Os erros de percurso de hoje serão os desastres do futuro

Este título é uma evidência preocupante, sobretudo para quem é incapaz de aprender com os erros e de construir melhores soluções para o Futuro da Humanidade.

Nas últimas décadas da sua vida o Homem tem seguido imensos percursos, numa ânsia de encontrar um Futuro que se ajuste à sua espécie. Mas infelizmente está a fazê-lo de modo ‘desnorteado’ e ele próprio acaba não sabendo a que caminhos vai conduzir a Humanidade. Mesmo quando sabe, com um grau elevado de probabilidade a que fim poderá conduzir, prefere ignorar o conhecimento das realidades factuais para se refugiar numa criatividade destruidora.

Estes são erros que o Homem pagará muito caro num Futuro próximo. O Homem encontra-se num percurso em direção ao abismo, mas como tem uma obsessão de realizar ‘skydiving’ ou voar usando um ‘wingsuit‘ não está preocupado com o resultado.

Vamos dedicar-nos, um pouco, às realidades factuais:

RF 1https://hypescience.com/humanos-sao-001-da-vida-no-planeta-mas-ja-destruimos-83-dos-mamiferos-selvagens/

RF 2https://www.weforum.org/agenda/2018/05/depression-prevents-many-of-us-from-leading-healthy-and-productive-lives-being-the-no-1-cause-of-ill-health-and-disability-worldwide/

RF 3https://mood.sapo.pt/adicao-digital-estudo-comprova-ligacao-entre-uso-excessivo-de-dispositivos-digitais-e-depressao/
RF 4http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/ambiente-como-as-alteracoes-climaticas-transformam-a-economia-2-299486

E podíamos continuar com muitas outras tristes realidades factuais. O grande problema destas tristes realidades é que produzem muito desespero, muita depressão, muito medo do Futuro, muito stress, muita ansiedade, que acaba destruindo presentemente e psicologicamente as vidas de muitas Pessoas. Os decisores Humanos, Líderes mundiais, Políticos e Financeiros, de todos os quadrantes, possuem a grande responsabilidade por estes percursos desastrosos. No entanto, demonstram ser incapazes de produzir mudanças de fundo e de Paradigmas, conduzindo muitos de nós para o abismo (mesmo não estando nós preparados para fazer ‘wingsuit flying’).

Em 2014, no meu livro “Despertar para o Futuro”, tive a oportunidade de escrever um texto, intitulado “A Negligência e o Futuro da Humanidade”, de alerta para a mudança de rumo.

Escrevi então: “O Homem começa a ter conhecimento científico comprovado de que determinados eventos, profundamente negativos em certos momentos da sua vida (como o stress, alimentação deficiente, vícios, abusos de vária ordem, etc.), têm influência nos genes que são transmitidos às gerações seguintes. A ponto de os seus filhos e netos virem a sofrer de doenças e dos mesmos sintomas dos seus Pais e Avós, sem terem sido expostos a esses eventos que provocaram essas ‘alterações’ genéticas [estou a falar da EPIGENÉTICA]. “A Epigenética representa a tua vontade consciente de mudar o teu Futuro escrito”. – Carlos Martorell.

Este é o momento para mudar e começar a preparar o nosso Futuro Coletivo, reganharmos Valores Humanos e transformarmo-nos em verdadeiros Seres Humanos.

Não costumo ser alarmista, mas se não mudarmos as nossas atitudes e comportamentos, não auguro nada de bom para a Humanidade e para o nosso Planeta, num Futuro não muito distante.

Homens com espírito bélico, predador, agressivo, prepotente e dominador são comportamentos que deveriam ser banidos dos ‘hábitos’ dos Homens que se dizem Humanos. Se não o fizermos, consciente e corretamente, seremos acusados de negligência grosseira no Futuro. Ou então, teremos de nos conformar com as mudanças que acontecerão fora do nosso controlo, provocadas por esses homens subvertidos.

E não me venham dizer que esses comportamentos desviantes são necessários à sobrevivência!

Poderemos vir a ser processados pelos nossos Filhos e Netos por essa triste negligência.

Se nos apelidamos de Homens inteligentes e racionais temos de ser muito mais conclusivos, conscientes e verdadeiros, dado o conhecimento desta nova realidade alarmante.

A nossa consciência não terá descanso no Futuro, sabendo o que poderíamos ter evitado às gerações vindouras e nada fizemos, por comodismo, desinteresse, arrogância, prepotência e NEGLIGÊNCIA PURA.

Será que pretendemos desenvolver um Futuro de dependentes de TUDO, viciados em tudo o que não presta para o Homem, mesmo tendo a capacidade (inteligência) de mudar o rumo dos acontecimentos?

Será você também um NEGLIGENTE real ou potencial?

Acredito, pela positiva, que se nos tornarmos mais empáticos, solidários e interventores assertivos na Sociedade, imbuídos de Valores Humanos consolidados, os nossos genes poderão sofrer ‘alterações’ positivas e por consequência, as gerações futuras se beneficiarão dessas boas influências.

O mesmo se passa com as mudanças que temos de produzir no nosso estilo de vida atual, pleno de stress e de ansiedade, onde as Pessoas se sentem pressionadas a toda a hora, por todos os motivos do dia-a-dia.

Todas as melhorias contínuas, de atitudes e comportamentos, que conseguirmos resgatar para o Ser Humano, corrigindo vícios e maus hábitos, terão seguramente boas influências a longo prazo.

Cabe-nos decidir o nosso Futuro individual e coletivo, e, nesta decisão o fator EDUCAÇÃO tem um peso enorme no Futuro. Muitos de nós sabem o que deverá ser realizado para passarmos a ter uma Educação de qualidade para TODOS. Resta sabermos transmitir e sensibilizar a TODOS (incluindo os Governantes) para esta tarefa ciclópica e, em simultâneo, aliciante e motivadora, capaz de mobilizar e transformar uma Sociedade inteira.

Muito se tem falado do Amor ao próximo, por vezes de uma maneira leviana e superficial. Esta é a altura de demonstrarmos o que o verdadeiro AMOR pode fazer pelo resgate do Ser Humano que está ‘adormecido’ dentro de muitos de nós.” – Alfredo Sá Almeida.

Já tivemos tempo para aprender com os nossos erros e de nos colocarmos de acordo com melhores rumos a seguir para o Futuro. Caso não o façamos estamos a ser coniventes com os decisores do rumo ao abismo.

No passado recente surgiu um vídeo produzido por Nick Foster (2016) – líder do departamento Google X – que nos alerta para o facto de as nossas decisões poderem vir a ser ‘manipuladas’, como utilizadores das redes sociais e internet.

RF 5https://tek.sapo.pt/multimedia/artigos/sera-possivel-manipular-as-decisoes-dos-humanos-atraves-da-informacao-e-conduzi-las-para-um-bem-maior#_swa_cname=tek_share&_swa_cmedium=web&_swa_csource=facebook&utm_source=facebook&utm_medium=web&utm_campaign=tek_share

Recomendo a visualização atenta do vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=iqUCX5rPQug) mencionado neste artigo. “THE SELFISH LEDGER” ou “A RAZÃO EGOÍSTA” é um documento importante para a nossa Consciência Coletiva. Segundo o autor do artigo em questão “O conceito parece retirado de uma distopia orwelliana, mexendo com as questões da privacidade das pessoas. No entanto, não se trata de nenhum produto, tampouco existem planos para tal tecnologia. Segundo declarações da Google ao Business Insider, o vídeo foi produzido exatamente com o objetivo de ser provocativo, alimentado por uma técnica conhecida como “design especulativo” para explorar ideias menos confortáveis e provocar a discussão e o debate.”

Toda esta realidade é muito preocupante, mesmo sem adicionarmos outros temas como Inteligência Artificial, Robôs Humanoides, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, etc. O mal não está nestas tecnologias, mas nos ‘desvios aberrantes’ que o Homem ganancioso e prepotente lhes poderá dar para manter indevidamente um Poder que não merece e que não possui Valor Humano.

Realidade Virtual4

Já nos basta o drama das drogas e dos vícios humanos para destruir a Humanidade. Se acrescentarmos os ‘desvios aberrantes’ da tecnologia, então o Ser Humano será erradicado de vez da face do Planeta.

A meu ver existem razões mais que suficientes para eu continuar a defender o Paradigma do Valor Humano e a difusão generalizada dos Valores Humanos na Educação.

Alfredo Sá Almeida                                                                                 23 de Maio de 2018

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A ambição pode destruir o Valor Humano

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“A Ambição parece sempre começar onde devia acabar” Emanuel Wertheimer

“Ser ambicioso nada mais é que um desejo forte de conquistar algo, seja financeiramente, politicamente, uma posição melhor no trabalho ou um estilo de vida de acordo com seus ideais.”Renato Mesquita (https://saiadolugar.com.br/ser-ambicioso-e-bom-ou-ruim/)

A meu ver, não é bem assim que encaro a Ambição. Para mim é um sentimento de duas faces. Contém uma dimensão de Valor e outra de Antivalor. Só a própria Pessoa poderá ter consciência da verdadeira dimensão da sua ambição. Mas se os objetivos forem explícitos e positivos tornar-se-á mais fácil uma adesão coletiva a esses propósitos.

Vejamos as faces da Ambição:

  • “Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do Homem, mas não para a sua Ambição”Mahatma Gandhi
  • “A Ambição é uma paixão tão imperiosa no coração Humano, que, mesmo que galguemos as mais elevadas posições, nunca nos sentiremos satisfeitos”Nicolau Maquiavel

Outro problema com a Ambição Humana prende-se com a irreversibilidade de atitudes e comportamentos:

  • “Passamos muitas vezes do Amor à Ambição, mas nunca regressamos da Ambição ao Amor”François de La Rochefoucauld

Mas o Valor Humano tem como propósito o Bem-comum. Essa é a dimensão coletiva e positiva da Ambição.

“Qualquer ambição individual ganha força quando alinhada a outras por meio de um propósito comum, tornando-se uma ambição coletiva para alcançar e sustentar uma visão que beneficiará todos. A união entre diferentes atores em prol de um objetivo comum não é um conceito novo.”Bruno Schwartz [‘A força da Ambição Coletiva’] (https://pt.linkedin.com/pulse/for%C3%A7a-da-ambi%C3%A7%C3%A3o-coletiva-bruno-schwartz)

O Homem perde com muita frequência o seu sentido coletivo e positivo do Bem-comum para se deixar envolver em ambições individuais, muitas vezes de dimensão megalómana, que acabam prejudicando tudo e todos. A Consciência Coletiva faz parte do Valor Humano e ajuda-nos a construir o Bem-comum.

Alfredo Sá Almeida                                                                                     14 de Abril de 2018

A dimensão social do mundo está em fase de transição

Dimensão social

Como os meus Leitores sabem, tenho vindo a defender uma mudança de paradigma do mundo globalizado. Considero que o Valor Humano é a melhor opção para estruturar e construir esse novo Paradigma de Sociedade. Neste meu blog tenho defendido, com diversos argumentos, que o Ser Humano estaria melhor representado se a mudança for no sentido de valorizar a Pessoa Social e desconstruir o poder do dinheiro. Os Valores Humanos possuem um papel preponderante em toda a nova ‘equação’ de Vida em Sociedade.

Vem isto a propósito de uma notícia recente sobre afirmações previsionais da Diretora-geral do FMI.

“Daqui a 30 anos mais de metade dos portugueses estarão inativos” (https://www.dinheirovivo.pt/economia/fmi-daqui-a-30-anos-mais-de-metade-dos-portugueses-estarao-inativos/) – Esta poderá ser uma triste realidade ou uma oportunidade para mudar de Paradigma da Sociedade, sem violência e com Consciência Coletiva.

Christine Lagarde tece os seus argumentos baseada no atual paradigma económico-financeiro, que representa mais dos mesmos problemas que têm assombrado os Países da Europa e do mundo.

O grande problema é que os resultados da aplicação dos ‘algoritmos’ do FMI normalmente têm efeitos devastadores sobre as Pessoas e a Sociedade. Quando se afirma que em 2050 mais de metade das Pessoas, em muitos Países Europeus (Portugal, Bélgica, França, Itália e Espanha) terão o mesmo problema – estarão inativas – significa que está mais do que na hora de mudar profundamente a estrutura do paradigma que conduziu a esta situação. “De acordo com um dos capítulos de análise do novo Panorama Económico Mundial (World Economic Outlook), edição da primavera, a simulação feita “sugere que, caso não haja qualquer nova política para impulsionar a participação [o conjunto das pessoas que trabalham e os desempregados ativamente à procura de emprego, isto é, a população ativa], a taxa de participação mediana tendencial irá cair 5,5 pontos percentuais ao longo dos próximos 30 anos”.”

Por outro lado, todos nós sabemos que a Globalização veio para ficar, mas que se encontra dominada pelo mundo financeiro e pelo sistema bancário (que continuam caducos).

Menciono aqui uma afirmação do Secretário-geral da ONU, António Guterres, na abertura do fórum Boao (conhecido como ‘Davos Asiático’) – “Estou profundamente convencido de que a globalização é universal e que trouxe vários benefícios, como a integração económica e o comércio”, mas também “lembrou que a globalização ajudou a reduzir a pobreza, mas que muitas pessoas foram deixadas para trás.” (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/antonio-guterres-globalizacao-trouxe-varios-beneficios-291376).

Pois bem, seria uma grande prova de inteligência reconhecer que o sistema falhou e começar a propor grandes alterações e mudanças estruturais (abandonando o paradigma que nos trouxe a esta triste situação), onde as Pessoas, os Valores Humanos e a Sustentabilidade da Biosfera sejam o centro das atenções e os pilares da construção do novo Paradigma, que tenho vindo a defender desde há mais de três anos.

Todos estes problemas mencionados significam que a dimensão Social dos Países e das respetivas Sociedades devem contribuir para reestruturação da economia e do relacionamento das Pessoas.

A meu ver, quanto mais os problemas do mundo avançam, a um ritmo assustador, mais sentido faz a proposta que tenho vindo a defender. Seria BOM que não deixássemos chegar ao ponto referido com veemência pelo Neurocientista António Damásio“Sem educação, os homens ‘vão matar-se uns aos outros’”. (https://www.publico.pt/2017/10/31/ciencia/noticia/sem-educacao-os-homens-vao-matarse-uns-aos-outros-diz-antonio-damasio-1791034)

Alfredo Sá Almeida                                                                               10 de Abril de 2018

Como o dinheiro se apoderou do Valor Humano

Tempo é dinheiro

Desde o século VII a.C., na Grécia antiga, o dinheiro moeda passou a fazer parte da realidade do Homem. “Foi uma invenção revolucionária. Ela facilitou o acesso das camadas mais pobres às riquezas, o acúmulo de dinheiro e a coleta de impostos – coisas muito difíceis de fazer quando os valores eram contados em bois ou imóveis”, afirma a arqueóloga Maria Beatriz Florenzano, da Universidade de São Paulo (USP) (https://super.abril.com.br/cultura/como-surgiu-o-dinheiro/).

Com o passar do tempo o dinheiro tomou conta de tudo, até da vida das Pessoas.

Vem isto a propósito da frase que faz tic-tac em muitas ‘cabeças’, por esse mundo fora: “Tempo é dinheiro”.

“A frase é geralmente creditada a Benjamin Franklin, que a usou em um ensaio (Advice to a Young Tradesman, 1748). A frase real foi gravada em 1719 na revista The Free-Thinker.
No entanto, a ideia de que tempo é dinheiro tem uma longa história.
O Oxford Dictionary of Proverbs cita duas referências anteriores. Antífona da Grécia antiga (ca. 430 aC) usava “o desembolso mais custoso é o tempo”. O discurso sobre a Usura (1572) usava “Eles dizem que o tempo é precioso”.” – Robert Charles Lee.

Esta é talvez a realidade mais cruel que o Homem criou e que poucos dominam, culminando nos dias de hoje com: “1% da população ficou com 80% da riqueza mundial” (https://observador.pt/2018/01/22/relatorio-1-da-populacao-ficou-com-80-da-riqueza-mundial/). “Oxfam diz que em 2017 houve aumento “histórico” do número de multimilionários. Relatório da organização não-governamental revela que 80% da riqueza ficou com 1% da população.”

O Homem esqueceu-se, ao longo da História, que tempo é Vida. E que durante a Vida, o Homem pode desenvolver o seu Valor em Sociedade. Mas interpretou tudo mal, e, preferiu afirmar que “Tempo é dinheiro”.

Só o Valor Humano poderá desfazer toda esta trama que foi criada ao longo dos séculos, e restituir ao Ser Humano o seu devido Valor. Não será tarefa fácil mas não será impossível. Esta é a proposta que faço nos textos deste Blogue. Caberá a TODOS nós mudar esta realidade aprisionadora de vida. Boa leitura.

Alfredo Sá Almeida                                                                                        1 de Abril de 2018

Poderemos erradicar a pobreza, para sempre?

Conversa/debate sobre o tema em título, entre o meu amigo Joaquim Serra e eu próprio, sobre um post no Facebook.

Se os meus Leitores se sentirem ‘atraídos’ pelo debate, comentem neste Blogue sobre este tema. Muito Grato a todos pela vossa disponibilidade.

Erradicar a pobreza(https://www.facebook.com/TheEconomist/videos/10156060919354060/)

Joaquim Serra – (Autor do post) Introdução postada: “Vale a pena uma reflexão profunda.

Vale a pena um exercício de Prospectiva, pelo menos para refletir sobre o “tipo de mundo” em que seria desejável de vivermos.

A Pobreza é o maior estigma social que caracteriza o nosso mundo, a sua maior causa decorre do Género de Vida que instituímos e estruturámos.

Reflecte a Mentalidade miserável que lhe está subjacente.

Uma mentalidade errónea, enviesada, distorcida, civicamente deficiente, da qual fizemos a Cultura que modela a nossa Civilização.

Ainda acha que o problema é o Dinheiro?

Se acha que o problema é o dinheiro, é porque anda muito distraído, abstraído pelo dinheiro, alienado da realidade da vida.

(Já “escorregou” para dentro daquele buraquinho, ou buracão, depende do tamanho do Ego, que existe no meio do abdómen. Onde o horizonte mais distante que se vê é o próprio fundo. Às vezes nem se consegue ver nada, é escuro demais, tal é a profundidade do fundo.)”

Alfredo Sá Almeida – “O grande problema é a falta sistemática de Educação, caro amigo Joaquim Serra.

Sem ELA estes grandes problemas da Humanidade não poderão ser resolvidos. Todos os outros Serviços Sociais de suporte (Saúde, Justiça e Valores Humanos) serão cada vez mais indispensáveis e bem estruturados. O Dinheiro tem muita dificuldade de aceitar esta maneira de resolver os problemas, por ser muito caro e não favorecer a economia.

A Vida do Homem continua a não poder depender da Economia para resolver os seus problemas (muito menos do mundo financeiro).

Se somos Inteligentes (em todas as vertentes) então utilizemos essa inteligência para desfazer a ‘teia’ em que nos envolveram para selecionar os ‘melhores’. Como se os problemas se resolvessem por seleção. Os problemas resolvem-se com empenho, dedicação e um foco essencial na Humanidade das atitudes e comportamentos dos Cidadãos.

A meu ver o Dinheiro é parte do problema. Sem Valor nada se resolverá.”

Joaquim Serra“Caro amigo Alfredo Sá Almeida, a Vida do Homem numa grande dimensão é a Economia.

O problema não é a Economia, mas sim a Política Económica sob a qual se estrutura e se institucionaliza toda a atividade humana. São os VALORES subjacentes a essa política que determinam os resultados que obtemos e são traduzidos na realidade em que vivemos.

O dinheiro é um meio, que sistematizámos para facilitar a vida. Nada mais que isso.

O problema não é de origem económica ou financeira, como se pretende fazer crer.

O PROBLEMA é de origem filosófica, e profundamente relacionado com a MORAL e a ÉTICA, ou seja, o conjunto de valores, a axiologia em que baseamos o nosso género de vida. É com esses valores que temos estado a modelar a EDUCAÇÃO e a fazer CULTURA.

Temos andado a EDUCAR MAL. Muito mal mesmo!

E quanto mais educarmos nessa base, mais enredados ficaremos nessa teia.

O envolvimento (processo) em que somos metidos, e ao qual somos submetidos, aquele que mais nos condiciona, sobretudo mentalmente, é a educação.

Essa é que é a determinante, lógica, óbvia.

É um facto!

Somos muito inteligentes, sem dúvida alguma, mas de uma maneira geral somos exageradamente emocionais e pouco racionais, e isso atrapalha os nossos senso crítico e analítico quando nos confrontamos com problemas e temos que os resolver de forma ponderada e lúcida para que a solução seja integral, pois uma meia solução não é a melhor solução.

A educação, e nesse aspecto a ESCOLA(s), tem desempenhado um papel social e culturalmente preponderante, salvo raras exceções, desde o infantário até à universidade, têm servido mais à promoção da ADERÊNCIA a um ideário, e de OBEDIÊNCIA a esse ideário, do que propriamente à formação de seres humanos livres, autónomos, com senso crítico e analítico, capazes de utilizar todo o seu potencial racional e emocional em benefício da HUMANIDADE e de si próprios.

A escola que criámos tem tido mais o propósito de justificar o género de vida que adoptamos, e que não é humanamente satisfatório, do que o de mudança para um género de vida melhor em termos de justiça social, justiça económica, justiça cultural.
Alguns dos VALORES com que temos sido educados não nos servem, não prestam serviço algum à humanidade e ao indivíduo.

Alguns dos VALORES sobre os quais estruturamos as nossas instituições têm como único propósito perpetuar a injustiça social, a injustiça económica, e a injustiça cultural em benefício de uma minoria.

É preciso erradicar esses valores, e só os podemos erradicar não sendo solidários com eles, não os respeitando, não os tolerando, não os aceitando, e nem sequer os permitindo, mais, devem ser condenados.

A escola deveria habilitar o indivíduo a SABER SANCIONAR. A saber distinguir aquilo que merece aprovação, daquilo que merece condenação, tanto nele próprio como nos outros.

Não vejo esse exercício cívico e moral nas escolas, excepto uma ou outra, perdidas no obscurantismo promovido pela ignorância intencional institucional.

Pelo contrário, vejo muitas escolas, para regozijo de alguns analfabetos morais, deficientes cívicos, a “ensinarem” às crianças que, “Devemos ser solidários”… “Devemos ser tolerantes”… “Devemos obedecer”… “Devemos respeitar”… “Devemos amar”… Apenas porque sim! Sem lhes explicarem os conceitos, e sem lhes apresentarem quaisquer critérios, e sem lhes exemplificarem as causas e consequência. Partem do princípio que as crianças não são inteligentes nem capazes de avaliar a realidade. As crianças são tão só ignorantes, e o que se faz é explorar e manipular essa ignorância! Isso apenas confunde, não só as crianças, mas também muitos adultos.

É abjeto, é criminoso!

Até penso que a maior parte, se não todas, das depressões nervosas são causadas por esse método de “ensinar”, que imbeciliza mais do que cultiva, e gera multidões de gente amorfa, apenas motivada pelos instintos mais básicos, ao sabor das emoções mais disparatadas, incapazes de se relacionarem umas com as outras, e incapazes de se relacionarem com realidades abstratas e transcendentais, como o dinheiro, Deus, matemática, etc. etc.

Gente Bem-educada é perigosa!”

Alfredo Sá Almeida – “Caro amigo Joaquim Serra, em parte estou de acordo com a sua perspetiva, aquela em que refere e defende os Valores e critica a má Educação que tem sido ministrada.

Sobre o Dinheiro, o grande problema é que ele não é um meio, “que sistematizámos para facilitar a vida”, tornou-se um fim em si uma ‘religião’ fanática que aprisiona todos os que nela se cultivam. Acaba se sobrepondo a TODOS os outros Valores que de melhor o Homem possui. Subverte-os, distorce-os, sufoca-os, pressiona-os, domina-os, etc.
O Homem terá muita dificuldade em domar o dinheiro, porque ele é o objeto da corrupção.

A Liberdade que devemos possuir interiormente e de atitudes e comportamentos, acaba por descambar para o lado mais fácil e de poucos Valores – o Dinheiro. Teremos sempre a tendência de reduzir tudo à mínima expressão o dinheiro, para facilitar TUDO.
Os Valores são o elemento complicador e complexo da vida (na ótica do dinheiro). As Pessoas querem uma vida fácil e fluida onde a Liberdade domina a perversão dos Valores.”

Joaquim Serra“Alfredo Sá Almeida, não é na ótica do Dinheiro que os valores são complexos e complicadores. Nesse âmbito há de facto muita complexidade e complicação, quando esses valores não são conceituados, explicados, para que possam ser compreendidos e apreendidos, mas acima de tudo validados.

A maioria de nós não aprendemos a relacionarmo-nos com coisas abstratas. Trocamos os fins pelos meios. Procuramos atalhos. Tentamos suprimir da “equação” tudo o que não compreendemos.

Faltam-nos os critérios que nos habilitariam e legitimariam a sancionar os outros e a nós próprios. Aliás, sancionar, julgar, passou a ser um exercício condenável, e portanto não se faz validação de princípios e valores, nem tampouco se reflecte sobre essa dimensão. “Compra-se”, consome-se, baseado em emoção, numa relação binária de gosto x desgosto, favorece-me x não me favorece, só, e no imediato. Passou a ser este o único critério para qualquer decisão.

Sob o lema irreflectido do “Errar é humano” tornámo-nos, ou quisemos tornar-nos inimputáveis, fomos permissivos a esse nível.
Não é a Liberdade que domina a perversão dos valores, mas sim a libertinagem, não é a atitude moral que produz maus valores, mas sim o moralismo, não é o capital que corrompe, mas sim o capitalismo, não há mal em termos consciência social e comunitária, mas produz-se muita injustiça através do comunismo, contrariamente à intenção e aquilo que defendem os seus aderentes e simpatizantes.

Nas escolas, e na educação que ministramos, não se está a ensinar a fazer essas distinções.

A educação perdeu significado e sentido. Em Portugal, e em muitos outros países desenvolvidos, a evasão escolar é alarmante, contudo não se discute nem se reflecte sobre a causa dessa situação. E é notável a quantidade de mentecaptos que saem das escolas e universidades, e o pior de tudo, é que estamos a deixar que esses mentecaptos nos governem, isto é, que sejam eles a fazer as políticas sociais e económicas, e a administrar a justiça.

Não foi o dinheiro que gerou essa situação. Foi a falta de uma EDUCAÇÃO de qualidade, falha de valores e falha de critérios para se estabelecer uma axiologia digna de seres humanos.

Por isso é que as pessoas se subordinam tão facilmente às ideologias, às idolatrias, às modas, às mentalidades de massa, até conseguem subordinar-se ao dinheiro.

Hoje em dia, no nosso mundo, há todo o tipo de prostituição: Prostituição sexual, mental, intelectual, ideológica, religiosa, empresarial, laboral, sindical, estatal, privada, nacional…

O problema não está no dinheiro, está no tipo de gente que andamos a “formar”: Prostitutos.

Fazem qualquer coisa por conveniência imediata, até por dinheiro, que custa menos a carregar e não se vê a origem, o que dá um jeito enorme para manter as aparências.”

Alfredo Sá Almeida – “Joaquim Serra estou a gostar desta nossa conversa/debate.

Tem razão naquilo que defende. Eu também defendo o mesmo – uma Educação de Qualidade para TODOS. Tenho muitas dúvidas (mas muitas mesmo), com os mecanismos, procedimentos, incentivos, etc. que foram criados pelo Dinheiro e para o Dinheiro, se alguma vez o Homem (a continuar o mundo do Dinheiro como está!) conseguirá secundarizá-lo do modo como o meu amigo o secundariza.

A minha esperança maior é que o Homem relegue o dinheiro à sua ínfima expressão e priorize o Valor Humano em TODOS os momentos da dinâmica da Vida.”

Joaquim Serra“Alfredo Sá Almeida num exercício de prospectiva, inspirados pela “utopia” de um mundo melhor, poderemos resgatar valores que valham a pena, custe o que custar.

Tenho a certeza que não precisaremos de relegar o dinheiro a uma ínfima expressão, afinal, por trás do símbolo, e adjacente à sua função monetária, económica e financeira, poderão estar valores que merecem ser demonstrados e o dinheiro servirá de instrumento (prestará esse serviço, como meio próprio da sua função) para viabilizá-los, de forma rápida, segura, confortável.

Poderemos também, e deveremos fazê-lo, destapar o que está por trás de muito do dinheiro que circula por aí. Nessa altura teremos que estar aptos e habilitados, seguros, conscientes, para realizar tantas sanções quanto necessário, algumas de aprovação, de reconhecimento e exaltação, outras de condenação que irão requerer punição, pena e castigo.

Temos que ter coragem para fazer esse exercício muito difícil, até porque muitos de nós se apavoram só de imaginar aquilo que se descubra quando se destapar.

Quando se destapar, a certeza que eu tenho é que iremos ter que lidar com coisas muito desagradáveis, é como abrir a Caixa de Pandora, que passarão a fazer parte da nossa realidade, e esta será modificada radical e rapidamente.

Ainda não se fez porque preferimos contornar os problemas, mesmo que isso exija iludirmo-nos, ainda não estamos preparados para esse confronto com o real que todavia parece cada vez mais inevitável.

Quanto mais se esperar, mais profundo será o choque.”

Alfredo Sá Almeida – “Joaquim Serra parece-me uma excelente tática para ‘destapar a panela’ e retirar muita da pressão que existe sobre este tema. Quem sabe obteríamos muitas boas surpresas de Pessoas, mediática e eticamente relevantes, que ajudariam a mudar decisivamente as regras do jogo.”

Alekh Lisboa“Se a pobreza não fizesse tantos ricos já tinha acabado!”

 24 de Fevereiro de 2018

Comprar Felicidade?

felicidade-nao-e-um-destino-e-um-metodo-de-vidaEm que mundo nós vivemos, onde tudo se compra e tudo se vende! Até a Felicidade!

Triste realidade esta, que nós vivemos, tão dependentes do dinheiro. Desde pequeninos que somos formatados para a dependência do dinheiro. E, para o conseguirmos temos de entrar num ‘jogo’ que nos pode custar a Felicidade e muitas outras dimensões intangíveis.

Agora, chegámos ao ponto em que já não é preciso interiorizar de onde vem a Felicidade. Procurar na nossa dimensão interior de onde vem, com quem, como e porquê. Um ‘estudo’ realizado por ‘cientistas’ (imaginem só!) determina que a Felicidade tem um preço fixo. Não, não estou a brincar, é verdade! Ora veja! “Há uma quantia exata para a Felicidade, sugerem cientistas” (http://ptjornal.com/ha-uma-quantia-exata-que-traz-felicidade-sugerem-cientistas-240167).

“Os investigadores admitem que as conclusões são surpreendentes, mas garantem ter percebido, através de um estudo, quanto dinheiro as pessoas precisam para se sentirem felizes”. Espantoso!

“A incrível quantidade de dinheiro que os milionários dizem precisar para serem felizes” (https://g1.globo.com/economia/noticia/a-incrivel-quantidade-de-dinheiro-que-os-milionarios-dizem-precisar-para-serem-felizes.ghtml). Muito interessantes estes estudos ‘científicos’. Ainda há, aqui em Portugal, quem afirme que “As Empresas não conseguem contratar porque as pessoas não querem trabalhar” – Ferraz da Costa (https://ionline.sapo.pt/artigo/600810/ferraz-da-costa-as-pessoas-nao-querem-trabalhar-as-empresas-nao-conseguem-contratar-?seccao=Dinheiro_i).

Será que a partir de agora vão começar a comprar a nossa Felicidade? E não é considerado suborno? Nem corrupção? Como se sentirá a Pessoa a quem lhe comprem a Felicidade?

Já não temos que nos preocupar, está tudo feito, é só comprar, ou ser comprado!

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No entanto, a dimensão da Felicidade continuará a ser multifacetada e complexa. E, sem uma Educação em Valores Humanos ainda mais complexa se tornará.

Infelizes das crianças da geração alfa, que vão ser bombardeadas com matérias tão simples e tão fáceis de entender, que não necessitarão de fazer qualquer esforço para serem Felizes. Então, com o advento da Inteligência artificial a bater-lhes à porta, nem precisam de pensar nem raciocinar. Será que vão conseguir relacionar-se com as outras crianças através de Valores Humanos?

Deixo-vos com esta matéria para reflexão e incentivo à mudança, para um Futuro com maior Valor Humano.

Alfredo Sá Almeida                                                                          17 de Fevereiro de 2018

 

A importância do Bem Comum numa sociedade de Valor Humano

Neste tema que tenho desenvolvido, ao longo dos últimos três anos, sobre o Valor Humano, tenho destacado a importância que o Bem Comum tem no desenvolvimento da Humanidade. É um conceito integrado e resultante da Inteligência e Consciência Coletivas dos Seres Humanos, que muito lentamente se está a desenvolver na Sociedade Global.

Para que fique bem claro: Bem comum é uma expressão que possui conceitos em muitas áreas do conhecimento humano, mas que se assemelham entre si. De um modo geral, define os benefícios que podem ser compartilhados por várias pessoas, pertencentes a um determinado grupo ou comunidade.
O bem comum na filosofia está relacionado com o ideal de progresso que todas as sociedades e nações do mundo devem alcançar: a igualdade social e económica, onde todos possam ter melhores condições de vida.
Assim como na ideia filosófica, que aliás é usada como base para empregar o conceito em outros ramos do conhecimento, o bem comum é definido a partir dos interesses públicos, ou seja, tudo que seja pertinente ao usufruto ou que beneficie uma sociedade como um todo.
De acordo com o “Princípio Ético do Bem Comum”, as leis devem ser feitas para um estado coletivo, e não individual.” (https://www.significados.com.br/bem-comum/)

Apesar de não haver estudos sobre as dimensões reais do espírito coletivo e do espírito individual em Sociedade, verifico infelizmente que o espírito individual e o individualismo dominam as atitudes e comportamentos em Sociedade. Isso deve-se, sobretudo, à Educação ministrada (nas Escolas e no seio da Família) e às práticas Empresariais e Governamentais nos Países.

Ora a predominância dessas práticas individualistas em nome do ‘bem comum’ acabam por estar desenraizadas do verdadeiro espírito deste conceito. Por outro lado, a ausência de ensinamentos específicos sobre esta matéria, conduz à confusão generalizada que esse individualismo é a única forma de interpretar o bem comum.

A verdade é que o bem comum tem muito pouco de interpretativo e muito de Consciência Coletiva específica de valorização do Ser Humano. É uma prática constante, de Pessoas de boa vontade, que consideram que os benefícios compartilhados possuem uma dimensão bem maior que os benefícios individuais.

O que assistimos frequentemente nas práticas, Pessoais, Empresariais e Governamentais, da Sociedade atual são iniciativas que visam o lucro e não o bem comum. Por este facto continua a existir muita desigualdade e muita segregação, que contribuem para o afastamento do conceito do bem comum.

O conceito de Democracia, apesar de muito difundido globalmente (mas mal aplicado), acaba por desequilibrar a balança do bem comum para o lado do individualismo.

O Homem não tem sabido desenvolver a Democracia no sentido participativo e do verdadeiro espírito da Consciência Coletiva. O extremar de posições entre forças políticas Liberais e Comunistas tem conduzido as Sociedades a falsas soluções governamentais e a um desvirtuamento do bem comum.

Enquanto não nos libertarmos desses extremismos políticos egocentristas e não assumirmos que o nosso Futuro Coletivo possui uma passagem muito estreita para a sustentabilidade e a felicidade coletivas, será muito difícil construirmos uma Sociedade de Bem Comum e de Valor Humano.

Será que só pela força nos libertaremos dos extremos? Parece contraditório, porque o uso da força normalmente não conduz a nada de bom. Mas seremos nós, Seres Humanos, capazes de inteligentemente definirmos de modo coletivo o caminho que nos conduz ao bem comum?

Para nosso BEM é melhor que consigamos um entendimento dinâmico que nos conduza a esse caminho. Mas para isso temos de possuir a sabedoria de ‘afastar’ os elementos prejudiciais ao bem comum, sem extremismos mas com determinação inteligente. A Democracia também serve para esses desígnios!

Olhemos para a realidade do mundo atual, sobre todos os pontos de vista – Social, Económico, Educacional, Judicial, etc. – e construamos em conjunto as soluções, com base nos melhores conhecimentos e nas melhores práticas da Sociedade, sem permitirmos que grupos minoritários de bloqueio, ‘minem’ a nossa vontade e a nossa determinação de chegarmos ao nosso Futuro Coletivo.

A vontade Humana, liberta do individualismo desequilibrado e desfocado do bem comum, deverá ter a sabedoria para construir esse caminho.

A vontade coletiva do Bem Comum ajudará a construir uma Sociedade de Valor Humano.

Nota: Recomendo a leitura do Relatório da UNESCO “Repensar a Educação – Rumo a um bem comum global?” (2016)

(http://unesdoc.unesco.org/images/0024/002446/244670POR.pdf)

Alfredo Sá Almeida                                                                                 7 de Fevereiro de 2018