Novos Textos numa nova página!

Homem Terra

Os novos textos sobre o tema ‘Valor Humano’ encontram-se numa nova página:

https://valorhumano.me

Grato pela sua curiosidade e interesse neste tema.

Estes são os novos textos já disponíveis:

  1. O Homem está a perder a razão em relação ao Ser Humano (25/03/2018)
  2. Será neste século que o Homem se transformará em Ser Humano? (25/08/2018)
  3. O que é que você valoriza? (27/08/2018)
  4. Você permitirá que o(a) classifiquem como um inútil? (29/08/2018)
  5. As ‘teias’ do Poder (18/09/2018)

Alfredo Sá Almeida                                                                               18 de Setembro de 2018

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A Felicidade é um estado de espírito perigoso

A Felicidade

Vou transformar esta minha afirmação num texto satírico porque considero que é a melhor forma dos meus Leitores se aperceberem da importância da verdadeira Felicidade.

É natural e muito saudável que a mente e o corpo de qualquer Cidadão possa ser ‘inundada’ de Felicidade e alegria de viver. Mas temos de concordar que a nossa Sociedade não nos dá muitos incentivos nem razões para sermos Felizes, cada um à sua maneira.

Em Fevereiro do ano passado escrevi um texto: “Comprar Felicidade?” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/02/17/comprar-felicidade/), por ter surgido um estudo ‘científico’ que afirmava – “Há uma quantia exata para a Felicidade, sugerem cientistas” (http://ptjornal.com/ha-uma-quantia-exata-que-traz-felicidade-sugerem-cientistas-240167).

Pois, já sabemos que a Felicidade se transformou numa ‘mercadoria’, tem um valor monetário e está disponível no ‘mercado’ para quem quiser comprar a dose que necessita. Para tal não temos de nos preocupar muito, nem possuir Valores Humanos, porque está ao alcance de uns ‘cobres’, na loja da esquina.

Não tem problema, afirmam as Pessoas, porque cada um tem a liberdade para interiorizar esta questão como quiser. A Felicidade é um preconceito, dizem uns, pois você pode adquiri-la como quiser e desfrutá-la a seu belo prazer, independentemente de quem estiver à sua volta.

‘Mas não será perigoso?’ Questionam alguns! A expressão dessa Felicidade pode trazer problemas! Não! Afirmam os ‘sabedores’ não tem problema nenhum, ‘quem estiver mal que se mude!’.

Bom, não será tanto assim, afinal pode produzir reflexos perigosos nos outros. Recentemente, surgiu um acontecimento grave, que transformaram em notícia, dando conta do seguinte: “Crime choca Itália: “Matei-o porque parecia feliz e não suporto a felicidade” (https://expresso.pt/internacional/2019-04-02-Crime-choca-Italia-Matei-o-porque-parecia-feliz-e-nao-suporto-a-felicidade#gs.4f1mem).

Perguntam os meus Leitores, ‘mas como é possível um maluco destes andar à solta?’. O problema (se é que algumas pessoas interiorizam este facto como um problema!) é que a Felicidade, sendo transformada em ‘coisa’, pode ser roubada por quem estiver afim disso. E haverá sempre uma justiça tolerante e de compaixão para o ‘infrator’. Vai ser julgado e terá direito a defesa paga pelo Estado. Certinho e limpinho. Está resolvida a questão.

Dirão alguns, ‘Valores Humanos na Educação/Ensino formal nem pensar que eu não quero o meu filho catequizado!’. ‘Eu é que educo o meu filho, a Escola só deverá ensinar as matérias necessárias para que ele possa trabalhar e ganhar dinheiro!’.

Pois é, enquanto pensarmos assim, não haverá Felicidade que nos valha. Esta foi a Felicidade que nos foi vendida por especialistas em marketing e vendas (do mais elevado gabarito). Não devemos admirar-nos, pois o mais provável é surgirem no Futuro casos semelhantes. NINGUÉM TEM O CUIDADO DE IMBUIR OS CIDADÃOS EM VALORES HUMANOS. Logo, cada um tem a Liberdade distorcida que quiser para agir a seu ‘belo’ prazer.

Eu estou muito triste com tudo isto, e, cada dia que passa observo, verifico, constato mais e mais casos GRAVÍSSIMOS de falta de Valores Humanos na grande maioria da Sociedade.

Tenho desenvolvido este tema do Valor Humano, de um modo sério, Humanista e com consciência crítica, há mais de cinco anos, para ser confrontado com esta triste realidade constantemente.

Eu continuo a ter o sonho de ver o tema dos Valores Humanos devidamente incluído no Ensino e Educação de TODAS as crianças e jovens por esse mundo fora, sem que esse facto provoque exaltações despropositadas e egoístas nas Pessoas.

O Futuro é uma ‘amálgama’, na mente de quem o ‘sente’, de Conhecimento, Ideal, Sonho e projeção temporal com o objetivo de tornar intrinsecamente melhor a Vida das Pessoas e sobretudo que possam ser mais Felizes e mais Conscientes que no presente.

Muitas Felicidades para TODOS os meus Leitores. Um grande abraço amigo, para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                               5 de Março de 2019

Que solução para o futuro do Homem?

Solução para o Homem 5

Parece estranha esta pergunta para quem domina TUDO e TODOS e que se julga um DEUS! (Yuval Noah Harari) Mas corresponde a uma triste realidade – ‘O Homem não se mostrou capaz de encontrar soluções sustentáveis e de Futuro para a sua vida nesta Biosfera!’.

Mas uma coisa é certa, só o próprio Homem tem a capacidade de encontrar a solução para os problemas que criou, mesmo julgando que era inteligente suficiente para os resolver. A não ser que prefiram ficar à espera de uns aliens  que nos venham impor uma solução!

Tantos e tão bons Escritores, publicando livros que são best-sellers, lidos por milhões de Pessoas em todo o mundo (como Yuval Noah Harari, Elizabeth Kolbert ou Al Gore), capazes de fazer uma análise exaustiva, científica, correta e inspiradora dos comportamentos Humanos nesta Sociedade Globalizada, e, não assistimos a uma resposta cabal, coletiva e duradoura para melhorar o Futuro do Homem com o pensamento no bem-comum!

Muitos de nós sabemos que os comportamentos Humanos nesta nossa Biosfera, não são sustentáveis e que a continuarmos assim, caminhamos para ‘A Sexta Extinção’ (Elizabeth Kolbert)!

Mas na realidade continua TUDO na mesma! Caminhamos para a nossa destruição como Seres Humanos e arrastaremos as outras espécies connosco!

Solução para o Homem 1

Não meus Amigos não se trata da sustentabilidade financeira mundial, ou, se o BREXIT com acordo ou sem acordo com a UE produzirá instabilidade dos mercados! Ou se a Venezuela e a Coreia do Norte deixarão de ser ditaduras! Ou se vamos continuar a consumir petróleo como maior fonte de energia!

NÃO, NÃO! … Somos NÓS que temos que encontrar uma solução viável para sermos Seres Humanos e não predadores insustentáveis! E, se não for a BEM (com o consenso da maioria) tem de ser por IMPOSIÇÃO dessa solução viável! Ou pretendem ter na vossa consciência a eliminação da face da Terra da grande maioria da diversidade de espécies e de NÓS próprios?

  • Será que não seremos capazes de encontrar os caminhos do BEM-COMUM para solucionarmos os nossos problemas?
  • Será que vamos continuar a defender que o Dinheiro, e quem o domina, é a entidade toda poderosa a que nos devemos subjugar para encontrarmos a melhor solução?
  • Será o VALOR HUMANO singular e coletivo a dimensão adequada para ser a plataforma de entendimento entre os Homens?
  • Vamos lá, meus Amigos, temos tantas opções que são viáveis para a grande maioria de NÓS e ficamos estupefactos e indiferentes perante tão dura realidade?

Se assim for, só vislumbro um grande problema que temos que resolver! Estamos todos VICIADOS neste modelo de Sociedade, que aconteça o que acontecer manteremos o nosso VÍCIO!

Solução para o Homem 3

Se o problema é o nosso VÍCIO, então existem soluções viáveis para o tratar! Só que não é de livre vontade que seremos ‘tratados’ (porque já demonstrámos que não temos força de vontade para o fazer)!

Bom, talvez a melhor solução seja divertirmo-nos muito e deixarmo-nos ‘anestesiar’ para termos uma morte coletiva ‘sem dor’!

Divirtam

  • Teremos NÓS a Inteligência Coletiva suficiente para mantermos os Valores Humanos de um Ser e sabermos transformarmo-nos em sustentáveis nesta Biosfera?

Bom, talvez prefiram abandonar este planeta e viajar para outro melhor! Os que cá ficarem que se ‘danem’!

Este é o meu ‘desabafo’, na tentativa (mais uma) de transmitir a minha modesta solução para os problemas da Humanidade. Continuo a acreditar que a SOLUÇÃO do VALOR HUMANO, como a tenho desenvolvido, é uma solução viável para os Seres Humanos responsáveis e conscientes do drama que criámos e que estamos inseridos.

Solução para o Homem 2

Alfredo Sá Almeida                                                                              12 de Março de 2019

 

Sobre a dimensão dos Valores do Amor e da Liberdade

O Amor liberta

No mundo atual, por falta de uma Educação em Valores Humanos, sobressai uma deturpação de conceitos importantes e essenciais que prejudicam o entendimento global dos Seres Humanos e a construção de uma Consciência Coletiva e da Paz.

Destes, o Amor e a Liberdade são seguramente os mais acarinhados pela grande maioria das Pessoas. Representam a essência da Humanidade e do relacionamento entre Seres.

O grande problema está na prática de vida a que as Pessoas estão sujeitas, por vontade própria ou alheia. São poucas as que não se encontram condicionadas por práticas desajustadas à dimensão do Ser Humano. Acabam criando uma espiral, ou um turbilhão emocional aprisionador de vida, que tem como consequência a deturpação dos Valores essenciais.

“Para o psicanalista Alemão, filósofo e sociólogo Erich Fromm, ao contrário da crença comum de que o amor é algo “fácil de ocorrer” ou espontâneo, ele deve ser aprendido; ao invés de um mero sentimento que acontece, é uma faculdade que deve ser estudada para que possa se desenvolver – pois é uma “arte”, tal como a própria vida. Ele diz: “se quisermos aprender como se ama, devemos proceder do mesmo modo por que agiríamos se quiséssemos aprender qualquer outra arte, seja a música, a pintura, a carpintaria, ou a arte da medicina ou da engenharia”. – Wikipédia

Amor1 - Erich Fromm

“Erich Fromm, ainda, ressalta que “O amor é uma atividade, e não um afeto passivo; é um “erguimento” e não uma “queda”. De modo mais geral, o caráter ativo do amor pode ser descrito afirmando-se que o amor, antes de tudo, consiste em dar, e não em receber.” Como sentimento individual e personalíssimo, traz complexidade por envolver componentes emocionais, cognitivos, comportamentais que são difíceis – ou quase impossíveis – de separar.” – Wikipédia

O Amor na sua dimensão mais ampla é incondicional. Representa a verdadeira expressão do sentimento para com o outro. “Um exemplo disso é o amor dos pais para os seus filhos, não importa uma nota de prova, uma decisão de mudança de vida, um argumento, ou uma crença forte, a quantidade de amor que permanece entre este vínculo é visto como imutável e incondicional.” – Wikipédia

No caso da Liberdade a situação muda de referencial. Não se trata de um sentimento mas de uma capacidade Humana. “A liberdade é a capacidade de adotar seu próprio critério. Esta definição leva em consideração sua própria natureza e não aceita nenhum tipo de critério exterior. O mundo físico está caracterizado por relações de causa e efeito, onde qualquer fenómeno pode ser explicado por outro ou pela concorrência de outros que por sua vez se baseiam em fenômenos alternativos, e que se estendem à cadeia de causa e efeito de modo indefinido. Pelo contrário, a liberdade não encontra seu fundamento ou causa em nenhum aspeto exterior, mas além do que a própria vontade. No entanto, vale ressaltar que esta liberdade tem limites; mesmo assim, quando se diz que um homem está livre, talvez seja melhor dizer que sua vontade é livre, à medida que possam existir circunstâncias que limitem o campo de ação de uma pessoa.(https://conceitos.com/liberdade/).

Enquanto o sentimento do Amor pode variar de Pessoa para Pessoa dadas as diferenças na sua inteligência emocional. A Liberdade possui interpretações particulares consoante o Filósofo que reconstrói o conceito e o interpreta. “Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém. Liberdade é também um conjunto de ideias e dos direitos de cada cidadão.

Liberdade é classificada pela filosofia, como a independência do ser humano, o poder de ter autonomia e espontaneidade. A liberdade é um conceito utópico, uma vez que é questionável se realmente os indivíduos tem a liberdade que dizem ter, se com a mídia ela realmente existe, ou não. Diversos pensadores e filósofos dissertaram sobre a liberdade, como Sartre, Descartes, Spinoza, Leibniz, Schopenhauer, Kant, Marx entre outros.” (https://www.significados.com.br/liberdade/)

Em resumo, o Amor pleno é incondicional e a Liberdade é condicional, pois não deve colidir com a Liberdade alheia. Deste modo tem de ser convencionada para proporcionar harmonia social. Já a prática do Amor verdadeiro entre Pessoas é mais suscetível de causar entendimento sem constrangimento.

Na realidade atual verifica-se a deturpação conceptual quando assistimos à inversão da condição. Muitas Pessoas pretendem e desenvolvem um Amor condicional e desejam ardentemente uma Liberdade incondicional. Ora, esta inversão da condição conceptual entre um sentimento e uma capacidade Humanas acaba produzindo toda a espécie de confrontos, desentendimentos, ódios e radicalização ideológica.

Retornemos aos pensamentos estruturados de Erich Fromm para nos ajudar a resolver esta confusão:

“Um homem livre é, por força, inseguro. Um homem pensador é, forçosamente, dubitativo.” – Erich Fromm

“O amor é a última e real necessidade do ser humano.” – Erich Fromm

A meu ver só existe uma forma de resolver este ‘conflito’ da condição conceptual entre o Amor e a Liberdade. Se cada um de nós para além de desejar aprender a Amar, ser um Amante da Liberdade. Nesta condição não existirão confrontos que não sejam solucionáveis.

Aprenda a Amar e a ser Livre nas verdadeiras dimensões destes Valores essenciais à Vida.

Alfredo Sá Almeida                                                                                 7 de Novembro de 2018

Será possível erradicar a maldade e o ódio no Homem?

Maldade - Seneca

Muito provavelmente não será possível eliminar a maldade e o ódio da mente do Homem. Mas estou seguro que será possível reduzir significativamente e atenuar estas duas características de antivalores. Para tal temos de melhorar e expandir o processo educativo (revisto e renovado), para TODOS, desde muito cedo. Educar para uma Cidadania de responsabilidade em liberdade, onde os Valores Humanos serão transmitidos maioritariamente pelo exemplo.

Este tema foi muito bem abordado na Revista DN Life de 21 de Outubro de 2018 pela Jornalista Ana Pago, num texto intitulado “Somos todos pessoas más? A Ciência diz que sim”. (https://life.dn.pt/comportamento/maldadesomostodospessoasmascienciadizquesim/).

Pois bem, o que os conhecimentos científicos da atualidade (Psicologia Forense, Neuropsicologia, Psiquiatria, Neurologia) nos transmitem é um cenário pouco animador, mas está longe de nos permitir baixar os braços e perder a esperança de uma melhoria significativa nesta matéria.

Assim, convém reter que a maldade:

  1. “É um traço da natureza humana observado até em pessoas consideradas boas e decentes. A maldade é-nos intrínseca”Hernâni Carvalho (Psicologia Forense);
  2. “… só cinco por cento da população em geral tem uma moral irrepreensível – contra a maioria das pessoas normais que vão oscilando entre atos egoístas (antissociais) e altruístas.”Ricardo de Oliveira-Souza (Neurologista);
  3. “Virtualmente, cada indivíduo encerra em si o potencial para a bondade e a maldade, que se manifestam em diferentes proporções dependendo da índole (em grande parte hereditária), do ambiente em que é criado e das circunstâncias e contexto, variáveis de momento a momento, … para quem a capacidade de refletir sobre os efeitos do mal que fazemos é um atributo tipicamente humano.”Ricardo de Oliveira-Souza (Neurologista);
  4. “A maioria de nós tem na cabeça uma espécie de detetor que difunde julgamentos morais a tempo inteiro.” – Ricardo de Oliveira-Souza (Neurologista);
  5. “Em contraste, cerca de três por cento da população são indivíduos cuja personalidade se caracteriza por comportamentos antissociais desde a infância ou adolescência, a maior parte dos quais tem o diagnóstico formal de sociopatia. Destes, apenas uma parcela de cerca de um por cento da população mundial recebe o diagnóstico adicional de psicopatia, que além de antissocial não sente remorsos, vergonha, culpa do que faz ou compaixão pelo sofrimento dos outros.”Ricardo de Oliveira-Souza (Neurologista);
  6. “Óbvio que nem só a genética, as condições sociais, lesões cerebrais, lares desfeitos, perturbações de personalidade, abusos na infância, consumo de drogas, maus-tratos físicos e psicológicos ou rejeição familiar determinam estes atos antissociais: o cocktail explosivo que é a maldade faz-se de vários fatores conjugados.”Vítor Cotovio (Psiquiatra).

Perante estas evidências, verificamos que podemos melhorar significativamente a vida de 92% da população em geral, com uma formação em Valores Humanos, ‘desenhada’ consoante os grupos da Sociedade, e, uma Educação de qualidade em Valores Humanos para todas as crianças e jovens até à idade adulta. Formar e Educar para uma Cidadania de Valor. E ainda, que todos os dirigentes Políticos, Económicos, Sociais, Financeiros, Religiosos, Militares, Policiais, Judiciais, etc. atuem com muita responsabilidade e deem o exemplo, para consolidar as melhorias.

Convém lembrarmo-nos das sábias palavras de Nelson Mandela:

Ódio - Nelson Mandela

Porque não estamos a ‘caminhar’ neste sentido? Pura e simplesmente por negligência e desleixo sobranceiro dos nossos dirigentes e indiferença do Povo!

Ódio - Buda 1

Todos nós sabemos a importância fundamental e essencial de uma boa Educação, mas continuamos a olhar para o lado e assobiar, como se nada fosse connosco.

Maldade - Einstein

Jorge Luís Borges transmite-nos bem o segredo – “Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti, mas viver sem amor acho impossível”.

Vou continuar a batalhar no tema que tenho desenvolvido, desde há mais de seis anos a esta parte, os Valores Humanos na Educação formal Escolar e a Valorização do Ser Humano.

Esta ‘batalha’ nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje, onde tanta maldade e ódio se encontra disseminada por esse mundo fora. Para que nunca mais se verifique o que um Pedro escreveu no seu diário “… e por não conseguir ver a maldade no mundo, eu a sentia na pele”.

Que a Sociedade, por natureza, deixe de corromper os Homens que nascem bons. E aqueles que não tiverem essa sorte possam ser educados e acompanhados para não contribuírem para avolumar a maldade deste mundo. Mas, sobretudo, que os Valores Humanos prevaleçam como uma causa estruturante da Humanidade.

Bondade - Jean-Jacques Rousseau

Alfredo Sá Almeida                                                                   2 de Novembro de 2018

O Valor Humano ao Poder!

o Significado do poder

Todos nós temos Poder em maior ou menor grau durante a nossa vida. Esse Poder a nível individual representa a capacidade, ou a faculdade, para realizar algo ou influenciar alguém. É uma representação da Liberdade individual. Sob o ponto de vista coletivo (uma região, uma comunidade, uma empresa, um País, etc.) o Poder passa a ter outro âmbito pois representa a autoridade, a soberania, a influência e o domínio sobre uma área, um grupo de Pessoas ou uma jurisdição.

Em qualquer dos casos, as questões problemáticas prendem-se sempre com o exercício do Poder:

  1. Quem o exerce;
  2. Como o exerce;
  3. Porque o exerce;
  4. A que Futuro conduz;

Qualquer Poder está sujeito ao julgamento de todos os envolvidos nessa dimensão, seja pelos resultados do exercício, seja pelo modo como é exercido.

É nesta dimensão que o Valor Humano faz toda a diferença. Quanto maior o Valor da Pessoa (ou Pessoas) que exerce(m) o Poder, melhores perspetivas existirão para se chegar aos resultados prometidos perante o coletivo. Mas não é garantia de sucesso. Este estará dependente das interações e das sinergias construídas pelos apoiantes e pelos opositores desse Poder, ao mesmo tempo do Valor Humano da(s) personalidade(s) que o vai(ão) exercer. Um Poder abrangente requer um Valor Humano multifacetado com uma dimensão extra em liderança, conhecimento e, em simultâneo, um carisma genuíno.

Tudo é mais complexo nas relações de Poder porque se está a lidar com a multidiversidade Humana e processual, com todas as implicações que poderão existir.

Cada um de nós passa a ter uma responsabilidade acrescida no acompanhamento de todo o processo. Pois seremos, ou não, a garantia da coerência de como o Poder é exercido e a que Futuro conduz.

Esta multidimensionalidade tem de estar incluída no Valor Humano das Pessoas que exercem o Poder, caso contrário haverá uma tendência para aumentarem os fenómenos de caos e desorientação de todos os intervenientes, conduzindo à mudança forçada do Poder.

Em resumo, o Valor Humano com capacidade de liderança, multifacetado, multidimensional e carismático é indispensável para um BOM exercício do Poder. Seria bom que todos nós ganhássemos essa consciência para podermos contribuir ativamente para um Futuro Coletivo digno de Seres Humanos.

Alfredo Sá Almeida                                                                           22 de Outubro de 2018

Do relativismo ético ao universalismo de Valores Humanos

Consciência Coletiva

O debate ideológico entre Universalismo e Relativismo não é recente mas tem vindo a avolumar-se em relação aos Direitos Humanos com vantagens muito positivas para a Sociedade e o Mundo Global. Este debate alargou-se da Filosofia à Sociologia, ao Direito e às questões Culturais (Multiculturalidade). É assim que deve ser. Existe um provérbio antigo que afirma “Da discussão nasce a luz”, ao qual eu costumo acrescentar “Da discussão organizada nasce a luz”.

Infelizmente o Homem não tem produzido muita Luz quando desenvolveu a globalização. Mas já lá vamos a este assunto. Primeiro gostaria de transmitir aos meus Leitores a razão deste tema.

O meu amigo Joaquim Serra fez um comentário muito pertinente, a propósito do meu último texto Sobre a dimensão da confiança em Valor Humano, que despertou o meu interesse e me motivou a escrever sobre o tema que vos apresento agora. Escreveu: “O caso é que o Homem, e as sociedades humanas, enveredaram por uma postura de relativismo ético onde a moral se estabelece conforme e consoante a conveniência, em carácter de exceção e não de norma.

Por ser esse o caso, a confiabilidade, seja no que for, deixa de ter cabimento, sequer reconhecimento.

Baseou-se a vida numa estratégia fundamentada na Teoria do Jogo, em vez de um relativismo metaético de busca de uma moral mais inclusiva pela qual pudéssemos viver em comunhão e harmonia, de modo solidário.” – Joaquim Serra.

A meu ver nasceu uma Luz. É uma evidência que poderá ajudar a despertar muitas mentes e a motivar muitos ‘eruditos’ a começar a debater o tema que vos introduzo “Do relativismo ético ao universalismo de Valores Humanos”.

Mas primeiro gostaria de definir alguns conceitos para facilitar a compreensão dos Leitores. Assim:


Relativismo ético – O “Relativismo Ético” é uma das posturas éticas mais generalizadas, tanto a nível acadêmico como no cotidiano de todos nós. Traduz-se basicamente na consideração de que o meu juízo moral não é superior ao dos outros e como tal não o devo impor. Todos os juízos morais são assim equivalentes.
Embora esta perspetiva seja legitimada pela diversidade quase infinita dos juízos morais e práticas culturais, alguns autores levantam contudo reservas, pois tal perspetiva, em última análise, impede qualquer tipo de intervenção em situações de grupos ou de sociedades que realizam práticas, por exemplo tradicionais, verdadeiramente chocantes aos olhos dos outros, ou seja, o relativismo ético é a postura que cada pessoa toma em determinada situação com base na sua ética, cada pessoa possui um ponto de vista diferente, sendo assim a ética de cada pessoa relativa. ” – Wikipédia.

Metaética é o ramo da ética que estuda a natureza das propriedades, afirmações, julgamentos e atitudes éticas. É um dos quatro ramos tradicionais da ética (os outros são ética descritiva, ética normativa e ética aplicada).
A ética normativa, por exemplo, pergunta “o que devo fazer?”, enquanto a metaética pergunta “o que é o bem?” e “como posso diferenciar o certo do errado?”, tentando entender a natureza das propriedades e julgamentos éticos.
Alguns teóricos defendem que é necessária alguma forma de moralidade metafísica para que possamos julgar a moral existente; outros argumentam que é necessário um estudo prévio das diferentes formas de moral vigente para, então, ser possível se formular uma moral metafísica.” – Wikipédia.

 “Universalismo – Quando se diz que algo é universal, se refere a uma visão que expressa um facto existente e que está sempre presente. Isto faz parte de um tipo de pensamento chamado de universalismo e é um paradigma da organização de todas as coisas, bem como de sua abordagem e explicação. Por isso, o universalismo não se trata de uma ideologia específica, não é uma ideologia própria, mas sim uma maneira de ver as coisas, de receber e interpretar a realidade circundante.
Em diversas áreas da vida cotidiana, podem ser vislumbradas as marcas do universalismo, como no caso na política. Neste caso, uma concessão universal política compreende uma ideologia relacionada à unificação dos poderes e de todas as instituições do mundo em um único modo de organização. Por exemplo, os grandes impérios com seu poder durante a Idade Média, o reinado dos impérios bizantinos ou do sacro império romano-germânico e dos califados muçulmanos da ex Constantinopla. Não se deve confundir a relação “universalismo político” com “globalização”, já que no caso desta última se fusionam diferentes elementos de várias comunidades ou coletividades para serem transformadas de maneira unificada, porém reestruturada.
Por último, é importante reconhecer que o oposto a uma visão universal é uma visão nominal, ou também chamada de particular, que estabelece uma maneira individualista de abordar e interpretar a realidade. Assim mesmo, o universalismo é uma corrente de pensamento que não nega a existência das formas nominais, mas nega que sejam verdadeiras.” (https://conceitos.com/universalismo/).

Universalismo moral (também chamado de objetivismo moral ou moralidade universal) é a posição metaética de que algum sistema ético aplica-se universalmente, ou seja, para “todos os indivíduos em situação semelhante”, independentemente de raça, cultura, sexo, religião, nacionalidade, sexualidade ou qualquer outro distintivo. O universalismo moral se opõe ao niilismo moral e ao relativismo moral. No entanto, nem todas as formas de universalismo moral são absolutas, nem são necessariamente de valor monista; muitas formas de universalismo, como o utilitarismo, são não absolutistas, e algumas outras formas, tais como a de Isaiah Berlin, podem ser de valor pluralista.” – Wikipédia.

O relativismo cultural é um processo de observar sistemas culturais sem uma visão etnocêntrica em relação à sociedade do pesquisado. Ou sejaː realizar a observação sem usar nenhum meio ou parâmetro preconcebido pela cultura ocidental e, assim, realizar um estudo e/ou observação do sistema cultural em questão sem nenhum preconceito. E, com isso, realizar a avaliação sem privilegiar os valores de um só ponto de vista, e estruturar o corpo social a partir de suas próprias características. As culturas estudadas adquirem, assim, seus próprios sistemas de valores e sua própria integridade cultural.
O relativismo cultural parte do pressuposto de que cada cultura se expressa de forma diferente. Dessa forma, trata-se de pregar que a atividade humana individual deve ser interpretada dentro do contexto de sua própria cultura. Esse princípio foi estabelecido como axiomático na pesquisa de Franz Boas, nas primeiras décadas do século XX e, mais tarde, popularizado pelos seus alunos. Conforme um dos alunos de Boas, Melville Herskovits:
“O princípio do relativismo cultural decorre de um vasto conjunto de factos, obtidos ao se aplicar nos estudos etnológicos as técnicas que nos permitiram penetrar nos sistemas de valores subjacentes às diferentes sociedades.” – Wikipédia.

Como os meus Leitores sabem, tenho vindo a defender a existência de uma Declaração Universal dos Valores Humanos (Declaração Universal de Valores Humanos) e uma Educação Universalista em Valores Humanos como forma de produzir um novo Paradigma para o Futuro da Humanidade (Human Value – A new paradigm of future society ©). Mas gostaria que o debate se avolumasse e se globalizasse para nascer Luz.

Neste mundo globalizado mas muito pouco universalista, dominam os interesses de muita ordem mas não sobre as matérias naturalmente relevantes para a construção de uma Sociedade Universal com Valor.

Desenvolveu-se a globalização do sistema financeiro, das bolsas de valores, das offshore, do dinheiro e das comunicações, do comércio e dos transportes, etc. Falta o essencial, a Universalidade dos Valores Humanos!

Por outro lado, temos uma vivência multicultural superficial com pouco debate intercultural. As Pessoas não utilizam a sua empatia para compreender com maior profundidade a cultura do outro e poderem encontrar com mais facilidade os pontos interculturais comuns que permitiriam estabelecer um Universalismo dos Valores Humanos. Esquecem-se do relativismo cultural para tentar impor conceitos e metodologias que desvirtuam permanentemente essas culturas, sem acrescentar Universalidade de Valores Humanos.

A Sociedade das Nações conseguiu cumprir e aprofundar a Declaração Universal dos Direitos Humanos à escala Global. Faz-se urgente cumprir e aprofundar uma Declaração Universal dos Valores Humanos para podermos estruturar condignamente o relacionamento intercultural e melhorar significativamente o Valor do Homem neste mundo globalizado.

“O universalismo, por sua vez, decorre “da dignidade humana, na qualidade de valor intrínseco à condição humana. Defende-se, nesta perspetiva, o mínimo ético irredutível – ainda que se possa discutir o alcance desse ‘mínimo ético’ e dos direitos nele compreendidos”.[2] Nessa perspetiva, pode-se assentar que o universalismo está mais preocupado com o indivíduo, suas liberdade e autonomia, enquanto o relativismo tem como premissa maior o coletivismo. [3]” – Emanuel de Melo Ferreira (https://constituicaoedemocracia.com/2013/03/22/o-debate-ideologico-entre-universalismo-e-relativismo-dos-direitos-humanos/)

Quando considero a importância de cumprir e aprofundar a Universalidade dos Valores Humanos é porque estou confiante que a sua difusão e interiorização generalizada, numa Educação inclusiva e de qualidade, evitaria as tendências das ‘culturas únicas’ e ampliaria espaços de articulação para a diferença. Por outro lado, ajudar-nos-ia a Ser Humanos no verdadeiro sentido.

Recomendo uma leitura atenta de uma entrevista realizada por Katharina von Ruckteschell-Katte (diretora do Goethe-Institut na América do Sul) ao filósofo e historiador Camaronês Achille Mbembe, publicada na Revista Prosa Verso e Arte, com o título “Por que julgamos que a diferença seja um problema?” (https://www.revistaprosaversoearte.com/por-que-julgamos-que-a-diferenca-seja-um-problema-achille-mbembe/). Nesta entrevista fala sobre xenofobia, nacionalismo, o lugar do estrangeiro, os perigos de “culturas únicas” e espaços de articulação para a diferença. Realço um excerto que me parece importante para exemplificar sobre o tema do meu texto: “Não creio que o desejo de diferença possa algum dia ser erradicado. É provavelmente uma estrutura profunda do que significa ser um ser humano. Mas aspirar à singularidade não é o mesmo que cultivar a diferença. Não é o mesmo que instituir a diferença como algo que é absoluto, algo em cujo nome se queira matar ou morrer. O mundo em que vivemos hoje é um mundo no qual você encontrará muita gente que prefere morrer ou matar em nome da diferença em vez de dispor-se a arriscar sua existência em nome do que é comum a todos. Estamos em perigo de perder completamente de vista o que temos em comum. Nem mesmo a ameaça real da extinção ecológica tem sido capaz de nos despertar de nosso sono dogmático da diferença.” – Achille Mbembe.

A meu ver, é sobre ‘isto’ que acabei de expor, que os Valores Humanos devidamente transmitidos, praticados e acompanhados Universalmente pelo exemplo dos Tutores e Educadores, farão toda a diferença para uma melhoria significativa da Sociedade Global.

Deste modo, a transformação seria profunda e muito positiva para o Homem que tem a pretensão de conquistar o Universo.

Relembrando as palavras do meu amigo Joaquim Serra, quando afirma: “Baseou-se a vida numa estratégia fundamentada na Teoria do Jogo, em vez de um relativismo metaético de busca de uma moral mais inclusiva pela qual pudéssemos viver em comunhão e harmonia, de modo solidário.”.

Esta é a Luz que a Humanidade necessita para poder viver em Paz e com sabedoria.

Alfredo Sá Almeida                                                                                  16 de Outubro de 2018

Sobre a dimensão da Confiança em Valor Humano

As crises, neste mundo globalizado, têm quase tudo a ver com as falhas críticas que se verificam na Confiança entre as Pessoas, Processos e Sistemas. A nossa relação com Instituições, Governos, Empresas e Organizações tem essencialmente uma dimensão de Confiança. Para complicar (simplificar em abstrato), o Homem construiu um sistema de valor monetário que não representa o Valor Humano.

A Confiança como a vida tem um tempo associado, não é eterna. Possui uma dinâmica. Quanto maior o intervalo de tempo e o grau associado à relação de Confiança maior é a sua dimensão.

Confiança - Camões

Quando uma Pessoa tem Valor torna-se mais fácil confiarmos nos seus propósitos porque existe um padrão de Valor, uma previsibilidade de comportamentos e atitudes, um modo de pensamento que nos permite acreditar que Valor e Confiança possuem um elo forte entre eles.

Qualquer que seja a confiança em algo ou alguém, no momento em que é estabelecida essa relação ela tem uma projeção no futuro. Basta um encurtamento nessa projeção estabelecida para que a relação de confiança seja abalada.

Toda a relação de Confiança possuiu um grau, uma classificação, uma valorização que é assumida naturalmente pelas partes. Esta pode ser mais ou menos implícita ou explícita dependendo do modelo de relação em causa. Os elos virtuais que se estabelecem estão associados a padrões mentais, ao conhecimento, às emoções e à espiritualidade. Como podemos vislumbrar esses elos acabarão formando uma rede com maior ou menor resistência às vicissitudes da vida, mas que poderão ser completamente desfeitos pela traição nos propósitos. Esta é a razão pela qual a ética associada a um relacionamento é tão importante, para não dizer fundamental.

Quanto maior o grau de Confiança que depositamos mais e maiores são as características de Valor associadas ao relacionamento.

A filósofa Onora O’Neill define confiança de forma peculiar: “O conceito fundamental não é confiança, mas confiabilidade. Acredito que temos um problema cultural em abordar a questão da confiabilidade. Isso parece-me um erro, porque a única confiança que vale a pena ter é a confiança bem depositada — e confiança bem depositada é confiança depositada numa pessoa ou instituição confiáveis. Por isso a confiabilidade é a categoria principal. Entre parêntesis: pode haver alguma dificuldade em traduzir “trustworthiness” ou “trustworthy” para línguas românicas — o mais importante é que se concentre na característica da pessoa, ou instituição, em quem é depositada confiança, em vez de se concentrar na atitude subjectiva da pessoa que responde a isso.

Basicamente, o meu pensamento é que precisamos de nos concentrar na questão da confiabilidade e menos na questão da confiança.” (https://acervo.publico.pt/sociedade/noticia/o-conceito-fundamental-nao-e-a-confianca-mas-a-confiabilidade-1725088)

“Política e marketing, onde a questão da reputação de um negócio é fulcral, mantêm a indústria das sondagens e de estudos de mercado muito ocupada. As pessoas perguntam se têm confiança em X ou Y. Mas seria muito mais útil saber quais são confiáveis e quais não são.” – Onora O’Neill

Um dos aspetos que Onora O’Neill sublinha é que devemos concretizar a questão generalista de “confiar” em alguém e perguntar “para fazer o quê?” — dá o exemplo da pergunta “Confia no professor do seu filho?” à qual se deve responder “Para fazer o quê?”’ – Joana Gorjão Henriques – na entrevista que realizou a Onora O’Neill e publicou no Jornal Público em 05/03/2016.

“A confiança é o elo de aço que consolida todas as relações significativas, nas quais as pessoas se presenteiam com as melhores amizades, amores ou relacionamentos, sempre partindo da integridade e da coerência. Poucas dimensões psicológicas são tão vitais, tão nutritivas ao mesmo tempo complexas quanto nos permitirmos confiar em alguém, quanto depositar parte de nós mesmos em outra pessoa.” (https://amenteemaravilhosa.com.br/confianca-cola-da-vida/)

Seria muito interessante, neste mundo globalizado, poder avaliar o nível ou o grau de confiança (com metodologias confiáveis) que as Pessoas depositam noutras Pessoas, nas Instituições, nos Governos, nas Empresas e nas Organizações. Tenho muitas dúvidas de quem ganharia, se a Confiança ou a Desconfiança! Este(s) resultado(s) seria(m) da maior importância para uma melhoria significativa nos relacionamentos que temos de realizar ao longo da vida, nas mais variadas circunstâncias. Mas infelizmente quem tem poder de decisão tem outras prioridades e outras opções menos abrangentes. Deste modo, caminhamos assim com maior probabilidade para uma maior Desconfiança entre as partes envolvidas.

Os níveis de satisfação de Consumidores, Clientes, Utentes de um Serviço, etc. são importantes conhecer, mas representam apenas uma pequena dimensão do fenómeno da Confiança. O mesmo se passa com as sondagens de opinião ou os estudos de mercado. Falta a capacidade de integrar todos esses Estudos de forma coerente para produzir o Valor da Confiança no relacionamento Humano na sua multi dimensão Pessoal, Profissional, Política e Institucional.

“É a confiança mútua, mais que o interesse mútuo, o que mantém os grupos humanos unidos.” – H. L. Mencken.

“Você deve confiar e acreditar nas pessoas, caso contrário a vida se torna impossível.” – Anton Chekhov.

Esta é, a meu ver, a dimensão que o Homem ainda não atribui um elevado grau de importância. Fosse esse o caso e o Valor Humano ganharia enormemente.

Deixo-vos com uma questão importante: “Pode a Biosfera terrestre ter confiança no Homem?”.

Alfredo Sá Almeida                                                                                  12 de Outubro de 2018