Comprar Felicidade?

felicidade-nao-e-um-destino-e-um-metodo-de-vidaEm que mundo nós vivemos, onde tudo se compra e tudo se vende! Até a Felicidade!

Triste realidade esta, que nós vivemos, tão dependentes do dinheiro. Desde pequeninos que somos formatados para a dependência do dinheiro. E, para o conseguirmos temos de entrar num ‘jogo’ que nos pode custar a Felicidade e muitas outras dimensões intangíveis.

Agora, chegámos ao ponto em que já não é preciso interiorizar de onde vem a Felicidade. Procurar na nossa dimensão interior de onde vem, com quem, como e porquê. Um ‘estudo’ realizado por ‘cientistas’ (imaginem só!) determina que a Felicidade tem um preço fixo. Não, não estou a brincar, é verdade! Ora veja! “Há uma quantia exata para a Felicidade, sugerem cientistas” (http://ptjornal.com/ha-uma-quantia-exata-que-traz-felicidade-sugerem-cientistas-240167).

“Os investigadores admitem que as conclusões são surpreendentes, mas garantem ter percebido, através de um estudo, quanto dinheiro as pessoas precisam para se sentirem felizes”. Espantoso!

“A incrível quantidade de dinheiro que os milionários dizem precisar para serem felizes” (https://g1.globo.com/economia/noticia/a-incrivel-quantidade-de-dinheiro-que-os-milionarios-dizem-precisar-para-serem-felizes.ghtml). Muito interessantes estes estudos ‘científicos’. Ainda há, aqui em Portugal, quem afirme que “As Empresas não conseguem contratar porque as pessoas não querem trabalhar” – Ferraz da Costa (https://ionline.sapo.pt/artigo/600810/ferraz-da-costa-as-pessoas-nao-querem-trabalhar-as-empresas-nao-conseguem-contratar-?seccao=Dinheiro_i).

Será que a partir de agora vão começar a comprar a nossa Felicidade? E não é considerado suborno? Nem corrupção? Como se sentirá a Pessoa a quem lhe comprem a Felicidade?

Já não temos que nos preocupar, está tudo feito, é só comprar, ou ser comprado!

thich_nhat_hanh_nao_existe_um_caminho_para_a_felicidade_lker8y2

No entanto, a dimensão da Felicidade continuará a ser multifacetada e complexa. E, sem uma Educação em Valores Humanos ainda mais complexa se tornará.

Infelizes das crianças da geração alfa, que vão ser bombardeadas com matérias tão simples e tão fáceis de entender, que não necessitarão de fazer qualquer esforço para serem Felizes. Então, com o advento da Inteligência artificial a bater-lhes à porta, nem precisam de pensar nem raciocinar. Será que vão conseguir relacionar-se com as outras crianças através de Valores Humanos?

Deixo-vos com esta matéria para reflexão e incentivo à mudança, para um Futuro com maior Valor Humano.

Alfredo Sá Almeida                                                                          17 de Fevereiro de 2018

 

Anúncios

O mundo da Tecnologia versus o dos Valores Humanos

 

Ao longo da sua evolução o Homem tem sido um criador de tecnologias, para lhe facilitarem a vida e o trabalho. Nas últimas décadas as tecnologias da informação e as eletrónicas têm vindo a desenvolver-se a um ritmo exponencial, quase abafando os desenvolvimentos tecnológicos e científicos noutros domínios do saber.

Dada a evolução mais recente fica a ideia lógica que o Homem evoluirá de Homo sapiens para Homo technologicus com as implicações que daí advirão. Sobre este tema, recomendo uma leitura de um artigo de opinião escrito por Mindy Perkins e publicado no The Stanford Daily“From Homo sapiens to Homo technologicus” (Jan./2015). (https://www.stanforddaily.com/2015/01/19/from-homo-sapiens-to-homo-technologicus/)

Os defensores desta ‘transição’ evolutiva estão tão focados na tecnologia que esquecem que o Homem é um Ser biológico altamente complexo e com uma enorme capacidade de adaptação ao meio envolvente. No entanto, possui limitações bioquímicas e fisiológicas típicas de um Ser vivo complexo. Essas limitações poderão vir a produzir outro tipo de limitações mentais e desequilíbrios difíceis de prever.

Dito isto, e sem muita admiração, o Homem está a deixar-se envolver numa espiral tecnológica, que considero obsessiva e sobre a qual não existem dados científicos suficientes para saber quais as implicações evolutivas mentais que poderão sobressair. Considero ainda que se utiliza demasiado o Consumidor final (dito Utilizador) como ‘cobaia’ de experimentos tecnológicos de utilização massiva, com o espírito: ‘logo se vê o resultado!’.

A meu ver, o resultado até o momento não tem sido brilhante, considerando o Ser Humano, a Biosfera, a saúde mental e os Valores Humanos fundamentais que se estão a perder.

Aliás, vemos Seres Humanos mais preocupados em libertar os golfinhos e as baleias de cativeiro de entretenimento, do que em libertar Seres Humanos de entretenimento tecnológico obsessivo.

Mais recentemente, na continuidade dessa espiral tecnológica obsessiva, chegámos ao apuro de prever quais as evoluções tecnológicas para 2050, das quais o Homem será o utilizador final (sem rede). Recomendo a leitura de um artigo “Da telepatia ao fim dos telemóveis: estas são as dez previsões tecnológicas da Cisco até 2050” (3/Fev./2018) – Economia Online. (http://www.sapo.pt/noticias/tecnologia/da-telepatia-ao-fim-dos-telemoveis-estas-sao-_5a75c3388aa9fe95560515c7)

Ora a tecnologia é uma ferramenta, é um utilitário que o Homem deve usar para uma tarefa precisa (que lhe facilita a vida) mas não para utilizar em continuum. É algo estranho verificar que grandes Empresas e investidores, fãs da tecnologia e do desenvolvimento tecnológico massivo, estejam a usar os Utilizadores de tecnologia para mudanças psicológicas de atitudes e comportamentos obsessivos em sociedade.

No final das contas estas Empresas são especialistas em tecnologia e não em sociologia ou psicologia. Que competência possuem para ‘danificar’ Valores Humanos massivamente?

Todos nós sabemos que não existe nenhuma lei que impeça o desenvolvimento tecnológico (e ainda bem), mas daí a permitir que comportamentos obsessivo-compulsivos tomem conta de um número significativo dos membros jovens (e não só) de uma Sociedade, vai um passo de gigante.

Mais grave ainda é deixar sem regulamentação o desenvolvimento tecnológico de uso massivo e permitir que sejam essas Empresas a ‘determinar’ as mudanças e evoluções sociológicas do mundo atual.

• Estaremos nós a permitir, sem Consciência Coletiva, o fim da equidade social? (https://conceitos.com/equidade-social/)
• Não estaremos, TODOS nós, a colaborar no aumento das desigualdades sociais, entre aqueles que se adaptam com facilidade a tecnologias imersivas e os que não se adaptarão?
• Estaremos nós a provocar uma diferenciação entre aqueles que possuem poder de compra para os gadgets tecnológicos e os que não possuem esse poder?

Temo que a evolução da espécie Humana esteja apenas ‘na mão’ de alguns e não no espírito da grande maioria dos Cidadãos do mundo. Falta-nos Consciência Coletiva e esse facto poderá trazer-nos graves consequências no Futuro. Longe de pensar que esses ‘alguns’ são inconscientes, mas admito que apenas procurem o lucro enorme com as imensas ‘cobaias gratuitas’ deste mundo.

Quando analiso os argumentos que defendem o desenvolvimento tecnológico, como aquele que é mencionado no artigo da Economia Online, fico pensativo e preocupado com os resultados. Afinal quem determina o Futuro de um Cidadão?

Estes desequilíbrios vão seguramente custar muito caro ao Futuro da Humanidade!

Alfredo Sá Almeida                                                                    3 de Fevereiro de 2018

 

Uma Sociedade de Valor Humano acaba com a solidão!

Solidão3

Em Novembro de 2012 escrevi um texto intitulado “A Solidão e o Futuro”, publicado no meu primeiro livro “O Homem e o Futuro – o percurso, o ritmo”. Nele ajudo a desbravar os caminhos do Futuro onde a Solidão deve estar ausente. Finalizo o texto afirmando:

“Convém lembrar que o Futuro que procuramos é o da Paz, Dignidade, Liberdade e Independência de todos os Seres Humanos com respeito e solidariedade, para não nos desfocarmos do sentido desejado.

Assim sendo, muito provavelmente, é no conteúdo da palavra solidariedade (e na sua prática) que o Homem mais facilmente se afastará da Solidão no Futuro.
O próprio conhecimento em si é um fenómeno de partilha, enquanto a sabedoria é intrínseca a quem partilha. Esta é mais uma razão pela qual neste caminho de Futuro não existe solidão nem solitários. Todos estaremos acompanhados por aqueles que não pretendem esquecer-se de nós.” – Alfredo Sá Almeida.

Mais recentemente, este tema tem sido objeto de muita notícia: “Quando a solidão é um problema tão grave que justifica um Ministério” – 28 de Janeiro de 2018 –

(http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2018-01-28-Quando-a-solidao-e-um-problema-tao-grave-que-justifica-um-Ministerio).

Não porque, entretanto, os líderes mundiais e governamentais tenham encontrado as soluções para os problemas ‘gritantes’ e crescentes da solidão em que um significativo número de Seres Humanos se encontram! Mas porque no Reino Unido os problemas desta natureza atingiram uma escala preocupante. “A verdade é que não se trata de um problema singular. Afeta pessoas de todas as idades, com e sem deficiência, recém-mamãs, refugiados, quem tem família chegada e quem não tem, e não tem uma solução simples. O meu desafio é o de criar e coordenar uma estratégia que cruze o Governo, empresas, instituições de caridade e muitos outros parceiros para durar uma geração”, explicou Crouch, no seu perfil de Facebook, recordando ainda o empenho desenvolvido pela trabalhista Jo Cox. Cox foi uma das principais impulsionadoras dos estudos da solidão nos últimos anos e criara mesmo uma comissão dedicada ao assunto, antes de ser assassinada em 2016.
Um primeiro relatório dessa comissão aventa que nove milhões de adultos estão frequentemente, ou sempre, solitários e que 3,6 milhões de pessoas com pelo menos 65 anos vêm na televisão a principal forma de companhia. A estratégia final vai ser publicada durante este ano.” É neste contexto que nasce a necessidade de criação do referido Ministério da Solidão, segundo a notícia que mencionei.

Pois bem, temo que o caminho que começa a ser trilhado para o Futuro próximo não seja o mais adequado para os graves problemas da Solidão dos Seres Humanos em Sociedade. Isto deve-se ao facto da Sociedade atual estar enferma de muitos outros problemas, igualmente graves, e que acabam por contribuir para o fenómeno triste da Solidão.
Um desses problemas é a ausência crescente de uma prática corrente de Valores Humanos em Sociedade. Estes têm sido objeto de inúmeros textos que tenho escrito neste Blogue, que vêm justificando o desenvolvimento de uma Sociedade de Valor Humano, como um novo Paradigma para a Sociedade Futura.

A ausência, que menciono frequentemente, é a da Educação em Valores Humanos na Escola Pública, em complemento com a Educação em Valores Humanos no seio Familiar. Mas, também, a carente e praticamente ausente prática diária dos Valores Humanos, no relacionamento em Sociedade.

Temos de reconhecer que sem esta prática e essa Educação (Escolar e Familiar), as soluções que surgirem apenas vão atenuar sem resolver o problema de fundo.

Em 2012 eu mencionava os Valores da “…Paz, Dignidade, Liberdade e Independência de todos os Seres Humanos com respeito e solidariedade…” que continuam a ser os fulcrais para a solução definitiva deste problema. Estes Valores Humanos aprendem-se numa Educação bem orientada e devem ser praticados frequentemente!

Os meus caros Leitores consideram que os Valores que referi são respeitados e praticados por uma grande maioria dos Seres Humanos deste Planeta?

Alfredo Sá Almeida                                                                             28 de Janeiro de 2018

Antivalores gratuitos!

O mundo dos Valores Humanos está a necessitar de uma revitalização em todas as frentes. Na Educação Escolar estes são esquecidos com muita frequência. Já na Educação Familiar, apesar de presentes, não estão efetivos num número muito significativo de Famílias. Significa que não havendo uma prática corrente destes Valores, as características fundamentais dos Seres Humanos vão-se perdendo no tempo.

Por outro lado, os Antivalores, esses são gratuitos! Aqueles que os praticam nem necessitam de ter um motivo para os executar. Pode parecer um contrassenso, mas a permissividade e a ausência generalizada de Valores Humanos acaba por não contribuir para a valorização do Ser Humano.

Que a prática de Valores Humano seja gratuita, é perfeitamente admissível. Aliás eles são por natureza desinteressados e espontâneos na sua aplicação em Sociedade. Já quem pratica Antivalores o faz a coberto de uma Liberdade distorcida, por um sentido profundamente egoísta e sem causa ou motivo. Pratica-os porque lhe apetece e porque encontra no outro uma justificação injustificável para o executar. Por que sim! Pronto!

Em questões de ‘mercado’ costuma dizer-se que “Não há almoços grátis”. No mundo financeiro e no mundo do crime organizado tudo se paga! Muitas vezes com a própria vida. Desde que seja para ganhar posição de poder, tudo está justificado. Neste caso os Antivalores praticados não são grátis, porque são resultado de uma meticulosa distorção da Educação. Tudo tem um preço!

Agora, naquelas atividades ‘criminosas (*)’ diárias e sem organização, resultantes da ausência de Valores Humanos e de uma Educação cuidada, os Antivalores praticados são gratuitos (e muitas vezes irracionais).

Sejam gratuitos ou com um custo determinado, o mundo dos Antivalores parece estar a ganhar ao mundo dos Valores Humanos. A continuar assim, temo que o Homem acabe por perder as suas características Humanas.

A Justiça e a Educação formal Escolar estão a necessitar de melhorias significativas de qualidade e cidadania.


Nota (*): Chamo de atividades ‘criminosas aquelas que estão desenraizadas do bem-comum e do interesse social com Valor e que não obedecem a uma cultura de cidadania.

Alfredo Sá Almeida                                                                         27 de Janeiro de 2018

A ausência de Valores Humanos impede a Paz

Paz2

A Paz é, simultaneamente, um Valor Humano Individual e Coletivo. A Paz interior não deve estar dissociada da Paz no relacionamento em Sociedade, sob pena de desregular a boa harmonia social.

“Quando a paz diz respeito ao plano individual, em geral, faz referência a um estado interior despojado de sentimentos negativos como o ódio ou a fúria. Por sujeito em paz entende-se qualquer pessoa que esteja tranquila (ou de bem) consigo mesma e, por conseguinte, com os outros.” (https://conceito.de/paz)
“A nível político e para o direito internacional, a paz é a situação e relação mútua vivida por aqueles que não estejam em clima de guerra. Trata-se, nestes casos, de uma paz social, onde são mantidas boas relações entre comunidades de indivíduos.” (https://conceito.de/paz)

Vivemos num mundo global extremamente competitivo, agressivo, stressante, dominado pelo dinheiro, de compromissos inadiáveis, ausente de Valores Humanos, etc. Num ambiente desta natureza é inevitável um extremar de posições. Estes são os elementos fulcrais para a radicalização de posições e a busca de soluções pela força. A razão, a boa harmonia, a concórdia, a paciência e a quietude de ânimo acabam por se desvanecer.

Nem sempre, a ausência de Paz conduz à Guerra, mas conduz com maior probabilidade a um ambiente de guerrilha permanente. Este será bem mais desgastante e muito nocivo para uma Paz duradoura.

“O mundo está em guerra porque perdeu a paz” – Papa Francisco.
“Quando falo de guerra, falo de uma guerra de interesses, de dinheiro, de recursos, mas não de religiões. Todas as religiões querem a paz, são os outros que querem a guerra” – Papa Francisco.

Exemplos sobre a afirmativa do Papa Francisco existem muitos. Menciono apenas um (muito recente):
“ONU critica os cortes propostos pelo presidente Trump” (25 DE MAIO DE 2017)
(https://www.dn.pt/mundo/interior/proposta-orcamental-dos-eua-impede-manutencao-de-paz-pela-onu—porta-voz-de-guterres-8505330.html)
“Os cortes apresentados na proposta orçamental do presidente dos EUA para a Organização das Nações Unidas (ONU) vão impossibilitar as respetivas operações de manutenção de paz, alertou um porta-voz do secretário-geral, António Guterres.

O porta-voz Stéphane Dujarric, cujas declarações estão divulgadas em vários órgãos de comunicação internacionais, disse que “os números apresentados vão simplesmente impossibilitar a continuação do trabalho essencial da ONU relativo a promover a paz, o desenvolvimento, os direitos humanos e a assistência humanitária”.

O correspondente da BBC na ONU, Nick Bryant, realçou que este aviso da ONU é invulgarmente rude.”

Recordo aqui um excerto do Livro de Moacir Gadotti “Pedagogia da Terra” (Editora Peirópolis) sobre os equívocos nos processos que conduzem à Paz.

Sentido da Paz - Moacir Gadotti

Quantas vezes já ouviram afirmar “O melhor tempo para investir, é agora!”

No entanto, quando me perguntam sobre a implementação de uma Sociedade de Valor Humano, eu direi “O melhor tempo para a implementar, é sempre!”

Perante as questões anteriormente levantadas, podemos verificar que os Valores Humanos são essenciais para uma consolidação e sustentabilidade da Paz. Senão, vejamos os significados de Paz in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (https://www.priberam.pt/dlpo/paz)

1. Quietação de ânimo.
2. Sossego, tranquilidade.
3. Ausência de guerra, de dissensões.
4. Boa harmonia.
5. Concórdia, reconciliação.
6. Paciência.

Estes são seguramente bons argumentos para uma Educação em Valores Humanos.

“Não sei por que as pessoas têm dividido o mundo inteiro em dois grupos, Ocidente e Oriente. A educação não é nem oriental nem ocidental. A educação é a educação e é o direito de cada ser humano”. – Malala Yousufzai.

Eu completo esta afirmativa de Malala Yousufzai. Os Valores Humanos são Universais, como tal não faz sentido dizer que uma Educação em Valores Humanos só será bem-sucedida no Ocidente.

A melhor Paz é aquela que vem de dentro, que se difunde naturalmente pela Sociedade e que é construída pelo Valor Humano, sem imposições de Governos ou das Instituições. “Só ‘desarmando’ o interior do Ser Humano, pela Educação em Valores Humanos, se atingirá uma Paz duradoura” – Angela Alem.

Alfredo Sá Almeida                                                                                      20 de Janeiro de 2018

Já parou para refletir sobre os problemas do Mundo?

Alerta

Sim! A questão que lhe coloco é legítima. Você, meu caro Leitor, é um Cidadão do Mundo. Cada dia que passa, este Mundo está mais globalizado e tem imensos problemas, muitos deles colocados e da responsabilidade de Pessoas como nós.

Não tem tempo? Não acredito! Você tem tempo para tanta coisa!

Não quer saber? Como não quer saber! Nós só temos este Planeta Terra! Esta é a nossa casa!

Os problemas do mundo são de uma dimensão demasiada para si? Todos os problemas têm uma solução e podem ser subdivididos em parcelas mais pequenas, para serem resolvidos passo a passo e com determinação!

Não tem conhecimentos suficientes para se inteirar desses problemas? Uma boa parte do conhecimento do Homem, e de tudo o que desenvolveu, está disponível na Internet ao seu alcance! É apenas uma questão do seu interesse em colaborar!

Não conhece ninguém que o possa ajudar nessa matéria? Naquilo que me for possível eu poderei ajudá-lo ou orientá-lo!

Nunca tinha pensado na importância dos Valores Humanos para ajudar a resolver os problemas do mundo? É nesta matéria que eu entro e tenho à sua disposição dezenas de textos neste Blog sobre o Valor Humano e tudo o que lhe diz respeito!

Cada um de nós tem um potencial enorme na resolução dos problemas do mundo! Basta querer! Se interessar! Envolver-se na sua resolução: a) escrevendo sobre as suas ideias; b) participando em Grupos temáticos específicos; c) reclamando a quem de direito, com conhecimento de causa; d) não dando crédito a quem não o merece; e) valorizando e apoiando quem demonstra ter capacidade de resolução de problemas; f) aprofundando sobre as matérias problemáticas que mais o influenciam; g) etc.

Ficar parado sem fazer nada, não é solução. A não ser que prefira confiar em alguns líderes mundiais que não estão interessados em resolver problema nenhum, mas apenas em criar mais uns quantos. Ser Cidadão do Mundo é isto mesmo! É não se conformar, não aceitar muitas das soluções que esses líderes querem impor, insurgir-se contra a ‘tirania’ do modelo de globalização atual! É construir novas soluções para o Futuro Coletivo.

Lembre-se que a sua indiferença é um PROBLEMA para o Mundo Global, inclusive para si.

Alfredo Sá Almeida                                                                           2 de Novembro de 2017

A degradação dos Valores Humanos e a época da pós-verdade

noam-chomsky

“A divulgação de notícias falsas para manipular a opinião pública e reforçar crenças pessoais se disseminou com a ajuda da internet e das redes sociais.
Numa época em que as crenças importam mais do que a realidade, a disseminação de notícias falsas ganha terreno, impulsionada pela internet e pela polarização política.”Fabio Sasaki “Resumo Atualidades: A era da pós-verdade” (https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidades-vestibular/resumo-atualidades-a-era-da-pos-verdade/#respond)

Neste resumo informativo, o seu autor Fabio Sasaki introduz um conjunto de perguntas/respostas fundamentais para entender este tema da pós-verdade. Assim:

• O que é pós-verdade?
Segundo o Dicionário Oxford, a pós-verdade refere-se “a circunstâncias nas quais os factos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

• Quais eventos ajudaram a popularizar o termo?
A eleição de Donald Trump nos EUA e o Brexit foram influenciados pela divulgação de notícias falsas. Muitos eleitores não ligavam para a veracidade das informações, desde que concordassem com elas.

• Como as notícias falsas são disseminadas?
As notícias falsas vêm ganhando maior repercussão devido à internet. Pelas redes sociais, um boato ou uma mentira podem ser replicados para milhares de pessoas, de forma rápida e em tempo real.

• O que o Facebook tem a ver com a pós-verdade?
No Facebook, os conteúdos mais curtidos e compartilhados têm maior alcance e disseminação, não importando se é uma notícia real ou uma informação falsa.

• O que são bolhas virtuais?
Quando as pessoas compartilham apenas informações que confirmam suas crenças, elas se isolam em um ambiente restrito (as bolhas virtuais), sem contato com pessoas que pensam diferente delas.

• Como o Facebook estimula a formação de bolhas virtuais?
Por meio do histórico de navegação, o feed de notícias do Facebook traz mais informações que combinam com seu ponto de vista e reforçam suas crenças, reduzindo o alcance de ideias divergentes.

• Como a polarização ideológica estimula a pós-verdade?
Um quadro de radicalização política ajuda a difundir notícias falsas. Para disseminar sua visão de mundo, muitas pessoas compartilham informações sem se preocupar com a veracidade ou verificar a fonte.

media-spoonfeeding-cartoon

Infelizmente, a manipulação da informação, os boatos, as notícias falsas e as mentiras sempre se difundiram em todos os meios de comunicação social. Mas atualmente, com a ‘explosão’ do uso da internet, das redes sociais e dos smartphones, este fenómeno ganhou outra dimensão e o que não faltam são internautas com poucos Valores Humanos e uma avidez de ‘curtidas’ no seu post. Estes internautas valorizam mais o acréscimo da audiência em detrimento da qualidade da informação difundida.

Esta nova realidade justifica um processo educativo específico onde:

  1. O conhecimento;
  2. O pensamento crítico;
  3. Os Valores Humanos;

Devem ganhar dimensão. Estas 3 vertentes fazem cada vez mais sentido transformar numa realidade educativa permanente.

Por outro lado, não podemos deixar de considerar que “Durante décadas TODA a Comunicação Social (Jornais, Revistas, Rádio, TV, Internet) tem praticado um modelo comunicacional baseado na satisfação dos desejos primários dos seus Leitores, Ouvintes, Telespectadores e Internautas, do que mais gostariam de ler, ouvir e ver comunicado. Tudo para venderem muita publicidade. Precisamente durante essas décadas de informação orientada para o ‘consumidor’, a Escola passou a ser menos exigente com a Cidadania e os Valores Humanos. O resultado desta conjunção de realidades verifica-se todos os dias em Sociedade. Tem sido uma deseducação continuada e uma aparente Liberdade de comunicação e expressão. Mas a LIBERDADE é um Valor demasiado importante para produzir tão maus resultados! A meu ver, é uma interpretação errónea da Liberdade de expressão, pois era suposto produzir efeitos sociais benéficos.

Programas como Reality Shows, Novelas, Filmes violentos, Notícias ‘Cor-de-rosa’ escabrosas, Notícias ‘bombásticas’, Jogos violentos, etc., têm sido os ‘Reis’ das audiências para TODAS as idades indiscriminadamente. Todos estes programas vendem muita publicidade mas produzem muita (mas muita mesmo) deseducação instantânea, e tornam ainda mais difícil uma Educação correta em Valores Humanos.”Alfredo Sá Almeida in “Comunicação Social sem Responsabilidade Social” (https://saalmeida.wordpress.com/2017/02/02/comunicacao-social-sem-responsabilidade-social/)

“Como afirmava Eduardo Galeano, o mundo está dividido entre os indignados e os indignos. Mas não são apenas indignos os que submetem à sua vontade os outros Seres Humanos. São desumanos, interesseiros, sem escrúpulos, arrogantes e muitos outros adjetivos pouco abonatórios da espécie Humana.

Pois bem, a verdade é que os valores de quem é indigno não possuem a mesma dimensão dos Valores dos Indignados. Por outro lado, e esta é uma razão numérica, os indignos são em menor número que os indignados. Sendo assim só resta aos indignados ‘dominados’ libertarem-se de vez dos valores que os indignos valorizam.

Se tivermos a sabedoria de consolidar os Valores Humanos como valores dos indignados, então tornar-se-á mais difícil algum dos indignos conseguir dominar os outros Seres Humanos. Mas também saber rodear-se dos mecanismos de defesa que não permitam o retorno à situação de indigno.

Veem-me à ideia as palavras de Vergílio Ferreira “Não é por causa dos outros que somos o que somos: é sempre por causa de nós”. Saibamos assim assumir e interiorizar as mudanças que nos conduzem a Seres com Valores Humanos.

Se é verdade que vivemos momentos difíceis e de mudança estrutural, aproveitemos a ocasião para derrubar os ‘muros’ que nos transformam em indignos, e, de indignados passemos a ser uma espécie construtora de futuros prolongados e Humanos. Saibamos assumir de uma vez por todas a nossa razão de ser, Humanos com Valor num mundo sustentado por nós.”Alfredo Sá Almeida in “O Homem e o Futuro” (2013).

Vou deixar o meu Leitor com a minha interpretação de Verdade e permitir-lhe uma reflexão sobre o tema que introduzi.

“A Verdade é o resultado do encontro no tempo, e em equilíbrio dinâmico, entre a Coerência, a Razão e a Justiça.”Alfredo Sá Almeida

Alfredo Sá Almeida                                                                         25 de Outubro de 2017