“Morrer de sede em pleno mar!”

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Estou inteiramente de acordo com o Escritor e Poeta João Miguel Fernandes Jorge quando afirma – “Importa que não haja ilusões sobre este ponto: é que todos podemos morrer de sede em pleno mar.” (https://www.escritas.org/pt/joao-miguel-fernandes-jorge)

Mas afinal, não é esta a realidade que o Homem tem desenvolvido em pleno século XXI?

Basta sermos bons observadores da realidade Política, Financeira, Social, Ambiental, etc. para nos apercebermos que o Homem está a caminhar para um deserto líquido do qual não pode usufruir nem alimentar a sua vida. É o mesmo que dizer que o Homem, fonte de inteligência e desenvolvimento civilizacional, está a construir um NÃO FUTURO.

O mais caricato de tudo isto é que o NÃO FUTURO é uma incongruência civilizacional. Se somos a única espécie responsável por esta evolução de civilizações, como é possível que estejamos a destruir os pilares de sustentação dessas civilizações?

Os ritmos de mudanças tecnológicas, por si só, não explicam esta contradição. Mas a sistemática e continuada abstenção de vivência em Valores Humanos está a destruir todos os equilíbrios civilizacionais, sem que se aplique um crescendo de um novo Paradigma de Sociedade Humana.

Não sei se os meus Leitores já se aperceberam do que se está a passar no fenómeno chamado de Globalização. A meu ver, o que se está a passar é o oposto da construção de uma Sociedade Globalizada, supostamente mais inteligente, iniciadora de estabilidades dinâmicas e sustentáveis, favoráveis a uma civilização de Seres Humanos.

Será que desta aberração evolutiva poderá surgir um advento com melhor Futuro? Alguns dirão, ‘vamos esperar para ver!’. Esse é o maior dos perigos, esperar que ‘por geração espontânea’ surja algo melhor. Ou seja, do caos organizado surja um equilíbrio transcendente.

Esta é uma reflexão fundamental a todos os Cidadãos deste mundo.

Viver uma vida por toda a eternidade

Alfredo Sá Almeida                                                                                   4 de Agosto de 2019

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A Felicidade é um estado de espírito perigoso

A Felicidade

Vou transformar esta minha afirmação num texto satírico porque considero que é a melhor forma dos meus Leitores se aperceberem da importância da verdadeira Felicidade.

É natural e muito saudável que a mente e o corpo de qualquer Cidadão possa ser ‘inundada’ de Felicidade e alegria de viver. Mas temos de concordar que a nossa Sociedade não nos dá muitos incentivos nem razões para sermos Felizes, cada um à sua maneira.

Em Fevereiro do ano passado escrevi um texto: “Comprar Felicidade?” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/02/17/comprar-felicidade/), por ter surgido um estudo ‘científico’ que afirmava – “Há uma quantia exata para a Felicidade, sugerem cientistas” (http://ptjornal.com/ha-uma-quantia-exata-que-traz-felicidade-sugerem-cientistas-240167).

Pois, já sabemos que a Felicidade se transformou numa ‘mercadoria’, tem um valor monetário e está disponível no ‘mercado’ para quem quiser comprar a dose que necessita. Para tal não temos de nos preocupar muito, nem possuir Valores Humanos, porque está ao alcance de uns ‘cobres’, na loja da esquina.

Não tem problema, afirmam as Pessoas, porque cada um tem a liberdade para interiorizar esta questão como quiser. A Felicidade é um preconceito, dizem uns, pois você pode adquiri-la como quiser e desfrutá-la a seu belo prazer, independentemente de quem estiver à sua volta.

‘Mas não será perigoso?’ Questionam alguns! A expressão dessa Felicidade pode trazer problemas! Não! Afirmam os ‘sabedores’ não tem problema nenhum, ‘quem estiver mal que se mude!’.

Bom, não será tanto assim, afinal pode produzir reflexos perigosos nos outros. Recentemente, surgiu um acontecimento grave, que transformaram em notícia, dando conta do seguinte: “Crime choca Itália: “Matei-o porque parecia feliz e não suporto a felicidade” (https://expresso.pt/internacional/2019-04-02-Crime-choca-Italia-Matei-o-porque-parecia-feliz-e-nao-suporto-a-felicidade#gs.4f1mem).

Perguntam os meus Leitores, ‘mas como é possível um maluco destes andar à solta?’. O problema (se é que algumas pessoas interiorizam este facto como um problema!) é que a Felicidade, sendo transformada em ‘coisa’, pode ser roubada por quem estiver afim disso. E haverá sempre uma justiça tolerante e de compaixão para o ‘infrator’. Vai ser julgado e terá direito a defesa paga pelo Estado. Certinho e limpinho. Está resolvida a questão.

Dirão alguns, ‘Valores Humanos na Educação/Ensino formal nem pensar que eu não quero o meu filho catequizado!’. ‘Eu é que educo o meu filho, a Escola só deverá ensinar as matérias necessárias para que ele possa trabalhar e ganhar dinheiro!’.

Pois é, enquanto pensarmos assim, não haverá Felicidade que nos valha. Esta foi a Felicidade que nos foi vendida por especialistas em marketing e vendas (do mais elevado gabarito). Não devemos admirar-nos, pois o mais provável é surgirem no Futuro casos semelhantes. NINGUÉM TEM O CUIDADO DE IMBUIR OS CIDADÃOS EM VALORES HUMANOS. Logo, cada um tem a Liberdade distorcida que quiser para agir a seu ‘belo’ prazer.

Eu estou muito triste com tudo isto, e, cada dia que passa observo, verifico, constato mais e mais casos GRAVÍSSIMOS de falta de Valores Humanos na grande maioria da Sociedade.

Tenho desenvolvido este tema do Valor Humano, de um modo sério, Humanista e com consciência crítica, há mais de cinco anos, para ser confrontado com esta triste realidade constantemente.

Eu continuo a ter o sonho de ver o tema dos Valores Humanos devidamente incluído no Ensino e Educação de TODAS as crianças e jovens por esse mundo fora, sem que esse facto provoque exaltações despropositadas e egoístas nas Pessoas.

O Futuro é uma ‘amálgama’, na mente de quem o ‘sente’, de Conhecimento, Ideal, Sonho e projeção temporal com o objetivo de tornar intrinsecamente melhor a Vida das Pessoas e sobretudo que possam ser mais Felizes e mais Conscientes que no presente.

Muitas Felicidades para TODOS os meus Leitores. Um grande abraço amigo, para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                               5 de Março de 2019

Que solução para o futuro do Homem?

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Parece estranha esta pergunta para quem domina TUDO e TODOS e que se julga um DEUS! (Yuval Noah Harari) Mas corresponde a uma triste realidade – ‘O Homem não se mostrou capaz de encontrar soluções sustentáveis e de Futuro para a sua vida nesta Biosfera!’.

Mas uma coisa é certa, só o próprio Homem tem a capacidade de encontrar a solução para os problemas que criou, mesmo julgando que era inteligente suficiente para os resolver. A não ser que prefiram ficar à espera de uns aliens  que nos venham impor uma solução!

Tantos e tão bons Escritores, publicando livros que são best-sellers, lidos por milhões de Pessoas em todo o mundo (como Yuval Noah Harari, Elizabeth Kolbert ou Al Gore), capazes de fazer uma análise exaustiva, científica, correta e inspiradora dos comportamentos Humanos nesta Sociedade Globalizada, e, não assistimos a uma resposta cabal, coletiva e duradoura para melhorar o Futuro do Homem com o pensamento no bem-comum!

Muitos de nós sabemos que os comportamentos Humanos nesta nossa Biosfera, não são sustentáveis e que a continuarmos assim, caminhamos para ‘A Sexta Extinção’ (Elizabeth Kolbert)!

Mas na realidade continua TUDO na mesma! Caminhamos para a nossa destruição como Seres Humanos e arrastaremos as outras espécies connosco!

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Não meus Amigos não se trata da sustentabilidade financeira mundial, ou, se o BREXIT com acordo ou sem acordo com a UE produzirá instabilidade dos mercados! Ou se a Venezuela e a Coreia do Norte deixarão de ser ditaduras! Ou se vamos continuar a consumir petróleo como maior fonte de energia!

NÃO, NÃO! … Somos NÓS que temos que encontrar uma solução viável para sermos Seres Humanos e não predadores insustentáveis! E, se não for a BEM (com o consenso da maioria) tem de ser por IMPOSIÇÃO dessa solução viável! Ou pretendem ter na vossa consciência a eliminação da face da Terra da grande maioria da diversidade de espécies e de NÓS próprios?

  • Será que não seremos capazes de encontrar os caminhos do BEM-COMUM para solucionarmos os nossos problemas?
  • Será que vamos continuar a defender que o Dinheiro, e quem o domina, é a entidade toda poderosa a que nos devemos subjugar para encontrarmos a melhor solução?
  • Será o VALOR HUMANO singular e coletivo a dimensão adequada para ser a plataforma de entendimento entre os Homens?
  • Vamos lá, meus Amigos, temos tantas opções que são viáveis para a grande maioria de NÓS e ficamos estupefactos e indiferentes perante tão dura realidade?

Se assim for, só vislumbro um grande problema que temos que resolver! Estamos todos VICIADOS neste modelo de Sociedade, que aconteça o que acontecer manteremos o nosso VÍCIO!

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Se o problema é o nosso VÍCIO, então existem soluções viáveis para o tratar! Só que não é de livre vontade que seremos ‘tratados’ (porque já demonstrámos que não temos força de vontade para o fazer)!

Bom, talvez a melhor solução seja divertirmo-nos muito e deixarmo-nos ‘anestesiar’ para termos uma morte coletiva ‘sem dor’!

Divirtam

  • Teremos NÓS a Inteligência Coletiva suficiente para mantermos os Valores Humanos de um Ser e sabermos transformarmo-nos em sustentáveis nesta Biosfera?

Bom, talvez prefiram abandonar este planeta e viajar para outro melhor! Os que cá ficarem que se ‘danem’!

Este é o meu ‘desabafo’, na tentativa (mais uma) de transmitir a minha modesta solução para os problemas da Humanidade. Continuo a acreditar que a SOLUÇÃO do VALOR HUMANO, como a tenho desenvolvido, é uma solução viável para os Seres Humanos responsáveis e conscientes do drama que criámos e que estamos inseridos.

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Alfredo Sá Almeida                                                                              12 de Março de 2019

 

Esta é uma viagem para o Futuro do Homem – This is a journey to the Future of Man

Convido os meus estimados Leitores a visitarem a minha nova página, subordinada ao tema do “Valor Humano” (https://valorhumano.me).

Passarei a publicar os meus textos, sobre o tema Valor Humano, nesta nova página.

A anterior ‘saalmeida’ (esta onde nos encontramos), dedicada ao mesmo tema, continuará a existir. Aí se encontrarão os 117 textos publicados desde Janeiro de 2015 até esta data.

Esta nova página será dedicada ao Futuro do Ser Humano e do seu Valor.

Grato por ter a sua companhia! – Thank you for having your company!

“Good company in a journey makes the way seem shorter.” — Izaak Walton

Being Human

Alfredo Sá Almeida                                                                  26 de Agosto de 2018

Por onde seguir? Futuro possível ou Futuro desejável?

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Esta é uma matéria sobre a qual deveria haver maiores consensos e maior empenho nas decisões que nos conduzem ao Futuro.

São duas atitudes distintas de liderança que exigem esforços diferentes. O grande problema está na forma como encaramos o Futuro e como nos conduzimos até ele. Depende muito da vontade e determinação de evitar o plausível e atingir o desejável com a maior adesão dos que nos acompanham na ‘caminhada’.

A meu ver, a maioria das lideranças de gestão contentam-se com o possível por falta de equipas capazes de construir um Futuro desejável para a Empresa. O mesmo se passa na Política dos Países. Quando as equipas governativas são coesas, competentes e bem focadas no cumprimento dos programas (e estes são ambiciosos), normalmente é atingido o desejável e a População sente-se satisfeita com os resultados. O mérito estará sempre na audácia que congrega adesão e dimensão realizável.

É evidente que a atitude desejável requer uma visão estratégica e um plano de execução que não se desfoque do essencial, sem perder a maleabilidade e a atenção para lá chegar.

A Humanidade está muito carente de um Futuro desejável, mas a indiferença, o egocentrismo e a distração é tanta que as Pessoas se perdem com facilidade, por falta de lideranças conhecedoras e competentes para não se desfocarem do essencial para chegar ao destino.

A Inteligência e Consciência Coletivas são boas conselheiras mas não suficientes. O domínio da Liderança é fundamental e a persuasão bem articulada uma necessidade.

Mais uma vez relembro que se torna essencial o Valor Humano, para cumprir com ética todos os propósitos do desejável.

Abandonemos o conformismo e o plausível e sejamos capazes de dar os saltos quânticos suficientes para chegarmos bem ao desejável, mas em Paz.

Alfredo Sá Almeida                                                                                       31 de Julho de 2018

Se não podes derrotá-los, …

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Segundo consta, esta frase – “Se não podes derrotá-los, junta-te a eles” – corresponde a um provérbio Americano.

Quantas vezes nós iniciamos batalhas que se transformam em guerras e finalmente numa obsessão da qual não sabemos sair. No momento presente, essas batalhas são essencialmente argumentativas, mas nem por isso deixam de se transformar em guerras obsessivas.

Houve até um autor Português – Filipe Homem Fonseca – que escreveu um livro intitulado “Se não podes juntar-te a eles, vence-os” (2013).

(https://www.wook.pt/livro/se-nao-podes-juntar-te-a-eles-vence-os-filipe-homem-fonseca/15081083)

Ou seja, não tem como escapar da obsessão. Faz-me lembrar as táticas utilizadas na guerra de Troia, com o célebre cavalo.

Vem isto a propósito da GUERRA comercial global que se avizinha dos USA com a China, com a União Europeia, com o Canada, com o México, etc. Era inevitável as respetivas retaliações dos Países e Organizações visadas.

Significa que o Homem é exímio na arte da guerra mas muito fraco e pouco inteligente na ARTE da Paz e da concórdia. Provavelmente, estará nos nossos genes essa característica dada a influência das sucessivas guerras em que o Homem se envolveu, sobretudo no último século.

Mas se observarmos com atenção e detalhe, essa anunciada guerra comercial global prende-se essencialmente com DINHEIRO. Pensando bem, até estou de acordo com as declarações de Christine Lagarde (Diretora-geral do FMI) quando afirma “Guerras comerciais são impossíveis de vencer”.

(http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/lagarde-guerras-comerciais-sao-impossiveis-de-vencer-281562)

Torna-se evidente que para evitar essa guerra os Líderes Globais deveriam trabalhar de forma construtiva para resolver os conflitos comerciais.

Por outro lado, ‘serão as Pessoas mais pobres que vão sofrer as consequências da guerra comercial global’ – Christine Lagarde.

(https://observador.pt/2018/05/31/serao-os-pobres-quem-mais-sofrera-com-uma-guerra-comercial-diz-fmi/)

Voltando à frase de entrada, “junta-te a eles …”, só pode querer dizer que tudo deve ser feito para construir uma Consciência Coletiva para evitar uma guerra. Mas é aqui que os Líderes Globais falham em toda a linha, talvez porque acabam reduzindo toda e qualquer negociação ao DINHEIRO. Aí, as conversações tornam-se tão virtuais e voláteis que perdem o foco principal que evita qualquer Guerra – a Paz e o bem-estar de todas as Populações de todos os Países.

A uma escala bem mais pequena, mas não menos importante, a guerra entre os Professores Portugueses e o Ministério da Educação de Portugal, enferma do mesmo problema – ‘nem os Dirigentes Sindicais nem o Governo’ estão focados em resolver os problemas sérios que a Educação em Portugal tem. Acabam reduzindo TUDO A DINHEIRO. Assim não se resolve nada.

Aliás, se forem satisfeitas todas as reivindicações dos Sindicatos (10 plataformas Sindicais para representar uma Profissão?) os problemas da Educação em Portugal não ficarão resolvidos, nem sequer a satisfação dos Professores e o seu bem-estar.

Imaginem agora o que aconteceria com as outras profissões, os Juízes, os Médicos, os Enfermeiros, etc. Ou seja, seria a insatisfação geral.

A meu ver, a Política está demasiado comprometida com o DINHEIRO e os Cidadãos acabam por ficar viciados nele. Senão vejamos, perguntem a um Professor do quadro: ‘se ganhasse o dobro estaria satisfeito e seria mais produtivo no seu trabalho?’. Penso que adivinharei a resposta – NÃO.

Enfim, o Homem continua obcecado com questões que não conduzem a nada de bom e desfocado dos verdadeiros problemas da Sociedade. Construir uma Consciência Coletiva torna-se fácil se for para perguntar: “Exigem ou não a recuperação de todo o tempo de serviço congelado?” (http://expresso.sapo.pt/revista-de-imprensa/2018-06-29-Sindicatos-lancam-referendo-aos-professores-exigem-ou-nao-a-recuperacao-de-todo-o-tempo-de-servico-congelado-#gs.Q5_NcaA). Quero ver construir uma Consciência Coletiva bem mais vasta e mais abrangente que entre, apenas, os elementos de uma Profissão. Gostaria de ver uma verdadeira convergência entre Professores, Pais dos Alunos, Alunos e Governantes por uma Educação com Futuro em Portugal. Essa sim seria a Consciência Coletiva digna de Seres inteligentes.

Não brinquem com a Inteligência dos Cidadãos! Todos nós sabemos que ‘Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão’. Às Profissões superiores de um País (Professores, Juízes, Médicos, Enfermeiros, etc.) exige-se que tenham um maior contributo para a Cidadania, com maior Inteligência e Consciência Coletivas, caso contrário a Profissão perde Valor. Imaginem um Juiz a reivindicar aumento de salário e com atitudes e comportamentos de ‘Estivador’. Como querem que os Cidadãos mantenham o respeito que a Profissão merece? Como querem construir Consciência Coletiva ampla se não se derem ao respeito como Cidadãos?

Neste caso, os Dirigentes Sindicais são os maiores culpados de muitos processos reivindicativos. Não basta serem obsessivos com os desejos dos seus associados. Têm sobretudo de ser construtivos e responsáveis pela Consciência Coletiva da Profissão, que representam, integrada na Sociedade que a deve respeitar SEMPRE. Se a Sociedade perder o respeito pela Profissão em causa, o responsável é o Dirigente Sindical.

Pois bem, meus caros Leitores, eu preferiria que a frase de entrada fosse outra:

“Se não conseguires construir uma Consciência Coletiva, com os teus recursos, junta-te àqueles que tiverem melhores condições para o fazer”.

Alfredo Sá Almeida                                                                                       7 de Julho de 2018

Que características Humanas vão acompanhar a Inteligência no Futuro?

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Este é um tema que deveria ser amplamente debatido não só nos meios académicos, mas sobretudo no ambiente empresarial e escolar.

Vem isto a propósito de uma entrevista importante de Franco Berardi“O Pensamento Crítico morreu” (Filósofo Italiano e professor de História Social dos Media na Academia de Brera, em Milão) publicada no Jornal Económico (Portugal) em 17 de Junho de 2018 (http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/franco-berardi-o-pensamento-critico-morreu-321558). Recomendo vivamente uma leitura atenta desta entrevista seguida de uma reflexão. Talvez essa nossa atitude possa contribuir para o ‘renascimento’ do Pensamento Crítico, que este Autor considera estar morto.

As respostas de Franco Berardi demonstram que o seu Pensamento não deixou de ser Crítico, mas os argumentos que apresenta são válidos quando considera que o atual Sistema Financeiro e o Capitalismo que o sustenta, servindo-se dos processos tecnológico e económico, estão a matar o Pensamento Crítico.

Analisemos este excerto da entrevista que mencionei:

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(http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/franco-berardi-o-pensamento-critico-morreu-321558)

A meu ver, o Pensamento Crítico só morrerá se nós deixarmos que morra, ou, nos predispusermos para não pensar e só agir. Mas mesmo a ação necessita de um certo planeamento para ser bem-sucedida. Por outro lado, o Homem não tem como abdicar de ser inteligente e construtivo. Este é um fenómeno irreversível.

Também considero que deveremos estar abertos ao imprevisível. Tudo vai depender dos elementos imprevisíveis e de quem os criar. Aliás não existe Futuro sem um grau de imprevisibilidade. Os anseios do Homem nem sempre são suficientemente ponderados e integrados no conhecimento, que permitam traçar um caminho para o Futuro sem infalibilidade e imprevisibilidade. O próprio processo criativo apenas está focado numa parte do conhecimento. Toda a restante se encontra desfocada e nebulosa.

Todos nós sabemos que o Homem não é apenas um Ser inteligente (considerando as facetas Racional, Emocional, Social e Espiritual da Inteligência), ele está enquadrado numa Biosfera e envolvido numa Cultura de Valores que o moldam, em maior ou menor grau, durante a sua vida.

A questão que coloco para debate e reflexão é saber que características Humanas vão acompanhar a Inteligência no Futuro. Que atitudes e comportamentos vamos interiorizar e que nos vão caracterizar. O mesmo é dizer que Valores Humanos vão salientar as características da Inteligência do Homem!

Esta não é uma questão pacífica nem tranquila, porque existem muitos indivíduos com poder que consideram que o valor do dinheiro deve continuar a dominar e governar todas as características Humanas. E, com ele, a competitividade, a meritocracia e todos os vícios e desvalores Humanos que acompanham este sistema.

Ora, todos nós sabemos, que a ausência de Valores Humanos na vida do Homem só tem potenciado graves distúrbios mentais e muitos outros desequilíbrios nefastos à Sociedade. Considero que não é moldando a Sociedade pelo dinheiro e seus valores distorcidos, em muitos casos aberrantes, que o Pensamento Crítico renascerá.

O Pensamento Crítico é um processo aberto e saudável do raciocínio integrado com o conhecimento, permitindo aos Cidadãos exercerem com seriedade as suas responsabilidades sociais.

“O pensamento crítico consiste em analisar e avaliar a consistência dos raciocínios, em especial as afirmações que a sociedade considera verdadeiras no contexto da vida cotidiana.

Essa avaliação pode realizar-se através da observação, da experiência, do raciocínio ou do método científico. O pensamento crítico exige clareza, precisão, equidade e evidências, já que visa evitar as impressões particulares. Neste sentido, está relacionado com o ceticismo e com a detecção de falácias.” – (http://conceito.de/pensamento-critico)

Pensamento Crítico 2

(http://www.porto.ucp.pt/pensamento-critico?msite=15)

Para mim torna-se evidente a importância desta vertente de Pensamento estruturado, dada a natureza da Sociedade de Valor Humano que defendo e dos relacionamentos Humanos que se pretendem de Valor. A meu ver, torna-se difícil vislumbrar uma Sociedade Futura onde o Pensamento Crítico esteja morto. Considero uma aberração que tem de ser corrigida já e rapidamente. Se não o fizermos estaremos a deturpar seriamente o Futuro de toda uma Sociedade Global de Valor Humano.

Alfredo Sá Almeida                                                                                      19 de Junho de 2018