A distorção de Valores Humanos

Valores errados

Muitos de nós nos admiramos do atual estado de relacionamento em sociedade. Sobretudo aqueles, como eu, que possuem Valores Humanos e os praticam com a naturalidade de um Ser Humano.

Não é só a ausência de Valores, ou a adesão a antivalores que conduzem a sociedade a uma desumanização. A Humanidade está doente porque são poucos a transmitir estruturadamente os Valores Humanos aos demais. Sobretudo na fase inicial da vida das crianças e dos jovens e na sua integração em sociedade.

A desumanização também é consequência de uma distorção dos Valores Humanos por ignorância, indiferença, negligência ou propósito desviante, daqueles que tudo fazem para atingir determinados objetivos sem olhar a meios.

O preconceito, a inveja, a arrogância, a ignorância e outras tantas características negativas da personalidade e do caráter das Pessoas conduzem normalmente a distorções nefastas para o bem-estar da sociedade.

Por outro lado, muitos detêm um poder que não se coaduna com o baixo Valor que possuem. Quando esse poder desproporcionado lhes ‘sobe à cabeça’ acaba distorcendo o sentido da vida da Humanidade, com atitudes e comportamentos típicos de uma falta de educação e de Valores Humanos.

Outros consideram que distorcer os Valores da Humanidade é uma atitude criativa, como se essa criatividade estivesse imbuída de Valor Coletivo.

Enfim, a permissividade excessiva também é resultado de uma tolerância elevada. Na vida do Homem não vale tudo. A Humanidade tem Valores que devem ser compreendidos, considerados e respeitados sob pena de nos perdermos como Seres Humanos.

Alfredo Sá Almeida 17 de Maio de 2018

Anúncios

A importância da Cidadania Global

 

De acordo com o relatório da ONU-Habitat (https://news.un.org/pt/story/2016/05/1551541-dois-tercos-da-populacao-mundial-devem-viver-em-cidades-ate-2030) em 2030 dois terços da população mundial viverá em Cidades e Megacidades.

Se tivermos em linha de conta que em 2050 haverá cerca de 10 biliões de habitantes, neste nosso planeta, em que mais de 70% viverão em Cidades e Megacidades (https://www.unric.org/pt/actualidade/31537-relatorio-da-onu-mostra-populacao-mundial-cada-vez-mais-urbanizada-mais-de-metade-vive-em-zonas-urbanizadas-ao-que-se-podem-juntar-25-mil-milhoes-em-2050), facilmente compreenderão a necessidade imperiosa de uma Educação em Valores Humanos e em Cidadania Global.

A questão fulcral, segundo os especialistas, prende-se com o facto de “a urbanização fornecer a maior oportunidade para alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (https://news.un.org/pt/story/2016/05/1551541-dois-tercos-da-populacao-mundial-devem-viver-em-cidades-ate-2030).

Assim sendo, os Valores Humanos – Cidadania, Solidariedade, Empatia, Altruísmo, Civismo, Educação Humanista, Ética, etc. – são e serão fundamentais para um bom relacionamento em Sociedade.

Por outro lado, como os problemas de vivência e gestão nas Cidades e Megacidades, ao redor do mundo, serão muito semelhantes (independentemente da raça, cultura, religião, condição económica, etc. dos seus habitantes), cada vez fará mais sentido que os Cidadãos possuam uma formação em Cidadania Global para facilmente identificarem e encontrarem soluções para os problemas emergentes.

Em 2030, segundo as Nações Unidas (United Nations’ World Urbanization Prospects – 2014), este será o top 10 das Megacidades (284,4 milhões de habitantes = 3,3% da População Mundial [8,6 Biliões de Pessoas]) (https://www.weforum.org/agenda/2017/06/these-will-be-the-worlds-10-biggest-cities-in-2030) e (http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-06/onu-diz-que-populacao-mundial-chegara-86-bilhoes-de-pessoas-em-2030):

• 10. Mexico City, Mexico: 23,9 milhões de pessoas
• 9. Lagos, Nigeria: 24,2 milhões de pessoas
• 8. Cairo, Egypt: 24,5 milhões de pessoas
• 7. Karachi, Pakistan: 24,8 milhões de pessoas
• 6. Dhaka, Bangladesh: 27,4 milhões de pessoas
• 5. Beijing, China: 27,7 milhões de pessoas
• 4. Mumbai, India: 27,8 milhões de pessoas
• 3. Shanghai, China: 30,8 milhões de pessoas
• 2. Delhi, India: 36,1 milhões de pessoas
• 1. Tokyo, Japan: 37,2 milhões de pessoas

O Mundo requer Pessoas conscientes, individual e coletivamente, capazes de contribuir para um melhor relacionamento em Sociedade, mas também para uma Cidadania ativa e positiva. A Inteligência Coletiva tornar-se-á essencial para construir um Futuro Coletivo e a Sustentabilidade da Biosfera (https://saalmeida.wordpress.com/2017/11/16/inteligencia-e-consciencia-de-futuro-coletivo/). A compreensão e resolução dos problemas globais e da sustentabilidade da Biosfera estão dependentes da Cidadania Global e de uma criatividade social sustentável.

Penso que estas previsões realistas que transmiti, sendo factos, dão corpo aos argumentos que defendo, onde a “Educação deverá ser obrigatória para todas as crianças e jovens até aos 20 anos de idade, onde a sua formação deverá estar alicerçada nos Valores Humanos e em conhecimentos nucleares fundamentais sobre o Homem, a Sociedade e a Biosfera. Todas as matérias de conhecimento serão transmitidas de forma a mostrar aos aprendizes que tudo nesta vida está interligado, integrado, onde o Homem tem a responsabilidade de promover e praticar uma sustentabilidade de Vida em equilíbrio com a Biosfera.” (https://saalmeida.wordpress.com/2015/04/16/caracteristicas-de-uma-sociedade-baseada-no-valor-humano/)

Alfredo Sá Almeida                                                                                        9 de Maio de 2018

Direitos e Deveres – Rights and Duties

direitos-deveres-cidadao

“Entre os Direitos e os Deveres de qualquer um de nós Cidadãos, estão os Valores Humanos que permitem cumprir os Deveres com naturalidade dando sentido e dimensão aos Direitos concedidos.”

“Among the Rights and Duties of any of us Citizens, are the Human Values that allow us to fulfil naturally the Duties giving meaning and dimension to the granted Rights.”

Alfredo Sá Almeida                                                                                      1 de Maio de 2018

Estará a Humanidade perdida?

Humanity

Penso que todos estaremos de acordo se dissermos que o Homem se encontra na fase de infância, considerando a sua evolução, desde há cerca de 200.000 anos, neste nosso Planeta que nasceu vai para 4,5 bilhões de anos.

Considerando que o planeta Terra ainda terá cerca de 4 a 5 bilhões de anos de vida (onde as condições de habitabilidade da Terra estão garantidas por mais cerca de 1,75 bilhão de anos), para depois ser consumido pelo sol em ‘agonia’, significa que o Homem terá tempo mais que suficiente para se transformar em Ser Humano e desenvolver a Educação da Humanidade.

Como toda e qualquer criança que acaba de nascer, uma boa alimentação, amor e carinho q.b., muitos cuidados e atenção, seguidos de uma Educação de qualidade para um bom desenvolvimento, são os pontos-chave para se transformar num adulto com Inteligência, Consciência, Personalidade e Caráter de um Ser Humano, dando assim continuidade à Humanidade.

Perante este cenário, sei que não tem sido isto que o Homem tem realizado até ao presente!

O historiador, cientista político e pensador Achille-Mbembé afirma, com segurança, que “A era do humanismo está terminando” (https://www.revistaprosaversoearte.com/achille-mbembe-era-do-humanismo-esta-terminando/). “Outro longo e mortal jogo começou. O principal choque da primeira metade do século XXI não será entre religiões ou civilizações. Será entre a democracia liberal e o capitalismo neoliberal, entre o governo das finanças e o governo do povo, entre o humanismo e o niilismo”, escreve Achille Mbembe. E faz um alerta: “A crescente bifurcação entre a democracia e o capital é a nova ameaça para a civilização”.

Mas, infelizmente, não ficamos por aqui! O neurocientista António Damásio advertiu que é necessário “educar massivamente as pessoas para que aceitem os outros”, porque “se não houver educação massiva, os seres humanos vão matar-se uns aos outros” (https://www.revistaprosaversoearte.com/sem-educacao-os-homens-vao-matar-se-uns-aos-outros-diz-neurocientista-antonio-damasio/).

Mas os Homens já se estão a matar uns aos outros há muitos séculos! Presentemente, as atitudes Humanas refinaram e matamo-nos indiretamente com o desleixo de atitudes e comportamentos. David Attenborough lembra-nos que é chegado o tempo de “It’s time we humans came to our senses” (https://www.newscientist.com/article/2165330-david-attenborough-its-time-we-humans-came-to-our-senses/).

Mas, será que vamos assumir uma postura de maior responsabilidade, com uma Consciência Coletiva que nos ajude a superar tantos erros?

Com os atuais líderes políticos e financeiros mundiais afigura-se uma tarefa bem difícil de superar!

A meu ver uma Cidadania Global imbuída de Valores Humanos ajudará na árdua missão de não permitirmos que o Humanismo morra, de nenhuma forma. A Cidadania Global tem a ver com Valores e Responsabilidades partilhadas.

Recomendo aos meus Leitores um estudo sobre este tema, pois revela-se da maior importância para a Humanidade. Há imensos artigos e textos sobre este assunto na internet. Recomendo para iniciar, estes dois:

  • “What is global citizenship?”
(https://www.weforum.org/agenda/2017/11/what-is-global-citizenship/)

“Por que a cidadania global importa?

Os cidadãos globais não nascem; Eles são criados. As crianças não têm uma compreensão inata da sua partilha humanidade; aprendem isto ao longo do tempo. A importância da educação e a habilitação das perspetivas globais não suavizadas.

Historicamente, a cidadania global estava enraizada em um desejo comum de evitar a guerra. Raciocínio comum foi que quanto mais sabíamos um do outro, mais provável seria garantir a paz, o progresso e a prosperidade. Mais recentemente, o projeto genoma humano nos mostrou — pela primeira vez na história humana — que cientificamente, Somos todos um.” (https://www.weforum.org/agenda/2017/11/what-is-global-citizenship/)

Human technology

(https://www.weforum.org/agenda/2018/01/it-s-time-to-bring-our-planet-back-from-the-brink-together-now/)

Se realmente nos importarmos uns pelos outros como Cidadãos Globais, partilhando os nossos Valores e contribuindo decisivamente para o desenvolvimento Humano, a era do Humanismo renascerá com mais força e o Homem transformar-se-á em Ser Humano.

Alfredo Sá Almeida                                                                                 25 de Abril de 2018

A dimensão social do mundo está em fase de transição

Dimensão social

Como os meus Leitores sabem, tenho vindo a defender uma mudança de paradigma do mundo globalizado. Considero que o Valor Humano é a melhor opção para estruturar e construir esse novo Paradigma de Sociedade. Neste meu blog tenho defendido, com diversos argumentos, que o Ser Humano estaria melhor representado se a mudança for no sentido de valorizar a Pessoa Social e desconstruir o poder do dinheiro. Os Valores Humanos possuem um papel preponderante em toda a nova ‘equação’ de Vida em Sociedade.

Vem isto a propósito de uma notícia recente sobre afirmações previsionais da Diretora-geral do FMI.

“Daqui a 30 anos mais de metade dos portugueses estarão inativos” (https://www.dinheirovivo.pt/economia/fmi-daqui-a-30-anos-mais-de-metade-dos-portugueses-estarao-inativos/) – Esta poderá ser uma triste realidade ou uma oportunidade para mudar de Paradigma da Sociedade, sem violência e com Consciência Coletiva.

Christine Lagarde tece os seus argumentos baseada no atual paradigma económico-financeiro, que representa mais dos mesmos problemas que têm assombrado os Países da Europa e do mundo.

O grande problema é que os resultados da aplicação dos ‘algoritmos’ do FMI normalmente têm efeitos devastadores sobre as Pessoas e a Sociedade. Quando se afirma que em 2050 mais de metade das Pessoas, em muitos Países Europeus (Portugal, Bélgica, França, Itália e Espanha) terão o mesmo problema – estarão inativas – significa que está mais do que na hora de mudar profundamente a estrutura do paradigma que conduziu a esta situação. “De acordo com um dos capítulos de análise do novo Panorama Económico Mundial (World Economic Outlook), edição da primavera, a simulação feita “sugere que, caso não haja qualquer nova política para impulsionar a participação [o conjunto das pessoas que trabalham e os desempregados ativamente à procura de emprego, isto é, a população ativa], a taxa de participação mediana tendencial irá cair 5,5 pontos percentuais ao longo dos próximos 30 anos”.”

Por outro lado, todos nós sabemos que a Globalização veio para ficar, mas que se encontra dominada pelo mundo financeiro e pelo sistema bancário (que continuam caducos).

Menciono aqui uma afirmação do Secretário-geral da ONU, António Guterres, na abertura do fórum Boao (conhecido como ‘Davos Asiático’) – “Estou profundamente convencido de que a globalização é universal e que trouxe vários benefícios, como a integração económica e o comércio”, mas também “lembrou que a globalização ajudou a reduzir a pobreza, mas que muitas pessoas foram deixadas para trás.” (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/antonio-guterres-globalizacao-trouxe-varios-beneficios-291376).

Pois bem, seria uma grande prova de inteligência reconhecer que o sistema falhou e começar a propor grandes alterações e mudanças estruturais (abandonando o paradigma que nos trouxe a esta triste situação), onde as Pessoas, os Valores Humanos e a Sustentabilidade da Biosfera sejam o centro das atenções e os pilares da construção do novo Paradigma, que tenho vindo a defender desde há mais de três anos.

Todos estes problemas mencionados significam que a dimensão Social dos Países e das respetivas Sociedades devem contribuir para reestruturação da economia e do relacionamento das Pessoas.

A meu ver, quanto mais os problemas do mundo avançam, a um ritmo assustador, mais sentido faz a proposta que tenho vindo a defender. Seria BOM que não deixássemos chegar ao ponto referido com veemência pelo Neurocientista António Damásio“Sem educação, os homens ‘vão matar-se uns aos outros’”. (https://www.publico.pt/2017/10/31/ciencia/noticia/sem-educacao-os-homens-vao-matarse-uns-aos-outros-diz-antonio-damasio-1791034)

Alfredo Sá Almeida                                                                               10 de Abril de 2018

O Homem está a perder a razão em relação ao Ser Humano

Homem absurdo

Sob o ponto de vista filosófico Homem e Ser Humano não possuem a mesma identidade. Normalmente o termo Homem está mais associado à antropologia filosófica. “O que temos claro, todavia, é que nem sempre as concepções de ordem antropológico filosóficas estão em consonância com os próprios princípios bioéticos, bem como com as normas vigentes na ordem jurídica.” – Emerson Silva Barbosa.

Ainda, recorrendo ao excelente artigo de Emerson Silva Barbosa, intitulado “O conceito de homem, pessoa e ser humano sob as perspetivas da Antropologia Filosófica e do Direito” (http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9837) publicado no Portal “Âmbito Jurídico” sob o tema Biodireito, podemos encontrar matéria muito interessante referente a Ser Humano.

“Conforme Singer (2000), Fletcher compilou uma lista daquilo a que chamou indicadores de humanidade, em que incluiu o seguinte:

a) Autoconsciência
b) Autodomínio
c) Sentido do futuro
d) Sentido do passado
e) Capacidade de se relacionar com outros
f) Preocupação pelos outros
g) Comunicação
h) Curiosidade

Dos indicadores apontados, destaca Singer que os elementos mais importantes seriam a racionalidade e a autoconsciência, conforme se extrai do conceito de Locke (Singer, 2000). E é nesta acepção que afirma deva ser compreendido o conceito de pessoa.”

Ainda de acordo com Singer (2000):

É este o sentido do termo que temos em mente quando elogiamos alguém dizendo que ‘é muito humano’ ou que tem ‘qualidades verdadeiramente humanas’. Quando dizemos tal coisa não estamos, é claro, a referir-nos ao facto de a pessoa pertencer à espécie Homo sapiens que, como facto biológico, raramente é posto em dúvida; estamos a querer dizer que os seres humanos possuem tipicamente certas qualidades e que a pessoa em causa as possui em elevado grau.” (http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=9837)

A meu ver – assumo o risco de atribuição de identidade – Homem é um Ser Humano sem Alma e sem os Valores que caracterizam a Humanidade.

É neste contexto que surge o tema deste texto. Considero que o Homem se está a tornar um absurdo (‘que é contrário ao bom senso e racionalidade’) relativamente ao Ser Humano. A ausência crescente de Valores Humanos são a causa desse absurdo.
Assistimos com demasiada frequência a muitas irracionalidades do Homem por falta de uma Educação em Valores Humanos e de princípios orientadores que lhe dariam a dimensão de Ser Humano.

Infelizmente os exemplos são tantos e tão tristes nos campos da Educação, da Política, da Justiça, da Economia, das Finanças e de muitas outras áreas do saber, que estou seguro que os meus Leitores se lembrarão de casos concretos sobre o que estou a escrever. Temo que, na sua evolução, o Homem se transforme numa aberração da Natureza, tal é a descaracterização Humana que vem demonstrando.

A questão que me preocupa bastante é que não se está a fazer o suficiente para valorizar o Ser Humano e inibir o crescendo de atitudes e comportamentos irracionais e emocionalmente deploráveis, que o Homem provoca à Sociedade.

Todos nós sabemos que o equilíbrio dinâmico entre as Inteligências Racional e Emocional são um fator importante de harmonia em Sociedade. No entanto, temos assistido passivamente a fenómenos de corrupção, agressão, terrorismo, injustiça, ofensa, mentira descarada, etc.. Esta passividade está a minar os caminhos pacíficos da construção de um novo Paradigma Global, que se desdobrará em novos Paradigmas interdependentes e coerentes com o desenvolvimento Humano na nossa Biosfera.

A recente manifestação nos Estados Unidos a favor do controlo eficaz das armas e contra o livre acesso a armas de guerra, é um exemplo do absurdo que a política norte americana está a produzir na sociedade.

Outro exemplo aberrante é o caso da Justiça Brasileira, que julgou e condenou, em primeira e segunda instância o ex-presidente, e que corre o risco do Supremo Tribunal Federal, politizando o assunto, ‘produzir’ a libertação de um condenado.

Estes são dois casos entre muitos, por esse mundo fora, que acabam ‘destruindo’ o Ser Humano e o Futuro da Humanidade.

Problema dos Valores

Alfredo Sá Almeida                                                                                     25 de Março de 2018

O que é preferível, uma Guerra mundial ou uma mudança de Paradigma da Sociedade Global?

MENINA-SÍRIA-771x420

(Reação de uma menina Síria quando um operador de câmara a está a filmar, julgando que lhe estão a apontar uma arma)
(http://www.contioutra.com/bbc-entrevista-fotografo-da-menina-siria-que-se-rende-a-camera-imaginando-tratar-se-de-uma-arma/)

Vivemos em estado de Paz ‘podre’ sob ameaça constante de Guerra. Esta é uma triste realidade dos dias de hoje, onde as guerras estão disseminadas um pouco por toda a parte. Olhemos para o caso da Síria, do Afeganistão, do Iraque, de alguns Países Africanos e outros Asiáticos.

A inexistência de uma Educação de Qualidade para TODOS conduz as Pessoas a manter “os mitos, os tabus, os arquétipos, os preconceitos, as mentalidades, as etiquetas, os estereótipos, as conveniências e as conivências oportunistas.” Por outro lado, a inteligência emocional fica descontrolada e desequilibrada, e a racionalidade afetada por todo o tipo de ameaças, sejam culturais ou económicas.

Num estado geral desta natureza não é de admirar que os ânimos se exaltem e os Líderes percam a razão e ‘arrastem’ os Povos para a Guerra.

Todos nós sabemos que a Paz é um processo dinâmico sujeito a um equilíbrio e a uma atenção constante por parte das Diplomacias, para não descambar e não tropeçar na irracionalidade dos actos.

Olhemos para o mapa do mundo atual e verifiquemos que Líderes comandam os Países (ou confederação de Estados) e que verbas estes destinam à construção e venda de armas (de todos os tipos), das mais ligeiras às mais pesadas e de destruição maciça, para termos uma noção de quão frágil é a Paz. Muitos desses Líderes pensam que a segurança só se consegue com armas e que essas são a melhor atitude de dissuasão.

Aliás, o Homem (desde longa data) mantém uma atitude bélica preponderante que se transmite e ‘infeta’ todos à sua volta. Poderemos dizer que houve uma melhoria nas últimas décadas de vida no mundo, mas as tensões mantiveram-se e existem disseminadas por vários pontos do Planeta.

Sobretudo, temos de o admitir, a Paz é um processo Educativo constante. Deveria ser como o Conhecimento, uma aprendizagem constante. Essencialmente, deveria ser uma melhoria constante dos Valores Humanos, aqueles que caracterizam o melhor do Homem em Sociedade, que o transformam em Cidadão do mundo e lhe dão a sabedoria da convivência.

Mas para isso acontecer, será necessária uma mudança profunda de Paradigma da Sociedade Global, onde o Valor do Homem possa sobressair e moldar a Inteligência e Consciência Coletivas. A Humanidade está carente de um Paradigma desta natureza. Onde TODOS teríamos de aprender a SER melhores Cidadãos e a construir um Futuro Coletivo digno de Seres Humanos.

Vai doer

Este seria um esforço que ajudaria a UNIR TODOS, em desígnios comuns e de Valor, e esquecer o que nos separa para nos focarmos na importância das Comunidades, da Vida, da Sustentabilidade do Planeta, no Desenvolvimento Humano e na Paz. Nada disto será possível sem uma Educação de Qualidade para TODOS.

Convenhamos que a dimensão da DOR é bem diferente numa situação de mudança Global de Paradigma, ou numa mudança provocada por uma Guerra mundial! E o número de mortes, também! Qual delas, o meu caro Leitor, preferiria?

Será o Homem capaz de adquirir essa Consciência e não se deixar tentar pela violência e pela agressão?

Será o Homem capaz de construir uma mudança Global de Paradigma que não descambe numa Guerra?

Se não acreditarmos que o Homem tem essa capacidade como Coletivo de Nações, de Povos ou de Culturas, então que andamos neste mundo a fazer?

Malala-Yousafzai

– O que sai mais caro de promover e implementar: uma Guerra, ou, uma Educação de Qualidade para Todos? – Qual destas atitudes produzirá as melhores mudanças para o Ser Humano?

Alfredo Sá Almeida                                                                                   1 de Março de 2018