À Descoberta do Planeta Terra

Terra em 2066

Interessante a dinâmica que a NASA (National Aeronautics and Space Administration) tem criado em torno das viagens para Marte e a possibilidade de colonização por Seres Humanos. Tudo pensado e construído ao pormenor desde casas, veículos, energia, fonte de recursos essenciais, etc. Não há dúvida que a engenhosidade Humana é de qualidade superior e capaz de conquistas extraordinárias.

Vem este meu raciocínio a propósito de um artigo muito interessante: “Michael Morris, arquiteto premiado pela NASA, apresenta 5 Casas para Marte” (https://descla.pt/?p=114640).

Lembrei-me, e muito, do Planeta Terra. Tantos e tantos problemas criados pelo Homem, nesta nossa ‘casa’:

  • Poluição – do ar, do mar, dos rios, do solo (ao ponto de tornarmos inabitáveis determinadas regiões do nosso Planeta);
  • Pobreza – aumento significativo dos índices de pobreza mundial (falta de água, má alimentação, falta de habitação, falta de formação, falta de educação, falta de saúde etc.);
  • Efeito de estufa – aumento muito significativo dos níveis de CO2 no Ar provocando o aquecimento global, a extinção massiva de muitas espécies de seres vivos, perda de terra de cultivo e culturas importantes para a alimentação Humana etc.
  • Criminalidade – aumento significativo da criminalidade em determinadas regiões do globo;
  • Saúde mental – Aumento significativo dos índices de insanidade mental dos Seres Humanos (depressão, burnout, ansiedade excessiva etc.)

Não vou continuar esta lista para não assustar ninguém. Mas faz muita falta colocarmos os nossos recursos Humanos, especialistas nas mais diversas áreas do saber (da ciência e da tecnologia, da arquitetura e construção, da medicina e da saúde etc.)  a descobrir os ‘pontos negros’ do nosso Planeta para o colonizarmos sustentavelmente.

Seria muito interessante assistir à constituição de uma Organização Global Mundial, por exemplo, GASA (Global Altruism for Society Administration) capaz de desenvolver as melhores práticas em todos os membros da nossa Sociedade e criar as dinâmicas necessárias para conseguirmos ser autossustentáveis e com características de Seres Humanos, imbuídos dos respetivos Valores.

Tantas e tantas casas que poderiam ser construídas de modo rápido e económico, dando ao mesmo tempo a formação às Pessoas economicamente mais débeis, cuidando da sua saúde e transmitindo os necessários conhecimentos para uma alimentação saudável etc.

Poderíamos inverter rapidamente o sentido de destruição massiva que estamos produzindo ao nosso Planeta e construiríamos uma maior Consciência Coletiva bem mais saudável do que a atual.

Somos Seres dinâmicos e criativos, mas ao mesmo tempo faltam-nos os Valores que caracterizam a Humanidade e que são essenciais para a inversão da dinâmica destruidora de Planetas e de espécies de seres vivos.

Se temos a intenção de colonizar o Planeta Marte, não habitado (?), com todos os cuidados e particularidades da sustentabilidade, definindo todos os aspetos dessa colónia, deveríamos começar pelo Planeta de origem e pelas boas práticas implementadas em ‘casa’ com sucesso. Mas não, usamos aquele célebre ditado “Faz o que eu digo e não o que eu faço” e sacudimos a ‘água do capote’ como se não fosse nada conosco.

No entanto, existe uma outra grande diferença nas metodologias (todas) que se vão utilizar em Marte e aquelas que se utilizam na Terra. Na Terra vigora primordialmente a estratégia do negócio, lucro e poder. Em Marte vigorará o primado da tecnologia e sustentabilidade, para manutenção de Vida Humana. Depois logo se verá, se evoluirá como negócio, lucro e poder.

O Homem não aprendeu as lições que a História nos conta, bem alto, prefere o caminho mais fácil ao mais correto e sustentável. Esperemos que não deixem reduzir a pó o planeta Mãe.

Planeta Terra em pó

Alfredo Sá Almeida                                                                                     5 de Maio de 2019

Nota – “Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado em seres humanos e outros seres vivos, em que as ações voluntárias de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filantropia. No sentido comum do termo, é, muitas vezes, percebida como sinônimo de solidariedade. A palavra “altruísmo” foi criada em 1831 pelo filósofo francês Auguste Comte para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou coletivas).” – Wikipédia
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