A Violência é um grande negócio!

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Como queremos NÓS construir a PAZ quando a violência é um grande negócio? Esta é uma triste realidade do mundo global de hoje que destrói VIDAS e muitas boas vontades de estabilidade política e militar.

Existem líderes de Países que são capazes de manter um Estado pouco pacífico e uma atitude beligerante para lucrarem com o negócio de armamento. E, torna-se fácil, basta ‘inventar’ uma escaramuça para acender o rastilho da violência.

Recentemente veio a público o relatório de 2017 “Global Peace Index – Measuring peace in a complex world” (http://visionofhumanity.org/app/uploads/2017/06/GPI-2017-Report-1.pdf) produzido pelo Institute for Economics & Peace, que mostra bem o que se passa a nível mundial nesta matéria.

Não há modo de contornar este problema. É um negócio caro, arrasador de vidas e não é necessário investir em Educação. Torna-se fácil, numa ausência total de Valores Humanos, manter um Estado pouco pacífico. E, mais grave é que os Países mais pacíficos podem criticar e insurgirem-se na comunidade das Nações, que não resolvem nada, pois quem produz as armas continuará a vender e a fazer negócio com esses Países.

Ninguém tem vergonha na cara, nem escrúpulos políticos nem sociais, porque o negócio é lucrativo.

De acordo com a notícia veiculada pelo Jornal Económico, em 10 de Junho de 2017, “O preço da violência: impacto global é de 12,6% do PIB mundial” (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-preco-da-violencia-impacto-global-e-de-126-do-pib-mundial-170147) podemos verificar a dimensão deste negócio que daria para RESOLVER a grande maioria dos problemas de educação e pobreza a nível mundial.

Assim, de acordo com esta notícia o “Impacto económico global da violência corresponde a 1,95 dólares por pessoa. Custo económico médio 35% superior nos dez países menos pacíficos face aos dez países mais pacíficos.”

Agora percebemos a grande hipocrisia que vinga quer a nível político como social, nesta Sociedade Global.

“Os gastos militares representam a maior fatia dos custos (5,62 biliões de dólares), seguido pelos gastos com a segurança interna cujos custos globais ascendem aos 4,92 biliões de dólares. Já as perdas com crimes representa 2,57 biliões de dólares e as perdas com conflitos armados, 1,04 biliões de dólares.

O custo económico médio da violência foi equivalente a 37% do PIB nos dez países menos pacíficos face a apenas 3% nos dez países mais pacíficos.” (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-preco-da-violencia-impacto-global-e-de-126-do-pib-mundial-170147)

E poderíamos somar o valor dos negócios dos filmes violentos, dos jogos para computador e consolas com características de violência, etc. Estes são apenas os ‘aperitivos’ antes dos verdadeiros atos de violência.

Resumindo, são gastos 14 biliões de dólares neste negócio. Adivinhem quem paga a fatura?

O mais grave de tudo isto é que quem defende a Paz fá-lo com altruísmo, voluntarismo, consciência e inteligência, na grande maioria das vezes sem ganhar dinheiro com o que faz. Enquanto quem negoceia em armas e as utiliza para lançar o caos, agressão e violência o faz por maldade e ainda lucra com a sua atitude e comportamento. Onde está a igualdade de oportunidades nesta matéria? Vislumbram alguma vontade da comunidade das Nações acabar com este negócio? Todo o mundo enche a boca de palavras de PAZ, mas atos concretos NADA!

Assim vai o mundo dos Valores Humanos de Homens sem Valor. Agora poderão entender melhor porque defendo uma Sociedade de Valor Humano.

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Alfredo Sá Almeida                                                             11 de Junho de 2017

Questões sobre a vida em Sociedade.

Future of Society

Como os meus Leitores sabem, tenho vindo a defender uma mudança de paradigma da sociedade atual para uma sociedade de Valor Humano.

Numa Sociedade desta natureza o valor monetário deixará de existir por incompatibilidade estrutural e conceptual. Não sou o único a propor uma mudança tão profunda, nem de algum modo sou inovador na matéria de acabar com o dinheiro.

Aliás, a grande mudança de paradigma que proponho está no destaque do Valor Humano e na sua preponderância. O fim do valor monetário é apenas uma consequência acessória.

Jacque Fresco, um Americano Futurista falecido recentemente com 101 anos, autor do projeto Venus (https://www.thevenusproject.com/), “foi um autodidata projetista industrial, engenheiro social, escritor, professor, futurologista, inventor que trabalhou numa grande variedade de áreas desde inovações biomédicas a sistemas sociais totalmente integrados. Ele acreditava que suas ideias beneficiariam um maior número de pessoas e dizia que algumas de suas ideias vieram dos anos de sua formação durante a Grande Depressão.” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Jacque_Fresco)

“Um dos temas principais de Fresco é seu conceito de uma economia baseada em recursos que substitui a necessidade da economia monetária orientada para a escassez, que temos atualmente. Fresco argumenta que o mundo é rico em recursos naturais e energia, e que – com a tecnologia moderna e a eficiência – as necessidades da população global podem ser atendidas com a abundância, e ao mesmo tempo remover as limitações atuais de que o que é considerado possível devido às noções de viabilidade económica.” (https://pt.wikipedia.org/wiki/Jacque_Fresco)

“In a Resource Based Economy the main focus is on the people and the environment. Producing a high standard of living for all human beings on Earth while restoring, preserving and enriching the environment around them requires the use of science and technology and also requires a higher degree of efficiency.” (https://www.thevenusproject.com/)

O Valor Humano que defendo não é baseado numa moralidade ultrapassada nem restritiva, ou aprisionadora, do Ser Humano. Mas tem em consideração as atitudes e comportamentos do Homem em Sociedade, de modo a conferir-lhe um dinamismo filosófico, psicológico e um aperfeiçoamento constante, que lhe permitam uma confiança fundada num Futuro melhor para TODOS, onde os princípios éticos e o humanismo estejam sempre presentes. É um Valor Humanista onde se encontram a Inteligência, a Consciência e o Futuro Coletivos em harmonia com a sustentabilidade da Biosfera. Os Valores que defendo não são crenças como Jacque Fresco os comparava frequentemente (*). São intrínsecos ao Homem com acesso a uma Educação de qualidade, e, bem orientada por profissionais competentes. Esses Valores estão fundamentados nos Valores Humanos que caracterizam a nossa espécie.

Aliás a Sociedade de Valor Humano que defendo é sustentada em quatro pilares essenciais: O Ser Humano; os Valores Humanos; a Educação de qualidade para todos; e, a sustentabilidade da Biosfera.

Deste modo, convém questionarmo-nos sobre o rumo que a Sociedade atual está a tomar e quais as consequências que esta poderá ter no Futuro do Homem.

Torna-se plausível perguntarmos:

  • Poderá o Homem e a Sociedade civilizada sobreviver sem dinheiro?
  • Poderá o Homem e a Sociedade civilizada sobreviver sem Valores Humanos?

As respostas afiguram-se-me óbvias. Se assim o consideram, então esses Valores não são de forma nenhuma crenças são elementos estruturantes da personalidade e do caráter do Ser Humano.

A Civilização atual e o fenómeno crescente da Globalização estão em sérios riscos de colapsar, qual Império Romano do passado. Os riscos que o conduziram ao colapso são muito semelhantes aos da atualidade.

O Homem evoluiu pouco como Ser Humano em 2000 anos de história. O saber e o conhecimento evoluíram muito, assim como tecnologia. Os processos civilizacionais acompanharam essa evolução mas a sabedoria do Homem não. Os erros estruturais do passado ancestral mantêm-se como marcas genéticas difíceis de desvanecer.

  • Estará o Homem preparado para uma Civilização Global e planetária?
  • Conseguirá o Homem construir essa Civilização Global em Paz duradoura, com um Futuro promissor?

São estas questões que cada um de nós deverá saber responder em profundidade e saber dar corpo, sem atropelos, mas com determinação, conhecimento, inteligência e consciência coletivas, em harmonia com a única Biosfera que habitamos.

Alfredo Sá Almeida                                                                                  5 de Junho de 2017

Nota (*) – “The most striking difference between a Resource Based Economy and any other system that has gone before is that it prepares people for the changes that lie ahead. Change is not something that most people accept easily, especially when it comes to values or beliefs, which they have had for a long time. Sometimes, the emotional investments in those values or beliefs are so great that people cannot accept the notion of change. This detrimental practice has facilitated the conscious withdrawal of efficiency in so many aspects of life.” (https://www.thevenusproject.com/)
“The moral standards of past generations do not offer solutions for present social challenges. It is not enough to label people ‘good’ or ‘bad’ anymore as we know that environmental factors largely determine their behaviour.” “Morality has always been based on limited efforts to control society based on the tools of the time. Morality was very rarely based on conditions in the real world, and this makes it detrimental and full of contradictions which can be surpassed through our proposal of Functional Ethics. The methods of science can be used to determine a functional morality and this exercise will demand that we re-evaluate our entire notion of what makes us human.” (https://www.thevenusproject.com/)

Futurismo sem Valor Humano

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Nos dias de hoje, assistimos com muita frequência a uma proliferação de ‘Futuristas’ que são capazes de vislumbrar um futuro para os Seres Humanos, dependendo da evolução da tecnologia que se encontra em fase de investigação e desenvolvimento. Interessante esta postura de pessoas inteligentes capazes de traçar uma ‘linha reta’ na evolução do Homem com o desenvolvimento da tecnologia. Esquecem-se continuamente do que sentem a maioria das Pessoas acerca da utilização da tecnologia e do que gostariam de SER.

O mais grave é o facto de esses Futuristas terem uma influência junto de empreendedores da indústria tecnológica, orientando-os e conduzindo-os no negócio e na introdução desses gadgets no mercado.

O Ser Humano possui uma multidimensionalidade tal, na sua vivência em sociedade, nas suas necessidades várias e simultâneas e na sua vontade de viver e sentir que considero abusivo imporem toda e qualquer tecnologia, que irá modificar a sua vida, para seu ‘consumo’ de utilizador quando a grande maioria não tem as condições de satisfazer as suas necessidades básicas, mas é capaz de se ‘viciar’ nessa nova tecnologia de consumo (que vai ficar obsoleta num ano). Esse estado viciante irá provocar nessas Pessoas alterações comportamentais capazes de permitir um bypass ao essencial para se focarem nos novos gadgets.

A meu ver, isso representa mais um acto de violentar a vontade das Pessoas, apelando ao seu lado alienante, frustrante e dependente de ‘qualquer coisa’.

Gostava de ver esses Futuristas a preocuparem-se mais com as vontades legítimas e carências de Pessoas com sentimentos nobres, e saberem cativá-las para um Futuro mais humano e de igualdade de oportunidades. Muitos fazem-me lembrar vendedores de ‘banha da cobra’, capazes de encontrar os melhores argumentos para afirmar que aquelas tecnologias, que vão modificar o futuro das Pessoas, são o melhor que lhes podia acontecer. Afinal qual é a tecnologia que não dá um melhor futuro às Pessoas? Pois, pois! Quando se derem conta e tomarem a devida consciência do que permitiram que modificasse a sua vida, sem que possam voltar atrás, já será tarde de mais e requererá um esforço hercúleo para desfazer o que foi construído, com a indiferença da maioria.

As tecnologias e a investigação científica na área da saúde têm sido das que mais servem os desígnios do Futuro do Ser Humano.

Pergunto-me constantemente, que Valor Humano possuem esses Futuristas e essas outras tecnologias? Gostaria de salientar que eu sou um aficionado da utilização de algumas tecnologias e que já as consegui ‘incorporar’ rotineiramente na minha vida sem alterar a minha maneira de ser.

Vejo muita gente a vender de TUDO, desde armas sofisticadas, a gadgets tecnológicos, a comprimidos para emagrecer, a pílulas para rejuvenescer, ou, mesmo cápsulas para não envelhecer nem morrer, a bonecas sexuais realistas, a realidade virtual com jogos de violência extrema, etc. TUDO é permitido neste ‘mundo cão’ até perder o total respeito pelo Ser Humano e permitir que ele se aliene da realidade de SER o que gostaria de ser, sem nunca ter a oportunidade de uma Educação adequada à sua Pessoa.

Que Pessoas seremos no ano 2100 se não tomarmos consciência do nosso Futuro hoje?

Alfredo Sá Almeida                                                                     6 de Abril de 2017

O Dinheiro ou a Vida.

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Esta é uma frase típica de um assalto. Infelizmente muitas Pessoas são assaltadas todos os dias, do qual resulta algum dano ou perda para o assaltado. Normalmente causa revolta e raiva porque a vida ficou em risco e o dinheiro custa muito a ganhar.

Mas se a interrogativa indireta colocada passar a ser uma interrogativa direta?

O Dinheiro ou a Vida? A Pessoa não deixa de ter de tomar uma decisão importante. Só que nesta situação poderá existir mais tempo para ponderar as alternativas, refletir e escolher o caminho de vida que quer seguir.

Pode até acontecer que num futuro, não muito longínquo, a questão colocada seja ainda mais grave: A Água ou a Vida? Neste caso estamos perante uma situação extrema porque não existe Vida sem Água. E, a resposta só pode ser uma.

No dia-a-dia desta nossa vida, pessoal ou profissional, quantas vezes somos colocados perante questões que não têm alternativa. Somos conduzidos por Pessoas (?) a tomar decisões, mais ou menos rápidas, que nos afetam a vida e, muitas vezes, o futuro e os sonhos de uma vida.

Os meus Leitores dirão: mas isso não deveria ser permitido! Pois é, mas acontece com mais frequência que o desejado. A liberdade passa a estar condicionada e com ela a Vida e a sua condução para o futuro.

Quando e como é que nos deixámos envolver, ludibriar, enganar, etc. até ao ponto de perdermos a Liberdade, a Dignidade e a Autoestima? Vou arriscar uma resposta polémica! A partir do momento em que nos deixámos dominar pelo Dinheiro!

Tantas vezes fomos roubados e enganados, que deixámos de acreditar no caráter das Pessoas.

Por maior Valor Humano que alguém possua, estas situações não deixarão de o afetar. Então é chegado o momento de tomarmos opções de Vida que nos permitam manter o Valor sem afetar o caráter.

Esta é a reflexão que deixo aos meus caros Leitores: O Dinheiro ou a Vida? Qual a sua escolha para o Futuro?

Atenção, tem de optar por uma das vias (e só por uma). Pois a via que hoje vivemos é uma mistura destas duas vertentes com um claro desequilíbrio a favor do dinheiro e em detrimento da Vida.

Alfredo Sá Almeida                                                                              1 de Fevereiro de 2017

A necessidade urgente de Valores Humanos neste Pandemonium (+) global

pandemonium-1919-george-grosz“Pandemonium”, 1919 – George Grosz (http://esperandoleitor.blogspot.pt/2010/07/pandemonium-1919-george-grosz.html)

Penso que os meus Leitores concordarão comigo quando afirmo que o mundo atual se assemelha a um Pandemonium global. Como exemplo, sugiro a visualização deste vídeo de Steve Cutts.

(http://www.bing.com/videos/search?q=moby+are+you+lost+in+the+world+like+me&&view=detail&mid=6778A5CA883A697C33956778A5CA883A697C3395&FORM=VRDGAR).

Passo a explicar o porquê desta afirmativa.

Algumas tristes realidades:

  1. Aumento significativo das desigualdades (económicas, de oportunidades, etc.) entre Seres Humanos;
  2. Desfasamento educacional e de conhecimento nos diferentes Países do mundo (*);
  3. Aumento da intolerância pela diversidade cultural, étnica, religiosa, etc.;
  4. Incompreensão de fenómenos naturais por ignorância ‘militante’;
  5. Fraca tendência no estabelecimento de pontes culturais sólidas por falta de empatia e compaixão;
  6. Comportamentos insustentáveis do ponto de vista Humano na relação com a Biosfera;
  7. Aceitação da agressividade pessoal como reação aos desentendimentos;

A existência destes factos seria menos preocupante se entre os Líderes mundiais e os fenómenos globalizantes existisse uma sintonia de consciência, com atuações concertadas para uma resolução significativa destes pontos problemáticos.

A meu ver, não são os pontos discordantes que produzem o Pandemonium, mas a carência gritante de Valores Humanos entre as classes dominantes (Políticas; Financeiras; Científicas; Religiosas) de muitos Países do mundo, que acaba por se repercutir nos respetivos Povos. Acrescente-se a esta realidade, uma outra carência gritante em Educação de excelência e temos a ‘caldeira em ebulição desgovernada’ (aumento da entropia do sistema) e o Pandemonium em crescendo.

Mas existe uma realidade muito pouco desenvolvida em Nós – o nosso INTERSER. Para o efeito recomendo uma leitura atenta deste texto, da minha querida companheira Angela Alem, “Interser” (https://angelaalem.wordpress.com/2017/01/28/interser/). “Podemos dizer que cada um de nós não é simplesmente “Um SER”, e sim um “INTERSER”. INTERSER porque cada um de nós É, como SER ÚNICO. E ao SERMOS, o TODO está contido no UM. E o UM está contido no TODO!

Assim…, Eu Sou; e Você É.

Você É; portanto, Eu Sou.” – Angela Alem

Os fenómenos são conhecidos, assim como algumas das ‘fórmulas’ de estabilização dinâmica das Sociedades, mas o GRANDE PROBLEMA está na FALTA DE VONTADE para as implementar. Essa falta de vontade está ancorada nas elites dos Países e nos interesses económico-financeiros que representam, culminando no medo pela perda do PODER. Ou seja, é um círculo vicioso! Deste ponto, à ‘construção’ de uma guerra vai um intervalo muito curto, apenas requerendo uma faísca emocional propagada à velocidade da internet.

As Revoluções continuam a fazer sentido, porque nelas existe uma vontade contrária, com estratégia e conhecimento dos factos a eliminar, mas se o resultado for a perpetuação do status quo deste mundo globalizado não servem para nada e acabam por se diluir nesta ‘sopa’ mundial. Ou seja, estamos desfocados da verdadeira necessidade de globalização.

A guerrilha e o terrorismo é que não fazem sentido nenhum, nem conduzem a nada de bom. Apenas servem bem o Pandemonium e não ajudam a construir o Humanismo nem a consolidar os Valores Humanos. Isto porque as Sociedades não aprenderam a desconstruir o terrorismo nem a guerrilha. Pelo contrário têm tendência para as aumentar. O ódio, o radicalismo, a intolerância, a ignorância e os desequilíbrios emocionais só podem ser desconstruídos pela Educação de excelência e pela aplicação permanente de Valores Humanos em Sociedade. “Enquanto praticamente todos os adultos na Europa (98%) e língua inglesa da América do Norte (99%) têm pelo menos alguma educação, quatro-em-dez no Oriente Médio e norte da África (41%) e na África subsaariana (41%) não completaram nem um ano de escola primária” – David Masci (http://www.pewresearch.org/fact-tank/2017/01/11/about-one-fifth-of-adults-globally-have-no-formal-schooling/) (*). Ah! Mas isso custa muito dinheiro para compor! Então introduzem-se simulacros destes dois grandes pilares Educacionais (Educação de excelência + Valores Humanos em Sociedade), para calar algumas vozes dissonantes, para que pensem que resolveram O PROBLEMA. Apenas adiaram uma parte do problema, provavelmente, criando outras componentes ainda maiores e mais complexas desse problema.

E o mundo anda assim! Desgovernado em direção ao Pandemonium global!

Os Políticos e Financeiros vão reagindo aos impulsos e vão construindo ‘mantas de retalhos’ julgando que são soluções para os problemas, mas não são mais do que ilusões paradigmáticas e não O PARADIGMA SOLUÇÃO. Vão tapando os vários buracos com uma argamassa qualquer e o resultado é uma ‘estrada’ muito desconfortável para se viajar para o Futuro da Humanidade.

A população mundial cresce exponencialmente e com ela aumenta a presença de sociopatas e psicopatas. Estas duas aberrações humanistas funcionam como ‘buracos negros’ das Sociedades, destruindo TUDO em ritmo exponencial. Por outro lado, os recursos escasseiam, os bens de primeira necessidade não são suficientes, e os ‘famintos’ de tudo aumentam exponencialmente. Resultado final – ESTÁ O PANDEMONIUM GLOBAL INSTALADO.

Resta-nos a ESPERANÇA e uma RESILIÊNCIA HUMANISTA focada em Valores Humanos e na proliferação do Valor Humano. Sem estes grandes Cavaleiros do Futuro estaremos sempre em domínios do Pandemonium.

Que contribuição, o meu caro Leitor está disposto a dar? Para que dimensão pretende ir?

A sua reflexão seguida de uma ação concertada de Valor Humano são a solução para TODOS OS NOSSOS PROBLEMAS. Só assim nos afastamos significativamente do Pandemonium!

Alfredo Sá Almeida                                                                                   31 de Janeiro de 2017

Nota (+): Significado de Pandemonium – Capital imaginária dos Infernos. / Reunião de indivíduos para a prática do mal ou promoção de desordens. / Fig. Assembleia tumultuosa. / Lugar onde reina a confusão e onde ninguém se entende; balbúrdia.

Pandemonium tem origem inglesa, através do radical grego pan, que significa “todo”, + o termo grego daímon, que significa “demónio”, que é um neologismo criado pelo poeta inglês Mílton (1608-1674), no seu “O Paraíso Perdido” (Shangri-lá), para designar o palácio de Satã. É também o designativo para a capital imaginária do Inferno. O mesmo que tumulto, balbúrdia, confusão. (http://www.dicionarioinformal.com.br/pandem%C3%B4nio/)

Reconhecimento do Valor é essencial no Valor Humano

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(http://pt.slideshare.net/lauraneumann942/somos-todos-professores)

Reconhecer o Valor de alguém pelos seus actos e realizações tem um contributo muito positivo para a vida da Pessoa reconhecida, mas também para todos aqueles que gostam de aprender pelo exemplo.

A atitude de reconhecimento genuíno do Valor de um Ser Humano constitui um sentimento positivo que acrescenta estímulo, motivação, valorização e desenvolvimento pessoal.

O Valor Humano engrandece com todos os sentimentos positivos das Pessoas que rodeiam um nosso semelhante.

Não tenho elementos que me permitam concluir, na Sociedade atual, se o número dos reconhecimentos do Valor de Pessoas em vida é superior aos mesmos em morte. A meu ver, os reconhecimentos em vida possuem uma dinâmica mais positiva pois geram, seguramente, maiores repercussões sociais.

Considero que o reconhecimento do Valor de alguém após a sua perda para os demais constitui uma ‘distração’ de Valor.

Na Sociedade atual, elogios verbais na vida profissional, sem a respetiva contrapartida monetária justa, não constituem reconhecimento do Valor. Do mesmo modo, numa Sociedade de Valor Humano o reconhecimento não se ‘alimenta’ de dinheiro, mas sim de acréscimo Valor (substituto do dinheiro) *, assim como, de consideração e respeito entre Seres Humanos. Muitos de nós sabemos, que um bónus financeiro acrescenta muito menos Valor a quem os recebe, que o reconhecimento genuíno de alguém, por aqueles que acompanham de perto a vida dessa Pessoa.                                                                                             (http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/o-valor-do-reconhecimento-nas-empresas/74698/)

Na minha vida pessoal e profissional sempre valorizei mais a dedicação e empenho em causas que considerei importantes, e que me valorizariam como Pessoa, do que aquelas que apenas acrescentavam dinheiro sem o valor que eu admitia que elas não acrescentavam.

O dinheiro não é, nem nunca será, um bom indicador para valorização de quem quer que seja. É a própria Pessoa a chave determinante do Valor que dá e que recebe. É esta dinâmica interativa de dar e receber genuínos que vai condicionar o desenvolvimento Pessoal e a criação do Valor de cada um.

O reconhecimento não deve ser considerado como um instrumento de valorização Pessoal. Se o considerarem como um instrumento ele perde muito do sentimento que deve ter para influenciar positivamente toda a dimensão que envolve a Pessoa valorizada. O Homem tem uma tendência nefasta para instrumentalizar atitudes e comportamentos, que acabam gerando invejas e arrogâncias. Estes dois sentimentos, que deveriam ser tendencialmente banidos do Ser Humano, acabam assim por se tornar endémicos com toda a instrumentalização que o Homem coloca em muito do que empreende.

Eu tenho a Felicidade de estar, constantemente, em estado de reconhecimento do Valor, em relação às Pessoas que me rodeiam, ou que eu tenho a sorte de estar no seu círculo de influência. Esta interação de relacionamentos positivos é muito benéfica na dimensão humana, quando genuína. O Valor intrínseco dos nossos actos e realizações é independente do reconhecimento que os demais possam dar instantaneamente. É importante que tenhamos consciência do Valor Humano daquilo que nos propomos fazer e que se pode tornar explícito para os demais.

Reconhecer e ser reconhecido pelo Valor intrínseco e explícito é um acto da maior importância para a Valorização do Ser Humano. Deve ser praticado com verdade, justiça, razão, sentimento e equilíbrio emocional, sempre que contribua para um acréscimo do Valor Humano.

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Alfredo Sá Almeida                                                                                      14 de Janeiro de 2017

Nota *: Por favor ler os textos iniciais para compreender esta afirmativa.

Confiança no Valor Humano

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De há dois anos a esta parte, tenho vindo a desenvolver sistematicamente o tema do Valor Humano com o intuito de o transformar num novo paradigma de sociedade global. Tendo em consideração as várias vertentes de desenvolvimento deste tema arrisco-me a afirmar, com um bom grau de confiabilidade, que numa sociedade de Valor Humano os níveis de Confiança seriam significativamente maiores que os atuais. Esse facto por si só teria um impacto muito positivo não apenas no desenvolvimento futuro da sociedade, como na concretização da Consciência Coletiva.

Concordo com a seguinte definição de Confiança: ‘Coragem proveniente da convicção no próprio valor’ in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

“A confiança é o sentimento de segurança ou a firme convicção (a fé) que alguém tem relativamente a outra pessoa ou a algo. Também se trata da presunção de si próprio e de uma característica que permite levar a cabo coisas ou situações por norma difíceis.

Para a psicologia social e a sociologia, a confiança é uma hipótese que se realiza sobre o comportamento futuro do outro. Trata-se de uma convicção segundo a qual uma pessoa será capaz de agir de uma certa maneira perante uma determina situação.

Neste sentido, a confiança pode ser reforçada ou debilitada consoante as ações da outra pessoa.

A confiança supõe uma suspensão, pelo menos temporária, da incerteza relativamente às ações dos outros. Quando alguém confia no outro, está convicto de que consegue prever as ações e os comportamentos deste. A confiança vem, portanto, simplificar as relações sociais.” http://conceito.de/confianca

A Confiança é uma dimensão com múltiplas facetas, todas elas importantes, tal como um diamante lapidado.

Uma dessas facetas é a Credibilidade, que é uma característica de quem consegue a confiança de alguém. Ou seja, a qualidade de alguém em quem é possível acreditar. Deste modo, suscetível de gerar confiança.

credibilidade

Há ainda a considerar que se pode verificar o seguinte contexto: “Confiança é o reflexo do Conhecimento” – Autor desconhecido.

Assim sendo, a Confiança é um sentimento simples mas de estrutura complexa. No conjunto coerente é tão simples como um aperto de mão de firme convicção, mas para se atingir o âmago dessa Confiança são necessárias cumprirem-se várias características como:

  1. Conhecimento;
  2. Compromisso;
  3. Credibilidade;
  4. Sinceridade;
  5. Coerência;
  6. Respeito;
  7. Empatia;
  8. Verdade;
  9. Solidariedade;
  10. Honestidade;
  11. Integridade;
  12. Caráter;
  13. Inteligência.

Consoante as situações, cada uma destas características terá pesos distintos, mas o resultado final resultará num processo positivo de Confiança.

Trust exemplo

O mundo global seria bem melhor se os níveis de confiança política, económica e social tivessem níveis sustentados de Confiança entre os Líderes e dirigentes mundiais.

Infelizmente assistimos com muita frequência a afirmações de Líderes Políticos, que causam motivação e aceitação, por serem ditas com convicção circunstancial, mas que posteriormente verificamos que esses Políticos são capazes de prescindir das suas convicções para poderem governar. Ou seja, não sabem integrar aquilo em que acreditam no desenvolvimento dos atos governativos. Prometer em campanha algo importante, para depois de ganhar as eleições abdicar dessas promessas é uma fraude de enorme dimensão e sem Valor Humano.

Mas os fenómenos de desconfiança não se refletem apenas nas questões Políticas, eles abrangem todas as áreas das relações sociais, empresariais e até espirituais.

Outro exemplo, típico dessa fraude, é a constatação de que ‘Faz como eu digo, não faças como eu faço’ se tornou uma realidade. Aqui chegados, a Confiança evapora-se pois a Pessoa em causa não é capaz de ser o exemplo concreto do que afirma.

Cumprir e fazer cumprir o que se comprometeu com outrem é uma ação que conduz à confiabilidade, mesmo que o caminho seja difícil e tortuoso. Assim, abraçar os caminhos da verdade com sabedoria é outro modo de gerar Confiança.

Penso que todos nós temos a noção da importância que o sentimento de Confiança tem no relacionamento saudável da Sociedade. Para tal gostaria de chamar a atenção dos meus Leitores de uma entrevista à Filósofa Onora O’Neill em que esta desconstrói os mitos sobre a confiança. ‘À pergunta se temos confiança em alguém deve seguir-se: para fazer o quê?’ “O conceito fundamental não é a confiança mas a confiabilidade” – (https://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-conceito-fundamental-nao-e-a-confianca-mas-a-confiabilidade-1725088)

Nesta entrevista, publicada no Jornal Público em 5 de Março de 2016, a Jornalista Joana Gorjão Henriques transmite-nos: “A sua TED Talk chama-se ‘O que não sabemos sobre a confiança’ e teve quase 1,4 milhões de visitas desde Junho de 2013. A popularidade vem do tema, mas também do facto de a filósofa irlandesa Onora O’Neill desconstruir a maioria das ideias feitas que temos sobre confiança. A sua tese baseia-se na ideia de que mais importante do que falar de confiança é falarmos de confiabilidade, algo que implica a relação entre dois sujeitos. Ao perguntarmos se temos confiança em alguém, a pergunta central que se segue deve ser: para fazer o quê? “Posso confiar na professora do meu filho para o ensinar, mas não para guiar o autocarro da escola”, exemplifica. Nesta palestra, Onora O’Neill retoma algumas das ideias que desenvolveu nas Reith Lectures da BBC sobre o mesmo tema, A Question of Trust, em 2002.”

No Amor, a Confiança tem um papel fundamental para a consolidação deste nobre sentimento.

Como podemos verificar, uma prática social de Valores Humanos é essencial no desenvolvimento dos sentimentos mais nobres nos Seres Humanos.

Em sentido oposto, a falta de confiança gera uma escalada de reações, atitudes e comportamentos sociais prejudiciais a um relacionamento saudável.

confianca

Legenda: Patrick Lencioni em seu livro The Five Disfunctions of a Team (“As cinco disfunções de uma equipa”, Editora Wiley, 2002) nos dá pistas de como lidar com as armadilhas que aparecem no caminho. Depois de algumas adaptações, é o que vou mostrar a seguir. Existem cinco armadilhas que geram resultados insuficientes, chamadas de disfunções por Lencioni. (http://www.netluz.org/fntextos/fnt/fnt116.htm)

Eu tenho Confiança numa Sociedade de Valor Humano e considero que as relações sociais, políticas, empresariais, religiosas e espirituais passariam para um referencial de maior confiabilidade com o desenvolvimento educacional dos Valores Humanos no ensino regular.

Resta-me a esperança que os responsáveis educativos, em todos os Países do mundo, reconheçam e apliquem com sabedoria os ensinamentos de Valores Humanos já aplicados em vários núcleos educacionais.

Estou certo que os resultados dessa ação consertada, pela conjugação de esforços, seriam bem animadores.

Alfredo Sá Almeida                                                                      15 de Novembro de 2016