Expliquem-me como pretendem combater a emergência climática mundial numa sociedade eminentemente competitiva!

Sociedade Competitiva

Vou começar este texto mencionando um estudo e um alerta GLOBAL, segundo 11 mil cientistas, que deve ‘incentivar’ as Pessoas a AGIR de modo mais inteligente e sustentado, com um grande espírito de mudança!

“Os cientistas que endossam o estudo afirmam ter “uma obrigação moral de claramente advertir a humanidade sobre ameaças catastróficas e falar as coisas da forma como elas são”.

“Temos altas emissões, temperaturas crescentes, sabemos disso há 40 anos e não agimos — não é necessário ser um gênio para saber que temos um problema”, diz à BBC um dos principais autores da pesquisa, Thomas Newsome, da Universidade de Sydney.

“Uma emergência significa que se não agirmos ou respondermos aos impactos das mudanças climáticas e reduzirmos as emissões de carbono, a produção de gado, o desmatamento e o consumo de combustíveis fósseis, os impactos provavelmente serão mais severos dos que os que já vivemos atá agora”, prossegue Newsome.

“Isso pode fazer com que áreas da Terra se tornem inabitáveis para humanos.” (https://www.bbc.com/portuguese/geral-50321928) “As seis mudanças urgentes para conter a emergência climática, segundo 11 mil cientistas” – BBC.

Quando nos focamos no combate à emergência climática mundial estamos essencialmente interessados em preservar a sustentabilidade ambiental num mundo sem fronteiras onde estão presentes TODOS os Cidadãos.

A Sociedade Competitiva por outro lado é muito ‘obsessiva’ com as suas fronteiras e o seu posicionamento face aos seus vizinhos, para obter vantagens competitivas no Mercado. A manutenção desse satus quo é o élan que converge no Poder e emana para a Sociedade.

A grande diferença entre uma Sociedade Competitiva e outra Colaborativa pode traduzir-se do seguinte modo:

  • A primeira está focada na resolução de problemas para alguns, enquanto que a segunda tem a determinação de resolver as situações para todos;
  • É a grande diferença entre um posicionamento de topo no mercado (custe o que custar) e a capacidade de atingir o Bem-comum de forma sustentada.

A Sociedade Competitiva levada ao extremo, conduz invariavelmente ao Bulling, Stress, Burnout, Depressão, Suicídio e a todas as atitudes agressivas e violentas do Homem. Pois haverá sempre quem não se enquadre no sistema competitivo, e, quem o gere descarta a mudança de sistema. Recomendo a leitura de um texto meu neste Blog: “A saúde mental é essencial numa sociedade de Valor Humano!” (https://saalmeida.wordpress.com/2016/02/12/a-saude-mental-e-essencial-numa-sociedade-de-valor-humano/).

“Estratégia competitiva são ações ofensivas ou defensivas para criar uma posição defensável numa indústria, para enfrentar com sucesso as forças competitivas e assim obter um retorno maior sobre o investimento.”Michael Porter.

Esse é o grande objetivo da Sociedade Competitiva e, tudo isso, para manter uma posição de Poder.

Por outro lado, a Sociedade Colaborativa tem o seu foco no Bem-comum. Senão, vejamos:

“Consumismo e competitividade levam ao emagrecimento moral e intelectual da pessoa, à redução da personalidade e da visão do mundo, convidando, também, a esquecer a oposição fundamental entre a figura do consumidor e a figura do cidadão.”Milton Santos.

“Como cidadãos da sociedade atual, nos damos conta de que não podemos continuar em uma luta pela sobrevivência do mais forte, mas que necessitamos de uma sociedade menos competitiva e mais colaborativa. Devido à crise, começamos a observar que temos de mudar a visão distorcida por uma que nos permita focar melhor e que seja boa para todos. Definitivamente, uma sociedade colaborativa é mais feliz que uma sociedade competitiva. Esta colaboração pode ser definida como solidariedade, ou seja, pensar nos outros, ajudar-nos e cooperar entre nós.” (http://humanidadeintegrada.org/sitio/2015/01/uma-sociedade-colaborativa-e-mais-feliz-que-uma-competitiva/) – “UMA SOCIEDADE COLABORATIVA É MAIS FELIZ QUE UMA COMPETITIVA”Humanidade Integrada.

Recomendo aos meus Leitores que deem uma leitura atenta a este diagrama da ‘Competitividade na Sociedade’. Traduz bem o que estamos aqui a tratar.

Competitividade_na_Sociedade

(https://coggle.it/diagram/WN5GH-qtdwABA7B3/t/competitividade-na-sociedade)

O que devemos sempre considerar é a sustentabilidade das ações do Homem para minimizar ativamente os impactos no Ambiente e na Biosfera.

Convém salientar que o fenómeno da Globalização não impede o desenvolvimento das filosofias da Sociedade Colaborativa. Pelo contrário, pode potenciá-la.

Sobre esta matéria deem uma leitura ao modo como a UNESCO nos transmite o fenómeno da Globalização. (http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/themes/international-migration/glossary/globalisation/) “SOCIAL AND HUMAN SCIENCES”.

“Globalização pode […] ser definida como a intensificação das relações sociais em todo o mundo, que ligam localidades distantes de tal maneira que os acontecimentos locais são moldados por eventos que ocorrem a muitos quilômetros de distância e vice-versa.”Anthony Giddens, 1990.

De tudo o que sabemos até hoje podemos constatar que a Inteligência e Consciência Coletivas poderão desenvolver-se mais rapidamente no modelo da Sociedade Colaborativa, e, de um modo muito limitado no modelo de Sociedade Competitiva.

Chamo à atenção dos meus Leitores para um texto que escrevi em Março de 2018 “O Homem encontra-se com perturbação obsessivo-compulsiva, em pleno século XXI” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/03/04/o-homem-encontra-se-com-perturbacao-obsessivo-compulsiva-em-pleno-seculo-xxi/).

“Perante estes dados, nem iremos necessitar de uma III Guerra Mundial para extinguirmos a Vida neste Planeta, basta continuarmos a comportarmo-nos como até aqui.” – Alfredo Sá Almeida.

Estamos perante modelos de Sociedade que podem condicionar ou expandir a nossa mente para o Mundo do Futuro.

A Sociedade Colaborativa tem vindo a desenvolver-se, mas infelizmente, de modo muito tímido. Temos exemplos importantes de apoio solidário, nas mais variadas situações (sejam coletivas ou individuais), temos o aumento do voluntariado (nas mais variadas Instituições), temos o apoio consolidado aos sem abrigo, e muitas outras iniciativas de solidariedade, onde o altruísmo, a empatia e a compaixão solidária faz o seu caminho lentamente, numa Sociedade dominada pela velocidade e pelo dinheiro como resposta para tudo.

Não nos podemos esquecer do papel importante de muitas ONG’s (Organizações não Governamentais) que desenvolvem ações importantes em todo o mundo.

Este modelo de Sociedade necessita de ser abrangente, universal, consistente e coerente, desde o Poder até ao simples Cidadão.

Falta muito por fazer, falta muita organização e dinâmica orientada para a solidariedade. Falta, sobretudo, muito conhecimento concreto destes fenómenos Humanos de apoio altruísta onde o Bem-comum predomina.

Se observarem bem, meus caros Leitores, os meios de comunicação dita social não dão o devido relevo às notícias do mundo Colaborativo. Pela simples razão que não faz aumentar audiências nem contratos de publicidade.

Temos de ser nós os Cidadãos do Mundo a fazer crescer e dinamizar estruturadamente a Sociedade Colaborativa. Agregar o desenvolvimento dos Valores Humanos em todas as nossas ações, desde muito cedo, na vida das crianças e jovens, com os bons exemplos que ajudam a desenvolver a mente e a consciência Coletiva.

Existem bons exemplos por este mundo afora. Vou mencionar apenas alguns (que me perdoem as organizações que o fazem e não mencionei). Senão vejamos:

Não posso deixar de mencionar um artigo da ‘Observador’ intitulado “A emergência do 4º setor” (2017)” (https://observador.pt/opiniao/a-emergencia-do-4o-setor/). “Neste século XXI temos de decidir sobre a dosagem de Estado Social (mais dívida, impostos e emprego público) e de economia colaborativa e partilhada (menos impostos, mais emprego privado e partilhado)”. Neste artigo, saliento: “A mutação dos “Quatro D”” onde é abordada a ‘transformação digital’. Podemos ler: “Esta transformação paradigmática pode ser designada como a mutação dos “Quatro D”: digitalização, desmaterialização, desintermediação, e o seu corolário lógico, o desemprego. O paradigma dos “Quatro D”, segundo a ideologia dominante, conduz-nos até à sociedade do conhecimento, ao capitalismo cognitivo e à economia dos bens comuns colaborativos. Enfim, na aparência, o melhor dos mundos!”.

Desejo a TODOS os meus Leitores boas reflexões e muita dinâmica no Futuro, onde caminharemos juntos para o desenvolvimento do Bem-Comum.

Alfredo Sá Almeida                                                                                   9 de Novembro de 2019

A Escola e o Futuro

Escola e Futuro

“Justiça climática Já!”, “Não te cales!”, “Todos juntos por um futuro melhor” ou “A Terra esgotou a paciência e nós também”, foram algumas das frases que se puderam ler nos cartazes empunhados pelos manifestantes, enquanto se ouvia, “Senhor ministro explique-me por favor, porque é que no inverno ainda faz calor!”” (https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/clima-trezentas-pessoas-marcharam-pelo-planeta-em-faro)

Ninguém tem dúvidas que os jovens de hoje são o Futuro.

Recentemente, estes jovens despertaram com fervor para as questões problemáticas do nosso Ambiente, da Sustentabilidade e das mudanças urgentes que têm de ser implementadas para podermos ter um Futuro melhor. Esse despertar foi desencadeado por Greta Thunberg, uma jovem Sueca que possui uma Consciência Ambiental notável e que se exprime de forma brilhante e emotiva perante grandes assembleias de adultos ou jovens. (https://www.dnoticias.pt/mundo/greta-thunberg-desafia-lideres-mundiais-a-fazerem-mais-pelo-ambiente-JK5268038)

Greta Thunberg

A questão principal aqui prende-se com a URGÊNCIA de medidas que contribuam para melhorar significativamente a sustentabilidade da Vida Humana em equilíbrio com a Biosfera. Isto porque somos nós a causa de TODOS os desequilíbrios.

São muitas as mudanças efetivas necessárias para que possamos afirmar que não estamos a colocar em risco o Futuro do equilíbrio dinâmico ambiental. São mudanças de natureza industrial, de hábitos de consumo, da essência da economia e do sistema financeiro, e sobretudo, do sistema Educativo institucionalizado.

Nós já sabíamos que existia um fosso muito grande entre o que se ensina nas Escolas e a preparação dos jovens para o Futuro. Sabíamos, mas acomodámos-nos. Sabíamos, mas estávamos conformados, porque estamos dependentes do modo como nos ensinaram em crianças e jovens. Sabemos, mas não somos capazes de nos por de acordo com a construção do Futuro Coletivo. Sobretudo, quem detém o PODER não pretende perder os privilégios que acumulou ao longo dos anos. Mesmo que esses privilégios tenham sido obtidos com regras de mercado que contribuíram para uma degradação significativa da nossa sustentabilidade ambiental.

Chegámos a um ponto da nossa história Coletiva e Global em que é fundamental que se produzam mudanças profundas na Sociedade e na Consciência Coletiva dos Cidadãos para que se obtenham resultados efetivos para a melhoria no nosso Futuro Coletivo.

Ora, essas mudanças têm obrigatoriamente de passar pelo processo Educativo Escolar a nível Global, incluindo o Universitário. Não é por acaso que se chama UNIVERSIDADE. É para que a universalidade dos nossos conhecimentos contribua para uma Consciência UNIVERSAL. Sem ela, vamos ficar ‘fritos’.

É aqui que os jovens de hoje, despertados por Greta Thunberg, têm toda a razão: “Para quê ir à Escola se não temos Futuro”. É um facto que a Escola não lhes faculta o conhecimento, a aprendizagem de novos hábitos e uma Consciência de Cidadania Global, nem a abertura de espírito para construírem um mundo melhor.

Mas a aprendizagem não pode ficar apenas pelos jovens. TODOS nós temos de passar por um processo formativo, para aprendermos tudo aquilo que não nos ensinaram e que marcou a nossa Consciência pouco coletiva ou globalizada.

É um desafio que devemos encarar como muito sério e que requer da classe Política e de todas as Instituições Governamentais e não Governamentais um empenho efetivo para caminharmos no melhor sentido.

Muitos destes jovens tornaram-se mais eficientes na construção de uma Consciência Coletiva, que tudo aquilo que tenho vindo a escrever neste Blog, sobre o Ser Humano, o Futuro Coletivo, a Sustentabilidade da Biosfera e o Valor Humano.

Parabéns a todos os Jovens que lutam pacificamente pelo Ambiente e que nos despertam para uma realidade que tem de deixar de existir, sob pena de deixarmos de ter um Planeta que possa conter Vida diversificada.

Alfredo Sá Almeida                                                                              28 de Setembro de 2019

“Morrer de sede em pleno mar!”

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Estou inteiramente de acordo com o Escritor e Poeta João Miguel Fernandes Jorge quando afirma – “Importa que não haja ilusões sobre este ponto: é que todos podemos morrer de sede em pleno mar.” (https://www.escritas.org/pt/joao-miguel-fernandes-jorge)

Mas afinal, não é esta a realidade que o Homem tem desenvolvido em pleno século XXI?

Basta sermos bons observadores da realidade Política, Financeira, Social, Ambiental, etc. para nos apercebermos que o Homem está a caminhar para um deserto líquido do qual não pode usufruir nem alimentar a sua vida. É o mesmo que dizer que o Homem, fonte de inteligência e desenvolvimento civilizacional, está a construir um NÃO FUTURO.

O mais caricato de tudo isto é que o NÃO FUTURO é uma incongruência civilizacional. Se somos a única espécie responsável por esta evolução de civilizações, como é possível que estejamos a destruir os pilares de sustentação dessas civilizações?

Os ritmos de mudanças tecnológicas, por si só, não explicam esta contradição. Mas a sistemática e continuada abstenção de vivência em Valores Humanos está a destruir todos os equilíbrios civilizacionais, sem que se aplique um crescendo de um novo Paradigma de Sociedade Humana.

Não sei se os meus Leitores já se aperceberam do que se está a passar no fenómeno chamado de Globalização. A meu ver, o que se está a passar é o oposto da construção de uma Sociedade Globalizada, supostamente mais inteligente, iniciadora de estabilidades dinâmicas e sustentáveis, favoráveis a uma civilização de Seres Humanos.

Será que desta aberração evolutiva poderá surgir um advento com melhor Futuro? Alguns dirão, ‘vamos esperar para ver!’. Esse é o maior dos perigos, esperar que ‘por geração espontânea’ surja algo melhor. Ou seja, do caos organizado surja um equilíbrio transcendente.

Esta é uma reflexão fundamental a todos os Cidadãos deste mundo.

Viver uma vida por toda a eternidade

Alfredo Sá Almeida                                                                                   4 de Agosto de 2019

A Felicidade é um estado de espírito perigoso

A Felicidade

Vou transformar esta minha afirmação num texto satírico porque considero que é a melhor forma dos meus Leitores se aperceberem da importância da verdadeira Felicidade.

É natural e muito saudável que a mente e o corpo de qualquer Cidadão possa ser ‘inundada’ de Felicidade e alegria de viver. Mas temos de concordar que a nossa Sociedade não nos dá muitos incentivos nem razões para sermos Felizes, cada um à sua maneira.

Em Fevereiro do ano passado escrevi um texto: “Comprar Felicidade?” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/02/17/comprar-felicidade/), por ter surgido um estudo ‘científico’ que afirmava – “Há uma quantia exata para a Felicidade, sugerem cientistas” (http://ptjornal.com/ha-uma-quantia-exata-que-traz-felicidade-sugerem-cientistas-240167).

Pois, já sabemos que a Felicidade se transformou numa ‘mercadoria’, tem um valor monetário e está disponível no ‘mercado’ para quem quiser comprar a dose que necessita. Para tal não temos de nos preocupar muito, nem possuir Valores Humanos, porque está ao alcance de uns ‘cobres’, na loja da esquina.

Não tem problema, afirmam as Pessoas, porque cada um tem a liberdade para interiorizar esta questão como quiser. A Felicidade é um preconceito, dizem uns, pois você pode adquiri-la como quiser e desfrutá-la a seu belo prazer, independentemente de quem estiver à sua volta.

‘Mas não será perigoso?’ Questionam alguns! A expressão dessa Felicidade pode trazer problemas! Não! Afirmam os ‘sabedores’ não tem problema nenhum, ‘quem estiver mal que se mude!’.

Bom, não será tanto assim, afinal pode produzir reflexos perigosos nos outros. Recentemente, surgiu um acontecimento grave, que transformaram em notícia, dando conta do seguinte: “Crime choca Itália: “Matei-o porque parecia feliz e não suporto a felicidade” (https://expresso.pt/internacional/2019-04-02-Crime-choca-Italia-Matei-o-porque-parecia-feliz-e-nao-suporto-a-felicidade#gs.4f1mem).

Perguntam os meus Leitores, ‘mas como é possível um maluco destes andar à solta?’. O problema (se é que algumas pessoas interiorizam este facto como um problema!) é que a Felicidade, sendo transformada em ‘coisa’, pode ser roubada por quem estiver afim disso. E haverá sempre uma justiça tolerante e de compaixão para o ‘infrator’. Vai ser julgado e terá direito a defesa paga pelo Estado. Certinho e limpinho. Está resolvida a questão.

Dirão alguns, ‘Valores Humanos na Educação/Ensino formal nem pensar que eu não quero o meu filho catequizado!’. ‘Eu é que educo o meu filho, a Escola só deverá ensinar as matérias necessárias para que ele possa trabalhar e ganhar dinheiro!’.

Pois é, enquanto pensarmos assim, não haverá Felicidade que nos valha. Esta foi a Felicidade que nos foi vendida por especialistas em marketing e vendas (do mais elevado gabarito). Não devemos admirar-nos, pois o mais provável é surgirem no Futuro casos semelhantes. NINGUÉM TEM O CUIDADO DE IMBUIR OS CIDADÃOS EM VALORES HUMANOS. Logo, cada um tem a Liberdade distorcida que quiser para agir a seu ‘belo’ prazer.

Eu estou muito triste com tudo isto, e, cada dia que passa observo, verifico, constato mais e mais casos GRAVÍSSIMOS de falta de Valores Humanos na grande maioria da Sociedade.

Tenho desenvolvido este tema do Valor Humano, de um modo sério, Humanista e com consciência crítica, há mais de cinco anos, para ser confrontado com esta triste realidade constantemente.

Eu continuo a ter o sonho de ver o tema dos Valores Humanos devidamente incluído no Ensino e Educação de TODAS as crianças e jovens por esse mundo fora, sem que esse facto provoque exaltações despropositadas e egoístas nas Pessoas.

O Futuro é uma ‘amálgama’, na mente de quem o ‘sente’, de Conhecimento, Ideal, Sonho e projeção temporal com o objetivo de tornar intrinsecamente melhor a Vida das Pessoas e sobretudo que possam ser mais Felizes e mais Conscientes que no presente.

Muitas Felicidades para TODOS os meus Leitores. Um grande abraço amigo, para TODOS.

Alfredo Sá Almeida                                                                               5 de Março de 2019

Que solução para o futuro do Homem?

Solução para o Homem 5

Parece estranha esta pergunta para quem domina TUDO e TODOS e que se julga um DEUS! (Yuval Noah Harari) Mas corresponde a uma triste realidade – ‘O Homem não se mostrou capaz de encontrar soluções sustentáveis e de Futuro para a sua vida nesta Biosfera!’.

Mas uma coisa é certa, só o próprio Homem tem a capacidade de encontrar a solução para os problemas que criou, mesmo julgando que era inteligente suficiente para os resolver. A não ser que prefiram ficar à espera de uns aliens  que nos venham impor uma solução!

Tantos e tão bons Escritores, publicando livros que são best-sellers, lidos por milhões de Pessoas em todo o mundo (como Yuval Noah Harari, Elizabeth Kolbert ou Al Gore), capazes de fazer uma análise exaustiva, científica, correta e inspiradora dos comportamentos Humanos nesta Sociedade Globalizada, e, não assistimos a uma resposta cabal, coletiva e duradoura para melhorar o Futuro do Homem com o pensamento no bem-comum!

Muitos de nós sabemos que os comportamentos Humanos nesta nossa Biosfera, não são sustentáveis e que a continuarmos assim, caminhamos para ‘A Sexta Extinção’ (Elizabeth Kolbert)!

Mas na realidade continua TUDO na mesma! Caminhamos para a nossa destruição como Seres Humanos e arrastaremos as outras espécies connosco!

Solução para o Homem 1

Não meus Amigos não se trata da sustentabilidade financeira mundial, ou, se o BREXIT com acordo ou sem acordo com a UE produzirá instabilidade dos mercados! Ou se a Venezuela e a Coreia do Norte deixarão de ser ditaduras! Ou se vamos continuar a consumir petróleo como maior fonte de energia!

NÃO, NÃO! … Somos NÓS que temos que encontrar uma solução viável para sermos Seres Humanos e não predadores insustentáveis! E, se não for a BEM (com o consenso da maioria) tem de ser por IMPOSIÇÃO dessa solução viável! Ou pretendem ter na vossa consciência a eliminação da face da Terra da grande maioria da diversidade de espécies e de NÓS próprios?

  • Será que não seremos capazes de encontrar os caminhos do BEM-COMUM para solucionarmos os nossos problemas?
  • Será que vamos continuar a defender que o Dinheiro, e quem o domina, é a entidade toda poderosa a que nos devemos subjugar para encontrarmos a melhor solução?
  • Será o VALOR HUMANO singular e coletivo a dimensão adequada para ser a plataforma de entendimento entre os Homens?
  • Vamos lá, meus Amigos, temos tantas opções que são viáveis para a grande maioria de NÓS e ficamos estupefactos e indiferentes perante tão dura realidade?

Se assim for, só vislumbro um grande problema que temos que resolver! Estamos todos VICIADOS neste modelo de Sociedade, que aconteça o que acontecer manteremos o nosso VÍCIO!

Solução para o Homem 3

Se o problema é o nosso VÍCIO, então existem soluções viáveis para o tratar! Só que não é de livre vontade que seremos ‘tratados’ (porque já demonstrámos que não temos força de vontade para o fazer)!

Bom, talvez a melhor solução seja divertirmo-nos muito e deixarmo-nos ‘anestesiar’ para termos uma morte coletiva ‘sem dor’!

Divirtam

  • Teremos NÓS a Inteligência Coletiva suficiente para mantermos os Valores Humanos de um Ser e sabermos transformarmo-nos em sustentáveis nesta Biosfera?

Bom, talvez prefiram abandonar este planeta e viajar para outro melhor! Os que cá ficarem que se ‘danem’!

Este é o meu ‘desabafo’, na tentativa (mais uma) de transmitir a minha modesta solução para os problemas da Humanidade. Continuo a acreditar que a SOLUÇÃO do VALOR HUMANO, como a tenho desenvolvido, é uma solução viável para os Seres Humanos responsáveis e conscientes do drama que criámos e que estamos inseridos.

Solução para o Homem 2

Alfredo Sá Almeida                                                                              12 de Março de 2019

 

Esta é uma viagem para o Futuro do Homem – This is a journey to the Future of Man

Convido os meus estimados Leitores a visitarem a minha nova página, subordinada ao tema do “Valor Humano” (https://valorhumano.me).

Passarei a publicar os meus textos, sobre o tema Valor Humano, nesta nova página.

A anterior ‘saalmeida’ (esta onde nos encontramos), dedicada ao mesmo tema, continuará a existir. Aí se encontrarão os 117 textos publicados desde Janeiro de 2015 até esta data.

Esta nova página será dedicada ao Futuro do Ser Humano e do seu Valor.

Grato por ter a sua companhia! – Thank you for having your company!

“Good company in a journey makes the way seem shorter.” — Izaak Walton

Being Human

Alfredo Sá Almeida                                                                  26 de Agosto de 2018

Por onde seguir? Futuro possível ou Futuro desejável?

encruzilhada

Esta é uma matéria sobre a qual deveria haver maiores consensos e maior empenho nas decisões que nos conduzem ao Futuro.

São duas atitudes distintas de liderança que exigem esforços diferentes. O grande problema está na forma como encaramos o Futuro e como nos conduzimos até ele. Depende muito da vontade e determinação de evitar o plausível e atingir o desejável com a maior adesão dos que nos acompanham na ‘caminhada’.

A meu ver, a maioria das lideranças de gestão contentam-se com o possível por falta de equipas capazes de construir um Futuro desejável para a Empresa. O mesmo se passa na Política dos Países. Quando as equipas governativas são coesas, competentes e bem focadas no cumprimento dos programas (e estes são ambiciosos), normalmente é atingido o desejável e a População sente-se satisfeita com os resultados. O mérito estará sempre na audácia que congrega adesão e dimensão realizável.

É evidente que a atitude desejável requer uma visão estratégica e um plano de execução que não se desfoque do essencial, sem perder a maleabilidade e a atenção para lá chegar.

A Humanidade está muito carente de um Futuro desejável, mas a indiferença, o egocentrismo e a distração é tanta que as Pessoas se perdem com facilidade, por falta de lideranças conhecedoras e competentes para não se desfocarem do essencial para chegar ao destino.

A Inteligência e Consciência Coletivas são boas conselheiras mas não suficientes. O domínio da Liderança é fundamental e a persuasão bem articulada uma necessidade.

Mais uma vez relembro que se torna essencial o Valor Humano, para cumprir com ética todos os propósitos do desejável.

Abandonemos o conformismo e o plausível e sejamos capazes de dar os saltos quânticos suficientes para chegarmos bem ao desejável, mas em Paz.

Alfredo Sá Almeida                                                                                       31 de Julho de 2018