Expliquem-me como pretendem combater a emergência climática mundial numa sociedade eminentemente competitiva!

Sociedade Competitiva

Vou começar este texto mencionando um estudo e um alerta GLOBAL, segundo 11 mil cientistas, que deve ‘incentivar’ as Pessoas a AGIR de modo mais inteligente e sustentado, com um grande espírito de mudança!

“Os cientistas que endossam o estudo afirmam ter “uma obrigação moral de claramente advertir a humanidade sobre ameaças catastróficas e falar as coisas da forma como elas são”.

“Temos altas emissões, temperaturas crescentes, sabemos disso há 40 anos e não agimos — não é necessário ser um gênio para saber que temos um problema”, diz à BBC um dos principais autores da pesquisa, Thomas Newsome, da Universidade de Sydney.

“Uma emergência significa que se não agirmos ou respondermos aos impactos das mudanças climáticas e reduzirmos as emissões de carbono, a produção de gado, o desmatamento e o consumo de combustíveis fósseis, os impactos provavelmente serão mais severos dos que os que já vivemos atá agora”, prossegue Newsome.

“Isso pode fazer com que áreas da Terra se tornem inabitáveis para humanos.” (https://www.bbc.com/portuguese/geral-50321928) “As seis mudanças urgentes para conter a emergência climática, segundo 11 mil cientistas” – BBC.

Quando nos focamos no combate à emergência climática mundial estamos essencialmente interessados em preservar a sustentabilidade ambiental num mundo sem fronteiras onde estão presentes TODOS os Cidadãos.

A Sociedade Competitiva por outro lado é muito ‘obsessiva’ com as suas fronteiras e o seu posicionamento face aos seus vizinhos, para obter vantagens competitivas no Mercado. A manutenção desse satus quo é o élan que converge no Poder e emana para a Sociedade.

A grande diferença entre uma Sociedade Competitiva e outra Colaborativa pode traduzir-se do seguinte modo:

  • A primeira está focada na resolução de problemas para alguns, enquanto que a segunda tem a determinação de resolver as situações para todos;
  • É a grande diferença entre um posicionamento de topo no mercado (custe o que custar) e a capacidade de atingir o Bem-comum de forma sustentada.

A Sociedade Competitiva levada ao extremo, conduz invariavelmente ao Bulling, Stress, Burnout, Depressão, Suicídio e a todas as atitudes agressivas e violentas do Homem. Pois haverá sempre quem não se enquadre no sistema competitivo, e, quem o gere descarta a mudança de sistema. Recomendo a leitura de um texto meu neste Blog: “A saúde mental é essencial numa sociedade de Valor Humano!” (https://saalmeida.wordpress.com/2016/02/12/a-saude-mental-e-essencial-numa-sociedade-de-valor-humano/).

“Estratégia competitiva são ações ofensivas ou defensivas para criar uma posição defensável numa indústria, para enfrentar com sucesso as forças competitivas e assim obter um retorno maior sobre o investimento.”Michael Porter.

Esse é o grande objetivo da Sociedade Competitiva e, tudo isso, para manter uma posição de Poder.

Por outro lado, a Sociedade Colaborativa tem o seu foco no Bem-comum. Senão, vejamos:

“Consumismo e competitividade levam ao emagrecimento moral e intelectual da pessoa, à redução da personalidade e da visão do mundo, convidando, também, a esquecer a oposição fundamental entre a figura do consumidor e a figura do cidadão.”Milton Santos.

“Como cidadãos da sociedade atual, nos damos conta de que não podemos continuar em uma luta pela sobrevivência do mais forte, mas que necessitamos de uma sociedade menos competitiva e mais colaborativa. Devido à crise, começamos a observar que temos de mudar a visão distorcida por uma que nos permita focar melhor e que seja boa para todos. Definitivamente, uma sociedade colaborativa é mais feliz que uma sociedade competitiva. Esta colaboração pode ser definida como solidariedade, ou seja, pensar nos outros, ajudar-nos e cooperar entre nós.” (http://humanidadeintegrada.org/sitio/2015/01/uma-sociedade-colaborativa-e-mais-feliz-que-uma-competitiva/) – “UMA SOCIEDADE COLABORATIVA É MAIS FELIZ QUE UMA COMPETITIVA”Humanidade Integrada.

Recomendo aos meus Leitores que deem uma leitura atenta a este diagrama da ‘Competitividade na Sociedade’. Traduz bem o que estamos aqui a tratar.

Competitividade_na_Sociedade

(https://coggle.it/diagram/WN5GH-qtdwABA7B3/t/competitividade-na-sociedade)

O que devemos sempre considerar é a sustentabilidade das ações do Homem para minimizar ativamente os impactos no Ambiente e na Biosfera.

Convém salientar que o fenómeno da Globalização não impede o desenvolvimento das filosofias da Sociedade Colaborativa. Pelo contrário, pode potenciá-la.

Sobre esta matéria deem uma leitura ao modo como a UNESCO nos transmite o fenómeno da Globalização. (http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/themes/international-migration/glossary/globalisation/) “SOCIAL AND HUMAN SCIENCES”.

“Globalização pode […] ser definida como a intensificação das relações sociais em todo o mundo, que ligam localidades distantes de tal maneira que os acontecimentos locais são moldados por eventos que ocorrem a muitos quilômetros de distância e vice-versa.”Anthony Giddens, 1990.

De tudo o que sabemos até hoje podemos constatar que a Inteligência e Consciência Coletivas poderão desenvolver-se mais rapidamente no modelo da Sociedade Colaborativa, e, de um modo muito limitado no modelo de Sociedade Competitiva.

Chamo à atenção dos meus Leitores para um texto que escrevi em Março de 2018 “O Homem encontra-se com perturbação obsessivo-compulsiva, em pleno século XXI” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/03/04/o-homem-encontra-se-com-perturbacao-obsessivo-compulsiva-em-pleno-seculo-xxi/).

“Perante estes dados, nem iremos necessitar de uma III Guerra Mundial para extinguirmos a Vida neste Planeta, basta continuarmos a comportarmo-nos como até aqui.” – Alfredo Sá Almeida.

Estamos perante modelos de Sociedade que podem condicionar ou expandir a nossa mente para o Mundo do Futuro.

A Sociedade Colaborativa tem vindo a desenvolver-se, mas infelizmente, de modo muito tímido. Temos exemplos importantes de apoio solidário, nas mais variadas situações (sejam coletivas ou individuais), temos o aumento do voluntariado (nas mais variadas Instituições), temos o apoio consolidado aos sem abrigo, e muitas outras iniciativas de solidariedade, onde o altruísmo, a empatia e a compaixão solidária faz o seu caminho lentamente, numa Sociedade dominada pela velocidade e pelo dinheiro como resposta para tudo.

Não nos podemos esquecer do papel importante de muitas ONG’s (Organizações não Governamentais) que desenvolvem ações importantes em todo o mundo.

Este modelo de Sociedade necessita de ser abrangente, universal, consistente e coerente, desde o Poder até ao simples Cidadão.

Falta muito por fazer, falta muita organização e dinâmica orientada para a solidariedade. Falta, sobretudo, muito conhecimento concreto destes fenómenos Humanos de apoio altruísta onde o Bem-comum predomina.

Se observarem bem, meus caros Leitores, os meios de comunicação dita social não dão o devido relevo às notícias do mundo Colaborativo. Pela simples razão que não faz aumentar audiências nem contratos de publicidade.

Temos de ser nós os Cidadãos do Mundo a fazer crescer e dinamizar estruturadamente a Sociedade Colaborativa. Agregar o desenvolvimento dos Valores Humanos em todas as nossas ações, desde muito cedo, na vida das crianças e jovens, com os bons exemplos que ajudam a desenvolver a mente e a consciência Coletiva.

Existem bons exemplos por este mundo afora. Vou mencionar apenas alguns (que me perdoem as organizações que o fazem e não mencionei). Senão vejamos:

Não posso deixar de mencionar um artigo da ‘Observador’ intitulado “A emergência do 4º setor” (2017)” (https://observador.pt/opiniao/a-emergencia-do-4o-setor/). “Neste século XXI temos de decidir sobre a dosagem de Estado Social (mais dívida, impostos e emprego público) e de economia colaborativa e partilhada (menos impostos, mais emprego privado e partilhado)”. Neste artigo, saliento: “A mutação dos “Quatro D”” onde é abordada a ‘transformação digital’. Podemos ler: “Esta transformação paradigmática pode ser designada como a mutação dos “Quatro D”: digitalização, desmaterialização, desintermediação, e o seu corolário lógico, o desemprego. O paradigma dos “Quatro D”, segundo a ideologia dominante, conduz-nos até à sociedade do conhecimento, ao capitalismo cognitivo e à economia dos bens comuns colaborativos. Enfim, na aparência, o melhor dos mundos!”.

Desejo a TODOS os meus Leitores boas reflexões e muita dinâmica no Futuro, onde caminharemos juntos para o desenvolvimento do Bem-Comum.

Alfredo Sá Almeida                                                                                   9 de Novembro de 2019

A Escola e o Futuro

Escola e Futuro

“Justiça climática Já!”, “Não te cales!”, “Todos juntos por um futuro melhor” ou “A Terra esgotou a paciência e nós também”, foram algumas das frases que se puderam ler nos cartazes empunhados pelos manifestantes, enquanto se ouvia, “Senhor ministro explique-me por favor, porque é que no inverno ainda faz calor!”” (https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/clima-trezentas-pessoas-marcharam-pelo-planeta-em-faro)

Ninguém tem dúvidas que os jovens de hoje são o Futuro.

Recentemente, estes jovens despertaram com fervor para as questões problemáticas do nosso Ambiente, da Sustentabilidade e das mudanças urgentes que têm de ser implementadas para podermos ter um Futuro melhor. Esse despertar foi desencadeado por Greta Thunberg, uma jovem Sueca que possui uma Consciência Ambiental notável e que se exprime de forma brilhante e emotiva perante grandes assembleias de adultos ou jovens. (https://www.dnoticias.pt/mundo/greta-thunberg-desafia-lideres-mundiais-a-fazerem-mais-pelo-ambiente-JK5268038)

Greta Thunberg

A questão principal aqui prende-se com a URGÊNCIA de medidas que contribuam para melhorar significativamente a sustentabilidade da Vida Humana em equilíbrio com a Biosfera. Isto porque somos nós a causa de TODOS os desequilíbrios.

São muitas as mudanças efetivas necessárias para que possamos afirmar que não estamos a colocar em risco o Futuro do equilíbrio dinâmico ambiental. São mudanças de natureza industrial, de hábitos de consumo, da essência da economia e do sistema financeiro, e sobretudo, do sistema Educativo institucionalizado.

Nós já sabíamos que existia um fosso muito grande entre o que se ensina nas Escolas e a preparação dos jovens para o Futuro. Sabíamos, mas acomodámos-nos. Sabíamos, mas estávamos conformados, porque estamos dependentes do modo como nos ensinaram em crianças e jovens. Sabemos, mas não somos capazes de nos por de acordo com a construção do Futuro Coletivo. Sobretudo, quem detém o PODER não pretende perder os privilégios que acumulou ao longo dos anos. Mesmo que esses privilégios tenham sido obtidos com regras de mercado que contribuíram para uma degradação significativa da nossa sustentabilidade ambiental.

Chegámos a um ponto da nossa história Coletiva e Global em que é fundamental que se produzam mudanças profundas na Sociedade e na Consciência Coletiva dos Cidadãos para que se obtenham resultados efetivos para a melhoria no nosso Futuro Coletivo.

Ora, essas mudanças têm obrigatoriamente de passar pelo processo Educativo Escolar a nível Global, incluindo o Universitário. Não é por acaso que se chama UNIVERSIDADE. É para que a universalidade dos nossos conhecimentos contribua para uma Consciência UNIVERSAL. Sem ela, vamos ficar ‘fritos’.

É aqui que os jovens de hoje, despertados por Greta Thunberg, têm toda a razão: “Para quê ir à Escola se não temos Futuro”. É um facto que a Escola não lhes faculta o conhecimento, a aprendizagem de novos hábitos e uma Consciência de Cidadania Global, nem a abertura de espírito para construírem um mundo melhor.

Mas a aprendizagem não pode ficar apenas pelos jovens. TODOS nós temos de passar por um processo formativo, para aprendermos tudo aquilo que não nos ensinaram e que marcou a nossa Consciência pouco coletiva ou globalizada.

É um desafio que devemos encarar como muito sério e que requer da classe Política e de todas as Instituições Governamentais e não Governamentais um empenho efetivo para caminharmos no melhor sentido.

Muitos destes jovens tornaram-se mais eficientes na construção de uma Consciência Coletiva, que tudo aquilo que tenho vindo a escrever neste Blog, sobre o Ser Humano, o Futuro Coletivo, a Sustentabilidade da Biosfera e o Valor Humano.

Parabéns a todos os Jovens que lutam pacificamente pelo Ambiente e que nos despertam para uma realidade que tem de deixar de existir, sob pena de deixarmos de ter um Planeta que possa conter Vida diversificada.

Alfredo Sá Almeida                                                                              28 de Setembro de 2019

“Morrer de sede em pleno mar!”

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Estou inteiramente de acordo com o Escritor e Poeta João Miguel Fernandes Jorge quando afirma – “Importa que não haja ilusões sobre este ponto: é que todos podemos morrer de sede em pleno mar.” (https://www.escritas.org/pt/joao-miguel-fernandes-jorge)

Mas afinal, não é esta a realidade que o Homem tem desenvolvido em pleno século XXI?

Basta sermos bons observadores da realidade Política, Financeira, Social, Ambiental, etc. para nos apercebermos que o Homem está a caminhar para um deserto líquido do qual não pode usufruir nem alimentar a sua vida. É o mesmo que dizer que o Homem, fonte de inteligência e desenvolvimento civilizacional, está a construir um NÃO FUTURO.

O mais caricato de tudo isto é que o NÃO FUTURO é uma incongruência civilizacional. Se somos a única espécie responsável por esta evolução de civilizações, como é possível que estejamos a destruir os pilares de sustentação dessas civilizações?

Os ritmos de mudanças tecnológicas, por si só, não explicam esta contradição. Mas a sistemática e continuada abstenção de vivência em Valores Humanos está a destruir todos os equilíbrios civilizacionais, sem que se aplique um crescendo de um novo Paradigma de Sociedade Humana.

Não sei se os meus Leitores já se aperceberam do que se está a passar no fenómeno chamado de Globalização. A meu ver, o que se está a passar é o oposto da construção de uma Sociedade Globalizada, supostamente mais inteligente, iniciadora de estabilidades dinâmicas e sustentáveis, favoráveis a uma civilização de Seres Humanos.

Será que desta aberração evolutiva poderá surgir um advento com melhor Futuro? Alguns dirão, ‘vamos esperar para ver!’. Esse é o maior dos perigos, esperar que ‘por geração espontânea’ surja algo melhor. Ou seja, do caos organizado surja um equilíbrio transcendente.

Esta é uma reflexão fundamental a todos os Cidadãos deste mundo.

Viver uma vida por toda a eternidade

Alfredo Sá Almeida                                                                                   4 de Agosto de 2019

Cidadãos do Mundo, demonstremos a nossa Consciência Coletiva!

Cidadão do Mundo

Meus caros Leitores, este é o meu grito de alerta a Todos os Cidadãos do Mundo, conscientes dos problemas ambientais e climáticos graves provocados pelo Homem e preocupados com as probabilidades mencionadas pela comunidade científica mundial.

“Cientistas avisam que o aquecimento global pode pôr em causa a sobrevivência humana já em 2050”

(http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2019-06-04-Cientistas-avisam-que-o-aquecimento-global-pode-por-em-causa-a-sobrevivencia-humana-ja-em-2050) Revista Visão 4/6/2019.

Cidadão do Mundo - Sócrates

“Ser cidadão do mundo é não ter fronteiras dentro de si. É ser um, com o mundo, e o mundo estar um, em ti. É romper os obstáculos de línguas, culturas, raças e etnias. Para ser verdadeiramente cidadão do mundo, disse-me o filósofo, era preciso sentir-se em casa. Estar em casa não aqui, nem ali, mas em toda e qualquer parte do mundo.”Sócrates (https://www.publico.pt/2018/06/08/p3/cronica/ser-cidadao-do-mundo-1834969) Artigo de opinião de Pedro Sampaio Minassa (8/6/2018).

Sigamos o exemplo deste Estudante de Direito quando ele afirma: “Ser cidadão do mundo é a liberdade consciente, é o elemento fundamental da nova onda de cidadania global, que consiste em ser-se semente e não árvore. Sentir-se bem onde estiver e por onde for porque, se o mundo é uma casa, em nada comum, é, em tudo, comunitária.”

Pois bem, meus caros Leitores, o problema é muito grave, muito sério e requer ações concretas imediatas por parte de TODOS os Cidadãos.

Vocês vêm os Líderes mundiais preocupados, ou mesmo, com uma agenda política tentando congregar esforços para encontrar soluções viáveis para serem implementadas no curto prazo?

Eu, sinceramente, não os vejo preocupados! Assisto ao contrassenso de os ver preocupados com a Guerra (seja comercial ou bélica) e com as estratégias de guerra e de intimidação mútua. Preocupados com os Cidadãos? Não! Estou convicto que não querem saber do nós. Bem podemos morrer ‘fritos’ ou em guerra que para eles é igual, eles estarão sempre a salvo!

Somos nós, que conjuntamente à comunidade científica devemos agir, delinear estratégias, traçar rumos e desenvolver ações concertadas para congregar o maior número de Cidadãos do Mundo, com base nos ensinamentos científicos, possuirmos a Força da Razão que irá mudar o mundo. Se houver Líderes políticos que nos queiram seguir, tanto melhor. Se não, não fazem falta nenhuma. Aliás, o espírito da Democracia é esse (regime político em que a soberania é exercida pelo povo). E o Povo é soberano!

Ora o que nos diz a comunidade Científica: “Uma equipa de investigadores australianos tentou prever o cenário resultante das alterações climáticas, a médio prazo, e os resultados não são nada animadores”. Neste artigo da Revista Visão (http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2019-06-04-Cientistas-avisam-que-o-aquecimento-global-pode-por-em-causa-a-sobrevivencia-humana-ja-em-2050) que transcreve os resultados do Centro Nacional Para a Restauração do Clima Australiano, somos alertados para as consequências da ação do Homem sobre as alterações climáticas.

“Com base nas investigações científicas realizadas até ao momento, qual seria o cenário em 2050. Os resultados estimam que o planeta esteja sob o efeito de um calor extremo que ameaçará a sobrevivência humana, que vários ecossistemas colapsem, milhares de pessoas tenham de ser deslocadas deixando algumas das cidades mais populosas do mundo praticamente abandonadas, e que a produção de alimento e reservas de água baixem drasticamente.

Para Chris Barrie, autor do estudo e ex-diretor do Departamento de Defesa Australiano, não há dúvidas de que “depois da guerra nuclear, o aquecimento global provocado pela ação humana, é a maior ameaça à vida humana no planeta”. “Um futuro apocalíptico não é inevitável”, acredita, deixando, no entanto, o aviso: “Sem uma ação drástica imediata, as nossas perspetivas (de sobrevivência) são fracas.”

David Spratt e Ian Dunlop, também eles autores do estudo e investigadores experientes dedicados ao clima, concordam que as alterações climáticas representam uma “ameaça existencial a médio prazo para a civilização humana”.

Baseado-se nas pesquisas científicas existentes, prevê-se que as temperaturas globais aumentem 3 graus Celsius até 2050.

As consequências?

  • 55% da população mundial (a viver em 35% da superfície terrestre) sofreria mais de 20 dias de calor letal por ano, algo “além do limiar de sobrevivência humana”;
  • Em África, na América do Sul, no Médio Oriente e no Sudeste Asiático, o calor fatal deveria durar mais de 100 dias por ano, levando à deslocação de aproximadamente mil milhões de pessoas;
  • Neste cenário, muitos ecossistemas não iriam resistir, incluindo o Ártico, a Amazónia e os recifes de coral;
  • A subida do nível do mar iria forçar a população de Mumbai, Jacarta, Guangzhou, Hong Kong, Ho Chi Minh, Shangai, Banguecoque, Manila, entre outras, a abandonar as cidades. Só no Bangladesh cerca de 15 milhões de pessoas seriam deslocadas;
  • A produção de alimentos diminuiria devido ao “declínio catastrófico” das populações de insetos, ao clima muito quente e à escassez de água. Sem alimentos suficientes para a população mundial, os preços subiriam vertiginosamente;

Nos resultados publicados pode ler-se ainda que “as consequências sociais vão desde o aumento do fervor religioso ao caos total”, e à “mudança permanente na relação da humanidade com a natureza”.”Visão.

Ouvimos, com frequência, que os Políticos não gostam de notícias alarmistas, pois podem provocar o caos social. Mas não assistimos à ‘construção’ de nenhuma dinâmica concertada com as Populações, com as Empresas, com os Países, com as comunidades de Nações para minimizar os efeitos destas previsões. Mais do que minimizar, será necessário resolver os problemas de fundo.

O problema não está relacionado com o dinheiro que será necessário para enfrentar as consequências desta crise de Inteligência Humana. Se se tratasse de uma Guerra Mundial tudo seria sempre feito para produzir os melhores resultados!

“Grandes empresas estimam riscos das alterações climáticas em 900 mil milhões” – Revista Sábado 4/6/2019 (https://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/grandes-empresas-estimam-riscos-das-alteracoes-climaticas-em-900-mil-milhoes) . “As alterações climáticas representam riscos financeiros de quase 900 mil milhões de euros, estimam algumas das maiores empresas do mundo num relatório esta terça-feira divulgado. Os números são sugeridos tendo em conta três quartos (366) das 500 maiores empresas do mundo, que no conjunto estão avaliadas em 15 biliões de euros.

O documento foi divulgado pela organização internacional Carbon Disclosure Project (CDP) e alerta que muitos desses impactos resultantes dos riscos climáticos poderão ocorrer nos próximos cinco anos.

Do valor de perdas estimado, cerca de 446 mil milhões de euros são classificados como altamente prováveis ou quase certos, nomeadamente devido a custos operacionais mais elevados, relacionados com mudanças nas leis e nas políticas.”

Pois é! Não será preferível uma grande ação concertada de TODOS os Cidadãos do Mundo para resolver estes grandes problemas a nível mundial, que uma Guerra ao mesmo nível? Nem coloco em causa qual será a melhor resposta a esta pergunta. Alguns Líderes mundiais talvez tenham outra ‘visão’ oculta, que não querem partilhar com a comunidade de Cidadãos do Mundo, mas nós sabemos que tudo deveria estar a ser feito, concertadamente, para evitar grandes catástrofes, sejam elas quais forem.

Todos nós temos de congregar esforços, demonstrarmos a nossa verdadeira Consciência Coletiva, darmos as mãos e mostrarmos ao Mundo o que a Inteligência Coletiva é capaz de fazer pelo bem da sustentabilidade deste nosso Planeta, que é a nossa casa, e construirmos um Futuro Coletivo digno de Seres Humanos com Valores.

Alfredo Sá Almeida                                                                                        6 de Junho de 2019

A Realidade Humana

Realidade 3

A Realidade é um universo com várias dimensões e muitas variáveis. Está dependente de quem a interpreta e do método utilizado na interpretação. Para que essa interpretação seja mais precisa deverá basear-se em recolha de dados e métodos estatísticos, que no final deverão ainda ser compilados e submetidos a outra interpretação. Lembremo-nos, mesmo quando existem diferentes observadores da mesma realidade em simultâneo, o modo como a interpretam pode ser diferente. Por comparação, a Realidade corresponde à recolha de dados em tempo-real nas tecnologias da informação.

Sem dúvida está dependente de atitudes e comportamentos dos Seres Humanos, da sua Educação, da Consciência adquirida e da envolvente Social e Coletiva. A maneira de Ser e de Estar contribuem decisivamente para a Realidade.

“O termo realidade se refere a uma circunstância externa à percepção humana e que é independente dela. A realidade representa todos os fenômenos do universo cujas leis estão fora de alcance da vontade do homem. Assim, compete ao homem conhecer as leis e compreendê-las para ter algum tipo de influência na realidade. Ela existe de alguma maneira determinada e pode ser básica em algum ponto, mas também pode servir de debate na história da filosofia e da ciência. De facto, sempre foi necessário estabelecer um limite entre o real e a percepção dos sentidos para fins da ciência. Desta forma, podemos observar as várias controvérsias do passado.” (https://conceitos.com/realidade/)

Realidade 1

Atualmente somos 7,5 biliões de Seres conscientes e inteligentes, neste Planeta, e muitos biliões mais de outros Seres Vivos na nossa Biosfera. Cada um dos Seres Humanos tem a sua interpretação de uma realidade. Os mais esclarecidos terão na sua mente uma realidade de maior dimensão, dependendo das suas experiências de vida e dos conhecimentos adquiridos. Mas não necessariamente uma interpretação suficientemente abrangente para ser considerada global.

Aliás, o Global vai depender da dimensão que se considerar e do objeto de observação. Assim sendo, deveremos considerar as diferentes parcelas da Realidade e as suas interações. Parece complexo e é complexo. Só um processo de compartimentação e simplificação interpretativa poderá ajudar a esclarecer a Realidade objeto de observação, porque é multidimensional.

Mas a que propósito estou eu a dificultar-lhes a interpretação da Realidade? Porque ela tem de ser objetiva, bem dimensionada e submetida à Razão (raciocínio lógico-dedutivo dos factos). “Razão, no sentido geral, é a faculdade de conhecimento intelectual próprio do ser humano, é um entendimento, em oposição à emoção. É a capacidade do pensamento dedutivo, realizado por meio de argumentos e de abstrações. É a faculdade de raciocinar, de ascender às ideias.” (https://www.significados.com.br/razao/)

Como podem verificar não é um processo fácil. No entanto, há quem o transforme em facilitismo na interpretação, e/ou, deturpe a interpretação dos factos para dar outra sensação de realidade. Este é o estado perigoso em que o Homem transforma a Realidade.

Basta observarmos o dia-a-dia da Comunicação Social e das Redes Sociais, que nos envolvem muito tempo, para nos apercebermos do modo como recebemos uma parcela da realidade. Uma dimensão perversa do que chamamos de Realidade, vem sobre a forma de fake-news (notícias falsas).

Mas o Homem, na sua senda de pesquisa, inovação e criatividade, não se fica por estas dimensões! Desenvolveu mais dimensões de percepção da realidade – Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Realidade Mista.

Realidade 6

(Fonte da imagem: https://moreleads.pt/realidade-mista-e-marketing-digital/ )

No Presente e num Futuro Próximo, o Ser Humano tem de estar muito bem preparado, através da Educação e do Ensino (todos os níveis), em matéria de Conhecimento e de capacidade interpretativa para não se deixar envolver racional e emocionalmente pelos caminhos tortuosos da realidade facilitada. Sobretudo preparar bem a sua Consciência Individual e Coletiva para as armadilhas que determinados grupos económicos e financeiros, religiosos e espirituais, políticos e sociais, de índole pouco confiável, nos quererem ‘mentalizar’ para o lado ‘negro’ da Realidade.

A mente Humana, por ser ‘moldável’ e ‘volúvel’, deverá possuir as características e Valores Humanos, da nossa espécie melhorada, para não perdermos definitivamente a nossa dignidade e condição Humanista.

Infelizmente, o Homem é ‘bombardeado’ constantemente com informação de todo o tipo. É uma ‘guerra’ continuada com tendências de guerra-fria, onde impera a hipocrisia, na qual deve sobressair o Ser Humano de Valor.

A este propósito gostaria de vos transcrever um comentário que a minha querida companheira Angela Figueiredo Alem fez sobre o meu texto “À Descoberta do Planeta Terra”  (https://valorhumano.me/2019/05/05/a-descoberta-do-planeta-terra/), que a meu ver traduz bem o modo como encaramos a Realidade:

“E quanto mais nos conhecemos como Humanidade, mais percebemos quanto somos absurdamente ignorantes, quando formulamos raciocínios falsos a fim de ‘massagear nosso ego’, tirando conclusões que não condizem com as atitudes que apresentamos no nosso cotidiano!

Basta observar, o que fazemos com os nossos semelhantes e o nosso Planeta! Sem contar com o que fazemos até a nós mesmos!

A grande maioria de nós, nasce perfeita… sim!

Entretanto, perfeitos apenas o suficiente para começarmos a nos destruir ao adquirirmos um pouco de autonomia para destruirmos:

  • O nosso Planeta, o nosso corpo e o nosso cérebro;
  • O nosso presente e o nosso futuro (individual e coletivo), através de comportamentos destrutivos e até suicidas [como: vícios que matam tão lentamente que os viciados não acreditam, nem percebem… aliás, só perceberiam se realmente fossem inteligentes. E que vícios são estes que matam nos ‘quatro cantos’ deste planeta? 1) Cigarros de todo o tipo; 2) Bebidas alcoólicas de todo o tipo; 3) Drogas de todo o tipo e espécie, já criadas e utilizadas em todo o Planeta].”Angela Alem 

O Homem tem um prazer mórbido e uma obsessão pelo ‘abismo’ julgando que poderá sempre voltar para trás e recuperar outro caminho melhor. Mas não é verdade. Muitas Pessoas escolhem caminhos de vida destruidores de inteligência julgando que podem inverter o sentido. Esquecem-se que existem caminhos que uma vez trilhados não têm retorno, pois os elementos existentes nesse caminho se encarregam de os ‘puxar’ para a sua autodestruição. Infelizmente muitos de nós não possuem a Consciência desta triste realidade e julgam-se Super Homens. Quem consegue superar dessas trágicas vicissitudes, não só demonstra coragem como se transforma num vencedor que pode ajudar outros na mesma condição.

Pelo que me é dado observar, o Homem possui um poder destruidor bem mais potente que o poder de construir sustentadamente caminhos de Vida. Basta verificarmos o modo como as alterações climáticas e o aquecimento global estão a ser combatidas, para constatarmos que a este ritmo morreremos todos ‘fritos’.

Vejamos a realidade dos resíduos de plástico e constataremos que será preferível construir um continente flutuante do que limpar o lixo que é depositado nos oceanos. A questão que se pode colocar é de natureza ética. A biosfera marinha pertence a seres que o Homem está a envenenar e a destruir, para além da destruição dos bancos de pesca que o Homem usa para seu belo prazer.

Portanto, meus caros Leitores, a Realidade somos NÓS que a construímos todos os dias, a todas as horas, com as nossas atitudes e comportamentos. Quanto mais estivermos imbuídos de Valores Humanos e Consciência Individual e Coletiva, melhor preparados estaremos para construir o nosso Futuro Sustentável neste Planeta único do nosso Universo. Mesmo que não seja único temos o DEVER de respeitar o equilibro da nossa Biosfera, que se tornou a nossa casa.

Realidade 9

Alfredo Sá Almeida                                                                                   19 de Maio de 2019

À Descoberta do Planeta Terra

Terra em 2066

Interessante a dinâmica que a NASA (National Aeronautics and Space Administration) tem criado em torno das viagens para Marte e a possibilidade de colonização por Seres Humanos. Tudo pensado e construído ao pormenor desde casas, veículos, energia, fonte de recursos essenciais, etc. Não há dúvida que a engenhosidade Humana é de qualidade superior e capaz de conquistas extraordinárias.

Vem este meu raciocínio a propósito de um artigo muito interessante: “Michael Morris, arquiteto premiado pela NASA, apresenta 5 Casas para Marte” (https://descla.pt/?p=114640).

Lembrei-me, e muito, do Planeta Terra. Tantos e tantos problemas criados pelo Homem, nesta nossa ‘casa’:

  • Poluição – do ar, do mar, dos rios, do solo (ao ponto de tornarmos inabitáveis determinadas regiões do nosso Planeta);
  • Pobreza – aumento significativo dos índices de pobreza mundial (falta de água, má alimentação, falta de habitação, falta de formação, falta de educação, falta de saúde etc.);
  • Efeito de estufa – aumento muito significativo dos níveis de CO2 no Ar provocando o aquecimento global, a extinção massiva de muitas espécies de seres vivos, perda de terra de cultivo e culturas importantes para a alimentação Humana etc.
  • Criminalidade – aumento significativo da criminalidade em determinadas regiões do globo;
  • Saúde mental – Aumento significativo dos índices de insanidade mental dos Seres Humanos (depressão, burnout, ansiedade excessiva etc.)

Não vou continuar esta lista para não assustar ninguém. Mas faz muita falta colocarmos os nossos recursos Humanos, especialistas nas mais diversas áreas do saber (da ciência e da tecnologia, da arquitetura e construção, da medicina e da saúde etc.)  a descobrir os ‘pontos negros’ do nosso Planeta para o colonizarmos sustentavelmente.

Seria muito interessante assistir à constituição de uma Organização Global Mundial, por exemplo, GASA (Global Altruism for Society Administration) capaz de desenvolver as melhores práticas em todos os membros da nossa Sociedade e criar as dinâmicas necessárias para conseguirmos ser autossustentáveis e com características de Seres Humanos, imbuídos dos respetivos Valores.

Tantas e tantas casas que poderiam ser construídas de modo rápido e económico, dando ao mesmo tempo a formação às Pessoas economicamente mais débeis, cuidando da sua saúde e transmitindo os necessários conhecimentos para uma alimentação saudável etc.

Poderíamos inverter rapidamente o sentido de destruição massiva que estamos produzindo ao nosso Planeta e construiríamos uma maior Consciência Coletiva bem mais saudável do que a atual.

Somos Seres dinâmicos e criativos, mas ao mesmo tempo faltam-nos os Valores que caracterizam a Humanidade e que são essenciais para a inversão da dinâmica destruidora de Planetas e de espécies de seres vivos.

Se temos a intenção de colonizar o Planeta Marte, não habitado (?), com todos os cuidados e particularidades da sustentabilidade, definindo todos os aspetos dessa colónia, deveríamos começar pelo Planeta de origem e pelas boas práticas implementadas em ‘casa’ com sucesso. Mas não, usamos aquele célebre ditado “Faz o que eu digo e não o que eu faço” e sacudimos a ‘água do capote’ como se não fosse nada conosco.

No entanto, existe uma outra grande diferença nas metodologias (todas) que se vão utilizar em Marte e aquelas que se utilizam na Terra. Na Terra vigora primordialmente a estratégia do negócio, lucro e poder. Em Marte vigorará o primado da tecnologia e sustentabilidade, para manutenção de Vida Humana. Depois logo se verá, se evoluirá como negócio, lucro e poder.

O Homem não aprendeu as lições que a História nos conta, bem alto, prefere o caminho mais fácil ao mais correto e sustentável. Esperemos que não deixem reduzir a pó o planeta Mãe.

Planeta Terra em pó

Alfredo Sá Almeida                                                                                     5 de Maio de 2019

Nota – “Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado em seres humanos e outros seres vivos, em que as ações voluntárias de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filantropia. No sentido comum do termo, é, muitas vezes, percebida como sinônimo de solidariedade. A palavra “altruísmo” foi criada em 1831 pelo filósofo francês Auguste Comte para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou coletivas).” – Wikipédia

A Democracia e o Futuro da Humanidade

O sistema democrático é seguramente o melhor sistema político instituído nos Países. No entanto, não é um sistema perfeito! Longe disso. Aliás, António Barreto, no seu recente artigo do Jornal ‘Público’ “A imperfeição democrática” (https://www.publico.pt/2019/04/07/opiniao/opiniao/imperfeicao-democratica-1868243) a caracteriza do seguinte modo: “Melhor do que qualquer outro regime a democracia dá ou permite mais liberdade a toda a gente. Incluindo bandidos, ladrões e corruptos. Déspotas e mentirosos.”

Mas é um sistema passível de ser aperfeiçoado ao longo do tempo, dependendo apenas da Consciência dos Cidadãos e do nível de Educação que receberam. Ou seja, do Povo e dos Candidatos.

Por esse mundo fora, vivem-se democracias essencialmente representativas e pouco participativas. Em alguns casos, os Cidadãos são chamados a decidir por Referendo sobre aspetos que afetarão o seu Futuro, mas muitas vezes com pouca expressão.

Num aspeto temos de concordar: ‘Quanto maior for o nível de instrução, educação e ensino de um Povo, maior é a probabilidade de existir uma democracia mais madura e interveniente.’ É aqui que eu pretendo desenvolver o meu tema.

Uma pergunta que coloco com muita frequência prende-se com a decisão sobre o Futuro de um Povo.

  • ‘Quando poderão os Cidadãos do Mundo decidir sobre o rumo do Futuro da Humanidade, de longo prazo, da Sociedade Global?’

Até o momento, nenhum Cidadão tem a possibilidade de decidir diretamente sobre vários cenários de Futuro que lhe sejam apresentados, escolhendo aquele que considera mais correto e plausível. Essa matéria está reservada a uns quantos Líderes ‘iluminados’ que decidem ‘quem vive e quem morre’ num abrir e fechar de olhos.

Reconheço que a Educação, o Ensino, a Formação, o nível de Instrução e o grau de Inteligência e Consciência Coletivas de um Povo são fundamentais para uma maior capacidade de decisão sobre o nosso Futuro e o da Biosfera.

É aqui que os regimes democráticos deveriam investir MAIS, MELHOR e MAIS RÁPIDO. Verificamos, infelizmente, que o ritmo é muito lento, para não dizer estático.

Recorro aos pensamentos e afirmações de Nelson Mandela para retratar como e qual deveria ser a consideração que TODOS os regimes democráticos deveriam ter pelo processo Educativo.

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Esta é talvez a afirmação mais famosa de Nelson Mandela, um Político preocupado com o seu Povo. “Mandela foi sempre defensor de um sistema educacional mais equânime e digno. “Não está além do nosso poder a criação de um mundo no qual crianças tenham acesso a uma boa educação. Os que não acreditam nisso têm imaginação pequena”, repetiria ele ao longo da vida.”Revista Prosa Verso e Arte. (https://www.revistaprosaversoearte.com/a-educacao-e-a-arma-mais-poderosa-que-voce-pode-usar-para-mudar-o-mundo-nelson-mandela/).

“O presidente Mandela falou com paixão em todos os fóruns possíveis sobre seu compromisso de prover educação de qualidade para todas as crianças da África do Sul, assim como propiciar também uma vida melhor para todos. Ele estabeleceu parcerias valiosas com o setor privado, especialmente para a construção de escolas nas comunidades rurais de todo o país”, diz o Departamento de Educação Básica em seu site.”

Ninguém pode se sentir satisfeito enquanto ainda houver crianças, milhões de crianças, que não recebem uma educação que lhes ofereça dignidade e o direito de viver suas vidas completamente”, disse ele por ocasião da fundação da organização. (Institute for Rural Development and Education)”.

É sobre esta matéria, esta paixão, este compromisso, esta decisão, que eu gostaria de ver TODOS os Presidentes de Países por esse mundo fora, envolverem os seus Cidadãos numa dinâmica que conduz a bons resultados num prazo mais curto que o atual.

Infelizmente, vemos os Professores, os Ministérios da Educação e Ensino e os Cidadãos em geral envolvidos em questiúnculas estéreis, processuais, demasiado sindicalizadas e pobres. Falta uma dinâmica virtuosa que galvanize as Populações e as Instituições de todos os níveis de Ensino, a debaterem sobre um rumo para o Futuro da Humanidade. Sobre o sentido que a VIDA da nossa Biosfera deveria ser preservada e que graus de sustentabilidade deveríamos aderir para mantermos o nosso Planeta viável.

Mas as Democracias, por esse mundo fora, estão muito mais dedicadas às questões do foro financeiro, estéril e frio, que não conduz a nada de BOM nem com Futuro.

Aproveito para lembrar o artigo de António Barreto, onde ele escreve e bem: “A ideia da democracia virtuosa é ridícula, infantil e comovedora. E sobretudo errada. Como é ainda uma espécie de perversão totalitária, na medida em que postula modos de ser, virtuosos sejam eles. A democracia é uma forma de escolha dos governos que reside em poucas ideias e princípios. Os cidadãos são iguais em condição e estatuto, o que implica o postulado simples “uma pessoa um voto”. Há eleições regulares e livres, com liberdade de associação e de expressão. Os vencedores governam, os que perdem são oposição e as maiorias respeitam as minorias.

Pouco mais. Honestidade e bondade não fazem parte da democracia. Podem fazer, mas não necessariamente. Eficiência e dedicação ao público também não. Podem, mas não necessariamente. Solidariedade e inteligência também não, tal como respeito pelos outros ou fraternidade. Todos estes atributos de humanidade podem ou não coexistir com a democracia. Ou antes, em todas as democracias existem esses predicados e o seu contrário. Por isso, se queremos uma democracia decente, é necessário lutar, criar instituições, desenvolver direitos e liberdades e estimular a decência.”

Não podia ser mais claro este raciocínio. Eu gostaria que as Democracias evoluíssem rápido e BEM sobretudo no sentido da decência e do compromisso efetivo com a Educação. Só assim poderemos pensar e vislumbrar que um dia possamos estar à altura de decidirmos sobre o Futuro da Humanidade.

Não é difícil! Envolve VONTADE de lutar com inteligência e consciência, CONSTANTEMENTE sem desistir, mas sem se tornar obsessivo.

A Educação e a Democracia estão comprometidas com a evolução do Homem. Só assim poderemos ter um Futuro digno para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                                    8 de Abril de 2019