Imaginar uma nova realidade

Albert Einstein - Imaginação

A imaginação é uma capacidade Humana de representação mental de coisas reais ou ideias. “Trata-se de um processo que permite manipular a informação criada no interior do organismo (sem estímulos externos) para desenvolver uma representação mental.”
“A imaginação, deste modo, permite ter em mente um objeto que se tenha visto anteriormente ou criar algo novo sem nenhum fundamento real. Ao imaginar, o ser humano manipula informação da memória e converte elementos já percebidos numa nova realidade.” (http://conceito.de/imaginação)
A imaginação de uma nova realidade tem uma particularidade especial, tem de ser coerente e possível de aplicar em Sociedade. Para todos os efeitos é um processo criativo de Valor, pois nele entram muitos dos sonhos existenciais que possuímos.
Albert Einstein recorda-nos, na frase que apresentei acima, que a imaginação tem uma importância fulcral na construção de qualquer realidade. Mas também nos recorda que “A realidade é apenas uma ilusão, ainda que muito persistente”. Sendo assim, a imaginação de uma nova realidade tem de ter a capacidade de ‘desalojar’ a ilusão persistente.
Processo difícil, sem dúvida, mas possível. Para que tal aconteça tem de convencer de forma permanente a imaginação das outras Pessoas. Tem de representar uma confiança coerente na mente dos que a recebem. E é gratuita!
Como sabem eu tenho vindo a apresentar neste meu blogue, a minha imaginação sobre um novo paradigma para o futuro da Humanidade, baseado no Valor Humano. Não tem sido fácil encontrar argumentos que conduzam a uma coerência de ideias e ideais, mas é genuíno e verdadeiro na representação da confiança nos meus Leitores. Se consegue ‘desalojar’ a atual realidade é outra matéria.
A realidade que atualmente se vive no mundo global, está mais próxima de uma ilusão desagradável para TODOS do que possamos pensar. Basta ler e ouvir as notícias de todos os canais de mídia para ficarmos bem iludidos com tudo o que se passa.
Resta-nos a esperança que tudo dê certo. Mas não será a esperança uma nova forma de imaginação?
O Homem construiu um mundo desmembrado, baseado no medo e na desconfiança, e pretende que as Pessoas sejam capazes de se ‘sintonizar’ com ideias com pouca virtuosidade e de fraco sentido humanista! Não é capaz (ou não pretende) que a Educação que ministra a todas as crianças e jovens, seja construtora de imaginação saudável, pacífica e de valor para o futuro. O Homem quer que exista criatividade mas que esteja direcionada para o lucro e não para o bem comum.
É preferível que o mundo global seja uma utopia humanista e de Valor, que a distopia em que se tornou!
Uma coisa é certa “A realidade deixa muito espaço à imaginação”, como afirmava John Lennon. Resta-nos saber usar esta nossa faculdade de imaginar um mundo melhor, onde TODOS possamos coexistir e ser felizes.

Alfredo Sá Almeida                                                                          6 de Setembro de 2017

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A construção do Futuro vs Utopia

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Este texto foi extraído do meu livro “O Homem e o Futuro” ( http://www.sitiodolivro.pt/pt/livro/o-homem-e-o-futuro/9789898413864/ ) e defende uma visão Humanista para o Futuro do Homem. Quando o publiquei no Facebook, pela primeira vez, foi amplamente debatido através de comentários e objeto de vários ‘GOSTO’ e partilhas, quer nas páginas do Instituto da Inteligência quer na minha. Boa leitura.

“É frequente ouvirmos os nossos pares apelidarem-nos de utópicos, pelo facto de exprimirmos ideias de como gostaríamos de ver organizada a sociedade, ou, de como construiríamos algo que conduziria a melhorias significativas na vida do Ser Humano. Talvez, por lhes dar a sensação que a construção desse novo ideal de Homem e de sociedade esteja muito longínqua ou que exigiria mudanças tão profundas que consideram estar muito afastada da realidade. Ou seja, muitas vezes alguns dos nossos pares rejeitam, descartam, ignoram, desvalorizam as ideias daqueles que exprimem, com maior ou menor eloquência, a vontade de construir um Mundo onde o Ser Humano tenha a primazia, e, onde a dignidade humana impere.

No entanto, quando descobrem que muitas, ou algumas, dessas ideias estão a tomar forma de realidade, quer devido aos progressos científicos, ou, a eventos que envolvem grupos significativos de cidadãos convictos de uma determinada ideia, acabam por reconhecer que afinal algo está a mudar no sentido de um Futuro melhor. Não é por acaso que se apela com veemência á inovação e criatividade em todos os aspectos relacionados com a vida do Homem (desde os negócios á implementação de novos processos). Ou seja, existe um reconhecimento quase generalizado de que os factores Conhecimento, Inteligência e Consciência Coletiva são fundamentais para a construção do Futuro.

Pois bem, meus caros Amigos, se aceitam o que acabei de escrever como normal, então porque apelidam de utópicas as ideias que já exprimi, como: “…o Valor da economia passará a ser dominado pelo Valor do Ser Humano e não pelo valor do dinheiro”. Estou convencido que se meditarem com profundidade neste tema, tendo em linha de conta todas as evoluções que se têm operado no Mundo (desde a expansão do fenómeno da globalização até ao aumento significativo [no mundo ocidental] da criatividade e inovação) considerarão como plausível o tema do Valor Humano. Se não, ponderem o que consideram como mais importante para a vida no Futuro (seja, no ano 2050, em que poderão existir cerca de 10.000.000.000 de Seres Humanos). Nessa altura teremos, seguramente, menos recursos materiais (de toda a espécie), menos água potável, e, condições de qualidade ambiental inferiores às de hoje. Será que continuam a pensar que o dinheiro é que vai ser a moeda de troca na convivência em sociedade? Ou, consideram que seria preferível uma nova guerra mundial?

Sejamos inteligentes, criativos, empenhados, solidários, dignos, e, coloquemos os Valores Humanos como prioritários na convivência em sociedade. Gostaria de recordar o conceito de Liberdade, que devemos colocar sempre no ‘perfil’ da equação do Futuro: “liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional”. Ou seja, a Liberdade qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.

Será que podemos, ou, devemos alhearmo-nos da Utopia na construção do Futuro?

Alfredo Sá Almeida in “O Homem e o Futuro” (2013)