Uma Sociedade de Valor Humano acaba com a solidão!

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Em Novembro de 2012 escrevi um texto intitulado “A Solidão e o Futuro”, publicado no meu primeiro livro “O Homem e o Futuro – o percurso, o ritmo”. Nele ajudo a desbravar os caminhos do Futuro onde a Solidão deve estar ausente. Finalizo o texto afirmando:

“Convém lembrar que o Futuro que procuramos é o da Paz, Dignidade, Liberdade e Independência de todos os Seres Humanos com respeito e solidariedade, para não nos desfocarmos do sentido desejado.

Assim sendo, muito provavelmente, é no conteúdo da palavra solidariedade (e na sua prática) que o Homem mais facilmente se afastará da Solidão no Futuro.
O próprio conhecimento em si é um fenómeno de partilha, enquanto a sabedoria é intrínseca a quem partilha. Esta é mais uma razão pela qual neste caminho de Futuro não existe solidão nem solitários. Todos estaremos acompanhados por aqueles que não pretendem esquecer-se de nós.” – Alfredo Sá Almeida.

Mais recentemente, este tema tem sido objeto de muita notícia: “Quando a solidão é um problema tão grave que justifica um Ministério” – 28 de Janeiro de 2018 –

(http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2018-01-28-Quando-a-solidao-e-um-problema-tao-grave-que-justifica-um-Ministerio).

Não porque, entretanto, os líderes mundiais e governamentais tenham encontrado as soluções para os problemas ‘gritantes’ e crescentes da solidão em que um significativo número de Seres Humanos se encontram! Mas porque no Reino Unido os problemas desta natureza atingiram uma escala preocupante. “A verdade é que não se trata de um problema singular. Afeta pessoas de todas as idades, com e sem deficiência, recém-mamãs, refugiados, quem tem família chegada e quem não tem, e não tem uma solução simples. O meu desafio é o de criar e coordenar uma estratégia que cruze o Governo, empresas, instituições de caridade e muitos outros parceiros para durar uma geração”, explicou Crouch, no seu perfil de Facebook, recordando ainda o empenho desenvolvido pela trabalhista Jo Cox. Cox foi uma das principais impulsionadoras dos estudos da solidão nos últimos anos e criara mesmo uma comissão dedicada ao assunto, antes de ser assassinada em 2016.
Um primeiro relatório dessa comissão aventa que nove milhões de adultos estão frequentemente, ou sempre, solitários e que 3,6 milhões de pessoas com pelo menos 65 anos vêm na televisão a principal forma de companhia. A estratégia final vai ser publicada durante este ano.” É neste contexto que nasce a necessidade de criação do referido Ministério da Solidão, segundo a notícia que mencionei.

Pois bem, temo que o caminho que começa a ser trilhado para o Futuro próximo não seja o mais adequado para os graves problemas da Solidão dos Seres Humanos em Sociedade. Isto deve-se ao facto da Sociedade atual estar enferma de muitos outros problemas, igualmente graves, e que acabam por contribuir para o fenómeno triste da Solidão.
Um desses problemas é a ausência crescente de uma prática corrente de Valores Humanos em Sociedade. Estes têm sido objeto de inúmeros textos que tenho escrito neste Blogue, que vêm justificando o desenvolvimento de uma Sociedade de Valor Humano, como um novo Paradigma para a Sociedade Futura.

A ausência, que menciono frequentemente, é a da Educação em Valores Humanos na Escola Pública, em complemento com a Educação em Valores Humanos no seio Familiar. Mas, também, a carente e praticamente ausente prática diária dos Valores Humanos, no relacionamento em Sociedade.

Temos de reconhecer que sem esta prática e essa Educação (Escolar e Familiar), as soluções que surgirem apenas vão atenuar sem resolver o problema de fundo.

Em 2012 eu mencionava os Valores da “…Paz, Dignidade, Liberdade e Independência de todos os Seres Humanos com respeito e solidariedade…” que continuam a ser os fulcrais para a solução definitiva deste problema. Estes Valores Humanos aprendem-se numa Educação bem orientada e devem ser praticados frequentemente!

Os meus caros Leitores consideram que os Valores que referi são respeitados e praticados por uma grande maioria dos Seres Humanos deste Planeta?

Alfredo Sá Almeida                                                                             28 de Janeiro de 2018

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Educação em Valores Humanos

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A Educação em Valores Humanos é uma matéria que requer constância nos propósitos e equilíbrio dinâmico na transmissão desses Valores. É muito mais que a simples transmissão de uma mensagem. É sobretudo o enraizamento de exemplos de valor acrescentado.

Um dos grandes problemas destas últimas décadas está relacionado com a negligência educativa em Valores Humanos. Admitiram que esses Valores se ‘propagavam por geração espontânea’. Na falta de exemplos concretos de Valor e orientação continuada, não se verificam progressos significativos. Na realidade a Sociedade só possuirá essa capacidade se for uma Sociedade estruturada como de Valor Humano, de outro modo acabará desvirtuando a dinâmica do processo educativo.

Quando os Líderes, os Dirigentes, os Pais, os Educadores e a Escola se demitem do processo educativo de Valores Humanos, só podemos esperar uma degradação da Sociedade. Uma Economia de Mercado e um Sistema Financeiro Internacional, tal como estão a vigorar neste mundo global, possuem uma maior capacidade ‘trituradora’ do Ser Humano do que de promoção da sua valorização.

Tal como mencionei no meu texto ‘A Dinâmica entre Valores e Direitos Humanos’“De acordo com a Unesco, para passar de uma geração a outra (25 anos), uma língua precisa ser falada por pelo menos 100 mil nativos. Pois bem, o mesmo se pode aplicar à passagem do testemunho de Valores Humanos, seja pela teoria ou pela prática continuada. Caso não o façamos esses Valores acabam por perder-se.”

Uma pergunta fulcral se impõe sobre esta dinâmica – ‘Que percentagem da população de um determinado País pratica livre, consciente e continuadamente os Valores Humanos em Sociedade?’

Não basta que um mínimo da Sociedade conviva naturalmente sob os Valores Humanos, é necessário que seja uma maioria significativa. Caso contrário a Sociedade não terá ‘massa crítica’ suficiente para uma dinâmica virtuosa em Valores Humanos.

“Só faz sentido apelidarmo-nos de Seres Humanos se integrarmos os Valores respetivos, caso contrário seremos elementos vivos da Biosfera sem o consequente caráter.” – Alfredo Sá Almeida

Alfredo Sá Almeida                                                                                    5 de Outubro de 2016

 

As dívidas e o Valor Humano

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Nos dias de hoje é comum, para não dizer obrigatório, as Pessoas terem dívidas monetárias. Todo o mundo está endividado. São as Pessoas, as Empresas, as Instituições e os Estados que se encontram endividados em maior ou menor grau. Aliás, penso ser muito difícil encontrar alguém que não esteja endividado. Este é um estatuto típico da realidade financeira que nos domina e nos consome. Quanto mais dívida houver mais dinheiro existirá em circulação.

Esta realidade da Sociedade atual tornou-se um vício, bem estimulado pelos Bancos e outras Instituições financeiras, que vivem e se desenvolvem dele.

Por mais resistências que se tentem estabelecer, ninguém consegue fugir a este sistema que se tem aperfeiçoado ao longo do tempo. Se os Cidadãos não tomarem consciência plena desta realidade e não lutarem por um novo paradigma da Sociedade, temo que esta dependência atinja o ponto de não retorno.

Todos nós conhecemos exemplos pessoais, empresariais e de Países que se endividaram mais do que é possível imaginar. Mas nunca ouve problema algum, até à recente crise Financeira. Esta levou muito boas Pessoas a perder as suas poupanças porque o sistema tudo faz (até sem ética e sem vergonha) para captá-las. Mas os Bancos, esses, não perderam nada. Quem perdeu foram os Cidadãos que foram obrigados a pagar compulsivamente todos os devaneios dos Bancos e dos Estados

Mas enganaram-se aqueles que pensaram que o sistema iria ser reformulado e corrigido. Não, nada mudará verdadeiramente num sistema desta natureza. Esta é a única forma de sobrevivência deste sistema financeiro.

Como sabem, tenho vindo a defender uma mudança significativa de paradigma da Sociedade atual para uma Sociedade de Valor Humano.

Um aspeto interessante e importante neste modelo de Sociedade é o facto de não poder haver dívidas. Não poderá haver porque não existirão mecanismos que o permitam. E, caso existam Pessoas que tentem implementar esquemas dessa natureza, perderão Valor Humano significativo. Para o efeito consultem os meus textos anteriores:

A única dívida que será permitida, numa Sociedade de Valor Humano, é a DÍVIDA DE GRATIDÃO.

Esta será uma nova dimensão, bem mais Humana e positiva, para um problema que tem causado tanto sofrimento e tanta perda de dignidade. Mas não pensem que poderão manter as atitudes e comportamentos viciantes do passado. NÃO, NÃO. A mudança será efetiva e TODOS vamos aprender a desenvolvermo-nos como Seres Humanos. Não é difícil, nem doloroso, nem viciante, pelo contrário é motivador e libertador sob vários pontos de vista, racional, emocional e espiritual.

A vantagem das dívidas de gratidão está no facto de desencadearem uma corrente positiva de intervenções entre os Cidadãos e a Sociedade acaba por se transformar em algo de bom.

Meus caros Leitores, atualmente estamos perante problemas graves da Sociedade e num momento fulcral desta, que nos deve levar a refletir e mudar profundamente o rumo dos acontecimentos.

Ou faremos História por desencadear mudança efetiva, ou seremos indefinidamente seguidores de um sistema desumano e irracional.

Eu prefiro uma Sociedade de Valor Humano!

Alfredo Sá Almeida                                                                                  2 de Setembro de 2016

A essência das avaliações pessoais no mundo do Valor Humano

Conhecer as Pessoas

Como os meus Leitores sabem, eu tenho vindo a defender neste Blog uma Sociedade baseada no Valor Humano. O objetivo principal é uma mudança de paradigma da sociedade atual, que se encontra ‘mergulhada’ no valor do dinheiro e subordinada ao poder absoluto do Sistema Financeiro Internacional (S.F.I.).

O facto de defender que o S.F.I. (assim como as suas regras) não poderá exercer influência nem coexistir com a Sociedade de Valor Humano, não se prende com questões de ódio mas por razões de incompatibilidade funcional e conceptual entre estas duas Sociedades.

“A finalidade principal do dinheiro é a de gerar lucro que não representa Valor Humano. O Valor Humano NÃO É DINHEIRO, É VALOR CONCRETO. O valor do dinheiro tem uma componente virtual muito grande.” https://saalmeida.wordpress.com/2015/04/06/caracteristicas-do-valor-humano-comparadas-com-o-valor-do-dinheiro/

Coração voando

Todo o Valor na Economia será transferido para o Valor Humano. Os Seres Humanos possuirão então oportunidades IGUAIS para adquirirem Valor.

Uma Sociedade de Valor Humano estará alicerçada em três pilares fundamentais:

  • O Ser Humano;
  • Os Valores Humanos;
  • A Educação.

 

As questões de pobreza não se colocarão porque numa Sociedade desta natureza não existirão pobres. Todas as Pessoas possuirão o considerado indispensável para uma vida digna em Sociedade. Alimentação, cuidados de saúde, condições de habitação e acesso a meios de melhoria da sua condição de vida, serão comuns a TODOS. No entanto, aqueles que possuam maior Valor Humano terão acesso acrescido a outros produtos e serviços, que lhes permitirão um desenvolvimento articulado com o seu maior Valor e a sua maior responsabilidade, incluindo formação.

O conceito de dinheiro desaparecerá, a um ritmo determinado, da mente das Pessoas. Existirão Pessoas com menor e outras com maior Valor Humano, mas em nenhum caso passam por indignidades Humanas como as que existem atualmente.

Neste novo sistema, TODA a Sociedade está em aperfeiçoamento constante. Aliás, o Valor Humano é uma caraterística dinâmica positiva. Esta máxima passará a ser verdadeira:

  • A MAIOR VALOR HUMANO CORRESPONDERÁ MAIOR RESPONSABILIDADE E CONSEQUENTEMENTE MAIOR PODER DECISÓRIO.

Uma Sociedade com estas características não é uma Sociedade perfeita, mas contém todos os elementos necessários a uma evolução e desenvolvimento sustentados, contribuindo decisivamente para uma maior felicidade global. https://saalmeida.wordpress.com/2015/04/16/caracteristicas-de-uma-sociedade-baseada-no-valor-humano/

O fulcro desta Sociedade, tal como eu defendo, estará baseado num sistema global de avaliação de Pessoas. TODAS as Pessoas são suscetíveis de ser avaliadas por outras, com qualificação e certificação para tal, da qual resultará a atribuição de um Valor Humano.

TODAS as Pessoas estarão sujeitas a avaliações periódicas. Essa avaliação possuirá três vertentes:

  • Pessoal
  • Social
  • Profissional

 

Nesta, serão tidas em linha de conta as práticas de vida dessas Pessoas. O sistema de avaliação é global e universal e é suscetível de ser encarado com positivismo quer pelos avaliadores quer pelas Pessoas avaliadas. Não nos podemos esquecer que é com base neste Valor Humano que cada Pessoa terá os meios de participar na vida económica de acordo com os princípios já definidos anteriormente.

Homem sem princípios

“O Valor atribuído a cada Cidadão é, também, um Valor económico que poderá ser trocado por produtos, serviços, formação, etc., necessários ao dia-a-dia de cada Um e à construção do seu desenvolvimento e do seu Futuro”. https://saalmeida.wordpress.com/2015/04/06/caracteristicas-do-valor-humano-comparadas-com-o-valor-do-dinheiro/

Não se trata de avaliar o desempenho da pessoa numa atividade mas sim da sua capacidade de viver bem consigo mesmo em sociedade, seja na convivência do dia-a-dia, seja no desempenho de uma profissão.

Só posso concordar e enaltecer o espírito desta afirmação da minha querida companheira Angela Alem: “Sua vida é uma mensagem para os outros. Garanta que ela seja uma mensagem inspiradora de bons atos, boas palavras, boas perspetivas… De tal forma que ilumine outros a perceberem novos e melhores caminhos.”

Como os meus Leitores poderão constatar, uma Sociedade em que TODOS serão submetidos a uma avaliação periódica, só tem razão de ser por ser baseada no Valor Humano. Deste modo poderão vislumbrar a complexidade que se pode ‘abater’ sobre este sistema se os princípios a estabelecer não forem de simples compreensão, justos, construídos com seriedade e profissionalismo, e aplicados com justiça social.

Conseguir viver bem em Sociedade e contribuir para o bem comum é tão ou mais importante que ser bem-sucedido numa profissão.

Estou de acordo com a afirmação do Prof. Clóvis de Barros Filhos quando diz “… a felicidade implica uma certa capacidade de amar, e portanto, dedicar a própria vida a que outros se alegrem, já que 99% da nossa vida, não é propriamente vida, mas é convivência.”

Igualmente, todos nós sabemos: “… qualquer um sabe que o ‘mundo’ tem uma competência lesiva espetacular.” – Clóvis de Barros Filho

Infelizmente casos de Bullying (seja físico ou psicológico) fazem parte do nosso quotidiano, em diversos referenciais: casa, escola, trabalho e no relacionamento em sociedade. As agressões físicas ou morais praticadas por qualquer pessoa, ou grupo se pessoas, deverão ser tendencialmente erradicadas através de uma Educação em Valores Humanos, em ambiente Escolar e Familiar com orientação de especialistas em psicopedagogia e psicologia.

Em suma, ainda vivemos numa Sociedade muito agressiva e com carências ‘gritantes’, em Valores Humanos e numa Educação de qualidade para TODOS.

Perante esta realidade, não será difícil de vislumbrar as reações e resistências que existirão na fase inicial de implementação de um sistema desta natureza.

Adivinho até os boicotes que colocarão, vindas de Pessoas especialistas em deturpar e desvirtuar novas ideias e paradigmas, apenas para manterem o seu status quo e um suposto ‘poder’ sobre outrem. Não se torna difícil de adivinhar, pois a falta de Educação acrescida de carência em Valores Humanos, conduz a um espírito continuado de Bullying que caracteriza a Sociedade.

Quando este Bullying não for tão explícito apresentar-se-á o mais refinado a tentar demonstrar que estas novas ideias estão erradas e são prejudiciais a tudo e mais alguma coisa. Infelizmente esses argumentos não se basearão em estudos científicos, mas alicerçar-se-ão nos interesses de um sistema financeiro que não quer perder o poder por nada deste mundo. No fundo, essas Pessoas não estão abertas a construir um novo sistema porque temem o caos. Preferem manter as atitudes e comportamentos errados e que causam desentendimentos sistemáticos, na esperança de reduzir a incerteza num futuro, que sabem que não tem Futuro, do que ter uma mente aberta e interveniente para construir um sistema novo que reduza substancialmente os erros do passado.

A vantagem das avaliações periódicas está no facto de a Pessoa poder melhorar as suas atitudes e comportamentos ao longo da vida. Acaba por corresponder a uma aprendizagem constante e a um potencial aperfeiçoamento pessoal que, a meu ver, só tem aspetos positivos.

Torna-se evidente que existirá resistências mais ou menos persistentes, tendencialmente complexas, de quem vai ser avaliado, que complicarão o funcionamento do sistema, mas nada que não seja suscetível de ser ultrapassado com profissionalismo e determinação argumentativa.

Aliás, a prática de Valores Humanos na convivência em sociedade só trás vantagens, evitando muita agressividade gratuita e muita incompreensão.

Não quero acreditar, que a maioria das Pessoas só aceitará implementar um novo sistema se o anterior for destruído, o que me parece absurdo quando se enveredar pela construção de uma Sociedade de Valor Humano. Neste modelo de Sociedade pretende-se construir um novo paradigma, aproveitando o melhor e as melhores práticas já existentes, que estejam dentro do espírito desse paradigma.

No fundo, deverá sobressair um espírito positivista otimista baseado no pensamento crítico para construir uma nova realidade, que não pretende excluir ninguém, como acontece atualmente.

Pessoas de Valor

Em resumo, se pretendemos construir uma Sociedade de Valor nada melhor que congregar todas as boas vontades desta na implementação de um Sistema Educacional que seja capaz de desenvolver e devolver os Valores Humanos aos seus Cidadãos.

Mahatma Gandhi traduziu brilhantemente estes anseios “A verdadeira educação consiste em pôr a descoberto ou fazer atualizar o melhor de uma Pessoa. Que livro melhor que o livro da Humanidade?”.

Alfredo Sá Almeida                                                                                         16 de Agosto de 2016

A realização dos Sonhos e a Criatividade são a Alma do Valor Humano

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Uma mente sã em fase de Educação está necessariamente suscetível de ganhar sonhos que se podem propagar por uma vida.

Esses sonhos são o ‘motor’ que nos impelem para uma realização de projetos que nos enchem a Alma e nos dão uma motivação extra para encontrar os caminhos do Futuro. Esses caminhos têm uma forte probabilidade de nos tornar Pessoas plenamente realizadas durante o percurso de Vida.

Este é um desejo que deveria ser extensivo a todas as crianças e jovens deste Planeta. Infelizmente as situações de guerra, de escravidão, maus tratos, bullying, etc., apesar de não impedirem os sonhos, acabam prejudicando gravemente a realização dos mesmos.

No mundo atual, onde a competitividade está presente na grande maioria dos percursos de vida, a realização dos nossos sonhos implica (na grande maioria das vezes) a existência de uma capacidade criativa que nos ajude a catapultar para uma admiração saudável dos nossos pares.

A meu ver, sonhos em fase de realização e criatividade são uma ‘mistura’ suscetível de produzir bons resultados a médio e longo prazo.

Mas convém lembrar que uma Educação de qualidade, com inclusão dos Valores Humanos, contribui decisivamente para fazer a diferença para melhor, em todo este universo dos Sonhos e da Criatividade.

É desta matéria que está constituído o Valor Humano. A Humanidade de hoje está carente de muito Valor Humano orientado para um Futuro onde o Homem possa celebrar a dignidade de Ser Humano.

Gostaria de relembrar aqui um poema de António Gedeão – “Pedra Filosofal” – que dá uma dimensão ao sonho que considero esclarecedora:

“Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.

 

Eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.

 

Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

para-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultrassom, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.

 

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.”

Sempre que me lembro dos meus sonhos de criança, este poema em forma de canção (https://www.youtube.com/watch?v=WWDjz6rHO-s) ecoa na minha mente e ajuda-me a encontrar a ‘bola colorida’, tão necessária para alimentar a chama que me iluminará pelo Futuro fora. Mas não me esqueço que esses sonhos envolvem a transformação da nossa Sociedade Global, numa crescente espiral de Valorização Humana, em busca de um Futuro digno de Seres Humanos.

John Lennon Sonho

Esta frase de John Lennon contém a essência do que tenho defendido, com o desenvolvimento do tema “Valor Humano”, para a construção de um novo Paradigma para a Sociedade Global.

Uma nova Humanidade só poderá ser uma realidade se aprendermos a sonhar em conjunto, com uma criatividade de equipa, que nos ajude a construir uma Sociedade de Valor Humano com a solidez evolutiva de um Homem Sábio.

É difícil eu sei, mas a grande maioria dos sonhos são difíceis de realizar e requerem uma resiliência construtiva para serem bem-sucedidos.

Vamos lá, meus caros Leitores, aprendamos a sonhar em conjunto em benefício de TODOS, cada um com a sua criatividade que se congrega para uma realização coletiva, digna de Seres Humanos com Valor.

Sonhos

Alfredo Sá Almeida                                                                                               9 de Maio de 2016