A Violência é um grande negócio!

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Como queremos NÓS construir a PAZ quando a violência é um grande negócio? Esta é uma triste realidade do mundo global de hoje que destrói VIDAS e muitas boas vontades de estabilidade política e militar.

Existem líderes de Países que são capazes de manter um Estado pouco pacífico e uma atitude beligerante para lucrarem com o negócio de armamento. E, torna-se fácil, basta ‘inventar’ uma escaramuça para acender o rastilho da violência.

Recentemente veio a público o relatório de 2017 “Global Peace Index – Measuring peace in a complex world” (http://visionofhumanity.org/app/uploads/2017/06/GPI-2017-Report-1.pdf) produzido pelo Institute for Economics & Peace, que mostra bem o que se passa a nível mundial nesta matéria.

Não há modo de contornar este problema. É um negócio caro, arrasador de vidas e não é necessário investir em Educação. Torna-se fácil, numa ausência total de Valores Humanos, manter um Estado pouco pacífico. E, mais grave é que os Países mais pacíficos podem criticar e insurgirem-se na comunidade das Nações, que não resolvem nada, pois quem produz as armas continuará a vender e a fazer negócio com esses Países.

Ninguém tem vergonha na cara, nem escrúpulos políticos nem sociais, porque o negócio é lucrativo.

De acordo com a notícia veiculada pelo Jornal Económico, em 10 de Junho de 2017, “O preço da violência: impacto global é de 12,6% do PIB mundial” (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-preco-da-violencia-impacto-global-e-de-126-do-pib-mundial-170147) podemos verificar a dimensão deste negócio que daria para RESOLVER a grande maioria dos problemas de educação e pobreza a nível mundial.

Assim, de acordo com esta notícia o “Impacto económico global da violência corresponde a 1,95 dólares por pessoa. Custo económico médio 35% superior nos dez países menos pacíficos face aos dez países mais pacíficos.”

Agora percebemos a grande hipocrisia que vinga quer a nível político como social, nesta Sociedade Global.

“Os gastos militares representam a maior fatia dos custos (5,62 biliões de dólares), seguido pelos gastos com a segurança interna cujos custos globais ascendem aos 4,92 biliões de dólares. Já as perdas com crimes representa 2,57 biliões de dólares e as perdas com conflitos armados, 1,04 biliões de dólares.

O custo económico médio da violência foi equivalente a 37% do PIB nos dez países menos pacíficos face a apenas 3% nos dez países mais pacíficos.” (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-preco-da-violencia-impacto-global-e-de-126-do-pib-mundial-170147)

E poderíamos somar o valor dos negócios dos filmes violentos, dos jogos para computador e consolas com características de violência, etc. Estes são apenas os ‘aperitivos’ antes dos verdadeiros atos de violência.

Resumindo, são gastos 14 biliões de dólares neste negócio. Adivinhem quem paga a fatura?

O mais grave de tudo isto é que quem defende a Paz o faz com altruísmo, voluntarismo, consciência e inteligência, na grande maioria das vezes sem ganhar dinheiro com o que realiza. Enquanto quem negoceia em armas e as utiliza para lançar o caos, agressão e violência o faz por maldade e ainda lucra com a sua atitude e comportamento. Onde está a igualdade de oportunidades nesta matéria? Vislumbram alguma vontade da comunidade das Nações acabar com este negócio? Todo o mundo enche a boca de palavras de PAZ, mas atos concretos NADA!

Assim vai o mundo dos Valores Humanos de Homens sem Valor. Agora poderão entender melhor porque defendo uma Sociedade de Valor Humano.

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Alfredo Sá Almeida                                                             11 de Junho de 2017

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Questões sobre a vida em Sociedade.

Future of Society

Como os meus Leitores sabem, tenho vindo a defender uma mudança de paradigma da sociedade atual para uma sociedade de Valor Humano.

Numa Sociedade desta natureza o valor monetário deixará de existir por incompatibilidade estrutural e conceptual. Não sou o único a propor uma mudança tão profunda, nem de algum modo sou inovador na matéria de acabar com o dinheiro.

Aliás, a grande mudança de paradigma que proponho está no destaque do Valor Humano e na sua preponderância. O fim do valor monetário é apenas uma consequência acessória.

Jacque Fresco, um Americano Futurista falecido recentemente com 101 anos, autor do projeto Venus (https://www.thevenusproject.com/), “foi um autodidata projetista industrial, engenheiro social, escritor, professor, futurologista, inventor que trabalhou numa grande variedade de áreas desde inovações biomédicas a sistemas sociais totalmente integrados. Ele acreditava que suas ideias beneficiariam um maior número de pessoas e dizia que algumas de suas ideias vieram dos anos de sua formação durante a Grande Depressão.” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Jacque_Fresco)

“Um dos temas principais de Fresco é seu conceito de uma economia baseada em recursos que substitui a necessidade da economia monetária orientada para a escassez, que temos atualmente. Fresco argumenta que o mundo é rico em recursos naturais e energia, e que – com a tecnologia moderna e a eficiência – as necessidades da população global podem ser atendidas com a abundância, e ao mesmo tempo remover as limitações atuais de que o que é considerado possível devido às noções de viabilidade económica.” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Jacque_Fresco)

“In a Resource Based Economy the main focus is on the people and the environment. Producing a high standard of living for all human beings on Earth while restoring, preserving and enriching the environment around them requires the use of science and technology and also requires a higher degree of efficiency.” (https://www.thevenusproject.com/)

O Valor Humano que defendo não é baseado numa moralidade ultrapassada nem restritiva, ou aprisionadora, do Ser Humano. Mas tem em consideração as atitudes e comportamentos do Homem em Sociedade, de modo a conferir-lhe um dinamismo filosófico, psicológico e um aperfeiçoamento constante, que lhe permitam uma confiança fundada num Futuro melhor para TODOS, onde os princípios éticos e o humanismo estejam sempre presentes. É um Valor Humanista onde se encontram a Inteligência, a Consciência e o Futuro Coletivos em harmonia com a sustentabilidade da Biosfera. Os Valores que defendo não são crenças como Jacque Fresco os comparava frequentemente (*). São intrínsecos ao Homem com acesso a uma Educação de qualidade, e, bem orientada por profissionais competentes. Esses Valores estão fundamentados nos Valores Humanos que caracterizam a nossa espécie.

Aliás a Sociedade de Valor Humano que defendo é sustentada em quatro pilares essenciais: O Ser Humano; os Valores Humanos; a Educação de qualidade para todos; e, a sustentabilidade da Biosfera.

Deste modo, convém questionarmo-nos sobre o rumo que a Sociedade atual está a tomar e quais as consequências que esta poderá ter no Futuro do Homem.

Torna-se plausível perguntarmos:

  • Poderá o Homem e a Sociedade civilizada sobreviver sem dinheiro?
  • Poderá o Homem e a Sociedade civilizada sobreviver sem Valores Humanos?

As respostas afiguram-se-me óbvias. Se assim o consideram, então esses Valores não são de forma nenhuma crenças são elementos estruturantes da personalidade e do caráter do Ser Humano.

A Civilização atual e o fenómeno crescente da Globalização estão em sérios riscos de colapsar, qual Império Romano do passado. Os riscos que o conduziram ao colapso são muito semelhantes aos da atualidade.

O Homem evoluiu pouco como Ser Humano em 2000 anos de história. O saber e o conhecimento evoluíram muito, assim como tecnologia. Os processos civilizacionais acompanharam essa evolução mas a sabedoria do Homem não. Os erros estruturais do passado ancestral mantêm-se como marcas genéticas difíceis de desvanecer.

  • Estará o Homem preparado para uma Civilização Global e planetária?
  • Conseguirá o Homem construir essa Civilização Global em Paz duradoura, com um Futuro promissor?

São estas questões que cada um de nós deverá saber responder em profundidade e saber dar corpo, sem atropelos, mas com determinação, conhecimento, inteligência e consciência coletivas, em harmonia com a única Biosfera que habitamos.

Alfredo Sá Almeida                                                                                  5 de Junho de 2017

Nota (*) – “The most striking difference between a Resource Based Economy and any other system that has gone before is that it prepares people for the changes that lie ahead. Change is not something that most people accept easily, especially when it comes to values or beliefs, which they have had for a long time. Sometimes, the emotional investments in those values or beliefs are so great that people cannot accept the notion of change. This detrimental practice has facilitated the conscious withdrawal of efficiency in so many aspects of life.” (https://www.thevenusproject.com/)
“The moral standards of past generations do not offer solutions for present social challenges. It is not enough to label people ‘good’ or ‘bad’ anymore as we know that environmental factors largely determine their behaviour.” “Morality has always been based on limited efforts to control society based on the tools of the time. Morality was very rarely based on conditions in the real world, and this makes it detrimental and full of contradictions which can be surpassed through our proposal of Functional Ethics. The methods of science can be used to determine a functional morality and this exercise will demand that we re-evaluate our entire notion of what makes us human.” (https://www.thevenusproject.com/)

Confiança no Valor Humano

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De há dois anos a esta parte, tenho vindo a desenvolver sistematicamente o tema do Valor Humano com o intuito de o transformar num novo paradigma de sociedade global. Tendo em consideração as várias vertentes de desenvolvimento deste tema arrisco-me a afirmar, com um bom grau de confiabilidade, que numa sociedade de Valor Humano os níveis de Confiança seriam significativamente maiores que os atuais. Esse facto por si só teria um impacto muito positivo não apenas no desenvolvimento futuro da sociedade, como na concretização da Consciência Coletiva.

Concordo com a seguinte definição de Confiança: ‘Coragem proveniente da convicção no próprio valor’ in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

“A confiança é o sentimento de segurança ou a firme convicção (a fé) que alguém tem relativamente a outra pessoa ou a algo. Também se trata da presunção de si próprio e de uma característica que permite levar a cabo coisas ou situações por norma difíceis.

Para a psicologia social e a sociologia, a confiança é uma hipótese que se realiza sobre o comportamento futuro do outro. Trata-se de uma convicção segundo a qual uma pessoa será capaz de agir de uma certa maneira perante uma determina situação.

Neste sentido, a confiança pode ser reforçada ou debilitada consoante as ações da outra pessoa.

A confiança supõe uma suspensão, pelo menos temporária, da incerteza relativamente às ações dos outros. Quando alguém confia no outro, está convicto de que consegue prever as ações e os comportamentos deste. A confiança vem, portanto, simplificar as relações sociais.” http://conceito.de/confianca

A Confiança é uma dimensão com múltiplas facetas, todas elas importantes, tal como um diamante lapidado.

Uma dessas facetas é a Credibilidade, que é uma característica de quem consegue a confiança de alguém. Ou seja, a qualidade de alguém em quem é possível acreditar. Deste modo, suscetível de gerar confiança.

credibilidade

Há ainda a considerar que se pode verificar o seguinte contexto: “Confiança é o reflexo do Conhecimento” – Autor desconhecido.

Assim sendo, a Confiança é um sentimento simples mas de estrutura complexa. No conjunto coerente é tão simples como um aperto de mão de firme convicção, mas para se atingir o âmago dessa Confiança são necessárias cumprirem-se várias características como:

  1. Conhecimento;
  2. Compromisso;
  3. Credibilidade;
  4. Sinceridade;
  5. Coerência;
  6. Respeito;
  7. Empatia;
  8. Verdade;
  9. Solidariedade;
  10. Honestidade;
  11. Integridade;
  12. Caráter;
  13. Inteligência.

Consoante as situações, cada uma destas características terá pesos distintos, mas o resultado final resultará num processo positivo de Confiança.

Trust exemplo

O mundo global seria bem melhor se os níveis de confiança política, económica e social tivessem níveis sustentados de Confiança entre os Líderes e dirigentes mundiais.

Infelizmente assistimos com muita frequência a afirmações de Líderes Políticos, que causam motivação e aceitação, por serem ditas com convicção circunstancial, mas que posteriormente verificamos que esses Políticos são capazes de prescindir das suas convicções para poderem governar. Ou seja, não sabem integrar aquilo em que acreditam no desenvolvimento dos atos governativos. Prometer em campanha algo importante, para depois de ganhar as eleições abdicar dessas promessas é uma fraude de enorme dimensão e sem Valor Humano.

Mas os fenómenos de desconfiança não se refletem apenas nas questões Políticas, eles abrangem todas as áreas das relações sociais, empresariais e até espirituais.

Outro exemplo, típico dessa fraude, é a constatação de que ‘Faz como eu digo, não faças como eu faço’ se tornou uma realidade. Aqui chegados, a Confiança evapora-se pois a Pessoa em causa não é capaz de ser o exemplo concreto do que afirma.

Cumprir e fazer cumprir o que se comprometeu com outrem é uma ação que conduz à confiabilidade, mesmo que o caminho seja difícil e tortuoso. Assim, abraçar os caminhos da verdade com sabedoria é outro modo de gerar Confiança.

Penso que todos nós temos a noção da importância que o sentimento de Confiança tem no relacionamento saudável da Sociedade. Para tal gostaria de chamar a atenção dos meus Leitores de uma entrevista à Filósofa Onora O’Neill em que esta desconstrói os mitos sobre a confiança. ‘À pergunta se temos confiança em alguém deve seguir-se: para fazer o quê?’ “O conceito fundamental não é a confiança mas a confiabilidade” – (https://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-conceito-fundamental-nao-e-a-confianca-mas-a-confiabilidade-1725088)

Nesta entrevista, publicada no Jornal Público em 5 de Março de 2016, a Jornalista Joana Gorjão Henriques transmite-nos: “A sua TED Talk chama-se ‘O que não sabemos sobre a confiança’ e teve quase 1,4 milhões de visitas desde Junho de 2013. A popularidade vem do tema, mas também do facto de a filósofa irlandesa Onora O’Neill desconstruir a maioria das ideias feitas que temos sobre confiança. A sua tese baseia-se na ideia de que mais importante do que falar de confiança é falarmos de confiabilidade, algo que implica a relação entre dois sujeitos. Ao perguntarmos se temos confiança em alguém, a pergunta central que se segue deve ser: para fazer o quê? “Posso confiar na professora do meu filho para o ensinar, mas não para guiar o autocarro da escola”, exemplifica. Nesta palestra, Onora O’Neill retoma algumas das ideias que desenvolveu nas Reith Lectures da BBC sobre o mesmo tema, A Question of Trust, em 2002.”

No Amor, a Confiança tem um papel fundamental para a consolidação deste nobre sentimento.

Como podemos verificar, uma prática social de Valores Humanos é essencial no desenvolvimento dos sentimentos mais nobres nos Seres Humanos.

Em sentido oposto, a falta de confiança gera uma escalada de reações, atitudes e comportamentos sociais prejudiciais a um relacionamento saudável.

confianca

Legenda: Patrick Lencioni em seu livro The Five Disfunctions of a Team (“As cinco disfunções de uma equipa”, Editora Wiley, 2002) nos dá pistas de como lidar com as armadilhas que aparecem no caminho. Depois de algumas adaptações, é o que vou mostrar a seguir. Existem cinco armadilhas que geram resultados insuficientes, chamadas de disfunções por Lencioni. (http://www.netluz.org/fntextos/fnt/fnt116.htm)

Eu tenho Confiança numa Sociedade de Valor Humano e considero que as relações sociais, políticas, empresariais, religiosas e espirituais passariam para um referencial de maior confiabilidade com o desenvolvimento educacional dos Valores Humanos no ensino regular.

Resta-me a esperança que os responsáveis educativos, em todos os Países do mundo, reconheçam e apliquem com sabedoria os ensinamentos de Valores Humanos já aplicados em vários núcleos educacionais.

Estou certo que os resultados dessa ação consertada, pela conjugação de esforços, seriam bem animadores.

Alfredo Sá Almeida                                                                      15 de Novembro de 2016

Criar Riqueza ou Criar Valor Humano?

Riqueza ou Valor Humano

Vivemos num Mundo e numa Sociedade global focada e maioritariamente interessada em criar Riqueza, que vislumbra um ‘crescimento’ fictício esbanjador de recursos para enriquecimento do status quo, com a atitude de ‘depois logo se vê’.

Apesar deste cenário deprimente existe um mundo mais pequenino (mas promissor) que está mais focado no bem-estar e na dignidade da Humanidade, em si, independentemente das ‘riquezas materiais’ acessórias.

Estamos perante dois mundos muito desiguais, tão desiguais quanto a grande desigualdade criada pelo mundo ínfimo da riqueza.

Infelizmente a dimensão dos criadores de ‘riqueza’ é inversamente proporcional à dos criadores de Valor Humano. Esta desproporção deverá, para bem de TODOS NÓS, inverter-se e gerar ondas de solidariedade, empatia, inteligência e consciência coletivas. Este novo percurso (global) é bem mais difícil e requer uma maior preparação e consciência do mundo onde vivemos, que o percurso simples e programado dos criadores de ‘riqueza’.

Os desafios que se colocam aos criadores de Valor Humano são bem maiores e mais abrangentes porque se vislumbra uma mudança de paradigma da Sociedade Global, que se pretende mais justa, mais EDUCADA (de uma Educação de excelência disponível para TODOS) e mais solidária. Não deem ouvidos para aqueles que lhes dizem que é utopia e que estes objetivos são irreais, pois apenas estão interessados em criar mais ‘riqueza’ à vossa custa.

É possível fazer coincidir, noutro referencial, a criação de riqueza e a criação de Valor Humano. Afinal de contas, a maior riqueza deste novo mundo global está no Ser Humano imbuído de Valores Humanos globais.

Seres ricos em Sabedoria, em Valores Humanos, em Solidariedade, em Consciência e Inteligência coletivas, em conseguir a construção de uma ‘Arquitetura Humana’ digna de Seres do Futuro em equilíbrio sustentável com a Biosfera do Planeta que habitamos. É desta RIQUEZA que estamos muito carentes.

Os meus grandes desejos para este Novo Ano são os da difusão maciça dos Valores Humanos universais e de uma consciência de Valor Humano, capaz de transformar esta Sociedade Global e de construir um novo Paradigma Humano com Futuro.

Criar riqueza2

Criar Valor2

Alfredo Sá Almeida                                                            27 de Dezembro de 2015