Faz-te à Vida …!

Esta é uma triste realidade, com muitas centenas de anos. O Homem, mal preparado educacionalmente na sua infância e juventude, tem de fazer-se à Vida para ganhar dinheiro para se sustentar (poder comer, vestir, constituir família, etc.). Dizem-lhe, “desembrulha-te” que já és um Homem! E aí vai ele, pelos caminhos da Vida até esbarrar no primeiro obstáculo.

Não admira que as profissões mais antigas da ‘Humanidade’ sejam a prostituição e a escravatura. Cada um desembrulha-se da pior maneira para a Vida, sem a devida preparação para as vicissitudes de uma Vida, que continuam a ser muito semelhantes passados séculos. Só mudou a tecnologia.

Dir-se-ia que o Homem é muito conservador nos seus propósitos. Mas deixou de ser revolucionário nos Valores Humanos transmitidos de geração em geração.

Deste modo é praticamente impossível ganhar Valor Humano. Honra seja feita àqueles que conseguem, apesar de todas as contrariedades, vencer e ganharem um estatuto de Valor.

O grande problema é que muitos de Nós consideram esta realidade ‘conservadora’ como normal e um modo de separar o ‘trigo do joio’ da Humanidade. E, ainda, há quem considere que esta é a melhor Escola que existe. Mas que método mais violento!

Este é o melhor método para obrigar as Pessoas na dinâmica do dinheiro, pois é a única maneira de manter o sistema a funcionar. O dinheiro é o único valor que lhes é permitido.

Imaginem agora um mundo apenas com Pessoas de Valor. Uns com mais Valor outros com menos, mas TODOS imbuídos em ganhar Valor (não dinheiro). Deste modo, o Valor passaria a ser a unidade que permitiria a cada um ganhar uma Vida decente e com sentido de Futuro.

Nesta nova realidade não existiria salário, nem luta de classes, porque cada um teria um Valor dinâmico desejado e associado à sua Vida e á sua conduta. Esta seria a verdadeira independência do Homem com possibilidade de ganhar Inteligência e Consciência Coletivas.

E, assim vai o mundo, cada dia com mais violência, distopia, falta de consciência, narcisismo, arrogância, indiferença e tantos outros antivalores que se tornaram a normalidade das Sociedades modernas. Os Valores Humanos, esses, estão remetidos ao abandono e ao preconceito dos praticantes de antivalores que se considerariam ‘dominados’ por uma Sociedade de Valor Humano.

Tanta ‘coisa’ má que teria tendência para acabar se a dinâmica do Valor Humano fosse instituída. Pensem bem: o racismo, a escravatura, o dinheiro, a iniquidade, a pobreza, a guerra, teriam tendência para serem erradicados deste planeta. Utopia! Dizem uns. Preguiçosos! Digo eu, a quem não pretende ‘mexer uma palha’ neste sistema tão injusto onde a equidade foi excluída de tudo. Dá muito trabalho implementar um Sociedade de Valor Humano, não dá? Mas a recompensa seria reconfortante para a Humanidade e o Humanismo.

Perguntam-me: “Qual é o segredo de uma Sociedade de Valor Humano?” – Resposta: “Uma Educação de Valor para TODOS!”.

Protejam-se bem nesta pandemia arrasadora.

Alfredo Sá Almeida                                                              5 de Julho de 2020

A Consciência do Valor

Detalhes de pensamento ativo

A Consciência que vos vou falar é mais que o simples estado desperto do nosso dia-a-dia. É ‘matéria’ abordada, debatida e explicada por diferentes disciplinas do saber: Neurociências, Psicologia, Filosofia, Ciências da Vida, etc. É uma multidimensão do Homem na sua interação vital em Sociedade.

Estamos a falar de uma aptidão exclusiva do Ser Humano, na sua dimensão mais nobre e superior, capaz de nos conduzir ao esclarecimento de fenómenos complexos e ao Futuro provável, dada a capacidade de inter-relação disciplinar, multidimensional, de foco e concentração que a nossa mente é capaz.

É a capacidade de construir níveis mais elevados de integração do conhecimento, das crenças, das sensações, das percepções e dos sentimentos na nossa mente, apesar de possuirmos uma dimensão inconsciente. Esta característica plural torna-nos únicos entre biliões de Seres. Por outro lado, esta nossa Consciência além de tornar, cada um de nós, em Seres únicos, transforma-nos em Seres Superiores. Mas saberemos nós usar essa nossa capacidade superior em prol do bem comum?

No entanto, cada EU único tem ainda a capacidade de agregar a dimensão do coletivo e contribuir para uma Consciência Coletiva, igualmente multifacetada.

É aqui, que os Valores intrínsecos do Ser Humano (Valores Humanos) entram para nos ajudar a tornar coerente e digna da nossa espécie, esta nova dimensão do Coletivo.

Apesar desta dimensão da Consciência, o Homem (dadas as circunstâncias que o envolvem) ainda é impelido a fazer, executar, realizar algo diferente que não está inteiramente de acordo com a sua consciência. Ou seja, o ‘ritmo’ da Sociedade tem uma influência mais ou menos nefasta sobre a consciência do indivíduo. O Indivíduo e a Sociedade nem sempre estão em harmonia. A ética ajuda-nos a equilibrar esta nossa multidimensão. Para tal temos de nos ‘desligar’ dos interesses pessoais para nos focarmos nos do bem comum.

“When the wrong man uses the right means, the right means works in the wrong way”“Quando o homem errado usa os meios certos, os meios certos funcionam da maneira errada” – Antigo Provérbio Chinês (mencionado por Alan Watts num vídeo em que nos ‘fala sobre o que está  errado no mundo’https://www.youtube.com/watch?v=ua_GATO13fc).

A Educação, é o universo do saber que nos transforma em Seres capazes e socialmente hábeis em resolver a complexidade do mundo Global.

O Homem, mesmo sabendo que pode dar errado (ou, que tem a probabilidade de dar errado) é capaz de arriscar a vida, a reputação, o Futuro da Sociedade, para executar (muitas vezes ‘sem pestanejar’) algo que está desajustado do bem  comum.

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Quantas e quantas vezes o tempo, o dinheiro, a ignorância, as influências negativas (indiferença, arrogância, etc.), os interesses pessoais e/ou a falta de ética, contribuem para prejudicar decisivamente o funcionamento harmonioso da Sociedade Global.

“Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que eu optei por me tornar” – Carl Jung.

Queremos sempre mais e melhor, sobretudo, das ‘substâncias’ mais efémeras, para consolidar um Futuro sem Valor nem dignidade. Desprezamos a inovação no perene e equilibrado para nos deleitarmos com o imediato volátil e o prazer de uma auto-satisfação vazia de sentido de Valor. Quando aprenderemos, que a Humanidade é o Valor maior que deveríamos preservar, acarinhar, valorizar, desenvolver, porque é nela que está o nosso Futuro!

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Quando seremos capazes de dar Valor a um EU que está bem focado e preparado para um NÓS superior e digno de Seres Humanos?

Alfredo Sá Almeida.                                                                              15 de Maio de 2020

Caminho longo e difícil!

Quem o pretende percorrer?

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Hoje, numa noite de pandemia, dei comigo a refletir sobre as utopias(?) que escrevo relacionadas com o Valor Humano, uma mudança sustentada do Paradigma da Sociedade Global, a transformação do Homem em Ser Humano, a difusão generalizada/globalizada do Humanismo e dos Valores Humanos.

Ah! Como eu gostaria que o Mundo pudesse abandonar a violência e relegá-la para o esquecimento! E, se a Paz fosse uma constante dinâmica da Vida, como seria o Futuro da Humanidade?

Ah! Mas será possível, algum dia, o Homem conseguir reduzir os seus vícios a uma ínfima expressão? Ah! Como eu gostaria de viver 300 anos de uma vida plena a desbravar o conhecimento, a consciência e o Valor Humano! Mas eu acabei de renascer para a Filosofia, ‘só sei que nada sei’! Como poderei percorrer um caminho tão longo e difícil? Só se for pela aprendizagem constante ao longo da Vida!

Ah! E o dinheiro? Esse elemento vil da Sociedade que escraviza todo o mundo! Será alguma vez possível substituí-lo pelo Valor Humano? Mas então, não serão as atitudes e comportamentos Humanos, desviantes e tóxicos, os destruidores da Consciência Coletiva e do Bem Comum da Sociedade Global?

Não, não me esqueci da Educação! Gostaria que a prática fosse bem distinta da atual! Toda Pública e de muita qualidade para TODOS, onde a Vida, o Valor, a Biodiversidade, a sustentabilidade da Biosfera fosse bem integrada na consciência Humana e o relacionamento em Sociedade fosse saudável e construtivo. Onde a Liberdade contribuísse para a construção do Bem Comum.

E, o Poder? Ah! Esse deverá ser democrático, sempre! O mais possível participativo e com consciência de Cidadãos do Mundo. E, conseguir persuadir as Pessoas por este caminho?

Pois bem, eu gostaria de conseguir transformar o Mundo de modo a TUDO isto poder acontecer, e, ser possível vivermos condignamente nesta dimensão dinâmica e vasta como o Universo.

Caminho difícil este, que escolhi por sentimento e vontade! E longo, também!

Mas enquanto a minha mente o conseguir percorrer eu vou percorrê-lo! Poderei, eventualmente, tropeçar nalguma ‘pedra’, mas espero não me ‘aleijar’ na queda. Quero percorrê-lo porque vale a pena! Porque o resultado seria um Mundo MELHOR para TODOS. Será que terei quem me queira acompanhar? Não importa a quantidade, mas a Qualidade de quem me acompanha. Uma Qualidade capaz de congregar outras mentes num Futuro Coletivo digno da nossa espécie.

Como conseguir integrar na mente do Homem um ‘gene’, um conectoma, uma ‘alma’ sonhadora com um Futuro de uma prosperidade que satisfaça toda a Biodiversidade? Onde cada EU acredita nas suas capacidades para construir um Valor que estará bem integrado na Sociedade Global.

Nos dias que correm, quase ninguém quer percorrer caminhos difíceis, preferem caminhos ‘limpos’, bem traçados, matematicamente delineados, virtuais se possível. Na atual realidade, a normalidade tem muitos adeptos, tem muitos seguidores, querem todos um AGORA expressivo e lucrativo. No pós-pandemia, todo o mundo quer recuperar o contacto Humano, mas não para mudar o sistema, o paradigma que escraviza o Homem à condição de ‘robot’ de uma Sociedade vazia de Futuro. O contacto Humano é apenas considerado um ‘escape’ temporário da condição de ‘robot’. O Amor é banalizado e não pleno, nem incondicional. ENFIM UM MUNDO CHATO E TRISTE! Onde todo o mundo reclama, se deprime e se ‘funde’ numa amálgama estéril!

Quero ser um Explicador de Valores Humanos e da Filosofia Humanista projetada no Futuro da Humanidade.

Quero viver muito e bem, com muito Amor, onde as Pessoas sejam dignas da sua condição de Ser Humano.

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Quero poder dizer, como John Forbes Nash Jr. (Prémio Nobel de Ciências Económicas de 1994) no discurso ao aceitar o seu Prémio Nobel – “É somente nas misteriosas equações do amor que qualquer lógica ou razão pode ser encontrada”, dirigindo o olhar a sua mulher Alicia“Você é a razão de eu estar aqui hoje, você é a razão de eu existir, você é todas as minhas razões.” (*)

Alfredo Sá Almeida                                                                                9 de Maio de 2020

(*) Observação: Dedico este texto à minha querida Companheira de percurso vital, Angela Maria Figueiredo Alem.

O Valor Humano não é um Valor abstrato!

A Economia atual transforma-o em abstrato!

WorldPopulationDay2018

Muitos conceitos científicos evoluem com o tempo e o desenvolvimento Humano. Esta pandemia está a demonstrar-nos que chegou a altura dos conceitos, que suportam a Economia atual, evoluírem para a inclusão da vida do Ser Humano neste Planeta.

O facto de alguns autores considerarem os Valores Humanos como abstratos e os objetos, uma instituição, uma empresa, uma nação, um clube, etc. como concretos, não nos deveria levar a menosprezar os Valores intrínsecos do Homem.

A Economia como ciência que estuda e valoriza os produtos, os processos de produção, distribuição, acumulação, consumo de bens materiais e dos respetivos mercados tornou-se obsoleta pela exclusão da Vida, da sua sustentabilidade, da relação com as questões ecológicas e ambientais e pela exclusão do bem supremo, o bem comum à Vida em sociedade.

A Vida Humana com Valor deveria ser a dimensão científica em consideração para transformar TODA a prática da Economia em conciliação com a existência do Ser Humano na nossa Biosfera. Assim sendo, a filosofia Humanista seria o fundamento básico que daria ‘corpo’ ao Ser Humano, à Vida e ao Valor.

Avaliar o Valor Humano deveria constituir uma prática saudável e ética para transformar a Economia numa ‘ferramenta’ ao serviço da Humanidade. O desenvolvimento Humano sustentável seria o objetivo primordial, onde uma Educação Pública de qualidade contribuiria para a construção do nosso Ser. A Nós caberia a nobre tarefa de desenvolver, constantemente, o maior Valor possível com os elementos base ministrados e o ‘engenho’ da nossa mente, para dar Valor ao Futuro do Homem.

Haja coragem, inteligência e consciência coletivas e motivação para construir os alicerces deste novo conceito.

Alfredo Sá Almeida.                                                                                         1 de Maio de 2020

Cidadania Global – Um Valor em desenvolvimento

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Ser Cidadão do Mundo é uma responsabilidade e um Valor Humano que está associado a muita empatia, solidariedade, altruísmo e a muitos outros Valores que contribuem decisivamente para o Bem Comum.

Se, ser Cidadão de um País já representa uma Consciência de dimensão coletiva que conduz a uma dinâmica positiva para o desenvolvimento, ser Cidadão Global constitui o universo máximo da Consciência Coletiva, contribuindo para o Bem Comum de TODO o Mundo.

Felizmente, é nesta dimensão que encontramos cada dia mais Pessoas dispostas a desenvolver uma solução Global para os problemas do mundo. A meu ver, é assim que deve ser. Se a Comunicação Social se transformou em Global, recebendo e difundindo informações de e para os ‘quatro cantos do mundo’, torna-se mais fácil ganhar os conhecimentos e a dimensão envolvente que contribuem para a nossa Consciência Coletiva.

Deste modo, estaremos melhor preparados para os desafios do Futuro e para a consolidação dos Valores Humanos a nível Global.

Sim, podemos ter centenas de realidades culturais, diferentes estilos de vida e sensibilidades espirituais, mas somos TODOS ‘filhos’ do mesmo Planeta e do mesmo Paradigma que está a gerar este desenvolvimento desequilibrado. Ainda nos vemos, uns aos outros, com um espírito muito competitivo e desconfiado, mais preconceituoso e pouco colaborativo, mas quando as catástrofes acontecem sabemos que a competitividade, o preconceito, a desconfiança e a indiferença não servem de nada, a não ser para atrapalhar a resolução efetiva dos problemas. No fundo, os Valores Humanos são universais apesar de cada cultura tentar dar-lhes uma ‘cosmética’ e um contexto distintos.

Assim como a música é uma expressão cultural universal, o Amor, a Empatia, o Altruísmo, a Solidariedade, a Compaixão, etc. são sentidos do mesmo modo por TODOS NÓS. Estar a contrariar esta realidade intrínseca do nosso SER é desumano e apenas contribui para o desentendimento Global em que estamos mergulhados.

Se o desentendimento em si não constitui um elemento tão negativo, pois pode ajudar a esclarecer os propósitos, já a falta de empatia, solidariedade e altruísmo podem constituir um problema grave nesse desentendimento.

Como podemos comprovar não são as Artes que produzem grandes cisões na Sociedade Global. O mesmo se passa com as questões de natureza Científica, apesar de algumas divergências teóricas, o método é o mesmo. São sobretudo o modo e a prática de muitas das questões económicas e financeiras que provocam as grandes divisões na Vida das Pessoas.

Se se tornou possível globalizar o dinheiro e os vícios, também será possível globalizar os Valores Humanos.

Todos nós sabemos que uma Educação inclusiva e de qualidade é o elemento primordial, conjuntamente com os bons exemplos e a ética, para o desenvolvimento desses Valores. Portanto, impedir ou escamotear o desenvolvimento e a prática de processos Educativos Públicos, no sentido de melhorar a nossa qualidade de Seres Humanos, são atitudes abusivas e indignas do Homem.

Reconheço que estratégica e mentalmente seja muito mais fácil globalizar o dinheiro e os vícios, mas utilizar a liberdade de atitudes e comportamentos como um ‘cavalo de batalha’ para impedir a globalização dos Valores Humanos afigura-se-me arrogante e de um pretensiosismo castrador.

A Liberdade em Sociedade, por si só, desenquadrada do restante conjunto de Valores não acrescenta ao Homem uma dimensão de Ser Humano, podendo até ser prejudicial ao seu desenvolvimento digno.

Portanto, meus caros Leitores, o fenómeno da Globalização apesar de complexo, requer muito foco no Ser Humano e na nossa vida em Sociedade.

Alfredo Sá Almeida.                                                                                20 de Abril de 2020

Voltar à Normalidade?

Crise da pandemia

Mas qual Normalidade? Aquela realidade que temos vivido nos últimos anos, por esse mundo afora? À fome pelo mundo? À guerra? À intransigência e intolerância dos Homens? À falta de Educação e de Valores Humanos crescente? Ou à realidade do dinheiro e das finanças?

NÃO! Essa realidade eu não quero mais! Quero MELHOR para TODOS! Não quero VOLTAR, quero PARTIR para um caminho NOVO, como o vírus que causou esta paragem.

Quero uma Normalidade onde o Amor impere.

A reflexão profunda sobre determinados acontecimentos é que é NORMAL à mente Humana, quando paramos. Sobretudo quando não estamos preparados para o Futuro. Qual? O nosso! Como Seres Humanos Conscientes, Conhecedores, Inovadores, Criativos, Inspiradores, Inteligentes,  Educados e de Valor.

Pois bem, se não estávamos preparados para o que aconteceu é porque essa Normalidade não presta, vamos ter de construir uma nova.

Verifico com muita tristeza, a existência de muita gente a querer voltar à normalidade, àquela em que tudo corre mal porque andamos depressa demais e não temos tempo para pensar convenientemente no rumo que tomamos. Aos impulsos irracionais de uma espécie sem rumo e sem Futuro.

Para quê voltar à Normalidade? É preferível ficar mais tempo a refletir sobre a nossa Vida, a nossa Existência e o nosso Futuro. Assim como as crianças e jovens vão ter ensino à distância, muitos adultos também o deveriam ter e com trabalhos práticos e relatórios para apresentar, obrigando-os a consolidar o caminho do Homem em direção ao Futuro do Ser Humano.

Hora de ponta 1

Vamos querer voltar à normalidade muito mal preparados para caminhar pelos mesmos caminhos, como até aqui? Seguindo os exemplos de Líderes Políticos de grandes Países como os Estados Unidos da América do Norte ou o Brasil? Nem pensar! Esses não valem a pena seguir! Aqueles que valorizam uma economia desprovida de Humanismo em detrimento da Vida? ‘No way’!

Se estamos mais instruídos, temos obrigação de fazer melhor e não voltar atrás. Temos obrigação de aprender com os erros cometidos e construir um melhor caminho, em Paz e segurança para TODOS, com melhor Saúde e melhor Educação. Sobretudo uma Educação que não divida mas multiplique os Valores Humanos a nível Global. Essa sim será uma Normalidade que valerá a pena viver.

Giant traffic jam

Falamos numa Normalidade de Vida que representa um grupo de rotinas, muitas delas ritmadas com outros elementos da Sociedade, mas que não acrescentam Consciência Coletiva. Podem estar coletivamente no mesmo local, vislumbrando o mesmo acontecimento, mas representam apenas uma soma de Consciências individuais pouco ritmadas com sentido da Vida. É uma Normalidade sem convivência nem partilha de Valores. São apenas individualidades, que são incapazes de se colocar de acordo com a Vida e o seu sentido em direção ao Futuro da Humanidade.

Para mim a normalidade seria esse caminho partilhado e enriquecido onde o Coletivo ganharia a Consciência da Humanidade.

Sigamos então em frente pelo MELHOR CAMINHO PARA TODOS, COM A CONSCIÊNCIA DE CADA UM DE NÓS NO COLETIVO.

Alfredo Sá Almeida.                                                                                16 de Abril de 2020

Os vírus e a Vida – A aprendizagem constante ao longo da Vida.

E. Coli. (bactéria) nm = nanômetro.

O Mundo está perante um desafio enorme devido a uma ‘coisa’, que chamam vírus, e que se tornou em pandemia.

Vou explicar a razão porque chamo ‘coisa’ a um vírus. Primeiro que tudo, entre a comunidade científica os vírus não são unanimemente considerados ou classificados como Seres Vivos. A razão para esta divergência prende-se com o seguinte:

(https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/os-virus-sao-seres-vivos.htm)

1) Alguns pesquisadores afirmam que os vírus são organismos que não devem ser considerados seres vivos. Para sustentar essa ideia, as principais afirmações feitas são:

  • Os vírus não possuem células (acelulares), a unidade estrutural e funcional dos seres vivos. Essa característica contraria a Teoria Celular, que diz que todos os seres vivos são formados por células. Assim sendo, por não possuírem células, muitos afirmam que vírus não são seres vivos;
  • Os vírus não apresentam potencial bioquímico que possibilita a produção de energia metabólica. Assim sendo, os vírus não são capazes de respirar e alimentar-se, por exemplo;
  • Os vírus só são capazes de se reproduzir no interior de outra célula. Por essa razão, dizemos que eles são parasitas intracelulares obrigatórios.”

No entanto, para alguns pesquisadores são considerados como seres vivos:

      2) Os vírus realizam algumas atividades consideravelmente complexas. Eles são capazes, por exemplo, de “enganar” nosso sistema imunológico e causar doenças, atividade complexa para um ser sem vida, não é mesmo?

Muitos pesquisadores afirmam que os vírus devem ser, sim, considerados seres vivos. Para isso, eles utilizam algumas características desses seres para sustentar essa afirmação. Essas características são:

    • Presença de material genético: RNA e/ou DNA. A presença desse material indica que esses organismos são capazes de transmitir suas características aos seus descendentes;
    • Os vírus apresentam capacidade de evolução, ou seja, sofrem alterações ao longo do tempo, uma característica importante, uma vez que admitimos que os seres vivos mais bem adaptados sobrevivem no meio.”

Eu, como bioquímico, não dou crédito a uma ‘coisa’ que não se relaciona entre si, não é uma célula, não respira, não possui sistema metabólico energético, apenas é capaz de se ‘copiar’ (nem posso chamar de reproduzir) como parasita intracelular obrigatório (“Fora do ambiente intracelular, os vírus são inertes.” – Wikipédia) e matar o hospedeiro.

Pois bem, o Homem também se tornou numa pandemia da nossa Biosfera, ao longo dos milénios, mas é um Ser Vivo superior. O que o torna superior aos outros Seres Vivos é o facto de ter um cérebro evoluído e uma mente consciente, conhecedora e capaz de dominar os vírus (e não só).

É a nossa mente que faz TODA a diferença nesta ‘mega equação’ a que chamamos Vida e a que nem sempre damos o devido Valor.

A nossa mente tem uma capacidade enorme de aprendizagem, de correlacionar o conhecimento, de o integrar e de lhe dar um Valor. Por outro lado, os Valores Humanos foram acrescentados ao longo da nossa evolução dando um sentido superior à nossa vida. Temos de ter em consideração que Metafisicamente, a vida é um processo contínuo de relacionamentos” – Wikipédia. Nesta matéria de relacionamentos o Homem ainda não se tornou um mestre.

Ora um vírus só tem um sentido ‘vazio’ – MATAR. Esta é a característica essencial dos vírus: – copiam-se dentro das células, aos milhares, até rebentarem com as células onde se copiaram e continuam o seu caminho do mesmo modo, até serem travados pelo sistema imunológico, por um medicamento anti-viral, ou pela morte do hospedeiro. Ou seja, um vírus é uma ‘coisa’ anti-vida.

Quantas vezes o Homem na sua caminhada pela vida foi capaz de se comportar como um vírus!

Ainda hoje, fui confrontado com a notícia de um teste experimental de um míssil hipersónico capaz de atingir cinco vezes a velocidade do som e chegar mais rápido ao ‘objetivo’ para matar o inimigo humano.

Enfim, o Homem ainda não aprendeu o suficiente para dar o devido respeito pela VIDA. Nem mesmo com aquilo que esta pandemia nos está a provocar. Estamos confinados a ficar em casa, limitados ou condicionados e devemos reduzir os nossos relacionamentos pessoais, por causa de uma ‘coisa’, um vírus.

No entanto, se soubermos ser inteligentes, aproveitarmos a sabedoria adquirida, valorizarmos a Vida e soubermos tirar partido daquilo que o vírus destruiu (Pessoas, relacionamentos, economia, empresas, postos de trabalho, etc.), talvez nos ajude a construir uma Consciência Coletiva e a mudarmos, transformarmos ou reformarmos a convivência em sociedade, corrigindo, construindo ou criando os elos de ligação entre Humanos que nos atrevemos a destruir ao longo dos tempos.

Nesta crise pandémica, os Líderes e os Homens do Poder souberam injectar dinheiro em toda a estrutura da Sociedade, como se o dinheiro fosse um elemento vital para o futuro do Ser Humano. Dando o exemplo de que o dinheiro não é problema.

Saberemos nós injectar Valores Humanos em TODAS as estruturas da Sociedade e revitalizar a construção de um Futuro digno de Seres Vivos e Humanos de Valor?

Por favor, meu caro Leitor não se torne num vírus!

Alfredo Sá Almeida.                                                        21 de Março de 2020

À Descoberta do Planeta Terra

Terra em 2066

Interessante a dinâmica que a NASA (National Aeronautics and Space Administration) tem criado em torno das viagens para Marte e a possibilidade de colonização por Seres Humanos. Tudo pensado e construído ao pormenor desde casas, veículos, energia, fonte de recursos essenciais, etc. Não há dúvida que a engenhosidade Humana é de qualidade superior e capaz de conquistas extraordinárias.

Vem este meu raciocínio a propósito de um artigo muito interessante: “Michael Morris, arquiteto premiado pela NASA, apresenta 5 Casas para Marte” (https://descla.pt/?p=114640).

Lembrei-me, e muito, do Planeta Terra. Tantos e tantos problemas criados pelo Homem, nesta nossa ‘casa’:

  • Poluição – do ar, do mar, dos rios, do solo (ao ponto de tornarmos inabitáveis determinadas regiões do nosso Planeta);
  • Pobreza – aumento significativo dos índices de pobreza mundial (falta de água, má alimentação, falta de habitação, falta de formação, falta de educação, falta de saúde etc.);
  • Efeito de estufa – aumento muito significativo dos níveis de CO2 no Ar provocando o aquecimento global, a extinção massiva de muitas espécies de seres vivos, perda de terra de cultivo e culturas importantes para a alimentação Humana etc.
  • Criminalidade – aumento significativo da criminalidade em determinadas regiões do globo;
  • Saúde mental – Aumento significativo dos índices de insanidade mental dos Seres Humanos (depressão, burnout, ansiedade excessiva etc.)

Não vou continuar esta lista para não assustar ninguém. Mas faz muita falta colocarmos os nossos recursos Humanos, especialistas nas mais diversas áreas do saber (da ciência e da tecnologia, da arquitetura e construção, da medicina e da saúde etc.)  a descobrir os ‘pontos negros’ do nosso Planeta para o colonizarmos sustentavelmente.

Seria muito interessante assistir à constituição de uma Organização Global Mundial, por exemplo, GASA (Global Altruism for Society Administration) capaz de desenvolver as melhores práticas em todos os membros da nossa Sociedade e criar as dinâmicas necessárias para conseguirmos ser autossustentáveis e com características de Seres Humanos, imbuídos dos respetivos Valores.

Tantas e tantas casas que poderiam ser construídas de modo rápido e económico, dando ao mesmo tempo a formação às Pessoas economicamente mais débeis, cuidando da sua saúde e transmitindo os necessários conhecimentos para uma alimentação saudável etc.

Poderíamos inverter rapidamente o sentido de destruição massiva que estamos produzindo ao nosso Planeta e construiríamos uma maior Consciência Coletiva bem mais saudável do que a atual.

Somos Seres dinâmicos e criativos, mas ao mesmo tempo faltam-nos os Valores que caracterizam a Humanidade e que são essenciais para a inversão da dinâmica destruidora de Planetas e de espécies de seres vivos.

Se temos a intenção de colonizar o Planeta Marte, não habitado (?), com todos os cuidados e particularidades da sustentabilidade, definindo todos os aspetos dessa colónia, deveríamos começar pelo Planeta de origem e pelas boas práticas implementadas em ‘casa’ com sucesso. Mas não, usamos aquele célebre ditado “Faz o que eu digo e não o que eu faço” e sacudimos a ‘água do capote’ como se não fosse nada conosco.

No entanto, existe uma outra grande diferença nas metodologias (todas) que se vão utilizar em Marte e aquelas que se utilizam na Terra. Na Terra vigora primordialmente a estratégia do negócio, lucro e poder. Em Marte vigorará o primado da tecnologia e sustentabilidade, para manutenção de Vida Humana. Depois logo se verá, se evoluirá como negócio, lucro e poder.

O Homem não aprendeu as lições que a História nos conta, bem alto, prefere o caminho mais fácil ao mais correto e sustentável. Esperemos que não deixem reduzir a pó o planeta Mãe.

Planeta Terra em pó

Alfredo Sá Almeida                                                                                     5 de Maio de 2019

Nota – “Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado em seres humanos e outros seres vivos, em que as ações voluntárias de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filantropia. No sentido comum do termo, é, muitas vezes, percebida como sinônimo de solidariedade. A palavra “altruísmo” foi criada em 1831 pelo filósofo francês Auguste Comte para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou coletivas).” – Wikipédia

A Felicidade é um estado de espírito perigoso

A Felicidade

Vou transformar esta minha afirmação num texto satírico porque considero que é a melhor forma dos meus Leitores se aperceberem da importância da verdadeira Felicidade.

É natural e muito saudável que a mente e o corpo de qualquer Cidadão possa ser ‘inundada’ de Felicidade e alegria de viver. Mas temos de concordar que a nossa Sociedade não nos dá muitos incentivos nem razões para sermos Felizes, cada um à sua maneira.

Em Fevereiro do ano passado escrevi um texto: “Comprar Felicidade?” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/02/17/comprar-felicidade/), por ter surgido um estudo ‘científico’ que afirmava – “Há uma quantia exata para a Felicidade, sugerem cientistas” (http://ptjornal.com/ha-uma-quantia-exata-que-traz-felicidade-sugerem-cientistas-240167).

Pois, já sabemos que a Felicidade se transformou numa ‘mercadoria’, tem um valor monetário e está disponível no ‘mercado’ para quem quiser comprar a dose que necessita. Para tal não temos de nos preocupar muito, nem possuir Valores Humanos, porque está ao alcance de uns ‘cobres’, na loja da esquina.

Não tem problema, afirmam as Pessoas, porque cada um tem a liberdade para interiorizar esta questão como quiser. A Felicidade é um preconceito, dizem uns, pois você pode adquiri-la como quiser e desfrutá-la a seu belo prazer, independentemente de quem estiver à sua volta.

‘Mas não será perigoso?’ Questionam alguns! A expressão dessa Felicidade pode trazer problemas! Não! Afirmam os ‘sabedores’ não tem problema nenhum, ‘quem estiver mal que se mude!’.

Bom, não será tanto assim, afinal pode produzir reflexos perigosos nos outros. Recentemente, surgiu um acontecimento grave, que transformaram em notícia, dando conta do seguinte: “Crime choca Itália: “Matei-o porque parecia feliz e não suporto a felicidade” (https://expresso.pt/internacional/2019-04-02-Crime-choca-Italia-Matei-o-porque-parecia-feliz-e-nao-suporto-a-felicidade#gs.4f1mem).

Perguntam os meus Leitores, ‘mas como é possível um maluco destes andar à solta?’. O problema (se é que algumas pessoas interiorizam este facto como um problema!) é que a Felicidade, sendo transformada em ‘coisa’, pode ser roubada por quem estiver afim disso. E haverá sempre uma justiça tolerante e de compaixão para o ‘infrator’. Vai ser julgado e terá direito a defesa paga pelo Estado. Certinho e limpinho. Está resolvida a questão.

Dirão alguns, ‘Valores Humanos na Educação/Ensino formal nem pensar que eu não quero o meu filho catequizado!’. ‘Eu é que educo o meu filho, a Escola só deverá ensinar as matérias necessárias para que ele possa trabalhar e ganhar dinheiro!’.

Pois é, enquanto pensarmos assim, não haverá Felicidade que nos valha. Esta foi a Felicidade que nos foi vendida por especialistas em marketing e vendas (do mais elevado gabarito). Não devemos admirar-nos, pois o mais provável é surgirem no Futuro casos semelhantes. NINGUÉM TEM O CUIDADO DE IMBUIR OS CIDADÃOS EM VALORES HUMANOS. Logo, cada um tem a Liberdade distorcida que quiser para agir a seu ‘belo’ prazer.

Eu estou muito triste com tudo isto, e, cada dia que passa observo, verifico, constato mais e mais casos GRAVÍSSIMOS de falta de Valores Humanos na grande maioria da Sociedade.

Tenho desenvolvido este tema do Valor Humano, de um modo sério, Humanista e com consciência crítica, há mais de cinco anos, para ser confrontado com esta triste realidade constantemente.

Eu continuo a ter o sonho de ver o tema dos Valores Humanos devidamente incluído no Ensino e Educação de TODAS as crianças e jovens por esse mundo fora, sem que esse facto provoque exaltações despropositadas e egoístas nas Pessoas.

O Futuro é uma ‘amálgama’, na mente de quem o ‘sente’, de Conhecimento, Ideal, Sonho e projeção temporal com o objetivo de tornar intrinsecamente melhor a Vida das Pessoas e sobretudo que possam ser mais Felizes e mais Conscientes que no presente.

Muitas Felicidades para TODOS os meus Leitores. Um grande abraço amigo para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                                  5 de Março de 2019

A Felicidade é um estado de espírito perigoso

A Felicidade

Vou transformar esta minha afirmação num texto satírico porque considero que é a melhor forma dos meus Leitores se aperceberem da importância da verdadeira Felicidade.

É natural e muito saudável que a mente e o corpo de qualquer Cidadão possa ser ‘inundada’ de Felicidade e alegria de viver. Mas temos de concordar que a nossa Sociedade não nos dá muitos incentivos nem razões para sermos Felizes, cada um à sua maneira.

Em Fevereiro do ano passado escrevi um texto: “Comprar Felicidade?” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/02/17/comprar-felicidade/), por ter surgido um estudo ‘científico’ que afirmava – “Há uma quantia exata para a Felicidade, sugerem cientistas” (http://ptjornal.com/ha-uma-quantia-exata-que-traz-felicidade-sugerem-cientistas-240167).

Pois, já sabemos que a Felicidade se transformou numa ‘mercadoria’, tem um valor monetário e está disponível no ‘mercado’ para quem quiser comprar a dose que necessita. Para tal não temos de nos preocupar muito, nem possuir Valores Humanos, porque está ao alcance de uns ‘cobres’, na loja da esquina.

Não tem problema, afirmam as Pessoas, porque cada um tem a liberdade para interiorizar esta questão como quiser. A Felicidade é um preconceito, dizem uns, pois você pode adquiri-la como quiser e desfrutá-la a seu belo prazer, independentemente de quem estiver à sua volta.

‘Mas não será perigoso?’ Questionam alguns! A expressão dessa Felicidade pode trazer problemas! Não! Afirmam os ‘sabedores’ não tem problema nenhum, ‘quem estiver mal que se mude!’.

Bom, não será tanto assim, afinal pode produzir reflexos perigosos nos outros. Recentemente, surgiu um acontecimento grave, que transformaram em notícia, dando conta do seguinte: “Crime choca Itália: “Matei-o porque parecia feliz e não suporto a felicidade” (https://expresso.pt/internacional/2019-04-02-Crime-choca-Italia-Matei-o-porque-parecia-feliz-e-nao-suporto-a-felicidade#gs.4f1mem).

Perguntam os meus Leitores, ‘mas como é possível um maluco destes andar à solta?’. O problema (se é que algumas pessoas interiorizam este facto como um problema!) é que a Felicidade, sendo transformada em ‘coisa’, pode ser roubada por quem estiver afim disso. E haverá sempre uma justiça tolerante e de compaixão para o ‘infrator’. Vai ser julgado e terá direito a defesa paga pelo Estado. Certinho e limpinho. Está resolvida a questão.

Dirão alguns, ‘Valores Humanos na Educação/Ensino formal nem pensar que eu não quero o meu filho catequizado!’. ‘Eu é que educo o meu filho, a Escola só deverá ensinar as matérias necessárias para que ele possa trabalhar e ganhar dinheiro!’.

Pois é, enquanto pensarmos assim, não haverá Felicidade que nos valha. Esta foi a Felicidade que nos foi vendida por especialistas em marketing e vendas (do mais elevado gabarito). Não devemos admirar-nos, pois o mais provável é surgirem no Futuro casos semelhantes. NINGUÉM TEM O CUIDADO DE IMBUIR OS CIDADÃOS EM VALORES HUMANOS. Logo, cada um tem a Liberdade distorcida que quiser para agir a seu ‘belo’ prazer.

Eu estou muito triste com tudo isto, e, cada dia que passa observo, verifico, constato mais e mais casos GRAVÍSSIMOS de falta de Valores Humanos na grande maioria da Sociedade.

Tenho desenvolvido este tema do Valor Humano, de um modo sério, Humanista e com consciência crítica, há mais de cinco anos, para ser confrontado com esta triste realidade constantemente.

Eu continuo a ter o sonho de ver o tema dos Valores Humanos devidamente incluído no Ensino e Educação de TODAS as crianças e jovens por esse mundo fora, sem que esse facto provoque exaltações despropositadas e egoístas nas Pessoas.

O Futuro é uma ‘amálgama’, na mente de quem o ‘sente’, de Conhecimento, Ideal, Sonho e projeção temporal com o objetivo de tornar intrinsecamente melhor a Vida das Pessoas e sobretudo que possam ser mais Felizes e mais Conscientes que no presente.

Muitas Felicidades para TODOS os meus Leitores. Um grande abraço amigo, para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                               5 de Março de 2019