Afinal, o dinheiro serve para quê?

Dinheiro

Agora é que vai começar a verdadeira ‘GUERRA’!

Enquanto os Decisores estiveram ‘entretidos’ com as medidas para salvar Pessoas (ou para evitar que se infetassem), verificámos que Políticos, Sociedade, Médicos, Enfermeiros, Juízes, Cientistas, Instituições, etc., enfim, quase toda a Sociedade Civil se colocaram de acordo com as medidas a tomar. Ou seja, a Inteligência e Consciência Coletivas funcionaram em sintonia (apesar de algumas divergências).

Enquanto o foco foi o Ser Humano, TUDO se passou bem.

Mas agora, que é importante e necessário preparar o Futuro e a Economia para refazer(?) o Paradigma da Sociedade atual, vai começar a parte mais difícil – colocar TODOS em ‘sintonia’ para distribuir o dinheiro que foi considerado suficiente(?) pela União Europeia para resolver a crise económica resultante da pandemia.

Muitos dirão, que o dinheiro deve ser poupado para nos precavermos de uma situação de grande crise. Pois bem, estamos em situação de grande CRISE mas há quem considere que não é tão grande assim, e, alguns não são tão solidários quando se trata de distribuir DINHEIRO.

Senão vejamos o que se está a passar:

Fala-se muito em verbas monetárias e ninguém se consegue por de acordo. Esta é a realidade do dinheiro como mecanismo virtual desprovido de elo de ligação ao Ser Humano. É estranho, como Pessoas que se dizem inteligentes são capazes de ser tão rígidas, tão rigorosas com REGRAS financeiras (criadas por alguns poucos Homens) e não vislumbrem soluções plausíveis para resolver os problemas da Humanidade. São de um conservadorismo bacoco, nuns casos, mas noutros são perfeitamente psicopáticos. Talvez fosse altura de começarem a ler os meus textos sobre o Valo Humano e o muito que falta fazer, para ganharem alguma humildade (se é que têm alguma) de Ser Humano.

Por outro lado, é nestes momentos de grande crise que se vê a dimensão de alguns Homens. O Mundo Global poderia aproveitar esta oportunidade para mudar um sistema caduco, injusto e não sustentável, cada dia mais gerador de desigualdades financeiras, económicas e sociais. Talvez, as Pessoas (ditas normais) e os Cidadãos do Mundo reconhecendo as más características deste sistema consigam mostrar aos ‘donos’ do Sistema Financeiro Mundial o quão errados estão e que não poderão ser mais os ‘donos’ do PODER.

Não se torna necessário uma outra GUERRA, basta tirar-lhes o ‘tapete’ que têm debaixo dos pés para que fiquem a flutuar num universo indigno e sem realidade social.

Gostaria, sinceramente, que os meus Leitores refletissem muito sobre o tema deste texto – “Afinal, o dinheiro serve para quê?”. Não serão o Valor Humano e os processos educativos, onde o conhecimento, a criatividade e o bem-comum, muito mais importantes e essenciais ao Futuro da Humanidade?

Alfredo Sá Almeida.                                                                                     7 de Abri de 2020

Alto! E pára o ‘baile’!

Parar

Esta é uma exclamação usada quando pretendemos ‘congelar’ um desentendimento conflituoso. Pois bem, não se trata de um ‘baile’ qualquer, mas sim do rumo que a nossa Sociedade tem seguido.

No entanto, foi necessário a disseminação pandémica de uma ‘coisa’ anti-vida (um vírus) para nos fazer parar, confinar e isolar socialmente para nos darmos conta que o ‘baile’ parou. De repente as Pessoas caiem numa realidade a que a nossa Sociedade não estava habituada – PARAR! Por um motivo nobre e Humano – a saúde coletiva e pública da nossa espécie. Mas também para preservarmos a Vida, a nossa.

Mas, não é que, nem neste desígnio estamos de acordo coletivamente? Países houve que não pararam e outros só com muita relutância o fizeram. Ao ponto de colocarem em risco a vida das faixas mais frágeis da Sociedade, as crianças e os seniores. Até houve Pessoas que afirmaram: (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/03/consequencias-economicas-serao-maiores-do-que-5-ou-7-mil-que-vao-morrer-diz-dono-do-madero.shtml) “Não podemos   |parar| por conta de 5 ou 7 mil pessoas que vão morrer, eu sei que isso é muito grave, sei que isso é um problema, mas muito mais grave é o que já acontece no Brasil”.

Outros dirão, ‘são pessoas mais fracas que vão morrer, os mais fortes resistirão’. Duro de ouvir! Mais duro ainda quando interiorizamos estas afirmações e refletimos sobre elas. Mesmo nas Pessoas mais frágeis se encontram as mentes mais brilhantes e com capacidade de influenciar boas decisões, não é mesmo! São as Pessoas mentalmente superiores e de Valor que é mais importante preservar, pois são elas que nos fazem VER os ‘maus’ caminhos que pretendemos seguir!

O Futuro e a Vida não podem ficar nas mãos de mentes arbitrárias desprovidas de Humanismo.

Quando esta pandemia terminar e fizermos o balanço das Vidas que se perderam, das mentes brilhantes que se ‘apagaram’ para fazer a ‘vontade lucrativa’ de alguns ‘seres maquiavélicos’ da nossa Sociedade, talvez cheguemos à conclusão que devíamos ter PARADO mais cedo.

Depois da ‘tempestade’ deverá chegar a reconstrução de um novo ‘tecido’ de Sociedade ‘mais limpo e cheiroso’, mais resiliente e capaz de congregar desígnios bem mais superiores, Humanos e nobres de espírito, com Valor.

Quando aprenderemos que não será o dinheiro que irá construir o Futuro do Humanismo, mas sim o Valor Humano!

Tenho de concordar em absoluto com Yuval Harari “Na luta contra o coronavírus, a humanidade precisa de lideranças globais” (https://epocanegocios.globo.com/Vida/noticia/2020/03/na-luta-contra-o-coronavirus-humanidade-precisa-de-liderancas-globais-diz-yuval-harari.html).

Sim, tudo vai mudar — já está mudando. Para Harari, a mobilização global em torno da covid-19 não terá implicações apenas na forma como organizamos nossos sistemas de saúde, mas também deve moldar a maneira como estruturamos a economia, a política e a cultura para o futuro — tudo isso com base em decisões rápidas e emergenciais, tomadas em meio àquela que (com sorte) será a maior crise vista pela nossa geração. “Ao escolher entre alternativas, devemos nos perguntar não apenas como superar a ameaça imediata, mas também que tipo de mundo habitaremos quando a tempestade passar. Sim, a tempestade passará, a humanidade sobreviverá, a maioria de nós ainda estará viva — mas habitaremos um mundo diferente”, explica. A natureza de emergências como a do novo coronavírus, diz o autor, fazem com que processos históricos avancem muito rapidamente. “As decisões que em tempos normais podem levar anos de deliberação são aprovadas em questão de horas. Tecnologias imaturas e até perigosas são colocadas em serviço porque os riscos de não fazer nada são maiores. Países inteiros servem como cobaias em experimentos sociais em larga escala. O que acontece quando todos trabalham em casa e se comunicam apenas à distância? O que acontece quando escolas e universidades inteiras ficam online? Em tempos normais, governos, empresas e conselhos educacionais nunca concordariam em realizar tais experimentos. Mas esses não são tempos normais”, conclui.” (https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/03/28/guru-dos-nossos-tempos-yuval-harari-aponta-os-cenarios-pos-pandemia.htm)

É sobre estas matérias que a Humanidade se deve preparar BEM para podermos reconstruir um Mundo melhor depois desta ‘tempestade catastrófica’. Podemos aproveitar melhor este tempo de ‘clausura’ para refletirmos sobre as mudanças importantes que a Sociedade deverá produzir.

Mas uma coisa é certa, tal como este escritor menciona “Yuval Harari: o mundo depois do coronavírus” não será o mesmo (https://universoracionalista.org/yuval-harari-o-mundo-depois-do-coronavirus/).

Não de demita da sua função de Cidadão do Mundo.

Alfredo Sá Almeida                                                                                   31 de Março de 2020

Opinião/Comentário – A consciência sobre esta pandemia

O Mundo está a assistir estupefacto á falta de consciência coletiva de líderes políticos de Países que se dizem desenvolvidos.

Os Políticos e Financeiros deste mundo não deveriam menosprezar a dinâmica dos vírus.

Vejamos o que acontece se menosprezarmos a dinâmica do Covid-19! (https://www.youtube.com/watch?v=n4no04822NQ)

Death counts of epidemics by

Perante esta informação a Holanda (Países Baixos) deveria ter uma maior consideração e respeito pelos seus Cidadãos, senão vejamos:

– À data de Hoje (27 de Março de 2020) os Países Baixos têm 8603 Pessoas infectadas; 546 Mortes e apenas 3 Pessoas recuperadas.

Significa que poderiam ter salvo muito mais Pessoas do que na realidade aconteceu.

Outro exemplo, não menos importante, é o caso Brasileiro.

(https://www.sapo.pt/noticias/internacional/governador-de-sao-paulo-ataca-bolsonaro-e_5e7e6c171a16c91991bb2192)

– À data de Hoje (27 de Março de 2020) o Brasil tem 3417 Pessoas infectadas; 92 Mortes e apenas 6 Pessoas recuperadas. Há muito para prevenir!

No caso Português, à data de Hoje (27 de Março de 2020) tem 4628 Pessoas infectadas; 76 Mortes e 43 Pessoas recuperadas.

Conclusão, o Presidente do Estado de São Paulo tem TODA a razão quando afirma:

“”A política que mata pessoas, não salva a economia”, defendeu o governador de São Paulo, aconselhando os cidadãos a verificarem as recentes declarações do governante de Milão, Giuseppe Sala, que se mostrou arrependido por ter estimulado moradores da cidade a continuarem as atividades económicas e sociais durante a pandemia.

“Será que em São Paulo, e em outros estados do nosso país, vamos precisar enterrar 4.500 pessoas para ter a certeza de que o convite para irem às ruas, para fazerem o que não devem fazer, é um erro?”, acrescentou o governador.

Na terça-feira, Jair Bolsonaro gerou polémica junto da classe médica e política do Brasil ao pedir às autoridades estaduais e municipais a reabertura de escolas e comércio, e o fim do “confinamento em massa”, de forma a evitar uma eventual “onda de desemprego”.

Após ter-se oposto às declarações de Bolsonaro, João Doria sofreu ameaças de morte, tendo apresentado queixa na polícia.”

No caso dos Estados Unidos da América nem vale a pena falar, pois tornaram-se nos campeões de Pessoas infectadas – 98080; 1513 Mortes e 1868 Pessoas recuperadas. A sua ação tardia conseguiu o inimaginável – ultrapassar a China na infeção do Covid-19.

COVID-19 may become the

Afinal o desenvolvimento tecnológico não está a salvar as Pessoas! São muito bons a vender armas mas fracos a salvar Pessoas!

Projection based on

Não brinquem com a dinâmica dos vírus que vão perder a GUERRA!

Projection based on

Alfredo Sá Almeida                                                                          27 de Março de 2020

Os vírus e a Vida – A aprendizagem constante ao longo da Vida.

E. Coli. (bactéria) nm = nanômetro.

O Mundo está perante um desafio enorme devido a uma ‘coisa’, que chamam vírus, e que se tornou em pandemia.

Vou explicar a razão porque chamo ‘coisa’ a um vírus. Primeiro que tudo, entre a comunidade científica os vírus não são unanimemente considerados ou classificados como Seres Vivos. A razão para esta divergência prende-se com o seguinte:

(https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/os-virus-sao-seres-vivos.htm)

1) Alguns pesquisadores afirmam que os vírus são organismos que não devem ser considerados seres vivos. Para sustentar essa ideia, as principais afirmações feitas são:

  • Os vírus não possuem células (acelulares), a unidade estrutural e funcional dos seres vivos. Essa característica contraria a Teoria Celular, que diz que todos os seres vivos são formados por células. Assim sendo, por não possuírem células, muitos afirmam que vírus não são seres vivos;
  • Os vírus não apresentam potencial bioquímico que possibilita a produção de energia metabólica. Assim sendo, os vírus não são capazes de respirar e alimentar-se, por exemplo;
  • Os vírus só são capazes de se reproduzir no interior de outra célula. Por essa razão, dizemos que eles são parasitas intracelulares obrigatórios.”

No entanto, para alguns pesquisadores são considerados como seres vivos:

      2) Os vírus realizam algumas atividades consideravelmente complexas. Eles são capazes, por exemplo, de “enganar” nosso sistema imunológico e causar doenças, atividade complexa para um ser sem vida, não é mesmo?

Muitos pesquisadores afirmam que os vírus devem ser, sim, considerados seres vivos. Para isso, eles utilizam algumas características desses seres para sustentar essa afirmação. Essas características são:

    • Presença de material genético: RNA e/ou DNA. A presença desse material indica que esses organismos são capazes de transmitir suas características aos seus descendentes;
    • Os vírus apresentam capacidade de evolução, ou seja, sofrem alterações ao longo do tempo, uma característica importante, uma vez que admitimos que os seres vivos mais bem adaptados sobrevivem no meio.”

Eu, como bioquímico, não dou crédito a uma ‘coisa’ que não se relaciona entre si, não é uma célula, não respira, não possui sistema metabólico energético, apenas é capaz de se ‘copiar’ (nem posso chamar de reproduzir) como parasita intracelular obrigatório (“Fora do ambiente intracelular, os vírus são inertes.” – Wikipédia) e matar o hospedeiro.

Pois bem, o Homem também se tornou numa pandemia da nossa Biosfera, ao longo dos milénios, mas é um Ser Vivo superior. O que o torna superior aos outros Seres Vivos é o facto de ter um cérebro evoluído e uma mente consciente, conhecedora e capaz de dominar os vírus (e não só).

É a nossa mente que faz TODA a diferença nesta ‘mega equação’ a que chamamos Vida e a que nem sempre damos o devido Valor.

A nossa mente tem uma capacidade enorme de aprendizagem, de correlacionar o conhecimento, de o integrar e de lhe dar um Valor. Por outro lado, os Valores Humanos foram acrescentados ao longo da nossa evolução dando um sentido superior à nossa vida. Temos de ter em consideração que Metafisicamente, a vida é um processo contínuo de relacionamentos” – Wikipédia. Nesta matéria de relacionamentos o Homem ainda não se tornou um mestre.

Ora um vírus só tem um sentido ‘vazio’ – MATAR. Esta é a característica essencial dos vírus: – copiam-se dentro das células, aos milhares, até rebentarem com as células onde se copiaram e continuam o seu caminho do mesmo modo, até serem travados pelo sistema imunológico, por um medicamento anti-viral, ou pela morte do hospedeiro. Ou seja, um vírus é uma ‘coisa’ anti-vida.

Quantas vezes o Homem na sua caminhada pela vida foi capaz de se comportar como um vírus!

Ainda hoje, fui confrontado com a notícia de um teste experimental de um míssil hipersónico capaz de atingir cinco vezes a velocidade do som e chegar mais rápido ao ‘objetivo’ para matar o inimigo humano.

Enfim, o Homem ainda não aprendeu o suficiente para dar o devido respeito pela VIDA. Nem mesmo com aquilo que esta pandemia nos está a provocar. Estamos confinados a ficar em casa, limitados ou condicionados e devemos reduzir os nossos relacionamentos pessoais, por causa de uma ‘coisa’, um vírus.

No entanto, se soubermos ser inteligentes, aproveitarmos a sabedoria adquirida, valorizarmos a Vida e soubermos tirar partido daquilo que o vírus destruiu (Pessoas, relacionamentos, economia, empresas, postos de trabalho, etc.), talvez nos ajude a construir uma Consciência Coletiva e a mudarmos, transformarmos ou reformarmos a convivência em sociedade, corrigindo, construindo ou criando os elos de ligação entre Humanos que nos atrevemos a destruir ao longo dos tempos.

Nesta crise pandémica, os Líderes e os Homens do Poder souberam injectar dinheiro em toda a estrutura da Sociedade, como se o dinheiro fosse um elemento vital para o futuro do Ser Humano. Dando o exemplo de que o dinheiro não é problema.

Saberemos nós injectar Valores Humanos em TODAS as estruturas da Sociedade e revitalizar a construção de um Futuro digno de Seres Vivos e Humanos de Valor?

Por favor, meu caro Leitor não se torne num vírus!

Alfredo Sá Almeida.                                                        21 de Março de 2020

Chega! Consumam, descartem, poluam! O clima que se dane!

Alterações climáticas

Pelo que me é dado observar e verificar, as Pessoas gostam de extremismos e comportam-se como ‘meninos mimados’ perante as circunstâncias fulcrais da nossa vida civilizacional.

Considero que as novas gerações andam á deriva por falta de orientações pedagógicas que as levem a descobrir dois referenciais importantes e essenciais na nossa vida em Sociedade: o Bem-comum e a Consciência Coletiva.

Uns dirão, isso são coisas de ‘gente de esquerda’, de ‘comunistas retardados’! Esquecem-se que a Humanidade não tem esquerda nem direita, tem a direção e o sentido que os dois referenciais que mencionei indicarem como sendo os melhores para nós.

Os meus caros Leitores perguntar-se-ão por que razão eu escolhi um título tão extremista?

Vem isto a propósito de um artigo de uma revista, Visão, (https://visao.sapo.pt/atualidade/sociedade/2020-02-29-esta-e-naomi-a-anti-greta/) “Esta é Naomi, a anti-Greta”. “Também é adolescente, loira e europeia. Mas esta ativista de 19 anos está do outro lado da barricada, a defender que o discurso vigente sobre as alterações climáticas procura apenas provocar a histeria coletiva”.

Verifico que existem jovens que se prestam a esta exposição mediática porque ‘julgam’ (esta é a palavra correta) que a opinião delas é a mais adequada à Sociedade em que vivemos. Então, temos esta espécie de combate ideológico (?) para consolar uma ‘turma’ em solidão existencial.

Se não vejamos: “Esta semana, a autodenominada “cética climática” deverá fazer mesmo as honras da casa na Conferência de Ação Política Conservadora, perto de Washington. Ali se espera que repita coisas como “o alarmismo da mudança climática é, em sua essência, uma ideologia desprezivelmente anti-humana”.

Enfim, serve aqueles propósitos que nós sabemos, completamente desenraizados da realidade Humana.

Num outro artigo de opinião publicado em Dezembro de 2019 na mesma revista “A Greta da nossa vergonha” (https://visao.sapo.pt/opiniao/2019-12-05-a-greta-da-nossa-vergonha/) a Diretora da revista em causa, Mafalda Anjos, transmite-nos a sua opinião sobre este tema: “Greta (Greta Thunberg) incomoda porque nos recorda a nossa vergonha, a nossa inércia, o nosso conformismo. E isso mói na consciência de quem prefere ficar sentado a criticar nas redes do que mexer uma palha em prol do bem comum.”

Numa frase disse tudo o que há para dizer sobre nesta matéria. Mas como a nossa juventude ‘adora’ o ‘carrocel mediático’, pois fazem tudo para construir uma opinião que nunca será pública porque não tem estrutura para tal. Infelizmente, não é só a Juventude que adora o ‘carrocel mediático’, os média adoram explorar (estilo telenovela de grande consumo) quem se presta a entrar nele.

Nos meus textos tenho abordado os temas da indiferença, da arrogância, da prepotência, da ausência de Valores Humanos na Sociedade, mas também, os temas da Inteligência e Consciência Coletivas, do Bem-comum, do Futuro Coletivo e muitos outros que considero importantes e urgentes que as Pessoa interiorizem e ganhem Consciência que os Seres Humanos não são NADA uns sem os outros. E, que não compensa andarmos a construir divisões onde deveria haver concordância inteligente pelo Bem-comum.

Estas matérias da alteração climática global, não são questões ideológicas são factos científicos que devem ser debatidos com Inteligência, com base na Ciência dos factos e abstenção emotiva e ideológica, para não provocarem ruído na construção do Futuro.

Meus caros Leitores, desejo-vos uma excelente reflexão na construção do Bem-comum.

Alfredo Sá Almeida                                                                               29 de Fevereiro de 2020

Expliquem-me como pretendem combater a emergência climática mundial numa sociedade eminentemente competitiva!

Sociedade Competitiva

Vou começar este texto mencionando um estudo e um alerta GLOBAL, segundo 11 mil cientistas, que deve ‘incentivar’ as Pessoas a AGIR de modo mais inteligente e sustentado, com um grande espírito de mudança!

“Os cientistas que endossam o estudo afirmam ter “uma obrigação moral de claramente advertir a humanidade sobre ameaças catastróficas e falar as coisas da forma como elas são”.

“Temos altas emissões, temperaturas crescentes, sabemos disso há 40 anos e não agimos — não é necessário ser um génio para saber que temos um problema”, diz à BBC um dos principais autores da pesquisa, Thomas Newsome, da Universidade de Sydney.

“Uma emergência significa que se não agirmos ou respondermos aos impactos das mudanças climáticas e reduzirmos as emissões de carbono, a produção de gado, o desmatamento e o consumo de combustíveis fósseis, os impactos provavelmente serão mais severos dos que os que já vivemos até agora”, prossegue Newsome.

“Isso pode fazer com que áreas da Terra se tornem inabitáveis para humanos.” (https://www.bbc.com/portuguese/geral-50321928) “As seis mudanças urgentes para conter a emergência climática, segundo 11 mil cientistas” – BBC.

Quando nos focamos no combate à emergência climática mundial estamos essencialmente interessados em preservar a sustentabilidade ambiental num mundo sem fronteiras onde estão presentes TODOS os Cidadãos.

A Sociedade Competitiva por outro lado é muito ‘obsessiva’ com as suas fronteiras e o seu posicionamento face aos seus vizinhos, para obter vantagens competitivas no Mercado. A manutenção desse satus quo é o élan que converge no Poder e emana para a Sociedade.

A grande diferença entre uma Sociedade Competitiva e outra Colaborativa pode traduzir-se do seguinte modo:

  • A primeira está focada na resolução de problemas para alguns, enquanto que a segunda tem a determinação de resolver as situações para todos;
  • É a grande diferença entre um posicionamento de topo no mercado (custe o que custar) e a capacidade de atingir o Bem-comum de forma sustentada.

A Sociedade Competitiva levada ao extremo, conduz invariavelmente ao Bulling, Stress, Burnout, Depressão, Suicídio e a todas as atitudes agressivas e violentas do Homem. Pois haverá sempre quem não se enquadre no sistema competitivo, e, quem o gere descarta a mudança de sistema. Recomendo a leitura de um texto meu neste Blog: “A saúde mental é essencial numa sociedade de Valor Humano!” (https://saalmeida.wordpress.com/2016/02/12/a-saude-mental-e-essencial-numa-sociedade-de-valor-humano/).

“Estratégia competitiva são ações ofensivas ou defensivas para criar uma posição defensável numa indústria, para enfrentar com sucesso as forças competitivas e assim obter um retorno maior sobre o investimento.”Michael Porter.

Esse é o grande objetivo da Sociedade Competitiva e, tudo isso, para manter uma posição de Poder.

Por outro lado, a Sociedade Colaborativa tem o seu foco no Bem-comum. Senão, vejamos:

“Consumismo e competitividade levam ao emagrecimento moral e intelectual da pessoa, à redução da personalidade e da visão do mundo, convidando, também, a esquecer a oposição fundamental entre a figura do consumidor e a figura do cidadão.”Milton Santos.

“Como cidadãos da sociedade atual, nos damos conta de que não podemos continuar em uma luta pela sobrevivência do mais forte, mas que necessitamos de uma sociedade menos competitiva e mais colaborativa. Devido à crise, começamos a observar que temos de mudar a visão distorcida por uma que nos permita focar melhor e que seja boa para todos. Definitivamente, uma sociedade colaborativa é mais feliz que uma sociedade competitiva. Esta colaboração pode ser definida como solidariedade, ou seja, pensar nos outros, ajudar-nos e cooperar entre nós.” (http://humanidadeintegrada.org/sitio/2015/01/uma-sociedade-colaborativa-e-mais-feliz-que-uma-competitiva/) – “UMA SOCIEDADE COLABORATIVA É MAIS FELIZ QUE UMA COMPETITIVA”Humanidade Integrada.

Recomendo aos meus Leitores que deem uma leitura atenta a este diagrama da ‘Competitividade na Sociedade’. Traduz bem o que estamos aqui a tratar.

Competitividade_na_Sociedade

(https://coggle.it/diagram/WN5GH-qtdwABA7B3/t/competitividade-na-sociedade)

O que devemos sempre considerar é a sustentabilidade das ações do Homem para minimizar ativamente os impactos no Ambiente e na Biosfera.

Convém salientar que o fenómeno da Globalização não impede o desenvolvimento das filosofias da Sociedade Colaborativa. Pelo contrário, pode potenciá-la.

Sobre esta matéria deem uma leitura ao modo como a UNESCO nos transmite o fenómeno da Globalização. (http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/themes/international-migration/glossary/globalisation/) “SOCIAL AND HUMAN SCIENCES”.

“Globalização pode […] ser definida como a intensificação das relações sociais em todo o mundo, que ligam localidades distantes de tal maneira que os acontecimentos locais são moldados por eventos que ocorrem a muitos quilômetros de distância e vice-versa.”Anthony Giddens, 1990.

De tudo o que sabemos até hoje podemos constatar que a Inteligência e Consciência Coletivas poderão desenvolver-se mais rapidamente no modelo da Sociedade Colaborativa, e, de um modo muito limitado no modelo de Sociedade Competitiva.

Chamo à atenção dos meus Leitores para um texto que escrevi em Março de 2018 “O Homem encontra-se com perturbação obsessivo-compulsiva, em pleno século XXI” (https://saalmeida.wordpress.com/2018/03/04/o-homem-encontra-se-com-perturbacao-obsessivo-compulsiva-em-pleno-seculo-xxi/).

“Perante estes dados, nem iremos necessitar de uma III Guerra Mundial para extinguirmos a Vida neste Planeta, basta continuarmos a comportarmo-nos como até aqui.” – Alfredo Sá Almeida.

Estamos perante modelos de Sociedade que podem condicionar ou expandir a nossa mente para o Mundo do Futuro.

A Sociedade Colaborativa tem vindo a desenvolver-se, mas infelizmente, de modo muito tímido. Temos exemplos importantes de apoio solidário, nas mais variadas situações (sejam coletivas ou individuais), temos o aumento do voluntariado (nas mais variadas Instituições), temos o apoio consolidado aos sem abrigo, e muitas outras iniciativas de solidariedade, onde o altruísmo, a empatia e a compaixão solidária faz o seu caminho lentamente, numa Sociedade dominada pela velocidade e pelo dinheiro como resposta para tudo.

Não nos podemos esquecer do papel importante de muitas ONG’s (Organizações não Governamentais) que desenvolvem ações importantes em todo o mundo.

Este modelo de Sociedade necessita de ser abrangente, universal, consistente e coerente, desde o Poder até ao simples Cidadão.

Falta muito por fazer, falta muita organização e dinâmica orientada para a solidariedade. Falta, sobretudo, muito conhecimento concreto destes fenómenos Humanos de apoio altruísta onde o Bem-comum predomina.

Se observarem bem, meus caros Leitores, os meios de comunicação dita social não dão o devido relevo às notícias do mundo Colaborativo. Pela simples razão que não faz aumentar audiências nem contratos de publicidade.

Temos de ser nós os Cidadãos do Mundo a fazer crescer e dinamizar estruturadamente a Sociedade Colaborativa. Agregar o desenvolvimento dos Valores Humanos em todas as nossas ações, desde muito cedo, na vida das crianças e jovens, com os bons exemplos que ajudam a desenvolver a mente e a consciência Coletiva.

Existem bons exemplos por este mundo afora. Vou mencionar apenas alguns (que me perdoem as organizações que o fazem e não mencionei). Senão vejamos:

Não posso deixar de mencionar um artigo da ‘Observador’ intitulado “A emergência do 4º setor” (2017)” (https://observador.pt/opiniao/a-emergencia-do-4o-setor/). “Neste século XXI temos de decidir sobre a dosagem de Estado Social (mais dívida, impostos e emprego público) e de economia colaborativa e partilhada (menos impostos, mais emprego privado e partilhado)”. Neste artigo, saliento: “A mutação dos “Quatro D”” onde é abordada a ‘transformação digital’. Podemos ler: “Esta transformação paradigmática pode ser designada como a mutação dos “Quatro D”: digitalização, desmaterialização, desintermediação, e o seu corolário lógico, o desemprego. O paradigma dos “Quatro D”, segundo a ideologia dominante, conduz-nos até à sociedade do conhecimento, ao capitalismo cognitivo e à economia dos bens comuns colaborativos. Enfim, na aparência, o melhor dos mundos!”.

Desejo a TODOS os meus Leitores boas reflexões e muita dinâmica no Futuro, onde caminharemos juntos para o desenvolvimento do Bem-Comum.

Alfredo Sá Almeida                                                                                   9 de Novembro de 2019

A Escola e o Futuro

Escola e Futuro

“Justiça climática Já!”, “Não te cales!”, “Todos juntos por um futuro melhor” ou “A Terra esgotou a paciência e nós também”, foram algumas das frases que se puderam ler nos cartazes empunhados pelos manifestantes, enquanto se ouvia, “Senhor ministro explique-me por favor, porque é que no inverno ainda faz calor!”” (https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/clima-trezentas-pessoas-marcharam-pelo-planeta-em-faro)

Ninguém tem dúvidas que os jovens de hoje são o Futuro.

Recentemente, estes jovens despertaram com fervor para as questões problemáticas do nosso Ambiente, da Sustentabilidade e das mudanças urgentes que têm de ser implementadas para podermos ter um Futuro melhor. Esse despertar foi desencadeado por Greta Thunberg, uma jovem Sueca que possui uma Consciência Ambiental notável e que se exprime de forma brilhante e emotiva perante grandes assembleias de adultos ou jovens. (https://www.dnoticias.pt/mundo/greta-thunberg-desafia-lideres-mundiais-a-fazerem-mais-pelo-ambiente-JK5268038)

Greta Thunberg

A questão principal aqui prende-se com a URGÊNCIA de medidas que contribuam para melhorar significativamente a sustentabilidade da Vida Humana em equilíbrio com a Biosfera. Isto porque somos nós a causa de TODOS os desequilíbrios.

São muitas as mudanças efetivas necessárias para que possamos afirmar que não estamos a colocar em risco o Futuro do equilíbrio dinâmico ambiental. São mudanças de natureza industrial, de hábitos de consumo, da essência da economia e do sistema financeiro, e sobretudo, do sistema Educativo institucionalizado.

Nós já sabíamos que existia um fosso muito grande entre o que se ensina nas Escolas e a preparação dos jovens para o Futuro. Sabíamos, mas acomodámos-nos. Sabíamos, mas estávamos conformados, porque estamos dependentes do modo como nos ensinaram em crianças e jovens. Sabemos, mas não somos capazes de nos por de acordo com a construção do Futuro Coletivo. Sobretudo, quem detém o PODER não pretende perder os privilégios que acumulou ao longo dos anos. Mesmo que esses privilégios tenham sido obtidos com regras de mercado que contribuíram para uma degradação significativa da nossa sustentabilidade ambiental.

Chegámos a um ponto da nossa história Coletiva e Global em que é fundamental que se produzam mudanças profundas na Sociedade e na Consciência Coletiva dos Cidadãos para que se obtenham resultados efetivos para a melhoria no nosso Futuro Coletivo.

Ora, essas mudanças têm obrigatoriamente de passar pelo processo Educativo Escolar a nível Global, incluindo o Universitário. Não é por acaso que se chama UNIVERSIDADE. É para que a universalidade dos nossos conhecimentos contribua para uma Consciência UNIVERSAL. Sem ela, vamos ficar ‘fritos’.

É aqui que os jovens de hoje, despertados por Greta Thunberg, têm toda a razão: “Para quê ir à Escola se não temos Futuro”. É um facto que a Escola não lhes faculta o conhecimento, a aprendizagem de novos hábitos e uma Consciência de Cidadania Global, nem a abertura de espírito para construírem um mundo melhor.

Mas a aprendizagem não pode ficar apenas pelos jovens. TODOS nós temos de passar por um processo formativo, para aprendermos tudo aquilo que não nos ensinaram e que marcou a nossa Consciência pouco coletiva ou globalizada.

É um desafio que devemos encarar como muito sério e que requer da classe Política e de todas as Instituições Governamentais e não Governamentais um empenho efetivo para caminharmos no melhor sentido.

Muitos destes jovens tornaram-se mais eficientes na construção de uma Consciência Coletiva, que tudo aquilo que tenho vindo a escrever neste Blog, sobre o Ser Humano, o Futuro Coletivo, a Sustentabilidade da Biosfera e o Valor Humano.

Parabéns a todos os Jovens que lutam pacificamente pelo Ambiente e que nos despertam para uma realidade que tem de deixar de existir, sob pena de deixarmos de ter um Planeta que possa conter Vida diversificada.

Alfredo Sá Almeida                                                                              28 de Setembro de 2019