao-trouxe-varios-beneficios-291376).

Pois bem, seria uma grande prova de inteligência reconhecer que o sistema falhou e começar a propor grandes alterações e mudanças estruturais (abandonando o paradigma que nos trouxe a esta triste situação), onde as Pessoas, os Valores Humanos e a Sustentabilidade da Biosfera sejam o centro das atenções e os pilares da construção do novo Paradigma, que tenho vindo a defender desde há mais de três anos.

Todos estes problemas mencionados significam que a dimensão Social dos Países e das respetivas Sociedades devem contribuir para reestruturação da economia e do relacionamento das Pessoas.

A meu ver, quanto mais os problemas do mundo avançam, a um ritmo assustador, mais sentido faz a proposta que tenho vindo a defender. Seria BOM que não deixássemos chegar ao ponto referido com veemência pelo Neurocientista António Damásio“Sem educação, os homens ‘vão matar-se uns aos outros’”. (https://www.publico.pt/2017/10/31/ciencia/noticia/sem-educacao-os-homens-vao-matarse-uns-aos-outros-diz-antonio-damasio-1791034)

Alfredo Sá Almeida                                                                               10 de Abril de 2018

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A importância dos ‘saltos quânticos’ em coerência com a Consciência Coletiva

Valores da Arquitetura para o Futuro5

(https://www.facebook.com/groups/arquitetura.humana/)

Assisti muito interessado à cerimónia de Doutoramento Honoris Causa do Eng.º António Guterres (Secretário-geral da ONU) que decorreu hoje dia 19 de Fevereiro de 2018. Lembrei-me que o Homem ainda não aprendeu a executar ‘saltos quânticos’, Humanamente coerentes, nas decisões que envolvem a vida Social, Política, Empresarial, etc., que contribuem decisivamente para o desenvolvimento sustentável.

Intelectualmente somos capazes de os executar com maestria, mas na prática e nas realidades da Vida dos Cidadãos, tem sido muito difícil.

Vem isto a propósito sobre o que proferiu o Secretário-geral das Nações Unidas António Guterres, no seu discurso de Doutoramento. Assim, “alertou que o mundo “corre o risco de perder a corrida” face à aceleração das alterações climáticas e vincou a “falta de ambição suficiente” para concretizar as metas internacionais.” No caso das alterações climáticas, estas “continuam a andar mais depressa do que nós”, embora exista “quem duvide, contra todas as evidências científicas”. (http://www.jornaldenegocios.pt/multimedia/detalhe/mundo-corre-o-risco-de-perder-corrida-contra-alteracoes-climaticas)

Por outro lado, mencionou algumas realidades da ciberguerra e da desregulação da prática das novas tecnologias da informação e comunicação (Internet of Things, Internet, Inteligência Artificial e outras) e como essa desregulação poderá conduzir a grandes tragédias. “Estou absolutamente convencido que a próxima guerra entre Estados será precedida de um massivo ciber-ataque”, decretou, destacando que “não há nenhum esquema regulatório” como a Convenção de Genebra que se aplique a um conflito deste tipo.” (http://observador.pt/2018/02/19/antonio-guterres-passa-vida-em-revista-e-preciso-saber-sair-da-politica/)

Ora estas duas realidades mencionadas, implicam a existência de muita Consciência Coletiva e uma capacidade de tomar decisões Políticas que beneficiem a Humanidade Global. Mas, também, uma capacidade de dar ‘saltos quânticos’ coerentes, ao tomar essas decisões.

Os ‘saltos quânticos’ aos quais me refiro são um modo inteligente de evitar uma continuidade doentia e potencialmente desviadora dos verdadeiros interesses e objetivos do Futuro da Humanidade. O que temos assistido, até à data, nos desenvolvimentos Políticos e Sociais é que estes agem sempre por reação aos desenvolvimentos Científicos e Tecnológicos. Esta inexistência de harmonia entre o Conhecimento e a ação Política e Social conduz a desequilíbrios potenciais geradores de ruturas bruscas e violentas. Tentam sempre conjugar muitos interesses antagónicos, potenciadores de negócios e geradores de capital, esquecendo-se do foco principal e essencial que é o Futuro da Humanidade e o desenvolvimento sustentável.

É nesta dimensão que se poderiam dar enormes ‘saltos quânticos’ com o desenvolvimento da Inteligência e Consciência Coletivas, realizando vários bypass em matérias que não têm Futuro e que estão a prejudicar o desenvolvimento sustentável da Humanidade. Não é por acaso que as matérias da Paz, Desenvolvimento Social, Educação em Valores Humanos e Futuro Sustentável têm que estar constantemente presentes na Consciência de TODOS os Cidadãos e nas decisões Políticas e Sociais.

Alfredo Sá Almeida                                                                            19 de Fevereiro da 2018