Voltando à dimensão da Liberdade – Pensamentos.

Ser Livre

Dar corpo à Liberdade.

  • As consequências da sua utilização só poderão ser positivas, caso contrário não é Liberdade.
  • A Liberdade que cada Ser Humano dá corpo contribui para definir a Pessoa.
  • A Liberdade de cada UM não tem uma dimensão infinita mas o seu pensamento e consciência podem ultrapassar várias dimensões, quando se transformam em criatividade e inovação.
  • Qual é a dimensão da sua Liberdade? Se ela não pode ser infinita, em que dimensão você está envolvido?
  • Se a Liberdade é um Valor Humano como justifica a sua utilização para dar corpo a Antivalores?
  • A Liberdade como o Amor são Valores primordiais do Ser Humano. Como é possível o Homem permitir que esses Valores sejam utilizados para fazer o MAL?
  • Nenhum Valor Humano é um Valor absoluto. É sempre relativo a um Ser da nossa comunidade.
  • Se até a Vida Humana tem limites, como é possível não compreender que um determinado Valor Humano não os tenha? A dimensão pode ser enorme se o Coletivo os alargar. No entanto, o Homem não poderá esquecer o equilíbrio dinâmico da Vida da Comunidade.

Alfredo Sá Almeida                                                                        20 de Maio de 2017

O Dinheiro ou a Vida.

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Esta é uma frase típica de um assalto. Infelizmente muitas Pessoas são assaltadas todos os dias, do qual resulta algum dano ou perda para o assaltado. Normalmente causa revolta e raiva porque a vida ficou em risco e o dinheiro custa muito a ganhar.

Mas se a interrogativa indireta colocada passar a ser uma interrogativa direta?

O Dinheiro ou a Vida? A Pessoa não deixa de ter de tomar uma decisão importante. Só que nesta situação poderá existir mais tempo para ponderar as alternativas, refletir e escolher o caminho de vida que quer seguir.

Pode até acontecer que num futuro, não muito longínquo, a questão colocada seja ainda mais grave: A Água ou a Vida? Neste caso estamos perante uma situação extrema porque não existe Vida sem Água. E, a resposta só pode ser uma.

No dia-a-dia desta nossa vida, pessoal ou profissional, quantas vezes somos colocados perante questões que não têm alternativa. Somos conduzidos por Pessoas (?) a tomar decisões, mais ou menos rápidas, que nos afetam a vida e, muitas vezes, o futuro e os sonhos de uma vida.

Os meus Leitores dirão: mas isso não deveria ser permitido! Pois é, mas acontece com mais frequência que o desejado. A liberdade passa a estar condicionada e com ela a Vida e a sua condução para o futuro.

Quando e como é que nos deixámos envolver, ludibriar, enganar, etc. até ao ponto de perdermos a Liberdade, a Dignidade e a Autoestima? Vou arriscar uma resposta polémica! A partir do momento em que nos deixámos dominar pelo Dinheiro!

Tantas vezes fomos roubados e enganados, que deixámos de acreditar no caráter das Pessoas.

Por maior Valor Humano que alguém possua, estas situações não deixarão de o afetar. Então é chegado o momento de tomarmos opções de Vida que nos permitam manter o Valor sem afetar o caráter.

Esta é a reflexão que deixo aos meus caros Leitores: O Dinheiro ou a Vida? Qual a sua escolha para o Futuro?

Atenção, tem de optar por uma das vias (e só por uma). Pois a via que hoje vivemos é uma mistura destas duas vertentes com um claro desequilíbrio a favor do dinheiro e em detrimento da Vida.

Alfredo Sá Almeida                                                                              1 de Fevereiro de 2017

O Efémero, a Mudança e o Futuro

MorenoSculpture

Escultura do artista Espanhol Manuel Martí Moreno (http://www.ideafixa.com/o-enferrujado-efemero-de-manuel-marti/)

Durante a nossa vida habituamo-nos a realidades distintas, umas construídas por nós, outras pelos nossos pares. Nem sempre essa construção de realidades tem o sucesso esperado e muitas vezes, quer umas quer outras, causam complicações irreversíveis e infelicidades desnecessárias na nossa e na vida dos outros.

O Amor, a dedicação e empenho que colocamos nessa construção faz toda a diferença para melhor.

Assumimos riscos normais e naturais que constituem aprendizagens várias, que resultam em crescimento, conhecimento e sabedoria. É disso que a vida se ‘alimenta’. O bom seria que todas essas experiências fossem positivas e construtivas, mas infelizmente uma boa maioria das vezes, para muitas Pessoas, resulta em tragédia.

O Efémero e a Mudança são constantes desta dinâmica que nem sempre constroem um Futuro coerente.

O caminho que percorremos para chegar onde queremos é, por vezes, tortuoso e difícil, mas torna-se reconfortante quando conseguimos uma boa parcela dos nossos objetivos.

É neste encadeado de acontecimentos efémeros, sujeitos a mudanças de percurso que o nosso Futuro se vai construindo.

Muitos de nós focam-se apenas nos resultados finais, mas os pontos críticos do caminho, ultrapassados ou não, são elementos essenciais da nossa construção.

Vem este tema a propósito daquilo que a grande maioria de nós vive em tempos de crise e de guerra e que se vê forçado a alterar para manter a dignidade, o valor e a coerência de uma vida a caminho de um Futuro sonhado.

Todos nós sabemos que as crises e as guerras são efémeras, provocam mudanças muito vincadas e nem sempre conduzem a um Futuro desejado e digno.

Estamos num momento crucial da vida do Homem, que em vez de criar Valor Humano, este se deixou enredar nas teias da corrupção, hipocrisia, agressividade, arrogância, ganância, e outras características pobres e indignas.

Seria esperado que soubéssemos corrigir os erros e recompor-nos nos caminhos, da Paz, da Fraternidade, da Igualdade e da Liberdade, desejadas pela grande maioria das Pessoas. Mas infelizmente não. Dá a sensação que quem detém o Poder não consegue (ou não deseja) esse caminho, mas aquele em que atualmente vivemos de sequências de efemérides de triste lembrança, sem Valor Humano, que nos conduzem a um Futuro declaradamente incerto e indigno de Seres Humanos.

Estamos perante governanças de oportunidades irremediavelmente perdidas, onde as mudanças desejadas de paradigma acabam por se transformar em continuidade de mediocridades.

Que bom seria que soubéssemos encontrar-nos nos pontos de convergência, suscetíveis de construção coletiva de um caminho global.

Assistimos indiferentes e incapazes de alterar o rumo dos caminhos traçados por Países (cada um por si), sem uma coerência global, num vislumbre de simples sobrevivência ou subserviência de Políticas dos detentores do Poder. Uns dirão que se trata do exercício da Liberdade de expressão, de execução e de decisão de Povos soberanos. Eu direi que tudo aquilo que prejudique a Liberdade da maioria dos Cidadãos (sejam eles de que País forem), não se trata de uma Liberdade de decisão adequada e correta para o Ser Humano.

A Vida do Homem nós sabemos que ainda é efémera, mas que as ideias e os ideais podem ser perenes. E são estas ideias e ideais que nos vão conduzindo ao Futuro.

O Homem ainda não conseguiu encontrar a harmonia na sua atuação, capaz de transformar a vida das Pessoas numa sequência dinâmica de realidades coerentes, onde a mudança seja natural e o Futuro digno.

Efémero

Alfredo Sá Almeida                                                                                     7 de Abril de 2016

 

O Propósito do Valor Humano

Propósito porta

O meu objetivo está em demonstrar que o Valor Humano é o VALOR supremo e universal que deverá congregar os Seres Humanos e os seus Valores.

A VIDA nas suas diversificadas formas e dimensões é um BEM que deve ser preservado com equilíbrio dinâmico, onde o Homem tem uma responsabilidade acrescida por ser a única espécie com capacidade de gestão imparcial desse equilíbrio.

O desenvolvimento civilizacional sustentável na nossa Biosfera é o motor que deverá motivar qualquer Ser Humano a agir, cumprindo o Propósito do seu VALOR.

Nesta ‘equação’ da Vida está inerente toda a ação que conduza ao BEM COMUM a todas as espécies.

Este Propósito positivo e Humanista respeita todas as sensibilidades culturais e religiosas com Valor.

O grande problema do Homem estará sempre no modo e na forma de lidar com a influência dos Antivalores Humanos na Vida.

Todos nós temos consciência que a Educação e a Justiça são, por excelência, os sistemas Humanos capazes de resolver com Valor esse grande problema. No entanto, apesar da inteligência do Homem, ele ainda não é capaz de construir coerentemente estes sistemas para que o resultado da sua aplicação respeite integralmente a VIDA, como propósito do Valor Humano.

Significa isto que deveríamos TODOS encontrar o denominador comum que permita unir a nossa espécie em torno de princípios fundamentais não permissivos com os Antivalores, sem que isso constitua uma forma de preponderância inaceitável.

Afinal, o Valor Humano é a transcendência da VIDA.

Alfredo Sá Almeida                                                                                                      3 de Setembro de 2015

O Homem e o sentido da vida

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Para o Homem, aquilo a que chamamos de Vida é um complexo sistema coerente de reações bioquímicas (500 quatriliões por segundo), que se realizam na interação de 100 triliões de células do nosso corpo e que só o Homem conhece e desbrava. Só ele sabe que um dia essa sua vida terá um fim. Mais nenhum outro animal neste planeta tem essa consciência.

Conhecimento e Consciência são matérias que o Homem aprendeu a dar corpo e virtualidade no seu percurso vital. A estas ele atribui uma coerência que lhe faz sentido e que tem um Valor.

No seu percurso evolutivo, ao longo dos últimos cerca de 160.000 anos da sua existência, o Homem aprendeu a adaptar-se e a mudar o rumo da sua vida, consoante as suas necessidades vitais. Primeiro como nómada depois como sedentário, sempre soube qual seria o seu papel em Sociedade e qual o Futuro que pretendia construir.

Ao longo deste período de tempo o Homem rapidamente compreendeu que o seu sentido de vida era elevar-se espiritualmente como forma de perpetuar a sua curta vivência individual.

Compreendeu igualmente, que tinha várias opções, quer a nível individual quer coletivo, para que essa espiritualidade tivesse o Valor que pretendia.

Aprendeu a moldar a sua curiosidade para construir, criar, inovar, investigar, inventar, melhorar, desenvolver e planear, ao ponto de se esquecer de si próprio e dos que estão à sua volta para se conseguir elevar de modo a que os demais dessem conta e lhe atribuíssem um Valor tal, que lhe permitisse prolongar a sua vida para além da morte.

Eis-nos chegados a uma encruzilhada, onde o conhecimento estruturado científico, empírico, conceptual real e virtual, construído nos últimos 150 anos da vida do Homem, irá exigir de TODOS nós, uma coragem e capacidades (racionais, emocionais e espirituais) para encontrar um novo rumo para a Humanidade em equilíbrio com a Biosfera que habitamos.

Esta encruzilhada faz-me lembrar o resultado da colisão de partículas num ciclotrão, provocando uma dispersão errática de subpartículas. Desta resulta uma energia que pode ser aproveitada em nosso benefício.

Estamos num momento da vida da nossa espécie em que necessitamos de realizar o processo inverso ao da colisão de partículas. Ou seja, utilizar todas as nossas boas energias vitais para encontrar um novo rumo para o Coletivo de Seres Humanos, que faça sentido consciente para TODOS nós, como espécie, mas que faça igualmente sentido para TODAS as outras espécies de seres vivos deste nosso planeta, para o qual temos a responsabilidade de o tornar sustentável para TODA A VIDA, sem o egocentrismo que nos caracterizou.

Ego vs Nature

Alfredo Sá Almeida                                                                                                                                       16 de Julho de 2015