O dinheiro não acrescenta Valor ao Homem!

Dinheiro no lixo

A meu ver, só os Valores Humanos acrescentam Valor ao Homem coadjuvados pelas Inteligências (Racional, Emocional, Social e Espiritual) e pelo Conhecimento. Se a estes importantes fatores adicionarmos o respeito pela Biosfera e pela Vida e uma Consciência vocacionada na vertente Coletiva, então teremos um Homem verdadeiramente integrado no seu habitat e com capacidades de Desenvolvimento Humano Sustentado.

Na realidade, o dinheiro – seja na forma física real ou na digital – com toda a sua componente financeira virtual não acrescenta qualquer Valor ao Homem.

Só a Educação e um sistema educativo bem ‘desenhado’ à dimensão do Homem é capaz de despertar o verdadeiro Valor Humano. Infelizmente os sistemas educativos, por esse mundo fora, estão muito ‘poluídos’ pelo que o dinheiro representa em sociedade.

  • O meu Leitor já imaginou a dimensão que a Educação e o sistema educativo poderiam adquirir se fossem considerados e tratados sem a influência do dinheiro?
  • Um Mundo onde TODOS teriam as mesmas oportunidades de aprender, conhecer e valorizar-se sem a influência do dinheiro?
  • Um Mundo onde o Valor Humano pudesse sobressair sem afrontar fosse quem fosse?

Para a grande maioria das Pessoas é difícil de compreender no imediato estas minhas afirmações e questões, mas se realizarem uma reflexão aprofundada sobre a matéria verão que o dinheiro só atrapalha o desenvolvimento pessoal e estrutural.

Aliás, o dinheiro físico (aquele em moedas e notas que circula de mão em mão) é a maior fonte de infeção microbiológica conhecida. Esta é uma realidade que deveria ser abandonada por todos os Países do mundo e não só pela Suécia – “Dinheiro pode sair de circulação na Suécia até 2030” (http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160411_sociedade_sem_dinheiro_cw_rb). Só deveria ser utilizado dinheiro na forma eletrónica ou digital.

Infelizmente estas tendências, como a que se verifica na Suécia, não têm a ver com o fim do dinheiro como poder económico e financeiro, mas apenas por questões processuais das transações e economia formal na sua impressão (menos dinheiro físico em circulação). Felizmente têm a vantagem de acabar com o manuseamento e a transmissão da infeção microbiológica.

Um Mundo verdadeiramente sem dinheiro mas com muito Valor Humano será um novo Paradigma para o Homem. Este será um desafio para um Futuro Coletivo e sustentável do Homem na nossa Biosfera.

Alfredo Sá Almeida                                                                                5 de Novembro de 2017

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O Mundo está a perder-se no labirinto que criou!

Ao longo da sua História o Homem e o individualismo criativo desenvolveram vários interesses e negócios dos quais não querem abrir mão para uma mudança em direção ao Futuro Coletivo e Sustentável. Criou, assim, uma rede intrincada na qual acabou por ficar enredado sem poder sair.

Uma miríade de interesses instalados que mina uma vontade coletiva de resolver por outros meios os problemas causados e o nocivo desgaste do bem-comum e da Biosfera. É esse emaranhado de interesses sem foco no futuro, muitos deles antagónicos, mas que se equilibram na estrutura, que eu chamo, conscientemente, de ‘Labirinto’ (mental, económico e social).

Dentro do grande Labirinto tridimensional desenvolveram-se vários cancros malignos:

• Crime organizado de toda a espécie;
• Tráfico de droga e de armas;
• Escravidão Humana;
• Terrorismo;
• Prostituição;
• Jogo;
• Etc.

Em resposta a esses cancros o Homem desenvolveu uma organização e estrutura de Justiça, Educação (mas que na realidade é apenas Ensino) e Segurança, que não só não se tornaram eficazes no combate ‘socio-oncológico’ como, em certa medida, contribuíram para o desenvolvimento canceroso.

Há aqueles que alimentam e fazem crescer o Labirinto, para se nutrirem dos seus resultados, dos seus efeitos sobre a sociedade, dos medos e ansiedades que provocam. Este é um instrumento de terror constante para satisfazer quem não consegue impor-se pelas suas capacidades e, portanto, não consegue convencer a consciência coletiva da razão.

O mundo tornou-se complacente, conformado e conivente com os cancros da sociedade. Prefere desculpá-los a eliminá-los.

A Sociedade evita dar prioridade aos Valores Humanos e à Liberdade com respeito e consideração pelo próximo, para desenvolver o rancor, a dissimulação e a inveja como instrumentos de animosidade e confrontação em vez do apoio e da solidariedade institucionalizada.

Acabamos por ver os incompetentes ‘cavalgarem’ nos resultados do labirinto, que ajudaram a alimentar, para se transformarem em salvadores dos interesses que instalaram.

Instalou-se a hipocrisia como cultura e a prepotência como vontade. O Homem escuda-se na Liberdade abstrata e sem Valor para impedir a introdução sustentada de Valores Humanos na Sociedade, com o argumento falacioso de impedir o desenvolvimento das Liberdades individuais. Ora, a soma de muitas Liberdades individuais não constrói uma Liberdade Coletiva.

Para destruir o Labirinto tridimensional criado pelo Homem só existe uma solução: – Colocar-se mentalmente do lado de fora dessa estrutura aprisionadora e permitir que se desenvolva o Ser Humano com Valor, liberto dos interesses instalados e focado no Futuro sustentável. Em simultâneo reconstruir a Sociedade com base nos Valores Humanos universais e instituir o bem-comum como princípio inabalável de desenvolvimento Humano.

Alfredo Sá Almeida                                                                                   18 de Outubro de 2017

 

Nenhuma provocação possui Valor Humano

Provocações1

Nos dias de hoje é muito frequente vermos, ouvirmos, sentirmos provocações de Pessoas, de Instituições, de Organismos ou de Países. Uma provocação pode ser entendida como um desafio, um repto ou um insulto. Pode ainda ter outras interpretações, como uma tentação, um incitamento ou uma aliciação.

Seja como for, é uma atitude deplorável que não possui qualquer Valor Humano. Os desafios ou os reptos têm caráter positivo e nunca devem assumir uma ‘forma’ provocatória. Não nos podemos esquecer que o Bullying normalmente começa com uma provocação.

Na dialética política e no comentário desportivo, entre outros, é muito frequente assistirmos a provocações mútuas entre forças adversárias. Mais grave ainda é assistirmos a comunicação ‘dita’ social a ‘dar voz’ e tempo de antena às mais diversas provocações, de várias origens. São insultos constantes à inteligência das Pessoas que estão a assistir às notícias ou aos programas.

A meu ver, estas atitudes representam uma enorme lacuna na Educação formal e Escolar. Não preparar os jovens a utilizar as suas capacidades e a evitar a utilização de todo e qualquer tipo de práticas provocatórias. Sobretudo, dar-lhes os meios para ganharem uma resiliência às provocações, não os deixando envolverem-se nessas práticas.
Criou-se indevidamente uma ‘cultura’ da provocação, com requintes maliciosos e doentios, de tal forma que se considera como normal algo que deveria ser abolido.

O que se verifica é uma determinação exacerbada de uns, julgando que condicionam a liberdade de outros com as suas atitudes provocatórias. Na realidade acabam produzindo mal-estar generalizado.

Poderá até haver quem considere que é um direito seu poder provocar o que e quem quer que seja, para seu belo prazer. Normalmente, quem assim pensa tem uma atitude irresponsável sobre as consequências dos seus actos.

Chega-se ao ponto de provocar os provocadores para daí tirar os devidos dividendos. Enfim, uma cascata de acontecimentos, própria de crianças irresponsáveis e sem acompanhamento de entidades arbitrais.

No limite, este é o grande problema que uma provocação pode desencadear – uma cascata de acontecimentos indesejáveis para todas as partes. Um avolumar de incompreensões, de mal entendidos e insultos que só poderão causar raiva e reações negativas, desprovidas de valor Humano.

Num mundo carente de Paz, compreensão e conjugação de esforços para um Futuro melhor, aceitar provocações é um erro que se pagará muito caro.

Fique calmo

“Se pretendemos mudar o mundo necessitamos de mudar o modo como ele funciona”

Alfredo Sá Almeida                                                                              16 de Setembro de 2017

A coexistência de Humanos com Robots Humanoides

Robots Humanoides 6

O Futuro que o Homem empreendedor da atualidade tem em mente, não será porventura o mais adequado ao Ser Humano!
Esta minha afirmação prende-se com o facto de ver frequentemente expresso, em artigos de opinião e de especialistas em robótica, que os Robots Humanoides virão para ficar em coexistência com os Humanos.

(Ex.: http://observador.pt/2017/09/07/um-grande-numero-de-empregos-na-banca-vai-para-os-robos-diz-o-presidente-do-deutsche-bank/) Ver ainda: “La dialectique du maître et du robot”Michel Serres; “Les robots peuvent-ils vraiment être considérés comme nos esclaves?”Martin Legros, Philosophie magazine nº112, Sept. 2017.

Passo a explicar a razão do meu ceticismo.

Um Robot Humanoide é uma máquina articulada, de aparência humana, e com processamento computacional que imita comportamentos Humanos e executa tarefas repetitivas por instruções programáveis. Poderá possuir ou não Inteligência Artificial, o que o tornaria mais autónomo e com maior número de graus de liberdade no ambiente humano.

Na Wikipédia a definição de Robot Humanoide é: “… um robô cuja aparência global é baseada na aparência do corpo humano, permitindo sua interação com ferramentas e ambientes feitos para uso humano. Em geral robôs humanoides possuem um tronco com uma cabeça, dois braços e duas pernas, embora algumas formas de robôs humanoides possam ter apenas parte do corpo, por exemplo, a partir da cintura para cima. Alguns robôs humanoides podem também ter um “rosto”, com “olhos” e “boca”. Androides e ginoides são robôs humanoides construídos para se assemelharem esteticamente a um humano.”

Este conceito é significativamente distinto do robot autómato, que executa tarefas repetitivas de precisão, mas que está confinado a um lugar fixo e não tem uma aparência humanoide. Exemplo disto são os robots que existem nas fábricas de automóveis e realizam uma boa parte da produção e montagem dos veículos, com precisão e fiabilidade, em conjunto com Humanos.

Aparentemente a construção massiva destas máquinas, para apoiar no trabalho e atividades Humanas, não trará grandes complicações à vida das Pessoas, a não ser as relacionadas com determinados postos de trabalho repetitivo e sem necessidade de um pensamento racional realizado por Humanos.

Se, de certo modo, é louvável que o Homem acabe com o ‘trabalho estilo escravo’ de Seres Humanos, fica-nos a preocupação de haver cada vez menos oportunidades para Pessoas, com menos recursos de inteligência racional, ocuparem o seu tempo, ganharem o seu salário e terem uma vida condigna para além do trabalho repetitivo. Não nos esqueçamos que a Inteligência não se confina à dimensão racional. As dimensões Emocional, Espiritual e Social também integram o grande Universo da Inteligência Humana.

Mas, a meu ver, existem outros aspetos a ter em conta nesta ‘equação laboral’.

Se pretendemos um Homem cada vez mais desenvolvido em todos os aspetos, conhecedor e atuante numa Sociedade plural, devemos proporcionar uma Educação e Formação profissional de qualidade, cada vez a maior número de Pessoas. Essa Educação deverá incluir nos curricula a transmissão pedagógica de Valores Humanos, permitindo que um Ser Humano adquira uma dimensão Pessoal, Profissional e Social de maior relevo na Sociedade. Que tenha a capacidade integrada de Inteligência e Consciência Coletivas e a vontade de participar na construção do Futuro Coletivo na Sociedade em que se encontra inserido.

Como sabemos, infelizmente pela História do Homem, houve tempos em que a escravatura de outros Homens era matéria real, legal e económica para quem detinha esses escravos. Ao ponto de poderem decidir da vida ou morte (posse) desses escravos, em ‘perfeita’ legalidade.

Ora este tipo de escravatura, apesar de não ser mais possível no mundo desenvolvido, ainda existe em muitas partes do mundo tal como existiu no passado. Estima-se que existam, ainda, em todo o mundo, cerca de 40 milhões de Pessoas sujeitas a escravidão Humana (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/ha-40-milhoes-de-escravos-no-mundo-oit-pede-mais-empenho-no-combate-211171) (trabalho forçado; tráfico humano; trabalho servil derivado de casamento ou dívida; exploração sexual; exploração infantil, etc.). (https://www.globalslaveryindex.org/)

A minha preocupação e pensamento estão com as Pessoas que sofrem estas indignidades e não possuem a força física e de espírito suficiente para se libertarem destes esclavagistas. O grande problema é que existem ainda muitos homens e mulheres com pensamento, comportamento e atitudes esclavagistas. Normalmente, os estudos que determinam e quantificam a existência de Pessoas em situação de escravidão e ‘trabalho escravo’, não determinam nem quantificam os esclavagistas. Mas infelizmente são mais do que os Seres Humanos merecem. E, ainda, uma parte da Sociedade é tolerante à sua presença! Nem dá para acreditar!

Pois bem, aqui chegados considero que é de louvar que existam robots humanoides para realizar o ‘trabalho dito escravo’. No entanto, considero que a construção massiva destas máquinas não fará desaparecer a atitude humana de esclavagista. Apenas estará desviada para os robots humanoides. Se algo falhar no funcionamento destes, será que o ‘dono’ desses Robots não tomará uma atitude esclavagista com Humanos, de novo?

Significa que o mais importante é o Valor Humano das Pessoas envolvidas em todo o processo e o respeito por Valores Humanos que determinará a evolução da nossa espécie. Os Robots Humanoides deverão ser apenas máquinas que nos ajudam a ir mais longe, mais depressa, controlados por Seres Humanos com Valor.

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Alfredo Sá Almeida                                                                              12 de Setembro de 2017

Imaginar uma nova realidade

Albert Einstein - Imaginação

A imaginação é uma capacidade Humana de representação mental de coisas reais ou ideias. “Trata-se de um processo que permite manipular a informação criada no interior do organismo (sem estímulos externos) para desenvolver uma representação mental.”
“A imaginação, deste modo, permite ter em mente um objeto que se tenha visto anteriormente ou criar algo novo sem nenhum fundamento real. Ao imaginar, o ser humano manipula informação da memória e converte elementos já percebidos numa nova realidade.” (http://conceito.de/imaginacao)
A imaginação de uma nova realidade tem uma particularidade especial, tem de ser coerente e possível de aplicar em Sociedade. Para todos os efeitos é um processo criativo de Valor, pois nele entram muitos dos sonhos existenciais que possuímos.
Albert Einstein recorda-nos, na frase que apresentei acima, que a imaginação tem uma importância fulcral na construção de qualquer realidade. Mas também nos recorda que “A realidade é apenas uma ilusão, ainda que muito persistente”. Sendo assim, a imaginação de uma nova realidade tem de ter a capacidade de ‘desalojar’ a ilusão persistente.
Processo difícil, sem dúvida, mas possível. Para que tal aconteça tem de convencer de forma permanente a imaginação das outras Pessoas. Tem de representar uma confiança coerente na mente dos que a recebem. E é gratuita!
Como sabem eu tenho vindo a apresentar neste meu blogue, a minha imaginação sobre um novo paradigma para o futuro da Humanidade, baseado no Valor Humano. Não tem sido fácil encontrar argumentos que conduzam a uma coerência de ideias e ideais, mas é genuíno e verdadeiro na representação da confiança nos meus Leitores. Se consegue ‘desalojar’ a atual realidade é outra matéria.
A realidade que atualmente se vive no mundo global, está mais próxima de uma ilusão desagradável para TODOS do que possamos pensar. Basta ler e ouvir as notícias de todos os canais de mídia para ficarmos bem iludidos com tudo o que se passa.
Resta-nos a esperança que tudo dê certo. Mas não será a esperança uma nova forma de imaginação?
O Homem construiu um mundo desmembrado, baseado no medo e na desconfiança, e pretende que as Pessoas sejam capazes de se ‘sintonizar’ com ideias com pouca virtuosidade e de fraco sentido humanista! Não é capaz (ou não pretende) que a Educação que ministra a todas as crianças e jovens, seja construtora de imaginação saudável, pacífica e de valor para o futuro. O Homem quer que exista criatividade mas que esteja direcionada para o lucro e não para o bem comum.
É preferível que o mundo global seja uma utopia humanista e de Valor, que a distopia em que se tornou!
Uma coisa é certa “A realidade deixa muito espaço à imaginação”, como afirmava John Lennon. Resta-nos saber usar esta nossa faculdade de imaginar um mundo melhor, onde TODOS possamos coexistir e ser felizes.

Alfredo Sá Almeida                                                                          6 de Setembro de 2017

O Valor Humano requer uma Educação Holística

holosgenesis

A palavra Holístico (a partir do termo holos, que em grego significa “todo” ou “inteiro”) foi criada por Jan Christiaan Smuts, primeiro-ministro da África do Sul (de 1919 a 1924 e de 1939 a 1948), no seu livro de 1926, “Holism and Evolution”, que a definiu assim: “A tendência da Natureza, através de evolução criativa, é a de formar qualquer “todo” como sendo maior do que a soma de suas partes”.

Este é um conceito, que mesmo não sendo usado como o princípio postulado por Smuts, representa bem a dimensão evolutiva da Vida no nosso Planeta. Não se torna difícil reconhecermo-nos nele, pois o processo evolutivo do Homem possui uma dinâmica própria, resultado das mais variadas práticas e interações culturais.

Uma coisa é certa a dimensão do Homem pode sempre ser maior que a soma de todas as práticas culturais. O seu Valor Humano pode resultar da aplicação do conhecimento holístico na sua Vida.

O que o Ser Humano não compreende na globalidade pode sempre pesquisar na compreensão das partes e chegar a uma soma que se aproximará do TODO comum.

Estudar muito para saber pouco

Este é um paradoxo que o conhecimento formal terá muita dificuldade em explicar apenas por palavras.

Aqui chegados, não se torna difícil compreendermos a importância que uma Educação Holística terá na formação das mentes Humanas. A ‘Luz’ e o esclarecimento acabará por sobressair da aprendizagem bem conduzida por profissionais educativos, professores, mentores, educadores, etc. O Valor Humano poderá ganhar dimensão com a Educação Holística.

Mas o Homem tem muita dificuldade em pôr-se de acordo com os seus pares para estruturar e conduzir uma Educação Holística que se adapte ao mundo global. Senão vejamos o que a Consciência Coletiva sobre o fenómeno da Educação formal nos revela, neste excelente artigo de Laura Silver na página internet do World Economic Forum (1 de Setembro de 2017):

Education Consensus

(https://www.weforum.org/agenda/2017/09/this-is-how-people-around-the-world-view-education?utm_content=buffera6031&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer)

Neste gráfico poderemos ver que não existe consenso, entre os diversos Países do mundo, para o melhor tipo de Educação, seja entre Competências académicas básicas encorajando as disciplinas ou Ser Criativo e pensar independentemente.Daqui resulta que o Homem tem de melhorar muito a sua Consciência e Inteligência Coletivas para um melhor Futuro.

Vejamos alguns casos para melhor compreensão.

• Caso da Foto versus Filme:
Quando tiramos uma foto de um acontecimento, seja de que natureza for, essa foto representa apenas um momento desse acontecimento. Poderá até ser um momento representativo do acontecimento e esclarecer algo com maior detalhe, se a foto for excelente. No entanto, se fizermos um filme de todo o acontecimento ficaremos com a compreensão global do mesmo, mesmo que possamos perder algum detalhe ou pormenor. A atenção e capacidade de compreensão de quem visiona o filme é muito importante para o esclarecimento total do acontecimento.

• Caso da Contemplação versus Ação:
Alguém com uma predisposição maior para a Contemplação poderá ganhar uma compreensão pormenorizada sobre um determinado tema ou assunto parcelar e adquirir uma dimensão esclarecida sobre um fenómeno. Por outro lado, quem tiver uma atitude predominante para a Ação conseguirá ganhar uma compreensão do conjunto, até mesmo da interação entre as partes, que de outro modo seria mais difícil. As dimensões atingidas por cada um dos referenciais são importantes e têm tendência a completar-se. Dependerá muito da capacidade interpretativa de cada um dos intervenientes.

Se a nossa mente for capaz de abranger ambas as dimensões, focadas nestes casos exemplo, estaremos seguramente mais próximos de um tipo de pensamento Holístico, que terá de se basear num grande conhecimento de uma grande variedade de fenómenos para poder esclarecer adequadamente (e poder fazer ‘Luz’) sobre um tema complexo.

Existem tantos mistérios por explorar e compreender que o desenvolvimento do pensamento e conhecimento holísticos serão de uma enorme utilidade para a Evolução Humana. Sem dúvida que a existência de uma capacidade de visão holística sobre esses mistérios ou fenómenos acrescentará muito à compreensão global.

O Valor Humano possui muitas dimensões, tantas quantas as interações possíveis entre elementos da mesma espécie, e daquelas com elementos doutras espécies. O importante é que o resultado final dessa multitude de interações seja pacífico, esclarecedor e harmónico sob o ponto de vista cultural da nossa espécie.

O método científico é um bom ponto de partida para a compreensão das partes. A compreensão da multitude das disciplinas científicas requer uma mente com capacidade global. Mas existe tanta ‘matéria’ para além do conhecimento científico, que este ainda não consegue explicar, que devemos estar muito atentos para não nos perdermos num caos de conhecimento.

Um dos maiores problemas da Humanidade é a grande falta de Educação, de qualquer tipo, e a multitude de interesses distópicos que acaba conduzindo o Homem para atitudes e comportamentos mais próprios de uma distopia do que de Valor Humano.

Alfredo Sá Almeida                                                                               3 de Setembro de 2017

A Violência é um grande negócio!

ViolênciaViolência1

Como queremos NÓS construir a PAZ quando a violência é um grande negócio? Esta é uma triste realidade do mundo global de hoje que destrói VIDAS e muitas boas vontades de estabilidade política e militar.

Existem líderes de Países que são capazes de manter um Estado pouco pacífico e uma atitude beligerante para lucrarem com o negócio de armamento. E, torna-se fácil, basta ‘inventar’ uma escaramuça para acender o rastilho da violência.

Recentemente veio a público o relatório de 2017 “Global Peace Index – Measuring peace in a complex world” (http://visionofhumanity.org/app/uploads/2017/06/GPI-2017-Report-1.pdf) produzido pelo Institute for Economics & Peace, que mostra bem o que se passa a nível mundial nesta matéria.

Não há modo de contornar este problema. É um negócio caro, arrasador de vidas e não é necessário investir em Educação. Torna-se fácil, numa ausência total de Valores Humanos, manter um Estado pouco pacífico. E, mais grave é que os Países mais pacíficos podem criticar e insurgirem-se na comunidade das Nações, que não resolvem nada, pois quem produz as armas continuará a vender e a fazer negócio com esses Países.

Ninguém tem vergonha na cara, nem escrúpulos políticos nem sociais, porque o negócio é lucrativo.

De acordo com a notícia veiculada pelo Jornal Económico, em 10 de Junho de 2017, “O preço da violência: impacto global é de 12,6% do PIB mundial” (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-preco-da-violencia-impacto-global-e-de-126-do-pib-mundial-170147) podemos verificar a dimensão deste negócio que daria para RESOLVER a grande maioria dos problemas de educação e pobreza a nível mundial.

Assim, de acordo com esta notícia o “Impacto económico global da violência corresponde a 1,95 dólares por pessoa. Custo económico médio 35% superior nos dez países menos pacíficos face aos dez países mais pacíficos.”

Agora percebemos a grande hipocrisia que vinga quer a nível político como social, nesta Sociedade Global.

“Os gastos militares representam a maior fatia dos custos (5,62 biliões de dólares), seguido pelos gastos com a segurança interna cujos custos globais ascendem aos 4,92 biliões de dólares. Já as perdas com crimes representa 2,57 biliões de dólares e as perdas com conflitos armados, 1,04 biliões de dólares.

O custo económico médio da violência foi equivalente a 37% do PIB nos dez países menos pacíficos face a apenas 3% nos dez países mais pacíficos.” (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-preco-da-violencia-impacto-global-e-de-126-do-pib-mundial-170147)

E poderíamos somar o valor dos negócios dos filmes violentos, dos jogos para computador e consolas com características de violência, etc. Estes são apenas os ‘aperitivos’ antes dos verdadeiros atos de violência.

Resumindo, são gastos 14 biliões de dólares neste negócio. Adivinhem quem paga a fatura?

O mais grave de tudo isto é que quem defende a Paz o faz com altruísmo, voluntarismo, consciência e inteligência, na grande maioria das vezes sem ganhar dinheiro com o que realiza. Enquanto quem negoceia em armas e as utiliza para lançar o caos, agressão e violência o faz por maldade e ainda lucra com a sua atitude e comportamento. Onde está a igualdade de oportunidades nesta matéria? Vislumbram alguma vontade da comunidade das Nações acabar com este negócio? Todo o mundo enche a boca de palavras de PAZ, mas atos concretos NADA!

Assim vai o mundo dos Valores Humanos de Homens sem Valor. Agora poderão entender melhor porque defendo uma Sociedade de Valor Humano.

Violentómetro

Alfredo Sá Almeida                                                             11 de Junho de 2017